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Qualidade espermática do Jundiá Amazônico Leiarius marmoratus (Gill, 1870) após o resfriamento

O objetivo deste experimento foi avaliar a qualidade espermática do Jundiá da Amazônia, Leiarius marmoratus, após resfriamento sem diluidores. Após a captura dos animais e coleta do sêmen, os seguintes parâmetros foram analizados: motilidade progressiva, vigor espermático, duração da motilidade e morfologia espermática. Uma alíquota de sêmen fresco de cada animal foi utilizada como controle, permanecendo em temperatura ambiente (28 ± 2°C) até o momento das análises. O sêmen de cada animal foi armazenado em seringas individuais, sem a presença de diluidores. As seringas foram mantidas em gelo dentro de caixas de poliestireno a uma temperatura media de 13 ± 2°C. Os parâmetros seminais foram avaliados a cada hora, totalizando sete horas de análises. O sêmen fresco (controle) apresentou uma queda significativa na motilidade progressiva, vigor espermático e duração da motilidade, permanecendo viável apenas por três horas. As taxas de motilidade progressiva do sêmen resfriado apresentaram um comportamento linear negativo (P<0.05). Assim como a duração da motilidade aumentou (P<0.05), alcançando seu pico após três horas de resfriamento. O vigor espermático do sêmen resfriado apresentou um comportamento quadrático. Não foi observada diferença estatística na morfologia espermática do sêmen resfriado (P<0.05), embora o número total de anormalidades tende a aumentar com o decorrer do tempo. Estudos adicionais focados na aplicação desta técnica devem ser realizados, incluindo a avaliação de diluidores e crioprotetores para a preservação do sêmen por maiores períodos.


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