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Estrutura e composição de espécies de uma floresta de Restinga periodicamente alagada em Caraguatatuba, São Paulo, Brasil

Resumo:

O objetivo deste estudo foi caracterizar a estrutura e composição da comunidade arbórea e arbustiva em um fragmento de 77 ha de floresta de Restinga em Caraguatatuba, São Paulo. Neste fragmento, 40 parcelas de 20 × 20 m (1,6 ha) foram distribuídas sistematicamente e todas as árvores com diâmetro do tronco na altura do peito (DAP) ≥4,8 cm foram amostradas. Além disso, 16 parcelas foram escolhidas aleatoriamente para amostrar também todos os indivíduos com DAP entre 1 e 4.8 cm de DAP. Todos os indivíduos foram marcados, identificados ao nível de espécie e tiveram seu diâmetro e altura medidos. Para indivíduos acima de 4,8 cm de DAP, foi amostrado um total de 2587 indivíduos (1616 ind./ha) em 119 espécies e 42 famílias. Para indivíduos acima de 1 cm de DAP, foi amostrado um total de 2659 indivíduos (4154 ind./ha) em 125 espécies e 38 famílias. As famílias mais ricas foram Myrtaceae, Lauraceae e Fabaceae. As espécies mais abundantes foram Diospyros brasiliensis, Anaxagorea dolichocarpa e Euterpe edulis. Quando comparado com outros locais de florestas de Restinga, a estrutura florestal do fragmento estudado é semelhante a outras florestas de Restinga. No entanto, a composição da floresta é bastante distinta, evidenciando a heterogeneidade das florestas de Restinga ao longo da costa do Brasil. Implicações para a conservação e restauração das florestas de Restinga são destacadas.

Palavras-chave:
solo arenoso; floresta sobre areia; alagamento; vegetação da planície costeira; Mata Atlântica

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