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Avaliação da força muscular pós-AVE pela dinamometria portátil: uma revisão da literatura

Introdução

A mensuração da força muscular em indivíduos acometidos pelo Acidente Vascular Encefálico (AVE) é comumente realizada na clínica, sendo os dinamômetros portáteis os instrumentos mais utilizados para tanto.

Objetivo

Verificar se há uma padronização dos métodos utilizados para avaliação da força muscular de tronco e membros superiores (MMSS) com o uso de dinamômetros portáteis em indivíduos pós-AVE, bem como verificar quais propriedades de medida já foram investigadas.

Materiais e métodos

As buscas foram realizadas nas bases de dados MEDLINE, SciELO, LILACS e PEDro com combinação de termos específicos, seguidas de busca manual ativa. A seleção dos estudos e a extração das informações foram realizadas por dois examinadores independentes.

Resultados e discussão

Foram incluídos 58 estudos (três de tronco e 55 de MMSS, incluindo preensão manual e pinça). Os grupos musculares mais avaliados foram preensão manual, flexores de cotovelo, extensores de punho, extensores de cotovelo e pinça lateral. Nove estudos reportaram confiabilidade adequada do método. A maioria dos estudos que avaliaram os músculos de tronco, de preensão manual e de pinça utilizou a postura sentada, enquanto o decúbito dorsal foi mais utilizado na avaliação dos demais músculos. O número de repetições mais utilizado foi três, já o tempo de contração e o período de repouso variaram entre os estudos.

Considerações finais

A maioria dos estudos relatou o posicionamento e/ou o protocolo de coleta, porém não houve uma padronização. A única propriedade de medida investigada foi a confiabilidade. Poucos estudos avaliaram os músculos de tronco e as outras propriedades de medida.

Dinamômetro; Tronco; Membros superiors; Confiabilidade; Validade


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