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O vitiligo como uma doença psicossocial: apreensões de pacientes marcados pelo branco

O presente estudo teve por objetivo apresentar a compreensão de sujeitos portadores de vitiligo sobre sua afecção, avaliando também a associação com a concepção de saúde-doença. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo e exploratório, realizada a partir de um levantamento epidemiológico do período de 2010-2013, em prontuários do ambulatório de dermatologia de um hospital de referência localizado na cidade de Campina Grande – Paraíba, Brasil. Identificou-se que de 832 prontuários existentes, 13 pacientes possuíam vitiligo e, destes, apenas oito aceitaram participar do estudo, respondendo a um questionário semiestruturado. O tratamento dos dados ocorreu por meio da técnica de análise de conteúdo temática, identificando quatro categorias. Os resultados indicaram que o processo de adoecimento está diretamente ligado às práticas sociais que são direcionadas ao sujeito “manchado”, sobre o qual o vitiligo imprimiu suas marcas.

Vitiligo; Estigma; Doença psicossocial; Psicodermatologia


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