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Novas ocorrências de fungos conidiais para América do Sul e Neotrópico

New records of conidial fungi from South America and Neotropic

Resumos

Durante investigação de fungos conidiais associados a materiais vegetais em decomposição na Serra da Jibóia, município de Santa Terezinha, Bahia, algumas espécies interessantes foram encontradas. Endophragmiella rigidiuscula R. F. Castañeda, Murogenella lampadiformis R. F. Castañeda & W. B. Kendr., Mycoenterolobium platysporum var. platysporum Goos e Spegazzinia deightonii (S. Hughes) Subram., são novos registros para a América do Sul, e Pseudoacrodictys viridescens (B. Sutton & Alcorn) W. A. Baker & Morgan-Jones é um novo registro para o Neotrópico. Descrição, comentários, distribuição geográfica e ilustrações são apresentadas para as espécies.

diversidade; fungos anamórficos; serapilheira; taxonomia


During investigation of conidial fungi associated with dead plant material in Serra da Jibóia, municipality of Santa Terezinha, Bahia, some interesting species were found. Endophragmiella rigidiuscula R. F. Castañeda, Murogenella lampadiformis R. F. Castañeda & W. B. Kendr., Mycoenterolobium platysporum var. platysporum Goos and Spegazzinia deightonii (S. Hughes) Subram. are new records from South America, and Pseudoacrodictys viridescens (B. Sutton & Alcorn) W. A. Baker & Morgan-Jones is a new record from Neotropic. Description, comments, geographical distribution and illustrations are presented for all species.

anamorphic fungi; diversity; leaf litter; taxonomy


ARTIGOS

Novas ocorrências de fungos conidiais para América do Sul e Neotrópico

New records of conidial fungi from South America and Neotropic

Sheila Miranda Leão-FerreiraI,1 1 Autor para correspondência: sheila1leao@yahoo.com.br , Tasciano dos Santos Santa IzabelI, Luís Fernando Pascholati GusmãoI e Marcos Fabio Oliveira MarquesII

IUniversidade Estadual de Feira de Santana, Depto. de Ciências Biológicas, Laboratório de Micologia, Av. Transnordestina, s/n, Novo Horizonte, 44036-900 Feira de Santana, BA, Brasil

IIUniversidade do Estado da Bahia, Campus VII, Depto. de Educação, Laboratório de Microbiologia, Rodovia Lomanto Júnior, BR 407 km 127, 48970-000 Senhor do Bonfim, BA, Brasil

RESUMO

Durante investigação de fungos conidiais associados a materiais vegetais em decomposição na Serra da Jibóia, município de Santa Terezinha, Bahia, algumas espécies interessantes foram encontradas. Endophragmiella rigidiuscula R. F. Castañeda, Murogenella lampadiformis R. F. Castañeda & W. B. Kendr., Mycoenterolobium platysporum var. platysporum Goos e Spegazzinia deightonii (S. Hughes) Subram., são novos registros para a América do Sul, e Pseudoacrodictys viridescens (B. Sutton & Alcorn) W. A. Baker & Morgan-Jones é um novo registro para o Neotrópico. Descrição, comentários, distribuição geográfica e ilustrações são apresentadas para as espécies.

Palavras-chave: diversidade, fungos anamórficos, serapilheira, taxonomia.

ABSTRACT

During investigation of conidial fungi associated with dead plant material in Serra da Jibóia, municipality of Santa Terezinha, Bahia, some interesting species were found. Endophragmiella rigidiuscula R. F. Castañeda, Murogenella lampadiformis R. F. Castañeda & W. B. Kendr., Mycoenterolobium platysporum var. platysporum Goos and Spegazzinia deightonii (S. Hughes) Subram. are new records from South America, and Pseudoacrodictys viridescens (B. Sutton & Alcorn) W. A. Baker & Morgan-Jones is a new record from Neotropic. Description, comments, geographical distribution and illustrations are presented for all species.

Key words: anamorphic fungi, diversity, leaf litter, taxonomy.

Introdução

Na região semi-árida brasileira há predomínio da vegetação de Caatinga e suas diversas nuances bem como outros tipos vegetacionais, que proporcionam uma heterogeneidade e complexidade das fitofisionomias (Andrade-Lima 1981). Dentre os tipos vegetacionais existentes, resquícios de Mata Atlântica também são encontrados em fragmentos encerrados na Caatinga (Velloso et al. 2002). Associados a estes tipos vegetais encontram-se os fungos e demais organismos que participam da ciclagem de nutrientes, atuando na decomposição do folhedo em um processo complexo e de suma importância para a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas (Christensen 1989, Dix & Webster 1995).

Na Bahia foram realizados, recentemente, estudos de fungos conidiais associados à decomposição de substratos vegetais em diversos tipos vegetacionais e regiões: campo rupestre na Chapada Diamantina (Barbosa & Gusmão 2005, Gusmão & Barbosa 2005, Cruz et al. 2007b), em fragmento de Mata Atlântica na Serra da Jibóia, Município de Santa Teresinha, (Marques et al. 2007, Gusmão et al. 2008), e em áreas de Caatinga selecionadas pelo Programa de Pesquisa em Biodiversidade – PPBio, na Serra de Santana (Senhor do Bonfim), Raso da Catarina (Paulo Afonso) e Dunas do São Francisco (Pilão Arcado) (Castañeda-Ruiz et al. 2006, Cruz et al. 2007a, 2008, Leão-Ferreira et al. 2008). Esses estudos revelaram novas ocorrências de fungos conidiais para o Brasil, América do Sul e Neotrópico, bem como novas espécies.

O presente trabalho teve como objetivo realizar a caracterização das espécies que constituem novos registros para a América do Sul e Neotrópico, associadas à decomposição de substratos vegetais em um fragmento de Mata Atlântica na Serra da Jibóia, Bahia, contribuindo para ampliação do conhecimento da distribuição geográfica das espécies encontradas.

Material e métodos

A Serra da Jibóia localiza-se no Município de Santa Terezinha, Bahia (12°51' S e 39°28' W) e constitui-se de um fragmento de Mata Atlântica encerrado na vegetação de Caatinga. Apresenta em seu topo um afloramento gnássico-granítico com cerca de 750-800 m de altitude, sobre o qual se desenvolve uma vegetação de campo rupestre, e nas encostas um fragmento florestal perenifólio, presente durante todo o ano, e na base a vegetação de Caatinga (Queiroz et al. 1996, Carvalho-Sobrinho & Queiroz 2005).

Durante expedições realizadas à Serra da Jibóia no período de julho de 2004 a março de 2007, foram coletadas amostras contendo 20 substratos vegetais em decomposição de diversas espécies vegetais e armazenadas em sacos de papel tipo Kraft. No laboratório a serapilheira foi submetida à técnica de lavagem em água corrente (Castañeda-Ruiz 2005). Após secagem, as amostras foram fragmentadas e acondicionadas em câmaras-úmidas. Durante 30 dias, estruturas de reprodução dos fungos foram isoladas, sob estereomicrocópio, com auxílio de agulhas (do tipo usado para aplicação de insulina) e transferidas para meio de montagem permanente com resina PVL (Trappe & Schenck 1982). A identificação das espécies foi realizada comparando as estruturas reprodutivas encontradas com as descrições apresentadas em bibliografia especializada. O material foi depositado no Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS).

Resultados e discussão

Endophragmiella rigidiuscula R. F. Castañeda, Fungi Cubenses III (La Habana): 9. 1988.

Figuras 1-2


Conidióforos macronemáticos, mononemáticos, simples, eretos, retos, cilíndricos, 0-1-septados, lisos, castanhos na base, castanho-claros no ápice, 37,5-65 × 3-4,5 µm; células conidiogênicas monoblásticas, integradas, terminais, constrictas; conídios solitários, obovóides, lisos, secos, 3-distoseptados, castanhos, 18-27,5 × 10-15 µm. Secessão rexolítica.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Santa Terezinha, Serra da Jibóia, sobre folhas em decomposição de Andira fraxinifolia Benth., 05-IV-2005, S.M. Leão-Ferreira s.n. (HUEFS 98004).

Distribuição geográfica: Cuba (Castañeda-Ruiz 1988).

O gênero foi estabelecido por B. Sutton com a espécie-tipo Endophragmiella pallescens B. Sutton (Sutton 1973). Endophragmiella rigidiuscula foi descrita, pela primeira vez, sobre folhas em decomposição de Byrsonima crassifolia (L.) D. C. Viñales (Castañeda-Ruiz 1988). Endophragmiella bisbyi (B. Sutton) S. Hughes, E. boothii (M. B. Ellis) S. Hughes, E. fuliginosa (B. Sutton) S. Hughes e E. subolivacea (Ellis & Everh.) S. Hughes apresentam conídios obovóides, em geral 3-euseptados, diferindo de E. rigidiuscula por esta não possuir septos verdadeiros, apresentando conídios obovóides 3-distoseptados (Castañeda-Ruiz 1988, Hughes 1979). O material examinado está de acordo com a descrição original, diferindo desta pela por apresentar conidióforos menores e constrição na célula conidiogênica. Este constitui o segundo registro da espécie e o primeiro para a América do Sul.

Murogenella lampadiformis R. F. Castañeda & W. B. Kendr., University of Waterloo Biology Series 33:26. 1990.

Figuras 3-4

Esporodóquio presente; conidióforos reduzidos a células conidiogênicas; células conidiogênicas originadas diretamente da hifa, monoblásticas, determinadas, lisas, 5-7 × 2,5-3 µm; conídios solitários, castanho-claros, clavados a obpiriformes, ápice arredondado, base estreita, 15-23 × 8-10 µm no ápice, 2-euseptados na base, 2-4-distoseptados na porção apical.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Santa Terezinha, Serra da Jibóia, sobre folhas em decomposição de Andira fraxinifolia Benth, 21-III-2005, S.M. Leão-Ferreira s.n. (HUEFS 97978).

Distribuição geográfica: Cuba (Castañeda-Ruiz & Kendrick 1990).

O gênero foi descrito em 1965, com a espécie-tipo Murogenella terrophila Goos & E. F. Morris (Goos & Morris 1965). Este gênero é caracterizado pelo conidioma em forma de esporodóquio, conídios euseptados na base e distoseptados na região apical. Murogenella lampadiformis foi descrita originalmente sobre folhas em decomposição e, segundo Castañeda-Ruiz & Kendrick (1990), esta espécie difere de M. eucalypti B. Sutton & Sharma e de M. terrophila pela morfologia, dimensões e septação dos conídios. Este constitui o segundo registro da espécie e o primeiro para a América do Sul.

Mycoenterolobium platysporum var. platysporum Goos, Mycologia 62(1):172. 1970.

Figuras 5-6

Conidióforos micronemáticos, inconspícuos, freqüentemente ausentes; células conidiogênicas monoblásticas, integradas, determinadas, cilíndricas a subesféricas; conídios solitários, lisos, forma variável, muriformes, castanho-escuros, fortemente aplanados e compostos de fileiras de células que partem radialmente do ponto de união do conídio com a célula conidiogênica, 52,5-70 × 60-105 µm.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Santa Terezinha, Serra da Jibóia, sobre folhas em decomposição, 02-X-2006, T.S. Santa Izabel s.n. (HUEFS 122179).

Distribuição geográfica: Cuba (Mercado-Sierra & Mena-Portales 1986), Estados Unidos da América (Goos 1970), Índia (Farr et al. 2007), México (Heredia-Abarca & Mercado-Sierra 1998).

Mycoenterolobium é monoespecífico, encontrado pela primeira vez sobre madeira de Araucaria sp. em decomposição no Havaí (Goos 1970). O gênero caracteriza-se pela a presença de conidióforos inconspícuos, hialinos ou subhialinos, lisos; células conidiogênicas cilíndricas, ampuliformes ou subesféricas e conídios muriformes, semicirculares a flabeliformes (Goos 1970, Ellis 1971, Chamuris et al. 1985). São conhecidas duas variedades: Mycoenterolobium platysporum var. platysporum Goos e Mycoenterolobium platysporum var. magnum Mercado & J. Mena. Mycoenterolobium platysporum var. platysporum diferencia-se de M. platysporum var. magnum por apresentar conídios menores e com menor variação morfológica (Mercado-Sierra & Mena-Portales 1986). O material examinado está de acordo com as descrições de Ellis (1971) e Heredia-Abarca & Mercado-Sierra (1998), porém, apresenta conídios menores em comprimento que os descritos por Goos (1970), Crane & Schoknecht (1982) e Chamuris et al. (1985). Essa é a primeira ocorrência da espécie para a América do Sul.

Pseudoacrodictys viridescens (B. Sutton & Alcorn) W. A. Baker & Morgan-Jones, Mycotaxon 85:386. 2003. º Acrodictys viridescens B. Sutton & Alcorn, Proceedings of the Royal Society of Queensland 95:45. 1984.

Figuras 7-9

Conidióforos macronemáticos, mononemáticos, simples, eretos, retos, lisos, negros na base, castanho-escuros no ápice, 26-62 × 5-7 µm; células conidiogênicas monoblásticas, integradas, terminais, proliferação percurrente; conídios multicelulares, subglobosos a clavados, lisos, solitários, castanho-escuros, 35-48 × 19-30 µm; apêndices uncinados ou curvos, castanhos, 7-11 × 2-3 µm.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Santa Teresinha, Serra da Jibóia, sobre galhos em decomposição, 28-II-2006, M.F.O Marques s.n. (HUEFS 125451); idem, 16-VII-2006 (HUEFS 125452).

Distribuição geográfica: Austrália [como Acrodictys viridescens B. Sutton & Alcorn (Sutton & Alcorn 1984)].

Pseudoacrodictys foi proposto por W. A. Baker & Morgan-Jones, para acomodar sete espécies anteriormente incluídas em Acrodictys M. B. Ellis, caracterizadas por apresentarem conídios grandes, irregulares, multicelulares, pigmentados, com septos orientados obliquamente, além da presença de apêndices (Baker & Morgan-Jones 2003). Após este trabalho foi descrito P. dimorphospora Somrithipol & E. B. G. Jones associado a colmo de bambu na Tailândia (Somrithipol & Jones 2003). Dentre as espécies do gênero seis apresentam protuberâncias ou apêndices no conídio: P. appendiculata (M. B. Ellis) W. A. Baker & Morgan-Jones, P. brevicornuta (M. B. Ellis) W. A. Baker & Morgan-Jones, P. corniculata (R. F. Castañeda) W. A. Baker & Morgan-Jones, P. dimorphospora Somrithipol & E. B. G. Jones, P. eickeri (Morgan-Jones) W. A. Baker & Morgan-Jones e P. viridescens (B. Sutton & Alcorn) W. A. Baker & Morgan-Jones. Pseudoacrodictys viridescens pode ser diferenciado das demais espécies com apêndice pela forma uncinada ou curva dos apêndices, distalmente presentes no conídio. No material estudado, os conidióforos apresentaram-se maiores que os referidos na descrição original e os conídios menores que os reportados por Sutton & Alcorn (1984) e Baker & Morgan-Jones (2003). Apesar das menores dimensões dos conídios, os exemplares examinados apresentam características marcantes da espécie, como a morfologia dos conídios e apêndices uncinados nos mesmos. Este constitui o segundo registro da espécie e o primeiro para o Neotrópico.

Spegazzinia deightonii (S. Hughes) Subram, Journal of the Indian Botanical Society 35:78. 1956. º Spegazzinia tessarthra var. deightonii S. Hughes, Mycol. Pap. 50:65. 1953.

Figuras 10-13

Conidióforos macronemáticos, mononemáticos, basáuxicos, ornamentados, retos a flexuosos, castanho-escuros, 37,5-102 × 2,5-4,5 µm, ápice 1,5-3 µm, originados de células-mãe cupuliformes a globosas, simples, 5-8 × 4-6 µm; células conidiogênicas monoblásticas, cilíndricas, integradas, terminais; conídios solitários, castanho-escuros, multicelulares, de dois tipos: conídios tipo a subglobosos, 8-células cada, células 7,5-10 µm de diâm., espinhos com 1,5-3 µm de compr.; conídios tipo b com 8 células, co-planados, 9-18 × 7,5-15 µm. Secessão rexolítica.

Material examinado: BRASIL. Bahia: Santa Teresinha, Serra da Jibóia, sobre folhas em decomposição de Vellozia variegata Goeth. & Hens., 31-I-2005, S.M. Leão-Ferreira s.n. (HUEFS 97979).

Distribuição geográfica: Cuba (Mercado-Sierra 1984), Gana, Índia, Nigéria, Nova Guiné, Porto Rico, Serra Leoa (Ellis 1971), Hong Kong (Wong & Hyde 2001), Ilhas Cook, Ilhas Salomão, Ilhas Vanuatu, Malásia (Mckenzie 2007), Japão (Matsushima 1993), México (Heredia et al. 1995) e Taiwan (Matsushima 1980).

Spegazzinia foi descrito por Saccardo, em 1879, com a espécie-tipo S. ornata Sacc. O gênero caracteriza-se por apresentar conidióforos basáuxicos, células conidiogênicas integradas e em geral com dois tipos morfologicamente distintos de conídios (Chen & Tzean 2000). Spegazzinia deightonii foi descrita associada à diversas plantas, incluindo Andropogon sp., Axonopus sp., Borassus sp., Dioscorea sp. e Oryza sp. (Ellis 1971). A espécie encontrada difere das demais espécies do gênero, que também produzem dois tipos morfológicos de conídios (a e b), como S. tessarthra (Berk. & M. A. Curtis) Sacc. e S. lobulata (Berk. & Broome) Höhn., por apresentar oito células nos conídios tipo a e b, enquanto as espécies citadas apresentam apenas quatro células. O material examinado apresenta conídios menores quando comparados aos reportados por Ellis (1971) e Heredia et al. (1995). Este constitui o primeiro registro da espécie para a América do Sul.

Agradecimentos – Os dois primeiros autores agradecem à Probic/UEFS e à Fapesb, respectivamente, pelas bolsas de iniciação científica concedidas. Luis Fernando P. Gusmão agradece ao CNPq (471619/04-3) pelo apoio financeiro.

(recebido: 8 de abril de 2009; aceito: 9 de setembro de 2009)

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  • 1
    Autor para correspondência:
  • Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      24 Fev 2010
    • Data do Fascículo
      Dez 2009

    Histórico

    • Aceito
      09 Set 2009
    • Recebido
      08 Abr 2009
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