Open-access Evaluación muscular isocinetica de la articulación de la rodilla en atletas de las selecciones brasileras infanto y juveniles de voleibol masculino

rbme Revista Brasileira de Medicina do Esporte Rev Bras Med Esporte 1517-8692 1806-9940 Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte São Paulo, SP, Brazil El salto vertical es inherente a la práctica del voleibol y demanda la gran capacidad de generación de fuerza y trabajo de la musculatura comprendida, principalmente del músculo quadríceps. Debido a esta demanda, los desequilibrios entre los músculos extensores y flexores pueden estar presentes, sumando a ello, la carga excesiva de las estructuras músculo-tendíneas de la articulación de la rodilla. Por estos motivos resulta necesario, el establecimiento de parámetros de función muscular relacionados con esta articulación en atletas del voleibol. Por consiguiente el objetivo del estudio presente fue evaluar, a través de la dinamometria isocinética, el patrón del torque máximo, trabajo máximo, razón agonista/antagonista y el índice de fatiga de los flexores y extensores de la rodilla en dos categorías del voleibol. Los tests isocinéticos de flexión y extensión de las rodillas fueron cumplidas de la manera concéntrico-concéntrica, en la posición asiento, en las velocidades de 60 y 300º/s en 36 atletas (20 de la categoría Infanto-juvenil y 16 del juvenil). Los datos hicieron posible establecer parámetros de función muscular de la articulación de la rodilla en atletas de las Selecciones brasileñas Infanto-Juvenil y Juvenil de Voleibol Masculino del año 2003. Estos atletas presentaron los valores de torque máximo y el trabajo máximo normalizados por la masa corpórea para el quadríceps superior a los promedios de la población de los atletas y no-atletas. Cuando se compararon las categorías, los atletas juveniles presentaron valores más grandes de relación agonista/antagonista y de trabajo del máximo de flexores de rodillas significativamente en la velocidad de 60°/s. Además de esto, la relación agonista/antagonista era inferior al valor de la referencia esperado en ambas categorías, caracterizando el predominio de la musculatura extensora sobre la flexora. El índice de fatiga está cerca de lo esperado para la mayoría de los atletas. El estudio presente puede servir así, como base para las comparaciones de estudios futuros que evalúen la función muscular isocinética en atletas del voleibol. ARTIGO ORIGINAL Avaliação muscular isocinética da articulação do joelho em atletas das seleções brasileiras infanto e juvenil de voleibol masculino Evaluación muscular isocinetica de la articulación de la rodilla en atletas de las selecciones brasileras infanto y juveniles de voleibol masculino Natalia Franco N. BittencourtI; Giovanna Mendes AmaralI; Marco Túlio Saldanha dos AnjosII; Rogério D'AlessandroIII; Anderson Aurélio SilvaIV; Sérgio Teixeira FonsecaV IFisioterapeuta do Laboratório de Prevenção e Reabilitação de Lesões Esportivas (LAPREV – Centro de Excelência Esportiva CENESP da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG) IIFisioterapeuta do LAPREV – CENESP/UFMG, Especialista em Ortopedia e Esportes pela UFMG, Professor do Centro Universitário Newton Paiva, Mestrando em Ciências da Reabilitação pela UFMG IIIFisioterapeuta do LAPREV CENESP/UFMG, Especialista em Ortopedia e Esportes pela UFMG IVProfessor do Departamento de Fisioterapia da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais, Especialista em Ortopedia e Esportes pela UFMG, Coordenador do LAPREV VProfessor Doutor do Departamento de Fisioterapia da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais, Coordenador do LAPREV Endereço para correspondência RESUMO O salto vertical é inerente à prática do voleibol e demanda grande capacidade de geração de força e trabalho da musculatura envolvida, principalmente do músculo quadríceps. Devido a esta demanda, desequilíbrios entre os músculos extensores e flexores podem estar presentes, levando à sobrecarga das estruturas musculotendíneas da articulação do joelho. Sendo assim, torna-se necessário o estabelecimento de parâmetros de função muscular relacionados a esta articulação em atletas de voleibol. Portanto o objetivo do presente estudo foi avaliar, através de dinamometria isocinética, torque máximo, trabalho máximo, razão agonista/antagonista e índice de fadiga de flexores e extensores de joelho em duas categorias do voleibol. Os testes isocinéticos de flexão e extensão do joelho foram realizados no modo concêntrico-concêntrico, na posição sentada, nas velocidades de 60 e 300º/s em 36 atletas (20 da categoria Infanto-Juvenil e 16 da Juvenil). Os dados possibilitaram estabelecer parâmetros de função muscular da articulação do joelho em atletas das Seleções Brasileiras Infanto-Juvenil e Juvenil de Voleibol Masculino do ano de 2003. Estes atletas apresentaram valores de torque máximo e trabalho máximo normalizados pela massa corporal para quadríceps superiores às médias da população de atletas e não-atletas. Quando comparadas as categorias, os atletas juvenis apresentaram significativamente valores maiores de razão agonista/antagonista e trabalho máximo de flexores de joelhos na velocidade de 60°/s. Além disso, a razão agonista/antagonista foi inferior ao valor de referência esperado em ambas as categorias, caracterizando a predominância da musculatura extensora sobre a flexora. O índice de fadiga encontra-se próximo ao esperado para a maior parte dos atletas. O presente estudo pode servir de base para comparações em futuros estudos que avaliem a função muscular isocinética de atletas de voleibol. Palavras-chave: Torque. Lesões no joelho. Lesões esportivas. Articulação do joelho. RESUMEN El salto vertical es inherente a la práctica del voleibol y demanda la gran capacidad de generación de fuerza y trabajo de la musculatura comprendida, principalmente del músculo quadríceps. Debido a esta demanda, los desequilibrios entre los músculos extensores y flexores pueden estar presentes, sumando a ello, la carga excesiva de las estructuras músculo-tendíneas de la articulación de la rodilla. Por estos motivos resulta necesario, el establecimiento de parámetros de función muscular relacionados con esta articulación en atletas del voleibol. Por consiguiente el objetivo del estudio presente fue evaluar, a través de la dinamometria isocinética, el patrón del torque máximo, trabajo máximo, razón agonista/antagonista y el índice de fatiga de los flexores y extensores de la rodilla en dos categorías del voleibol. Los tests isocinéticos de flexión y extensión de las rodillas fueron cumplidas de la manera concéntrico-concéntrica, en la posición asiento, en las velocidades de 60 y 300º/s en 36 atletas (20 de la categoría Infanto-juvenil y 16 del juvenil). Los datos hicieron posible establecer parámetros de función muscular de la articulación de la rodilla en atletas de las Selecciones brasileñas Infanto-Juvenil y Juvenil de Voleibol Masculino del año 2003. Estos atletas presentaron los valores de torque máximo y el trabajo máximo normalizados por la masa corpórea para el quadríceps superior a los promedios de la población de los atletas y no-atletas. Cuando se compararon las categorías, los atletas juveniles presentaron valores más grandes de relación agonista/antagonista y de trabajo del máximo de flexores de rodillas significativamente en la velocidad de 60°/s. Además de esto, la relación agonista/antagonista era inferior al valor de la referencia esperado en ambas categorías, caracterizando el predominio de la musculatura extensora sobre la flexora. El índice de fatiga está cerca de lo esperado para la mayoría de los atletas. El estudio presente puede servir así, como base para las comparaciones de estudios futuros que evalúen la función muscular isocinética en atletas del voleibol. Palabras-clave: Esguince. Lesiones de rodilla. Lesiones deportivas. Articulación de la rodilla. INTRODUÇÃO O salto vertical tem sido apontado como um dos principais aspectos inerentes à prática do voleibol(1-3). Thissen-Milder et al.(3) consideram a habilidade de salto como fator diferenciador para a performance dos jogadores de voleibol, uma vez que o salto é componente dos movimentos de ataque e defesa do esporte, como a cortada, o saque e o bloqueio. Dessa forma, um dos principais objetivos do treinamento é o desenvolvimento de saltos verticais cada vez mais altos pelos jogadores. A implementação de musculação e exercícios pliométricos têm sido uma das formas comuns de alcançar esses objetivos(1,4). O salto vertical, caracterizado por um movimento balístico de rápida ação muscular excêntrica seguida por contração concêntrica máxima, demanda grande capacidade de geração de força e trabalho da musculatura envolvida, principalmente do músculo quadríceps(5). Este fundamento do esporte exige do mecanismo extensor duas funções principais: a função aceleradora, com contração concêntrica, como na fase de impulsão de um salto; e a função desaceleradora, com contração excêntrica, observada durante a fase de aterrissagem(6). Devido a esta demanda sobre o mecanismo extensor, desequilíbrios entre os músculos extensores e flexores podem se fazer presentes, levando à sobrecarga das estruturas musculotendíneas em torno da articulação do joelho(6,7). Esta demanda específica do voleibol sobre a articulação do joelho pode estar relacionada com a grande incidência de lesões nesta articulação(4,5). Alguns autores citam as lesões da articulação do joelho como uma das principais causas de ausência no esporte(1,8-10). Ferretti et al.(10) reportam uma incidência superior a 40% da tendinopatia patelar em jogadores de elite, sendo essa lesão a principal causa de dor anterior na articulação do joelho(2,4). O aumento da probabilidade de lesões musculares e/ou articulares tem sido clinicamente apontado como conseqüência de diferenças anormais de torque entre agonistas/antagonistas e/ou grupos musculares contralaterais(11). Outro fator relacionado ao aumento da sobrecarga nas estruturas musculotendíneas da articulação do joelho pode ser o aumento da intensidade e do volume de treinamento em jogadores de diferentes categorias. Como conseqüência, os atletas de categorias mais avançadas, podem apresentar maior capacidade de geração de força dos músculos flexores e extensores do joelho em relação aos jogadores mais jovens(11,12). Este fato reforça a necessidade de identificar diferenças existentes entre atletas que estejam em diferentes níveis de prática esportiva. A demanda imposta à articulação do joelho pela prática esportiva resulta em adaptações musculares específicas, podendo gerar desequilíbrios das forças que agem estática e dinamicamente em torno desta articulação(13). Esses desequilíbrios musculares podem predispor os atletas às lesões por produzirem elevados níveis de stress nos tecidos(11,13). Sendo assim, torna-se necessário o estabelecimento de parâmetros de função muscular relacionados a esta articulação em atletas. Para tanto, a dinamometria isocinética possibilita a quantificação rápida e confiável de variáveis relacionadas à performance muscular em várias velocidades, incluindo torque, trabalho, relação agonista/antagonista e índice de fadiga(11,14). A avaliação isocinética permite ainda a identificação dos déficits na força muscular tanto entre pernas quanto entre grupos musculares agonistas e antagonistas da articulação avaliada(11-13). Existem diversos estudos relacionados ao uso do dinamômetro isocinético em diferentes populações(11-15). Entretanto, existe pouca informação disponível a respeito dessas medidas em atletas de voleibol, especialmente com relação aos membros inferiores(16,17). Portanto, os objetivos deste estudo foram estabelecer parâmetros de função muscular da articulação do joelho em atletas do sexo masculino de alto nível do voleibol, através de dinamometria isocinética, e avaliar as diferenças no desempenho muscular desta articulação e no volume de treinamento entre as categorias Infanto-Juvenil e Juvenil. MATERIAIS E MÉTODOS Sujeitos Foram avaliados 36 atletas da elite do voleibol brasileiro, sendo 20 da Seleção Brasileira Masculina Infanto-Juvenil, com idade média de 17 (± 0,46), massa de 86,3 (± 9,1) e altura de 1,97 (± 0,05) e 16 da Seleção Brasileira Masculina Juvenil, com idade média de 19,5 (± 0,63), massa de 91,6 (± 6,6) e altura de 1,97 (± 0,06). Todos os atletas assinaram um Termo de Consentimento para a participação nos testes, os quais fizeram parte de um programa de avaliações promovido pelo Centro de Excelência Esportiva (CENESP-UFMG). Instrumentação O Dinamômetro Isocinético Biodex 3 System Pro® foi utilizado para avaliação das variáveis trabalho máximo, torque máximo de flexores e extensores de joelho normalizados pela massa corporal, razão agonista/antagonista nas velocidades de 60º/s e 300º/s e índice de fadiga muscular a 300º/s. A avaliação isocinética é caracterizada pela realização de contrações musculares, mantendo o membro em movimento sob uma velocidade constante e predeterminada(18). O dinamômetro isocinético aplica uma resistência acomodativa durante toda a amplitude de movimento(18). Assim, um aumento da força muscular pelo indivíduo avaliado produz aumento da resistência, e não aumento da velocidade, como acontece nos exercícios isotônicos. Procedimentos Os atletas realizaram um aquecimento de cinco minutos em uma bicicleta ergométrica, antes de iniciar os testes isocinéticos. Em seguida os atletas foram posicionados sentados no dinamômetro com a cadeira posicionada com 85º de flexão de quadril e o eixo de movimento do equipamento foi alinhado com o epicôndilo lateral do fêmur. Os atletas foram estabilizados com cintos no tronco e na coxa para evitar movimentos compensatórios. A amplitude de movimento foi limitada entre 110º de flexão e 0º de extensão, em que 0º foi definido como extensão completa. Antes de iniciar o teste os atletas executaram três repetições submáximas prévias para familiarização com os procedimentos. Durante o teste os atletas realizaram cinco repetições máximas de flexão e extensão do joelho no modo concêntrico-concêntrico na velocidade de 60º/s e 30 repetições na velocidade de 300º/s(18). Este procedimento foi realizado bilateralmente, sendo que a escolha do primeiro membro a ser testado foi realizada de forma aleatória. A velocidade angular de 60º/s foi escolhida, pois a força muscular avaliada em baixas velocidades permite um recrutamento de um maior número de unidades motoras(13), possibilitando uma melhor representação do trabalho máximo realizado pela musculatura avaliada. A velocidade de 300º/s foi selecionada para a avaliar todas as variáveis na velocidade mais funcional disponível, o número de repetições realizado nesta velocidade permitiu a avaliação do índice de fadiga dos atletas(18). Todos os atletas receberam estimulação verbal durante os testes. Variáveis analisadas As variáveis isocinéticas analisadas foram trabalho máximo (J) e torque máximo (Nm) de flexores e extensores de joelho normalizados pela massa corporal (J/kg e Nm/kg, respectivamente), razão agonista/antagonista nas velocidades de 60º/s e 300º/s e índice de fadiga muscular à 300º/s. A variável trabalho foi calculada como a área total sob a curva de torque durante a repetição máxima do teste. Dessa forma, o trabalho máximo é uma variável mais representativa da função muscular quando comparada à variável torque máximo, pois o trabalho máximo informa a produção de torque durante toda a amplitude da contração, enquanto o torque máximo informa o pico em apenas um ponto da amplitude total. Os valores de torque máximo e trabalho máximo foram divididos pela massa corporal e multiplicados por 100, possibilitando a normalização dos dados para comparações e agrupamentos dos indivíduos. A variável razão agonista/antagonista foi calculada através da divisão do torque máximo dos músculos flexores do joelho (isquiotibiais) pelo torque máximo dos músculos extensores de joelho (quadríceps) multiplicados por 100. A variável índice de fadiga foi calculada como a diferença em porcentagem da produção de trabalho entre as 10 primeiras e as 10 últimas repetições na velocidade de 300º/s(18). Análise estatística O teste-t de Student não pareado foi utilizado para comparar os grupos nas variáveis horas de treinamento por semana e tempo de prática de voleibol. Análises de variância (ANOVA) mista com dois níveis fatoriais, sendo um entre sujeitos (categorias: infanto-juvenil e juvenil) e outro intra-sujeitos (membros dominante e não-dominante) foram utilizadas para avaliar as variáveis dependentes: trabalho máximo e torque máximo normalizados pela massa corporal dos músculos flexores e extensores de joelho, razão agonista/antagonista nas duas velocidades e índice de fadiga muscular. Análises de contrastes foram utilizadas para localizar os pares específicos entre os quais a diferença foi significativa. O nível de significância foi estabelecido em a = 0,05. RESULTADOS Os resultados deste estudo demonstraram diferença estatisticamente significativa (p < 0,0001) entre as categorias Infanto-Juvenil e Juvenil para a variável horas de treinamento por semana. Já a variável tempo de prática no voleibol, não apresentou esta diferença (p > 0,05). Os valores estão descritos na tabela 1. As análises de variância demonstraram não haver diferença estatisticamente significativa (p > 0,05) entre grupos, pernas ou interação perna x grupo para as variáveis torque máximo e trabalho máximo normalizados pela massa corporal dos extensores de joelho a 60°/s e 300°/s, e índice de fadiga de extensores de joelho (tabela 2). Já para a variável razão agonista/antagonista a 60°/s foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os membros dominante e não-dominante na categoria juvenil (p = 0,0426) e entre as duas categorias apenas no membro dominante (p = 0,0247) (tabela 3). Além disso, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as categorias Infanto-Juvenil e Juvenil (fator grupo) para as variáveis torque máximo (p = 0,0031) e trabalho máximo (p = 0,0040) dos músculos flexores do joelho a 60°/s e diferenças estatisticamente significativas entre os membros dominante e não-dominante (fator pernas) para as variáveis torque máximo (p = 0,0077) e trabalho máximo (p = 0,0221) dos músculos flexores do joelho a 60°/s. Para o efeito interação (perna x grupo) foi encontrada diferença estatisticamente significativa apenas para a variável trabalho máximo (p = 0,0200) dos músculos flexores do joelho a 60°/s. A análise de contraste para o efeito interação (perna x grupo) revelou diferença estatisticamente significativa para trabalho máximo dos músculos flexores de joelho entre estas duas categorias (p = 0,0001 para membros dominantes; p = 0,0291 para membros não-dominantes) e entre o membro dominante e o nãodominante da categoria Juvenil a 60°/s (p = 0,0026) (tabela 4). DISCUSSÃO Estudos de caracterização da performance isocinética são freqüentes na literatura esportiva(11,13-15). Entretanto, apesar da alta incidência de lesões em membros inferiores em atletas de voleibol e da importância dada aos saltos para a aquisição de um alto nível de performance no esporte, foram encontrados poucos estudos sobre variáveis isocinéticas em membros inferiores para essa população(16,17). Dessa forma, os dados deste estudo possibilitaram estabelecer parâmetros de função muscular da articulação do joelho através da dinamometria isocinética em atletas das Seleções Brasileiras Infanto-Juvenil e Juvenil de Voleibol Masculino e podem servir como referência para futuras comparações. Em ambos os grupo, a variável torque máximo dos músculos extensores de joelho normalizado pela massa corporal apresentou valores superiores aos dados normativos para população não atleta fornecidos pelo fabricante do dinamômetro isocinético utilizado neste estudo(18). Estes resultados estão de acordo com os achados na literatura sobre comparação de variáveis isocinéticas entre atletas e não-atletas(11-13). No caso específico do voleibol, estes resultados podem ser explicados pela grande quantidade de saltos inerente à prática do esporte. Alguns autores citam uma média de 60 saltos máximos por hora de jogo(5,12). Além disso, Lian et al.(5) propuseram que mais de 50% do trabalho produzido em um salto é atribuído aos extensores de joelho, o que poderia causar uma demanda muscular capaz de provocar adaptações, diferenciando os atletas dos não-atletas. Concomitantemente, atletas de alto nível são submetidos a programas de preparação física que, além dos saltos, envolvem trabalhos para ganho de força muscular, como a musculação. Este estudo analisou diferenças nas variáveis isocinéticas entre duas categorias diferentes do voleibol (Infanto-Juvenil e Juvenil). Os resultados desta análise apontaram diferenças significativas de trabalho máximo normalizado pela massa corporal dos músculos flexores de joelho entre as categorias Infanto-Juvenil e Juvenil de voleibol, não sendo acompanhadas por diferenças significativas de trabalho máximo normalizado pela massa corporal dos músculos extensores do joelho. Da mesma forma, Hewet et al.(16) encontraram, após seis semanas de treinamento pliométrico em atletas jovens de voleibol do sexo feminino, um aumento do pico de torque apenas dos flexores de joelho. Além disso, Herzog et al.(19) demonstraram que o torque máximo sobre a articulação do joelho permaneceu aproximadamente constante após aumentos sucessivos a partir de 40% da carga máxima durante exercícios de agachamento, enquanto que nas articulações do quadril e tornozelo foi detectado um aumento do torque gerado. Estes resultados parecem indicar que apesar da musculatura extensora ser considerada a principal geradora de força no salto(5,6), variações de carga ou volume de treinamento podem levar também a um aumento da capacidade de geração de força dos músculos flexores. De acordo com estes dados, as diferenças encontradas pelo presente estudo podem estar relacionadas ao maior volume de treinamento da categoria Juvenil (média = 30,3h/semana), quando comparada a Infanto-Juvenil (média = 18,4h/semana; p < 0,0001). Outro fator que pode estar relacionado com a diferença significativa entre a categoria Infanto-Juvenil e Juvenil encontrada para a variável trabalho máximo normalizado pela massa corporal dos músculos flexores de joelho pode ser uma modificação nos métodos de treinamento, de modo que apenas os atletas da categoria juvenil tenham sido submetidos a algum trabalho específico que priorizasse os flexores de joelho. Além disso, muitos dos atletas avaliados neste estudo já haviam sofrido lesões relacionadas à articulação do joelho (Juvenil = 31,3% e Infanto-juvenil = 17,3% – dados a serem publicados), o que condiz com dados da literatura(1,4,5,8,9). Assim, é possível que, na presença de lesões, esses atletas tenham desenvolvido estratégias compensatórias para manter o nível de performance, de modo a priorizar a musculatura flexora como geradora de momento para os saltos. Para responder adequadamente a essas relações de causa e efeito são necessários estudos de caráter longitudinal. Dessa forma, essas questões merecem maiores esclarecimentos e devem ser objeto de estudo de futuras pesquisas na área. Foi encontrada, também, diferença significativa de trabalho máximo em flexão a 60°/s entre os membros dominante e não-dominante da categoria juvenil, caracterizando um déficit entre pernas, de modo que o membro dominante apresentou um trabalho maior que o não-dominante nesses atletas. Esse déficit tem sido relatado por alguns estudos como fator de risco para lesões musculotendíneas da articulação do joelho(11,13). Possíveis fatores causais para essa diferença de trabalho flexor entre membros na categoria juvenil podem ser a característica do salto, em que as forças geradas e absorvidas, respectivamente, na impulsão e na aterrissagem podem ser desiguais entre os membros inferiores devido à característica específica do movimento esportivo de ataque(20). Os métodos utilizados para obtenção da razão agonista/antagonista são largamente discutidos na literatura(4,21). Tradicionalmente, a razão agonista/antagonista é calculada como a razão entre os valores de pico de torque concêntrico dos músculos flexores e o pico de torque concêntrico dos extensores de joelho. Alguns autores consideram que este método não é representativo da função muscular, pois a musculatura antagonista (músculos flexores do joelho) atuaria de forma excêntrica, durante a ação concêntrica dos músculos agonistas(11,21). Entretanto, Baratta e Solomonow(22) demonstraram que a ação dos isquiotibiais como antagonista é diretamente proporcional à sua capacidade de gerar força concentricamente. Dessa forma, este estudo considerou a medida de razão agonista/antagonista no modo concêntrico/concêntrico, devido à capacidade desse método em prover informações sobre as relações das forças em torno da articulação do joelho(22). Além disso, para fins de comparação com outros estudos, este trabalho utiliza, como parâmetro de normalidade, os valores de referência para a razão agonista/antagonista fornecidos por Reid(23), de 64% na velocidade de 60°/s e 80% a 300°/s. Apesar desses valores fornecidos por Reid(23) não serem específicos para atletas de voleibol, optou-se pela sua utilização devido à ausência de parâmetros mais adequados na literatura. A variável razão agonista/antagonista, nos atletas avaliados por este estudo, apresentou valores inferiores aos previstos em ambas as categorias, além de diferenças significativas entre as duas categorias quando comparados os membros dominantes e entre membros dominante e não-dominante apenas na categoria juvenil, refletindo a diferença entre pernas já citada anteriormente. Uma baixa razão agonista/antagonista indica predominância da musculatura extensora ou déficit da musculatura flexora, que podem representar um desequilíbrio muscular na articulação do joelho. Este desequilíbrio tem sido reportado como uma possível causa do aumento da sobrecarga nesta articulação, tornado-a susceptível a lesões nas inserções musculotendíneas(2,4,8-10,24). Colonna et al.(17) avaliaram torque máximo e razão agonista/antagonista dos músculos flexores e extensores de joelho em 11 atletas da elite do voleibol na Itália. Assim como no presente estudo, foi utilizada a velocidade de 60°/s e realizada normalização da variável torque máximo pela massa corporal. Para a variável razão agonista/antagonista (flexores/extensores) nos atletas italianos foram encontradas médias de 54,7% na perna direita e de 53,7% na perna esquerda. Nos atletas brasileiros das categorias Infanto-juvenil e Juvenil, respectivamente, as médias foram de 49% e 53,7% na perna direita (dominante) e de 47,2% e 49,3% na perna esquerda (não-dominante). Ambos os estudos encontraram médias de razão agonista/antagonista abaixo de 64%, indicando um possível desequilíbrio muscular da articulação do joelho. A variável índice de fadiga muscular não apresentou diferença significativa entre grupos ou entre membros de um mesmo grupo. É esperado que esse índice se mantenha abaixo de 50%, tanto para extensores quanto para flexores de joelho(18), pois esta porcentagem indica que a musculatura foi capaz de manter pelo menos 50% da sua capacidade inicial de geração de trabalho ao longo das 30 repetições. Entretanto, a média dos atletas se manteve em torno desse valor para quadríceps e acima dele para isquiotibiais. Esse resultado pode indicar menor resistência à fadiga dos flexores em relação aos extensores de joelho, potencializando o risco de lesões após longos períodos de treinamentos ou competições. Não foram encontrados estudos que fizessem a análise dessa variável para fins de comparação. Uma limitação deste estudo foi não avaliar, no modo excêntrico, as variáveis trabalho máximo e torque máximo normalizados pela massa corporal de flexores de extensores de joelho a 60 e 300°/s, razão agonista/antagonista nas duas velocidades e índice de fadiga muscular de flexores e extensores de joelho, já que o salto, atividade inerente à prática do voleibol, consiste de contração excêntrica seguida por uma contração concêntrica(5,6,15). Este protocolo não foi utilizado, pois diversos atletas foram capazes de gerar torques excêntricos superiores àquele produzido pelo dinamômetro, impossibilitando, assim, a condução dos testes. Na literatura ainda há controvérsia sobre a capacidade dos testes isocinéticos serem bons preditores da performance esportiva, pois vários estudos não encontraram relação entre variáveis isocinéticas da articulação do joelho e altura alcançada por atletas em saltos verticais(15,17,25). Entretanto, os testes isocinéticos são amplamente utilizados por estudos em populações de atletas, pois fornecem valores objetivos, confiáveis e reprodutíveis da função muscular de diversas articulações(11,12,14). Da mesma forma, esses testes possibilitam a avaliação de parâmetros relacionados à performance muscular, como força, trabalho, potência e desequilíbrios entre músculos agonistas e antagonistas(11,12). Portanto, estas medidas obtidas através da avaliação isocinética, podem ser bastante eficientes na detecção de alterações músculo-esqueléticas, orientação de medidas preventivas, implementação de programas de treinamento específicos para cada atleta e de melhora do desempenho esportivo(13). CONCLUSÃO Os dados possibilitaram estabelecer parâmetros de função muscular da articulação do joelho através da dinamometria isocinética em atletas das Seleções Brasileiras Infanto-Juvenil e Juvenil de Voleibol Masculino do ano de 2003. Os atletas avaliados apresentaram valores de torque máximo e trabalho máximo normalizados pela massa corporal para quadríceps superiores às médias da população de atletas e não-atletas. Quando comparadas as categorias, os atletas juvenis apresentaram significativamente maiores valores de razão agonista/antagonista e trabalho máximo de flexores de joelhos na velocidade de 60°/s. Entretanto, a razão agonista/antagonista foi inferior ao valor de referência esperado em ambas as categorias, caracterizando a predominância da musculatura extensora sobre a flexora. O índice de fadiga encontra-se próximo ao esperado para a maior parte dos atletas. O presente estudo pode servir de base para comparações em futuros estudos que avaliem a função muscular isocinética de atletas de voleibol. Endereço para correspondência Natalia Franco Netto Bittencourt Rua Américo Macedo, 625, apto. 101 Bairro: Gutierrez – 30430-190 – Belo Horizonte, MG E-mail: nataliabittencourt@yahoo.com.br Recebido em 26/11/04. Versão final recebida em 24/5/05. Aceito em 17/7/05. Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo. 1 1. Briner WW, Benjamin HJ. Volleyball injuries. Managing acute and overuse disorders. The Physican and Sports Medicine 1999;27. Volleyball injuries: Managing acute and overuse disorders The Physican and Sports Medicine 1999 27 Briner WW Benjamin HJ 2 2. Kujala UM, Aalto T, Österman K, Dahlstrom S. The effect of volleyball playing on the knee extensor mechanism Am J Sports Med 1989;17:766-9. The effect of volleyball playing on the knee extensor mechanism Am J Sports Med 1989 766 9 17 Kujala UM Aalto T Österman K Dahlstrom S 3 3. Thissen-Milder M, Mayhew JL. Selection and classification of high school volleyball players from performance tests. J Sports Med Phys Fitness 1990;31: 380-4. 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Due to such demand, muscle imbalances between extensor and flexor muscles may be present, causing an overloading on the muscle-tendinous structures of the knee joint. Thus, the establishment of normal parameters for the muscle function related to that joint in volleyball athletes is necessary. Therefore, the purpose of this study was to assess through isokinetic dynamometry the peak torque, work peak, agonist/antagonist ratio, and fatigue index of the flexor and extensor of the knee among both volleyball athlete population. The isokinetic flexion and extension tests of the knees were performed in the concentric-concentric seat mode at 60 and 300º/sec. velocity in thirty-six athletes (20 under 19-under 21, and 16 under 21). The data allowed to set the parameters for the muscle function of the knee joint among athletes of the 2003 Under 19-Under 21 and Under 21 Brazilian National Team Selection of Male Volleyball. Athletes presented peak torque and work peak values normalized by the body mass to the upper quadriceps to the mean normal values for the athletes and non-athletes populations. Compared to other categories, the under 21 athletes presented significantly higher values for the agonist/antagonist ratio, and peak work ratio of the knee flexors at 60º/sec. velocity. Furthermore, the agonist/antagonist ratio was lower than the reference value expected for both categories, thus characterizing predominance in the extensor musculature over the flexor musculature. The fatigue index was close to what would be expected for the majority of athletes. The present study may be useful as comparison basis for future studies aiming evaluate the isokinetic muscle function in volleyball players. Knee injuries Torque Athletic injuries Knee joint ORIGINAL ARTICLE Isokinetic muscle evaluation of the knee joint in athletes of the Under-19 and Under-21 Male Brazilian National Volleyball Team Evaluación muscular isocinetica de la articulación de la rodilla en atletas de las selecciones brasileras infanto y juveniles de voleibol masculino Natalia Franco N. BittencourtI; Giovanna Mendes AmaralI; Marco Túlio Saldanha dos AnjosII; Rogério D'AlessandroIII; Anderson Aurélio SilvaIV; Sérgio Teixeira FonsecaV IPhysiotherapist for the Laboratory of Sports Injuries Prevention and Rehabilitation (LAPREV Center of the Sports Excellence CENESP from Minas Gerais Federal University UFMG) IIPhysiotherapist for the LAPREV CENESP/UFMG, Expert in Orthopedics and Sports from the UFMG, Professor of the Newton Paiva University Center, Mastership in Sciences of the Rehabilitation, UFMG IIIPhysiotherapist for the LAPREV CENESP/UFMG, Expert in Orthopedics and Sports, by UFMG IVProfessor of the Department of Physiotherapy for the Physical Education, Physiotherapy and Occupational Therapy School of the Minas Gerais Federal University, Expert in Orthopedics and Sports by UFMG, Coordinator for the LAPREV VProfessor Doctor of the Department of Physiotherapy of the School of Physical Education and Occupational Therapy of the Minas Gerais Federal University, Coordinator for the LAPREV Correspondence to ABSTRACT The vertical jump is a basic volleyball practice that demands a high ability to generate strength and work in the muscles involved, mainly in the quadriceps muscle. Due to such demand, muscle imbalances between extensor and flexor muscles may be present, causing an overloading on the muscle-tendinous structures of the knee joint. Thus, the establishment of normal parameters for the muscle function related to that joint in volleyball athletes is necessary. Therefore, the purpose of this study was to assess through isokinetic dynamometry the peak torque, work peak, agonist/antagonist ratio, and fatigue index of the flexor and extensor of the knee among both volleyball athlete population. The isokinetic flexion and extension tests of the knees were performed in the concentric-concentric seat mode at 60 and 300º/sec. velocity in thirty-six athletes (20 under 19-under 21, and 16 under 21). The data allowed to set the parameters for the muscle function of the knee joint among athletes of the 2003 Under 19-Under 21 and Under 21 Brazilian National Team Selection of Male Volleyball. Athletes presented peak torque and work peak values normalized by the body mass to the upper quadriceps to the mean normal values for the athletes and non-athletes populations. Compared to other categories, the under 21 athletes presented significantly higher values for the agonist/antagonist ratio, and peak work ratio of the knee flexors at 60º/sec. velocity. Furthermore, the agonist/antagonist ratio was lower than the reference value expected for both categories, thus characterizing predominance in the extensor musculature over the flexor musculature. The fatigue index was close to what would be expected for the majority of athletes. The present study may be useful as comparison basis for future studies aiming evaluate the isokinetic muscle function in volleyball players. Keywords: Knee injuries. Torque. Athletic injuries. Knee joint. RESUMEN El salto vertical es inherente a la práctica del voleibol y demanda la gran capacidad de generación de fuerza y trabajo de la musculatura comprendida, principalmente del músculo quadríceps. Debido a esta demanda, los desequilibrios entre los músculos extensores y flexores pueden estar presentes, sumando a ello, la carga excesiva de las estructuras músculo-tendíneas de la articulación de la rodilla. Por estos motivos resulta necesario, el establecimiento de parámetros de función muscular relacionados con esta articulación en atletas del voleibol. Por consiguiente el objetivo del estudio presente fue evaluar, a través de la dinamometria isocinética, el patrón del torque máximo, trabajo máximo, razón agonista/antagonista y el índice de fatiga de los flexores y extensores de la rodilla en dos categorías del voleibol. Los tests isocinéticos de flexión y extensión de las rodillas fueron cumplidas de la manera concéntrico-concéntrica, en la posición asiento, en las velocidades de 60 y 300º/s en 36 atletas (20 de la categoría Infanto-juvenil y 16 del juvenil). Los datos hicieron posible establecer parámetros de función muscular de la articulación de la rodilla en atletas de las Selecciones brasileñas Infanto-Juvenil y Juvenil de Voleibol Masculino del año 2003. Estos atletas presentaron los valores de torque máximo y el trabajo máximo normalizados por la masa corpórea para el quadríceps superior a los promedios de la población de los atletas y no-atletas. Cuando se compararon las categorías, los atletas juveniles presentaron valores más grandes de relación agonista/antagonista y de trabajo del máximo de flexores de rodillas significativamente en la velocidad de 60°/s. Además de esto, la relación agonista/antagonista era inferior al valor de la referencia esperado en ambas categorías, caracterizando el predominio de la musculatura extensora sobre la flexora. El índice de fatiga está cerca de lo esperado para la mayoría de los atletas. El estudio presente puede servir así, como base para las comparaciones de estudios futuros que evalúen la función muscular isocinética en atletas del voleibol. Palabras-clave: Esguince. Lesiones de rodilla. Lesiones deportivas. Articulación de la rodilla. INTRODUCTION The vertical jump has been mentioned as one of the major basic components to the volleyball practice(1-3). Thissen-Milder et al.(3) consider the jumping ability a differentiating factor to the volleyball players' performance, as the jump is the component of the attack and defense movement required in that sport, such as spike, serve and block. Thus one of the training goals to perform higher vertical jumps. The resistance training as well stretch-shortening cycle exercises has been used to attains this goal(1,4). The vertical jump, which is characterized by a ballistic movement consisted by a quick eccentric muscle action followed by a maximal concentric action demands a high ability to generate strength and work to the musculature involved mainly in the quadriceps muscle(5). This basis of the sports demands two main functions from the extensor mechanism: the accelerating function with a concentric contraction, such as the impulsion phase in a jump; and the decelerating function with an eccentric contraction observed in the phase of landing(6). Due to such demand on the extensor mechanism, imbalances between the extensor and flexor muscles may be present, causing an overloading to the muscle-tendinous structures around the knees joint(6,7). This specific volleyball demand on knee joint may be related to high incidence of injuries in such joint(4.5). Some authors mention the knee joint injuries as one of the major causes for the absence occurrences in this sport(1,8-10). Ferretti et al. report a higher than 40% incidence in the patellar tendinopathy in the elite players, and this injury is the main cause of anterior pain in knee joint(2,4); the increase the likelihood of muscle and/or joint injuries has been clinically pointed out as consequence of abnormal torque differences between the agonist/antagonist and/or contralateral muscle groups(11). Another factor related to the increase in overload of muscle-tendinous structures of the knee joint may be the increasing training intensity and volume in players from different categories. As a consequence, athletes from more advanced categories may present a higher ability to generate knee extensor and flexor strength compared to younger players(11,12). This fact emphasizes the need to identify differences between athletes from different training levels of practice in the sports. The demand imposed to the knee joint through the sports practice results in specific muscle adaptations that may generate strength imbalances that has a static and dynamic action around this joint(13). Such muscle imbalances may predispose athletes to injuries, as they produce high stress levels into the tissues(11,13). Being so, it is necessary to set the parameters for the muscle function related to that joint in athletes. For this, the isokinetic dynamometry allows a quick and reliable quantification of variables related to the muscle performance at several speeds, including the torque, work, agonist/antagonist ratio, and fatigue index(11,14). Furthermore, isokinetic assessment allows identify muscle strength deficits both between the legs and between the agonist and antagonist muscles group in the joint evaluated(11-13). There are several studies focusing the use of the isokinetic dynamometer in different populations(11-15). Nevertheless, there is few little information available about these measurements in volleyball athletes, especially related to lower limbs(16,17). Therefore, the purpose of this study was to stablished for knee joint muscle function of the knee joint in high level male volleyball athletes through the isokinetic dynamometry, and to assess the differences on muscles performance of such joint and on the training volume between the under 19-under 21 and under 21 categories. MATERIALS AND METHODS Sample Thirty-six elite Brazilian volleyball athletes were assessed: twenty from the Under 19 Male Brazilian National Team, with mean age 17 years (± 0.46), body mass 86.3 (± 9.1), and height 1.97 (± 0.05), and sixteen from Under 21 Male Brazilian National Team, with mean age 19.5 (± 0.63), mass 91.6 (± 6.6), and height 1.97 (± 0.06). All subjects provided written informed consent term to participate in the tests that were composed by an assessment program promoted by the Center of Sports Excellence (CENESP-UFMG). Instrumentation The Isokinetic Dynamometer Biodex 3 System Pro® was used to assess the peak work variables, the peak torque of the flexor and extensor of the knees normalized through the body mass, the agonist/antagonist ratio at 60º/sec and 300º/sec. velocity, and a fatigue index at 300º/sec. The isokinetic assessment is characterized by the accomplishment of muscle contractions, keeping the limb moving under a constant and predetermined velocity(18). The isokinetic dynamometer applies a accommodative resistance along the whole magnitude of the movement(18). Thus, an increase in the muscle strength performed by the subject being evaluated produces an increase in the resistance, but no increase in the velocity, similar to what happens in isotonic exercises. Procedure Athletes performed a 5 minute warming up in an ergonomic bicycle before beginning the isokinetic testing. Next, athletes seat on the dynamometer, having the chair positioned at an 85º hip flexion, and the movement axis of the equipment was aligned to the side epicondyle of the femur. Athletes were belt-stabilized around their trunks and thigh, in order to avoid compensatory movements. The magnitude of the movement was limited between an 110º flexion and 0º extension, and 0º was defined as the whole extension. Before starting the test, athletes performed previously three submaximal repetitions, in order to be familiarized with the procedures. During the test, athletes performed five maximal flexion and extension repetitions of the knee in the concentric-eccentric mode at 60º/sec. velocity, and thirty repetitions at 300º/sec.(18). This procedure was bilaterally performed, and the first limb to be tested was randomly chosen. It was chosen the angle velocity of 60º/sec., since the muscle strength assessed at low velocities allow to gather a higher number of motor units(13), thus allowing a better representation of the maximal work performed by the musculature to be assessed. The 300º/sec. velocity was selected in order to assess every variable in the most functional velocity available, and the number of repetitions performed at such velocity allowed to assess the fatigue index of the athletes(18). Every athlete received verbal stimulation during the tests. Data Reduction The isokinetic variables analyzed were: peak work (J), and peak torque (Nm) of the knee flexor and extensor normalized through the body mass (J/Kg and Nm/Kg, respectively), agonist/antagonist ratio at 60º/sec. and 300º/sec. velocity, and muscle fatigue index at 300º/sec. The work variable was calculated as the total area under the torque curve during the maximal repetition of the test. Thus, the peak work is the most representative variable of the muscle function, compared to the peak torque variable, since the peak work informs the production of the torque during the whole magnitude of the contraction, while the peak torque informs only the peak in just one spot of the whole magnitude. The peak torque and peak work values were divided by the body mass and multiplied by 100, allowing normalize the data to compare and gather the subjects. The variable agonist/antagonist ratio was calculated dividing the peak torque of the flexor of the knees (hamstring) by the peak torque of the extensor of the knee (quadriceps), multiplied by 100. The fatigue index variable was calculated as the percentage difference between of the production of work between the ten first and ten last repetitions at the 300º/sec. velocity(18). Data Analyses Independent t-test was used to compare groups in the training hours variables per week and time of the volleyball practice. The two-way factorial analysis of variance (ANOVA) was used to evaluate the main affects of group affiliation (categories: under 19 and under 21), limb dominance (dominant and non-dominant), and their interaction effect on the dependent variables: knee extensor and flexor peak torque and peak work normalized by body mass, of the flexor and extensor of the knee, the agonist/antagonist ratio at both velocities and the muscle fatigue index. The analysis of the contrasts was used to locate specific pairs between which the difference was significant. The significance level was set at a = 0.05. RESULTS The results found in this study showed a statistically significant difference (p < 0.0001) between the under 19-under 21 and under 21 categories to the hours of training per week variable. The time variable of the volleyball practice did not present that difference (p > 0.05). Values are described on table 1. The variance analysis showed no statistically significant difference (p > 0.05) between groups, legs, or leg x group interaction to the peak toque and work peak variables normalized by the body mass of the extensor of the knee at 60º/s and 300º/s, and fatigue index of the knee extensor (table 2). To the variable agonist/antagonist ratio at 60º/s it was found statistically significant differences between the dominant and non-dominant limbs in the under 21 category (p = 0.0426), and between both categories only to the dominant limb (p = 0.0247) (table 3). Besides, it was found statistically significant differences between the under 19-under 21 and under 21 categories (group factor) to the peak torque (p = 0.0031), and peak work (p = 0.0040) of the flexor muscles of the knees at 60º/s variables, and statistically significant differences between dominant and non-dominant limbs (leg factor) to the peak toque (p = 0.0077) and peak work (p = 0.0221 variables of the flexor of the knee at 60º/s. For the interaction effect (leg x group), it was a statistically significant difference only to the work peak (p = 0.0200) variable of the flexor of the knee 60º/s. The analysis of the contrast for the interaction effect (leg vs. group) revealed a statistically significant difference to the peak work in the flexor of the knee between both categories (p = 0.0001) for the dominant limbs; p = 0.0291 for non-dominant limbs), and between the dominant and non-dominant limbs in the Under 21 category at 60º/sec. (p = 0.0026) (table 4). DISCUSSION Characterization studies of the isokinetic performance are frequently found in the sports literature(11,13-15). Nevertheless, despite the high incidence of injuries in the lower limbs in volleyball athletes and the importance of the jumps in the acquisition of a high level performance in this sport, it was found few studies on the isokinetic variables in the lower limbs for such population(16,17). Thus, data of this study allowed set the parameters for the muscle function of the knee joint through the isokinetic dynamometry in Male Volleyball Under 19-Under 21 and Under 21 Athletes from the Brazilian National Team, and it can be used as reference for future comparisons. In both groups, the peak torque variable of the extensor of the knees normalized by the body mass presented higher values than those from the normative data for the non-athlete population supplied by the manufacturer of the isokinetic dynamometer used in this study(18). These results are in accordance to what was found in the literature on the comparison of the isokinetic variables between athletes and non-athletes(11-13). In the specific case of the volleyball, these results can be explained by the great quantity of jumps inherent to the sports practice. Some authors mention a mean sixty maximum jumps per hour during a match(5,12). Furthermore, Lian et al.(5) have proposed that more than 50% of the work produced in a jump is attributed to the knee extensors of the knee, and this would cause a muscle demand capable to cause adaptations, thus differentiating athletes from non-athletes. Parallel to this, high level athletes are submitted to physical preparation schedules that beyond the jumps, they involve in muscle strengthening programs, such as resistance training. This study analyzed differences in the isokinetic variables between two different volleyball categories (Under 19-Under 21, and Under 21). Results of this analysis has pointed out significant differences of the peak work normalized by the body mass of knee flexor of the knees between volleyball Under 19-Under 21 and Under 21 teams, that were not followed by significant differences in the peak work normalized by the body mass of knee extensors of the knees. Similar to this, Hewet et al.(16) have found an increase in the peak torque only in the knee flexor muscles after a six-week plyometric training in young female volleyball players. Furthermore, Herzog et al.(19) showed that the peak torque in the knee joint was kept approximately constant after successive raisings starting from 40% of the peak load during the squat exercise, while in the hip and ankle joints it was detected a raise in the torque generated. These results seem to indicate that despite the extensor musculature is considered the major generator of strength to the jump(5,6), the variations in the load or training volume may also lead to a raise in the ability to generate strength in the flexor muscles. According to these data, differences found in the present study may be related to a higher training volume of the Under 21 category (mean = 30.3 h/week) compared to the Under 19-Under 21 (mean = 18.4 h/week, p < 0.0001). Another factor that may be related to the significant difference between the Under 19-Under 21 and Under 21 categories found in the peak work variable normalized by the body mass of the flexor of the knee may be a change in the training methodology, as only athletes from the under 21 category had been submitted to some specific work giving priority to the flexor of the knee. Besides, many athletes assessed in this study had already suffered injuries related to the knee joint (Under 21 = 31.3%, and Under 19-Under 21 = 17.3% - data yet to be published) what is in agreement to the data found in the literature(1,4,5,8,9). Thus, it is possible that before the presence of injuries, athletes have developed compensatory strategies to keep their performance level, as a way to give priority to the flexor muscles as the momentum generator to the jump. In order to properly answer such cause and effect relationship, it is necessary to perform longitudinal studies. Thus, these questions deserve further clarifications, and it should be aimed further researches in this area. Also, it was found a significant difference in the peak flexion work at 60º/s between the dominant and non-dominant limbs among the Under 21 category, thus characterizing a deficit between legs, as the dominant limb presented a higher work than the non-dominant one in those athletes. Such deficit has been reported in some studies as a risk factor for the muscle-tendinous injuries of the knee joint(11,13). The possible causal factors for such difference in the flexor work between limbs in the under 21 category may be characteristic of the jump in which the strength generated and absorbed, respectively in the impulsion and landing can be uneven between lower limbs due to the specific characteristic of the sports attack movement(20). The methods used to attain the agonist/antagonist ratio are widely discussed in the literature(4,21). Traditionally, the agonist/antagonist ratio is calculated as the ratio between the peak values of the concentric torque of the flexor muscles, and the concentric peak torque of the extensor of the knee. Some authors consider that this method is not representative of the muscle function, since the antagonist musculature (flexor of the knee) would actuate in an eccentric way during the concentric action of the agonist muscles(11,21). Nevertheless, Baratta and Solomonow(22) showed that the hamstring action as antagonist is directly proportional to its ability to generate concentric strength. Thus, this study considered the measurement of the agonist/antagonist ratio in the concentric/concentric mode due to its ability to provide information on the relationship of the strengths around the knee joint(22). Besides, in order to compare it with other studies, this work uses as normality parameters the reference values the 64% at 60º/s, and 80º/s at 300º/s agonist/antagonist ratio supplied by Reid(23). Despite the values supplied by Reid(23) are not specific for volleyball athletes, its use was chosen due to the absence of more appropriate parameters in the literature. The variable agonist/antagonist ratio in the assessed athletes in this study presented lower values than foreseen for both categories, besides of significant differences between them, comparing dominant limbs, and comparing between dominant and non-dominant limbs only for the under 21 category, thus reflecting the previously mentioned difference between legs. The low agonist/antagonist ratio indicates predominance of the extensor musculature or a deficit in the flexor musculature, which can represent a muscle imbalance of the knee. Such imbalance has been reported as a possible cause for the increase in the overloading in this joint, making it susceptible to injuries in the muscle-tendinous insertions(2,4,8-10,24). Colonna et al.(17) assessed the peak torque and the agonist/antagonist ratio of the flexor and extensor of the knee in eleven volleyball players in Italy. Similar to what was done in this study, it was used the 60º/s velocity, and the normalization of the peak torque variable was performed by the body mass. For the agonist/antagonist variable (flexor/extensor) in Italian athletes, it was found means of 54% for right leg, and 53.7% for the left leg. In Brazilian athletes of the under 19-under 21 and under 21 categories, respectively, the means found were: 49%, and 53.7% for the right leg (dominant), and 47.2%, and 49.3% for the left leg (non-dominant). Both studies found agonist/antagonist ratio means below 64%, indicating a possible muscle imbalance of the knee joint. The fatigue index variable did not present any significant difference between groups or limbs in a same group. It is expected that such index is kept below 50% both to the extensor and the flexor of the knee(18), as this percentage indicates that the musculature was able to keep at least 50% of its initial ability in generating work along thirty repetitions. However, the mean of athletes was kept around that value for the quadriceps and above that figure to the hamstring. This result can indicate a lower flexor's resistance to the fatigue related to the extensor of the knee, raising the risk for injuries after long training or competition periods. It was found no study aiming to analyze such variable for comparisons. One limitation in this study was not to assess the peak work and peak torque variables normalized by the body mass of the flexor and extensor of the knee at 60 and 300º/s in an eccentric mode, the agonist/antagonist ratio at both velocities, and the muscle fatigue index of the flexor and extensor of the knee, once the jump, a basic activity to the volleyball practice consists of eccentric contraction followed by a concentric contraction(5,6,15). This protocol was not used, as several athletes were able to generate eccentric torques higher to that produced by the dynamometer, thus disabling to conduct the tests. Still, there is some controversy in the literature concerning the ability of the isokinetic test to be a good predictor of the sports performance, since several studies did not find any relationship between the isokinetic variables of the knee joint and the height reached by athletes in the vertical jumping(15,17,25). Nevertheless, the isokinetic tests are widely used by studies in populations of athletes, because they supply objective, reliable and reproducible values of the muscle function of several joints(11,12,14). Thus, these tests allow assessing the parameters related to the muscle performance, such as strength, work, power, and imbalances between the agonist and antagonist muscles(11,12). Therefore, these measurements attained through isokinetic assessment may be quite effective in detecting muscle-skeletal changes, guidance to preventive measures, implementation of specific training programs to each athlete and to improve the sports performance(13). CONCLUSION The data allow the settings of parameters for knee joint muscle function of the knee joint through the isokinetic dynamometry in athletes from the 2003 Brazilian Under 19-Under 21 and Under 21 National Male Volleyball Team. The assessed athletes presented peak torque and peak work values normalized by the body mass for the upper quadriceps to the mean athlete and non-athlete populations. Comparing the categories, under 21 athletes presented significantly higher agonist/antagonist ratio and peak work values of the flexor muscles of the knee at 60º/s. Nevertheless, the agonist/antagonist ratio was lower than the reference value expected for both categories, thus characterizing the predominance of the extensor over the flexor musculature. The fatigue index was found close to the expected value for the majority of athletes. The present study can be used as basis for comparisons in future studies assessing the isokinetic muscle function for volleyball athletes. REFERENCES Correspondence to Natalia Franco Netto Bittencourt Rua Américo Macedo, 625, apto. 101 Bairro: Gutierrez – 30430-190 – Belo Horizonte, MG E-mail: nataliabittencourt@yahoo.com.br Received in 26/11/04. Final version received in 24/5/05. Approved in 17/7/05. All the authors declared there is not any potential conflict of interests regarding this article.
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