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Enxerto ósseo para reconstrução óssea alveolar. Revisão de 166 casos

RESUMO

Objetivo:

investigar os fatores preditivos de falhas em enxertos ósseos para aumento do rebordo alveolar e cirurgia de implantes.

Métodos:

os prontuários de 166 pacientes, operados entre 1995 e 2014, foram revistos. Um total de 248 enxertos foi realizado. Os dados foram submetidos ao teste binomial a 5% de significância.

Resultados:

os enxertos para ganho em espessura do rebordo alveolar (65,32%) foram mais frequentes do que levantamentos de seio maxilar (p<0,0001) e o número de enxertos para a região posterior da maxila (48,8%) foi maior do que em outras regiões (p<0,01). Foram perdidos 6,04% dos enxertos. As perdas em maxila anterior (p<0,0132) e posterior (p<0,0309) foram maiores do que na mandíbula. Foram instalados 269 implantes nas áreas enxertadas e apenas 4,83% perdidos. O número de implantes perdidos (4,51%) em áreas de enxertos em bloco não foi estatisticamente maior do que na área de seios maxilares enxertados (2,63%) (p<0,2424). As perdas foram maiores na região anterior (53,85%) e posterior (38,46%) da maxila em relação a mandíbula (p<0,031) e, 76,92% dos enxertos (p<0,006) e 80% dos implantes perdidos (p<0,001), foram instalados em pacientes com mais de 40 anos de idade.

Conclusão:

maior taxa de falhas foi observada para enxertos e implantes dentários realizados em maxila e em pacientes com mais de 40 anos de idade.

Descritores:
Regeneração óssea; Transplante Ósseo; Implantes Dentários

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