O artigo analisa a atuação do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC), órgão representativo dos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara (UEG) - atual Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - nos primeiros anos da ditadura militar brasileira (1964-1970). Com base em atas do Conselho Departamental (1963-1984), em fontes hemerográficas (1963-1970) e em relatórios de órgãos de informação (1964-1970), busca-se compreender de que modo o CALC se constituiu como núcleo de resistência estudantil, ainda que a instituição tenha, em certa medida, reproduzido práticas autoritárias. A pesquisa demonstra que o CALC se consolidou como espaço de oposição e resistência política, tensionando os limites entre a consolidação do poder e a crítica ao autoritarismo. Ao reconstituir essa experiência, o artigo contribui para a historiografia das faculdades de Direito e para o debate contemporâneo acerca da formação da cultura jurídica brasileira sob regimes de exceção.
Palavras-chave:
Ensino jurídico; Ditadura militar; Universidade do Estado da Guanabara; Centro Acadêmico Luiz Carpenter
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