Objetivo Descrever o perfil epidemiológico e analisar a tendência temporal das mortes por doença de Parkinson entre pessoas idosas no Brasil, 2002-2021.
Métodos Estudo descritivo e de tendência temporal com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade. A variação percentual anual (VPA) e os intervalos de confiança de 95% (IC95%) foram estimados pelo modelo de regressão de Prais-Winsten.
Resultados Dos 57.723 óbitos identificados, observou-se maior frequência no sexo masculino (54,7%), idade ≥ 80 anos (57,7%) e raça/cor da pele branca (75,0%). Houve tendência de aumento da mortalidade nos sexos masculino (VPA = 3,32; IC95% 2,49;4,16) e feminino (VPA = 2,81; IC95%1,80;3,82); em todas as faixas etárias, com ênfase na de 70 a 79 anos (VPA = 4,93; IC95% 2,98;6,91); e em todas as regiões brasileiras, principalmente no Nordeste (VPA = 6,79; IC95% 4,35;9,30).
Conclusão Na população de estudo, os óbitos por DP foram mais frequentes no sexo masculino e nas idades mais avançadas. Houve tendência de aumento da mortalidade pela doença no período.
Palavras-chave
Doença de Parkinson; Pessoa Idosa; Estudos de Séries Temporais; Mortalidade; Análise de Regressão
Principais resultados Observou-se tendência de aumento de mortalidade por doença de Parkinson entre pessoas idosas de ambos os sexos, de todas as faixas etárias e em todas as regiões brasileiras no período.
Implicações para os serviços O aumento da mortalidade por doença de Parkinson implica maior demanda nos serviços de assistência à saúde e, consequentemente, contribui com o ônus financeiro relacionado ao diagnóstico e tratamento das pessoas com a doença.
Perspectivas Investir em pesquisas e tecnologias para diagnóstico oportuno, tratamento e recuperação da saúde são cruciais. Além disso, é necessário fomentar políticas de saúde que garantam acesso equitativo aos serviços especializados.
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