Objetivo Avaliar as coberturas vacinais e o atraso nas doses de vacinas em lactentes em seis municípios da região Sul do Brasil.
Metodologia Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal 2020, com lactentes nascidos vivos em 2017 e 2018, realizado entre setembro de 2020 e março de 2022. Foram avaliadas as coberturas de doses aplicadas, doses em dia e o tempo de atraso da aplicação.
Resultados Para 4.681 lactentes analisados, as coberturas para vacinas indicadas até os 24 meses foram de 68,0% (IC95% 63,9;71,8) para doses aplicadas e 3,9% (IC95% 2,7;5,7) para doses em dia. A maioria das aplicações em atraso foi ≤ 3 meses. Para alguns reforços, 25% das aplicações atrasaram ≥ 6 meses.
Conclusão Além da busca de faltosos às vacinas, são necessárias estratégias para estímulo ao cumprimento do esquema de vacinação nas idades preconizadas.
Palavras-chave
Cobertura Vacinal; Vacinas; Inquéritos Epidemiológicos; Hesitação Vacinal; Atraso Vacinal
Principais resultados A cobertura vacinal para o conjunto de vacinas indicadas até os 24 meses foi 68,0%, e 3,9% para doses em dia. O tempo de atraso para algumas doses ultrapassou seis meses em até 25% dos lactentes com atraso.
Implicações para os serviços O monitoramento da aplicação das vacinas nas idades preconizadas faz-se necessário, com a adoção de estratégias que reforcem a vacinação de rotina para prevenção do atraso e abandono vacinal.
Perspectivas Atenção primária na vigilância e atenção aos lactentes precisa reforçar as ações para garantir a vacinação em dia. Estudos para aprofundar o conhecimento do atraso vacinal, determinantes e estratégias para a redução são necessários.
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