Objetivo Estimar a prevalência do esquema vacinal completo dos 12 aos 24 meses de vida e analisar os fatores associados ao esquema vacinal completo.
Métodos Inquérito com amostragem por conglomerados realizado em Vitória, Espírito Santo, entre 16 de dezembro de 2020 e 4 de janeiro de 2021. Foram incluídas crianças nascidas em Vitória nos anos de 2017 e 2018. Estimamos as prevalências dos esquemas vacinais. Utilizou-se regressão de Poisson para verificar a associação com a cobertura vacinal.
Resultados Incluímos 788 crianças. A cobertura vacinal foi de 57% [intervalo de confiança de 95% (IC95%) 50,98;62,98]. Utilizar serviço privado para imunização [razão de prevalência (RP) 0,67; IC95% 0,51;0,86] e mãe ter ≥ 4 filhos (RP 0,55; IC95% 0,32;0,94) apresentaram as menores prevalências de cobertura vacinal completa.
Conclusão Encontramos baixa cobertura vacinal com diminuição nas doses de reforço. Utilizar serviço privado para imunização e o número de filhos foram associados à cobertura vacinal incompleta.
Palavras-chave
Cobertura Vacinal; Vacinas; Imunização; Saúde da Criança; Inquéritos Populacionais
Principais resultados A cobertura vacinal completa foi de pouco mais da metade da população, com diminuição para as vacinas que necessitam de dose de reforço. Utilizar serviço privado para imunização e o número de filhos foram associadas negativamente à cobertura vacinal completa.
Implicações para os serviços Fortalecermos a busca ativa de crianças com atraso vacinal nos territórios de saúde, principalmente nas famílias com um número maior de filhos, aquelas assistidas pela iniciativa privada.
Perspectivas Os serviços de saúde necessitam de estratégias inovadoras para aumentar a cobertura da vacinação infantil, sobretudo para o enfrentamento da insegurança e medo à vacinação decorrente de má informação.