Objetivo Verificar a percepção de estresse entre as residentes de Vitória, Espírito Santo, e sua associação com características socioeconômicas, comportamentais e clínicas.
Métodos Estudo transversal, de base populacional, com 1.086 mulheres de 18 anos ou mais, moradoras de Vitória, Espírito Santo. Os níveis de estresse percebidos foram avaliados por meio do instrumento Perceived Stress Scale e foram realizadas análises descritivas e multivariáveis, por regressão linear simples e múltipla. Foi utilizado o programa Stata, versão 17.0.
Resultados A média de percepção de estresse entre as mulheres residentes de Vitória foi de 16,4 e desvio-padrão de 7,5. Mulheres com 60 anos ou mais apresentaram, em média, 6,0 pontos a menos de percepção de estresse em comparação às mais jovens (18 a 24 anos). O grupo pertencente ao primeiro quartil de renda familiar apresentou, em média, 1,4 ponto a mais de estresse, e aquelas que recebem auxílio do governo, 1,9 ponto a mais de estresse. Mulheres sem religião tiveram, em média, 1,2 ponto a mais de estresse. Maiores médias de estresse foram encontradas entre as que não praticavam atividade física, tabagistas e com multimorbidade (p-valor>0,050).
Conclusão Há uma associação significativa entre a percepção de estresse e características socioeconômicas, comportamentais e clínicas entre as mulheres de Vitória.
Palavras-chave
Mulheres; Estresse Psicológico; Fatores Socioeconômicos; Epidemiologia Analítica; Estudos Transversais