A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica, relacionada às atividades agrícolas, com incidência e prevalência subestimadas, pela ausência de notificação em várias Unidades da Federação (UFs). A evolução insidiosa do quadro clínico pode ter como consequência sequelas graves se o diagnóstico e o tratamento não forem instituídos precoce e adequadamente. Ao lado do complexo Paracoccidioides brasiliensis (P. brasiliensis), a descrição de nova espécie, Paracoccidioides lutzii (P. lutzii), em Rondônia, onde a doença alcançou níveis epidêmicos, bem como na região Centro-Oeste e no Pará, constituem-se em desafios para a instituição do diagnóstico e a urgente disponibilização de antígenos que tenham reatividade com os soros dos pacientes. Este consenso visa atualizar o primeiro consenso brasileiro em PCM, estabelecendo recomendações para o manejo clínico do paciente, com base nas evidências conhecidas. São apresentados dados de etiologia, epidemiologia, imunopatogenia, diagnóstico, terapêutica e sequelas, enfatizando-se o diagnóstico e a terapêutica, bem como recomendações e desafios atuais nessa área do conhecimento.
Palavras-chave:
Paracoccidioidomicose; Guia; Diagnóstico; Terapia
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Fonte: Adaptado de Muñoz JF, Farrer RA, Desjardins CA, Gallo JE, Sykes S, Sakthikumar S, et al. (2016). Diversity, Recombination and Virulence across the Major Lineages of Paracoccidioides. mSphere. 2016; 1(5): e00213-16.Pl = Paracoccidoidodes lutzii; PS2, PS3, PS4, S1a, S1b = espécies filogenéticas de P. brasiliensis.
Fonte: Mendes RP e Bagagli E.
Fonte: Martinez R, 2017.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.Obs.: A = gengivoestomatite; B = estomatite moriforme de Aguiar Pupo.Nota: As lesões podem se apresentar como úlceras rasas, extensas, ou lesões ulcerovegetantes, com pontilhado hemorrágico característico (lesão moriforme). Embora isso seja pouco frequente, podem se estender para o vestíbulo nasal, causando perfuração de palato e de septo nasal, com sequelas inestésicas e funcionais. Na forma aguda, o comprometimento da mucosa oral é pouco frequente.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.Obs.: A = lesões cutâneas papulosas e ulcerocrostosas em face; B = acometimento perioral e mentoniano; C = linfonodos cervicais e submandibulares fistulizados; D = lesão vegetante, com bordas irregulares em região perianal.Nota: As lesões cutâneas ocorrem por contiguidade, a partir de mucosas comprometidas, linfonodos fistulizados ou acometimento ósseo, por disseminação hematogênica e, excepcionalmente, por implantação traumática do fungo.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.
Fonte: Adaptada de Queiroz-Telles F, Escuissato D, 2011.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.
Elaboração própria.Notas: * Após um ano de interrupção do tratamento, o paciente pode receber alta, se estiver estável e preencher os critérios de cura da doença.**Raio X do tórax, de acordo com a presença de alterações.a) ALT = alanina aminotransferase.b) N = sódio.c) K = potássio.
Fonte: Adaptado de Shikanai-Yasuda MA, Telles Filho F de Q, Mendes RP, Colombo AL, Moretti ML, 2006.
Elaboração própria.Nota: *Consolidação, lesões vidro fosco, cavidades de paredes espessas, espessamento de septos alveolares, nódulos e massas confluentes.PCM = Paracoccidioidomicos; + = positivo; - = negativo; Baar = bacilos álcool-ácido resistentes.
Nota:* Não usar concomitantemente com astemizol, antiácidos e bloqueadores de receptor H2, barbitúricos, cisapride, ciclosporina, didanosina, digoxina, fentanil, fenitoína, rifampicina, cisaprida e terfenadina.** Maior experiência em crianças - com sulfametoxazol/trimetoprim.*** Prolongar a duração do tratamento quando há envolvimento de sistema nervoso central.**** Requer tratamento de manutenção com itraconazol ou cotrimoxazol.

Fonte: Adaptado de Medscape English, 2017
Fonte: Adaptado de Medscape English, 2017