Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico de pessoas com tétano acidental internadas em unidade de terapia intensiva em Fortaleza no período 2017-2024.
Métodos: Tratou-se de estudo de coorte retrospectivo, realizado em um hospital público do Ceará. Foram incluídos indivíduos com diagnóstico confirmado de tétano, idade ≥18 anos, independentemente do sexo, internados em unidade de terapia intensiva entre janeiro de 2017 e maio de 2024. Foi excluído um prontuário com dados sociodemográficos e clínicos insuficientes.
Resultados: Foram incluídos no estudo 44 participantes, sendo a maioria do sexo masculino (n=41), com predomínio da faixa etária de 20-40 anos (n=20); casados (n=19), de raça/cor da pele parda (n=40) e com ensino fundamental incompleto (n=20). Houve predomínio daqueles que habitavam Fortaleza (n=18). Os trabalhadores da agropecuária (n=14) tiveram maior representatividade. As portas de entradas mais frequentes foram os pés (n=15). A maioria desconhecia o próprio esquema vacinal (n=26). A idade igual ou superior a 60 anos (odds ratio, OR 11,6; intervalos de confiança de 95%, IC95% 1,9; 70,2; p-valor 0,003) e o tabagismo (OR 9,8; IC95% 1,1; 88,2; p-valor 0,019) foram significativamente associados ao desfecho de óbito.
Conclusão: Observou-se o predomínio de homens de idade produtiva, com ensino fundamental incompleto, e trabalhadores da agropecuária. A idade igual ou superior a 60 anos e o tabagismo estiveram significativamente associados a uma maior chance de óbito.
Palavras-chave:
Tétano; Unidades de Terapia Intensiva; Perfil de Saúde; Hospitais Especializados; Estudos Transversais.
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