Objetivo Analisar a cobertura vacinal completa em nascidos vivos em 2017 e 2018, nas capitais da região Centro-Oeste do Brasil, segundo estratos sociais.
Métodos Inquérito domiciliar de base populacional com amostragem por conglomerados. Analisou-se a cobertura vacinal completa em crianças aos 12 e 24 meses de idade e os fatores sociodemográficos.
Resultados Foram analisadas 5.715 crianças. A cobertura completa aos 12 meses de idade foi 67,9% (IC95% 65,4;70,4) e aos 24 meses de idade foi 48,2% (IC95% 45,3;51,1). A maior cobertura foi da vacina pneumococo (91,3%) e a pior da segunda dose da vacina rotavírus (74,2%). Em Campo Grande, nenhuma vacina alcançou cobertura acima de 90%, destacando-se as vacinas BCG (82,9%) e hepatite B (82,1%). Campo Grande e Brasília tiveram piores coberturas vacinais no estrato social alto (24 meses de idade).
Conclusão A cobertura vacinal na região Centro-Oeste foi inferior a 80%, abaixo da meta preconizada e associada com fatores socioeconômicos.
Palavras-chave
Programas de Imunização; Cobertura Vacinal; Fatores Socioeconômicos; Desigualdades Sociais em Saúde; Inquéritos Populacionais
Principais resultados As coberturas vacinais aos 24 meses de idade, nas capitais do Centro-Oeste, variaram de 39,9%, em Campo Grande, a 54,5% em Brasília, todas abaixo da meta preconizada pelo Programa Nacional de Imunizações.
Implicações para os serviços Os resultados encontrados apontam para a urgência no planejamento de ações que visem melhorar a cobertura vacinal com abordagens direcionadas, considerando os estratos sociais e as vacinas com menor cobertura vacinal.
Perspectivas Pesquisas futuras que investiguem a heterogeneidade das coberturas vacinais na região Centro-Oeste podem auxiliar no entendimento das baixas coberturas encontradas para a maioria das vacinas preconizadas, principalmente até os 24 meses de vida.