Objetivo Descrever as características socioeconômicas e demográficas da população trans da Baixada Santista.
Métodos Trata-se de estudo descritivo, com pessoas trans adultas, selecionadas por amostra de conveniência em 2023. Foi aplicado questionário quantitativo e realizadas entrevistas em profundidade, analisadas por agrupamento temático.
Resultados Foram recrutadas 237 pessoas. Dessas, 42,2% se identificaram como mulher trans/travesti e 36,3% como homem trans/transmasculino; 65,4% tinham até 29 anos de idade; 51,1% se autodeclararam de raça/cor da pele branca; 52,7% eram solteiras; 80,5% tinham, no mínimo, o ensino médio completo; 32,5% não tinham renda. A autopercepção da identidade trans ocorreu majoritariamente entre 10 e 19 anos (55,7%), com início da transição social entre 15 e 19 anos (41,8%). Foram realizadas 14 entrevistas em profundidade.
Conclusão Os aspectos socioeconômicos – escolaridade, emprego e renda – estão na centralidade da identidade de gênero. Ações e políticas públicas precisam ser criadas e aprimoradas.
Palavras-chave
Pessoas transgênero; Serviços de Saúde para Pessoas Transgênero; Pesquisa Demográfica e de Saúde; Acesso a Serviços de Saúde; Populações Minoritárias
Principais resultados A população trans da Baixada Santista se caracterizou por ser majoritariamente jovem, branca e negra, e com renda menor do que 1 salário mínimo. Cerca de metade eram mulheres trans ou travestis, e um terço, homens trans ou transmasculinos.
Implicações para os serviços A compreensão sobre os atravessamentos sociais observados, como a baixa renda e a vulnerabilização socioeconômica, indicam a importância de melhorar o acesso aos serviços de assistência social à população trans da Baixada Santista e suas famílias.
Perspectivas Pesquisas representativas envolvendo diversidade sexual e de gênero podem contribuir para embasar políticas públicas para esta população, desde o processo de sua idealização até melhorias das políticas vigentes.
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