OBJETIVO: descrever a ocorrência e as características dos casos de microcefalia no Piauí, Brasil, durante epidemia do vírus Zika em 2015-2016.
MÉTODOS: estudo descritivo com dados dos nascidos vivos no período de janeiro/2015 a janeiro/2016, obtidos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Registro de Eventos em Saúde Pública (RESP) e de busca ativa em prontuários; mães e nascidos vivos foram testados para dengue, chikungunya e Zika, além de sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes (STORCH).
RESULTADOS: dos 75 casos de microcefalia, 34 foram relacionados a processo infeccioso congênito; a prevalência de microcefalia foi de 13,6/10 mil nascidos vivos; exames de imagem confirmaram que 34 nascidos vivos apresentavam calcificações, 23 atrofias cerebrais, 14 lisencefalia, 12 ventriculomegalia e 6 digenesias; nenhum apresentou resultado positivo para STORCH, dengue ou chikungunya; 1 referiu Zika IgM reagente.
CONCLUSÃO: houve surto de microcefalia no Piauí, possivelmente relacionado à infecção gestacional pelo vírus Zika.
Palavras-chave:
Microcefalia; Infecção pelo Zika vírus; Epidemiologia Descritiva
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a) Opas: Organização Pan-Americana da Saúde.b) Sinasc: Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos.c) Resp: Registro de Eventos em Saúde Pública.d) Eclamc: Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas.
