Open-access Evidências da utilização do Perme Intensive Care Unit Mobility Score em indivíduos adultos hospitalizados: revisão de escopo

Objetivo: mapear a literatura científica referente ao uso do Perme Intensive Care Unit Mobility Score em indivíduos adultos hospitalizados.

Método: revisão de escopo, estruturada nas diretrizes metodológicas do Joanna Briggs Institute - Evidence Synthesis Groups, com buscas em sete bases de dados e literatura cinzenta. Os estudos foram selecionados por dois revisores, utilizando um instrumento para a extração dos dados.

Resultados: a análise dos 29 estudos selecionados mostrou predomínio de estudos longitudinais (34,48%), realizados no Brasil (48,27%) em Unidades de Terapia Intensiva (29%), e publicados entre 2020 e 2021 (48,24%). Os estudos evidenciaram a utilização do Perme Score para descrição e confiabilidade do instrumento, tradução e adaptação cultural, associação entre mobilidade funcional, características clínicas e desfechos, avaliação da mobilidade após intervenções, avaliação da mobilidade e potenciais barreiras para a mobilização, e uso da pontuação para validação de outros instrumentos e perfis clínicos diversos.

Conclusão: o Perme Score é um instrumento que permite mensurar a mobilidade física, incluindo as possíveis barreiras à mobilidade, com potencial para utilização em cenários externos à Unidade de Terapia Intensiva, em estudos de intervenção para mobilização precoce e predição de desfechos da hospitalização.

Descritores:
Limitação da Mobilidade; Deambulação Precoce; Modalidades de Fisioterapia; Pacientes Internados; Enfermagem em Reabilitação; Revisão


Destaques:

(1) O Perme Score apresenta grande potencial de uso em diferentes cenários. (2) Estudos posicionam o enfermeiro no contexto da avaliação da mobilidade funcional. (3) O Perme Score tem sido empregado em protocolos de intervenção para mobilidade precoce.

Objective: to map the scientific literature regarding the use of the Perme Intensive Care Unit Mobility Score in hospitalized adults.

Method: scoping review, structured according to the methodological guidelines of the Joanna Briggs Institute - Evidence Synthesis Groups, with searches in seven databases and gray literature. The studies were selected by two reviewers, using an instrument for data extraction.

Results: the analysis of the 29 selected studies showed a predominance of longitudinal studies (34.48%), conducted in Brazil (48.27%) in Intensive Care Units (29%), and published between 2020 and 2021 (48.24%). The studies demonstrated the use of the Perme Score for description and reliability of the instrument, translation and cultural adaptation, association between functional mobility, clinical characteristics and outcomes, mobility assessment after interventions, mobility assessment and potential barriers to mobilization, and use of the score for validation of other instruments and various clinical profiles.

Conclusion: the Perme Score is an instrument capable of measuring physical mobility, including possible barriers to mobility, with potential for use in scenarios outside the Intensive Care Unit, in intervention studies for early mobilization and prediction of hospitalization outcomes.

Descriptors:
Mobility Limitation; Early Ambulation; Physical Therapy Modalities; Inpatients; Rehabilitation Nursing; Review


Highlights:

(1) The Perme Score demonstrates great potential for use in various settings. (2) Studies position nurses within the context of functional mobility assessment. (3) The Perme Score has been employed in intervention protocols for early mobility.

Objetivo: mapear la literatura científica referente al uso del Perme Intensive Care Unit Mobility Score en individuos adultos hospitalizados.

Método: revisión de alcance, estructurada según las directrices metodológicas del Joanna Briggs Institute - Evidence Synthesis Groups, con búsquedas en siete bases de datos y literatura gris. Los estudios fueron seleccionados por dos revisores, utilizando un instrumento para la extracción de datos.

Resultados: el análisis de los 29 estudios seleccionados mostró un predominio de estudios longitudinales (34,48%), realizados en Brasil (48,27%) en Unidades de Cuidados Intensivos (29%) y publicados entre 2020 y 2021 (48,24%). Los estudios evidenciaron el uso del Perme Score para la descripción y confiabilidad del instrumento, traducción y adaptación cultural, asociación entre la movilidad funcional, características clínicas y resultados, evaluación de la movilidad tras intervenciones, evaluación de la movilidad y potenciales barreras para la movilización, además del uso de la puntuación para la validación de otros instrumentos y perfiles clínicos diversos.

Conclusión: el Perme Score es un instrumento capaz de medir la movilidad física, incluyendo posibles barreras para la movilidad, con potencial para su uso en escenarios fuera de la Unidad de Cuidados Intensivos, en estudios de intervención para movilización temprana y predicción de resultados de la hospitalización.

Descriptores:
Limitación de la Movilidad; Ambulación Precoz; Modalidades de Fisioterapia; Pacientes Internos; Enfermería en Rehabilitación; Revisión


Destacados:

(1) El Perme Score presenta un gran potencial de uso en diferentes escenarios. (2) Estudios posicionan al enfermero en el contexto de la evaluación de la movilidad funcional. (3) El Perme Score se ha empleado en protocolos de intervención para la movilización temprana.

Introdução

A instituição hospitalar é considerada um espaço que proporciona alívio de sintomas, recuperação da saúde e acesso a diagnóstico. No entanto, dependendo dos cuidados e tratamentos fornecidos, assim como de outros diversos aspectos, a internação hospitalar pode se tornar um fator desestruturante, resultando em maior deterioração clínica e funcional, aumento do tempo de permanência, descompensação das multimorbidades e maior risco de mortalidade ( 1 ).

As consequenciais do declínio de mobilidade durante a hospitalização podem se estender por até́ cinco anos após a alta, sendo decorrentes de internações prolongadas que se relacionam à idade, à gravidade da doença e ao tipo de admissão (aguda/eletiva). Essas foram as conclusões de um estudo de coorte realizado com 10.430 indivíduos, no grupo Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (n= 5.215) e na enfermaria (n= 5.215), com mediana de idade de 60 anos (intervalo de 44 a 72) em Edinburgh (Reino Unido). Houve associação do grupo UTI com maior mortalidade (RR 1,33; IC95%, 1,22–1,46, p= 0,001), maior custo (USD 25.608 vs. USD 16.913/paciente 1) e maior tempo de hospitalização (51%) ( 2 ).

Estima-se um descondicionamento físico de 30% associado à hospitalização ( 3 ). Desse modo, o declínio funcional não está relacionado apenas ao quadro clínico que motivou a hospitalização, assim como a recuperação não é automática após a resolução do problema que a suscitou ( 4 ). Destaca-se que a mobilidade funcional é um preditor de saúde. Assim, a avaliação das funções locomotoras no contexto hospitalar e a compreensão das barreiras à mobilização precoce tornam-se imprescindíveis.

A mobilização precoce deve ser entendida como parte do processo de reabilitação do paciente hospitalizado, principalmente na UTI, minimizando a fraqueza muscular e a piora da função física ( 5 ). Há diversas escalas que avaliam aspectos funcionais na UTI, como o Physical Function in Intensive care Test scored, Chelsea Critical Care Physical Assessment tool, Perme Intensive Care Unit Mobility Score, Surgical intensivecare unit Optimal Mobilization Score, ICU Mobility Scale e Functional Status Score for the ICU ( 6 ). Nenhuma delas foi considerada “padrão-ouro” na quantificação da mobilidade funcional, pois deveriam ser de aplicação rápida e objetiva. No entanto, o Perme Intensive Care Unit Mobility Score considera as condições extrínsecas ao paciente que interferem em sua mobilidade no leito, tais como a presença de acessos, tubos e drenos torácicos, que podem ser interpretadas como barreiras à mobilidade. A presença desses dispositivos não é pontuada nem considerada na maioria das escalas.

O Perme Intensive Care Unit Mobility Score, idealizado por Christiane Strambi Perme e aqui designado de Perme Score, foi traduzido e adaptado para o português. Ele é composto por sete categorias que contemplam estado mental, potenciais barreiras à mobilidade, força funcional, mobilidade no leito, transferências, dispositivos de auxílio para deambulação e medidas de resistência. A pontuação varia de 0 a 32 pontos; uma pontuação mais alta indica maior mobilidade e menor necessidade de assistência, enquanto uma pontuação baixa indica menor mobilidade e maior necessidade de assistência ( 7 ).

Apesar de ser um instrumento relativamente novo, já traduzido para diferentes idiomas, e trazer como inovação a avaliação das potenciais barreiras à mobilidade na UTI, é indispensável representar as publicações sobre o escore na literatura, considerando as diferentes condições clínicas e cenários. Após uma busca preliminar em bases públicas de registro de protocolos de revisões e bases de dados online, e diante da inexistência de revisões sistemáticas ou registros de protocolos sobre essa escala, considerou-se imperioso o desenvolvimento desta revisão, que teve como objetivo mapear a literatura científica referente ao uso do Perme Intensive Care Unit Mobility Score em indivíduos adultos hospitalizados.

Método

Tipo de estudo

Trata-se de uma revisão de escopo, um método sistemático que identifica e sintetiza o conhecimento por meio da literatura existente ou emergente, mapeia a extensão e o alcance do tema, a natureza da literatura e determina possíveis lacunas ( 8 ). A revisão foi desenvolvida segundo as recomendações do JBI – Evidence Synthesis Groups, método recomendado para revisões de escopo ( 9 ), além das diretrizes preconizadas pelo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR), e foi registrada na International Platform of Registered Systematic Review and Meta-analysis Protocols (INPLASY), sob o número 2023100031 (https://inplasy.com/inplasy-2023-10-0031).

Desse modo, a revisão de escopo foi operacionalizada em cinco etapas: 1- estabelecimento da questão de pesquisa; 2- identificação de estudos relevantes; 3- seleção e inclusão de estudos; 4- organização dos dados; e 5- coleta, síntese e relato dos resultados ( 10 - 11 ). Assim, elaborou-se a pergunta e os elementos principais de busca desta revisão utilizando a estratégia PCC (P – Population or Patients; C – Concept; C – Context) ( 12 ), sendo P (indivíduos adultos), C (Perme Intensive Care Unit Mobility Score) e C (hospitalar). No Contexto, ambiente hospitalar refere-se a qualquer setor de atendimento dentro da unidade hospitalar.

Com isso, a seguinte questão foi formulada: quais são as evidências disponíveis na literatura sobre o uso do Perme Intensive Care Unit Mobility Score em indivíduos adultos hospitalizados?

Critérios de seleção

Com relação à elegibilidade dos estudos, os critérios de inclusão foram: (1) serem pesquisas primárias e secundárias, empíricas, quantitativas e qualitativas, de qualquer desenho ou metodologia; (2) conterem as variáveis de interesse “Perme Score” e “hospitalização; (3) estarem publicados em inglês, espanhol, português ou francês; e (4) terem sido publicados a partir de 2014, ano de publicação da escala. Os critérios de exclusão dos estudos foram: cartas ao editor, resumos em anais de eventos, dissertações, teses, monografias e relatos de caso que não apresentassem a variável de interesse da pesquisa.

Busca e coleta de dados

Inicialmente, a estratégia de busca foi construída a partir da identificação dos descritores Medical Subject Headings (MeSH): mobility limitation, early ambulation, physical therapy modalities e inpatients, associados ao termo livre “Perme”. Em seguida, esses descritores foram traduzidos para os termos específicos de cada base pesquisada, como Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Embase Subject Headings (Emtree).

Contudo, as bases de dados e os portais tenderam a zero quando os descritores foram associados ao operador booleano “AND”. Diante disso, buscou-se o auxílio de um profissional bibliotecário, a fim de minimizar a possibilidade de erros. Desse modo, a estratégia de busca foi redefinida para incluir apenas os termos livres: “Perme” OR “Perme scale” OR “Perme score”.

Em outubro de 2023, foram realizadas buscas nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde, EMBASE, PEDro, PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science, e os títulos e resumos dos artigos foram encaminhados para dois revisores avaliarem a elegibilidade de modo independente. Para a literatura cinzenta, optou-se por realizar a busca no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Entre os estudos de literatura cinzenta que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão, todos já possuíam artigos publicados em periódicos, os quais foram incluídos na revisão.

Os resultados das buscas textuais foram exportados e transferidos para o gerenciador de referências gratuito Mendeley, uma ferramenta que permite acesso por múltiplos pesquisadores e organiza as referências em pastas separadas. As duplicatas foram removidas, mantendo-se apenas um dos títulos. Posteriormente, realizou-se a leitura dos títulos e resumos, com a exclusão de artigos que não atendiam aos critérios de inclusão ou que contivessem algum dos critérios de exclusão. Por fim, os textos selecionados foram disponibilizados aos revisores para leitura completa, finalizando o processo de inclusão.

Os pesquisadores, responsáveis pela revisão, são profissionais com expertise em gerontologia e membros de um Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos.

Cabe ressaltar que se utilizou o coeficiente de concordância Kappa para descrever a intensidade de concordância entre os revisores, a qual é baseada no número de respostas concordantes, ou seja, na frequência em que os resultados coincidem entre os revisores ( 13 ). Neste estudo, a concordância bruta entre os revisores foi de 96,81%, o que corresponde a um coeficiente Kappa superior a 0,90. Além disso, um terceiro revisor avaliou divergências na seleção dos estudos para a tomada de decisão final sobre a inclusão ou exclusão, a fim de minimizar o risco de viés.

O número de artigos encontrados em cada base de dados e a soma de todas as bases foram registrados no fluxograma PRISMA ( 14 ), assim como o processo de seleção e os motivos de exclusão.

Extração e análise dos dados

A extração e a análise descritiva dos dados foram realizadas por meio de um roteiro elaborado pelos próprios autores, que abrange os critérios de elegibilidade previamente definidos, conforme amplamente recomendado pelo JBI. Neste sentido, incluiu-se: nome do autor e ano de publicação, periódico, país de origem, objetivos, resultados, desenho do estudo e tamanho da amostra.

Devido ao método escolhido, não houve necessidade de realizar uma avaliação formal quanto à qualidade metodológica dos estudos incluídos. Porém, a adesão aos itens de avaliação do checklist PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) visou garantir o rigor metodológico do conteúdo ( 15 ). Por fim, realizou-se a análise temática do conteúdo para identificar os pontos convergentes na literatura, delimitar os pontos fortes do assunto e as lacunas existentes.

Aspectos éticos

Uma vez que os estudos utilizados são de domínio público, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução CNS n° 510, de 2016.

Resultados

A busca nos portais e bases de dados resultou em 1.873 estudos. Destes, 837 foram excluídos por serem duplicatas, utilizando o gerenciador de referências gratuito Mendeley. Após a retirada das duplicatas, os 1.036 artigos selecionados para leitura de títulos e resumos foram organizados em uma planilha do Excel para continuidade das análises. Em seguida, 985 artigos foram excluídos após a leitura dos títulos, e 16 após a leitura dos resumos, resultando em 35 estudos para leitura na íntegra. Destes, excluíram-se seis, totalizando 29 estudos para revisão. Para minimizar possível risco de viés na seleção dos estudos, os revisores organizaram as referências no gerenciador de referências gratuito Mendeley. O refinamento foi realizado por dois avaliadores independentes, buscando uma concordância de 100%. Um terceiro revisor avaliou as possíveis divergências ocorridas na seleção dos estudos para a tomada de decisão final sobre a inclusão ou exclusão dos mesmos. Tais procedimentos estão representados na Figura 1, no fluxograma do método Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA), que ilustra a seleção dos artigos desta revisão ( 14 ).

Na Figura 2, observa-se o delineamento metodológico, o foco do estudo, os locais de realização e os perfis clínicos, que são as principais informações encontradas.

Figura 1 -
Fluxograma PRISMA-ScR de seleção dos estudos. Curitiba, PR, Brasil, 2024

Figura 2 -
Representação esquemática dos achados dos estudos envolvendo o Perme Intensive Care Unit Mobility Score. Curitiba, PR, Brasil, 2024

Na Figura 3, observa-se a categorização dos artigos por autor/ano de publicação, periódico, país de origem, objetivos, resultados, desenho do estudo e tamanho da amostra.

Entre os estudos analisados, houve predomínio de publicações no ano de 2021 (n= 8; 27,58%), seguido por 2020 (n= 7; 24,14%), 2022 e 2023 (n= 3; 10,34% em cada ano), 2014, 2018 e 2019 (n= 2; 6,9% em cada ano) e, por fim, 2016 e 2017 (n= 1; 3,45% em cada ano).

Quanto aos periódicos, observou-se 25 diferentes, com prevalência do Colombia Médica, NeuroRehabilitation, PLoS One e Revista Brasileira de Terapia Intensiva (n= 2; 6,89% cada um). Os países que se destacaram como sede dos estudos foram: Brasil (n= 14; 48,27%), Estados Unidos da América (n= 6; 20,68%), Colômbia (n= 3; 10,35%), Índia e Turquia (n= 2; 6,9% cada um), Alemanha e Taiwan (n= 1; 3,45% cada um). Todos os artigos (n= 29) foram publicados em inglês.

Em relação ao delineamento metodológico, predominaram estudos longitudinais (n= 10; 34,48%). Os demais foram estudos metodológicos (n= 8; 27,58%), estudos de coorte retrospectivos (n= 4; 13,79%), estudos transversais (n= 3; 10,35%), estudos de intervenção (n= 2; 6,9%), ensaio clínico randomizado e ensaio clínico não randomizado (n= 1; 3,45% cada um). Observou-se um total de 3.399 participantes nos estudos, com tamanhos variando entre 18 e 949 participantes.

Figura 3 –
Caracterização dos estudos que compuseram a revisão de escopo (n = 29). Curitiba, PR, Brasil, 2024

Os estudos abordaram temas variados, como descrição e confiabilidade do instrumento idealizado por Christiane Strambi Perme ( 16 - 17 ); tradução e adaptação cultural para outros idiomas ( 5 , 18 - 19 ); associação entre a mobilidade funcional e as características clínicas ( 20 ); avaliação da mobilidade e o desfecho dos pacientes ( 21 - 25 , 30 ); avaliação da mobilidade após intervenções específicas, como o protocolo de mobilização precoce ( 26 ), comparação entre fisioterapia convencional e cicloergômetro ( 27 - 28 ); avaliação da mobilidade e potenciais barreiras para a mobilização ( 29 - 30 ); e uso do Perme Score como ferramenta de validação de outros instrumentos ( 31 - 33 ).

A maioria dos estudos teve como cenário principal a UTI. Apenas dois estudos foram desenvolvidos nas unidades de internação hospitalar (enfermaria) ( 24 , 36 ). Outra informação relevante diz respeito aos perfis específicos dos pacientes acompanhados, que englobaram COVID-19 ( 24 , 34 - 35 ), transplante hepático ( 36 ), cirurgia cardíaca ( 37 ), pacientes traqueostomizados ( 38 ) e intoxicados por organofosforados ( 29 ).

Discussão

O instrumento Perme Intensive Care Unit Mobility Score foi desenvolvido para avaliação da mobilidade funcional e é composto por subcategorias: estado mental, potenciais barreiras à mobilidade, força funcional, mobilidade no leito, transferências, marcha e resistência. O instrumento apresentou uma concordância de 94,29% (68,57%-100%) entre os avaliadores ( 16 ), com sua confiabilidade avaliada em uma UTI cardiovascular no mesmo ano ( 17 ).

Após a avaliação da confiabilidade do instrumento, ele foi traduzido e validado para o português do Brasil ( 5 ), para o espanhol ( 19 ) e para o alemão ( 18 ), que além da tradução e validação transcultural obteve confiabilidade entre avaliadores (de fisioterapeutas e enfermeiros) de 96% (93-97%), destacando o papel do profissional enfermeiro no cenário da avaliação da mobilidade funcional ( 18 ).

Em relação às publicações sobre o Perme Score, os primeiros estudos descreveram a pontuação do Perme Score. Posteriormente, surgiram estudos voltados para condições clínicas específicas, complicações pós-operatórias e desfechos clínicos. Valores mais elevados no Perme Score foram associados à alta hospitalar para casa ( 21 ).

Diferentes valores do Perme Score orientam os encaminhamentos na alta hospitalar. Pacientes com alta para domicílio apresentaram um Perme Score de 29; para homecare, 12; para hospital de reabilitação, 26; para serviços de enfermagem especializados 13; e para óbito, 7 ( 21 ). Um perfil bem semelhante de destinos foi observado em pacientes internados em UTIs dos Estados Unidos da América: domicílio 26,05 (±5,42), instituições de cuidado prolongado 18,65 (±8,43), serviços de enfermagem especializados 17,38 (±7,72), e reabilitação 20,3±7,48 ( 41 ). Em vista disso, o Perme Score demonstra ser uma ferramenta útil para avaliação da efetividade da reabilitação intra-hospitalar, direcionando os esforços para o encaminhamento adequado do paciente na Rede de Atenção à Saúde (RAS), a fim de ampliar a mobilidade e, consequentemente, alcançar melhores desfechos.

A pontuação do Perme Score no desfecho óbito foi menor (0,57; ±1,98) quando comparada à pontuação na alta hospitalar (7,27; ±8,16), p< 0,0001, e foram superiores os valores de uso de drogas vasoativas e sedativos no grupo óbito, p≤ 0,0001. Além disso, internações clínicas apresentaram Perme Score inferior às cirúrgicas (4,15 ± 7,30 vs. 5,44±6,75, p< 0,01) ( 40 ). Considerando que a imobilidade está associada a uma série de desfechos negativos, a avaliação de mobilidade, assim como a implementação de um programa de mobilização precoce, deve ser instituída no gerenciamento do cuidado.

Embora a maioria dos estudos tenha aplicado o Perme Score na UTI, alguns o utilizaram em Unidades de Internação (UI). Observou-se um aumento médio da mobilidade funcional nas UI (7,3; IC95% 5,7-8,8, p< 0,001) entre os momentos de admissão e alta hospitalar. Os valores médios do Perme Score na admissão na UI foram de 17,5 (IC95% 15,8-19,3), e na alta hospitalar de 24,8 (IC95% 23,3-26,3) ( 24 ). Esses estudos ampliam a utilização do Perme Score para além da UTI, demonstrando a viabilidade da aplicação da ferramenta no gerenciamento da mobilidade em diferentes cenários de atenção à saúde.

O uso de protocolos de mobilização precoce no estado de mobilidade funcional dos pacientes na UTI contribui para o aumento significativo do Perme Score desde o primeiro dia de internação até o último dia de reabilitação ( 26 ). A intervenção deambulação precoce também foi objeto de estudo, no qual os pacientes que deambulavam precocemente apresentaram menor decréscimo no Perme Score após cirurgia de válvula cardíaca ( 37 ). Além disso, a mobilização precoce demonstrou melhores resultados na mobilidade funcional de pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) moderado a grave. O Grupo Intervenção (GI) teve um aumento significativo no Perme Score na alta da UTI em comparação ao Grupo Controle (GC) (GI 6,62 ±4,33 vs. GC 3,64 ±1,66, p= 0,001) ( 39 ).

Nesse mesmo sentido, a utilização do cicloergômetro na reabilitação após acidente vascular encefálico agudo demonstrou maior mobilidade e funcionalidade em relação à fisioterapia convencional ( 27 ). A mobilização precoce deve ter como princípio a reinserção social, a fim de que os impactos da hospitalização sejam minimizados ou revertidos, através da realização de atividades que promovam a independência. Diante disso, a mobilização precoce deve ser uma meta de toda a equipe multidisciplinar.

As potenciais barreiras para a mobilização devem ser avaliadas pela equipe multidisciplinar e, uma vez identificadas, é possível promover estratégias para minimizá-las. Pontuações mais altas nas Potenciais Barreiras para a Mobilização associaram-se a maiores valores do Perme Score, menor tempo de permanência em ventilação mecânica e menor tempo total de permanência na UTI ( 30 ).

Um estudo realizado nos EUA teve como objetivo avaliar a mobilidade e o autocuidado de idosos na UTI, além de identificar barreiras para a mobilização precoce. Observou-se um Perme Score inicial de 23 (IQR 11,5-28) e final de 27 (IQR 16-31), com 76% dos pacientes apresentando melhora. As razões para a não mobilização precoce incluíram falta de pessoal ou de tempo suficiente (17%), incapacidade cognitiva para seguir instruções (8%), sedação (6%), instabilidade hemodinâmica (3%) e transição para cuidados de conforto/hospice (3%) ( 43 ).

O Perme Score apresentou poder preditivo no pós-operatório de transplante hepático, com uma associação inversa entre a pontuação e o tempo de ventilação mecânica (p= 0,042), bem como com o número de intervenções fisioterapêuticas na unidade de internação (p= 0,001) ( 36 ).

O desempenho da mobilidade funcional foi evidenciado após o uso da válvula fonadora em indivíduos traqueostomizados, com aumento do Perme Score de 11,3 (IQR 10,1-12,0) para 18,2 (IQR 16,2-20,1); p< 0,01. Muito se discute sobre os benefícios da válvula fonadora no processo de fala e nos ajustes dos padrões respiratórios mais próximos do fisiológico, assim como no processo de deglutição. No entanto, pouco se aborda sobre os benefícios indiretos da válvula fonadora que, quando iniciada logo após a cessação da ventilação mecânica em indivíduos traqueostomizados, pode melhorar a capacidade de mobilidade ( 38 ).

O Perme Score foi empregado como comparativo na tradução e adaptação transcultural do Functional Status Score for the Intensive Care Unit (FSS-ICU) ( 31 ) e da ICU mobility scale (IMS) para o turco ( 32 ). A validação do Perme Score para o turco não foi incluída nesta revisão, uma vez que tal trabalho não foi publicado, estando disponível apenas na base de dissertações da Muğla Sıtkı Koçman University, no idioma turco. Além desses estudos, o Perme Score também foi utilizado na tradução do Early Rehabilitation Index (ERI) para o português do Brasil ( 33 ). Por ser um instrumento de fácil aplicação, que considera as potenciais barreiras à mobilidade, tem sido utilizado como índice de comparação para novos instrumentos.

É importante salientar que não foram encontrados na literatura testes adicionais para validação das propriedades psicométricas e validade do construto. Apesar de não ser obrigatório, é altamente recomendável que, após o processo de tradução e adaptação, os pesquisadores garantam que a nova versão demonstre as propriedades de medição necessárias para a aplicação pretendida. Dessa forma, haveria maior confiança de que o instrumento adaptado mede um construto comparável ao original ( 44 ).

Como limitação do estudo, pode-se destacar a ausência de validação psicométrica da escala. Além disso, o método escolhido busca mapear a literatura em determinado campo de interesse, não tendo como objetivo encontrar a melhor evidência de uma intervenção em saúde. Sendo assim, não foi possível classificar a robustez da evidência, apenas rastreá-la e antecipar suas potencialidades. Apesar dessas limitações, esta revisão possui como ponto de destaque a estratégia de busca abrangente e o processo padronizado de extração de dados requerido pelo JBI. Sugere-se a realização de outros estudos, com a finalidade de conduzir testes adicionais da versão adaptada para o português do Brasil, propiciando a utilização da escala em outros ambientes, além da UTI, como já demonstrado.

Como contribuição para o conhecimento científico na área de saúde, destaca-se a possibilidade de utilização do Perme Score em outros setores hospitalares, auxiliando na mensuração da mobilidade funcional de forma rápida e objetiva, inclusive considerando condições extrínsecas ao paciente.

Conclusão

A presente revisão de escopo mapeou a aplicação do Perme Score na descrição e avaliação da confiabilidade do instrumento, bem como sua utilização como padrão na tradução e adaptação cultural de outros instrumentos. Além disso, abordou a avaliação da mobilidade funcional relacionada às características clínicas, desfechos clínicos e potenciais barreiras para a mobilização. Também foi destacada a utilização do Perme Score em protocolos de intervenção para mobilização precoce, na avaliação da mobilidade funcional na fisioterapia convencional, e no uso do cicloergômetro.

As diferentes pontuações no escore de mobilidade funcional associaram-se a características clínicas e seus desfechos, intervenções e potenciais barreiras à mobilidade.

Apesar de o Perme Score ter sido um instrumento inicialmente desenvolvido para a avaliação da mobilidade funcional em UTI, ele mostrou grande potencial de uso em diferentes cenários. Trata-se de um instrumento que permite mensurar a mobilidade funcional de forma rápida, objetiva e específica, além de considerar condições extrínsecas ao paciente.

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  • Como citar este artigo
    Lenardt MH, Cechinel C, Zomer TB, Rodrigues JAM, Binotto MA, Spoladore R. Evidence of the use of the Perme Intensive Care Unit Mobility Score in hospitalized adults: a scoping review. Rev. Latino-Am. Enfermagem. [cited]. Available from: .https://doi.org/10.1590/1518-8345.7491.4542

Editado por

  • Editora Associada:
    Maria Lúcia Zanetti

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Maio 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    26 Abr 2024
  • Aceito
    29 Dez 2024
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