Scielo RSS <![CDATA[Anais da Academia Brasileira de Ciências]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0001-376520010001&lang=en vol. 73 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Moduli space of special Lagrangians in almost Kahler spaces</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en In this work we extend the McLean theorem about the moduli space of special Lagrangian submanifolds in Calabi-Yau (CY) manifolds to almost complex manifolds, which are near to the given CY manifold.<hr/>Neste trabalho, estendemos o teorema de McLean sobre o espaço modular de variedades lagrangianas especiais em variedades de Calabi-Yau (CY) para variedades quasi-complexas que estão próximas a uma dada variedade CY. <![CDATA[<b>On the existence of Levi Foliations</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Let L <img src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059c.gif"> <img src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059c2.gif"> be a real 3 dimensional analytic variety. For each regular point p <img src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059e.gif"> L there exists a unique complex line l p on the space tangent to L at p. When the field of complex line p <img ALIGN="MIDDLE" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img4.gif" ALT="$\displaystyle \mapsto$"> l p is completely integrable, we say that L is Levi variety. More generally; let L <img src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059c.gif"> M be a real subvariety in an holomorphic complex variety M. If there exists a real 2 dimensional integrable distribution on L which is invariant by the holomorphic structure J induced by M, we say that L is a Levi variety. We shall prove: Theorem. Let <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> be a Levi foliation and let <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> be the induced holomorphic foliation. Then, <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> admits a Liouvillian first integral. In other words, if <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> is a 3 dimensional analytic foliation such that the induced complex distribution defines an holomorphic foliation <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$">; that is, if <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> is a Levi foliation; then <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> admits a Liouvillian first integral--a function which can be constructed by the composition of rational functions, exponentiation, integration, and algebraic functions (Singer 1992). For example, if f is an holomorphic function and if theta is real a 1-form on <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img8.gif" ALT="$ \mathbb {R}$">; then the pull-back of theta by f defines a Levi foliation <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> : f*theta = 0 which is tangent to the holomorphic foliation <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> : df = 0. This problem was proposed by D. Cerveau in a meeting (see Fernandez 1997).<hr/>Seja L <FONT FACE="Symbol">Ì</FONT> <img src="http:/img/fbpe/aabc/73n1/0059c2.gif"> uma variedade real de dimensão 3. Para todo ponto regular p <FONT FACE="Symbol">Î</FONT> L existe uma única reta complexa l p no espaço tangente à L em p. Quando o campo de linhas complexas p <img ALIGN="MIDDLE" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img4.gif" ALT="$\displaystyle \mapsto$"> l p é completamente integrável, dizemos que L é uma variedade de Levi. Mais geralmente, seja L <FONT FACE="Symbol">Ì</FONT> M uma subvariedade real em uma variedade analítica complexa. Se existe uma distribuição real integrável de dimensão 2 em L que é invariante pela estrutura holomorfa J induzida pela variedade complexa M, dizemos que L é uma variedade de Levi. Vamos provar: Teorema. Seja <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> uma folheação de Levi e seja <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> a folheação holomorfa induzida. Então <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> tem integral primeira Liouvilliana. Em outras palavras, se <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> é uma folheação real de dimensão 3 tal que a folheação holomorfa induzida define uma folheação holomorfa <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$">; isto é, se <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> é uma folheação de Levi; então <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> admite uma integral primeira Liouvilliana - uma função que pode ser construida por composição de funções rationais, exponenciações, integrações e funções racionais (Singer 1992). Por exemplo, se f é uma função holomorfa e se teta é uma 1-forma real em <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img8.gif" ALT="$ \mathbb {R}$">²; então o pull-back de teta por f define uma folheação de Levi: <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img5.gif" ALT="$ \cal {L}$"> : f*teta = 0 a qual é tangente a folheação holomorfa <img ALIGN="BOTTOM" BORDER="0" src="http:/img/fbpe/aabc/v73n1/0059img6.gif" ALT="$ \cal {F}$"> : df = 0. Este problema foi proposto por D. Cerveau em uma reunião (Fernandez 1997). <![CDATA[<B>Computer simulations for biological aging and sexual reproduction</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en The sexual version of the Penna model of biological aging, simulated since 1996, is compared here with alternative forms of reproduction as well as with models not involving aging. In particular we want to check how sexual forms of life could have evolved and won over earlier asexual forms hundreds of million years ago. This computer model is based on the mutation-accumulation theory of aging, using bits-strings to represent the genome. Its population dynamics is studied by Monte Carlo methods.<hr/>A versão sexual do modelo de envelhecimento biológico de Penna, simulada desde 1996, é comparada aqui com formas alternativas de reprodução bem como com modelos que não envolvem envelhecimento. Em particular, queremos verificar como formas sexuais de vida poderiam ter evoluído e predominado sobre formas assexuais há centenas de milhões de anos. Este modelo computacional baseia-se na teoria do envelhecimento por acumulação de mutações, usando 'bits-strings' para representar o genoma. Sua dinâmica de populações é estudada por métodos de Monte Carlo. <![CDATA[<B>Effect of leaf essential oil from <I>Piper solmsianum</I> C.DC. in mice behaviour</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en The essential oil from Piper solmsianum leaves and its major compound (sarisan) were tested to verify their influences upon mice behaviour. The essential oil was obtained by hydrodistillation in a modified Clevenger extractor and analysed by GC/ MS. This analysis revealed in the oil the presence of monoterpenes, sesquiterpenes and of arylpropanoids. The compound sarisan, a myristicin analogue, was isolated from the oil to perform the pharmacological tests. Emulsions of the oil and of sarisan (5.0 and 10.0% v/v) were used in the tests. Pentobarbital (30 mg/ kg s.c.) or diazepam (2.5 mg/ kg s.c.) were tested as standard drugs to verify depressant or anxiolytic effects, respectively. Both essential oil and sarisan showed to have exciting and depressant effects in the tested animals.<hr/>O óleo essencial das folhas de Piper solmsianum e seu constituinte majoritário (sarisan) foram testados para avaliar suas influências no comportamento de camundongos. O óleo essencial foi obtido por hidrodestilação em aparelho do tipo Clevenger modificado e analisado por CG/ EM. Essa análise mostrou a presença de monoterpenos, sesquiterpenos e arilpropanóides. Sarisan, um análogo da myristicina, foi isolado do óleo para se efetuar os testes farmacológicos. Emulsões do óleo essencial e do sarisan a 5,0% e 10,0% (v/v) foram utilizadas nos testes. Pentobarbital (30 mg/ kg s.c.) ou diazepam (2,5 mg/ kg s.c.) foram testados como padrões na verificação de efeitos depressores e ansiolíticos, respectivamente. O óleo essencial e seu componente majoritário apresentaram efeitos excitantes e depressores nos animais testados. <![CDATA[<b>Bacterioplankton abundance, biomass and production in a Brazilian coastal lagoon and in two German lakes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en The bacterioplanktonic abundance, biomass, and production within a tropical lagoon (Cabiúnas, Brazil) and two temperate lakes (Stechlin and Dagow, Germany) were compared. Bacterial abundance and production were significantly different among the three water bodies. The lowest bacterial production ( 0.8mug C l-1 d-1) was observed in the tropical Cabiúnas Lagoon despite its higher mean temperature and dissolved organic carbon concentration. Highest bacterioplankton abundance ( 2.6 x 10(9) cells l-1) and production ( 68.5mug C l-1 d-1) were measured in eutrophic Lake Dagow. In oligotrophic Lake Stechlin, the lowest bacterial biomass ( 48.05mug C l-1) was observed because of lower bacterial biovolume ( 0.248mum³) and lower bacterial abundance. Bacterial populations in the temperate lakes show higher activity (production/biomass ratio) than in the tropical lagoon. The meaning of isotopic dilution and leucine incorporation by non-bacterial micro-organisms were evaluated in the oligotrophic temperate system. Leucine uptake by non-bacterial micro-organisms did not have significant influence on bacterial production.<hr/>A abundância, biomassa e produção bacterioplanctônica em uma lagoa tropical (lagoa Cabiúnas, Brasil) e em dois lagos temperados (lago Stechlin e lago Dagow, Alemanha) foram comparadas. A abundância e a produção bacteriana foram significativamente diferente entre os três ecossistemas aquáticos. A menor produção bacteriana ( 0.8mig C l-1 d-1) foi observada na lagoa Cabiúnas, apesar da alta temperatura da água e concentração de carbono orgânico dissolvido. A maior abundância ( 2.6 x 10(9) células l-1) e produção bacterioplanctônica ( 68.5mig C l-1 d-1) foram medidas no eutrófico lago Dagow. No oligotrófico lago Stechlin, foi observada a menor biomassa bacteriana ( 48.05mig C l-1), refletindo o menor volume ( 0.248mim³) e abundância bacteriana. Populações bacterianas nos lagos temperados mostraram maior atividade (razão produção/biomassa) que na lagoa tropical. O efeito da diluição isotópica e a incorporação de leucina por microorganismos não bacterianos foram avaliadas no ecossistema oligotrófico temperado. A absorção de leucina por microorganismos não bacterianos não influenciou significativamente a produção bacteriana. <![CDATA[<b>Alcohol and atherosclerosis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Atherosclerosis is manifested as coronary artery disease (CAD), ischemic stroke and peripheral vascular disease. Moderate alcohol consumption has been associated with reduction of CAD complications. Apparently, red wine offers more benefits than any other kind of drinks, probably due to flavonoids. Alcohol alters lipoproteins and the coagulation system. The flavonoids induce vascular relaxation by mechanisms that are both dependent and independent of nitric oxide, inhibits many of the cellular reactions associated with atherosclerosis and inflammation, such as endothelial expression of vascular adhesion molecules and release of cytokines from polymorphonuclear leukocytes. Hypertension is also influenced by the alcohol intake. Thus, heavy alcohol intake is almost always associated with systemic hypertension, and hence shall be avoided. In individuals that ingest excess alcohol, there is higher risk of coronary occlusion, arrhythmias, hepatic cirrhosis, upper gastrointestinal cancers, fetal alcohol syndrome, murders, sex crimes, traffic and industrial accidents, robberies, and psychosis. Alcohol is no treatment for atherosclerosis; but it doesn't need to be prohibited for everyone. Thus moderate amounts of alcohol (1-2 drinks/day), especially red wine, may be allowed for those at risk for atherosclerosis complications.<hr/>A aterosclerose se manifesta como doença arterial coronária (DAC), acidente vascular cerebral e/ou doença vascular periférica. O consumo moderado de álcool tem sido associado com a redução de complicações da DAC. O vinho tinto parece fornecer maiores benefícios do que qualquer outro tipo de bebida alcoólica, provavelmente devido aos flavonóides. Os flavonóides induzem o relaxamento vascular por mecanismos tanto dependentes quanto independentes de óxido nítrico, inibem muitas das reações celulares associadas com aterosclerose e inflamação tais como a expressão endotelial de moléculas de adesão vascular e liberação de citocinas dos leucócitos polimorfonucleares. A hipertensão é também influenciada pela ingestão de álcool. O consumo de doses elevadas de álcool está quase sempre associado à hipertensão sistêmica e, portanto, deve ser evitado. Em indivíduos que ingerem um excesso de álcool, há risco de oclusão vascular, arritmias, cirrose hepática, câncer gastro-intestinal, síndrome alcoólica fetal, assassinatos, crimes sexuais, acidentes industriais e de tráfico, roubos e psicose. O álcool não é um tratamento para a aterosclerose, mas, não precisa ser proibitivo. Em resumo, quantidades moderadas de vinho tinto (1-2 taças/dia), podem ser permitidas para aqueles em situação de risco pelas complicações da aterosclerose. <![CDATA[<b>Multidrug resistance in tumour cells</b>: <b>characterisation of the multidrug resistant cell line K562-Lucena 1</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Multidrug resistance to chemotherapy is a major obstacle in the treatment of cancer patients. The best characterised mechanism responsible for multidrug resistance involves the expression of the MDR-1 gene product, P-glycoprotein. However, the resistance process is multifactorial. Studies of multidrug resistance mechanisms have relied on the analysis of cancer cell lines that have been selected and present cross-reactivity to a broad range of anticancer agents. This work characterises a multidrug resistant cell line, originally selected for resistance to the Vinca alkaloid vincristine and derived from the human erythroleukaemia cell K562. This cell line, named Lucena 1, overexpresses P-glycoprotein and have its resistance reversed by the chemosensitisers verapamil, trifluoperazine and cyclosporins A, D and G. Furthermore, we demonstrated that methylene blue was capable of partially reversing the resistance in this cell line. On the contrary, the use of 5-fluorouracil increased the resistance of Lucena 1. In addition to chemotherapics, Lucena 1 cells were resistant to ultraviolet A radiation and hydrogen peroxide and failed to mobilise intracellular calcium when thapsigargin was used. Changes in the cytoskeleton of this cell line were also observed.<hr/>A resistência a múltiplos fármacos é o principal obstáculo no tratamento de pacientes com câncer. O mecanismo responsável pela resistência múltipla mais bem caracterizado envolve a expressão do produto do gene MDR-1, a glicoproteína P. Entretanto, o processo de resistência tem fatores múltiplos. Estudos de mecanismos de resistência múltipla a fármacos têm dependido da análise de linhagens celulares tumorais que foram selecionadas e apresentam reatividade cruzada a uma ampla faixa de agentes anti-tumorais. Este trabalho caracteriza uma linhagem celular com múltipla resistência a fármacos, selecionada originalmente pela resistência ao alcalóide de Vinca vincristina e derivado da linhagem eritro-leucêmica K562. Esta linhagem celular, denominada Lucena 1, super-expressa a glicoproteína P e tem sua resistência revertida pelos quimio-sensibilizantes verapamil, trifluoperazina e ciclosporinas A, D e G. Ademais, demonstramos que o azul de metileno era capaz de reverter parcialmente a resistência nesta linhagem celular. Em contraste, o uso de 5-flúor-uracil aumentava a resistência de Lucena 1. Adicionalmente aos quimioterápicos, células Lucena 1 eram resistentes radiação ultra-violeta A e peróxido de hidrogênio e deixavam de mobilizar o cálcio intra-celular quando se usava tapsigargina. Mudanças no cito-esqueleto desta linhagem foram também observadas. <![CDATA[<B>Petrography and mineral chemistry of carbonatites and mica-rich rocks from the Araxá complex (Alto Paranaíba Province, Brazil)</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en The Araxá complex (16 km²) comprises carbonatites forming a central core and a complex network of concentric and radial dykes as well as small veins; additionally, it includes mica-rich rocks, phoscorites and lamprophyres. Fenites also occur and are represented by Proterozoic quartzites and schists of the Araxá Group. The petrographic study of 130 borehole samples indicates that the complex is basically made up by two rock-types, carbonatites and mica-rich rocks, and subordinately by a third unit of hybrid composition. Carbonatites range chemically in composition, the most abundant type being magnesiocarbonatites. Dolomite and calcite correspond to the chief constituents, but other carbonate phases, including the Ce-group RE minerals, are also recognized. Phosphates and oxides are widespread accessories whereas silicate minerals consist of olivine, clinopyroxene, mica and amphibole. Mica-rich rocks are represented by abundant glimmeritic rocks and scarce cumulitic phlogopite-, olivine- and diopside-bearing pyroxenites. Hybrid rocks mainly contain phlogopite and tetraferriphlogopite as cumulus and intercumulus phases, respectively; carbonate minerals may also be found. Chemical data indicate that the carbonatites are strongly enriched in REE and have lower contents of Nb, Zr, V, Cr, Ni and Rb compared to the mica-rich rocks. The higher K, Nb and Zr contents of the latter rocks are believed to be related to metasomatic processes (glimmeritization) of the pyroxenites. Similar REE patterns for carbonatites and mica-rich rocks seem to suggest that they are related to a single parental magma, possibly of ijolitic composition. Steep LREE/HREE fractionation and high sigmaREE content of some carbonatite samples would be explained by hydrothermal and supergenic processes.<hr/>O complexo de Araxá (16 km²) é constituído por carbonatitos na forma de um núcleo central e de complexa rede de diques concêntricos e radiais, além de pequenos veios; adicionalmente, ele contém rochas ricas em mica, foscoritos e lamprófiros. Fenitos também ocorrem e estão representados principalmente por quartzitos e xistos proterozóicos do Grupo Araxá. O estudo petrográfico de 130 amostras de testemunhos de sondagem indica que o complexo reúne basicamente dois tipos litológicos, carbonatitos e rochas ricas em mica, e, subordinadamente, um terceiro de composição híbrida. Carbonatitos apresentam composição química variável e têm magnésiocarbonatitos como o tipo mais abundante. Dolomita e calcita são os seus principais constituintes, mas outras fases carbonáticas, incluindo as pertencentes ao grupo dos carbonatos ricos em ETR, são também reconhecidas. Fosfatos e óxidos diversos caracterizam os acessórios mais comuns enquanto que os minerais silicáticos consistem de representantes dos grupos da olivina, clinopiroxênio, mica e anfibólio. As rochas ricas em mica reúnem abundantes glimmeritos e escassos piroxenitos cumuláticos portadores de quantidades variáveis de flogopita, olivina e diopsídio. As rochas híbridas contêm principalmente flogopita e tetraferriflogopita, respectivamente, como fases cumulus e intercumulus; minerais carbonáticos podem também estar presentes. Dados químicos indicam que os carbonatitos são fortemente enriquecidos em ETR e possuem teores mais baixos em Nb, Zr, V, Cr, Ni e Rb em relação às rochas mais ricas em mica. As concentrações mais altas em K, Nb e Zr dessas últimas poderiam ser atribuídas a processos metassomáticos (glimeritização) que teriam afetado os piroxenitos. O comportamento similar dos ETR nos carbonatitos e nas rochas ricas em mica parece sugestivo de que essas litologias estão relacionadas a um mesmo magma parental, possivelmente de composição ijolítica. O pronunciado fracionamento ETRL/ETRP e os elevados teores em ETR de algumas amostras de carbonatitos poderiam estar ligados a processos de natureza hidrotermal ou mesmo supergênicos. <![CDATA[<b>Evidence of mingling between contrasting magmas in a deep plutonic environment</b>: <b>the example of Várzea Alegre, in the Ribeira Mobile Belt, Espírito Santo, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en At the end of the geotectonic cycle that shaped the northern segment of the Ribeira Mobile Belt (Upper Proterozoic to Paleozoic age), a late to post-collisional set of plutonic complexes, consisting of a wide range of lithotypes, intruded all metamorphic units. The Várzea Alegre Intrusive Complex is a post-collisional complex. The younger intrusion consists of an inversely zoned multistage structure envolved by a large early emplaced ring of megaporphyritic charnoenderbitic rocks. The combination of field, petrographic and geochemical data reveals the presence of at least two different series of igneous rocks. The first originated from the partial melting of the mantle. This was previously enriched in incompatible elements, low and intermediate REE and some HFS-elements. A second enrichment in LREE and incompatible elements in this series was due to the mingling with a crustal granitic magma. This mingling process changed the composition of the original tholeiitic magma towards a medium-K calc-alkalic magma to produce a suite of basic to intermediate rock types. The granitic magma from the second high-K, calc-alkalic suite originated from the partial melting of the continental crust, but with strong influence of mantle-derived melts.<hr/>No final do ciclo tectônico que originou o segmento norte do Cinturão Móvel Ribeira (de idade Proterozóica Superior a Paleozóica), uma série de complexos plutônicos tardi- a pós-colisionais, consistindo de larga gama de litotipos, intrudiu todas as unidades metamórficas. O Complexo Intrusivo de Várzea Alegre é um desses complexos pós-colisionais. A intrusão mais jovem consiste de uma estrutura de multiplos estágios, envolvida por um largo anel de rochas charnoenderbíiticas megaporfirícas de posicionmento anterior. A combinação de dados de campo, petrográficos e geoquímicos revela a presença de pelo menos duas séries distintas de rochas ígneas. A primeira foi originada por fusão parcial do manto. Este era previamente enriquecido em elementos incompatíveis, em ETR leves e intermediários e em alguns elementos HFS. Um segundo enriquecimento em ETR leves e elementos incompatíveis nessa série foi devido ao "mingling'' com o magma granítico crustal. Esse processo de mingling mudou a composição do magma toleiítico original para um magma cálcio-alcalino de médio-K, que produziu a suíte de rochas básicas a intermediária. O magma granítico da segunda suite cálcio-alcalina de alto-K foi originada da fusão parcial da crosta continental, mas sob forte influência dos líquidos de derivação mantélica. <![CDATA[<b>Geochemistry and mineralogy of recent sediments of Guanabara Bay (NE sector) and its major rivers - Rio de Janeiro State - Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Geochemical and clay mineralogical studies of bottom sediments collected along the Macacu and Caceribu rivers and Guanabara Bay were carried out in order to investigate the relationship between major source areas and recent sediments of the bay. Clay mineralogy includes different groups with selective distribution conditioned by geomorphic features and depositional settings. Micaceous clay minerals are abundant near parent rock in the upper course, whereas kaolinite derived from varied sources is gradually concentrated towards the estuary. In the Guanabara Bay, kaolinite accumulates near river mouths, while micaceous clay minerals are converted into mixed layers in the estuary. Analyses of heavy metal contents reveal higher levels of Zn and Cu in sediments of the bay than in river sediments. Profiles along rivers indicate a downstream decrease of heavy metals, whereas in the bay geochemical trends display greater variations. In general river mouth sediments present the lowest concentrations. At the north and east of Paquetá Island anomalous areas with the highest heavy metal contents occur. Cu tends to concentrate in < 2mum grain-size fraction and indicates an association with micaceous clay minerals in the upper river course. However, Cu retention seems to be further controlled by other components of bottom sediments due to changes in physical and chemical conditions of the estuarine environment. Zn shows unstable behavior along the rivers and concentrates in the bay. Pb displays small variations from river to bay sediments, and accumulates mainly in the < 63mum grain-size fraction without any association with clay mineral. Geoaccumulation indexes of Cu, Pb and Zn classify the study area as unpolluted in both studied rivers and in the NE sector of the bay, though the enrichment factors are higher in the bay. The study does not indicate those rivers as major sources of heavy metal pollution to the bay.<hr/>A correlação dos sedimentos recentes da Baía de Guanabara com as suas principais áreas-fontes foi realizada a partir de análises geoquímicas e de argilominerais em amostras de fundo coletadas ao longo dos rios Macacu e Caceribu e na baía. Os argilominerais indicam uma distribuição seletiva intimamente associada às características do relevo e aos ambientes deposicionais. Os argilominerais micáceos são predominantes na região do alto curso próximos à área-fonte primária, enquanto que a caulinita, proveniente da decomposição de diversos minerais, se concentra gradativamente em direção ao estuário. Na Baía de Guanabara observa-se um acúmulo de caulinita na região de foz dos rios, ao passo que os argilominerais micáceos são convertidos em interestratificados e depositados no fundo da baía. As análises geoquímicas dos metais pesados no sedimento da baía detectaram níveis de Zn e Cu superiores aos níveis encontrados nos sedimentos fluviais. Os perfis de concentração dos rios estudados exibem um decréscimo na concentração dos metais ao longo de seus cursos, ao contrário da baía que apresenta maiores variações. De modo geral, as regiões de foz dos rios destacam-se pelas concentrações mínimas dos metais, e as áreas anômalas de concentrações máximas situam-se ao Norte e a Leste da Ilha de Paquetá. O Cu tende a se concentrar na fração argila podendo estar associado aos argilominerais micáceos do alto curso. Entretanto, no baixo curso, outros componentes do sedimento podem controlar a retenção do Cu em função das bruscas mudanças das condições físico-químicas no ambiente estuarino. O Zn apresenta um comportamento instável ao longo dos rios e tende a se concentrar na Baía de Guanabara. Foram detectadas pequenas variações entre as concentrações de Pb dos sedimentos fluviais e da Baía de Guanabara. Este elemento tende a se concentrar mais na fração < 63mim e não se associa a nenhum grupo de argilominerais. Apesar dos fatores de enriquecimento dos metais pesados serem mais elevados na baía do que os fatores encontrados nos rios, os índices de acumulação de Cu, Pb e Zn ainda classificam a área de estudo como não poluída tanto os rios como o setor NE da baía. Este estudo não indica estes rios como as principais fontes poluidoras de metais pesados na Baía de Guanabara. <![CDATA[<b>A Temnospondyl amphibian from the Rio do Rasto Formation, Upper Permian of southern Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652001000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en A partially preserved lower jaw constitutes the holotype of Bageherpeton longignathus n. g., n. sp., a probable archegosaurid amphibian, which is here assigned to the Platyoposaurinae. The material was collected in the beds of the Rio do Rasto Formation outcropping in Rio Grande do Sul State, southern Brazil. This is the second archegosaurid described for the Permian of Brazil. Prionosuchus plummeri Price 1948, from the Pedra do Fogo Formation in the Parnaiba Basin (northeastern Brazil), is the first. The new taxon differs from other platyoposaurs by the presence of an extremely elongated precoronoid that participates in the mandibular symphysis.<hr/>Uma mandíbula parcialmente preservada constitui o holótipo de Bageherpeton longignathus n. g., n. sp., um provável anfíbio arquegossaurídeo aqui considerado como um Platyoposaurinae. O material foi coletado nas camadas da Formação Rio do Rasto que afloram no Estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil. Este é o segundo arquegossaurídeo descrito para o Permiano do Brasil. O primeiro é Prionosuchus plummeri Price 1948, da Formação Pedra de Fogo na Bacia do Parnaíba (nordeste do Brasil). O novo taxon difere dos outros platiopossauros pela presença de um pre-coronóide extremamente longo que participa da sínfise mandibular.