Scielo RSS <![CDATA[Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0004-273020140001&lang=pt vol. 58 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Vitamin D e diabetes melito: uma atualização 2013]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Vitamin D deficiency and diabetes mellitus are two common conditions and they are widely prevalent across all ages, races, geographical regions, and socioeconomic conditions. Epidemiologic studies have shown association of vitamin D deficiency and increased risk of chronic diseases, such as cancer, cardiovascular disease, type 2 diabetes, and autoimmune diseases, such as multiple sclerosis and type 1 diabetes mellitus. The identification of 1,25(OH)2D receptors and 1-α-hydroxilase expression in pancreatic beta cells, in cells of the immune system, and in various others tissues, besides the bone system support the role of vitamin D in the pathogenesis of type 2 diabetes. Observational studies have revealed an association between 25(OH) D deficiency and the prevalence of type 1 diabetes in children and adolescents. This review will focus on the concept of vitamin D deficiency, its prevalence, and its role in the pathogenesis and risk of diabetes mellitus and cardiovascular diseases.<hr/>A deficiência de vitamina D e o diabetes melito são enfermidades comuns na população e são altamente prevalentes em todas as raças, idades, regiões geográficas e situação socioeconômica. Estudos epidemiológicos mostram uma associação entre hipovitaminose D com o aumento do risco de doenças crônicas, tais como câncer, doença cardiovascular, diabetes melito do tipo 2 e doenças autoimunes como a esclerose múltipla e o diabetes mellitus do tipo 1. A identificação de receptores da 1,25(OH)2 D e da expressão da 1 α-hidroxilase nas células betapancreáticas, em células do sistema imunológico e em uma variedade de células do organismo além do tecido ósseo, suporta o papel da vitamina D na patogênese do diabetes tipo 2 e do tipo 1. Esta revisão apresenta e discute o conceito de deficiência de vitamina D, sua prevalência e seu papel na patogênese e no risco de desenvolvimento do diabetes melito e doenças cardiovasculares. <![CDATA[Desafios e armadilhas no diagnóstico da hiperprolactinemia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt The definition of the etiology of hyperprolactinemia often represents a great challenge and an accurate diagnosis is paramount before treatment. Although prolactin levels &gt; 200-250 ng/mL are highly suggestive of prolactinomas, they can occasionally be found in other conditions. Moreover, as much as 25% of patients with microprolactinomas may present prolactin levels &lt; 100 ng/mL, which are found in most patients with pseudoprolactinomas, drug-induced hyperprolactinemia, or systemic diseases. On the other hand, some conditions may lead to falsely low PRL levels, particularly the so-called hook effect, that is an assay artifact caused by an extremely high level of PRL, and can be confirmed by repeating assay after a 1:100 serum sample dilution. The hook effect must be considered in all patients with large pituitary adenomas and PRL levels within the normal range or only modestly elevated (e.g., &lt; 200 ng/mL). An overlooked hook effect may lead to incorrect diagnosis and unnecessary surgical intervention in patients with prolactinomas. Another important challenge is macroprolactinemia, a common finding that needs to be identified, as it usually requires no treatment. Although most macroprolactinemic patients are asymptomatic, many of them may present galactorrhea or menstrual disorders, as well as neuroradiological abnormalities, due to the concomitance of other diseases. Finally, physicians should be aware that pituitary incidentalomas are found in at least 10% of adult population. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58(1):9-22<hr/>A definição da etiologia da hiperprolactinemia muitas vezes representa um grande desafio e um diagnóstico preciso é fundamental antes do tratamento. Embora níveis de prolactina &gt; 200-250 ng/mL sejam altamente sugestivos de prolactinomas, ocasionalmente podem ser encontrados em outras condições. Além disso, até 25% dos pacientes com microprolactinomas podem apresentar-se com níveis de prolactina &lt; 100 ng/mL, os quais são evidenciados na maioria dos pacientes com pseudoprolactinomas, hiperprolactinemia induzida por drogas ou doenças sistêmicas. Por outro lado, deve-se atentar às condições que podem levar a valores de prolactina falsamente baixos, particularmente o chamado efeito gancho. Este último é um artefato causado por um nível extremamente elevado de PRL e que pode ser confirmado pela repetição do exame após diluição do soro a 1:100. O efeito gancho deve ser considerado em todo paciente com grandes adenomas hipofisários e níveis de prolactina dentro da faixa normal ou apenas moderadamente elevados (p. ex., &lt; 200 ng/mL). Um efeito gancho não detectado pode levar a diagnóstico incorreto e intervenção cirúrgica desnecessária em pacientes com prolactinomas. Outro desafio importante é a macroprolactinemia, um achado comum que precisa ser identificado visto que geralmente não requer tratamento. Ainda que a maioria dos pacientes seja assintomática devido à concomitância de outras doenças, muitos podem apresentar galactorreia ou distúrbios menstruais, bem como anormalidades neurorradiológicas. Finalmente, os médicos devem estar cientes de que incidentalomas hipofisários são encontrados em pelo menos 10% da população adulta. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58(1):9-22 <![CDATA[Comparação entre a resposta de crescimento ao tratamento com hormônio de crescimento (GH) em crianças com insensibilidade parcial ao GH ou deficiência de GH leve]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100023&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objectives: GH therapy is still controversial, except in severe GH deficiency (SGHD). The objective of this study was to compare the response to growth hormone (GH) therapy in children with partial GH insensitivity (PGHIS) and mild GH deficiency (MGHD) with those with SGHD.Subjects and methods: Fifteen PGHIS, 11 MGHD, and 19 SGHD subjects, followed up for more than one year in the Brazilian public care service, were evaluated regarding anthropometric and laboratory data at the beginning of treatment, after one year (1 st year) on treatment, and at the last assessment (up to ten years in SGHD, up to four years in MGHD, and up to eight years in PGHIS).Results: Initial height standard deviation score (SDS) in SGHD was lower than in MGHD and PGHIS. Although the increase in 1 st year height SDS in comparison to initial height SDS was not different among the groups, height-SDS after the first year of treatment remained lower in SGHD than in MGHD. There was no difference in height-SDS at the last assessment of the children among the three groups. GH therapy, in the entire period of observation, caused a trend towards lower increase in height SDS in PGHIS than SGHD but similar increases were observed in MGHD and SGHD.Conclusion: GH therapy increases height in PGHIS and produces similar height effects in MGHD and SGHD.<hr/>Objetivos: O tratamento com GH é ainda controverso, salvo na deficiência grave de GH (SGHD). O objetivo deste estudo foi comparar a resposta ao tratamento com GH em indivíduos com insensibilidade parcial ao GH (PGHIS) e na deficiência moderada do GH (MGHD) com SGHD.Sujeitos e métodos: Quinze pacientes com PGHIS, 11 com MGHD e 19 com SGHD, seguidos por mais de um ano no Sistema Único de Saúde, foram avaliados antropométrica e laboratorialmente, no início, com um ano de tratamento e na última avaliação (tempo máximo de dez anos na SGHD, quatro anos na MGHD e oito anos na PGHIS).Resultados: O escore de desvio-padrão (EDP) da estatura inicial foi menor nos indivíduos com SGHD do que naqueles com MGHD e PGHIS. Embora o aumento no EDP da estatura no primeiro ano em comparação com o inicial não fosse diferente entre os grupos, o EDP da altura no primeiro ano de tratamento permaneceu menor na SGHD que na MGHD. Não houve diferença no EDP da estatura na última avaliação entre os três grupos. O tratamento com GH, no período completo da observação, provocou uma tendência a menor aumento no EDP da estatura nos pacientes com PGHIS que naqueles com SGHD, entretanto aumentos semelhantes foram encontrados nos grupos MGHD e SGHD.Conclusão: O tratamento com GH aumentou a estatura nos indivíduos com PGHIS e produziu efeitos similares na estatura em MGHD e SGHD. <![CDATA[O valor da amplitude de distribuição de eritrócitos no hipotireoidismo subclínico]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100030&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective : Therefore, we evaluated the relationship between the subclinical hypothyroidism and red cell distribution width (RDW) levels in a healthy population. Subjects and methods : The medical records of 23,343 consecutive health subjects were reviewed. Subjects were classified into four thyroid stimulating hormone (TSH) groups to determine the correlation between TSH and other variables in detail (0.3 to &lt; 2.5 mU/L, 2.5 to &lt; 5 mU/L, 5 to &lt; 7.5 mU/L, and ≥ 7.5 mU/L). Results : In the multivariate linear regression analysis, RDW was associated with TSH levels, and e-GFR was inversely associated with TSH levels, respectively (standardized beta coefficient = 0.102, -0.019; p &lt; 0.001, p &lt; 0.001). After adjusting for age and sex, in the four groups, TSH levels were significantly correlated with RDW, estimated glomerular filtration rate (e-GFR), and free thyroxine (fT4) levels in all groups. Furthermore in the 4 th group, RDW levels were more strongly associated with TSH levels than in the other groups (p = 0.006). Conclusions : RDW levels are correlated with euthyroid and subclinical thyroid status. Notably, RDW is more correlated with subclinical hypothyroidism than the euthyroid status. This study presents the relationship between the RDW levels and thyroid function using TSH level in a large healthy population. <hr/> Objetivo : Avaliamos a relação entre o hipotireoidismo subclínico e os níveis de distribuição do tamanho dos eritrócitos (RWD) em uma população saudável. Pacientes e métodos : Foram revisadas as fichas médicas de 23.343 sujeitos saudáveis consecutivos. Os sujeitos foram classificados em quatro grupos de nível de hormônio tireoestimulante (TSH) para se determinar a correlação entre o TSH e outras variáveis, em detalhe (0,3 a &lt; 2,5 mU/L; 2,5 a &lt; 5 mU/L; 5 a &lt; 7,5 mU/L; e ≥ 7,5 mU/L). Resultados : Na análise de regressão linear múltipla, a distribuição do tamanho dos eritrócitos (RWD) foi associada aos níveis de TSH, e a taxa estimada de filtração glomerular (e-GFR) foi inversamente associada aos níveis de TSH, respectivamente (coeficiente betapadronizado = 0,102; -0,019; p &lt; 0,001; p &lt; 0,001). Depois do ajuste para idade e sexo, nos quatro grupos, os níveis de TSH se correlacionaram significativamente com os níveis de RDW, e-GFR e tiroxina livre (fT4) em todos os grupos. Além disso, no quarto grupo, os níveis de RDW estiveram mais fortemente associados aos níveis de TSH do que nos outros grupos (p = 0,006). Conclusões : Os níveis de RDW estão correlacionados com o estado eutiroide e com o hipotireoidismo subclínico. Notavelmente, a RDW é mais correlacionada com o hipotireoidismo subclínico do que com o estado eutiroide. Este estudo apresenta uma relação entre os níveis de RDW e a função tiroidiana por meio da concentração de TSH em um grande número de indivíduos saudáveis. <![CDATA[Resposta ao tratamento com sorafenibe em pacientes com carcinoma metastático de tireoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100037&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective: To investigate the efficacy of sorafenib in progressive radioiodine resistant metastatic thyroid carcinoma.Subjects and methods: Off-label observational study. Sorafenib 400 mg twice daily was evaluated. Therapy duration was 12 ± 3 months (range 6-16 months).Results: Eight patients were included (seven papillary, one insular variant). The eight patients meeting study criteria received sorafenib 400 mg orally twice a day until disease progression or unacceptable toxicity developed. One patient showed a partial response with tumor regression of -35%, six months after the beginning of the treatment; five patients exhibited stable disease and two patients had progressive disease and died. Thyroglobulin decreased within 4 weeks in all patients by 50% ± 23%.Adverse events: one patient had heart failure, and recovered after sorafenib withdrawal. However, she died five months later of sudden death.Conclusion: These data suggest a possible role for sorafenib in the treatment of progressive metastatic DTC. Adverse event are usually manageable, but severe ones may appear and these patients should be strictly controlled.<hr/>Objetivo: Investigar a eficácia do sorafenibe no carcinoma de tireoide metastático progressivo e refratário à iodoterapia.Sujeitos e métodos: Estudo observacional do efeito do sorafenibe off-label administrado 400 mg duas vezes ao dia. A duração da terapia foi de 12 ± 3 meses (variação de 6-16 meses).Resultados: Oito pacientes foram incluídos (sete com variante papilífera e um com variante insular). Os oito pacientes que preencheram os critérios do estudo receberam o sorafenibe 400 mg por via oral duas vezes por dia até progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Um paciente apresentou uma resposta parcial com regressão tumoral da lesão alvo de 35% seis meses após o início do tratamento; cinco pacientes apresentaram doença estável e dois pacientes progrediram e morreram. A tireoglobulina diminuiu 50% ± 23% em 4 semanas em todos os pacientes.Eventos adversos: um paciente teve insuficiência cardíaca e morreu por morte súbita cinco meses após a retirada do sorafenibe.Conclusão: Esses dados sugerem um possível papel para sorafenibe para o tratamento do CDT metastático progressivo. <![CDATA[Impacto do tratamento com metformina e da natação nos níveis de visfatina em ratos com obesidade induzida por dieta com alto teor de gordura]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100042&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective : Visfatin is a recently discovered adipocytokine that contributes to glucose and obesity-related conditions. Until now, its responses to the insulin-sensitizing agent metformin and to exercise are largely unknown. We aim to investigate the impact of metformin treatment and/or swimming exercise on serum visfatin and visfatin levels in subcutaneous adipose tissue (SAT), peri-renal adipose tissue (PAT) and skeletal muscle (SM) of high-fat-induced obesity rats. Materials and methods : Sprague-Dawley rats were fed a normal diet or a high-fat diet for 16 weeks to develop obesity model. The high-fat-induced obesity model rats were then randomized to metformin (MET), swimming exercise (SWI), or adjunctive therapy of metformin and swimming exercise (MAS), besides high-fat obesity control group and a normal control group, all with 10 rats per group. Zoometric and glycemic parameters, lipid profile, and serum visfatin levels were assessed at baseline and after 6 weeks of therapy. Visfatin levels in SAT, PAT and SM were determined by Western Blot. Results : Metformin and swimming exercise improved lipid profile, and increased insulin sensitivity and body weight reduction were observed. Both metformin and swimming exercise down-regulated visfatin levels in SAT and PAT, while the adjunctive therapy conferred greater benefits, but no changes of visfatin levels were observed in SM. Conclusion : Our results indicate that visfatin down-regulation in SAT and PAT may be one of the mechanisms by which metformin and swimming exercise inhibit obesity. <hr/> Objetivo : A visfatina é uma adipocina recentemente descoberta que contribui com as condições relacionadas à glicose e à obesidade. Até hoje, pouco se sabe da sua resposta à metformina, um agente sensibilizador de insulina, e ao exercício. Nosso objetivo foi investigar o impacto do tratamento com metformina e/ou da natação sobre a visfatina no soro e no tecido adiposo subcutâneo (TAS), tecido adiposo perirrenal (TAP) e músculo esquelético (ME) em ratos com obesidade induzida por dieta com alto teor de gordura. Materiais e métodos : Ratos Sprague-Dawley foram alimentados com uma dieta normal ou com alto teor de gordura por 16 semanas para o desenvolvimento de um modelo de obesidade. Os ratos do modelo de obesidade foram, então, randomizados para a metformina, natação ou terapia de combinação com metformina e natação, além do grupo controle de obesidade induzida por alto teor de gordura e do grupo controle normal. Cada grupo apresentava 10 ratos. Parâmetros zoométricos e glicêmicos, perfil lipídico e níveis de visfatina sérica foram avaliados no momento inicial e após seis semanas de tratamento. Os níveis de visfatina em TAS, TAP e ME foram determinados por Western Blot. Resultados : A metformina e a natação melhoraram o perfil lipídico e aumentaram a sensibilidade à insulina, com redução do peso corporal. Tanto a metformina quanto a natação levaram à regulação para baixo dos níveis de visfatina no TAS e TAP, enquanto a terapia de combinação apresentou os maiores benefícios, mas não foram observadas alterações nos níveis de visfatina no ME. Conclusão : Nossos resultados indicam que a regulação para baixo da visfatina no TAS e TAP pode ser um dos mecanismos pelos quais a metformina e a natação inibem a obesidade. <![CDATA[Autoimunidade tireoidiana em pacientes com hiperprolactinemia: um estudo observacional]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100048&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective : To establish whether there is a relationship between hyperprolactinemia and primary thyroid disorders, focusing on patients with autoimmune features. Materials and methods : The medical records of 100 patients with hyperprolactinemia (HPRL) were retrospectively examined. Records of thyroid ultrasonography (USG), basal serum levels of thyroid stimulating hormone, circulating free thyroxine, free triiodothyronine, antithyroglobulin (anti-Tg), and antithyroperoxidase (anti-TPO) antibodies were analyzed. In 100 control subjects, matched by age and gender with HPRL patients, thyroid USG, thyroid function tests (TFTs), and autoantibody panel were obtained. Results : The median PRL in patients was 93 ng/mL (range: 37-470). Twenty-five patients (25%) and 22 controls (22%) had positive anti-Tg and/or anti-TPO titers (P = 0.739). The median serum PRL was 98 (37-470) ng/mL in patients with positive thyroid autoantibodies, and 92 (40-470) ng/mL in patients who were negative (P = 0.975). Among the individuals with autoantibody positivity TFTs abnormalities were more frequent in HPRL patients (60%, out of 25 patients, 14 with subclinical hypothyroidism and one with hyperthyroidism) than in controls (9.1%, out of 22 patients, 2 with subclinical hyperthyroidism) (P &lt; 0.001). Twenty-seven patients with HPRL and 31 controls had goiter (27 vs. 31%, P = 0.437). Forty-six patients (46%) and 50 (50%) controls had one or more of the features of thyroid disorder, which were goiter, positive thyroid autoantibody, and thyroid function abnormality (P = 0.888). Conclusion : HPRL may be associated with more severe thyroid dysfunction in patients with thyroid autoimmunity. <hr/> Objetivo : Verificar se existe uma relação entre a hiperprolactinemia e distúrbios primários da tireoide, focando em pacientes com características autoimunes. Materiais e métodos : Os prontuários de 100 pacientes com hiperprolactinemia (HPRL) foram examinados retrospectivamente. Foram analisados registros de ultrassonografia da tireoide (USG), níveis séricos basais de hormônio tireoestimulante, tiroxina livre, triiodotironina livre e anticorpos antitireoglobulina (anti-Tg) e antitireoperoxidase (anti-TPO). Foram obtidos de 100 controles, pareados por idade e sexo com pacientes com HPRL, USG, testes de função da tireoide (TFTs) e painel de autoanticorpos. Resultados : A média de PRL em pacientes foi de 93 ng/mL (variação: 37-470). Vinte e cinco pacientes (25%) e 22 controles (22%) foram positivos para títulos de anti-Tg e/ou anti-TPO (P = 0,739). A mediana de PRL sérica foi de 98 (37-470) ng/mL em pacientes positivos para autoanticorpos tiroidianos e 92 (40-470) ng/mL em pacientes negativos (P = 0,975). Entre os indivíduos positivos para autoanticorpos, as anormalidades da TFTs foram mais frequentes em pacientes HPRL (60%; de 25 pacientes, 14 com hipotireoidismo subclínico e um com hipertireoidismo) do que nos controles (9,1%; de 22 pacientes, 2 com hipertireoidismo subclínico) (P &lt; 0,001). Vinte e sete pacientes com HPRL e 31 controles apresentavam bócio (27 contra 31%; P = 0,437). Quarenta e seis pacientes (46%) e 50 (50%) controles tiveram uma ou mais das características de problemas de tireoide, como bócio, autoanticorpos antitireoide e anormalidades da função tiroidiana (P = 0,888). Conclusão : A HPRL pode estar associada à disfunção da tireoide mais grave em pacientes com autoimunidade contra a tireoide. <![CDATA[Polimorfismos NR3C1 em brasileiros de ascendência caucasiana, africana e asiática: sensibilidade aos glicocorticoides e associação de genótipos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100053&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective : The Brazilian population has heterogeneous ethnicity. No previous study evaluated NR3C1 polymorphisms in a Brazilian healthy population. Materials and methods : We assessed NR3C1 polymorphisms in Brazilians of Caucasian, African and Asian ancestry (n = 380). In a subgroup (n = 40), we compared the genotypes to glucocorticoid (GC) sensitivity, which was previously evaluated by plasma (PF) and salivary (SF) cortisol after dexamethasone (DEX) suppression tests, GC receptor binding affinity (K d ), and DEX-50% inhibition (IC 50 ) of concanavalin-A-stimulated mononuclear cell proliferation. p.N363S (rs6195), p.ER22/23EK (rs6189-6190), and BclI (rs41423247) allelic discrimination was performed by Real-Time PCR (Polymerase Chain Reaction). Exons 3 to 9 and exon/intron boundaries were amplified by PCR and sequenced. Results : Genotypic frequencies (%) were: rs6195 (n = 380; AA:96.6/AG:3.14/GG:0.26), rs6189-6190 (n = 264; GG:99.6/GA:0.4), rs41423247 (n = 264; CC:57.9/CG:34.1/GG:8.0), rs6188 (n = 155; GG:69.6/GT:25.7/TT:4.7), rs258751 (n = 150; CC:88.0/CT:10.7/TT:1.3), rs6196 (n = 176; TT:77.2/TC:20.4/CC:2.4), rs67300719 (n = 137; CC:99.3/CT:0.7), and rs72542757 (n = 137; CC:99.3/CG:0.7). The rs67300719 and rs72542757 were found only in Asian descendants, in whom p.N363S and p.ER22/23EK were absent. The p.ER22/23EK was observed exclusively in Caucasian descendants. Hardy-Weinberg equilibrium was observed, except in the Asian for rs6188 and rs258751, and in the African for p.N363S. The K d , IC 50 , baseline and after DEX PF or SF did not differ between genotype groups. However, the mean DEX dose that suppressed PF or SF differed among the BclI genotypes (P = 0.03). DEX dose was higher in GG- (0.7 ± 0.2 mg) compared to GC- (0.47 ± 0.2 mg) and CC-carriers (0.47 ± 0.1 mg). Conclusion : The genotypic frequencies of NR3C1 polymorphisms in Brazilians are similar to worldwide populations. Additionally, the BclI polymorphism was associated with altered pituitary-adrenal axis GC sensitivity. <hr/> Objetivo : Este estudo avalia polimorfismos (SNPs) do NR3C1 na população brasileira, que possui origem étnica heterogênea. Materiais e métodos : SNPs do NR3C1 foram avaliados em brasileiros de ancestralidade caucasiana, africana ou japonesa (n = 380). Em um subgrupo (n = 40), os genótipos foram comparados à sensibilidade aos glicocorticoides (GC), previamente avaliada por cortisol plasmático (PF) e salivar (SF) após supressão com dexametasona (DEX), ensaio de afinidade do receptor ao GC (K d ) e inibição por DEX de 50% da proliferação de mononucleares estimulada por concanavalina-A (IC 50 ). Discriminação alélica de p.N363S (rs6195), p.ER22/23EK (rs6189-6190) e BclI (rs41423247) foi realizada por PCR em tempo real. Éxons 3 a 9 e transições éxon/íntron foram amplificados e sequenciados. Resultados : Frequências genotípicas (%) foram: rs6195 (n = 380; AA:96,6/AG:3,14/GG:0,26), rs6189-6190 (n = 264; GG:99,6/GA:0,4), rs41423247 (n = 264; CC:57,9/CG:34,1/GG:8,0), rs6188 (n = 155; GG:69,6/GT:25,7/TT:4,7), rs258751 (n = 150; CC:88,0/CT:10,7/TT:1,3), rs6196 (n = 176; TT:77,2/TC:20,4/CC:2,4), rs67300719 (n = 137; CC:99,3/CT:0,7), e rs72542757 (n = 137; CC:99,3/CG:0,7). Enquanto rs67300719 e rs72542757 foram exclusivos dos nipodescendentes, p.N363S e p.ER22/23EK estavam ausentes nesses indivíduos. p.ER22/23EK foi exclusivo dos descendentes de caucasianos. Equilíbrio de Hardy-Weinberg foi observado, exceto nos nipodescendentes para rs6188 e rs258751 e nos afrodescendentes para p.N363S. K d , IC 50 , PF ou SF basal ou após DEX foram semelhantes entre os genótipos. Entretanto, a dose média de DEX que suprimiu PF ou SF diferiu entre os genótipos BclI (P = 0,03), sendo maior nos carreadores GG (0,7 ± 0,2 mg) comparada aos GC (0,47 ± 0,2 mg) e CC (0,47 ± 0,1 mg). Conclusão : As frequências genotípicas dos SNPS de NR3C1 na população brasileira são semelhantes a outras populações. BclI foi associado à alteração da sensibilidade ao GC no eixo hipófise-adrenal. <![CDATA[Avaliação da eficiência e desfecho da triagem e manejo da PKU no Estado de Sergipe, Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100062&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objectives: Phenylketonuria (PKU) was the first inherited metabolic disease known to cause mental retardation for which a newborn screening program (NBS) was developed. The objective of this study was to evaluate the effectiveness of PKU NBS and the management of cases in the northeastern Brazilian state of Sergipe (SE).Materials and methods: We reviewed the phenylalanine concentrations in filter-paper collected from the heel (PKUneo) of 43,449 newborns; blood concentrations obtained by venipuncture in the subjects with abnormal PKUneo; the children’s age at several phases of the program, the incidence of the disease from January 2007 to June 2008; and metabolic control of the patients.Results: The coverage of NBS/SE was 78.93%. The children’s age was 10 ± 7 days at PKUneo collection. Twelve children were recalled based on the PKUneo cutoff value at 28 ± 13 days. From these, the concentrations of phenylalanine collected by venipuncture were normal in five children. The incidence of hyperphenylalaninemia was 1/43,449, and of PKU was 1/8,690 (5 cases). One suspected subject died. Another death occurred in the cohort, in a confirmed PKU case. PKU treatment began within 51 ± 12 days of life. In the four patients under dietary phenylalanine restriction, metabolic control was often difficult.Conclusions: PKU NBS/SE has satisfactory coverage and adequate cutoff for recalling patients and diagnosis, but the onset of treatment is delayed, and follow-up metabolic control is frequently inadequate.<hr/>Objetivos: A fenilcetonúria (PKU) foi a primeira causa metabólica hereditária de retardamento mental para a qual foi desenvolvido um programa de triagem em recém-nascidos (NBS). O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do NBS para a PKU e o manejo dos casos em Sergipe (SE), Brasil.Materiais e métodos: Revisamos as concentrações de fenilalanina no filtro de papel coletado do calcanhar (PKUneo) de 43.449 recém-nascidos, suas concentrações de sangue obtidas por punção venosa em indivíduos com PKUneo anormal, a idade das crianças em diversas fases do programa, a incidência da doença no período de janeiro de 2007 a junho de 2008 e o controle metabólico dos pacientes.Resultados: A cobertura da NBS/SE foi de 78,93%. A idade das crianças era de 10 ± 7 dias na coleta de PKUneo. Doze crianças foram reconvocadas com base no ponto de corte de PKUneo aos 28 ± 13 dias de idade. Destas, as concentrações de fenilalanina por venipunctura foram normais em cinco. A incidência da hiperfenilalaninemia foi 1/43.449 e de PKU foi 1/8.690 (5 casos), e um indivíduo suspeito foi a óbito. Outro óbito ocorreu na coorte em um caso de PKU confirmado. O tratamento para a PKU começou com 51 ± 12 dias. Nos quatro pacientes sob restrição de fenilalanina alimentar, o controle metabólico foi frequentemente difícil.Conclusões: PKU NBS/SE apresenta uma cobertura satisfatória e ponto de corte adequado para reconvocação e diagnóstico, mas o início do tratamento é atrasado e o controle no seguimento é frequentemente inadequado. <![CDATA[Tumor ovariano de células de Leydig em paciente em pós-menopausa com hiperandrogenismo grave]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100068&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Leydig cell tumors are rare ovarian steroid cell neoplasms. More than 75% of patients show signs of virilization due to overproduction of testosterone. We report a case of an 8-year-old woman with progressive signs of virilization, and presenting vaginal bleeding. Clinical analyses revealed high levels of serum testosterone, delta 4-androstenedione and estradiol, and also inappropriate low levels of gonadotrophins for a post-menopausal woman. Transvaginal ultrasound showed no evidence of ovarian tumor, but pelvic and abdominal computerized axial tomography imaging revealed a left ovarian solid nodule, and no evidence of alteration in the adrenal glands. Total hysterectomy and bilateral salpingoophorectomy were performed. Histopathology and immunohistochemistry confirmed the diagnosis of Leydig cell tumor. After surgery, androgen levels returned to normal, and there was regression of the signs of virilization.<hr/>Tumores ovarianos de células de Leydig são neoplasias raras de células ovarianas esteroidogênicas. Mais de 75% dos pacientes apresentam sinais de virilização devido à produção excessiva de testosterona. Relatamos aqui o caso de uma mulher de 81 anos de idade com sinais progressivos de virilização e ocorrência de sangramento vaginal. As análises clínicas mostraram altos níveis de testosterona sérica, delta 4-androstenediona e estradiol, além de níveis inadequadamente baixos de gonadotrofinas para uma mulher em pós-menopausa. O ultrassom transvaginal não apresentou evidências de tumor ovariano, mas a tomografia axial computadorizada da região pélvico-abdominal mostrou um nódulo sólido no ovário esquerdo e nenhuma evidência de alteração nas adrenais. Foi feita uma histerectomia total e salpingooforectomia bilateral. Os exames histopatológicos e a imuno-histoquímica confirmaram o diagnóstico de tumor de células de Leydig. Após a cirurgia, os níveis de androgênios voltaram ao normal, e os sinais de virilização regrediram. <![CDATA[Hiperinsulinismo endógeno: dois desafios diagnósticos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100071&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A hipoglicemia em um adulto aparentemente saudável é um achado raro na prática clínica que exige uma investigação exaustiva da causa. A identificação de glicemia plasmática diminuída associada a concentrações plasmáticas de insulina e peptídeo-C não suprimidos deverá levar à exclusão de causas raras de hipoglicemia, entre elas, doença das células betapancreáticas e hipoglicemia autoimune. Neste artigo, descrevemos dois casos de hipoglicemia associada a hiperinsulinismo endógeno, cujas causas são pouco habituais na prática clínica. A propósito desses casos clínicos revemos aspectos importantes de diagnósticos e tratamento da hipoglicemia no contexto de hiperinsulinismo endógeno.<hr/>Hypoglycemia in apparently healthy adults is a rare finding in clinical practice requiring a thorough investigation of the cause. During the investigation, identification of hypoglycemia associated with inappropriately high levels of insulin and C-peptide should prompt the exclusion of rare causes of hypoglycemia, including pancreatic islet-cells disease and autoimmune hypoglycemia. In this paper, we describe two cases of hypoglycemia associated with endogenous hyperinsulinism, whose causes are uncommon in clinical practice, and review important aspects of the diagnosis and treatment of hyperinsulinemic hypoglycemia. <![CDATA[Remissão espontânea da acromegalia: meningite simulando apoplexia ou meningite como causa da apoplexia?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100076&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pituitary apoplexy is a rare but potentially life-threatening clinical syndrome characterized by ischemic infarction or hemorrhage into a pituitary tumor. The diagnosis of pituitary tumor apoplexy is frequently complicated because of the nonspecific nature of its signs and symptoms, which can mimic different neurological processes, including meningitis. Several factors have been associated with apoplexy, such as dopamine agonists, radiotherapy, or head trauma, but meningitis is a rarely reported cause. We describe the case of a 51-year-old woman with acromegaly due to a pituitary macroadenoma. Before surgical treatment, she arrived at Emergency with fever, nausea, vomiting and meningismus. Symptoms and laboratory tests suggested bacterial meningitis, and antibiotic therapy was initiated, with quick improvement. A computerized tomography (CT) scan at admission did not reveal any change in pituitary adenoma, but a few weeks later, magnetic resonance imaging (MRI) showed data of pituitary apoplexy with complete disappearance of the adenoma. Currently, her acromegaly is cured, but she developed hypopituitarism and diabetes insipidus following apoplexy. We question whether she really experienced meningitis leading to apoplexy or whether apoplexy was misinterpreted as meningitis. In conclusion, the relationship between meningitis and pituitary apoplexy may be bidirectional. Apoplexy can mimic viral or bacterial meningitis, but meningitis might cause apoplexy, as well. This fact highlights the importance of differential diagnosis when evaluating patients with pituitary adenomas and acute neurological symptoms.<hr/>A apoplexia é uma síndrome clínica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por infarto isquêmico ou hemorragia em um tumor pituitário. O diagnóstico de apoplexia de tumor pituitário é frequentemente complicado pela natureza inespecífica dos seus sinais e sintomas, que podem simular diferentes processos neurológicos, incluindo a meningite. Vários fatores estão associados com a apoplexia, como o uso de agonistas dopaminérgicos, radioterapia ou trauma da cabeça, mas a meningite foi raramente relatada. Descrevemos o caso de uma mulher de 51 anos de idade com acromegalia por um macroadenoma pituitário. Antes do tratamento cirúrgico, ela foi trazida ao pronto-socorro com febre, náusea, vômitos e meningismo. Os sintomas e análises laboratoriais sugeriram meningite bacteriana e o tratamento com antibióticos foi iniciado, com melhora rápida dos sintomas. Uma tomografia computadorizada (CT) na admissão ao hospital não revelou nenhuma alteração no adenoma pituitário, mas algumas semanas depois uma ressonância magnética (MRI) mostrou informações de apoplexia pituitária, com desaparecimento completo do adenoma. Atualmente, a acromegalia está curada, mas ela desenvolveu hipopituitarismo e diabetes insipidus depois da apoplexia. Questionamo-nos se a paciente realmente apresentou meningite que levou à apoplexia ou se a apoplexia foi mal interpretada como sendo meningite. A relação entre a meningite e a apoplexia pode ser bidirecional. A apoplexia pode simular a meningite viral ou bacteriana, mas a meningite também pode causar apoplexia. Esse fato enfatiza a importância do diagnóstico diferencial ao se avaliar pacientes com adenomas pituitários e sintomas neurológicos. <![CDATA[Inibição da lipólise como alvo terapêutico na síndrome metabólica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100081&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pituitary apoplexy is a rare but potentially life-threatening clinical syndrome characterized by ischemic infarction or hemorrhage into a pituitary tumor. The diagnosis of pituitary tumor apoplexy is frequently complicated because of the nonspecific nature of its signs and symptoms, which can mimic different neurological processes, including meningitis. Several factors have been associated with apoplexy, such as dopamine agonists, radiotherapy, or head trauma, but meningitis is a rarely reported cause. We describe the case of a 51-year-old woman with acromegaly due to a pituitary macroadenoma. Before surgical treatment, she arrived at Emergency with fever, nausea, vomiting and meningismus. Symptoms and laboratory tests suggested bacterial meningitis, and antibiotic therapy was initiated, with quick improvement. A computerized tomography (CT) scan at admission did not reveal any change in pituitary adenoma, but a few weeks later, magnetic resonance imaging (MRI) showed data of pituitary apoplexy with complete disappearance of the adenoma. Currently, her acromegaly is cured, but she developed hypopituitarism and diabetes insipidus following apoplexy. We question whether she really experienced meningitis leading to apoplexy or whether apoplexy was misinterpreted as meningitis. In conclusion, the relationship between meningitis and pituitary apoplexy may be bidirectional. Apoplexy can mimic viral or bacterial meningitis, but meningitis might cause apoplexy, as well. This fact highlights the importance of differential diagnosis when evaluating patients with pituitary adenomas and acute neurological symptoms.<hr/>A apoplexia é uma síndrome clínica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por infarto isquêmico ou hemorragia em um tumor pituitário. O diagnóstico de apoplexia de tumor pituitário é frequentemente complicado pela natureza inespecífica dos seus sinais e sintomas, que podem simular diferentes processos neurológicos, incluindo a meningite. Vários fatores estão associados com a apoplexia, como o uso de agonistas dopaminérgicos, radioterapia ou trauma da cabeça, mas a meningite foi raramente relatada. Descrevemos o caso de uma mulher de 51 anos de idade com acromegalia por um macroadenoma pituitário. Antes do tratamento cirúrgico, ela foi trazida ao pronto-socorro com febre, náusea, vômitos e meningismo. Os sintomas e análises laboratoriais sugeriram meningite bacteriana e o tratamento com antibióticos foi iniciado, com melhora rápida dos sintomas. Uma tomografia computadorizada (CT) na admissão ao hospital não revelou nenhuma alteração no adenoma pituitário, mas algumas semanas depois uma ressonância magnética (MRI) mostrou informações de apoplexia pituitária, com desaparecimento completo do adenoma. Atualmente, a acromegalia está curada, mas ela desenvolveu hipopituitarismo e diabetes insipidus depois da apoplexia. Questionamo-nos se a paciente realmente apresentou meningite que levou à apoplexia ou se a apoplexia foi mal interpretada como sendo meningite. A relação entre a meningite e a apoplexia pode ser bidirecional. A apoplexia pode simular a meningite viral ou bacteriana, mas a meningite também pode causar apoplexia. Esse fato enfatiza a importância do diagnóstico diferencial ao se avaliar pacientes com adenomas pituitários e sintomas neurológicos. <![CDATA[Polimorfismo Q90L (rs4684677) da preprogrelina no diabetes gestacional]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100083&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pituitary apoplexy is a rare but potentially life-threatening clinical syndrome characterized by ischemic infarction or hemorrhage into a pituitary tumor. The diagnosis of pituitary tumor apoplexy is frequently complicated because of the nonspecific nature of its signs and symptoms, which can mimic different neurological processes, including meningitis. Several factors have been associated with apoplexy, such as dopamine agonists, radiotherapy, or head trauma, but meningitis is a rarely reported cause. We describe the case of a 51-year-old woman with acromegaly due to a pituitary macroadenoma. Before surgical treatment, she arrived at Emergency with fever, nausea, vomiting and meningismus. Symptoms and laboratory tests suggested bacterial meningitis, and antibiotic therapy was initiated, with quick improvement. A computerized tomography (CT) scan at admission did not reveal any change in pituitary adenoma, but a few weeks later, magnetic resonance imaging (MRI) showed data of pituitary apoplexy with complete disappearance of the adenoma. Currently, her acromegaly is cured, but she developed hypopituitarism and diabetes insipidus following apoplexy. We question whether she really experienced meningitis leading to apoplexy or whether apoplexy was misinterpreted as meningitis. In conclusion, the relationship between meningitis and pituitary apoplexy may be bidirectional. Apoplexy can mimic viral or bacterial meningitis, but meningitis might cause apoplexy, as well. This fact highlights the importance of differential diagnosis when evaluating patients with pituitary adenomas and acute neurological symptoms.<hr/>A apoplexia é uma síndrome clínica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por infarto isquêmico ou hemorragia em um tumor pituitário. O diagnóstico de apoplexia de tumor pituitário é frequentemente complicado pela natureza inespecífica dos seus sinais e sintomas, que podem simular diferentes processos neurológicos, incluindo a meningite. Vários fatores estão associados com a apoplexia, como o uso de agonistas dopaminérgicos, radioterapia ou trauma da cabeça, mas a meningite foi raramente relatada. Descrevemos o caso de uma mulher de 51 anos de idade com acromegalia por um macroadenoma pituitário. Antes do tratamento cirúrgico, ela foi trazida ao pronto-socorro com febre, náusea, vômitos e meningismo. Os sintomas e análises laboratoriais sugeriram meningite bacteriana e o tratamento com antibióticos foi iniciado, com melhora rápida dos sintomas. Uma tomografia computadorizada (CT) na admissão ao hospital não revelou nenhuma alteração no adenoma pituitário, mas algumas semanas depois uma ressonância magnética (MRI) mostrou informações de apoplexia pituitária, com desaparecimento completo do adenoma. Atualmente, a acromegalia está curada, mas ela desenvolveu hipopituitarismo e diabetes insipidus depois da apoplexia. Questionamo-nos se a paciente realmente apresentou meningite que levou à apoplexia ou se a apoplexia foi mal interpretada como sendo meningite. A relação entre a meningite e a apoplexia pode ser bidirecional. A apoplexia pode simular a meningite viral ou bacteriana, mas a meningite também pode causar apoplexia. Esse fato enfatiza a importância do diagnóstico diferencial ao se avaliar pacientes com adenomas pituitários e sintomas neurológicos. <![CDATA[Função tireoidiana e autoimunidade em mulheres infectadas pelo HIV]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100085&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pituitary apoplexy is a rare but potentially life-threatening clinical syndrome characterized by ischemic infarction or hemorrhage into a pituitary tumor. The diagnosis of pituitary tumor apoplexy is frequently complicated because of the nonspecific nature of its signs and symptoms, which can mimic different neurological processes, including meningitis. Several factors have been associated with apoplexy, such as dopamine agonists, radiotherapy, or head trauma, but meningitis is a rarely reported cause. We describe the case of a 51-year-old woman with acromegaly due to a pituitary macroadenoma. Before surgical treatment, she arrived at Emergency with fever, nausea, vomiting and meningismus. Symptoms and laboratory tests suggested bacterial meningitis, and antibiotic therapy was initiated, with quick improvement. A computerized tomography (CT) scan at admission did not reveal any change in pituitary adenoma, but a few weeks later, magnetic resonance imaging (MRI) showed data of pituitary apoplexy with complete disappearance of the adenoma. Currently, her acromegaly is cured, but she developed hypopituitarism and diabetes insipidus following apoplexy. We question whether she really experienced meningitis leading to apoplexy or whether apoplexy was misinterpreted as meningitis. In conclusion, the relationship between meningitis and pituitary apoplexy may be bidirectional. Apoplexy can mimic viral or bacterial meningitis, but meningitis might cause apoplexy, as well. This fact highlights the importance of differential diagnosis when evaluating patients with pituitary adenomas and acute neurological symptoms.<hr/>A apoplexia é uma síndrome clínica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por infarto isquêmico ou hemorragia em um tumor pituitário. O diagnóstico de apoplexia de tumor pituitário é frequentemente complicado pela natureza inespecífica dos seus sinais e sintomas, que podem simular diferentes processos neurológicos, incluindo a meningite. Vários fatores estão associados com a apoplexia, como o uso de agonistas dopaminérgicos, radioterapia ou trauma da cabeça, mas a meningite foi raramente relatada. Descrevemos o caso de uma mulher de 51 anos de idade com acromegalia por um macroadenoma pituitário. Antes do tratamento cirúrgico, ela foi trazida ao pronto-socorro com febre, náusea, vômitos e meningismo. Os sintomas e análises laboratoriais sugeriram meningite bacteriana e o tratamento com antibióticos foi iniciado, com melhora rápida dos sintomas. Uma tomografia computadorizada (CT) na admissão ao hospital não revelou nenhuma alteração no adenoma pituitário, mas algumas semanas depois uma ressonância magnética (MRI) mostrou informações de apoplexia pituitária, com desaparecimento completo do adenoma. Atualmente, a acromegalia está curada, mas ela desenvolveu hipopituitarismo e diabetes insipidus depois da apoplexia. Questionamo-nos se a paciente realmente apresentou meningite que levou à apoplexia ou se a apoplexia foi mal interpretada como sendo meningite. A relação entre a meningite e a apoplexia pode ser bidirecional. A apoplexia pode simular a meningite viral ou bacteriana, mas a meningite também pode causar apoplexia. Esse fato enfatiza a importância do diagnóstico diferencial ao se avaliar pacientes com adenomas pituitários e sintomas neurológicos. <![CDATA[Avaliação da função tireoidiana e autoimunidade em mulheres infectadas pelo HIV]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000100086&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pituitary apoplexy is a rare but potentially life-threatening clinical syndrome characterized by ischemic infarction or hemorrhage into a pituitary tumor. The diagnosis of pituitary tumor apoplexy is frequently complicated because of the nonspecific nature of its signs and symptoms, which can mimic different neurological processes, including meningitis. Several factors have been associated with apoplexy, such as dopamine agonists, radiotherapy, or head trauma, but meningitis is a rarely reported cause. We describe the case of a 51-year-old woman with acromegaly due to a pituitary macroadenoma. Before surgical treatment, she arrived at Emergency with fever, nausea, vomiting and meningismus. Symptoms and laboratory tests suggested bacterial meningitis, and antibiotic therapy was initiated, with quick improvement. A computerized tomography (CT) scan at admission did not reveal any change in pituitary adenoma, but a few weeks later, magnetic resonance imaging (MRI) showed data of pituitary apoplexy with complete disappearance of the adenoma. Currently, her acromegaly is cured, but she developed hypopituitarism and diabetes insipidus following apoplexy. We question whether she really experienced meningitis leading to apoplexy or whether apoplexy was misinterpreted as meningitis. In conclusion, the relationship between meningitis and pituitary apoplexy may be bidirectional. Apoplexy can mimic viral or bacterial meningitis, but meningitis might cause apoplexy, as well. This fact highlights the importance of differential diagnosis when evaluating patients with pituitary adenomas and acute neurological symptoms.<hr/>A apoplexia é uma síndrome clínica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por infarto isquêmico ou hemorragia em um tumor pituitário. O diagnóstico de apoplexia de tumor pituitário é frequentemente complicado pela natureza inespecífica dos seus sinais e sintomas, que podem simular diferentes processos neurológicos, incluindo a meningite. Vários fatores estão associados com a apoplexia, como o uso de agonistas dopaminérgicos, radioterapia ou trauma da cabeça, mas a meningite foi raramente relatada. Descrevemos o caso de uma mulher de 51 anos de idade com acromegalia por um macroadenoma pituitário. Antes do tratamento cirúrgico, ela foi trazida ao pronto-socorro com febre, náusea, vômitos e meningismo. Os sintomas e análises laboratoriais sugeriram meningite bacteriana e o tratamento com antibióticos foi iniciado, com melhora rápida dos sintomas. Uma tomografia computadorizada (CT) na admissão ao hospital não revelou nenhuma alteração no adenoma pituitário, mas algumas semanas depois uma ressonância magnética (MRI) mostrou informações de apoplexia pituitária, com desaparecimento completo do adenoma. Atualmente, a acromegalia está curada, mas ela desenvolveu hipopituitarismo e diabetes insipidus depois da apoplexia. Questionamo-nos se a paciente realmente apresentou meningite que levou à apoplexia ou se a apoplexia foi mal interpretada como sendo meningite. A relação entre a meningite e a apoplexia pode ser bidirecional. A apoplexia pode simular a meningite viral ou bacteriana, mas a meningite também pode causar apoplexia. Esse fato enfatiza a importância do diagnóstico diferencial ao se avaliar pacientes com adenomas pituitários e sintomas neurológicos.