Scielo RSS <![CDATA[Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0004-273020040005&lang= vol. 48 num. 5 lang. <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Adrenal, supra-renal</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500001&lng=&nrm=iso&tlng= <![CDATA[<B>Criação de um registro nacional de tumores adrenais</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500002&lng=&nrm=iso&tlng= <![CDATA[<B>A comprehensive approach to adrenal incidentalomas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500003&lng=&nrm=iso&tlng= Improvements in abdominal imaging techniques have increased the detection of clinically inapparent adrenal masses, or incidentalomas (AI), the appropriate diagnosis and management of which have become a common clinical problem for health care professionals. Once an adrenal mass has been detected, the clinician needs to address two questions: 1) is the tumor hormonally active? and 2) is there any chance of the mass being malignant? The majority of AI is non-hypersecretory cortical adenomas, but an endocrine evaluation can lead to the identification of subtle hormone excess. An overnight low-dose dexamethasone suppression test, fractionated urinary or plasma metanephrine assay and, in hypertensive patients, establishing the upright plasma aldosterone/plasma renin activity ratio are recommended as preliminary screening steps. Masses greater than 4cm are at greater risk of malignancy. Morphological imaging features may be helpful in the distinction between benign and malignant forms. Fine-needle aspiration biopsy is an important tool in the evaluation of oncological patients to establish any metastatic disease. Adrenalectomy is indicated by evidence of a functional adrenal mass, or a suspected malignant form. We advocate adrenalectomy of subtle hypercortisolism, especially in the presence of hypertension, obesity, diabetes or osteoporosis potentially aggravated by glucocorticoid excess. A close follow-up is needed, particularly in the first year after diagnosis.<hr/>O aperfeiçoamento das técnicas de imagem abdominal tem aumentado a detecção de massas adrenais clinicamente não aparentes, ou incidentalomas (IA), cujo diagnóstico e manuseio apropriados têm se tornado um problema clínico comum para os profissionais da saúde. Uma vez detectada uma massa adrenal, o clínico é obrigado a formular duas questões: 1) o tumor é hormonalmente ativo? e 2) existe alguma possibilidade de a massa ser maligna?. A maioria dos IA são adenomas corticais não hipersecretores, mas uma avaliação endócrina pode resultar na identificação de um excesso hormonal sutil. Como passos preliminares de screening são recomendados um teste de supressão overnight com doses baixas de dexametasona, a dosagem de metanefrinas em urina fracionada ou no plasma e, em pacientes hipertensos, estabelecer a relação da aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina na posição ortostática. Massas maiores que 4cm têm risco maior de malignidade. Achados morfológicos de imagem podem ser valiosos na distinção entre formas benignas e malignas. A biópsia de aspiração com agulha fina é um procedimento importante na avaliação de pacientes oncológicos para se estabelecer qualquer doença metastática. Adrenalectomia está indicada na evidência de uma massa adrenal funcionante, ou na suspeita de uma forma maligna. Nós recomendamos adrenalectomia para casos de hipercortisolismo sutil, especialmente em presença de hipertensão, obesidade, diabetes ou osteoporose, potencialmente agravados pelo excesso de glicocorticóides. Um acompanhamento rigoroso é necessário, particularmente no primeiro ano após o diagnóstico. <![CDATA[<B>Imaging procedures in adrenal pathology</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500004&lng=&nrm=iso&tlng= Imaging plays a vital role in the evaluation of adrenal pathology. The most widely used modalities are computed tomography and magnetic resonance imaging. Alone or in conjunction with appropriate clinical and biochemical data, imaging can provide specific diagnoses that preclude the need for tissue sampling. This article reviews imaging features of normal and diseased adrenals, from both benign and malignant causes.<hr/>Procedimentos de imagem têm um papel vital na avaliação da patologia adrenal. As modalidades mais amplamente empregadas são a tomografia computadorizada e a imagem por ressonância magnética. Isoladas ou em combinação com dados clínicos e bioquímicos apropriados, a imagem pode prover diagnósticos específicos que dispensam a necessidade de amostras de tecido por biopsia. Este artigo revisa os achados de imagem da adrenal normal e patológica, incluindo tanto causas benignas como malignas. <![CDATA[<B>Gene silencing with RNA interference</B>: <B>a novel tool for the study of physiology and pathophysiology of adrenal cortex</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500005&lng=&nrm=iso&tlng= A inativação de genes por knock-out ou por bloqueio da tradução de seus transcritos (silenciamento) constitui uma estratégia extremamente poderosa tanto para atribuir função aos genes como para mapear a inter-relação dos diferentes componentes das vias regulatórias intracelulares. Um dos meios para se obter o silenciamento pós-transcricional consiste na ativação de um mecanismo mediado por RNAs fita-dupla (dsRNA) conhecido como RNA interferência (RNAi). O RNAi se mostrou um instrumento extremamente versátil em pesquisa biomédica, podendo ser utilizado em experimentos de silenciamento pontual de genes ou ser adaptado para estudos em larga escala de genômica funcional, podendo, inclusive, ser utilizado como meio de terapia gênica. Neste trabalho, os autores discutem as vias intracelulares envolvidas no RNAi, bem como as principais estratégias e limitações técnicas para se obter o silenciamento em células de mamíferos. Fazem, também, uma revisão das principais aplicações do RNAi na terapêutica de doenças humanas e na investigação de fenômenos fisiológicos e fisiopatológicos do córtex adrenal.<hr/>Loss-of-function approaches such as gene knock-out or gene silencing are extremely powerful strategies for assigning function to a gene and for mapping the interconnections of intracellular regulatory pathways. Post-transcriptional gene silencing can be obtained via activation of a double-stranded RNA (dsRNA) mediated mechanism termed RNA interference (RNAi). RNAi has revealed an extremely versatile tool in Biomedical research that can be used in both single silencing gene experiments and in large-scale Functional Genomics studies and has been used as a tool for gene therapy. In the present paper the authors discuss the intracellular mechanisms underlying the RNAi phenomenon, as well the different strategies and their limitations for RNAi gene silencing in mammalian cells. The use of RNAi in the treatment of human diseases and in the investigation of both physiology and pathophysiology of adrenal cortex has also been reviewed. <![CDATA[<B>Clinical and molecular aspects of the ACTH</B>: <B>independent bilateral macronodular adrenal hyperplasia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500006&lng=&nrm=iso&tlng= A AIMAH é caracterizada pela presença de macronódulos em ambas as adrenais, na ausência da estimulação do ACTH. Habitualmente, as manifestações clínicas aparecem somente após várias décadas de vida, provavelmente em função da baixa atividade esteroidogênica do tecido hiperplásico. Entretanto, em indivíduos assintomáticos cuja AIMAH foi descoberta acidentalmente, o eixo HHA já se encontra alterado. Estudos têm demonstrado que, na maioria dos casos de AIMAH, a secreção de cortisol é regulada de modo "aberrante" por hormônios como o GIP, AVP, catecolaminas, LH/hCG e serotonina, através de seus respectivos receptores, ectópicos ou eutópicos, porém aberrantemente acoplados à esteroidogênese. Os mecanismos moleculares responsáveis pela expressão ectópica dos receptores hormonais e/ou de seu acoplamento anormal à esteroidogênese adrenal ainda são pouco conhecidos. Embora a expressão aberrante destes receptores hormonais possa desempenhar um papel importante na iniciação da proliferação celular aumentada, bem como na esteroidogênese, é provável que eventos genéticos adicionais ocorram, envolvendo a regulação do ciclo celular, adesão e transcrição. Mutações no gene GNAS1 não associadas à síndrome de McCune-Albright podem ser encontradas em raros casos de AIMAH. Em alguns casos, a presença de receptor hormonal aberrante abre novas possibilidades de tratamento farmacológico específico do hipercortisolismo, seja isolado ou associado à adrenalectomia unilateral.<hr/>AIMAH is a clinical condition characterized by the presence of adrenal macronodules even in the absence of ACTH. Usually the clinical overt syndrome only becomes apparent after several decades of life; this is probably due to the low steroidogenic enzyme capacity of the hyperplastic tissue. However, in asymptomatic individuals in whom the AIMAH was incidentally discovered, the HHA axis is usually disrupted. In the great majority of AIMAH cases, cortisol secretion is aberrantly regulated by hormones such as GIP, AVP, beta-adrenergic agonists, LH/hCG and in some cases by serotonin, acting through their specific receptors. The molecular mechanisms responsible by ectopic expression of such hormone receptors and/or their aberrant coupling to steroidogenesis are still largely unknown. Although this aberrant expression may have an important role in the augmented cell proliferation initiation, as well as in the steroidogenesis, it is probable that additional genetic events involving cell cycle regulation, adhesion and transcription occur. In rare cases GNAS1 mutations not related to McCune-Albright syndrome may be found in this condition. In some patients, the presence of aberrant hormone receptors creates the possibility of specific pharmacological treatment, isolated or associated with unilateral adrenalectomy. <![CDATA[<B>Clinical and molecular genetics of primary pigmented nodular adrenocortical disease</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500007&lng=&nrm=iso&tlng= Carney complex (CNC) is a multiple endocrine neoplasia (MEN) syndrome associated with other, non-endocrine manifestations such as lentigines, cardiac myxomas and schwannomas. Primary pigmented nodular adrenocortical disease (PPNAD), leading to corticotrophin-independent Cushing's syndrome is the most frequent endocrine lesion in CNC. The complex has been mapped to 2p16 and 17q22-24, although additional heterogeneity may exist. The gene coding for the protein kinase A (PKA) type I-a regulatory subunit (RIa), PRKAR1A, had been mapped to 17q. Cloning of the PRKAR1A genomic structure and its sequencing showed mutations in CNC-, CNC with PPNAD- and sporadic PPNAD-patients. In CNC tumors, PKA activity showed increased stimulation by cAMP, whereas PKA activity ratio was decreased, and in CNC tumors, there is LOH of the normal allele, suggesting that normal PRKAR1A may be a tumor suppressor in these tissues. CNC is the first human disease caused by mutations of one of the subunits of the PKA enzyme, a critical component of the cAMP signaling system and a potential participant in many other signaling pathways.<hr/>Complexo de Carney (CNC) é uma síndrome de neoplasia endócrina múltipla (MEN) associada com outras manifestações não endócrinas, como lentígenes, cardiomixomas e adenomas de células de Schwann. A doença nodular pigmentada primária da adrenal (PPNAD), que apresenta-se como síndrome de Cushing independente de corticotropina é a lesão mais freqüente observada em CNC. O CNC tem sido relacionados aos sítios cromossômicos 2p16 e 17q22-24, entretanto, heterogenicidade pode ocorrer. O gene codificador da proteína reguladora tipo 1A da proteína quinase A(RIa), PRKAR1A, tem sido localizado no cromossomo 17q. A clonagem da estrutura genômica e seqüenciamento do gene PRKAR1A revelou mutações em pacientes com CNC e em formas esporádicas de PPNAD. Em tumores de pacientes com CNC, a proteína quinase A apresenta uma resposta de atividade maior após o estímulo com AMPc. Também, nestes tecidos, é observada a perda de heterozigose do alelo normal. Isto sugere que o gene normal do PRKAR1A pode funcionar como um gene de supressão tumoral nos tecidos estudados. CNC é a primeira doença conhecida a ocorrer devido a mutações de uma das sub-unidades da proteína quinase A, um componente crucial na via de sinalização do AMPc e um potencial participante de outras vias de sinalização celular. <![CDATA[<B>Adrenocortical tumors</B>: <B>new perspectives</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500008&lng=&nrm=iso&tlng= Uma freqüência elevada de tumores adrenocorticais tem sido observada em crianças e adultos brasileiros das regiões sul e sudeste. A valiosa experiência nacional no manuseio destes tumores tem gerado diversas e relevantes publicações de conteúdo básico e clínico. Entretanto, a criação de um registro nacional dos tumores adrenocorticais, a uniformização de condutas e o desenvolvimento de estudos colaborativos são objetivos ainda a serem alcançados. Nesta revisão apresentamos de forma resumida os pontos principais discutidos em dois eventos científicos sobre tumores adrenais: o consenso internacional "International Consensus Conference on Treatment of Adrenal Cancer", e o evento nacional "I Simpósio de Diagnóstico e Tratamentos dos Tumores Adrenocorticais". O trabalho em conjunto dos vários centros médicos brasileiros envolvidos no atendimento dos carcinomas adrenocorticais possibilitarão um avanço no diagnóstico, prognóstico e tratamento desta grave e recorrente condição.<hr/>A high frequency of adrenocortical tumors has been observed in Brazilian children and adults from South and Southwestern regions. The valuable national experience in the management of these tumors have resulted in several and relevant basic and clinical reports. However, the creation of an adrenocortical tumor national registry, the uniformity of approaches and collaborative studies are target to pursue. In this review article, we briefly described the fundamental points which were discussed in two scientific events on adrenocortical tumors: "International Consensus Conference on Treatment of Adrenal Cancer" and "I Simpósio de Diagnóstico e Tratamento dos Tumores Adrenocorticais". The task force involving several Brazilian centers will increase the progress in the diagnosis, prognosis and treatment of this devastating disorder. <![CDATA[<B>Founder effect for the highly prevalent R337H mutation of tumor suppressor p53 in Brazilian patients with adrenocortical tumors</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500009&lng=&nrm=iso&tlng= The incidence of adrenocortical tumors in children from the Southern region of Brazil is higher than in other parts of the world. This fact has been related to the identification of an inherited missense mutation of the p53 (R337H) at high frequency (78-97%) in Brazilian children with adrenocortical tumors. Given the high frequency of this germline mutation in the Brazilian population, it is very likely that the R337H mutation has arisen from a common origin. In this study, we analyzed two highly polymorphic intragenic markers (VNTRp53 and p53CA) in 22 patients (16 children and 6 adults) with adrenocortical tumors carrying the germline R337H mutation and 60 normal individuals using GeneScan Fragment Analysis software. We found six and sixteen different alleles for the VNTRp53 and p53CA polymorphic markers, respectively. Two distinct alleles, both with 122 bp, were found in 56.8% (VNTRp53) and 54.5% (p53CA) of the 44 alleles from patients with adrenocortical tumors associated with the R337H mutation. Differently, these same VNTRp53 and p53CA alleles were found in 18.3% and 14.2% of 120 alleles from normal individuals, respectively (p<0.01, Chi-square test). An identical haplotype for p53 locus was also identified in 95% of the apparently unrelated Brazilian patients with adrenocortical tumors carrying the R337H mutation. In conclusion, we demonstrated a strong evidence of co-segregation between two intragenic polymorphic p53 markers and the germline R337H mutation, indicating that this mutation has originated from a single common ancestral in the great majority of the Brazilian patients with adrenocortical tumors.<hr/>A incidência dos tumores adrenocorticais em crianças das regiões sul e sudeste do Brasil é maior que em outras partes do mundo. Este fato tem sido atribuído a identificação com alta frequência (78-97%) da mutação R337H no p53 em crianças brasileiras com tumores adrenocorticais. Considerando a elevada freqüência desta mutação germinativa na população brasileira, é provável que a mutação R337H tenha uma origem comum. Neste estudo, analisamos 2 marcadores polimórficos intragênicos (VNTRp53 e p53CA) em 22 pacientes (16 crianças e 6 adultos) com tumores adrenocorticais portadores da mutação germinativa R337H e em 60 indivíduos normais, através do programa GeneScan de análise de fragmentos. Seis e 16 alelos dos marcadores polimórficos VNTRp53 e p53CA foram respectivamente identificados. Dois alelos, ambos com 122 bp, foram identificados em 56,8% (VNTRp53) e 54,5% (p53CA) dos 44 alelos dos pacientes com tumores adrenocorticais. Em contraste, estes mesmos marcadores foram encontrados respectivamente em 18,3% e 14,2% dos 120 alelos dos indivíduos normais (p< 0,01, teste do chi-quadrado). Identificamos também, um haplótipo idêntico para o locus p53 em 95% dos pacientes com tumores adrenocorticais com a mutação R337H. Em conclusão, demonstramos uma forte evidência de co-segregação entre dois marcadores polimórficos intragênicos do p53 e a mutação germinativa R337H, indicando que esta mutação teve origem num ancestral comum na maioria dos pacientes brasileiros com tumores adrenocorticais. <![CDATA[<B>Childhood adrenocortical tumors</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500010&lng=&nrm=iso&tlng= O tumor do córtex adrenal (TCA) na infância é raro. Entretanto, no Paraná sua incidência é 15 vezes maior do que a observada em outros países. Descrevemos as características clínicas, laboratoriais, tratamento e evolução de 125 pacientes atendidos em uma única instituição no Paraná. A média de idade ao diagnóstico foi de 4,3 anos, com uma relação feminino:masculino de 2,6:1. As formas clínicas mais comuns foram virilização isolada (51,2%) e virilização e síndrome de Cushing (42%). Em 4,8% dos casos, os tumores foram não-funcionantes. Dois pacientes (1,6%) apresentaram síndrome de Cushing isolado e 1 (0,8%) síndrome de Conn. Hipertensão arterial ocorreu em 56% dos pacientes. O único tratamento curativo é a cirurgia. Os dados da nossa casuística mostram que estádio clínico 1 do TCA, ausência de trombo intra-venoso e ausência de spillage durante a cirurgia estão associados a uma maior sobrevida.<hr/>Adrenocortical tumors (ACT) in children are uncommon. However, the incidence of these tumors in Paraná, Brazil, is 15 times higher than that worldwide. We describe the clinical, laboratory and treatment characteristics and outcome of 125 patients treated in a single institution in the State of Paraná. The median age at diagnosis was 4.3 years, with a female:male ratio of 2.6:1. The most common forms of presentation were isolated virilization (51.2%) and virilization and Cushing's syndrome (42%). Nonfunctioning tumors comprised 4.8% of the cases. Two patients (1.6%) had isolated Cushing's syndrome and 1 (0.8%) had Conn's syndrome. Fifty-six percent presented hypertension. Surgery is the only curative treatment. Our data show that disease stage 1, absence of spillage during surgery and absence of intravenous thrombus were associated with better survival rates. <![CDATA[<B>Genetic aspects of endocrine hypertensive disorders</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500011&lng=&nrm=iso&tlng= A hipertensão arterial sistêmica está associada a altos índices de morbi-mortalidade e constitui um dos grandes problemas de saúde pública no mundo, dada sua alta prevalência e baixa porcentagem de controle com os tratamentos adotados. Este último problema é justificado, pelo menos em parte, porque ainda utilizamos medidas empíricas para o tratamento, ao invés de uma abordagem específica para cada caso. Os determinantes primários da hipertensão permanecem desconhecidos na maioria dos pacientes, ao qual damos o nome genérico de hipertensão essencial ou primária. Estas limitações estão alicerçadas pelo conceito de que a hipertensão é uma doença complexa, poligênica em sua maioria e com direta interação com fatores ambientais, tais como dieta, ingestão de sal e obesidade, entre outras. A utilização de técnicas de biologia molecular tem trazido uma enorme contribuição para a compreensão de fenômenos biológicos complexos. Sabe-se que em uma minoria dos casos a hipertensão arterial ocorre pela presença de mutações específicas, ditas formas mendelianas, que resultam em ganho de função de transportadores do néfron distal, bem como de vários componentes do sistema renina-angiotensina-aldosterona com conseqüente retenção excessiva de sal. De interesse particular na endocrinologia, estas síndromes podem ser divididas em aumento na produção ou na atividade dos mineralocorticóides e estarão expostas nesta revisão.<hr/>Arterial hypertension is associated with high morbidity and mortality indices and constitutes a major health problem worldwide, specially due to its high prevalence and low rate of control with the standard treatment. This problem can be explained, at least in part, because we still use empiric measures when choosing treatment options, instead of a rational approach for each case. The determinants of the hypertension remain unknown in the majority of patients and is designated as essential or primary hypertension. Hypertension is a model of complex disease in which several genes may be affected and influenced by a variety of environmental interactions, such as diet, salt and obesity, among others. The use of molecular biology strategies is offering new opportunities for the understanding of complex biological phenomena, like hypertension. However, only in a minority of cases, arterial hypertension occurs by individual specific mutations, called mendelian forms of hypertension, involving distal nefron transporter gene products. These syndromes are of particular interest since they highlight the importance of cell pathways that can be affected in the more common forms of hypertension. <![CDATA[<B>Primary aldosteronism</B>: <B>actual epidemics or false alarm?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500012&lng=&nrm=iso&tlng= The prevalence of "primary aldosteronism" (PAL) cannot be precisely determined at this time, given 1) lack of a universally accepted definition, and 2) normotensive as well as normokalemic phases in the evolutionary development of a disease eventually characterized by hypertension and hypokalemia. The exception is fully genetically characterised forms such as glucocorticoid-suppressible hyperaldosteronism, the true prevalence of which could be proven today by universal screening using a single blood sample, but this is neither practical nor appropriate. Controversy has arisen regarding the rareness, or otherwise, of PAL because of 1) rediscovery in the last 12 years of the normokalemic phase described by Conn, 2) application of widely available methods for measurement of aldosterone and renin to "screening", 3) variable quality of these methods, and of their application, and 4) lack of the necessary "diagnostic", in addition to "screening", tests in some studies. PAL is significantly more common than previously thought, and a very important potentially curable form of hypertension. Early diagnosis and specific treatment avoids morbidity. The current focus on increased detection is essential, and will help to resolve the question of prevalence.<hr/>A prevalência de "hiperaldosteronismo primário" (HAP) não pode ser determinada atualmente com precisão, uma vez que 1) não há uma definição aceita universalmente, e 2) existem fases tanto de normotensão como de normocalemia durante o desenvolvimento evolutivo desta doença eventualmente caracterizada por hipertensão e hipocalemia. A exceção são as formas totalmente caracterizadas geneticamente, como o hiperaldosteronismo supressível por glicocorticóides, cuja real prevalência pode ser comprovada hoje em dia por rastreamento universal, usando uma única amostra de sangue, embora isto não seja nem prático nem apropriado. Controvérsias têm sido levantadas com relação à raridade, ou o contrário, do HAP, devido à 1) redescoberta, nos últimos 12 anos, da fase normocalêmica descrita por Conn, 2) aplicação de métodos amplamente disponíveis para mensuração da aldosterona e renina para "rastreamento", 3) a variável qualidade destes métodos, e sua aplicação, e 4) ausência dos necessários testes "diagnósticos", em adição ao screening, em alguns estudos. HAP é significativamente mais comum do que previamente imaginado, e uma forma muito importante de hipertensão potencialmente curável. O diagnóstico precoce e o tratamento específico evitam a morbidade. O foco atual no aumento da detecção do HAP é essencial, e irá auxiliar a resolver a questão de sua prevalência. <![CDATA[<B>The syndromes of low-renin hypertension</B>: <B>"separating the wheat from the chaff"</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500013&lng=&nrm=iso&tlng= Primary aldosteronism (PA) is characterized by hypertension and suppressed renin activity with or without hypokalemia and comprises the aldosterone-producing adenoma (APA) and bilateral adrenal hyperplasia or idiopatic hyperaldosteronism (IHA). In recent series employing the aldosterone (aldo, ng/dL):renin (ng/mL·h) ratio (ARR) for screening, prevalence of PA among hypertensives soars to 8-20%; current predominance of IHA (>80%) over APA suggests the inclusion of former low-renin essential hypertensives (LREH), in whom plasma aldo can be reduced by suppressive maneuvers. We evaluated the test characteristics of the ARR obtained retrospectively from 127 patients with PA (81 APA; 46 IHA) and 55 with EH (30 LREH; 25 NREH) studied from 1975 to 1990. Using the combined ROC-defined cutoffs of 27 for the ARR and 12ng/dL for aldo, we obtained 89.8% sensitivity (Ss) and 98.2% specificity (Sp) in discriminating PA from EH: all APA and 72% of the IHA patients had values above these limits, but only one (3%) with LREH. Among the 46 IHA patients, 10 (21.7%) had ARR <27, four of whom with aldo <12ng/dL, virtually indistinguishable from LREH. Use of higher cutoff values (ARR >100; aldo >20) may attain 84%Ss and 82.6%Sp in separating APA from IHA. Because IHA and LREH ("the chaff") may be spectrum stages from the same disease, definite discrimination between these entities seems immaterial. However, precise identification of the APA ("the wheat") is critical, since it is the only surgically curable form of PA. Thus, while patients who may harbor an APA must be thoroughly investigated and surgically treated, non-tumoral disease (IHA and LREH) may be best treated with an aldo-receptor antagonist that will also prevent the aldo-mediated inflammatory effects involved in myocardial fibrosis and abnormal cardiac remodeling.<hr/>Hiperaldosteronismo primário (HAP) é caracterizado por hipertensão com renina baixa, com ou sem hipocalemia, compreendendo o adenoma produtor de aldosterona (APA) e a hiperplasia adrenal bilateral ou HA idiopático (HAI). Em séries recentes usando a relação aldosterona (aldo, ng/dL):renina (ng/mL·h) (RAR) para rastreamento, a prevalência de HAP atinge 8-20% dos hipertensos; a predominância atual do HAI (>80%) sobre APA sugere a inclusão de hipertensos essenciais com renina baixa (HERB), nos quais aldo pode ser suprimida por expansão de volume. Avaliamos as características do teste RAR, obtido retrospectivamente de 127 pacientes com HAP (81 APA; 46 HAI) e 55 com hipertensão essencial (30 HERB; 25 com renina normal, HERN) estudados de 1975 a 1990. Usando a combinação de cutoffs de 27 para RAR e de 12ng/dL para aldo, obtivemos sensibilidade (S) de 89,8% e especificidade (E) de 98,2% na separação entre HAP e HE: todos os APA e 72% dos HAI (mas apenas um [3%] HERB) tinham valores acima destes limites. Dentre os 46 HAI, 10 (21,7%) tinham RAR <27 e destes, 4 tinham aldo <12ng/dL, virtualmente indistingüíveis dos HERB. Valores mais elevados de cutoff (RAR >100; aldo >20) permitem 84% de S e 82,6% de E na separação entre APA e HAI. Como HAI e HERB ("o joio") devem ser estágios do espectro de uma mesma doença, parece irrelevante a separação dessas entidades. Entretanto, identificação precisa do APA ("o trigo") é fundamental, por ser a única forma de HAP curável cirurgicamente. Assim, enquanto a suspeita de um APA precisa ser criteriosamente investigada e tratada cirurgicamente, pacientes com doença não tumoral (HAI e HERB) podem ser tratados com antagonistas do receptor de aldo, que também previnem os efeitos inflamatórios envolvidos no processo de fibrose e remodelação anormal do miocárdio. <![CDATA[<B>Glucocorticoid-remediable aldosteronism</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500014&lng=&nrm=iso&tlng= Glucocorticoid-remediable aldosteronism (GRA) is a monogenic form of human hypertension that predisposes to cerebral hemorrhage. As a result of a chimeric gene duplication, aldosterone is ectopically synthesized in the cortisol-secreting zona fasciculata of the adrenal gland under the control of adrenocorticotropin (ACTH). Hypertension frequently has its onset during childhood and is usually refractory to standard anti-hypertensives such as ACE inhibitors and beta-blockers. Hypokalemia can develop in those treated with a potassium-wasting diuretic, but random potassium levels are usually normal. Diagnosis has been facilitated by the availability of a genetic test. Suppression of ACTH release with exogenous dexamethasone is a useful diagnostic and therapeutic strategy. Treatment with the mineralocorticoid receptor antagonists spironolactone and epleronone is also efficacious. The diagnosis of GRA facilitates directed therapies and screening of at-risk individuals and kindreds.<hr/>Aldosteronismo remediável por glicocorticóides (GRA) é uma forma monogênica de hipertensão humana com predisposição para a hemorragia cerebral. Como resultado da duplicação de um gene quimérico, aldosterona passa a ser sintetizada ectopicamente na zona fasciculada do córtex adrenal, secretora de cortisol, sob o controle da adrenocorticotrofina (ACTH). O início da hipertensão ocorre freqüentemente durante a infância e é usualmente refratária aos anti-hipertensivos habituais, como os inibidores da ECA e beta-bloqueadores. Hipocalemia pode se manifestar naqueles tratados com diuréticos espoliadores de potássio, mas os níveis basais de potássio são usualmente normais. O diagnóstico tem sido facilitado pela disponibilidade de um teste genético. A supressão da liberação de ACTH com dexametasona exógena é uma estratégia útil para o diagnóstico e a terapêutica. Tratamento com antagonistas do receptor mineralocorticóide, espironolactona e epleronona, também é eficaz. O diagnóstico de GRA facilita a terapia direcionada e o rastreamento de indivíduos e familiares de risco para a doença. <![CDATA[<B>Apparent mineralocorticoid excess syndrome</B>: <B>an overview</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500015&lng=&nrm=iso&tlng= Apparent mineralocorticoid excess (AME) syndrome results from defective 11beta-hydroxysteroid dehydrogenase type 2 (11beta-HSD2). This enzyme is co-expressed with the mineralocorticoid receptor (MR) in the kidney and converts cortisol (F) to its inactive metabolite cortisone (E). Its deficiency allows the unmetabolized cortisol to bind to the MR inducing sodium retention, hypokalemia, suppression of PRA and hypertension. Mutations in the gene encoding 11beta-HSD2 account for the inherited form, but a similar clinical picture to AME occurs following the ingestion of bioflavonoids, licorice and carbenoxolone, which are competitive inhibitors of 11beta-HSD2. Reduced 11beta-HSD2 activity may explain the increased sodium retention in preeclampsia, renal disease and liver cirrhosis. Relative deficiency of 11beta-HSD2 activity can occur in Cushing's syndrome due to saturation of the enzyme and explains the mineralocorticoid excess state that characterizes ectopic ACTH syndrome. Reduced placental 11beta-HSD2 expression might explain the link between reduced birth weight and adult hypertension. Polymorphic variability in the HSD11B2 gene in part determines salt sensitivity, a forerunner for adult hypertension onset. AME represents a spectrum of mineralocorticoid hypertension with severity reflecting the underlying genetic defect in the 11beta-HSD2; although AME is a genetic disorder, several exogenous compounds can bring about the symptoms by inhibiting 11beta-HSD2 enzyme. Substrate excess as seen in Cushing's syndrome and ACTH ectopic production can overwhelm the capacity of 11beta-HSD2 to convert F to E, leading up to an acquired form of AME.<hr/>A síndrome do excesso aparente de mineralocorticóides (SEAM) resulta de defeito na 11beta-hidroxisteróide desidrogenase tipo 2 (11beta-HSD2). Esta enzima é co-expressa com o receptor mineralocorticóide (RM) nos rins e converte cortisol (F) em cortisona (E), seu metabólito inativo. Deficiência desta enzima permite que o cortisol não metabolizado se ligue ao RM, induzindo retenção de sódio, hipocalemia, supressão da APR e hipertensão. Mutações no gene que codifica a 11beta-HSD2 são responsáveis pela forma herdada, mas um quadro clínico semelhante de SEAM ocorre durante ingestão dos bioflavonóides, alcaçuz e carbenoxolona, que são inibidores competitivos da 11beta-HSD2. Redução na atividade da 11beta-HSD2 pode explicar o aumento da retenção de sódio na pré-eclâmpsia, na doença renal e na cirrose hepática. Deficiência relativa de atividade da 11beta-HSD2 pode ocorrer na síndrome de Cushing devido à saturação da enzima e explicar o estado de excesso mineralocorticóide que caracteriza a síndrome do ACTH ectópico. Redução da expressão placentária da 11beta-HSD2 poderia justificar a ligação entre baixo peso ao nascer e hipertensão no adulto. Variabilidade polimórfica no gene HSD11B2 determina, em parte, a sensibilidade ao sódio, um preditor do surgimento da hipertensão no adulto. A SEAM representa um espectro de hipertensão mineralocorticóide cuja severidade reflete o defeito genético de base na 11beta-HSD2; embora a SEAM seja uma doença genética, vários compostos exógenos podem provocar os sintomas pela inibição da 11beta-HSD2. O excesso de substrato, visto na síndrome de Cushing e na produção ectópica de ACTH, pode sobrepujar a capacidade da 11beta-HSD2 de converter F em E, levando a uma forma adquirida de SEAM. <![CDATA[<B>Multicentric study of Brazilian patients with 21-hydroxylase deficiency</B>: <B>a genotype-phenotype correlation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500016&lng=&nrm=iso&tlng= Analisamos as características clínicas e moleculares de 205 pacientes portadores das diferentes formas clínicas da deficiência da 21-hidroxilase, com diagnóstico hormonal e molecular definidos. As mutações mais freqüentes foram a I2 splice na forma perdedora de sal, a I172N na forma virilizante simples e a V281L na forma não clássica, com freqüências semelhantes às de outros estudos. Obtivemos baixa freqüência de deleção do gene da 21-hidroxilase, de forma semelhante ao identificado nas populações argentina e mexicana. Cinco mutações novas foram descritas em nossa população: G424S, H28+C, Ins 1003^1004 A, R408C e IVS2-2A>G. A severidade do genótipo também se correlacionou diretamente com níveis mais elevados de 17OH-progesterona e de testosterona. As mutações foram classificadas em três grupos, de acordo com o comprometimento da atividade enzimática observado in vitro: Grupo A: atividade de 0-2%; Grupo B: atividade de 3-7% e Grupo C: atividade >20%. Houve forte correlação do grupo A com a forma perdedora de sal, do grupo B com a forma virilizante simples e do grupo C com a forma não clássica. A mutação I2 splice (Grupo A) em homo ou hemizigose conferiu o fenótipo de forma clássica, embora tanto a forma perdedora de sal quanto a forma virilizante simples tenham sido identificadas. A boa correlação do genótipo com o fenótipo na HAC-21OH permite sua aplicação na prática clínica, para o aconselhamento genético, diagnóstico e tratamento pré-natal das gestações de risco para a forma clássica da HAC-21OH e para confirmação diagnóstica após screening neonatal da HAC-21OH, exceto na presença da mutação I2splice.<hr/>We analyzed the clinical and molecular data of 205 patients with the three different clinical forms of 21-hydroxylase deficiency, in whom the clinical and molecular diagnosis were already defined. The most frequent mutations were I2 splice in the salt wasting form, I172N in the simple virilizing and V281L in the nonclassical form, presenting similar frequencies as those observed in other populations. We found a lower frequency of 21-hydroxylase gene deletion, similar to that previously identified in Argentinean and Mexican populations. Five new mutations were described in our population: G424S, H28+C, Ins 1003^1004 A, R408C and IVS2-2A>G. The genotype was classified in three groups according to the impairment of enzymatic activity observed in vitro, Group A: 0-2%, Group B: 3-7% and Group C: >20%. Group A mutations correlated with the salt wasting form, the Group B with simple virilizing form and Group C with the non classical form. The severity of genotype showed a positive correlation with higher 17OH-progesterone and testosterone levels. The I2 splice mutation in homo or hemizygosis confers classical form phenotype with both salt wasting and simple virilizing forms, precluding the prediction of the clinical form through genotype in pre and neonatal diagnosis. The good genotype-phenotype correlation in patients with 21-hydroxylase deficiency shows the usefulness of genotype to predict the clinical form for genetic counseling, prenatal diagnosis and to confirm neonatal screening diagnosis, except in cases with I2 splice mutation. <![CDATA[<B>One-year clinical evaluation of single morning dose prednisolone therapy for 21-hydroxylase deficiency</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500017&lng=&nrm=iso&tlng= Replacement schedules with hydrocortisone (HC) to treat 21OHD are generally unsatisfactory and partially successful regarding growth. Noncompliance is common since its short half-life requires TID administration. Even multiple daily HC doses do not reproduce cortisol chronobiology and may disturb hypothalamic-mediated rhythms. Because synthetic glucocorticoids could improve clinical control, we evaluated the possible benefits of a one-year treatment period with a single morning oral dose of prednisolone (PD) phosphate in 44 patients with 21OHD randomized to two sex and age-matched groups: one (n=23) receiving PD (2.4-3.5mg/m² BSA) and the other (n=21) TID HC (10-15mg/m² BSA). After one year, bone maturation ratio was kept stable in the PD group (from 1.20 to 1.14), whereas a slight increase was seen in the HC group (from 1.21 to 1.29). Growth velocity (SDS) was preserved in the PD group (from 1.2 to 1.2 in all; 0.79 to1.13 in pre-pubertals), whereas a slight increase occurred in the pre-pubertal HC-treated patients (from 1.1 to 1.9); height SDS for BA increased significantly in the PD group. Thus, patients with 21OHD treated for one year with a single morning dose of PD appear to achieve a better clinical and hormonal control than those on TID HC, permitting a reduction of the replacement dose. The current PD schedule used by our group (1.5-3mg/m² BSA/day) suggests a higher HC:PD bioequivalence ratio of 6-8:1.<hr/>Esquemas de reposição com hidrocortisona (HC) para a D21OH são, em geral, insatisfatórios e parcialmente eficientes quanto ao crescimento. Não aderência é comum já que a meia-vida da HC requer administração de 3 doses diárias. Mesmo várias doses não reproduzem a cronobiologia do cortisol e podem prejudicar os ritmos mediados pelo hipotálamo. Como glicocorticóides sintéticos podem melhorar o controle clínico, avaliamos os possíveis benefícios da terapia por um ano com fosfato de prednisolona (PD) em dose única matinal em 44 pacientes com D21OHD randomizados em 2 grupos: um (n=23) recebeu PD (2,4-3,5mg/m²SC) e o outro (n=21), HC 3 vezes ao dia (10-15mg/m²SC). Após um ano, a taxa de maturação óssea manteve-se estável no grupo PD (de 1,20 para 1,14), tendo aumentado discretamente (de 1,21 para 1,29) no grupo HC. A velocidade de crescimento (em SDS) foi preservada no grupo PD (de 1,2 para 1,2 no total de pacientes; 0,79 para 1,13 nos pré-púberes), enquanto discreto aumento ocorreu nos pré-púberes sob HC (1,1 to 1,9); a estatura para a IO (em SDS) elevou-se após um ano do uso de PD. Assim, pacientes com D21OH tratados por um ano com dose única matinal de PD parecem alcançar melhor controle clínico e hormonal do que aqueles usando 3 doses diárias de HC, permitindo inclusive a redução da dose. Nosso esquema atual de reposição com PD (1,5-3mg/m²SC/dia), sugere uma relação de bioequivalência HC:PD de 6-8:1. <![CDATA[<B>11<FONT FACE=Symbol>b</FONT>-hydroxylase deficiency</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500018&lng=&nrm=iso&tlng= A hiperplasia congênita da adrenal devido à deficiência da enzima 11beta-hidroxilase é resultado de uma falha na conversão do 11-desoxicortisol em cortisol na última etapa da via sintética dos glicocorticóides. Em geral, esta forma da doença é responsável por cerca de 5% dos casos. A manifestação clínica do excesso de andrógenos em pacientes do sexo feminino inclui graus de ambigüidade genital que podem variar entre uma clitoromegalia até a virilização completa da genitália. Devido ao acúmulo de mineralocorticóides, aproximadamente 50% dos pacientes desenvolvem hipertensão arterial. Mutações no gene CYP11B1, que codifica a enzima 11beta-hidroxilase, são responsáveis pela doença. As características bioquímicas e moleculares da enzima e suas implicações na apresentação clínica da deficiência da 11beta-hidroxilase são abordadas no presente trabalho de revisão.<hr/>Congenital adrenal hyperplasia due to 11beta-hydroxylase enzyme deficiency is a result of the impairment of 11-deoxycortisol to cortisol conversion. In general, it is responsible for less than 5% of the congenital adrenal hyperplasia cases. The clinical expression of androgen excess in females includes several degrees of genital ambiguity, varying from clitoromegaly to complete virilization. Due to the accumulation of mineralocorticoids, approximately 50% of the patients develop blood hypertension. Mutations in the CYP11B1 gene are responsible for the disease. Biochemical and molecular characteristics of the enzyme and their implications in the clinical presentation of 11beta-hydroxylase deficiency are reviewed here. <![CDATA[<B>Primary adrenal insufficiency in adults</B>: <B>150 years after Addison</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500019&lng=&nrm=iso&tlng= Thomas Addison descreveu pela primeira vez, há 150 anos, uma síndrome clínica de perda de sal em indivíduos com hiperpigmentação cutânea, associada à destruição da glândula adrenal. Atualmente, a insuficiência adrenal ainda representa uma condição de risco, pois seu diagnóstico é freqüentemente não reconhecido nas fases iniciais da doença. A adrenalite tuberculosa era a causa mais freqüente na maioria dos casos descritos inicialmente, mas, na atualidade, a doença de Addison auto-imune está presente em uma grande porcentagem de pacientes com insuficiência adrenal primária. No presente trabalho, apresentamos a prevalência das diferentes causas, manifestações clínicas e achados laboratoriais, incluindo a determinação de anticorpos anticórtex adrenal e anti-21-hidroxilase em pacientes acompanhados com insuficiência adrenal primária seguidos nos Ambulatórios das Divisões de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (FMRP-USP).<hr/>Thomas Addison first described, 150 years ago, a clinical syndrome characterized by salt-wasting and skin hyperpigmentation, associated with a destruction of the adrenal gland. Even today, over a century after Addison's report, primary adrenal insufficiency can present as a life-threatening condition, since it frequently goes unrecognized in its early stages. In the 1850’s, tuberculous adrenalitis was present in the majority of patients, but nowadays, autoimmune Addison's disease is the most common cause of primary adrenal insufficiency. In the present report, we show the prevalence of different etiologies, clinical manifestations and laboratorial findings, including the adrenal cortex autoantibody, and 21-hydroxylase antibody in a Brazilian series of patients with primary adrenal insufficiency followed at Divisão de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) and at Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (FMRP-USP). <![CDATA[<B>Primary adrenal insufficiency in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500020&lng=&nrm=iso&tlng= A insuficiência adrenal primária manifesta-se raramente na infância, podendo apresentar-se de forma insidiosa ou aguda, especialmente na vigência de um estresse desencadeante. Os sinais clínicos são inespecíficos e incluem fraqueza, inapetência, náuseas e vômitos, dor abdominal e diarréia, hipotensão, hipoglicemia e desidratação. As causas podem ser adquiridas (hiperplasia adrenal congênita, doença de Addison, hipoplasia adrenal, adrenoleucodistrofia, doenças de depósito etc). A presença de história familial, consangüinidade, doenças de base e fatores desencadeantes deve ser valorizada para a elucidação diagnóstica. A investigação laboratorial inclui a determinação do cortisol, ACTH, bem como de precursores da esteroidogênese. O teste de estímulo com ACTH é reservado para os quadros intermediários. A quantificação dos auto-anticorpos anti-adrenal e os estudos moleculares estão indicados na confirmação diagnóstica de quadros específicos. O tratamento substitutivo com glicocorticóide, e se necessário a associação com mineralocorticóide, deve ser instituído de forma precoce e utilizando-se a menor dose que controle os sintomas e restabeleça um crescimento estatural e desenvolvimento puberal adequados.<hr/>Primary adrenal insufficiency is a rare pediatric condition, which can be presented as chronic or acute forms, especially during stress. The clinical features are unspecific and include weakness, nausea and vomiting, abdominal pain and diarrhea, arterial hypotension, hypoglycemia and dehydration. The etiology can be acquired such as infectious, hemorrhagic and drug-induced disorders, or be dependent on a genetic origin, such as congenital adrenal hyperplasia, Addison’s disease, congenital adrenal hypoplasia, adrenoleucodystrophy, or deposit disorders of the adrenal gland. The familial history, presence of consanguinity, adjacent diseases and associate factors, should be considered to confirm the diagnosis. Laboratory investigation includes cortisol, ACTH and the determination of the steroidogenic precursors. The ACTH stimulation test is performed in intermediate conditions. Adrenal auto-antibodies quantitation and molecular studies can be helpful to confirm specific diseases. A substitutive glucocorticoid and mineralocorticoid therapy should be started as soon as the diagnosis is confirmed. The treatment aimed to control the symptoms with the smaller dose that can allow an adequate growth and pubertal development. <![CDATA[<B>Pheochromocytoma</B>: <B>current perspectives in the pathogenesis, diagnosis, and management</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500021&lng=&nrm=iso&tlng= Pheochromocytomas (pheo) cause the most dramatic, life-threatening crises in all of endocrinology. A proper screening for pheo must be performed in any patient who has: 1) episodic headaches, tachycardia, and diaphoresis; 2) family history of pheo or multiple endocrine neoplasia; 3) incidental suprarenal mass; 4) paroxysms of tachyarrhythmias or hypertension; 5) adverse cardiovascular responses to anesthetic agents, histamine, phenothiazine, tricyclic antidepressants, etc); and 6) spells occurring during exercise, straining, etc. The key to diagnosing pheo is to suspect it, then to confirm it. Early recognition of its presence is critical to avoiding significant morbidity and mortality. Once suspected, the diagnosis can be confirmed with biochemical testing in virtually all patients. The combination of resting plasma catecholamines >2000 pg/mL and urinary metanephrines >1.8 mg/24h has a diagnostic accuracy of 98% in both sporadic and hereditary pheos. When available, measurement of plasma free metanephrines should be performed especially in hereditary pheos. Provocative (glucagon) and suppression tests (clonidine) may be necessary when baseline measurements are inconclusive. CT and MRI are equally sensitive for localization (98% and 100%, respectively), but have lower specificities (70% and 67%). MIBG is 100% specific, but less sensitive (78%). The availability of various medical (selective alpha-1- and beta-adrenergic receptor antagonists, calcium channel blockers) and surgical modalities have made successful management more promising than ever before.<hr/>Feocromocitoma (feo) causa a mais dramática crise com risco de morte em toda a endocrinologia. Screening apropriado deve ser feito em qualquer paciente que tenha: 1) episódios de cefaléia, taquicardia e sudorese; 2) história familiar de feo ou neoplasia endócrina múltipla; 3) massa adrenal incidental; 4) paroxismos de taquiarritmia ou hipertensão; 5) resposta cardiovascular adversa a agentes anestésicos, histamina, fenotiazina, antidepressivos tricíclicos, etc); e 6) crises durante exercício, esforço, micção, etc. A chave para o diagnóstico do feo é: primeiro suspeitá-lo e depois confirmá-lo. O reconhecimento precoce de sua presença é crítico para se evitar maior morbidade e mortalidade. Quando suspeitado, o diagnóstico pode ser confirmado por testes bioquímicos em todos os pacientes. A combinação de catecolaminas plasmáticas em repouso >2000 pg/mL e metanefrinas urinárias >1,8 mg/24h tem acurácia diagnóstica de 98%, tanto no feo esporádico como hereditário. Quando disponível, metanefrinas plasmáticas livres devem ser dosadas, especialmente na suspeita de feo hereditário. Testes provocativos (glucagon) e supressivos (clonidina) podem ser necessários quando a avaliação bioquímica basal é inconclusiva. TC (98%) e RM (100%) são igualmente sensíveis para localização, mas têm baixa especificidade (70% e 67%). MIBG é 100% específica, mas menos sensível (78%). A disponibilidade de vários medicamentos (antagonistas seletivos dos receptores adrenérgicos alfa-1 e beta e bloqueadores do canal de cálcio) e de modalidades cirúrgicas têm tornado o manuseio bem sucedido mais promissor do que nunca. <![CDATA[<b>Pheochromocytoma</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500022&lng=&nrm=iso&tlng= Apresentamos a experiência do Hospital das Clínicas da FMUSP, com o diagnóstico clínico, laboratorial e topográfico e com o tratamento do feocromocitoma. Embora novos testes bioquímicos, como as determinações de metanefrinas plasmáticas, tenham maior sensibilidade no diagnóstico desse tumor, testes mais disponíveis, como as determinações de metanefrinas urinárias e catecolaminas plasmáticas e urinárias ainda demonstram grande valor no diagnóstico. Eventuais falso-negativos e falso-positivos podem ser identificados com os testes de estímulo e depressão e com a exclusão do uso de droga. A ressonância magnética é o método mais sensível na identificação topográfica do tumor. O tratamento do tumor, exceto quando houver contraindicações, é sempre cirúgico e deve ser precedido pelo tratamento clínico. A identificação desse tumor é de fundamental importância no sentido de se prevenir a ocorrência de eventos com alta morbidade e mortalidade, bem como na identificação de outras síndromes neoplásicas que podem estar associadas a ele.<hr/>We present the experience of Hospital das Clínicas, FMUSP, with the clinical, biochemical and topographic diagnosis of pheochromocytoma, as well as the therapeutic approaches. Although new biochemical tests, as plasma metanephrines determination, have greater sensibility in the diagnosis of this tumor, more feasible tests, such as urinary metanephrines and urinary and plasma catecholamines, still have important diagnostic value. Eventual false-negative and false-positive results can be identified with stimulation and suppression tests and drug withdrawal. Magnetic resonance imaging has the greatest sensibility for the topographic diagnosis. In the absence of absolute contraindications, treatment is always surgical, and should be preceded by clinical therapy. Precise diagnosis of this tumor is important to prevent cardiovascular events that imply high morbidity and mortality, as well as to identify other neoplastic syndromes that may be associated. <![CDATA[<B>Laparoscopic adrenalectomy</B>: <B>experience of 10 years</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500023&lng=&nrm=iso&tlng= INTRODUÇÃO: A abordagem cirúrgica da glândula adrenal pela técnica laparoscópica foi inicialmente relatada em 1992. Desde então, diversas publicações sobre este tema têm se originado na Europa, no Japão e na América do Norte. Apresentamos nossa experiência acumulada nos últimos 10 anos com a adrenalectomia laparoscópica. PACIENTES E MÉTODOS: A adrenalectomia laparoscópica foi realizada em 113 diferentes pacientes, sendo 77 do sexo feminino e 36 do sexo masculino, entre janeiro de 1994 e janeiro de 2004. A idade dos pacientes variou de 1 a 76 anos (43,1 ± 16,3 anos). Dez (8,8%) pacientes tinham 20 anos de idade ou menos, 19 (16,8%) tinham tumor adrenal maior do que 4cm de maior eixo, 25 (22,1%) tinham Índice de Massa Corpórea (IMC) > 30kg/m² e 13 (11,5%) já haviam sofrido alguma intervenção cirúrgica no abdome superior. A lesão adrenal variou de 1 a 9cm (3,3 ± 1,6cm). No total, 116 intervenções cirúrgicas foram realizadas, das quais 109 foram unilaterais e 7 foram bilaterais no mesmo ato operatório, totalizando 123 adrenalectomias. Dentre as 116 intervenções, a via transperitoneal lateral foi utilizada em 113, enquanto que a via retroperitoneal lateral foi empregada em 3 adrenalectomias. RESULTADOS: Os procedimentos unilaterais demoraram 107 ± 33,7 min (45-250 min). Os bilaterais, realizados no mesmo ato operatório, demoraram 180 ± 90,6 min (100-345 min). Cinco (4,3%) dos 116 procedimentos foram convertidos para cirurgia aberta. Vinte (17,7%) pacientes apresentaram complicações, sendo 8 (7,0%) intra-operatórias e 12 (10,6%) pós-operatórias. Do total de complicações desenvolvidas nos pacientes, 6 (5,3%) foram consideradas maiores. Nenhum óbito ocorreu decorrente da intervenção cirúrgica. Apenas 4 (3,5%) pacientes foram hemotransfundidos. O tempo de permanência hospitalar pós-operatório foi de 5,7 ± 15,0 dias (1-140 dias). O período de seguimento mínimo de todos os pacientes relatados foi de 6 meses, em média 23 ± 12,8 meses (6-120 meses). CONCLUSÕES: A adrenalectomia laparoscópica é factível e tem excelentes resultados em pacientes selecionados.<hr/>INTRODUCTION: The laparoscopic approach to the adrenal gland was first reported in 1992. Since then, many publications about this issue have come from Europe, Japan and North America. We reviewed our 10-year experience with laparoscopic adrenal surgery. PATIENTS AND METHODS: Laparoscopic adrenalectomy was carried out in 113 patients, 77 females and 36 males, between January 1994 and January 2004. The age ranged from 1 to 76 years (43.1 ± 16.2 years). Ten (8.8%) patients were 20 years old or younger, 19 (16.8%) patients had unilateral tumor larger than 4cm, 25 (22.1%) patients had Body Mass Index > 30kg/m², and 13 (11.5%) had had previous open upper abdominal surgery. The size of the lesion ranged from 1 to 9cm (3.3 ± 1.6cm). One hundred and sixteen operations were performed, of which 109 were unilateral and 7 were bilateral, adding up to a total of 123 adrenalectomies. Among the 116 procedures, the lateral transperitoneal approach was employed in 113 cases, whereas lateral retroperitoneal approach enabled 3 adrenalectomies. RESULTS: Unilateral procedures lasted 107 ± 33.7 min (45-250 min); bilateral procedures lasted 180 ± 90.6 min (100-345 min); 5 (4.3%) cases were converted to open surgery. Twenty (17.7%) patients suffered complications, being 8 (7.0%) intraoperative and 12 (10.6%) postoperative complications. Six (5.3%) cases were considered major complications. No deaths occurred due to the surgical procedures. Blood transfusion rate was 3.5%. Hospital stay was 5.7 ± 15.0 days (1-140 days). Follow-up period was 23 ± 12.8 months (1-60 months) and all these patients were followed for a minimum of 6 months. CONCLUSIONS: Laparoscopic adrenalectomy is feasible and has excellent results in selected patients.