Scielo RSS <![CDATA[Arquivos de Gastroenterologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0004-280320050004&lang=en vol. 42 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Increase the disabsorptive component</B>: <B>possible remedial procedure for failure after Roux-en-Y gastric bypass</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Gastric bypass Roux-en-Y gastrojejunostomy</B>: <B>conversion to distal gastrojejunoileostomy for weight loss failure - experience in 41 patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: O tratamento cirúrgico é a única modalidade efetiva de tratamento da obesidade mórbida. O insucesso do bypass gastrointestinal (percentagem de perda de excesso de peso inferior a 50%) pode chegar a 10% dos pacientes operados a longo prazo (acima de 5, num ideal de 10 anos). OBJETIVOS: Avaliar os resultados, em termos de perda de peso, dos pacientes submetidos a reoperação com a finalidade de aumentar o componente disabsortivo. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Estudaram-se 41 doentes, sendo 32 submetidos a reoperação por uma de três técnicas cirúrgicas (Fobi, Brolin e bypass gastrojejunoileal distal) nas quais foi realizada diminuição da área absortiva do intestino delgado. RESULTADOS: Os doentes submetidos a bypass gastrojejunoileal distal apresentaram resultados superiores aos demais (69,7%). CONCLUSÃO: O emprego do bypass distal pode ser utilizado em casos selecionados com o intuito de melhorar os resultados em termos de perda de peso. É aconselhável a centralização desses procedimentos em serviços de referência com experiência na área específica de cirurgia bariátrica, para acompanhamento rigoroso desses doentes.<hr/>BACKGROUND: Surgery is the only effective treatment for morbid obesity. Gastric bypass could fail in up to 10% of the patients (excess weight loss under 50%). AIMS: To evaluate the weight loss determined by reoperation performing disabsortive variation of gastric bypass. PATIENTS AND METHODS: The records of 41 patients, in whom 32 were submitted to reoperation by one of three surgical techniques (Fobi, Brolin, distal gastrojejunoileal bypass) which consisted in increasing the disabsortive length of intestinal limb. RESULTS: The patients submitted to distal gastrojejunoileal bypass showed the best results (69,7%). CONCLUSION: The distal gastric bypass as a revisional procedure could be done in selected cases with the aim to improve the weight loss. It is advisable to refer these patients to selected centers (known as center of excellence) with experience in this area of bariatric surgery, in order to perform a very close follow-up. <![CDATA[<B>Bone mineral density evaluation in inflammatory bowel disease patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: Pacientes com doença inflamatória intestinal têm maior prevalência de redução da densidade mineral óssea em comparação às pessoas saudáveis. OBJETIVO: Avaliar a densidade mineral óssea em uma população de pacientes com doença inflamatória intestinal. MÉTODOS: Noventa pacientes de 20 a 50 anos de idade, do ambulatório de doença inflamatória intestinal do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, foram selecionados para avaliação. Desses, 76 completaram todas as etapas de avaliação. A densitometria foi realizada da coluna lombar e fêmur direito em aparelho Hologyc QDR 1000/W. RESULTADOS: Os pacientes com doença inflamatória intestinal tiveram significativa redução da densidade mineral óssea, avaliada por massa óssea em números absolutos (g/cm²), em todas as regiões avaliadas, colo do fêmur, fêmur total e coluna lombar. As variáveis analisadas como, índice de atividade de doença, uso de corticóide, cirurgias prévias, índice de massa corpórea e falta de atividade física, não demonstraram correlação com a massa óssea, ou seja, não influenciaram os resultados da densidade mineral óssea no grupo estudado de doentes com doença inflamatória intestinal. CONCLUSÃO: Densidade mineral óssea reduzida foi encontrada nos pacientes com doença inflamatória intestinal do Ambulatório de Doença Inflamatória Intestinal do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, mais pronunciadamente nos pacientes com doença de Crohn, semelhante ao descrito na literatura. Nenhuma das variáveis analisadas mostrou correlação com a densidade mineral óssea.<hr/>BACKGROUND: Inflammatory bowel disease patients have shown greater reduction of the bone mineral density compared to healthy people. AIM: To evaluate the bone mineral density in a population of patients with inflammatory bowel disease. METHODS: Ninety patients from 20 to 50 years old, of the Inflammatory Bowel Disease Ambulatory of the Gastroenterology Service of the Clinics Hospital, Curitiba, PR, Brazil, were selected for the evaluation. From those, 76 completed all the stages of the evaluation. The densitometry was made from lumbar column and right femur with a dual-energy x-ray absortiometry (Hologyc QDR 1000/W) device. RESULTS: The inflammatory bowel disease patients had a significant reduction of the bone mineral density in all the evaluated parts, femur neck, total femur and lumbar column. The analysed variables, disease activity index, usage of corticoids, the lack of physical activities, the index body mass and previous surgeries did not have influence in the results. CONCLUSION: Reduced bone mineral density was founded in inflammatory bowel disease patients of the Clinics Hospital, mainly in the Crohn's disease patients, as described in literature. None analyzed variables had significant correlation to the bone mineral density. <![CDATA[<B>The impact of intra operative ultrasound in metastases liver surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: Vinte e cinco a 50% dos pacientes com metástases hepáticas são potenciais candidatos à cirurgia curativa. A ultra-sonografia intra-operatória tem sido usada com grande acurácia para orientar a ressecção das lesões hepáticas. OBJETIVO: Avaliar em nosso meio a importância desse método nas cirurgias hepáticas e comparar seus achados com os dos métodos de imagem pré-operatórios. PACIENTES E MÉTODOS: Estudou-se prospectivamente 35 pacientes com metástases hepáticas e indicação cirúrgica, com os seguintes tumores primários: cólon (24), tumor neuroendócrino (3), carcinoma de células renais e melanoma (2) e outros (4). A idade mediana foi de 56 anos, sendo 20 pacientes do sexo feminino. Os pacientes foram submetidos a pelo menos um exame entre tomografia computadorizada (30), ultra-sonografia (14) e ressonância magnética (8). RESULTADOS: A ultra-sonografia intra-operatória foi útil em 23 (65,6%) das 35 cirurgias, e mudou o plano cirúrgico em 9 (25,7%) pacientes. Houve correlação estatisticamente significativa entre o número de nódulos identificados por ultra-sonografia percutânea do abdome, tomografia computadorizada e ressonância magnética, e a ultra-sonografia intra-operatória, sendo que a média de nódulos por paciente encontrados pela ressonância magnética (2,6) e pela ultra-sonografia intraoperatória (3,0) não mostrou diferença estatisticamente significativa. Cinqüenta e cinco nódulos foram submetidos a análise anatomopatológica, considerada padrão-ouro para o cálculo de sensibilidade da ultra-sonografia intra-operatória, sendo que 52 (94,5%) foram identificados pela ultra-sonografia intra-operatória. Dos nódulos menores que 1,5 cm, a ultra-sonografia detectou 15,0%, a tomografia computadorizada 33,3%, a ressonância magnética 66,6% e a ultra-sonografia intra-operatória 91,6%. CONCLUSÕES: A ultra-sonografia intra-operatória é útil na avaliação e conduta intra-operatórias durante as ressecções de metástases hepáticas, especialmente em pacientes com nódulos pequenos.<hr/>BACKGROUND: Twenty-five to 50% of the patients with hepatic metastases are potential candidates for curative surgery. Intraoperative ultrasound has been employed to guide the surgery. AIM: To evaluate this method in liver surgeries and compare it to other imaging methods. PATIENTS AND METHODS: Thirty-five patients (20 females, with median age of 56 years) with hepatic metastases were prospectively studied between February 2001 and July 2003. Patients had as primary tumors: colorectal cancer (24), neuroendocrine tumors (3), renal cell carcinoma (2), melanoma (2), others (4). Each patient was submitted to at least: computed tomography (30), ultrasonography (14) and magnetic resonance imaging (8). Intraoperative ultrasound was performed in all patients in order to detect liver nodules. The number and location of liver lesions were compared to preoperative results. RESULTS: Intraoperative ultrasound was useful in 23 (65.6%) of the 35 surgeries and changed the planned surgical strategy in 9 (25.7%). There was a statistical significant correlation between the mean number of nodules identified by ultrasonography, computed tomography, magnetic resonance imaging and intraoperative ultrasound. We found no statistical difference between magnetic resonance imaging and intraoperative ultrasound in identifying hepatic nodules. Fifty-five nodules were submitted to histological evaluation, the gold standard method and 52/55 (94.5%) were identified by intraoperative ultrasound. Intraoperative ultrasound identified 91,6% of the smaller than 1.5 cm lesions, ultrasonography identified 15,0% of them, computed tomography 33.3% and magnetic resonance imaging 66,6%. CONCLUSIONS: Intraoperative ultrasound is crucial in the evaluation and decision making in hepatic surgery. Intraoperative ultrasound presents the highest sensibility in the detection of hepatic nodules compared to other imaging methods, especially for small lesions. <![CDATA[<B>Esophageal motor disorders in cirrhotic patients with esophageal varices non-submitted to endoscopic treatment</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: A cirrose hepática apresenta como uma das principais causas de morbimortalidade, a hipertensão porta com o desenvolvimento de varizes esofagianas, possibilidade de hemorragia digestiva alta e agravamento da insuficiência hepática. É importante identificar fatores preditivos causais ou agravantes desta condição e se possível, preveni-los. Nos últimos anos tem se observado a associação de distúrbios motores de esôfago e de refluxo gastroesofágico em pacientes cirróticos com varizes de esôfago. OBJETIVOS: Estudar a prevalência dos distúrbios de motilidade esofagiana e, entre eles, da motilidade esofagiana ineficaz, neste grupo de pacientes e seus possíveis fatores preditivos. MÉTODOS: Avaliaram-se de maneira prospectiva, 74 pacientes com cirrose hepática e varizes esofagianas diagnosticadas por endoscopia digestiva alta, virgens de tratamento endoscópico terapêutico. Todos foram submetidos a um protocolo de investigação clínica, a esofagomanometria e 55 pacientes também realizaram pHmetria esofagiana ambulatorial. RESULTADOS: Alterações da motilidade esofagiana foram observadas em 44 pacientes (60%), sendo a mais prevalente a motilidade esofagiana ineficaz, verificada em 28%. Refluxo anormal foi encontrado em 35% dos pacientes. Não houve correlação entre anormalidade manométrica em geral e motilidade esofagiana ineficaz, em particular, e a presença de sintomas esofagianos ou típicos de doença do refluxo, refluxo anormal, a gravidade da doença, a presença de ascite e o calibre das varizes. CONCLUSÕES: A maioria dos cirróticos com varizes esofagianas não submetidos a tratamento endoscópico apresenta distúrbios motores do esôfago, sem fatores preditivos identificáveis. A importância clínica desses achados necessita de maior aprofundamento na questão, para elucidar seu papel definitivo.<hr/>BACKGROUND: The hepatic cirrhosis has as one of the main morbid-mortality causes, the portal hypertension with the development of esophageal varices, the possibility of a digestive hemorrhage and worsening of hepatic insufficiency. It is important to identify causal predictive or aggravating factors and if possible to prevent them. In the last years, it has been observed the association of esophageal motor disorders and gastro-esophageal reflux in cirrhotic patients with esophageal varices. AIMS: To study the prevalence of the esophageal motility disorders and among them, the ineffective esophageal motility, in patients with hepatic cirrhosis and esophageal varices, without previous endoscopic therapeutic and the predictives factors. METHODS: Prospectively, it has been evaluate 74 patients suffering from liver cirrhosis and esophagic varices, without previous endoscopic treatment. All of them were submitted to a clinical protocol, esophageal manometry and 55 patients also held the ambulatory esophageal pHmetry. RESULTS: Esophageal motility disorders have been found in 44 patients (60%). The most prevalent was the ineffective esophageal motility, observed in 28%. The abnormal reflux disease was diagnosed through the pHmetry in 35% of the patients. There were no correlation between the manometrical abnormality in general and the ineffective esophageal motility in particular and the esophageal or gastroesophageal reflux disease symptoms, the abnormal reflux, the disease seriousness, the ascites presence and the gauge of the varices. CONCLUSIONS: The majority of cirrhotic patients with non-treated esophageal varices present esophageal motor disorders. No predictive factor was found. The clinical relevance of these findings need more researches in the scope to define the real meaning of theses abnormalities. <![CDATA[<B>High serum laminin and type IV collagen levels in schistosomiasis mansoni</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Fibrosis is the process of excessive deposition of collagen and other extra cellular matrix components and large amounts of these components have been shown in periovular schistosomal granulomas, especially in the liver. Laminin and type IV collagen have been investigated in various hepatic disorders but their accuracy in fibrosis detection and in the evaluation of its progression in schistosomiasis have not been fully explained. AIM: To measure the serum levels of two markers of fibrosis, laminin and type IV collagen in schistosomiasis. PATIENTS AND METHODS: Sixty-four patients with different clinical forms of schistosomiasis mansoni: intestinal (group I), hepatointestinal (group II), compensated (group III) and decompensated hepatosplenic (group IV) and 18 healthy volunteers were included. RESULTS: Serum type IV collagen and laminin levels were significantly increased in patients compared to controls. At about clinical forms, serum type IV collagen was increased in groups II and IV, compared to controls and was significantly higher in group IV than in group I. Serum laminin was significantly increased in groups II, III and IV and was significantly higher in group IV than in group II. Serum type IV collagen was closely correlated with serum laminin in groups II and IV. CONCLUSIONS: Connective tissue marker levels did not correlate with periportal thickness. In schistosomiasis mansoni there is an increase of type IV collagen and laminin levels at the initial stage of the disease, as well as in advanced forms. We also suggest that these markers may be a useful predictor of disease progression.<hr/>RACIONAL: A fibrose hepática é caracterizada por um aumento progressivo na quantidade do tecido conjuntivo hepático, que é formado pelo aumento na deposição de componentes da matriz extracelular, tendo sido encontrada grande quantidade desses componentes no fígado de pacientes com esquistossomose mansoni. A laminina e o colágeno tipo IV têm sido investigados em várias doenças hepáticas, mas seu papel na esquistossomose ainda não está esclarecido. OBJETIVOS: Avaliar a fibrose hepática na esquistossomose mansoni através da determinação sérica de laminina e colágeno tipo IV, considerados marcadores séricos de fibrose hepática. PACIENTES E MÉTODOS: Foram incluídos 82 indivíduos, sendo 18 indivíduos normais, como controle e 64 pacientes com esquistossomose mansoni, em suas diferentes formas clínicas: intestinal (grupo I), hepatointestinal (grupo II), hepatoesplênica compensada (grupo III) e hepatoesplênica descompensada (grupo IV). Os níveis séricos de laminina e colágeno tipo IV foram determinados por método imunoenzimático sanduíche. RESULTADOS: Os valores médios de colágeno tipo IV e laminina estiveram significativamente aumentados em pacientes com esquistossomose, quando comparados com os controles. Em relação às formas clínicas, os níveis séricos de colágeno tipo IV estiveram significativamente aumentados nos grupos II e IV, em relação aos controles e entre as formas hepatoesplênica descompensada e intestinal. Os níveis séricos de laminina estiveram significativamente aumentados nos grupos II, III e IV e entre o grupo IV e II. Não foi encontrada correlação entre os valores médios de colágeno tipo IV e laminina com o grau de espessamento periportal, detectado por ultra-sonografia. Foi encontrada correlação positiva entre colágeno tipo IV e laminina nos grupos II e IV. CONCLUSÕES: Os resultados mostram que existe aumento de produção de colágeno tipo IV e laminina na esquistossomose mansoni, surgindo altos níveis desde as fases iniciais do envolvimento hepático da doença, até as formas mais avançadas, sugerindo ser um útil fator para detecção de progressão da doença. <![CDATA[<B>Importance of the tridimensional ultrasound in the anorectal evaluation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: A endosonografia anorretal constitui-se atualmente no principal exame de imagem para avaliar algumas das afecções anorretais. OBJETIVO: Demonstrar a importância do ultra-som tridimensional na avaliação anatômica do canal anal e no diagnóstico de afecções anorretais. MÉTODO: Foram realizados 74 exames, sendo 23 pacientes normais (13 mulheres) e 51 com afecções benignas e malignas (33 mulheres). Foi utilizado um aparelho de ultra-som com transdutor tridimensional 360&deg;. Os indivíduos normais foram avaliados em plano sagital mediano, com relação ao comprimento do canal anal, do esfíncter anal interno, do esfíncter anal externo e do defeito anatômico, no quadrante anterior. RESULTADOS: Comparando homens normais com as mulheres, não houve diferenças no comprimento médio do canal anal e do esfíncter anal interno. Já o comprimento médio do esfíncter anal externo é maior no homem e o defeito anatômico anterior é maior na mulher. Nos doentes com afecções anorretais, foram diagnosticadas 11 lesões esfincterianas, 8 fístulas anais, 7 abscessos, 1 endometriose perirretal, 1 cisto pré-sacral, 3 tumores no canal anal e 10 no reto. Houve coincidência entre os achados cirúrgicos e ultra-sonográficos em todos os pacientes operados. CONCLUSÃO: A avaliação ultra-sonográfica tridimensional evidenciou as diferenças anatômicas entre os sexos, justificando a maior freqüência de distúrbios do assoalho pélvico no sexo feminino. Diagnosticou as afecções anorretais em múltiplos planos com elevada resolução espacial, adicionando informações importantes para a decisão terapêutica, assemelhando-se à ressonância nuclear magnética com bobina intra-retal, com a vantagem de ser mais fácil, mais rápido, de baixo custo e com melhor tolerância.<hr/>BACKGROUND: Anorectal endosonography is actually the main image exam to evaluate some anorectal diseases. AIM: To show the three-dimensional endosonography importance in the anal canal anatomic evaluation and the anorectal diseases diagnosis. METHODS: Seventy four anorectal ultrasound were performed, 23 normal individuals (13 women) and 51 patients (33 women) with benign and malignant diseases. All the patients were examined with a 3-D equipment with 360&deg; transducer. Normal individuals were evaluated in midline sagital plane concerning to the length of the anal canal, the internal anal sphincter, the external anal sphincter and the anatomic defect in the anterior quadrant. RESULTS: There were no differences in the anal canal and the internal anal sphincter length between men and women. Otherwise, the external anal sphincter length is longer in men and the anatomic defect is longer in women. In those with anorectal diseases, 11 sphincter injuries, 8 anal fistulas, 7 abscess, 1 perirectal endometriosis, 1 pre-sacral cyst, 3 anal canal and 10 rectal malignant neoplasias were diagnosed. The surgical findings confirmed the ultrasound diagnosis in all the patients. CONCLUSION: Three-dimensional endosonography demonstrated the anatomic differences between male and female anal canal, justifying the larger incidence of pelvic floor disorders in female patients. It was possible to diagnose the anorectal diseases, in multi-plane, with high spatial resolution, adding also important informations about the therapeutic decision. Such characteristics become it similar to nuclear magnetic resonance with intra-rectal coil, with the advantages to be easier, quicker, low cost and better tolerated. <![CDATA[<B>Does positive criterium for p53 immunohistochemical analysis in the confirmation of Barrett's dysplasia make difference?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: O esôfago de Barrett é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico com importante potencial de malignização. Relata-se que a expressão do marcador tumoral p53 se acentua com a progressão displasia-adenocarcinoma. OBJETIVO: Avaliar a expressão da p53 no epitélio de Barrett com presença ou não de displasia conforme dois critérios de positividade. MATERIAL E MÉTODOS: O material foi constituído por biopsias endoscópicas de 42 doentes com esôfago de Barrett. Cortes histológicos foram corados pela hematoxilina-eosina, pelo PAS-alcian blue e avaliados quanto à expressão imunoistoquímica da p53. O diagnóstico de displasia foi firmado pela concordância entre três patologistas. Foram utilizados dois critérios de positividade para a p53: 1. a coloração de, pelo menos, metade dos núcleos e 2. o encontro de qualquer núcleo corado. RESULTADOS: O número total de fragmentos foi de 229, com média de 5,4 por paciente. A displasia foi detectada em seis (14,3%) casos. Para diferentes critérios de positividade, a p53 foi detectada, respectivamente, em 5 (13,9%) e 14 (38,9%) com epitélio metaplásico não-displásico. Especificamente nos seis casos displásicos, a p53 foi detectada, conforme o critério de positividade, em um (16,7%) e quatro (66,7%) casos, respectivamente. CONCLUSÕES: Nesta pequena série, a expressão imunoistoquímica da p53, independente do critério de positividade, não foi de auxílio para a confirmação de alterações displásicas no esôfago de Barrett.<hr/>BACKGROUND: Barrett's esophagus is the most serious complication of the gastroesophageal reflux disease and presents a malignant potential. The expression of the tumoral marker p53 increases with the dysplasia-adenocarcinoma sequence. AIMS: To evaluate the p53 expression in Barrett's esophagus with or without dysplasia according to the two positive immunostaining criteria. MATERIALS AND METHODS: The material was constituted by endoscopic biopsy specimens from 42 patients with Barrett's esophagus. Section ectionss of formalinof formalin-fixed and paraffin-embedded biopsies were stained with hematoxylin-eosin, PAS-alcian blue and evaluated the p53 immunohistochemical expression. Two p53 immunostaining criteria were utilized: 1. the staining of, at least, half of the nuclei, and 2. the staining of any nucleus. The diagnosis of dysplasia was confirmed by the agreement between three pathologists. RESULTS: The total number of tissue specimens was 229, with an average of 5.4 specimens per patient. Dysplasia, with agreement for all pathologists examining the same set of slides, was detected in six (14.3%) cases. According to the two different p53 immunostaining criteria, the protein was detected in non-dysplastic Barrett's metaplasia, respectively, in 5 (13.9%) and 14 (38.9%) patients. Specificaly in the six dysplastic cases, p53 was detected, according to the immunostaining criteria, in one (16.7%) and four (66.7%) cases, respectively. CONCLUSIONS: In this group, p53 immunohistochemical expression, regardless of positive criteria take into account, was not useful for detecting dysplasia in Barrett's esophagus. <![CDATA[<B>Endoscopic ultrasound versus endoscopic retrograde cholangiography for the diagnosis of choledocholithiasis</B>: <B>the influence of the size of the stone and diameter of the common bile duct</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Endoscopic retrograde cholangiography is highly accurate in diagnosing choledocholithiasis, but it is the most invasive of the available methods. Endoscopic ultrasonography is a very accurate test for the diagnosis of choledocholithiasis with a risk of complications similar to that of upper gastrointestinal endoscopy. AIM: To compare the accuracy of endoscopic ultrassonography and endoscopic retrograde cholangiography in the diagnosis of common bile duct stones before laparoscopic cholecystectomy and to analyze endoscopic ultrasound results according to stone size and common bile duct diameter. PATIENTS AND METHODS: Two hundred and fifteen patients with symptomatic gallstones were admitted for laparoscopic cholecystectomy. Sixty-eight of them (31.7%) had a dilated common bile duct and/or hepatic biochemical parameter abnormalities. They were submitted to endoscopic ultrassonography and endoscopic retrograde cholangiography. Sphincterotomy and sweeping of the common bile duct were performed if endoscopic ultrassonography or endoscopic retrograde cholangiography were considered positive for choledocholithiasis. After sphincterotomy and common bile duct clearance the largest stone was retrieved for measurement. Endoscopic or surgical explorations of the common bile duct were considered the gold-standard methods for the diagnosis of choledocholithiasis. RESULTS: All 68 patients were submitted to laparoscopic cholecystectomy with intraoperative cholangiography with confirmation of the presence of gallstones. Endoscopic ultrassonography was a more sensitivity test than endoscopic retrograde cholangiography (97% vs. 67%) for the detection of choledocholithiasis. When stones >4.0 mm were analyzed, endoscopic ultrassonography and endoscopic retrograde cholangiography presented similar results (96% vs. 90%). Neither the size of the stone nor the common bile duct diameter had influence on endoscopic ultrasonographic performance. CONCLUSIONS: For a group of patients with an intermediate or moderate risk with respect to the likelihood of having common bile duct stones, endoscopic ultrassonography is a better test for the diagnosis of choledocholithiasis when compared to endoscopic retrograde cholangiography mainly for small-sized calculi.<hr/>RACIONAL: A colangiografia retrógrada endoscópica é método acurado porém invasivo para o diagnóstico da coledocolitíase. A ecoendoscopia também é método bastante eficaz para a detecção de cálculo coledociano e apresenta riscos semelhantes àqueles de uma endoscopia digestiva convencional. OBJETIVOS: Comparar a acurácia da ecoendoscopia e da colangiografia endoscópica para o diagnóstico do cálculo da via biliar principal antes da colecistectomia laparoscópica e analisar a influência do tamanho do cálculo e do calibre da via biliar principal na eficácia diagnóstica da ecoendoscopia. PACIENTES E MÉTODOS: Duzentos e quinze pacientes com colecistolitíase sintomática foram admitidos para colecistectomia laparoscópica. Destes, 68 (31,7%) apresentaram dilatação da via biliar extra-hepática à ecografia convencional e/ou alteração de enzimas hepáticas e canaliculares. Foram, então, submetidos a ecoendoscopia e colangiografia endoscópica, seguida de papilotomia, se qualquer um dos métodos sugerisse a presença de coledocolitíase. Após a papilotomia, o maior cálculo foi recuperado e medido. A exploração endoscópica ou cirúrgica da via biliar foi considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de coledocolitíase. RESULTADOS: Todos os 68 pacientes foram submetidos a colecistectomia laparoscópica com colangiografia intra-operatória, comprovando-se colecistolitíase neste grupo. A ecoendoscopia foi mais sensível do que a colangiografia endoscópica para a detecção de cálculos coledocianos (97% vs. 67%). Para os cálculos maiores de 4,0 mm, os métodos apresentaram sensibilidades semelhantes (96% vs. 90%). Os resultados da ecoendoscopia não foram influenciados pelo tamanho do cálculo ou pelo calibre do colédoco. CONCLUSÕES: Para pacientes com risco intermediário para coledocolitíase, a ecoendoscopia é método mais sensível do que a colangiografia endoscópica, especialmente para cálculos pequenos. <![CDATA[<B>Common bile duct ligation as a model of hepatopulmonary syndrome and oxidative stress</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en RACIONAL: A síndrome hepatopulmonar é caracterizada por uma disfunção hepática e pela existência de dilatações dos vasos pulmonares, levando a alterações nas trocas gasosas, tendo algumas das suas características observadas de forma experimental no modelo de ligadura de ducto biliar. OBJETIVOS: Avaliar o estresse oxidativo no tecido pulmonar de ratos cirróticos por ligadura de ducto biliar comum. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram utilizados 12 ratos machos Wistar, pesando entre 200 e 300 g, divididos em dois grupos: controles (Co = 6) e cirróticos (Ci = 6). Foram realizadas avaliações de transaminases, gasometria arterial, avaliação da lipoperoxidação (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico e quimiluminescência) e quantificação da atividade enzimática antioxidante através das concentrações da enzima superóxido dismutase. Os tecidos analisados para avaliação da síndrome hepatopulmonar foram o fígado cirrótico e o pulmão. RESULTADOS: Os animais com ligadura de ducto biliar apresentaram alteração nas transaminases: aspartato aminotransferase, Co = 105,3 &plusmn; 43/Ci = 500,5 &plusmn; 90,3 alanina aminotransferase, Co = 78,75 &plusmn; 37,7/Ci = 162,75 &plusmn; 35,4 e fosfatase alcalina, Co = 160 &plusmn; 20,45/Ci = 373,25 &plusmn; 45,44. Em relação à lipoperoxidação e à resposta antioxidante, estas também apresentaram diferenças estatisticamente significativas quando avaliadas no pulmão (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico) Co = 0,87 &plusmn; 0,3/Ci = 2,01 &plusmn; 0,9; quimiluminescência Co = 16008,41 &plusmn; 1171,45/Ci = 20250,36 &plusmn; 827,82; superóxido dismutase Co = 6,66 &plusmn; 1,34/Ci = 16,06 &plusmn; 2,67. CONCLUSÕES: Os dados obtidos sugerem que no modelo experimental de cirrose por ligadura de ducto biliar há aumento significativo da lipoperoxidação no tecido pulmonar, bem como aumento na atividade da enzima antioxidante superóxido dismutase, sugerindo a presença de dano pulmonar decorrente da cirrose biliar secundária.<hr/>BACKGROUND: The hepatopulmonary syndrome is characterized by hepatic dysfunction and presence of dilated pulmonary vessels, with alterations in air diffusion that can be demonstrated in the experimental model of common bile duct ligation. AIM: To evaluate the oxidative stress in pulmonary tissue of cirrhotic rats with common bile duct ligation. MATERIAL/METHODS: We used 12 male Wistar rats weighing between 200-300 g divided in two groups: control (Co = 6) and cirrhotic (Ci = 6). We evaluated aminotransferases, arterial gasometry, lipoperoxidation and chemoluminescence), and antioxidant enzymatic activity with superoxide dismutase. The tissues analyzed for hepatopulmonary syndrome were cirrhotic liver and lung. RESULTS: The animals with common bile duct ligation showed alterations in the following aminotransferases: aspartate aminotransferase, Co = 105.3 &plusmn; 43/Ci = 500.5 &plusmn; 90.3, alanine aminotransferase, Co = 78.75 &plusmn; 37.7/Ci = 162.75 &plusmn; 35.4, and alkaline phosphatase, Co = 160 &plusmn; 20.45/Ci = 373 &plusmn; 45.44. The lipoperoxidation and the antioxidant response had significant differences between the groups when evaluated in lung (lipoperoxidation) Co = 0.87 &plusmn; 0.3/Ci = 2.01 &plusmn; 0.9, chemoluminescence Co = 16008.41 &plusmn; 1171.45/Ci = 20250.36 &plusmn; 827.82 superoxide dismutase Co = 6.66 &plusmn; 1.34/Ci = 16.06 &plusmn; 2.67. CONCLUSIONS: Our results suggest that in this experimental model of cirrhosis using common bile duct ligation, there is an increase in lipoperoxidation in pulmonary tissue as well as an increase in superoxide dismutase's antioxidant activity, suggesting a pulmonary injury caused by secondary biliary cirrhosis. <![CDATA[<B>Chloroquine for the maintenance of remission of autoimmune hepatitis</B>: <B>results of a pilot study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Due to the risks related to long-term treatment with prednisone and azathioprine, most clinicians try to withdraw these drugs when patients with autoimmune hepatitis are in remission. However, there is a high probability of relapse, and most patients end up receiving maintenance treatment. AIM: To evaluate the safety and efficacy of maintenance treatment with chloroquine in the prevention of autoimmune hepatitis relapses. METHODS: Classical treatment was stopped after achievement of biochemical and histological remission of autoimmune hepatitis. Chloroquine diphosphate, 250 mg daily, was given for at least 12 months or until the occurrence of relapses defined by levels of aminotransferases at least twice the upper normal values. RESULTS: Fourteen patients were consecutively treated and compared with 18 historical controls. There was a 6.49 (1.38-30.30) greater chance of relapse in the historical controls when compared with patients treated with chloroquine (72.2% x 23.5%; 0.031). CONCLUSIONS: The group treated with chloroquine had a lower frequency of relapses. Chloroquine was safe in patients with autoimmune hepatitis and hepatic cirrhosis without decompensation, on 250 mg daily up to 2 years. These preliminary results provide a basis for upcoming controlled studies comparing chloroquine with placebo or for maintenance treatment with prednisone and/or azathioprine for the prevention of autoimmune hepatitis relapses.<hr/>RACIONAL: Em razão dos riscos relacionados ao tratamento prolongado com prednisona e azatioprina, tenta-se a retirada dessas drogas em pacientes com hepatite auto-imune em remissão. Como há alta taxa de recidiva, a maioria dos pacientes recebe tratamento por tempo indefinido. OBJETIVO: Avaliar a segurança e a eficácia do tratamento de manutenção com cloroquina na prevenção de recidiva da hepatite auto-imune. MÉTODOS: O tratamento convencional foi suspenso após obtenção de remissão bioquímica e histológica. Difosfato de cloroquina foi administrado, 250 mg diariamente, por pelo menos 12 meses ou até a ocorrência de recidiva, definida pela elevação dos níveis de aminotransferases em, pelo menos, duas vezes acima dos valores normais. RESULTADOS: Quatorze pacientes foram consecutivamente tratados e comparados com 18 controles históricos. Houve chance de 6,49 vezes maior de recidiva nos pacientes do grupo de controles históricos, quando comparados com os pacientes do grupo tratado com o difosfato de cloroquina. (72,2% versus 23,5%; P = 0.031). CONCLUSÕES: O grupo tratado com cloroquina teve menor freqüência de recidivas da hepatite auto-imune. Difosfato de cloroquina foi seguro em pacientes com hepatite auto-imune e cirrose hepática sem descompensação clínica, na dose de 250 mg diariamente e até 2 anos de uso. Esses resultados preliminares estimulam a realização de estudos controlados, comparando cloroquina com placebo ou com o tratamento de manutenção. <![CDATA[<B>Trimethoprim-sulfamethoxazole versus norfloxacin in the prophylaxis of spontaneous bacterial peritonitis in cirrhosis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032005000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: The prognosis of patients with chronic liver disease and spontaneous bacterial peritonitis is poor, being of great importance its prevention. AIM: To compare the effectiveness of trimethoprim-sulfamethoxazole versus norfloxacin for prevention of spontaneous bacterial peritonitis in patients with cirrhosis and ascites. PATIENTS AND METHODS: Fifty seven patients with cirrhosis and ascites were evaluated between March 1999 and March 2001. All of them had a previous episode of spontaneous bacterial peritonitis or had ascitic fluid protein concentration <1 g/dL and/or serum bilirubin > 2.5 mg/dL. The patients were randomly assigned to receive either 800/160 mg/day of trimethoprim-sulfamethoxazole 5 days a week or 400 mg of norfloxacin daily. The mean time of observation was 163 days for the norfloxacin group and 182 days for the trimethoprim-sulfamethoxazole group. In the statistical analysis, differences were considered significant at the level of 0.05. RESULTS: According to the inclusion criteria, 32 patients (56%) were treated with norfloxacin and 25 (44%) with trimethoprim-sulfamethoxazole. Spontaneous bacterial peritonitis occurred in three patients receiving norfloxacin (9.4%) and in four patients receiving trimethoprim-sulfamethoxazole (16.0%). Extraperitoneal infections occurred in 10 patients receiving norfloxacin (31.3%) and in 6 patients receiving trimethoprim-sulfamethoxazole (24.0%). Death occurred in seven patients (21.9%) who received norfloxacin and in five (20.0%) who received trimethoprim-sulfamethoxazole. Side effects occurred only in the trimethoprim-sulfamethoxazole group. CONCLUSION: In spite of the reduced number of patients and time of observation, trimethoprim-sulfamethoxazole and norfloxacin were equally effective in spontaneous bacterial peritonitis prophylaxis, suggesting that trimethoprim-sulfamethoxazole is a valid alternative to norfloxacin.<hr/>RACIONAL: Devido ao prognóstico sombrio que a peritonite bacteriana espontânea acarreta aos pacientes com doença crônica parenquimatosa de fígado, a prevenção desta condição é fundamental. OBJETIVO: Comparar a eficácia da sulfametoxazol/trimetoprima versus norfloxacino para a prevenção de peritonite bacteriana espontânea em pacientes com cirrose e ascite. PACIENTES E MÉTODOS: Cinqüenta e sete pacientes com cirrose e ascite foram avaliados entre março de 1999 e março de 2001. Todos haviam apresentado um episódio prévio de peritonite bacteriana espontânea ou tinham proteína do líquido de ascite <1 g/dL e/ou bilirrubinas séricas > 2,5 mg dL. Os pacientes foram randomizados para receber sulfametoxazol/trimetoprima 800/160 mg por dia, 5 dias por semana, ou norfloxacino 400 mg diariamente. O período médio de acompanhamento foi de 163 dias para o grupo norfloxacino, 182 dias para o grupo sulfametoxazol/trimetoprima. Na análise estatística foi considerado um nível de significância de 5%. RESULTADOS: De acordo com os critérios de inclusão, 32 pacientes (56%) foram tratados com o norfloxacino e 25 (44%) com a sulfametoxazol/trimetoprima. A peritonite bacteriana espontânea ocorreu em três pacientes tratados com o norfloxacino (9,4%), comparado com quatro tratados com a sulfametoxazol/trimetoprima (16%). Infecções extra-peritoniais ocorreram em 10 pacientes recebendo o norfloxacino (31,3%) e em 6 recebendo a sulfametoxazol/trimetoprima (24,0%). Ocorreram sete óbitos entre os pacientes que receberam o norfloxacino (21,9%) e cinco entre os que receberam a sulfametoxazol/trimetoprima (20,0%). No que tange aos efeitos colaterais das medicações, estes só foram observados no grupo da sulfametoxazol/trimetoprima. CONCLUSÃO: A despeito do número de pacientes e do tempo de acompanhamento, a sulfametoxazol/trimetoprima e o norfloxacino foram igualmente efetivas na profilaxia da peritonite bacteriana espontânea, sugerindo que a primeira seja uma opção viável.