Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720170003&lang=pt vol. 93 num. 3 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Bronquiolite e asma: o próximo passo<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300209&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Fumaça de cigarro: é hora dos pediatras perceberem que têm tudo a ver com isso<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300211&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Associação entre padrão alimentar e risco cardiometabólico em crianças e adolescentes: uma revisão sistemática]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300214&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: To evaluate the association between dietary patterns and cardiometabolic risk factors in children and adolescents. Data source: This article followed the recommendations of PRISMA, which aims to guide review publications in the health area. The article search strategy included searches in the electronic databases MEDLINE via PubMed, Scopus, and LILACS. There was no date limitation for publications. The descriptors were used in English according to MeSH and in Portuguese according to DeCS. Only articles on dietary patterns extracted by the a posteriori methodology were included. The question to be answered was: how much can an "unhealthy" dietary pattern influence biochemical and inflammatory markers in this population? Data synthesis: The studies showed an association between dietary patterns and cardiometabolic alterations. The patterns were characterized as unhealthy when associated to the consumption of ultraprocessed products, poor in fiber and rich in sodium, fat, and refined carbohydrates. Despite the associations, in several studies, the strength of this association for some risk markers was reduced or lost after adjusting for confounding variables. Conclusion: There was a positive association between "unhealthy" dietary patterns and cardiometabolic alterations in children and adolescents. Some unconfirmed associations may be related to the difficulty of assessing food consumption. Nevertheless, studies involving dietary patterns and their association with risk factors should be performed in children and adolescents, aiming at interventions and early changes in dietary habits considered to be inadequate.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar a associação encontrada nos estudos entre padrão alimentar e fatores de risco cardiometabólicos em crianças e adolescentes. Fonte dos dados: Este artigo seguiu as recomendações do Prisma, que objetiva orientar as publicações de revisão na área da saúde. A estratégia de busca dos artigos incluiu pesquisas nas bases eletrônicas Medline via PubMed, Scopus e Lilacs. Não houve data limite de publicação. Os descritores foram usados em inglês de acordo com MeSH e em português segundo os DeCS. Apenas artigos de padrão alimentar extraídos pela metodologia a posteriori foram incluídos. A pergunta a ser respondida foi: quanto um padrão alimentar "não saudável" pode influenciar nos marcadores bioquímicos e inflamatórios dessa população? Síntese dos dados: Os estudos demonstraram haver associação entre os padrões alimentares e alterações cardiometabólicas. Os padrões eram caracterizados como não saudáveis marcados pelo consumo de produtos ultraprocessados, pobres em fibras e ricos em sódio, gordura e carboidratos refinados. Apesar das associações, em vários estudos, a força dessa associação para alguns marcadores de risco era reduzida ou perdida após os ajustes para as variáveis de confusão. Conclusão: Houve associação positiva entre os padrões alimentares "não saudáveis" e as alterações cardiometabólicas em crianças e adolescentes. Algumas associações não confirmadas podem estar relacionadas à própria dificuldade de avaliar o consumo alimentar. Apesar disso, estudos que envolvem padrões alimentares e sua associação com fatores de risco devem ser feitos em crianças e adolescentes com objetivo de intervenções e modificações precoces nos hábitos alimentares tidos como não adequados. <![CDATA[Bronquiolite viral aguda e risco de asma em escolares: análise de coorte de recém-nascidos brasileiros<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300223&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: To verify whether the occurrence of acute viral bronchiolitis in the first year of life constitutes a risk factor for asthma at age 6 considering a parental history of asthma. Methods: Cross-sectional study in a cohort of live births. A standardized questionnaire of the International Study of Asthma and Allergies in Childhood was applied to the mothers to identify asthma in children at the age of 6 years. Acute viral bronchiolitis diagnosis was performed by maternal report of a medical diagnosis and/or presence of symptoms of coryza accompanied by cough, tachypnea, and dyspnea when participants were 3, 6, 9, and 12 months. Socioeconomic, environmental data, parental history of asthma, and data related to pregnancy were collected in the first 72 h of life of the newborn and in prospective home visits by trained interviewers. The association between acute viral bronchiolitis and asthma was evaluated by logistic regression analysis and potential modifier effect of parental history was verified by introducing an interaction term into the adjusted logistic regression model. Results: Prevalence of acute viral bronchiolitis in the first year of life was 68.6% (461). The occurrence of acute viral bronchiolitis was a risk factor for asthma at 6 years of age in children with parental history of asthma OR: 2.66, 95% CI (1.10-6.40), modifier effect p = 0.002. Parental history of asthma OR: 2.07, 95% CI (1.29-3.30) and male gender OR: 1.69, 95% CI, (1.06-2.69) were other identified risk factors for asthma. Conclusion: Acute viral bronchiolitis in the first year of life is a risk factor for asthma in children with parental history of asthma.<hr/>Resumo Objetivo: Verificar se a ocorrência de bronquiolite viral aguda (BVA) no primeiro ano de vida constitui fator de risco para asma aos seis anos considerando a história parental de asma. Métodos: Estudo de corte transversal aninhado a uma coorte de nascidos vivos. O questionário padronizado do International Study of Asthma and Allergies in Children (ISAAC) foi aplicado às mães para identificar asma nas crianças de seis anos. O diagnóstico de BVA foi feito por relato materno de diagnóstico médico e/ou presença de sintomas de coriza acompanhados de tosse, taquipneia e dispneia quando os participantes tinham três, seis, nove e 12 meses. Dados socioeconômicos, ambientais, história parental de asma e referentes à gestação foram coletados nas primeiras 72 horas de vida do recém-nascido e em visitas domiciliares prospectivas por entrevistadores treinados. Associação entre BVA e asma foi avaliada por análise de regressão logística e potencial efeito modificador da história parental verificado pela introdução do termo de interação no modelo de regressão logística ajustada. Resultados: A prevalência de BVA no primeiro ano de vida foi 68,6% (461). A ocorrência de BVA foi fator de risco para asma aos seis anos em crianças com história parental de asma OR: 2,66 (1,10-6,40), efeito modificador p = 0,002. História parental de asma OR: 2,07 IC95% (1,29-3,30) e sexo masculino OR: 1,69 IC95% (1,06-2,69) foram outros fatores de risco identificados para asma. Conclusão: BVA no primeiro ano de vida é fator de risco para asma em crianças com história parental de asma. <![CDATA[Prevalência e fatores associados ao tabagismo entre adolescentes<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300230&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: Despite anti-smoking prevention programs, many adolescents start smoking at school age. The main objectives of this study were to determine the prevalence and risk factors associated with smoking in adolescents living in Uruguaiana, RS, Brazil. Methods: A prospective study was conducted in adolescents (12-19 years), enrolled in municipal schools, who answered a self-administered questionnaire on smoking. Results: 798 adolescents were enrolled in the study, with equal distribution between genders. The tobacco experimentation frequency (ever tried a cigarette, even one or two puffs) was 29.3%; 14.5% started smoking before 12 years of age and 13.0% reported smoking at least one cigarette/day last month. Having a smoking friend (OR: 5.67, 95% CI: 2.06-7.09), having cigarettes offered by friends (OR: 4.21, 95% CI: 2.46-5.76) and having easy access to cigarettes (OR: 3.82, 95% CI: 1.22-5.41) was identified as factors associated with smoking. Having parental guidance on smoking (OR: 0.67, 95% CI: 0.45-0.77), having no contact with cigarettes at home in the last week (OR: 0.51, 95% CI: 0.11-0.79) and knowing about the dangers of electronic cigarettes (OR: 0.88, 95% CI: 0.21-0.92) were identified as protection factors. Conclusion: The prevalence of smoking among adolescents in Uruguaiana is high. The implementation of measures to reduce/stop tobacco use and its new forms of consumption, such as electronic cigarettes and hookah, are urgent and imperative in schools.<hr/>Resumo Objetivo: Apesar dos programas de prevenção antitabagista, muitos adolescentes começam a fumar na idade escolar. Foram objetivos do estudo determinar a prevalência e os fatores de risco associados ao consumo de tabaco em adolescentes moradores do município de Uruguaiana, RS, Brasil. Métodos: Estudo transversal, feito com adolescentes de 12 a 19 anos, matriculados em escolas do município, que responderam questionário autoaplicável sobre tabagismo. Resultados: Participaram 798 adolescentes com igual distribuição entre os gêneros. A frequência de experimentação de tabaco (Alguma vez tentou fumar um cigarro, mesmo que uma ou duas tragadas) foi de 29,3%, 14,5% começaram a fumar antes dos 12 anos e 13% deles afirmaram ter fumado pelo menos um cigarro/dia no último mês. Foram identificados como associados ao tabagismo: ter amigo tabagista (OR: 5,67, IC95%: 2,06-7,09), ter oferta de cigarro pelo amigo (OR: 4,21, IC95%: 2,46-5,76) e facilidade de conseguir cigarros (OR: 3,82, IC95%: 1,22-5,41). Ter orientações dos pais sobre tabagismo (OR: 0,67, IC95%: 0,45-0,77), não ter contato com cigarro em casa na última semana (OR: 0,51, IC95%: 0,11-0,79) e saber os malefícios do cigarro eletrônico (OR: 0,88, IC95%: 0,21-0,92) foram identificados como de proteção. Conclusões: A prevalência de tabagismo entre os adolescentes de Uruguaiana é alta. A implantação de medidas nas escolas para reduzir ou acabar o consumo de tabaco e de suas novas modalidades, como os cigarros eletrônicos e o narguilé, é urgente e imperiosa. <![CDATA[Prevalência e caracterização das afecções cutâneas neonatais nas primeiras 72 horas de vida<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300238&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: To determine the prevalence of neonatal dermatological findings and analyze whether there is an association between these findings and neonatal and pregnancy characteristics and seasonality. Methods: Newborns from three maternity hospitals in a Brazilian capital city were randomly selected to undergo dermatological assessment by dermatologists. Results: 2938 neonates aged up to three days of life were randomly selected, of whom 309 were excluded due to Intensive Care Unit admission. Of the 2530 assessed neonates, 49.6% were Caucasians, 50.5% were males, 57.6% were born by vaginal delivery, and 92.5% of the mothers received prenatal care. Some dermatological finding was observed in 95.8% of neonates; of these, 88.6% had transient neonatal skin conditions, 42.6% had congenital birthmarks, 26.8% had some benign neonatal pustulosis, 2% had lesions secondary to trauma (including scratches), 0.5% had skin malformations, and 0.1% had an infectious disease. The most prevalent dermatological findings were: lanugo, which was observed in 38.9% of the newborns, sebaceous hyperplasia (35%), dermal melanocytosis (24.61%), skin desquamation (23.3%), erythema toxicum neonatorum (23%), salmon patch (20.4%), skin erythema (19%), genital hyperpigmentation (18.4%), eyelid edema (17.4%), milia (17.3%), genital hypertrophy (12%), and skin xerosis (10.9%). Conclusions: Dermatological findings are frequent during the first days of life and some of them characterize the newborn's skin. Mixed-race newborns and those whose mothers had some gestational risk factor had more dermatological findings. The gestational age, newborn's ethnicity, gender, Apgar at the first and fifth minutes of life, type of delivery, and seasonality influenced the presence of specific neonatal dermatological findings.<hr/>Resumo Objetivo: Verificar a prevalência dos achados dermatológicos nos primeiros dias de vida e analisar se há associação com características neonatais, gestacionais e sazonalidade. Métodos: Recém-nascidos de três maternidades de uma capital brasileira foram selecionados aleatoriamente para serem submetidos ao exame dermatológico feito por dermatologistas. Resultados: Foram selecionados aleatoriamente 2.839 neonatos com até 72 horas de vida, 309 foram excluídos por terem sido admitidos em Unidade de Tratamento Intensivo. Dos 2.530 neonatos examinados, 49,6% eram da etnia branca e 50,5% do sexo masculino. Foi observado algum achado dermatológico em 95,8% dos recém-nascidos; desses, 88,6% tinham lesões cutâneas transitórias neonatais, 42,6% marca de nascimento, 26,8% pustulose benigna neonatal, 2% lesões secundárias ao trauma, 0,5% malformação cutânea e 0,1% doença infecciosa. O achado dermatológico mais frequente foi o lanugo, observado em 38,9% dos neonatos, seguido por hiperplasia de glândulas sebáceas (35%), melanocitose dérmica (24,6%), descamação da pele (23,3%), eritema tóxico neonatal (23%), mancha salmão (20,4%), eritema da pele (19%), hiperpigmentação da genitália (18,4%), edema palpebral (17,4%), cistos de mília (17,3%), hipertrofia da genitália (12%) e xerose cutânea (10,9%). Conclusões: Os achados dermatológicos são frequentemente identificados nos primeiros dias de vida e muitos deles caracterizam a pele do recém-nascido. Os neonatos pardos e aqueles cujas mães apresentavam algum fator de risco gestacional tiveram mais achados dermatológicos. A idade gestacional, a etnia do neonato, o gênero, o índice de Ápgar, o tipo de parto e a sazonalidade influenciaram na presença de manifestações cutâneas específicas. <![CDATA[Teste rápido de detecção de antígenos para o diagnóstico do Vírus Sincicial Respiratório como ferramenta de diagnóstico<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300246&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: The aim of this study was to evaluate the QuickVue® RSV Test Kit (QUIDEL Corp, CA, USA) as a screening tool for respiratory syncytial virus in children with acute respiratory disease in comparison with the indirect immunofluorescence assay as gold standard. In Brazil, rapid antigen detection tests for respiratory syncytial virus are not routinely utilized as a diagnostic tool, except for the diagnosis of dengue and influenza. Methods: The authors retrospectively analyzed 486 nasopharyngeal aspirate samples from children under age 5 with acute respiratory infection, between December 2013 and August 2014, the samples were analyzed by indirect immunofluorescence assay and QuickVue® RSV Test kit. Samples with discordant results were analyzed by real time PCR and nucleotide sequencing. Results: From 313 positive samples by immunofluorescence assays, 282 (90%) were also positive by the rapid antigen detection test, two were positive only by rapid antigen detection test, 33 were positive only by immunofluorescence assays, and 171 were positive by both methods. The 35 samples with discordant results were analyzed by real time PCR; the two samples positive only by rapid antigen detection test and the five positive only by immunofluorescence assays were also positive by real time PCR. There was no relation between the negativity by QuickVue® RSV Test and viral load or specific strain. The QuickVue® RSV Test showed sensitivity of 90%, specificity of 98.8%, predictive positive value of 99.3%, and negative predictive value of 94.6%, with accuracy of 93.2% and agreement κ index of 0.85 in comparison to immunofluorescence assay. Conclusions: This study demonstrated that the QuickVue® RSV Test Kit can be effective in early detection of Respiratory syncytial virus in nasopharyngeal aspirate and is reliable for use as a diagnostic tool in pediatrics.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar o teste QuickVue® RSV Test Kit (QUIDEL Corp, CA, EUA) para o diagnóstico rápido do vírus sincicial respiratório em crianças com doença respiratória aguda, comparandoo com a imunofluorescência indireta como padrão ouro. Visto que, no Brasil, testes rápidos para detecção de antígenos para vírus sincicial respiratório não são rotineiramente utilizados como ferramenta de diagnóstico, exceto para Dengue e Influenza. Métodos: Um total de 486 amostras de aspirado de nasofaringe de crianças menores de 5 anos com doença respiratória aguda, coletadas entre dezembro de 2013 e agosto de 2014, foram analisadas por imunofluorescência e pelo teste QuickVue®. Amostras com resultados discordantes entre os métodos foram submetidas a PCR em tempo real e sequenciamento. Resultados: Das 313 amostras positivas por IFI, 282 foram positivas no teste rápido (90%), 2 amostras foram positivas apenas no teste rápido (0.6%), 33 apenas na imunofluorescência (10.5%) e 171 foram negativas em ambos os métodos. As 35 amostras com resultados discordantes foram testadas por PCR em tempo real, sendo que duas que foram positivas apenas no teste rápido e 5 apenas na imunofluorescência confirmaram-se positivas. Não houve relação entre a ausência de positividade no teste QuickVue® com a carga ou com a cepa viral. O teste QuickVue® mostrou sensibilidade de 90.1%, especificidade 98.9%, valor preditivo positivo 99.3%, valor preditivo negativo de 94.6%, acurácia de 93.2% e índice de concordância de 0.85 em comparação à imunofluorescência. Conclusões: Nosso estudo demonstrou que o teste QuickVue® RSV pode ser efetivo na detecção precoce do vírus sincicial respiratório em amostras de aspirado de nasofaringe e é confiável como uma ferramenta de diagnósticos em pediatria. <![CDATA[Método para a avaliação de reações faciais hedônicas em recém-nascidos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300253&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: This study describes a quantitative and qualitative methodology to assess hedonic responses to sweet stimulus in healthy newborns. Methods: A descriptive, cross-sectional, observational study, with healthy newborns (up to 24 h of life), between 37 and 42 gestational weeks, vaginally born and breastfed previously to all tests. The evaluation of the newborns reactions was performed by hedonic facial expression analysis, characterized by facial expressions with rhythmic serial tongue protrusion after neutral or sweet solution intake. Initially, 1 mL of water solution was provided to the newborn, followed by a 1-minute recording. Afterwards, the same amount of 25% sucrose solution was provided, performing a second recording. The concordance between researchers was analyzed by the Bland-Altman statistical method. Results: A total of 100 newborns (n = 49 males, n = 51 females; mean lifetime = 15 h 12 min ± 6 h 29 min) were recorded for neutral and sucrose solution intake, totaling 197 videos (n = 3 missing in the water treatment). These videos were double-blind analyzed and the test revealed a 90% concordance between the two trained researchers, in relation to both solutions. The intraclass correlation coefficient was 0.99 for both solutions, with a significant increase in frequency of hedonic expressions evoked by sucrose solution intake. Conclusions: These results confirm that the proposed method has an efficient power to detect significant differences between neutral and sucrose stimuli. In conclusion, this evaluation method of hedonic facial reactions in newborns reflects the response to a specific taste.<hr/>Resumo Objetivo: Descrever quantitativamente e qualitativamente uma metodologia para avaliar as respostas faciais hedônicas, em recém-nascidos saudáveis, ao estímulo doce. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e observacional, com recém-nascidos saudáveis (com até 24 horas de vida), entre 37-42 semanas gestacionais, nascidos por parto vaginal e alimentados previamente aos testes. A avaliação das reações hedônicas dos recémnascidos foi considerada pelas expressões faciais com séries rítmicas de protrusões de língua após a ingestão de solução neutra ou doce. Inicialmente, 1 mL de solução neutra (água) foi fornecida para o recém-nascido, seguido de uma filmagem de 1 minuto. Sequencialmente, a mesma quantidade de solução de sacarose 25% foi fornecida, realizando-se uma segunda gravação. A concordância entre os pesquisadores foi analisada pelo método estatístico de Bland-Altman. Resultados: Um total de 100 recém-nascidos (n = 49 do sexo masculino, n = 51 do sexo feminino, tempo de vida média = 15 h 12 min ± 6 h 29 min) foram registrados para a ingestão de solução neutra e de sacarose, totalizando 197 vídeos (n = 3 perdas para o tratamento água). Estes vídeos foram analisados em duplo-cego e o teste revelou uma concordância de 90%, para ambas as soluções, entre os pesquisadores treinados. O coeficiente de correlação intraclasse foi de 0,99 para as duas substâncias, com um aumento significativo nas frequências das expressões faciais hedônicas evocadas pela ingestão de sacarose. Conclusões: Estes resultados confirmam que o método proposto possui poder estatístico eficiente para detectar diferenças entre estímulos neutros e sacarose. Em conclusão, este método de avaliação de reações faciais hedônicas em recém-nascidos reflete a resposta para um gosto específico. <![CDATA[Infecção do trato urinário causada por bactérias produtoras de β-lactamases de espectro ampliado adquiridas na comunidade em neonatos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300260&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: Urinary tract infection (UTI) caused by resistant strains of bacteria is increasingly prevalent in children. The aim of this study was to investigate the clinical characteristics and risk factors for UTI caused by community-acquired extended-spectrum β-lactamase (CA-ESBL)-producing bacteria in infants. Methods: This was a retrospective study performed over 5 years in a single Korean center. Hospitalized infants with febrile UTI were enrolled and divided into two groups (CA-ESBL vs. CA non-ESBL UTI). The yearly prevalence was calculated. Baseline characteristics and clinical course such as fever duration, laboratory and radiological findings were compared between the two groups. Risk factors associated with the CA-ESBL UTI were investigated. Results: Among the enrolled infants (n = 185), 31 (17%) had CA-ESBL UTI. The yearly prevalence of ESBL of CA-ESBL UTI increased during the study (0% in 2010, 22.2% in 2015). Infants with CA-ESBL UTI had a longer duration of fever after initiating antibiotics (2.0 ± 1.1 vs. 1.5 ± 0.6 days, p = 0.020). Cortical defects on renal scan and early treatment failure were more frequent in CA-ESBL (64.5 vs. 42.2%, p = 0.023; 22.6 vs. 4.5%, p = 0.001). A logistic regression analysis revealed that urinary tract abnormalities and previous UTI were independent risk factors for CA-EBSL UTI (odds ratio, 2.7; p = 0.025; 10.3; p = 0.022). Conclusion: The incidence of UTI caused by ESBL-producing bacteria has increased in Korean infants. Recognition of the clinical course and risk factors for ESLB-producing UTI may help to determine appropriate guidelines for its management.<hr/>Resumo Objetivo: A infecção do trato urinário (ITU) causada por cepas de bactérias resistentes está cada vez mais prevalente em crianças. O objetivo deste estudo foi investigar as características clínicas e os fatores de risco de ITU causada por bactérias produtoras de β-lactamases de espectro ampliado adquiridas na comunidade (ESBL CA) em neonatos. Métodos: Estudo retrospectivo feito por mais de cinco anos em um único centro sul-coreano. Neonatos internados com ITU febril foram inscritos e divididos em dois grupos (ITU por ESBL CA em comparação com não ESBL CA). A prevalência anual foi calculada. As características básicas e o curso clínico, como duração da febre e achados laboratoriais e radiológicos, foram comparados entre os dois grupos. Os fatores de risco associados à ITU por ESBL CA foram investigados. Resultados: Entre os neonatos inscritos (n = 185), 31 (17%) apresentaram ITU por ESBL CA. A prevalência anual de ESBL em ITU por ESBL CA aumentou durante o estudo (0% em 2010, 22,2% em 2015). Os neonatos com ITU por ESBL CA apresentaram maior duração de febre após o início dos antibióticos (2 ± 1,1 em comparação com 1,5 ± 0,6 dias, p = 0,020). Os defeitos corticais no exame renal e a falha precoce no tratamento foram mais frequentes em ESBL CA (64,5 em comparação com 42,2%, p = 0,023; 22,6 em comparação com 4,5%, p = 0,001). Uma análise de regressão logística revelou que as anomalias do trato urinário e a ITU anterior eram fatores de risco independentes de ITU por ESBL CA (razão de chance: 2,7; p = 0,025; 10,3; p = 0,022). Conclusão: A incidência de ITU causada por bactérias produtoras de ESBL aumentou em neonatos sul-coreanos. O reconhecimento do curso clínico e dos fatores de risco de ITU por ESBL poderá ajudar a determinar as diretrizes adequadas de manejo. <![CDATA[Psicopatologia, qualidade de vida e fatores relacionados em crianças com doença celíaca]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300267&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: This study aimed to survey children with celiac disease (CD) for psychiatric disorders, determine the possible factors that predict psychopathology, and analyze health-related quality of life and possible factors that could affect the quality of life. Methods: In this study, all children completed the Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia for School Age Children - Present and Lifetime Version - Turkish Version (K-SADS-PL-T), as well as the Pediatric Quality of Life Inventory (PedsQL) for the 8-12 age group, and a sentence completion test. A face-to-face interview was performed with the parents of the participants to inform them about the study. Results: This study included 52 children with celiac disease in the age range of 8-12 years, and 40 healthy children. The mean age of the study group was 10.36 ± 0.36 years, and 31 (59%) of them were females. The mean age of the control group was 10.35 ± 0.46 years and 24 (60%) of them were females. The mean subscale scores of the Pediatric Quality of Life Inventory were significantly lower in children with celiac disease when compared to the control group (p &lt; 0.05). There was at least one psychiatric disorder in the 26 (50%) children with celiac disease. Conclusions: This study has shown once more that celiac disease is associated with some psychiatric signs/diagnoses, and that it decreased quality of life. Further studies are needed to determine the factors that could reduce the psychiatric signs. It is apparent that those studies would contribute new approaches to improve diagnosis, treatment, and quality of life.<hr/>Resumo Objetivo: Neste estudo, foram avaliadas crianças com doença celíaca (DC) para verificar a existência de transtornos psiquiátricos, determinar os possíveis fatores que predizem psicopatologia e analisar a qualidade de vida relacionada à saúde e possíveis fatores que podem afetá-la. Métodos: Neste estudo, todas as crianças responderam à Entrevista para Transtornos Afetivos e Esquizofrenia em Crianças em Idade Escolar - Versão Presente e ao Longo da Vida - Versão Turca (K-SADS-PL-T), bem como ao Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida (PedsQL) da faixa de 8-12 anos e ao teste de completar sentenças. Uma entrevista presencial foi feita com os pais dos participantes para informá-los sobre o estudo. Resultados: Este estudo incluiu 52 crianças com DC entre 8 e 12 anos e 40 crianças saudáveis. A idade média do grupo de estudo era de 10,36 ± 0,36 anos e 31 deles (59%) eram do sexo feminino. A idade média do grupo de controle era de 10,35 ± 0,46 anos e 24 deles (60%) eram do sexo feminino. Os escores médios das subescalas do PedsQL foram significativamente menores em crianças com DC quando comparados com o grupo de controle (p &lt; 0,05). Havia pelo menos um transtorno psiquiátrico em 26 (50%) crianças com DC. Conclusões: Este estudo mostrou mais uma vez que a DC está associada a alguns sintomas/diagnósticos psiquiátricos e reduziu a qualidade de vida. São necessários estudos adicionais para determinar os fatores que podem reduzir os sintomas psiquiátricos. Está claro que esses estudos contribuiriam com novas abordagens para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a qualidade de vida. <![CDATA[Detecção de hipotireoidismo congênito pela triagem neonatal: a relevância dos valores de corte de hormônio estimulante da tireoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300274&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: To assess the prevalence of congenital hypothyroidism and the ability of various neonatal thyroid-stimulating hormone (TSHneo) cutoff values to detect this disease. Methods: This cohort study was based on the retrospective collection of information available from the Reference Service for Newborn Screening database for all live births from January 1, 2010, to December 31, 2012, assessed using the Newborn Screening Program of a Brazilian state, Brazil. The infants were divided into two groups: I - Control: infants with normal newborn screening tests and II - Study: infants with congenital hypothyroidism. Analysis included comparing the TSHneo levels from both groups. A receiver operating characteristic (ROC) curve was constructed to assess the TSHneo cutoff values. Results: Using a TSHneo cutoff value of 5.0 µIU/mL, 50 out of 111,705 screened infants had diagnosis of congenital hypothyroidism (prevalence 1:2234 live births). The ROC curve showed that TSHneo value of 5.03 µIU/mL had 100% sensitivity and the greatest associated specificity (93.7%). The area under the curve was 0.9898 (p &lt; 0.0001). Conclusions: The ROC curve confirmed that the TSHneo cutoff value of 5.0 µIU/mL adopted by the Newborn Screening Program of a Brazilian state was the most appropriate for detecting congenital hypothyroidism and most likely explains the high prevalence that was found.<hr/>Resumo Objetivos: Avaliar a prevalência do hipotireoidismo congênito e a capacidade de vários valores de corte do hormônio estimulante da tireoide de neonatos (TSHneo) para detectar essa doença. Métodos: Este estudo de coorte teve como base a coleta retrospectiva de informações disponíveis no banco de dados do Serviço de Referência em Triagem Neonatal de todos os nascidos vivos de 1∘ de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2012, avaliados no Programa de Triagem Neonatal de um estado brasileiro. Os neonatos foram divididos em dois grupos: I - Controle: neonatos com testes de triagem neonatal normais e II - Estudo: neonatos com hipotireoidismo congênito. A análise incluiu a comparação entre os níveis de TSHneo dos dois grupos. Uma curva do poder discriminante do teste (ROC) foi criada para avaliar os diferentes valores de corte de TSHneo. Resultados: Utilizando um valor de corte de TSHneo de 5,0 IU/mL, 50 dos 111.705 neonatos examinados foram diagnosticados com hipotireoidismo congênito (prevalência de 1:2.234 nascidos vivos). A curva ROC mostrou que o valor do TSHneo de 5,03 IU/mL possuía sensibilidade de 100% e a maior especificidade relacionada (93,7%). A área abaixo da curva foi 0,9898 (p &lt; 0,0001). Conclusões: A curva ROC confirmou que o valor de corte de TSHneo de 5,0 IU/mL adotado pelo Programa de Triagem Neonatal de um estado brasileiro foi o mais adequado na detecção do hipotireoidismo congênito e provavelmente explica a alta prevalência constatada. <![CDATA[Risco de recorrência após uma primeira crise epilética não provocada em idade pediátrica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300281&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: This study aimed to evaluate the first episode of unprovoked epileptic seizure in children and assess recurrence risk factors. Methods: This was a retrospective observational study, based on the analysis of medical records of patients admitted between 2003 and 2014, with first epileptic seizure, at the pediatric service of a secondary hospital. The data were analyzed using the SPSS 20.0 program. Results: Of the 103 patients, 52.4% were boys. The median age at the first seizure was 59 (1-211) months. About 93% of children were submitted to an electroencephalogram at the first episode and 47% underwent neuroimaging assessment. Treatment with an antiepileptic drug was started in 46% of patients. The recurrence rate was 38% and of these, 80% had the second seizure within six months after the first event. Of the assessed risk factors, there was a statistically significant association between seizure during sleep and recurrence (p = 0.004), and between remote symptomatic etiology seizure and occurrence of new seizure (p = 0.02). The presence of electroencephalogram abnormalities was also associated with the occurrence of new seizures (p = 0.021). No association was found between age, duration of the seizure, and family history of epilepsy with increased risk of recurrence. Conclusions: Most children with a first unprovoked epileptic seizure had no recurrences. The risk of recurrence was higher in patients with seizure occurring during sleep or remote symptomatic ones and those with abnormal electroencephalogram results.<hr/>Resumo Objetivos: Este trabalho teve como objetivos estudar o primeiro episódio de crise epilética não provocada em idade pediátrica e avaliar os fatores de risco de recorrência. Métodos: Estudo observacional retrospectivo, baseado na análise dos processos clínicos dos pacientes internados entre 2003 e 2014, num serviço de pediatria de um hospital de nível 2, com primeira crise epilética. Os dados foram trabalhados com o programa SPSS Statistics 20.0. Resultados: Dos 103 pacientes, 52,4% eram meninos. A mediana da idade da primeira crise foi de 59 (um-211) meses. Fizeram eletroencefalograma no primeiro episódio 93% das crianças e 47% neuroimagem. O tratamento com fármaco antiepilético foi instituído em 46% dos pacientes. A taxa de recorrência foi 38% e, desses, 80% tiveram a segunda crise nos seis meses seguintes após o primeiro evento. Dos fatores de risco estudados verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre a crise durante o sono e a recorrência (p = 0,004), assim como entre as crises de etiologia sintomática remota e a ocorrência de novas crises (p = 0,02). A presença de anormalidades no eletroencefalograma também esteve associada à ocorrência de novas crises (p = 0,021). Não se encontrou relação entre idade, duração da crise e história familiar de epilepsia com risco aumentado de recorrência. Conclusões: A maioria das crianças com uma primeira crise epilética não provocada não teve recorrências. O risco de recorrência foi superior nos pacientes com crise durante o sono ou crise sintomática remota e naqueles com eletroencefalograma alterado. <![CDATA[Internações de crianças com doença falciforme no Sistema Único de Saúde no Estado de Minas Gerais<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300287&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: To identify and characterize hospital admissions and readmissions in the Brazilian Unified Public Health System (Sistema Único de Saúde [SUS]) in children with sickle cell disease diagnosed by the Minas Gerais Newborn Screening Program between 1999 and 2012. Methods: Hospital Admission Authorizations with the D57 (International Classification of Diseases-10) code in the fields of primary or secondary diagnosis were retrieved from the SUS Databank (1999-2012). There were 2991 hospitalizations for 969 children. Results: 73.2% of children had hemoglobin SS/Sβ0-thalassemia and 48% were girls. The mean age was 4.3 ± 3.2 years, the mean number of hospitalizations, 3.1 ± 3.3, and the hospital length of stay, 5 ± 3.9 days. Hospital readmissions occurred for 16.7% of children; 10% of admissions were associated with readmission within 30 days after discharge; 33% of readmissions occurred within seven days post-discharge. There were 41 deaths, 95% of which were in-hospital. Secondary diagnoses were not recorded in 96% of admissions, making it impossible to know the reason for admission. In 62% of cases, hospitalizations occurred in the child's county of residence. The total number of hospitalizations of children under 14 with sickle cell disease relative to the total of pediatric hospitalizations increased from 0.12% in 1999 to 0.37% in 2012. Conclusions: A high demand for hospital care in children with sickle cell disease was evident. The number of hospitalizations increased from 1999 to 2012, suggesting that the disease has become more "visible." Knowledge of the characteristics of these admissions can help in the planning of care for these children in the SUS.<hr/>Resumo Objetivo: Identificar e caracterizar as internações e reinternações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de crianças com doença falciforme, diagnosticadas pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais entre 1999 e 2012. Métodos: Extraíram-se do banco de dados do SUS as Autorizações de Internação Hospitalar com o código D57 (Classificação Internacional de Doenças10) nos campos de diagnóstico primário ou secundário (1999-2012). Identificaram-se 969 crianças, total de 2.991 internações. Resultados: Das crianças, 73,2% tinham hemoglobina SS/Sβ0- talassemia e 48% eram meninas. A média foi de 4,3 ± 3,2 anos, a do número de internações, 3,1 ± 3,3 e a do tempo de permanência, 5 ± 3,9 dias. As readmissões hospitalares ocorreram em 16,7% das crianças; 10% das internações se associaram à readmissão em até 30 dias pós-alta; 33% das readmissões ocorreram em até 7 dias pós-alta. Ocorreram 41 óbitos, 95% em ambiente hospitalar. O diagnóstico secundário não foi registrado em 96% das internações, impossibilitou conhecer o motivo da internação. Em 62% dos casos, as internações ocorreram no município de residência da criança. O total de internações de crianças até 14 anos com doença falciforme em relação ao total das internações pediátricas passou de 0,12% em 1999 para 0,37% em 2012. Conclusões: Constatou-se elevada demanda por cuidados hospitalares, cujo aumento relativo entre 1999 e 2012 sugere incremento da "visibilidade" da doença falciforme. O conhecimento das características dessas internações pode contribuir para o planejamento do cuidado na rede assistencial do SUS. <![CDATA[Impacto e sazonalidade da infecção por rinovírus humano em pacientes internados por dois anos consecutivos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300294&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: To report epidemiological features, clinical characteristics, and outcomes of human rhinovirus (HRV) infections in comparison with other community acquired respiratory virus (CRV) infections in patients hospitalized for two consecutive years. Methods: This was a cross-sectional study. Clinical, epidemiological, and laboratory data of patients hospitalized with acute respiratory syndrome in a tertiary care hospital from 2012 to 2013 were reviewed. Results: HRV was the most common CRV observed (36%, 162/444) and was present in the majority of viral co-detections (69%, 88/128), mainly in association with human enterovirus (45%). Most HRV-infected patients were younger than 2 years (57%). Overall, patients infected with HRV had a lower frequency of severe acute respiratory infection than those infected with other CRVs (60% and 84%, respectively, p = 0.006), but had more comorbidities (40% and 27%, respectively; p = 0.043). However, in the adjusted analysis this association was not significant. The mortality rate within the HRV group was 3%. Detection of HRV was more prevalent during autumn and winter, with a moderately negative correlation between viral infection frequency and temperature (r = −0.636, p &lt; 0.001) but no correlation with rainfall (r = −0.036, p = 0.866). Conclusion: HRV is usually detected in hospitalized children with respiratory infections and is often present in viral co-detections. Comorbidities are closely associated with HRV infections. These infections show seasonal variation, with predominance during colder seasons.<hr/>Resumo Objetivos: Relatar as características epidemiológicas, as características clínicas e os resultados das infecções por rinovírus humano (RVH) em comparação a outras infecções por vírus respiratórios adquiridos na comunidade (VRCs) em pacientes internados por dois anos consecutivos. Métodos: Este foi um estudo transversal. Foram revisados os dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais de pacientes internados com síndrome respiratória aguda em um hospital terciário de 2012 a 2013. Resultados: O RVH foi o VRC mais comum observado (36%, 162/444) e esteve presente na maior parte das codetecções virais (69%, 88/128), principalmente em associação ao enterovírus humano (45%). A maioria dos pacientes infectados por RVH possuía menos de 2 anos (57%). De modo geral, os pacientes com RVH apresentaram uma menor frequência de infecção respiratória aguda grave que os pacientes infectados por outros VRCs (60% e 84%, respectivamente, p = 0,006), porém mais comorbidades (40% e 27%, respectivamente; p = 0,043). Contudo, em uma análise ajustada, essa associação não foi significativa. A taxa de mortalidade no grupo RVH foi 3%. A detecção de RVH foi mais prevalente durante o outono e inverno, com uma correlação negativa moderada entre a frequência de infecção viral e a temperatura (r = -0,636, p &lt; 0,001), porém nenhuma correlação com a precipitação (r = −0,036, p = 0,866). Conclusão: O RVH é normalmente detectado em crianças internadas com infecções respiratórias e normalmente está presente em codetecções virais. As comorbidades estão estreitamente associadas a infecções por RVH. Essas infecçõesmostram variação sazonal, com predominância durante as estações mais frias. <![CDATA[Disfunção cardíaca e a ferritina como marcadores precoces de gravidade na sepse pediátrica<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300301&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: The aim of this study was to verify the association of echocardiogram, ferritin, C-reactive protein, and leukocyte count with unfavorable outcomes in pediatric sepsis. Methods: A prospective cohort study was carried out from March to December 2014, with pediatric critical care patients aged between 28 days and 18 years. Inclusion criteria were diagnosis of sepsis, need for mechanical ventilation for more than 48 h, and vasoactive drugs. Serum levels of C-reactive protein, ferritin, and leukocyte count were collected on the first day (D0), 24 h (D1), and 72 h (D3) after recruitment. Patients underwent transthoracic echocardiography to determine the ejection fraction of the left ventricle on D1 and D3. The outcomes measured were length of hospital stay and in the pediatric intensive care unit, mechanical ventilation duration, free hours of VM, duration of use of inotropic agents, maximum inotropic score, and mortality. Results: Twenty patients completed the study. Patients with elevated ferritin levels on D0 had also fewer ventilator-free hours (p = 0.046) and higher maximum inotropic score (p = 0.009). Patients with cardiac dysfunction by echocardiogram on D1 had longer hospital stay (p = 0.047), pediatric intensive care unit stay (p = 0.020), duration of mechanical ventilation (p = 0.011), maximum inotropic score (p = 0.001), and fewer ventilator-free hours (p = 0.020). Conclusion: Cardiac dysfunction by echocardiography and serum ferritin value was significantly associated with unfavorable outcomes in pediatric patients with sepsis.<hr/>Resumo Objetivo: Verificar a associação do ecocardiograma, da ferritina, da proteína C reativa (PCR) e da contagem de leucócitos com desfechos desfavoráveis na sepse pediátrica. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, de março a dezembro de 2014, com pacientes críticos pediátricos entre 28 dias e 18 anos. Critérios de inclusão foram diagnóstico de sepse, necessidade de ventilação mecânica (VM) por mais de 48 horas e uso de drogas vasoativas. Avaliaram‐se os níveis séricos PCR, ferritina, contagem de leucócitos, no recrutamento (D0), 24 horas (D1) e 72 horas (D3) após o recrutamento. No D1 e no D3 todos os pacientes foram submetidos a ecocardiograma transtorácico para determinação da Fração de Ejeção (FE) do ventrículo esquerdo. Os desfechos avaliados foram tempo de internação hospitalar e na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP); duração da VM; horas livres de VM; duração do uso de inotrópicos; escore de inotrópicos máximo e mortalidade. Resultados: Vinte pacientes completaram o estudo. Ferritina elevada no D0 associou‐se com menor tempo livre de ventilação (p = 0,046) e maior escore de inotrópicos máximo (p = 0,009). A disfunção cardíaca pelo ecocardiograma no D1 relacionou‐se com maior tempo de internação hospitalar (p = 0,047), de UTIP (p = 0,020), VM total (p = 0,011), escore de inotrópicos máximo (p = 0,001) e menor tempo livre de VM (p = 0,020). Conclusão: A disfunção cardíaca pelo ecocardiograma e o valor de ferritina sérica associaram‐se significativamente com desfechos desfavoráveis nos pacientes pediátricos com sepse. <![CDATA[Autismo em 2016: descoberta adicional]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300308&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: The aim of this study was to verify the association of echocardiogram, ferritin, C-reactive protein, and leukocyte count with unfavorable outcomes in pediatric sepsis. Methods: A prospective cohort study was carried out from March to December 2014, with pediatric critical care patients aged between 28 days and 18 years. Inclusion criteria were diagnosis of sepsis, need for mechanical ventilation for more than 48 h, and vasoactive drugs. Serum levels of C-reactive protein, ferritin, and leukocyte count were collected on the first day (D0), 24 h (D1), and 72 h (D3) after recruitment. Patients underwent transthoracic echocardiography to determine the ejection fraction of the left ventricle on D1 and D3. The outcomes measured were length of hospital stay and in the pediatric intensive care unit, mechanical ventilation duration, free hours of VM, duration of use of inotropic agents, maximum inotropic score, and mortality. Results: Twenty patients completed the study. Patients with elevated ferritin levels on D0 had also fewer ventilator-free hours (p = 0.046) and higher maximum inotropic score (p = 0.009). Patients with cardiac dysfunction by echocardiogram on D1 had longer hospital stay (p = 0.047), pediatric intensive care unit stay (p = 0.020), duration of mechanical ventilation (p = 0.011), maximum inotropic score (p = 0.001), and fewer ventilator-free hours (p = 0.020). Conclusion: Cardiac dysfunction by echocardiography and serum ferritin value was significantly associated with unfavorable outcomes in pediatric patients with sepsis.<hr/>Resumo Objetivo: Verificar a associação do ecocardiograma, da ferritina, da proteína C reativa (PCR) e da contagem de leucócitos com desfechos desfavoráveis na sepse pediátrica. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, de março a dezembro de 2014, com pacientes críticos pediátricos entre 28 dias e 18 anos. Critérios de inclusão foram diagnóstico de sepse, necessidade de ventilação mecânica (VM) por mais de 48 horas e uso de drogas vasoativas. Avaliaram‐se os níveis séricos PCR, ferritina, contagem de leucócitos, no recrutamento (D0), 24 horas (D1) e 72 horas (D3) após o recrutamento. No D1 e no D3 todos os pacientes foram submetidos a ecocardiograma transtorácico para determinação da Fração de Ejeção (FE) do ventrículo esquerdo. Os desfechos avaliados foram tempo de internação hospitalar e na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP); duração da VM; horas livres de VM; duração do uso de inotrópicos; escore de inotrópicos máximo e mortalidade. Resultados: Vinte pacientes completaram o estudo. Ferritina elevada no D0 associou‐se com menor tempo livre de ventilação (p = 0,046) e maior escore de inotrópicos máximo (p = 0,009). A disfunção cardíaca pelo ecocardiograma no D1 relacionou‐se com maior tempo de internação hospitalar (p = 0,047), de UTIP (p = 0,020), VM total (p = 0,011), escore de inotrópicos máximo (p = 0,001) e menor tempo livre de VM (p = 0,020). Conclusão: A disfunção cardíaca pelo ecocardiograma e o valor de ferritina sérica associaram‐se significativamente com desfechos desfavoráveis nos pacientes pediátricos com sepse. <![CDATA[Resposta do autor: "Autismo em 2016: descoberta adicional"]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572017000300309&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: The aim of this study was to verify the association of echocardiogram, ferritin, C-reactive protein, and leukocyte count with unfavorable outcomes in pediatric sepsis. Methods: A prospective cohort study was carried out from March to December 2014, with pediatric critical care patients aged between 28 days and 18 years. Inclusion criteria were diagnosis of sepsis, need for mechanical ventilation for more than 48 h, and vasoactive drugs. Serum levels of C-reactive protein, ferritin, and leukocyte count were collected on the first day (D0), 24 h (D1), and 72 h (D3) after recruitment. Patients underwent transthoracic echocardiography to determine the ejection fraction of the left ventricle on D1 and D3. The outcomes measured were length of hospital stay and in the pediatric intensive care unit, mechanical ventilation duration, free hours of VM, duration of use of inotropic agents, maximum inotropic score, and mortality. Results: Twenty patients completed the study. Patients with elevated ferritin levels on D0 had also fewer ventilator-free hours (p = 0.046) and higher maximum inotropic score (p = 0.009). Patients with cardiac dysfunction by echocardiogram on D1 had longer hospital stay (p = 0.047), pediatric intensive care unit stay (p = 0.020), duration of mechanical ventilation (p = 0.011), maximum inotropic score (p = 0.001), and fewer ventilator-free hours (p = 0.020). Conclusion: Cardiac dysfunction by echocardiography and serum ferritin value was significantly associated with unfavorable outcomes in pediatric patients with sepsis.<hr/>Resumo Objetivo: Verificar a associação do ecocardiograma, da ferritina, da proteína C reativa (PCR) e da contagem de leucócitos com desfechos desfavoráveis na sepse pediátrica. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, de março a dezembro de 2014, com pacientes críticos pediátricos entre 28 dias e 18 anos. Critérios de inclusão foram diagnóstico de sepse, necessidade de ventilação mecânica (VM) por mais de 48 horas e uso de drogas vasoativas. Avaliaram‐se os níveis séricos PCR, ferritina, contagem de leucócitos, no recrutamento (D0), 24 horas (D1) e 72 horas (D3) após o recrutamento. No D1 e no D3 todos os pacientes foram submetidos a ecocardiograma transtorácico para determinação da Fração de Ejeção (FE) do ventrículo esquerdo. Os desfechos avaliados foram tempo de internação hospitalar e na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP); duração da VM; horas livres de VM; duração do uso de inotrópicos; escore de inotrópicos máximo e mortalidade. Resultados: Vinte pacientes completaram o estudo. Ferritina elevada no D0 associou‐se com menor tempo livre de ventilação (p = 0,046) e maior escore de inotrópicos máximo (p = 0,009). A disfunção cardíaca pelo ecocardiograma no D1 relacionou‐se com maior tempo de internação hospitalar (p = 0,047), de UTIP (p = 0,020), VM total (p = 0,011), escore de inotrópicos máximo (p = 0,001) e menor tempo livre de VM (p = 0,020). Conclusão: A disfunção cardíaca pelo ecocardiograma e o valor de ferritina sérica associaram‐se significativamente com desfechos desfavoráveis nos pacientes pediátricos com sepse.