Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720020004&lang=en vol. 78 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Coagulase-negative staphylococcus infection in newborns: myth or reality?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[BCG revaccination in school children: a pioneer study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Evaluation of the hypothalamic-pituitary-thyroid axis in children with Down syndrome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Medical errors in hospitalized patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: o presente artigo tem por objetivo revisar a literatura e discutir a questão do erro médico em pacientes hospitalizados, enfocando sua conceituação, incidência, fatores predisponentes e mecanismos de prevenção. Aborda, em especial, erros e eventos adversos com drogas envolvendo recém-nascidos e pacientes pediátricos. Métodos: revisão bibliográfica utilizando banco de dados Medline, selecionando-se aqueles com informações atuais e relevantes. Resultados:mesmo assumindo que a notificação do erro médico não ocorre em um grande número de eventos, é importante notar que sua incidência é muito maior do que julgamos. Só nos EUA, cerca de um milhão de pacientes por ano são vítimas de erros médicos e eventos adversos com drogas. Segundo recente metanálise, esta é, hoje, a quarta causa de morte nos EUA. Em unidades de terapia intensiva neonatal e pediátrica, nas quais é grande a complexidade e a freqüência de procedimentos, a ocorrência de erros é maior. Estima-se que quinze por cento das internações em unidades de terapia intensiva neonatal sejam acompanhadas de erro médico. A maioria destes erros acontece durante o período noturno, e envolve administração incorreta de droga (35%) e erro na interpretação da prescrição (26%). Fatores ambientais (barulho, calor), psicológicos (tédio, ansiedade, estresse) e fisiológicos (fadiga, sono) contribuem para a ocorrência de erros. Recente estudo revela que após um plantão de 24 horas, sem dormir, o desempenho psicomotor de um profissional de saúde é semelhante ao de um indivíduo legalmente bêbado (nível sérico alcoólico maior ou igual a 0,08%)! Conclusões: mesmo em profissionais conscientes, erros são acompanhantes inevitáveis da condição humana. A prevenção de erros deve basear-se na busca de causas reais, que geralmente incluem erros no sistema de organização e implementação do serviço. Erros devem ser aceitos como evidência de falha no sistema, e encarados como oportunidade de revisão do processo e aprimoramento da assistência prestada ao paciente.<hr/>Objective: to review the current literature and to discuss medical errors in hospitalized patients emphasizing its incidence, predisposing factors and prevention mechanism. Special attention is given to medication errors and adverse drug events in newborn infants and pediatric patients. Sources: bibliographic review of the current literature through electronic search in Medline data-base, with selection of the most relevant articles. Summary of the findings: even though most medical errors are not reported, it is important to notice that its incidence is greater than previously assumed. In the USA, approximately one million of patients/year are victims of medical errors and adverse drug events. Today, deaths resulting from these episodes are the fourth cause of mortality in the USA. In neonatal and pediatric intensive care units, where the complexity and frequency of technical procedures are high, medical errors are frequent. Fifteen percent of all admissions to a neonatal intensive care unit is followed by medical errors. Most of these errors occur during night shifts and include incorrect administration of drugs (35%) and errors regarding the interpretation of medical prescription (26%). Environmental factors (noise, heat), psychological factors (anxiety, stress) and physiologic factors (fatigue, absence of sleep) contribute to the occurrence of errors. Recent study shows that after working 24 hours without sleeping, the performance of a health professional is similar to a legally drunk person (serum alcohol level > 0.08%). Conclusions: errors are part of human behavior. The prevention of errors should include a careful review of the organizational system. Medical errors should be seen as an opportunity to change or re-structure the system and to improve the quality of health care delivered and patient safety. <![CDATA[Determinant factors of anemia in children]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: apresentar uma revisão sobre os principais fatores determinantes da anemia em crianças menores de cinco anos. Fontes dos dados: foram utilizadas as informações de artigos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais indexadas, livros técnicos e publicações de organizações internacionais. Síntese dos dados: a anemia constitui o problema nutricional de maior magnitude no mundo, sendo as crianças menores de cinco anos um dos grupos populacionais de maior risco. Como qualquer problema de saúde pública, sua origem é multicausal e, desta maneira, tenta-se nesse artigo interpretar a sua relação direta ou indireta com seus possíveis fatores determinantes, e os principais achados concordantes ou discordantes nos estudos epidemiológicos. Dentre esses fatores encontram-se as condições socioeconômicas, as condições de assistência à saúde da criança, seu estado nutricional, a presença de morbidades, o consumo alimentar e os fatores biológicos. Destacam-se o papel da dieta, no que diz respeito ao consumo e biodisponibilidade de ferro, e a idade da criança como os principais determinantes. Conclusões: tendo em vista a magnitude do problema e a abrangência de seus fatores de risco revisados neste trabalho, torna-se necessária a implementação de medidas urgentes de prevenção e tratamento da anemia ferropriva. É importante ressaltar que uma única estratégia poderá ter pouco sucesso se outras medidas não forem tomadas simultaneamente, sendo relevante o papel da educação alimentar, juntamente com outras ações implementadas. As crianças menores de dois anos e as que residem em áreas rurais e carentes devem ser priorizadas nos programas de combate à anemia.<hr/>Objective: to present a review about the main determining factors of anemia in children under 5 years old. Source of data: information was used from articles published in indexed national and international scientific journals, technical books and publications from international organizations. Summary of the findings: anemia constitutes the world's nutritional problem of the greater magnitude, and children under 5 years old represent one of the highest risk population groups. As with any public health problem, the origin of anemia is multi-causal and thus in this article the attempt is to interpret its direct or indirect relation with possible determinant factors and the main concordant or discordant findings in epidemiological studies. Among these factors are the social and economic conditions, the conditions of child health care, the child's nutritional state, the presence of morbidity, food consumption and biological factors. The role of the diet is emphasized with respect to the consumption and bioavailability of iron, and age of the child as the main determinants. Conclusions: bearing in mind the magnitude of the problem and the breadth of its risk factors reviewed in this study, the implementation of urgent prevention and treatment measures for iron-deficiency anemia becomes necessary. It is important to stress that a single strategy may have little success if other measures are not taken simultaneously; the role of nutritional education being relevant, together with other implemented actions. Children under 2 years old and children who live in rural and deprived areas should be priorities in programs to combat anemia. <![CDATA[Clinical significance of coagulase-negative staphylococci isolated from neonates]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a significância clínica de estafilococos coagulase-negativa (ECN) isolados de processos infecciosos em recém-nascidos da unidade neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Método: as linhagens de ECN isoladas foram identificadas e classificadas em significativas e contaminantes, com base em uma série de dados clínicos e laboratoriais obtidos dos prontuários dos pacientes internados na unidade neonatal. Foram pesquisados os dados referentes a fatores perinatais de risco para infecção, evolução clínica, alterações do hemograma e/ou positividade de proteína C-reativa e antibioticoterapia. Resultados: das 117 linhagens de ECN isoladas, 60 (51,3%) foram classificadas como significativas, e 57 (48,7%) como contaminantes. Das 54 crianças com infecção por ECN, 43 (79,6%) eram prematuras, e 27 (50,0%) tiveram peso ao nascimento Conclusões: a maioria dos recém-nascidos com infecção por ECN apresentou fatores predisponentes importantes para a instalação do processo infeccioso, incluindo o peso de nascimento < 1.500g, a não remoção de corpo estranho e a antibioticoterapia prévia. A identificação de espécies de ECN constitui um marcador útil de infecção, visto que o S. epidermidis foi o agente etiológico mais freqüentemente associado aos processos infecciosos.<hr/>Objective: to evaluate the clinical significance of coagulase-negative staphylococci (CNS) isolated from newborns’ infections at Neonatal Unit of Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Methods: the CNS strains isolated were identified and classified as clinically significant and contaminant, based on a series of clinical and laboratory data obtained from patients who stayed in the Neonatal Unit. The following data were analyzed: risk factors for infections, clinical evolution, abnormal blood cell counts and/or C-reactive protein e antibiotic therapy. Results: among the 117 CNS strains isolated, 60 (51.3%) were classified as significant and 57 (48.7%) as contaminant. Among the 54 infants infected by CNS, 43 (79.6%) presented very low birthweight (< 1,500g). Most of the infants infected by CNS were submitted to two or more invasive procedures (77.8%), including use of catheter (88.9%), parenteral nutrition (64.8%) and mechanical ventilation (61.1%). Staphylococcus epidermidis was the most frequently isolated species (77.8%) and more often associated with infection (86.7%) than with contamination (68.4%). Other species of CNS, including two strains of S. haemolyticus, three strains of S. lugdunensis, one strain of S. simulans, one strain of S. warneri and one strain of S. xylosus were also isolated from infants with clinical evidence of pneumonia, necrotizing enterocolitis and sepsis Conclusions: most newborns infected by CNS presented important risk factors for infection onset, including birthweight < 1,500g, foreign body presence and previous use of antibiotics. The identification of CNS species constitutes a useful marker of infection, since S. epidermidis was the species more frequently associated with infection. <![CDATA[BCG revaccination in school children: evolution of the lesion at the vaccination site between 48 hours and 10 weeks]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: a reação cutânea na revacinação BCG tem sido motivo de questionamentos dado à sua magnitude. Seria ela intensa o suficiente para desencorajar seu uso na idade escolar? O objetivo deste estudo é descrever o aspecto evolutivo da lesão vacinal entre 48 horas e a décima semana pós-revacinação. Métodos: estudo de coorte descritivo em que foram revacinadas 484 crianças entre seis e 11 anos de idade, com 0,1ml da vacina BCG Moreau, e aferidos eritema, enduração, pústula, úlcera, crosta e cicatriz em 48h, 72h e, semanalmente, até a décima semana de evolução, acompanhadas no período de julho a dezembro de 1997. Os dados foram informatizados em programa Epi-Info 6.0, avaliando-se freqüências, médias, medianas e desvios-padrões. Resultados: enduração estava presente em 99,1%, e eritema em 91,6% das 438 crianças avaliadas com 48h. Pústulas foram observadas na primeira semana em 26,1% de 479 crianças. Na segunda semana, já apareceram as primeiras úlceras. Na décima semana, 69,8% das 463 crianças presentes exibiam crostas, mas apenas 29,2% havia completado o processo de cicatrização. Conclusão: a revacinação BCG em escolares produz intensa e precoce reação, que pode ser atribuível ao fenômeno de Koch, mas sem a esperada redução no tempo de cicatrização. Se por um lado a magnitude da reação não chega a comprometer sua indicação na idade escolar, a pronta resposta inflamatória aponta para a ativa resposta imune possivelmente remanescente da primo-vacinação.<hr/>Objective: cutaneous reaction after BCG revaccination has been cause of concerns due its magnitude. Would it be intense enough to discourage its use in school-age children? The objective of this study is to describe the evolution of BCG vaccination site between 48 hours and 10 weeks post-revaccination. Methods: a descriptive cohort study was carried out involving 484 children between six and 11 years. The subjects were vaccinated with 0.1 mL of BCG-Moreau. Erythema, induration, pustule, ulcer, crust and final scar were measured within 48h, 72h and weekly until the tenth week, evaluated between July and December 1987. Epi Info 6.0 software was utilized to analyze frequencies, means, median and standard deviations. Results: induration was present in 99.1% and erythema in 91.6% of 438 children evaluated within 48h. Pustules were observed in the first week in 26.1% of 479 children. The first ulcers were seen during the second week. In the tenth week, 69.8% of 463 children showed crusts but only 29.2% completed the healing process. Conclusions: BCG revaccination in school-age children causes intense and early reaction that can be related to Koch phenomenon, even though it does not present the expected reduction in the healing period. The magnitude of the reaction is not enough to discourage its recommendation for school-age children. On the other hand, it is possible that the rapid inflammatory response is an indication of active immune response from the first vaccination. <![CDATA[Evaluation of the hypothalamic-pituitary-thyroid axis in children with Down syndrome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: determinar a secreção de TSH em crianças com síndrome de Down, sem quadro clínico-laboratorial clássico de hipotireoidismo. Métodos: analisou-se 14 crianças com síndrome de Down e idade média de 3,4 (±1,8) anos. Excluiu-se pacientes com sintomas clássicos de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, ou que apresentassem anticorpos antitireóide positivos. Os pacientes foram comparados a um grupo controle de 16 pacientes com idade média de 11,8 (±3,8) anos e diagnóstico de baixa estatura familial ou atraso constitucional do crescimento. Foram determinadas as concentrações de TSH, T3, T4, T4L e prolactina no tempo basal e após estímulo com TRH. Pacientes com síndrome de Down, subdivididos quanto ao TSH basal, foram comparados em relação às concentrações basais de T3, T4, T4L e prolactina. Resultados: os valores basais de TSH e de prolactina foram significativamente maiores no grupo com síndrome de Down. Após estímulo com TRH, o pico de TSH foi maior no grupo com síndrome de Down. Tanto o número de pacientes com TSH basal > 5 &micro;U/ml, quanto o número dos que apresentaram hiper-resposta ao estímulo com TRH (pico de TSH > 30 &micro;U/ml), foi maior no grupo com síndrome de Down. Conclusões: freqüentemente, crianças portadoras de síndrome de Down apresentam elevação do TSH basal, mesmo na presença de valores basais normais de hormônios tireoidianos e anticorpos antitireóide negativos. A maioria dessas crianças (65%) apresenta hiper-resposta ao teste de estímulo com TRH. Nossos achados demonstram que nem todas as crianças com síndrome de Down e TSH elevado apresentam quadro clássico de hipotireoidismo, sugerindo nesses pacientes uma secreção anômala de TSH de origem hipotalâmica.<hr/>Objective: to determine the thyroid stimulating hormone (TSH) secretion in children with Down syndrome (DS), who do not present clinical and laboratory evidence of classical hypothyroidism and concomitant undetectable antibodies. Methods: fourteen children with DS with a mean age of 3.4 (&plusmn;1.8) years were studied. Patients with classical hypothyroidism or hyperthyroidism or those with positive antithyroid antibodies were excluded. The DS group was compared to a control group of 16 children with a mean age of 11.8 (&plusmn;3.8) years, diagnosed as having familial short stature or constitutional growth delay. Both groups underwent hormonal measurements at basal condition to determine serum TSH, T3, T4, free T4 and prolactin concentrations and after stimulation with thyrotropin releasing hormone (TRH). Thyroid hormones concentrations were also compared when children with DS were subdivided into two groups according to their basal TSH levels. Results: basal TSH and prolactin levels were significantly higher in DS group. After stimulation with TRH, TSH peak was higher in the DS group. The number of patients presenting basal TSH levels higher than 5 &micro;U/mL and TSH peaks higher than 30 &micro;U/mL were significantly higher in the DS group. Conclusions: children with Down syndrome present frequent increase in basal TSH concentrations, despite the presence of normal basal thyroid hormones levels and negative antithyroid antibodies. Most of them (65%) show early intense response after TRH stimulation. Our data demonstrate that in spite of the absence of classic hypothyroidism and/or antithyroid antibodies, an abnormal pattern of TSH secretion occurred in patients with Down syndrome, possibly related to hypothalamic dysfunction. <![CDATA[Adolescents' knowledge about adolescence, puberty and sexuality]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar o nível de informação sobre adolescência, puberdade e sexualidade entre os adolescentes de 10 a 14 anos das escolas municipais de Feira de Santana, Bahia, no ano de 2000. Métodos: estudo de corte transversal, com amostragem aleatória, representativa, estratificada e proporcional (400) ao total de 6.419 estudantes matriculados. Foi estudado o nível de informação por idade, sexo e série de estudo. Os dados foram coletados com questionário específico, auto-aplicável, sigiloso, pré-testado, atribuindo-se escala de valores (escore) - satisfatório, regular e insatisfatório, conforme acertos, percentuais, e proporcionais aos temas pesquisados. A inferência estatística foi calculada pelo qui-quadrado (x2), com nível de significância de 5%, e as análises bivariada e mutivariada realizadas pela razão de prevalência simples e ajustada Resultados: altas proporções do nível de informação insatisfatório sobre os temas, com destaque nas idades de dez (69,2%) e onze anos (70,6%), sexo feminino (61,7%) e quarta (82,8%) e quinta séries (61,1%). O nível de informação por sexo, ajustado à série e à idade, apontou que o sexo feminino tinha, respectivamente, 1,30 e 1,27 vezes maior chance do nível insatisfatório em relação ao masculino. A análise do nível de informação por série, ajustado à idade, mostrou que as quarta e quinta séries tinham 2,32 vezes maiores chances do nível insatisfatório, comparado às sexta e oitava séries, com diferenças significantes (p<0,05). Conclusões: alta prevalência do nível de informação insatisfatório, com associação significante nas idades de dez a onze anos nas quarta e quinta séries e no sexo feminino, indicando necessidade de ações educativas sobre saúde e sexualidade no início da adolescência, nas escolas municipais.<hr/>Objective: the objective of this research was to evaluate the level of knowledge about adolescence, pubertal development and sexuality among adolescents from 10 to 14 years old at municipal public schools in Feira de Santana-Bahia, 2000. Methods: cross-sectional study, with a randomized and proportional sample out of a population of 6,419 students in the municipal Public System. The level of knowledge was analyzed according to age, sex and educational level. Data was collected by means of a specific confidential questionnaire, which was pre-tested. A scale of values (score - satisfactory, reasonable and unsatisfactory) was established according to the percentage and proportional number of right answers regarding general and specific topics. Statistical inference was calculated by chi-square (x²) with a significance of 5% as well as the bivariate and multivariate analysis, calculating the simple and adjusted prevalence, through stratified analysis. Results: adolescents showed unsatisfactory level of information about terms, particularly those at the age of 10 (69.2%) and 11 years (70.6%), female (61.7%) and the ones in the 4th (82.8%) and 5th (61.1%) grades. The level of knowledge according to sex, adjusted by age and educational level, showed that females are 1.3 and 1.27 times more likely to present an unsatisfactory level of knowledge than males. The level of knowledge according to educational level, adjusted by age, showed that those subjects between 4th and 5th grades are 2.32 times more likely to present an unsatisfactory level of knowledge if compared to students of 6th and 8th grades, with significant differences (p 0.05). Conclusions: the high prevalence of unsatisfactory level of knowledge with significant association between 4th and 5th grades and females points to the necessity of educative actions regarding health and sexuality in the beginning of adolescence at municipal public schools. <![CDATA[Autoimmune hepatitis in children and adolescents: clinical study, diagnosis and therapeutic response]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar o quadro clínico, laboratorial, histopatológico e a resposta ao tratamento imunossupressor em crianças e adolescentes com hepatite auto-imune. Métodos: estudo descritivo de trinta e nove crianças e adolescentes, atendidos no setor de gastroenterologia pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG, no período de 1986 a 1998. Resultados: a idade variou de 1,6 a 17 anos (média 8,7&plusmn;3,49), com predomínio do sexo feminino (87,2%). Ocorreram três formas de apresentação clínica: crônica (53,9%), aguda (41%) e falência hepática grave (5,1%). A alteração laboratorial mais relevante foi a elevação das aminotransferases e gama-globulina. O fator antinuclear foi positivo em 66,7% dos pacientes, antimúsculo liso em 52,8%, e o antimicrossomal de fígado e rim em 3%. Na histopatologia, destacaram-se a necrose em saca-bocados (93,7%), inflamação portal moderada a acentuada (78,1%), cirrose definitiva e/ou incompleta (76,9%), ausência de lesões dos ductos biliares (93,7%) e presença de rosetas (90,6%). No tratamento, 77,8% obtiveram resposta completa, com efeitos colaterais em 27,8% dos pacientes. Ocorreram sete (17,9%) óbitos. No decurso do tratamento, ocorreu redução com significância estatítica do escore z para estatura/idade. Conclusões: a hepatite auto-imune predomina no sexo feminino, com formas de apresentação clínica variada, presença de auto-anticorpos, elevação das aminotransferases e hipergamaglobulinemia. Predomínio histopatológico de cirrose incipiente e/ou definitiva, com inflamação portal de moderada a acentuada e necrose em saca-bocados. O tratamento com corticosteróide e azatioprina em doses diárias revelou-se efetivo, todavia, a diminuição do escore z para estatura/idade representa, provavelmente, um efeito indesejável do corticóide.<hr/>Objective: the aim of this study was to evaluate the clinical, laboratory and histopathological characteristics and the response to immunosuppression in children and adolescents with autoimmune hepatitis (AIH). Methods: the present research is a descriptive study consisting of 39 children and adolescents with AIH who receive care at the Department of Pediatric Gastroenterology of Hospital das Clínicas (UFMG) from 1986 to 1998. Results: children's age ranged from 1.6 to 17 years (mean 8.7 &plusmn; 3.49), most of them were females (87.2%). There were three types of clinical presentations: chronic (53.9%), acute (41%), and serious hepatic failure (5.1%). The most relevant laboratory parameters were the aminotransferases and g-globulin increase. Antinuclear antibodies were positive in 66.7% of the patients, while smooth muscle antibodies were positive in 52.8% and anti-LKM1 in 3% of the patients. In the histopathology the most important findings were the piecemeal necrosis (93.7%), moderate to severe portal inflammation (78.1%), definitive or incomplete cirrhosis (76.9%), absence of lesion of biliary ducts (93.7%) and presence of rosettes (90.6%). During the treatment, 77.8% obtained complete resolution, associated to side effects in 27.8% of them. Seven patients died (17.9%). During the treatment there was significant z score reduction (p< 0.05) for height/age. Conclusions: after carrying out this study, we observed that the typical characteristics of AIH were: female sex, several clinical presentations, increased aminotransferase, and hypergammaglobulinemia. Histopathology showed a predominance of incipient and/or definitive cirrhosis associated with moderate to severe portal inflammation and piecemeal necrosis. Treatment using corticosteroids and azathioprine, turned out to be effective. However, the reduction in the height/age z score probably represents an adverse effect of corticoid treatment. <![CDATA[Comparison between two methods of supplemental iron intake to prevent iron deficiency anemia in the first year of life of preterm infants]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: comparar dois métodos de suplementação de ferro (fórmula fortificada versus gotas de sulfato ferroso) para prevenir a anemia por carência de ferro em prematuros. Métodos: foram incluídos sessenta e seis lactentes, nascidos com até 36 semanas de gestação e peso de 1.000g até 2.000g. Quarenta crianças completaram o seguimento previsto, do 2&ordm; ao 12&ordm; mês de vida, divididas em dois grupos - grupo A: 20 lactentes que receberam fórmula fortificada, com 11mg Fe/litro; e grupo B: 20 lactentes alimentados com leite de vaca em pó integral, suplementado com sulfato ferroso em gotas (2mg Fe/kg/dia). Foi coletado sangue aos dois e 12 meses de idade (2ml) para dosagens de hemoglobina, hematócrito, ferro sérico, TIBC, ferritina sérica e protoporfirina eritrocitária livre; e aos seis meses (1 ml), para hemoglobina e hematócrito. Para análise estatística, usou-se o teste "t" de Student e o do "qui-quadrado" (chi2), com p < 0,05. Resultados: não houve diferenças significativas entre os grupos em relação ao peso aos dois, seis e 12 meses de idade, nem quanto ao ganho ponderal global. Aos dois meses, os níveis de hemoglobina, hematócrito, ferro sérico e saturação de TIBC não diferiam significativamente entre os dois grupos, mas aos 12 meses o grupo que recebeu a fórmula fortificada apresentou níveis significativamente superiores desses indicadores (p < 0,05), o que já tinha sido observado aos seis meses em relação ao hematócrito e hemoglobina. A protoporfirina eritrocitária livre permaneceu estável nas crianças que receberam a fórmula, tendo aumentado do 2&ordm; para o 12&ordm; mês no grupo B (p < 0,05). Os níveis de ferritina de ambos os grupos eram normais aos dois meses e diminuíram acentuadamente aos 12 meses, mas apenas quatro (20%) crianças do grupo A apresentaram níveis <FONT FACE=Symbol>&pound;</FONT> 10ng/ml, contra doze (60%) do grupo B (p < 0,02). Conclusão: a fórmula fortificada com ferro mostrou-se mais eficaz para prevenir a carência de ferro e a anemia tardia da prematuridade, comparada à administração diária de ferro em gotas.<hr/>Objective: to compare 2 methods of iron supplementation (fortified formula versus medicinal iron drops) to prevent iron deficiency anemia in preterm infants. Methods: sixty six premature infants weighing between 1000-2000g were included in the study. Forty infants completed the whole follow-up period, divided into 2 groups: Group A: 20 infants fed with iron fortified formula (11mg Fe/l); Group B: 20 infants fed powder cow's milk supplemented with 2mg Fe/kg/day, as drops of ferrous sulphate. At 2 and 12 months 2 ml of blood were collected to measure hemoglobin, hematocrit, serum iron, TIBC, serum ferritin and free erythrocyte porphyryns. At the 6th month 1ml of blood was drawn for hemoglobin and hematocrit determinations. Statistical analysis used the Student "t" test and (chi2), with p<0.05. Results: there were no significant differences between the groups in terms of body weight and weight gain; hemoglobin, hematocrit, serum iron levels and TIBC saturation indexes were similar in both groups at 2 months but significantly higher in group A at 12 months of age, while free erytrocite porphyryn levels remained stable in Group A and increased significantly in Group B (p.< 0.05). Ferritin levels were normal in both groups at 2 month and declined sharply by 1 year of age, but only 4 (20%) infants of Group A showed levels <FONT FACE=Symbol>&pound;</FONT> 10ng/ml, against 12 (60%) of the Group B (p < 0.02). Conclusions: the iron fortified formula was significantly more efficient than medicinal iron drops to prevent iron deficiency anemia of preterm infants. <![CDATA[Anemia in infancy: etiology and prevalence]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: verificar a prevalência de anemia, anemia ferropriva e deficiência de ferro em lactentes, de unidade pública de saúde, no município de Goiânia, Brasil, analisar e correlacionar as variáveis bioquímicas e hematológicas. Métodos: realizou-se estudo transversal. De 120 mães entrevistadas, foram incluídos 110 lactentes de 6 a 12 meses de idade, a termo e não gemelares. Dados socioeconômicos e hematológicos foram obtidos. Colheu-se sangue venoso dos lactentes em jejum para realização do hemograma completo por contagem eletrônica, ferro sérico, ferritina sérica e proteína C-reativa, os quais foram utilizados na avaliação da etiologia ferropriva nos anêmicos. Crianças com hemoglobina < 11g/dl foram consideradas anêmicas. Resultados: a prevalência de anemia observada foi de 60,9%. Ao se considerar no diagnóstico da etiologia ferropriva nos lactentes sem processo inflamatório, a alteração da hemoglobina mais dois índices entre volume corpuscular médio (VCM), ou hemoglobina corpuscular média (HCM), ou ferritina, ou ferro sérico, a prevalência de etiologia ferropriva foi de 87%. Porém, ao se incluir nos índices a amplitude de distribuição dos eritrócitos (RDW), a prevalência foi de 97,8%. Nos não anêmicos, considerando a ferritina e o RDW, observou-se 28% de prevalência de deficiência de ferro. As melhores correlações entre as variáveis hematológicas e bioquímicas foram hemoglobina e hematócrito (r = 0,946), e HCM com o VCM (r = 0,950). Conclusão: A principal etiologia da anemia nos lactentes foi a ferropriva, cuja prevalência variou com os diferentes parâmetros utilizados e critérios adotados.<hr/>Objective: To verify the prevalence of anemia, iron deficiency anemia and iron deficiency in infants, at a Public Health Unit in the city of Goiânia - Brazil; to analyze and to correlate the hematologic and biochemical variables. Methods: A cross-sectional study was carried out. One hundred and ten full-term infants of the 120 mothers interviewed were included. The infants aged between six and twelve months and there were not twins. Socioeconomic and hematologic data was obtained. Venous blood was taken from fasting infants in order to carry out a complete hemogram through electronic cell counting, serum iron, serum ferritin and C-reactive protein, which were used in the evaluation of the etiology of iron deficiency in the anemic infants. Children with hemoglobin < 11g/dL were considered anemic. Results: The prevalence of anemia was 60.9%. In the diagnosis of the iron deficiency etiology in infants without an inflammation process, when considering the alteration of hemoglobin plus two more indices among mean corpuscular volume (MCV) or mean corpuscular hemoglobin (MCH) or serum ferritin or serum iron, the prevalence of the iron deficiency was 87%. Nevertheless, when red cell distribution width (RDW) was included in the indices, the prevalence was 97.8%. In the non-anemic infants, considering ferritin and RDW, the prevalence of iron deficiency observed was 28%. The best correlation among hematologic and biochemical variables were between hemoglobin and hematocrit (r = 0.946), and MCH with MCV (r = 0.950). Conclusions: The main etiology in infants was iron deficiency anemia and its prevalence varied according to different parameters and criteria. <![CDATA[Iron, copper and zinc in adolescents during pubertal growth spurt]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: verificar o estado nutricional relativo ao ferro, cobre e zinco e a correlação entre índice de massa corporal, níveis séricos e dietéticos desses elementos, em adolescentes durante o estirão pubertário. Métodos: estudo descritivo, do tipo corte transversal, envolvendo uma amostra de 47 adolescentes atendidos em ambulatório de adolescência clínica, durante o período de março a dezembro de 1999, que se apresentavam no estirão pubertário, do total de 360 que freqüentaram o ambulatório no período, sendo 19 rapazes na faixa etária de 12,3 a 16 anos, e 28 moças na faixa etária de 11,1 a 13,6 anos. Variáveis analisadas: dietética (recordatório de 24 horas, freqüência e registro alimentar) para determinar a ingestão de ferro, cobre e zinco; antropométrica (peso e altura) para aferição do índice de massa corporal; bioquímica (dosagem sérica de ferro pelo kit in vitro Diagnóstica, ferritina pelo kit Immulite, cobre e zinco por espectrofotometria de absorção atômica). Utilizou-se o coeficiente de Spearman para análise estatistíca. Resultados: dos 47 adolescentes em estirão pubertário, apresentaram ingestão adequada de: ferro (95% e 36%), cobre (53% e 57%) e zinco (21% e 21%) nos sexos masculino e feminino, respectivamente. A maioria dos adolescentes era eutrófica segundo os percentis do IMC. Bioquimicamente, os rapazes apresentaram valores normais para ferro e zinco em toda a amostra; para cobre em 95% e para ferritina em 84%. As moças também apresentaram valores normais de ferro e zinco; para cobre em 96,4% e para ferritina em 96%. Não houve correlação estatisticamente significante entre IMC e concentração sérica de ferro, ferritina, cobre e zinco, e entre concentração sérica e ingestão dietética dos minerais estudados, nem tampouco para a relação ferro sérico e ferritina. Conclusões: não se sabe, até o momento, se os níveis séricos de zinco e cobre flutuam durante o crescimento, ou se cada indivíduo tem um nível estável destes minerais durante o estirão. Os níveis séricos normais de ferro, cobre e zinco na maioria dos adolescentes avaliados podem estar refletindo a habilidade do organismo em fazer ajustes homeostáticos.<hr/>Objective: to examine iron, copper and zinc nutritional status and their correlation with Body Mass Index (BMI), serum and dietetic levels in adolescents during the pubertal growth spurt. Methods: a descriptive cross-sectional study involving a sample of 47 adolescents out of 360 patients (19 boys, whose ages ranged from 12.3 to 16 years and 28 girls, whose ages ranged from 11.1 to 13.6 years), who were seen at a clinic for adolescents from March to December 1999. The variables analyzed were: Diet (24 hours Dietary Recall, Food Frequency Intake Questionnaire and Food Register Methods) to determine iron, copper and zinc intake; anthropometry (weight and height) to check BMI; biochemistry (measure of serum iron level through a Diagnóstica kit in vitro; ferritin through Immulite kit, and atomic absorption spectrophotometry for biochemical evaluation of serum iron, ferritin, copper and zinc. Spearman coefficient correlation was used for statistical analysis. Results: forty seven adolescents during pubertal growth spurt showed adequate ingestion: iron (95% and 36%), copper (53% and 57%) and zinc (21% and 21%) in males and females, respectively. Most of them were eutrophic according to the BMI percentiles. Biochemically, boys presented normal values for serum iron and zinc in the whole sample, 95% for copper and 84% for ferritin. Girls also presented normal values for iron and zinc values in the whole sample, 96.4% for copper and 96% for ferritin. There were no statistically significant correlation between BMI and serum Fe, ferritin, Cu and Zn concentrations and between serum concentration and dietetic ingestion of the studied minerals, neither between serum iron and ferritin. Conclusions: it is not clear if serum levels of Zn and Cu are floating during the growth process or if each adolescent has a stable level of these minerals during the pubertal growth spurt. Normal Fe, Cu and Zn serum levels in most adolescents evaluated may reflect the organism ability to accomplish homeostatic adjustments. <![CDATA[Overweight and obesity prevalence among children and adolescents from Northeast and Southeast regions of Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: estudar a prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes da região Sudeste e Nordeste. Métodos: dados da pesquisa sobre padrões de vida, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1997. Estudadas 3.317 crianças e 3.943 adolescentes agrupados em faixas etárias. Sobrepeso (adolescentes) e obesidade (crianças e adolescentes) foram definidos segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde. Comparação de prevalências por faixa etária, sexo e região geográfica pelo teste z, considerando 0,05 como nível de significância estatística. Resultados: a prevalência de sobrepeso em adolescentes variou entre 1,7% no Nordeste, e 4,2% no Sudeste. A prevalência de obesidade em adolescentes variou entre 6,6% e 8,4%, e em crianças entre 8,2% e 11,9%, nas regiões Nordeste e Sudeste, respectivamente. Agrupando-se os dados das duas regiões, a prevalência no sexo feminino foi de 10,3% de obesidade entre crianças, 9,3% de obesidade e 3,0% de sobrepeso entre adolescentes. No sexo masculino, a prevalência foi de 9,2%, 7,3% e 2,6%, respectivamente. Conclusões: a prevalência de obesidade é menor no Nordeste, com significância estatística entre crianças e adolescentes com idade entre 2-17 anos. O mesmo ocorreu com a prevalência de sobrepeso entre os adolescentes. A diferença de prevalência de obesidade entre lactentes e adolescentes acima de 18 anos não foi estatisticamente significante. Entre lactentes, a obesidade é mais prevalente no sexo feminino. Nas outras faixas etárias, não houve diferença estatisticamente significante entre os sexos. A comparação dos resultados com os de outros estudos é difícil pela diversidade de critérios utilizados na classificação nutricional.<hr/>Objective: to study the prevalence of obesity and overweight among children and adolescents from Northeast and Southeast regions of Brazil. Methods: data was collected form Life Pattern Research conducted by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) in 1997. A sample of 3,317 children and 3,943 adolescents was studied according age groups. Overweight (adolescents) and obesity (adolescents and children) were defined according to World Health Organization recommendations. Z-test was used to compare prevalence among age groups, sex and geographic region. The cut-off point for statistical significance was 0.05. Results: overweight prevalence in adolescents was 1.7% in Northeast and 4.2% in Southeast. Obesity prevalence in adolescents was 6.6% and 8.4% in children and 8.2% and 11.9% in Northeast and Southeast, respectively. Considering both regions prevalence of obese female children was 10.3%, the rate of obese adolescents was 9.3% and overweight adolescents represented 3.0%. Among males prevalence was 9.2%, 7.3% and 2.6%, respectively. Conclusions: obesity prevalence is lower in Northeast than Southeast among children with age from 2 to 17 years old. Overweight prevalence among adolescents was also lower in Northeast than in Southeast. The prevalence of obesity among younger than 2 and older than 18 years old was the same. Obesity prevalence is higher among breast-fed females. Among other age groups prevalence of obesity and overweight was the same for males and females. It is difficult to compare these results with other studies, since there are few populational studies and the criteria used to define overweight and obesity in children and adolescents varies in each study. <![CDATA[Factors related to the post-portoenterostomy prognosis of biliary atresia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: o estudo está envolvido com o prognóstico da atresia biliar pós-portoenterostomia, presença de anomalias congênitas associadas à doença e de malformação de placa ductal, área de fibrose hepática e, sobretudo, com a idade dos pacientes por ocasião da cirurgia. O presente estudo verificou numa amostra de atresia biliar as implicações prognósticas destes fatores. Métodos: foram avaliados 47 pacientes com atresia biliar, em estudo de corte transversal. O material histológico dos casos foi marcado com anticorpo anticitoqueratina 19 e CAM 5.2 por método imunoistoquímico, para o estudo das estruturas biliares, e corado com picrossírius para avaliação da área de fibrose. O estudo das estruturas biliares foi realizado por dois patologistas e pelo primeiro autor deste estudo, "cegos" quanto à evolução dos casos. A mensuração da área de fibrose foi quantitativa. Os dados dos pacientes em relação à idade, ocorrência de óbito ou realização de transplante hepático foram pesquisados nos prontuários. Resultados: a idade por ocasião da portoenterostomia variou entre 24 e 251 dias de vida (90,4 + 44,8 dias), e em 32 casos (72%) a evolução pôde ser acompanhada. Os 9 casos (19%) com anomalias congênitas extra-hepáticas associadas não diferiram quanto ao prognóstico em relação ao restante da amostra. A idade por ocasião da portoenterostomia influenciou o prognóstico (p=0,016). A área de fibrose foi diferente entre pacientes operados com menos de 60 dias de vida e os operados com mais de 90 dias (p= 0,023), mas não influenciou a evolução dos casos. Tampouco a presença de malformação de placa ductal influiu no prognóstico. Conclusões: a idade por ocasião da portoenterostomia foi o único fator que afetou o prognóstico dos casos de atresia biliar. É necessário maior número de pacientes para avaliar a influência da presença de anomalias congênitas extra-hepáticas associadas sobre a evolução pós-portoenterostomia.<hr/>Objective: this study considered the presence of congenital anomalies, ductal plate malformation, area of fibrosis and, mainly, the patient's age in cases of biliary atresia submitted to surgery. The present study verified the influence of these factors on the follow-up of a biliary atresia sample. Methods: a sample of 47 patients with biliary atresia was evaluated in a cross-sectional study. Their histologic specimens were stained for antibody anticytokeratin 19 and CAM 5.2 through immunohistochemistry in order to study biliary structures, and for picrosirius red to evaluate the area of fibrosis. The study of biliary structures was performed by two pathologists and the first author of the study. They were "blind" with regard to the clinical follow-up. The area of fibrosis was quantitatively evaluated. Data on the patients with regard to age, death and occurrence of liver transplantation were searched on the patients records. Results: age at portoenterostomy varied between 24 and 251 days of life (90.4 &plusmn;44.8 days) and follow-up was available in 32 cases (72%). The nine cases (19%) with extrahepatic congenital anomalies associated to biliary atresia did not present different prognosis from the remaining patients. Age at portoenterostomy influenced the prognosis (p=0.016). The area of fibrosis was different on patients aged less than 60 days and those aged more than 90 days at portoenterostomy (p=0.023), but did not influence the prognosis. The presence of ductal plate malformation, as well, did not influence the follow-up. Conclusions: age at portoenterostomy was the only factor that influenced prognosis on this sample of biliary atresia. It is necessary to increase the biliary atresia sample to check the influence of congenital extrahepatic anomalies on the follow-up post-portoenterostomy. <![CDATA[Bronchovascular fistula: complication of percutaneous central venous catheter in a neonate]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000400016&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: relatar um caso em que ocorreu falso trajeto de cateter venoso central, com fístula vásculo-pulmonar e graves conseqüências respiratórias correlatas em recém-nascido. Revisar a literatura sobre as complicações respiratórias e não respiratórias relacionadas à introdução de cateteres venosos centrais percutâneos em crianças. Descrição: dados clínicos evolutivos e diagnósticos foram obtidos após revisão do prontuário. O recém-nascido prematuro permaneceu em UTI neonatal após o parto para tratamento de doença da membrana hialina leve e de infecção manifestada posteriormente. No dia seguinte à introdução percutânea do cateter central, para a administração de nutrição parenteral, iniciou desconforto respiratório que progrediu rapidamente. Necessitou de ventilação mecânica para estabelecer troca gasosa adequada. A verificação da trajetória do cateter com o auxílio de contraste radiológico revelou a presença da complicação. Comentários: não são raras as complicações decorrentes da inserção de cateteres centrais, sendo a infecção a mais comum. É importante que os profissionais responsáveis pelos cuidados desses pacientes conheçam as várias outras complicações menos freqüentes, como a trombose vascular e a migração do cateter, com lesões de órgãos e coleções extravasculares de líquidos. Em recém-nascidos, existe apenas um único relato de complicação semelhante à verificada em nosso paciente. Sua raridade pode ter determinado dificuldades para o diagnóstico imediato. São enfatizados os aspectos relacionados aos cuidados, após a introdução destes cateteres, que poderiam facilitar o reconhecimento precoce destas complicações.<hr/>Objectives: to present a case of central venous line misplacement with vasculo-pulmonary fistula and severe respiratory consequences in a newborn. To review the literature concerning respiratory and non-respiratory complications related to the introduction of percutaneously placed central venous lines in children. Report: evaluative and diagnostic data were described after patient chart review. A premature newborn was admitted in a NICU after delivery for treatment of low-grade hyaline membrane disease and infection manifested afterwards. In the day after the introduction of the percutaneously placed central venous catheter, in order to provide parenteral nutrition, respiratory distress began with rapid progression. Mechanical ventilation was demanded to establish proper gas exchange. The complication was revealed after checking the catheter course using radiographic contrast. Comments: complications associated with central venous catheter insertion are not rare and infection is the most frequent one. It is essential that the caretakers be aware of the many less frequent ones like vascular thrombosis and catheter misplacement with organ injury and extravascular fluids collections. Only one description related to this kind of complication verified in our patient was found in newborns. This singular characteristic may have resulted in embarrassment for rapid diagnosis. Care related aspects, after catheter insertion, that could make easier the prompt recognition of these complications are emphasized.