Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720030004&lang=en vol. 79 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Jornal de Pediatria is included in Index Medicus / MEDLINE</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Interleukins in hypoxic-ischemic encephalopathy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Celiac disease</B>: <B>effects on bone mineralization</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>The influence of nipples and pacifiers on breastfeeding duration</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Treatment of intracranial hypertension</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: revisar a abordagem terapêutica atual nos pacientes pediátricos com hipertensão intracraniana, internados em unidade de terapia intensiva. FONTE DE DADOS: revisão bibliográfica sobre o tema, utilizando como base de dados o Medline. SÍNTESE DOS DADOS: a partir da literatura levantada pode-se observar a existência de medidas de monitorização e tratamento da hipertensão intracraniana aceitas como consenso pelos diferentes autores, assim como abordagens que ainda motivam controvérsias. CONCLUSÕES: os objetivos no manejo do paciente pediátrico com hipertensão intracraniana incluem a normalização da pressão intracraniana, a otimização do fluxo sangüíneo cerebral e pressão de perfusão cerebral, prevenindo o segundo insulto que exacerba a lesão secundária, evitando as complicações associadas com as várias modalidades de tratamento empregadas.<hr/>OBJECTIVE: to review the current therapeutic approach of intracranial hypertension in pediatric patients admitted to intensive care unit. SOURCES OF DATA: bibliographic review of the subject based on Medline. SUMMARY OF THE FINDINGS: the authors noticed that some measures to control intracranial hypertension are consensual, and others remain controversial. CONCLUSIONS: the goals of management of pediatric patients with intracranial hypertension include: normalizing the intracranial pressure, optimizing cerebral blood flow and cerebral perfusion pressure, preventing second insults that exacerbate secondary injury, and avoiding complications associated with the various treatment modalities employed. <![CDATA[<B>Levels of interleukin-6 and tumor necrosis factor-alpha in the cerebrospinal fluid of full-term newborns with hypoxic-ischemic encephalopathy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: avaliar os níveis liquóricos de IL-6 e TNF-alfa em recém-nascidos a termo com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), comparando-os com os de recém-nascidos controles. METODOLOGIA: estudo caso-controle realizado no período de julho de 1999 a outubro de 2001, incluindo dois grupos de recém-nascidos a termo: controle, com 20 recém-nascidos sem sepse e/ou meningite e com escore de Apgar > 9 no primeiro e quinto minutos de vida; e casos, com 15 recém-nascidos asfixiados, caracterizados pelo escore de Apgar < 4 e < 6 no primeiro e quinto minutos de vida, respectivamente, pH umbilical < 7,20 e/ou lactato arterial umbilical > 3,0 mmol/l e necessidade de ventilação com pressão positiva pelo menos durante 2 minutos após o nascimento. Foram coletadas amostras de liquor nas primeiras 48 horas de vida, para determinação dos níveis de IL-6 e TNF-alfa pelo método de enzimoimunoensaio. RESULTADOS: os grupos não diferiram quanto ao peso de nascimento, idade gestacional, classificação quanto ao peso e idade gestacional, tipo de parto e tempo médio de obtenção do liquor; seus exames foram obtidos em média com 17 horas de vida. Nos recém-nascidos asfixiados, as medianas dos níveis liquóricos foram: 157,5 pg/ml para IL-6 e 14,7 pg/ml para TNF-alfa, significativamente mais elevadas que nos controles (IL-6: 4,1 pg/ml e TNF-alfa: 0,16 pg/ml). CONCLUSÕES: recém-nascidos a termo com EHI apresentaram níveis liquóricos de IL-6 e TNF-alfa mais elevados que controles, possivelmente devido à produção local cerebral dessas citocinas, especialmente o TNF-alfa. Estes achados estimulam estudos futuros, utilizando bloqueadores cerebrais das ações dessas citocinas como estratégia de neuroproteção.<hr/>OBJECTIVE: to determine cerebrospinal fluid levels of interleukin-6 and tumor necrosis factor-alpha in full-term infants with hypoxic-ischemic encephalopathy, comparing with control infants. METHODS: controlled, prospective study, performed between July 1999 and October 2001 with two groups of full-term newborns: 20 controls with no sepsis and/or meningitis and Apgar score > 9 at first and fifth minutes; and cases, 15 asphyxiated full-term newborns with Apgar < 4 and < 6 at first and fifth minutes, umbilical blood cord pH < 7.20 and/or umbilical arterial blood lactate > 3.0 mmol/L, and requiring positive pressure ventilation for at least 2 minutes after birth. Cerebrospinal fluid samples were collected within 48 hours of birth for determination of interleukin-6 and tumor necrosis factor-alpha by enzyme immunoassay. RESULTS: groups were similar concerning birthweight, gestational age, type of delivery and mean time required for cerebrospinal fluid sample collection. The samples were collected at mean with 17 hours of life. The medians cerebrospinal fluid levels in asphyxiated newborn infants were: 157.5 pg/ml for interleukin-6 and 14.7 pg/ml for tumor necrosis factor-alpha, significantly higher than the controls (interleukin-6: 4.1 pg/ml and tumor necrosis factor-alpha: 0.16 pg/ml). CONCLUSIONS: full-term newborns with hypoxic-ischemic encephalopathy present higher cerebrospinal fluid interleukin-6 and tumor necrosis factor-alpha levels than the controls, possibly because of the local cerebral production of these cytokines, especially tumor necrosis factor-alpha. These results support a recommendation for future studies with brain blockers of the actions of these cytokines for neuroprotective strategies. <![CDATA[<B>Celiac disease under treatment</B>: <B>evaluation of bone mineral density</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: comparar a densidade mineral óssea de crianças e adolescentes com doença celíaca em tratamento com controles sadios, e avaliar exames laboratoriais relacionados com o metabolismo do cálcio. MÉTODOS: foram estudados 30 pacientes com doença celíaca em dieta isenta de glúten, 17 crianças e 13 adolescentes, e 23 indivíduos saudáveis. Todos os pacientes e controles realizaram a densidade mineral óssea (DEXA, Lunar). Os pacientes realizaram dosagem sérica de cálcio total, cálcio ionizado, fósforo, magnésio, fosfatase alcalina e paratormônio. RESULTADOS: a média de peso, estatura e densidade mineral óssea dos adolescentes com doença celíaca foi menor do que dos controles (p<0,05), enquanto que não se observaram diferenças estatisticamente significantes destes parâmetros, comparando as crianças com doença celíaca com os controles. A proporção de adolescentes que iniciou dieta isenta de glúten após os dois anos de idade foi maior do que a de crianças (p<0,05). Os pacientes apresentaram níveis séricos normais de cálcio ionizado, cálcio total e paratormônio. CONCLUSÕES: a densidade mineral óssea dos adolescentes com doença celíaca em dieta isenta de glúten foi menor do que dos controles. Por outro lado, não houve diferença entre a densidade mineral óssea de crianças com doença celíaca e controles.<hr/>OBJECTIVE: the present study was designed to compare the bone mineral density of children and adolescents with celiac disease to the bone mineral density of controls, and to evaluate laboratory analysis of calcium metabolism of celiac disease patients. METHODS: thirty celiac disease patients (17 children, 13 adolescents), on a gluten-free diet, and 23 healthy subjects were studied. Tests of bone mineral density of the lumbar spine (DEXA, Lunar) were performed in all patients and controls. Laboratory analysis of calcium metabolism was performed in all patients. RESULTS: mean weight and height of adolescents with celiac disease were lower than mean weight and height of controls (p<0.05). Bone mineral density in adolescents with celiac disease was significantly reduced if compared to controls (p=0.015), whereas no significant difference was found among children with celiac disease and controls. The number of adolescents who had started a gluten-free diet after the age of 2 years was higher than in children (p=0.003). Serum levels of ionized calcium, total calcium and parathormone were normal. CONCLUSIONS: the one mineral density of adolescents with celiac disease was lower than controls; whereas, no difference was found between the bone mineral density of children with celiac disease and controls. <![CDATA[<B>Pacifier use and its relationship with early weaning in infants born at a Child-Friendly Hospital</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: verificar a prática do uso de chupetas e sua relação com o desmame precoce em crianças nascidas em um Hospital Amigo da Criança. MÉTODO: Estudo de coorte, longitudinal, envolvendo 250 bebês sadios nascidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com peso de nascimento >2.500 g, não gemelares, com o aleitamento materno iniciado, de famílias residentes em Porto Alegre. Os dados foram obtidos mediante entrevista com as mães na maternidade e nas suas casas, no final do primeiro e do sexto mês do bebê e, por telefone, no segundo e quarto mês. Foram construídas curvas de sobrevida para comparar as prevalências de aleitamento materno e aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, entre as crianças usuárias e não usuárias de chupetas. RESULTADOS: das 237 crianças localizadas no final do primeiro mês de vida, 61,6% usavam chupeta, a maioria desde a primeira semana de vida. O uso de chupeta foi mais freqüente entre as crianças do sexo masculino e entre as com mães com baixa escolaridade; entre as crianças amamentadas com um mês, o uso de chupeta foi observado com mais freqüência naquelas não amamentadas exclusivamente. A incidência de desmame, entre o primeiro e sexto mês, nas crianças ainda amamentadas no final do primeiro mês, foi de 22,4% para as crianças não usuárias de chupeta, e de 50,8% para as usuárias (p<0,001). Quase 2/3 das usuárias de chupeta deixaram de ser amamentadas exclusivamente até o final do segundo mês; entre as não usuárias, o índice foi de 45% (p<0,001). CONCLUSÃO: a prática do uso de chupeta é muito arraigada na nossa cultura, mesmo em população orientada para evitá-la. A associação entre uso de chupeta e menor duração do aleitamento materno e aleitamento materno exclusivo foi confirmada nesta população.<hr/>OBJECTIVE: to assess the use of pacifiers and its relationship with early weaning among children born at a Child-Friendly Hospital. METHOD: a cohort study was carried out with 250 healthy singleton babies, with birthweight > 2,500 g, and with ongoing breastfeeding, born at Hospital de Clínicas de Porto Alegre. All mothers lived in Porto Alegre. Data were collected through interviews with the mothers, both at the maternity ward and at their homes, at the end of the first and sixth month of life; and over the phone, in the second and fourth months. Survival curves were built to compare the prevalence of breastfeeding and exclusive breastfeeding during the first six months of life among pacifier and non-pacifier users. RESULTS: among the 237 newborns contacted in the first month of life, 61.6% had been using pacifiers, most of them since the first week of life. The use of pacifiers was more frequent among male newborns and among those with poorly educated mothers; among babies who were being breastfed, the use of pacifiers was more commonly observed among non-exclusively breastfed ones. Considering the babies who were still being breastfed by the end of the first month of life, the incidence of weaning between months 1 and 6 was 22.4% for non-pacifier users and 50.8% for pacifier users (p<0.001). Almost 2/3 of pacifier users stopped being exclusively breastfed before the end of the second month; among non-pacifier users, this rate was 45% (p<0.001). CONCLUSION: the use of pacifiers is deeply rooted in our culture, even in a population oriented towards avoiding it. The association between pacifier use and shorter duration of breastfeeding and exclusive breastfeeding was confirmed in this population. <![CDATA[<b>Are breastfeeding and complementary feeding of children of adolescentmothers different from those of adult mothers?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: estudar a amamentação ao longo do primeiro ano de vida, e o tipo de alimentos complementares utilizados no final do primeiro ano de vida em filhos de mães adolescentes, e comparar com os filhos de mães adultas. MÉTODOS: estudo tipo coorte, ambidirecional, no qual as crianças foram selecionadas nos arquivos do CAISM/UNICAMP e avaliadas com um ano de idade. Estudados 122 filhos de adolescentes e 123 filhos de adultas, nascidos a termo, pesando > 2.500 g. Entrevistas realizadas nas casas ou no CIPED/UNICAMP, quando as crianças tinham um ano. Foram usados teste do qui-quadrado e de Fisher, a=5%, análise de sobrevida da amamentação pelo método de Kaplan-Meier e teste de Wilcoxon (Breslow) para comparar as curvas de amamentação exclusiva, predominante, completa e total. RESULTADOS: 94,3% dos filhos de adolescentes e 95,9% dos filhos de adultas saíram da maternidade amamentados (p=0,544). A mediana de amamentação exclusiva foi de 90 dias para ambos os grupos. Com um ano de idade, 35,3% e 28,5% dos filhos de mães adolescentes e adultas, respectivamente, continuavam amamentados (p=0,254): leite materno 11,5% x 8,9% e aleitamento misto 23,8% x 19,5% (p=0,519). Os filhos de adolescentes ingeriram menos carne diariamente, comparados aos filhos de adultas (13,9% x 26,0%; Fisher: p=0,031). Ovo não é consumido por 11,5% x 19,5% dos filhos de adolescentes e de adultas, mas sugere ser mais consumido pelos filhos de adolescentes (p=0,082). CONCLUSÕES: O tempo de amamentação e o seu padrão foram semelhantes entre os filhos de mães adolescentes e de mães adultas. A alimentação complementar também foi similar, com exceção de um menor consumo de carnes e um maior consumo de ovos entre os filhos de mães adolescentes.<hr/>OBJECTIVES: to study breastfeeding during the first year of life and the kind of complementary food provided at one year of life to children of adolescent mothers. To compare these data with breastfeeding and complementary food received by children of adult mothers. METHOD: a dual cohort was performed. Children were selected from the files of CAISM/UNICAMP and assessed when they were one year old. This study consisted of 122 children born from adolescent mothers and 123 children born from adult mothers - full-term births, birthweight was 2,500 g or higher. When the children were one year old, the mothers were interviewed at home or at CIPED/UNICAMP. The results were compared using the chi-square test and the Fisher's test; a= 5%; the Kaplan-Meier method was used to analyze the duration of breastfeeding and the Wilcoxon test (Breslow) to compare the exclusive, predominant, full and total breastfeeding curves. RESULTS: 94.3% of children of adolescent mothers and 95.9% of children of adult mothers left the maternity hospital being breastfed (p = 0,544). The median exclusive breastfeeding duration for both groups was 90 days. After completing one year, 35.3% and 28.5% of children of adolescent and adult mothers, respectively, continued breastfeeding (p = 0.254): only breastfeeding 11.5% x 8.9% and mixed feeding 23.8% x 19.5% (p = 0.519). Meat intake by children of adolescent mothers was lower than that of children of adult mothers (13.9% x 26.0%; Fisher's test: p = 0.031). With regard to egg intake, 11.5% x 19.5% of children of adolescent mothers and adult mothers did not eat egg but the results suggested that the egg intake of children of adolescent mothers was higher (p = 0.082). CONCLUSIONS: duration and pattern of breastfeeding were similar between children of adolescent mothers and of adult mothers. The complementary nutrition was similar, except for a lower intake of meat and a higher intake of eggs among the children of adolescent mothers. <![CDATA[<b>Prevalence of overweight and childhood obesity in Feira de Santana-BA</b>: <b>family detection x clinical diagnosis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: determinar a prevalência de sobrepeso e obesidade em uma amostra de crianças da rede de ensino público e privado da zona urbana de Feira de Santana-BA, avaliar o nível de percepção dos responsáveis em relação ao ganho excessivo de peso nas crianças e identificar a prevalência de crianças com excesso de peso encaminhadas para tratamento. MÉTODOS: realizado estudo de corte transversal com 699 crianças, na faixa etária de cinco a nove anos, da rede de ensino público e privado de Feira de Santana-BA, 2001. Sobrepeso foi definido como índice de massa corpórea (IMC) > ao percentil 85 e obesidade como IMC > ao percentil 95, ambos para idade e sexo. O nível de percepção do excesso de peso foi avaliado através de entrevistas individuais. RESULTADOS: a prevalência total de sobrepeso foi de 9,3% e de obesidade de 4,4%. Não houve diferença significante entre os sexos e faixa etária. O grupo étnico branco foi mais associado ao sobrepeso. Analisando as escolas, a prevalência nas públicas foi de 6,5% e 2,7%, e nas privadas de 13,4% e 7,0%, respectivamente para sobrepeso e obesidade. O excesso de peso foi reconhecido pelos responsáveis em 11,7% das crianças. Destas, apenas 11,0% foram encaminhadas para tratamento, oferecido por equipe especializada em 22,2% delas. CONCLUSÕES: a prevalência de sobrepeso e obesidade infantil mostrou-se elevada e similar a de alguns estudos no Brasil; o excesso de peso foi passível de reconhecimento pelos responsáveis, que não estão, contudo, alertas para a real necessidade de tratamento.<hr/>OBJECTIVES: to determine the prevalence of overweight and obesity in children attending public and private schools in the urban area of Feira de Santana-BA; to evaluate both the perception of excessive weight gain by guardians and the prevalence of treatment of those children. METHOD: cross-sectional study with 699 children, whose age ranged from 5 to 9 years old, attending public and private schools of Feira de Santana-BA in 2001. Overweight was defined as body mass index (BMI) > 85th percentile and obesity as BMI > 95th percentile both for age and gender. The level of perception of children's excessive weight gain by guardians was evaluated by means of individual interviews. RESULTS: total prevalence rates were 9.3% for overweight and 4.4% for obesity, without statistically significant difference among age and gender. White ethnic group was related only to overweight. Prevalence for overweight and obesity was, respectively, 6.5% and 2.7% for public schools and 13.4% and 7.0% for private ones. Guardians suspected that 11.7% of the children presented excessive weight gain. Only 11.1% of them were submitted to treatment. A percentage of 22.2% of these treatments were performed by specialized professionals. CONCLUSIONS: the prevalence of overweight and obesity was high and similar to some studies in Brazil; even though excessive weight gain can be recognized by children's guardians, they are not aware of the necessity of treatment. <![CDATA[<B>Digital morphometric and stereologic analysis of small intestinal mucosa in well-nourished and malnourished children with persistent diarrhea</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: testar a hipótese de que a mucosa do intestino delgado proximal de crianças com diarréia persistente apresenta alterações morfométricas e estereológicas proporcionais ao estado nutricional, utilizando captura de imagens através de microscópio acoplado ao computador. MÉTODOS: estudo transversal incluindo 65 pacientes pediátricos, com idade entre quatro meses e cinco anos, com diarréia de mais de 14 dias de duração, avaliados pelos escores z, divididos em eutróficos = z > 2 DP e desnutridos = z < -2DP; eutróficos = z > 2 DP, risco nutricional = z < -1DP e desnutridos = z < -2DP; e de maneira contínua em ordem decrescente, utilizando-se as tabelas do NCHS. Após a captura das imagens através do programa Scion Image, foram medidas a altura dos vilos, a profundidade das criptas, a espessura da mucosa, a espessura total da mucosa e a relação vilo/cripta (100 aumentos) e a altura do enterócito, altura do núcleo e do bordo em escova (500 aumentos). A análise estereológica foi feita através de arcos ciclóides. RESULTADOS: para os escores z P/I, P/E e E/I, divididos em duas categorias de estado nutricional, não houve diferença estatisticamente significante quanto às medidas da altura dos vilos, profundidade das criptas, espessura da mucosa, espessura total da mucosa e relação vilo/cripta. A altura do enterócito foi a característica que apresentou maior diferença entre os grupos eutróficos e desnutridos, para os índices P/I e P/E, em 500 aumentos, sem atingir significância estatística. No entanto, para três categorias de estado nutricional, a análise morfométrica digitalizada mostrou diferença estatisticamente significante para a relação vilo/cripta entre eutróficos e desnutridos leves e entre eutróficos e desnutridos moderados e graves (p=0,048). A relação vilo/cripta foi maior nos eutróficos. Através do coeficiente de correlação linear de Spearman, a altura do enterócito, a altura do núcleo do enterócito e a do bordo em escova mostraram clara associação com os índices P/I (r=0,25;p=0,038) e P/E (r=0,029; p=0,019). A altura do núcleo do enterócito e a do bordo em escova mostraram, ainda, associação com o índice P/E. CONCLUSÕES: as correlações encontradas entre o estado nutricional e a morfometria das variáveis da mucosa do intestino delgado relacionaram-se ao peso dos pacientes. Embora estas associações tenham sido de magnitude fraca a moderada, há uma tendência à diminuição do tamanho do enterócito, do seu núcleo e do bordo em escova, à medida que aumenta o grau de desnutrição.<hr/>OBJECTIVES: to test the hypothesis that the proximal small intestines of children with persistent diarrhea present morphometric and stereologic changes proportional to their nutritional status, using microscope images stored in a computer. METHODS: cross-sectional study with 65 pediatric patients, whose ages ranged from 4 months to 5 years, with persistent diarrhea for over 14 days. The nutritional assessment was performed according to the z-scores for weight/age (W/A), weight/height (W/H) and height/age (H/A) ratios, divided into: well-nourished = z > 2SD and malnourished = z < -2SD; well-nourished = z > 2SD, nutritional risk = z < -1SD and malnourished = z < -2SD; and continuously, in descending order, using the NCHS charts. After obtaining the computer images using the software Scion Image, villous height, crypt depth, mucosal thickness, total mucosal thickness, and villous/crypt ratio were measured in the fragments of the small intestinal mucosa, enlarged 100 times. When images were enlarged 500 times, enterocyte height, nuclear height and brush-border height were measured. Stereologic analysis was performed using cycloid arcs. RESULTS: for W/A, W/H and H/A z-scores, divided into two nutritional status categories, no statistically significant difference was observed in regard to villous height, crypt depth, mucosal thickness, total mucosal thickness and villous/crypt ratio. Enterocyte height presented the most significant difference between well-nourished and malnourished groups, for W/A and W/H ratios, with a 500x enlargement, although this difference was not statistically significant. When z-scores were subdivided into three nutritional status categories, a digital morphometric analysis showed a statistically significant difference for villous/crypt ratio between the well-nourished and slightly malnourished group and the well-nourished and mild to severe malnourished group (p = 0.048). The villous/crypt ratio was higher among well-nourished children. Using the Spearman coefficient, the variables enterocyte height, height of enterocyte nucleus and brush-border height presented a clear association with the W/A ratio (r = 0.25; p = 0.038), W/H ratio (r = 0.029; p = 0.019). The height of the enterocyte and the brush-border height were associated with W/H ratio. CONCLUSIONS: the observed associations between nutritional status and the analyzed small intestinal mucosa variables showed a positive correlation with patients' weight. Although these associations were of a slight to moderate magnitude, we observed a tendency of enterocyte size reduction, as well as a reduction in the size of its nucleus and brush-border, as the level of malnutrition increases. <![CDATA[<B>Evaluation of the treatment of vestibular disorders in children with computerized dynamic posturography</B>: <B>preliminary results</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: o objetivo desta investigação foi avaliar a posturografia como método de acompanhamento de crianças com vestibulopatia periférica, tratadas com reabilitação vestibular, estabelecendo sua correlação com a evolução clínica dos pacientes. MÉTODOS: dez crianças (seis meninos e quatro meninas) portadoras de afecções vestibulares periféricas, submetidas à reabilitação vestibular como forma de tratamento, tiveram sua evolução clínica avaliada através de uma anamnese detalhada de seus sintomas e da realização da posturografia dinâmica computadorizada. Os dados posturográficos foram analisados e comparados à evolução clínica dos pacientes estudados. RESULTADOS: observou-se, após o tratamento, melhora significativa das condições 1 (paciente em posição ortostática, plataforma fixa e olhos abertos) e 5 (paciente em posição ortostática, plataforma em movimento e olhos fechados) da posturografia dinâmica, da função vestibular e do índice do equilíbrio, que correlacionaram-se significativamente com a melhora clínica e diminuição dos sintomas dos pacientes. Observou-se, também, redução significativa da influência da função somatosensorial sobre o equilíbrio final da criança. CONCLUSÃO: os dados obtidos mostram que a posturografia não substitui a avaliação clínica convencional, mas agrega dados quantitativos importantes para o acompanhamento da terapia destes pacientes.<hr/>OBJECTIVE: this study aimed at evaluating dynamic posturography as an evaluation method in children with balance problems due to peripheral vestibulopathy, before and after treatment with vestibular rehabilitation, establishing its correlation with classical clinical evaluation. METHOD: ten children (six boys and four girls) with vestibular symptoms of peripheral origin were evaluated through a complete clinical history and with dynamic computerized posturography after being treated by vestibular rehabilitation therapy. Posturographic data were analyzed and compared to standard clinical evaluation parameters. RESULTS: dynamic posturography showed a significant improvement of condition 1 (orthostatic position, fixed support and open eyes) and 5 (orthostatic position, sway-referenced support and closed eyes) of the vestibular function and of the composite balance score. The data showed significant correlation with the clinical improvement observed. A significant reduction of proprioceptive influence was also observed. CONCLUSION: data showed that the dynamic posturography adds important quantitative information to the conventional clinical evaluation of vestibular symptoms, especially in children. <![CDATA[<b>Sedation and analgesia in children submitted to mechanical ventilation could be overestimated?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: descrever o perfil de uso de analgésicos e sedativos em crianças submetidas à ventilação mecânica, internadas em uma UTI pediátrica de referência, em um período de 12 meses, avaliando o tempo de uso dessas drogas, as doses diárias utilizadas e a incidência de síndrome de abstinência. MÉTODOS: estudo de coorte prospectivo (abril de 2001 a março de 2002), envolvendo crianças em ventilação mecânica (via tubo traqueal) por um período superior a 12 horas, com idade entre 30 dias e 15 anos, que tivessem sucesso no processo de extubação (excluídos os óbitos ou aqueles que necessitassem reintubação). Uma equipe não envolvida com a assistência coletava os dados diariamente, até o 28&ordm; dia de ventilação mecânica (tempo máximo de seguimento para aqueles que eventualmente permanecessem um tempo superior a 28 dias em ventilação artificial), sendo o principal desfecho a dose, infundida às 12h da manhã, de morfina, fentanil, quetamina e midazolam (assumindo esta como a dose média naquele dia para cada uma destas drogas). O diagnóstico de síndrome de abstinência foi definido através de pesquisa no prontuário (registro do diagnóstico ou tomada de medidas terapêuticas neste sentido) e por entrevista com o médico assistente de cada paciente, realizada nos dias subseqüentes à extubação. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HSL-PUCRS. RESULTADOS: dos 127 pacientes elegíveis para este estudo, obtivemos dados de 124 pacientes (16,0+29,5 meses, 58% meninos; 92 definidos como clínicos e 32 como cirúrgicos). Cada criança utilizou uma média de 1,7 sedativos-analgésicos em infusão por dia (sem diferença entre pacientes clínicos e cirúrgicos). Os opióides (morfina e fentanil) foram as drogas mais utilizadas em ambos grupos (fentanil o preferido entre os clínicos, e a morfina entre os cirúrgicos, p<0,001). O tempo médio de uso diferiu significativamente (p<0,01) entre os clínicos e cirúrgicos (6,8 contra 3,9 dias), observando-se também que, a partir de 7 dias de uso, houve um aumento significativo (p<0,01) nas doses de fentanil e midazolam; assim como uma maior prevalência de abstinência (42%) no grupo de pacientes clínicos (p<0,01). CONCLUSÕES: neste estudo que avaliou a prática diária de uma UTI brasileira de referência, pode-se constatar que a infusão contínua de sedativos e analgésicos em crianças submetidas a ventilação mecânica é utilizada de forma liberal (média de 1,7 drogas por paciente por dia) e, principalmente, que os pacientes clínicos utilizam estas drogas por um período maior, o que pode explicar a elevada prevalência de síndrome de abstinência neste grupo.<hr/>OBJECTIVE: to describe the pattern of analgesic and sedative infusions in children submitted to mechanical ventilation in a regional pediatric intensive care unit during a 12-month period. To compare the use of these drugs among clinical and surgical patients, as well evaluate the influence of the length of use on the average daily doses and on the incidence of abstinence syndrome. METHODS: this cohort study was performed from April 2001 to March 2002, involving children (1 month old to 15 years old) submitted to the mechanical ventilation with a tracheal tube for a period longer than 12 hours and who were successfully extubated (dead patients and those who required reintubation were excluded from the study). A team of professionals not involved with the patient's assistance performed a daily collection of all data up to the 28th day under mechanical ventilation (maximum length of follow up for those who remain longer under mechanical ventilation). The main outcome was the infusion doses of morphine, fentanyl, ketamine and midazolam administered at 12 AM (considering this dose as the average dose for that day). The diagnosis of abstinence syndrome was based on the chart revision (recorded diagnosis or based on the specific antagonist treatment used) and in an interview with the assistant physician on the following days after the extubation. This study was approved by the Ethics and Scientific Committee of the HSL-PUCRS. RESULTS: 127 children were eligible for this study, but only 124 patients were analyzed (16.0+29-5 months old; 58% male; 92 defined as clinical patients and 32 as surgical patients). An average of 1.7 sedative-analgesic infusion per patient a day was used in the whole group (without difference between clinical and surgical groups). Morphine and fentanyl were the most common drugs infused in both groups (fentanyl was preferred for the clinical group and morphine for the surgical group). The mean length of infusion was different (p<0.01) between clinical and surgical patients (6.8 and 3.9 days, respectively). After the 7th day, there was a significant increase in the fentanyl and midazolam doses (p<0.01), as well as a higher incidence of abstinence syndrome in the clinical group (p<0.01). CONCLUSIONS: this study evaluated the daily practice in a regional PICU, and it demonstrated that analgesic and sedative infusions in children submitted to mechanical ventilation are used according to an uncontrolled pattern (average 1.7 drugs/patient/day) and those classified as clinical patients used these drugs for longer periods, what could explain the higher prevalence of abstinence syndrome in this group. <![CDATA[<B>Does violence in the emotional relationships make STD/AIDS prevention more difficult?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: identificar a ocorrência de situações de violência no cotidiano de adolescentes e jovens de comunidades de baixa renda; pesquisar a relação entre uso de drogas e comportamentos de risco de DST/AIDS; e verificar se a violência nas relações afetivas entre adolescentes e jovens dificulta a prevenção de DST/AIDS. MÉTODOS: estudo epidemiológico com adolescentes e jovens de dois bairros da cidade do Rio de Janeiro, a partir dos dados obtidos de um questionário estruturado que versava sobre perfil da clientela, informações sobre a família, uso de drogas, situações de violência do cotidiano, experiência sexual, entre outras. Para o presente artigo, somente as variáveis que particularizavam agressividade, uso de drogas, comportamentos sexuais de risco e violência nas relações afetivas foram analisadas. Em particular, destacou-se a associação da variável "eu usei camisinha na última relação sexual" com as questões que indicavam ou não atitudes violentas nas relações afetivas. RESULTADOS: participaram 1.041 indivíduos na faixa etária entre 14 e 22 anos, sendo 53,6% do sexo feminino. Entre os resultados mais relevantes, observou-se uma relação estatisticamente significativa entre o não uso de preservativo (p<0,05) e as variáveis categóricas que indicavam agressividade nas relações amorosas. CONCLUSÃO: o grupo estudado revelou uma relação importante entre violência nas relações afetivas e o baixo uso de preservativos. Sugere-se a necessidade do desenvolvimento de medidas de prevenção aos comportamentos de risco de DST/AIDS associadas a campanhas contra a violência.<hr/>OBJECTIVES: to identify violent situations in the daily life of adolescents and young people of low-income communities; to establish a relation between the use of drugs and STD/AIDS risk behavior; and to verify if violence in the emotional relationships between adolescents and young people make the STD/AIDS prevention more difficult. METHOD: epidemiological study with adolescents and young people of two neighborhoods in the city of Rio de Janeiro, based on the results obtained from a structured questionnaire that dealt with subjects' profile, information about the family, use of drugs, daily violent situations, sexual experience, among others. For the present article, only the variables that dealt with aggressiveness, use of drugs, sexual risk behavior and violence in the emotional relationships were analyzed. The association between the variable "I used a condom the last time I had sex" and the questions that indicated violent or non-violent attitudes in emotional relationships received special attention. RESULTS: a total of 1,041 young people aged 14-22 years old took part in the study, 53.6% of them were female. A statistically significant relation was observed between not using condoms (p<0.05) and the categorical variables revealing aggressiveness in emotional relations. CONCLUSION: the study showed that there is an important association between violence in the emotional relationships and the inconsistent use of condoms in the group studied. Therefore, preventive measures should be taken regarding youth behavior that involves the risk of STD/AIDS infection, associated with campaigns against violence. <![CDATA[<B>Renal scars in children with primary vesicoureteral reflux</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: verificar a incidência de cicatrizes renais em crianças com refluxo vesicoureteral primário, comparando com sexo, idade no diagnóstico, infecção febril, grau do refluxo e tipo de bactéria. MÉTODOS: estudo retrospectivo de 58 crianças, com idade entre dois meses a 11 anos, apresentando refluxo vesicoureteral primário, detectado pela uretrocistografia miccional, após episódio documentado de infecção urinária. Diagnóstico de cicatriz renal foi obtido pela cintilografia com DMSA cinco meses, no mínimo, após o tratamento da infecção urinária; em 40 crianças, o exame foi repetido após período de seis meses a seis anos. RESULTADOS: 45 crianças (77,6%) eram meninas e 13 (22,4%) eram meninos, 51,7% com idade menor ou igual a 2 anos. A incidência de cicatriz renal foi de 55,2%. Houve maior proporção significativa de cicatrizes renais no sexo feminino, na presença do sintoma febre e no refluxo dilatado (III, IV e V). Presença de febre e sexo feminino foram fatores de risco significativos na ocorrência de cicatriz renal (febre - OR= 6,19, e sexo feminino - OR= 4,12). Houve tendência da presença de cicatriz renal em maiores de 2 anos. O intervalo entre início dos sintomas e a primeira consulta foi maior nas crianças com cicatrizes renais. Novas cicatrizes renais foram observadas em 12,5%. CONCLUSÃO: a presença de febre e sexo feminino foram fatores de risco para presença de cicatrizes renais, principalmente no refluxo vesicoureteral dilatado. A alta incidência de cicatrizes renais neste estudo pode estar relacionada ao retardo do diagnóstico do refluxo vesicoureteral.<hr/>OBJECTIVE: to determine the incidence of renal scars in children with primary vesicoureteral reflux taking into consideration the following variables: sex, age at diagnosis, febrile urinary infection, degree of reflux and bacteria specimen. METHOD: retrospective study of 58 children with age ranging from 2 months to 11 years, presenting primary vesicoureteral reflux detected by voiding cystourethrogram after documented episode of urinary tract infection. The diagnosis of renal scarring was obtained by dimercaptosuccinic acid scan 5 months after the treatment of the urinary infection; in 40 children the dimercaptosuccinic acid scan was performed again from 6 months up to 6 years after the treatment. RESULTS: 45 children (77.6%) were girls and 13 (22.4%) were boys, 51.7% were 2 years old or younger. The incidence of renal scarring was 55.2%. There was significant higher proportion of renal scars in girls, when the patients presented fever and dilated vesicoureteral reflux (III, IV, V). Fever and female sex were risk factors for the development of renal scars (fever - ODDS ratio = 6.19 and female sex - ODDS ratio = 4.12). There was a prevalence of renal scars in children over 2 years old. The interval between the beginning of the symptoms and the first medical visit was longer in the children with renal scars. New renal scars were observed in 12.5%. CONCLUSIONS: fever and female sex were risk factors for the presence of renal scars, mainly in the dilated vesicoureteral reflux. The high incidence of renal scars in this study may be related to delayed diagnosis of vesicoureteral reflux. <![CDATA[<B>Hemorrhagic gastritis due to cow's milk allergy</B>: <B>report of two cases</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: descrever dois lactentes com gastrite hemorrágica, devido à alergia ao leite de vaca. DESCRIÇÃO DOS CASOS: ambos os pacientes apresentavam hematêmese, vômitos e desnutrição. Os pacientes apresentavam infiltrado eosinofílico em mucosa gástrica biopsiada e resolução dos sintomas após o início de dieta com exclusão da proteína do leite de vaca. COMENTÁRIOS: gastrite hemorrágica devido à alergia ao leite de vaca é um diagnóstico incomum. Até o momento foram relatados 10 pacientes com gastrite alérgica, e as principais manifestações clínicas são vômitos, desnutrição, anemia e hematêmese. A gastrite por alergia ao leite de vaca pode apresentar-se em diferentes graus de gravidade, e pode ser subdiagnosticada em muitos pacientes. A menos que o tratamento correto seja iniciado, o paciente desenvolverá desnutrição protéico-calórica grave e anemia. Doença alérgica do trato gastrointestinal superior deve ser considerada em todos os lactentes com vômitos recorrentes, particularmente se complicado com hematêmese. O diagnóstico de gastrite alérgica é clínico, auxiliado pela endoscopia e anatomia patológica.<hr/>OBJECTIVE: to report two cases of infants with hemorrhagic gastritis due to cow's milk allergy. DESCRIPTION: the clinical features included hematemesis, vomiting and malnutrition. All patients had eosinophilic infiltrate in gastric biopsies and got favorable clinical outcome after cow's milk free diet. COMMENTS: hemorrhagic gastritis due to cow's milk allergy is an uncommon diagnosis. Clinical findings in 10 patients (including ours) reported with allergic gastritis were vomiting, malnutrition, anemia, and hematemesis. Gastritis occurs in cow's milk allergy in a wide range of severity, and it could remain hidden in most patients. Unless appropriate management is ensued, patients develop severe malnutrition and severe anemia. Allergic compromise of upper gastrointestinal tract might be considered in all vomiting infants particularly if complicated by hematemesis. Diagnosis of allergic gastritis relies on clinical suspicion helped by endoscopy and gastric biopsies. <![CDATA[<B>Bronchoscopic removal of foreign body from airway through tracheotomy or tracheostomy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400017&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: a maioria dos corpos estranhos aspirados para a via aérea é removida através de endoscopia respiratória. Em situações raras, a retirada deste material tem que ser realizada sob controle endoscópico, através de traqueotomia ou traqueostomia. A seguir, relatamos casos de crianças cuja remoção de corpos estranhos aspirados para a via aérea foi realizada por abertura traqueal. DESCRIÇÃO: revisão retrospectiva de prontuários, com relato de três crianças que aspiraram corpos estranhos para a via aérea. A primeira apresentou ruptura da cânula de traqueostomia, com aspiração da porção distal da mesma. Foi realizada remoção endoscópica através do traqueostoma. A segunda aspirou tampa de caneta, que não conseguia ser removida endoscopicamente, pois a mesma trancava e não passava na região subglótica. Foi realizado, então, traqueotomia cervical e remoção do corpo estranho sob controle endoscópico. A terceira apresentou corpo estranho aspirado para o brônquio principal esquerdo (palito de madeira), que foi removido através de broncoscopia, realizada pelo orifício da traqueostomia. Todas as crianças toleraram o procedimento endoscópico, com remoção do corpo estranho. No paciente em que foi realizada traqueotomia, a traquéia foi suturada após retirada do corpo estranho, não havendo necessidade de realização de traqueostomia. Nas crianças com traqueostomia prévia, a mesma foi recolocada após a retirada do corpo estranho. COMENTÁRIOS: uma minoria dos corpos estranhos aspirados para a via aérea de criança não pode ser removido somente por endoscopia. Quando o corpo estranho é demasiadamente largo que não passa na região subglótica, ou pontiagudo que possa traumatizar a via aérea, a remoção pode ser realizada por endoscopia, através de traqueotomia ou traqueostomia.<hr/>OBJECTIVE: most foreign bodies in the airway are removed by respiratory endoscopy. Rarely, the removal of the foreign body has to be performed through endoscopic control by tracheotomy or tracheostomy. This article reports three cases of foreign body removal in children performed by tracheal opening. DESCRIPTION: retrospective review of records with report of three cases of children who aspirated foreign bodies into the airway. In the first case, there was rupture of the tracheostomy tube, with aspiration of its distal portion. Endoscopic removal was performed by tracheostomy. The second child aspirated a pen cap. It could not be removed by endoscopy because it would not pass through the subglottic region. Cervical tracheotomy was performed and the foreign body was removed with endoscopic control. In the last case, the foreign body was in the left main bronchus. It was removed by bronchoscopy through tracheostomy opening. All children presented good outcome after the endoscopic procedure. The trachea of the patient submitted to tracheotomy was sutured after the foreign body removal. Tracheostomy was not necessary. In the children with previous tracheostomy, the tube was put back after the foreign body removal. COMMENTS: most foreign bodies in the airway of children can be removed by endoscopy. When the foreign body is too large to pass through the subglottic region, or so sharp that it can injure the airway, the use of tracheotomy or tracheostomy is indicated. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000400018&lng=en&nrm=iso&tlng=en