Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720030005&lang=en vol. 79 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>The inappropriate usage and adverse effects of drugs in clinical practice</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Which device should be used to treat wheezing attacks in children? Nebulizer or metered-dose inhaler?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Pediatric hematopoietic cell transplantations</B>: <B>growing pains</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Maternal allegations for weaning</B>: <B>qualitative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estudar as alegações para o desmame entre mulheres assistidas em uma maternidade Amiga da Criança, em Teresina, Piauí. METODOLOGIA: Adotou-se os preceitos metodológicos da pesquisa qualitativa em saúde, utilizando como referencial teórico a teoria das representações sociais. Ao todo, entrevistou-se 24 mulheres que se encontravam em processo de desmame antes do 4&ordm; mês de vida do bebê. RESULTADOS: A análise compreensiva permitiu revelar que a tomada de decisões que leva as mulheres ao desmame se dá de maneira complexa e carregada de culpa. Dentre os motivos alegados, figuraram leite fraco ou pouco, intercorrências de mama puerperal, falta de experiência, inadequação entre as suas necessidades e as do bebê, interferências externas, trabalho, ambigüidade entre o querer/poder amamentar e entre o fardo/desejo. CONCLUSÕES: A solidão/isolamento da mulher-mãe e a necessidade de obter apoio para a consecução dessa prática, não só por parte do serviço de saúde como também dos outros segmentos da sociedade, se fizeram presentes de forma uniforme nas entrevistas. Nesta perspectiva, vale atentar para a necessidade de reformulações do modelo assistencial ora vigente, no sentido de considerar a amamentação como um ato que precisa ser aprendido pela mulher e protegido pela sociedade.<hr/>OBJECTIVE: To study the reasons for weaning given by women receiving care at a Baby-Friendly Maternity in Teresina, state of Piauí, Brazil. METHODS: The methodological principles of qualitative research were applied, supported by the social representation theory. Data were collected from 24 women who were in the process of weaning their babies before the 4th month of life. RESULTS: The decision-making process that leads women to wean their babies is complex and guilt-ridden. The following reasons for weaning were mentioned: having weak or little milk; puerperal problems affecting the breasts; lack of experience; disparity between the needs of the mother and the needs of the baby; external factors; work; ambiguity between wish/capacity to breastfeed and between burden/desire. CONCLUSIONS: A sense of solitude/isolation on the part of the mother and the need for support, not only from health services, but also from other segments of society, were conveyed in all interviews. The model of health care providing should be amended so as to treat breastfeeding as an act to be learned by women and protected by society. <![CDATA[<B>Impact of otitis media on language acquisition in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: A incidência das otites médias em crianças tem aumentado consideravelmente nos últimos 20 anos. O objetivo deste trabalho foi revisar artigos sobre o impacto das otites médias sobre a aquisição da linguagem em crianças. FONTES DOS DADOS: Foram selecionados artigos catalogados na base Medline com os descritores otite média, linguagem, audição e criança. SÍNTESE DOS DADOS: A revisão de literatura mostrou que a perda auditiva observada nas otites médias pode ser resultante de: (1) alterações estruturais na orelha média, (2) lesões ultra-estruturais e anormalidades bioquímicas na cóclea, ou (3) alterações nas vias auditivas centrais. Cerca de 50% dos casos de otite média secretora, por exemplo, são acompanhados de perda auditiva leve e flutuante. Os dados de literatura apontam que os três primeiros anos de vida são críticos para o desenvolvimento da linguagem, e crianças com otites médias, nesse período, têm maior risco de apresentar distúrbios na aquisição da linguagem, no comportamento e, futuramente, no aprendizado escolar. CONCLUSÕES: As principais conseqüências das otites médias e da perda auditiva sobre a linguagem nessas crianças são erros fonéticos e de articulação da fala, bem como dificuldade para compreensão da leitura.<hr/>OBJECTIVE: To review the literature concerning the impact of otitis media on language acquisitions in children. SOURCES OF DATA: Medline. The following keywords were used for searching: otitis media, hearing, language and children. SUMMARY OF THE FINDING: The hearing loss observed in otitis media may be a result of: 1) structural disorders in the middle ear; 2) ultrastructural lesions and biochemical anomalies in the cochlea or 3) abnormalities in the central auditory pathways. About 50% of cases of secretory otitis media, for instance, are accompanied by mild fluctuating hearing loss. According to the literature, since the first three years of life are critical for language development, children affected by otitis media in this period are at risk for presenting disturbances in language acquisition, behavior and later academic achievement. CONCLUSIONS: The main consequences of otitis media and hearing loss on language acquisition are phonetic and speech articulation problems, as well as impairment of reading comprehension. <![CDATA[<b>Prescription of drugs not appropriate for children in a pediatric intensive care unit</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a extensão do uso de medicamentos não apropriados para crianças em prescrições de uma unidade de tratamento intensivo pediátrica (UTIP) terciária, de acordo com os padrões estabelecidos pela FDA. MÉTODOS: Estudo transversal, observacional, baseado na avaliação das prescrições de todos os pacientes admitidos na UTIP do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no período de seis semanas consecutivas. Foram considerados idade, sexo, peso, doença prévia, motivo de admissão na UTIP, e PIM (pediatric index of mortality) dos pacientes, e todos os medicamentos prescritos e suas indicações, com as respectivas apresentações, doses, freqüências e vias de administração. O critério de adequação na prescrição dos medicamentos seguiu a classificação de aprovação da FDA, baseada no catálogo de informações de medicamentos USP DI 2001, em três faixas etárias pediátricas. RESULTADOS: Os dados foram obtidos nos meses de julho e agosto de 2002, em diferentes dias, de seis semanas consecutivas, baseados nas prescrições de 51 pacientes em 54 admissões de UTIP. A mediana de idade dos pacientes foi 10,5 meses, sendo 61% do sexo masculino. Dois terços (65%) dos pacientes apresentavam doença prévia, e 87% das admissões ocorreram por motivos clínicos, sendo 57% por causas respiratórias. Foram registrados 747 itens de prescrição, com prevalências de 10,5% para medicamentos não aprovados e 49,5% para medicamentos não padronizados. A distribuição das prevalências de prescrição, tanto pela faixa etária quanto pelo nível de gravidade dos pacientes na admissão (de acordo com as categorias de risco do PIM), nas três classes de medicamentos, não mostrou diferença estatística entre os grupos. CONCLUSÃO: A alta prevalência de prescrições com medicamentos não apropriados para crianças confirma, também no nosso meio, o uso inadequado e inadvertido de medicamentos não testados ou de apresentações não padronizadas para crianças em UTIP. Isso aponta para a necessidade de estimular a realização de estudos sobre qualidade, eficácia e segurança de medicamentos para uso pediátrico.<hr/>OBJECTIVE: To assess the extent of use of drugs not recommended for children in prescriptions issued in a tertiary pediatric intensive care unit (PICU), according to FDA standards. METHODS: Observational cross-sectional study. The prescriptions issued to all patients admitted to the PICU at Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Brazil, over a six-week period were assessed. Patients' age, sex, weight, prior disease, reason for admission to the PICU and pediatric index of mortality (PIM) were recorded, as were all drugs prescribed, their indications, presentations, doses, frequencies and means of administration. Adequacy for prescription of drugs in three pediatric age ranges was defined according to USA Food and Drug Administration (FDA) approval classification, based on the USP DI 2001 drug reference database. RESULTS: Data were obtained in the months of July and August 2002, on different days, for six consecutive weeks, based on prescriptions issued to 51 patients in 54 admissions to the PICU. Median patient age was 10.5 months; 61% of patients were male. Two thirds of patients (65%) presented prior disease. 87% of admissions were due to clinical reasons, of which 57% were respiratory complaints. A total of 747 prescription items were registered, with prevalence of 10.5% for non-approved uses and 49.5% for off-label uses. No statistically significant difference was found in the distribution of prevalence of irregular prescription either by the three age ranges or by level of severity of disease at admission (according to PIM risk categories). CONCLUSION: The high prevalence of prescription of drugs not recommended for children confirms, in the Brazilian context, the inadequate and inadvertent use of drugs either not approved or off-label for PICU use. This demonstrates the need to encourage further studies on the quality, effectiveness and safety of drugs for pediatric use. <![CDATA[<B>Metered-dose inhaler with home-made spacer versus nebulizers to treat moderate wheezing attacks in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Realizou-se um ensaio clínico objetivando comparar duas modalidades de administração de salbutamol na crise de sibilância em crianças - através de nebulizador de jato e através de inalador dosimetrado acoplado a um espaçador artesanal. MATERIAL E MÉTODOS: Foi estudada uma amostra de conveniência de crianças em crise moderada de sibilância, alocadas aleatoriamente em dois grupos de tratamento, de acordo com o dispositivo inalatório utilizado para a administração de salbutamol (nebulizador - grupo NEB, ou inalador dosimetrado com espaçador - grupo IDE). Os parâmetros utilizados para comparação entre os grupos foram agrupados em tabela de pontos e consistiram em sinais clínicos habitualmente usados na avaliação da gravidade da crise asmática (nível de consciência, coloração da pele, intensidade da dispnéia, intensidade da tiragem, tempo expiratório, entrada de ar e sibilância) e a saturação transcutânea de oxigênio, obtidos antes do tratamento e 15 minutos após cada administração do salbutamol. Como dados adicionais, mediram-se os tempos de preparo e de uso das medicações, computaram-se os custos envolvidos nas duas formas de tratamento, e interrogaram-se os acompanhantes sobre o grau de satisfação em relação aos tratamentos. Cada criança usou salbutamol em doses repetidas a cada 20 minutos, interrompendo-se a administração quando a crise passava de moderada a leve. Quando a crise persistia moderada, após a segunda dose de salbutamol, acrescentava-se corticóide oral. A participação das crianças era concluída quando elas passavam à crise leve, ou após a terceira dose de salbutamol. A dose de salbutamol usada no grupo IDE foi 1/3 da dose usada no grupo NEB. RESULTADOS: Participaram do estudo 54 crianças com idades que variaram de 22 dias a 11,7 anos. Cada grupo abrangeu 27 crianças. Os grupos não diferiram demograficamente e em relação à pontuação clínica e aos valores de oximetria. A comparação dos parâmetros clínicos e de saturação de oxigênio, entre os grupos, não mostrou diferença significativa após as doses de salbutamol, havendo equivalência clínica entre doses diferentes (três vezes menor no grupo IDE, em relação ao grupo NEB); os tempos de preparo e administração da medicação e o custo do tratamento foram significativamente menores no grupo IDE. O grau de satisfação das famílias foi semelhante nos dois grupos. CONCLUSÃO: O inalador dosimetrado com espaçador artesanal pode ser utilizado na admini stração de salbutamol a crianças em crise de sibilância, com algumas vantagens em relação ao nebulizador.<hr/>OBJECTIVE: To compare the effectiveness of salbutamol administration by metered-dose inhaler with a home-made spacer versus jet nebulizer in children with moderate wheezing attacks. MATERIAL AND METHODS: A randomized, single-blinded trial was performed with a convenience sample of children presenting wheezing. The children were enrolled in an emergency room and randomly assigned to one of two treatment groups: home-made spacer group or nebulizer group. Clinical scores and oxygen saturation were recorded at baseline and 15 minutes after salbutamol administration. Treatment with salbutamol (100 &micro;g/3 kg in the spacer group, and 250 &micro;g/3 kg in the nebulizer group) was repeated at 20-minute intervals, until the child was considered to have improved significantly, with no need of any further dose, or until three doses were delivered. Treatment cost, time spent to prepare and deliver the drug, and level of parental satisfaction with the treatment were recorded. RESULTS: Fifty-four children with age between 22 days and 11.7 years were enrolled - 27 in each group. Baseline and demographic characteristics were similar for both groups. The spacer was as effective as the nebulizer in terms of clinical score and oxygen saturation. The different doses (100 &micro;g/3 kg with the spacer, and 250 &micro;g/3 kg with the nebulizer) were shown to be clinically equivalent. Treatment cost was significantly lower in the spacer group, as was the time to prepare and deliver the drug. Parental satisfaction was similar for both inhaler devices. CONCLUSION: The home-made spacer with a metered-dose inhaler is a cost-effective alternative to a jet nebulizer in the delivery of salbutamol to children with moderate wheezing attacks. <![CDATA[<B>Clinical and epidemiological analysis of bone marrow transplantation in a pediatric oncology unit</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Descrever o perfil e as complicações agudas mais importantes das crianças que receberam transplante de medula óssea no serviço de oncologia pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Análise retrospectiva de 41 pacientes, menores de 21 anos, transplantados entre agosto de 1997 até junho de 2002. Deste total, 20 pacientes receberam transplante alogênico, e 21 transplante autogênico. RESULTADOS: No transplante de medula óssea alogênico, a média de idade foi de 8,9 + 5,4 anos, sendo 12 pacientes do sexo masculino. As fontes de células foram: medula óssea, 12; sangue periférico, 5; e sangue de cordão umbilical não aparentado, 3. As doenças tratadas foram: leucemia linfóide aguda em 7 pacientes, leucemia mielóide crônica em 2, leucemia mielóide aguda em 4, síndrome mielodisplásica em 2, linfoma de Burkitt em 1, anemia aplástica grave em 1, anemia de Fanconi em 1, síndrome Chediak-Higashi em 1, e imunodeficiência congênita combinada grave em 1. Um paciente desenvolveu doença do enxerto contra hospedeiro aguda grau 2, três pacientes grau 4, e outros três desenvolveram doença do enxerto contra hospedeiro crônica. Todos haviam recebido sangue periférico como fonte de células. A sobrevida global aos 4 anos foi de 70,0 + 10,3%. A principal causa do óbito foi doença do enxerto contra hospedeiro, em três pacientes, e sepse, em outros três. Todos os óbitos ocorreram antes do centésimo dia. Um dos pacientes que recebeu sangue de cordão umbilical não aparentado está vivo, em bom estado e sem uso de medicações 3 anos e 6 meses pós-transplante. No transplante de medula óssea autogênico, a média de idade foi de 8,7 + 4,3 anos, sendo 11 pacientes do sexo masculino. As fontes de células foram: sangue periférico, 16; medula óssea, 3; sangue periférico mais medula óssea, 2. As doenças tratadas foram: tumor de Wilms em 5 pacientes, tumores da família do sarcoma de Ewing em 4, neuroblastomas em 3, linfomas de Hodgkin em 3, rabdomiossarcomas em 2, tumor neuroectodérmico primitivo do sistema nervoso central em 2, linfoma não-Hodgkin em 1, e leucemia mielóide aguda em 1 paciente. A sobrevida global aos 4 anos está em 59,4 + 11,7%. Cinco óbitos tiveram como causa a progressão da doença de base, um óbito ocorreu devido à infecção 20 meses pós-transplante, e dois óbitos foram precoces por sepse. As toxicidades mais comuns em ambos os grupos foram vômitos, mucosite, diarréia e dor abdominal. Infecções foram documentadas em 58,5% dos pacientes, e 46,9% tiveram no mínimo um agente isolado na hemocultura. O tempo de enxertia de neutrófilos e plaquetas correlacionou-se com o número de células progenitoras infundidas. CONCLUSÃO: A sobrevida de nossos pacientes é semelhante à encontrada na literatura de outros serviços nacionais e internacionais. Não encontramos diferença entre os dois tipos de transplante com relação às toxicidades agudas e às infecções.<hr/>OBJECTIVES: To describe the demographics and the most important acute clinical complications in patients undergoing bone marrow transplantation in the Pediatric Oncology Unit at Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Brazil. MATERIAL AND METHODS: A retrospective analysis was performed including 41 patients treated between August 1997 and June 2002. Twenty patients received allogeneic transplants (AG) and 21 received autologous transplants (AT). RESULTS: The mean age of AG patients was 8.9 + 5.4 years. Twelve patients were male. Stem cell sources were: bone marrow in 12 patients; peripheral blood in 5; and unrelated cord blood in 3. The diseases were acute lymphoid leukemia in 7 patients; acute myeloid leukemia in 4; chronic myeloid leukemia in 2; myelodysplastic syndrome in 2; Burkitt's lymphoma in 1; severe combined immunodeficiency in 1; Chediaki-Higashi syndrome in 1; Fanconi anemia in 1; and aplastic anemia in 1. One patient developed grade II acute graft-versus-host-disease (GVHD), and three patients had grade IV GVHD. Three patients developed chronic GVHD. In all of them, the cell source was peripheral blood. Survival in this group was 70.0 + 10.3%. The main cause of death was GVHD in three patients and sepsis in another three. All deaths occurred before day 100. One of the patients who received unrelated cord blood is alive 3.5 years after the transplantation. In AG patients, mean age was 8.7 + 4.3 years. Eleven patients were male. The stem cell sources were: peripheral blood in 16; bone marrow in 3; and peripheral blood + bone marrow in 2. The diseases were: Wilms' tumor in 5 patients; Ewing's sarcoma family tumors in 4; neuroblastoma in 3; Hodgkin's disease in 3; non-Hodgkin's lymphoma in 1; rhabdomyosarcoma in 2; neuroectodermic tumor of the central nervous system in 2; acute myeloid leukemia in 1. Survival in this group was 59.4 + 11.7%. Five patients died due to tumor relapse, 2 patients due to sepsis and one patient died in remission 20 months after bone marrow transplantation due to infection. In the whole group, the most common toxicities were vomiting, mucositis, diarrhea and abdominal pain. Infections were recorded in 58.5% of the patients. In 46.9%, at least one pathogen was isolated in the blood culture. The time required for neutrophil and platelet engraftment was correlated to the number of hematopoietic stem cell infused. CONCLUSION: The overall survival in our patients is similar to that reported in the literature. We did not find differences between AT and AG patients regarding acute toxicities and infections. <![CDATA[<B>Clinical and laboratory findings in a series of cases of infective endocarditis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever os achados clínico-laboratoriais da endocardite infecciosa (EI) em 28 crianças, em Vitória/ES. MÉTODO: Estudo retrospectivo dos prontuários de 28 crianças, com idade abaixo de 18 anos e diagnóstico de endocardite infecciosa, internadas no serviço de infectologia do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória - Espírito Santo, no período de janeiro de 1993 a dezembro de 2001. Os critérios para diagnóstico de endocardite infecciosa foram os do Duke Endocarditis Service (Duke University, Durham, North Carolina - USA): critérios maiores (hemoculturas e ecocardiograma positivos) e critérios menores (febre, doença cardíaca prévia, sopro cardíaco recente, fenômenos vasculares e imunológicos). Através de protocolo específico, preenchido pelos médicos-residentes e acadêmicos do serviço de infectologia, e revisados pelos médicos da equipe, foram anotadas as idades, sexo, achados clínicos e laboratoriais, e os resultados da ecocardiografia transtorácica das 28 crianças que preenchiam os critérios clínicos e laboratoriais. Em todos os casos, as hemoculturas foram realizadas com coleta do sangue (três amostras), sob condições assépticas e com inoculação em meios aeróbicos e anaeróbicos, incubados a uma temperatura de 37&ordm;C e testados com sistema automatizado Vitec System® (Biolab). RESULTADOS: Das 28 crianças, 16 eram do sexo masculino, com idade entre 3 e 180 meses (média 70,6&plusmn;59,2 m), e a maioria (68%) era procedente da região metropolitana de Vitória. Metade apresentava cardiopatia prévia. Os achados clínicos mais freqüentes que levaram à suspeita de EI foram: febre prolongada (100%), sopro cardíaco (67,9%), dispnéia (57,1%), hepatomegalia (57,1%), fenômenos vasculares (32,2%), esplenomegalia (28,6%) e nódulos de Osler (7,1%). Foram colhidas hemoculturas dos 28 casos, sendo 16 (57,1%) positivas. O S. aureus adquirido na comunidade foi o germe mais freqüentemente isolado (9/16-56,6%). Houve persistência da febre, apesar do tratamento, duração da febre de 2,5 a 30 dias, mediana de 18,0 dias. O valor médio de leucócitos à internação foi de 11.657&plusmn;7.085mm³. O ecocardiograma transtorácico, realizado em todos os pacientes, evidenciou vegetações, principalmente nas válvulas tricúspide (25,0%), mitral (25,0%) e na borda de CIV (28,6%). Treze (46,4%) crianças apresentaram sepse concomitante, e três (10,7%) infecção hospitalar. Houve um óbito (3,6%). CONCLUSÕES: A endocardite infecciosa em nosso meio é freqüente em crianças abaixo de dois anos de idade e com uma cardiopatia congênita. O S. aureus de origem comunitária foi o microorganismo isolado mais freqüentemente, e em crianças sem lesão cardíaca prévia. Endocardite infecciosa aguda, endocardite bacteriana, Staphylococcus aureus, ecocardiografia transtorácica.<hr/>OBJECTIVE: To describe clinical and laboratory data of infective endocarditis (IE) in 28 children from Vitória, state of Espírito Santo, Brazil. METHODS: We reviewed the medical records of 28 children aged 18 years and under admitted to the Infectious Diseases Unit of Nossa Senhora da Glória Children's Hospital with a diagnosis of IE from January 1993 to December 2001. The diagnosis of IE was based on the criteria established by the Duke Endocarditis Service (Duke University, Durham, North Carolina, USA): positive blood cultures and echocardiogram (primary criteria); and fever, history of heart disease, recent heart murmur, and vascular and immunological phenomena (secondary criteria). A specific protocol was filled out by interns and medical students and revised by physicians from the hospital medical team to obtain the following data: age, sex, clinical and laboratory findings, and results of transthoracic echocardiography. In all cases, three blood samples were collected under aseptic conditions and inoculated in aerobic and anaerobic environments. The samples were then incubated at 37&ordm; C and tested with the VITEC SYSTEM® automatized system (BIOLAB). RESULTS: Among 28 patients, 16 were boys. Age was between 3 and 180 months (mean 70.6 &plusmn; 59.2 months). Most children (68%) came from the metropolitan area of Vitória, and half presented a history of cardiopathy. The most frequent clinical findings which led to suspicion of IE were: prolonged fever in all cases, new or changing regurgitant murmur (67.9%) , dyspnea (57.1%), hepatomegaly (57.1%), vascular phenomena (32.2%), splenomegaly (28.6%), and Osler's nodes (7.1%). Blood cultures were positive in 16 patients (57.1%), and community-acquired S. aureus was the most frequently isolated pathogen (56.6%). Despite the treatment, fever persisted for 2.5 to 30 days (median = 18.0 days). Mean leukocyte count at admission was 11,657&plusmn;7,085mm3. Transthoracic echocardiography showed endocardial lesion in all patients, evidencing vegetations in the tricuspid valve (25%), mitral valve (25%), and intraventricular communication border (28%). Thirteen (46.4%) children presented concomitant sepsis and three (10.7%) developed hospital-acquired infection. There was one death (3.6%). CONCLUSIONS: IE in our country is frequent among children younger than 2 years with congenital cardiopathy. Community-acquired S. aureus was the most frequently isolated microorganism in children with no previous cardiac lesion. Acute infective endocarditis, bacterial endocarditis, Staphylococcus aureus, transthoracic echocardiography. <![CDATA[<B>Importance of clinical and laboratory profiles for the differential diagnosis of malaria and acute viral hepatitis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Destacar o perfil clínico-laboratorial de malária e hepatite aguda viral em dois grupos de crianças, ressaltando semelhanças e diferenças entre os dois quadros; subsidiar o aumento da sensibilidade clínica de presunção diagnóstica precoce de malária na infância. MÉTODOS: Foram estudados dois grupos de 30 crianças, de dois a dez anos de idade, portadoras de primo infecção malárica ou hepatite viral aguda, confirmados pela pesquisa de plasmódio e pesquisa de marcadores virais de hepatite A e B. As crianças foram submetidas às seguintes avaliações no primeiro dia de atendimento: hemograma, contagem de plaquetas, dosagem de enzimas hepáticas, uréia, creatinina e bilirrubinas. Os achados clínicos e laboratoriais foram descritos e comparados entre os dois grupos. Proporções de indivíduos com exames físicos alterados foram comparadas nos dois grupos, pelo teste exato de Fisher. RESULTADOS: A apresentação clínica inicial da doença foi semelhante em todos os pacientes: febre, cefaléia, sintomas digestivos e colúria. Metade dos portadores de malária não apresentou a tríade clássica, apesar de todos terem apresentado febre moderada ou alta, ao contrário dos portadores de hepatite. Na avaliação laboratorial, os portadores de malária apresentaram mais anemia e plaquetopenia quando comparados aos portadores de hepatite. Foram marcantes, nos portadores de hepatite, as elevações de bilirrubinas e enzimas hepáticas. CONCLUSÕES: A propedêutica detalhada e a avaliação criteriosa dos exames laboratoriais inespecíficos constituem peças fundamentais para a diferenciação clínica entre os dois diagnósticos, reforçando a identificação precoce do parasita e, conseqüentemente, o tratamento rápido de malária em crianças.<hr/>OBJECTIVE: To establish clinical and diagnostic findings of malaria and acute viral hepatitis in children, stressing similarities and differences, so as to enhance the sensitivity of early malaria diagnosis in childhood. METHODS: Two groups were studied, each including 30 children between 2 and 10 years of age. The patients presented either primary malaria infection or acute viral hepatitis, confirmed by thick blood film and tests for markers of viral hepatitis A and B. The patients were submitted to the following evaluations: erythrocyte, leucocyte and platelet counts, hemoglobin and hematocrit dosage, hepatic enzymes, urea, creatinine and bilirubin dosage. Clinical and laboratory findings were described for both groups and compared. Individuals with alterations on the physical exam in both groups were compared using Fisher's exact test. RESULTS: Baseline clinical findings were the same in all patients: fever, headache, digestive problems and dark urine. One half of malaria patients did not present the classical malaria signs, but all of them presented fever, differently from patients with hepatitis. In malaria patients, anemia and thrombocytopenia were significantly more frequent than in hepatitis patients. A remarkable increase of bilirubin and hepatic enzyme levels was found in hepatitis patients. CONCLUSIONS: A detailed physical examination and a thorough evaluation of non-specific laboratory tests are sufficient to allow the presumptive diagnosis of both malaria and viral hepatitis, and to reinforce the early diagnosis and treatment of malaria. <![CDATA[<B>Clinical and transcutaneous oxygen saturation characteristics in hospitalized infants with acute viral bronchiolitis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Descrever as características clínicas de lactentes com bronquiolite viral aguda (BVA) e verificar a influência do tempo de dessaturação de oxigênio (TD) como teste preditivo para estimar a evolução desses pacientes. MÉTODOS: Estudo de coorte realizado com 111 lactentes hospitalizados com diagnóstico de BVA e em oxigenoterapia por cateter nasal. Os desfechos foram: tempo de internação, tempo de oxigenoterapia e tempo para saturar 95% em ar ambiente. Foi aplicado, duas vezes ao dia, um escore de gravidade com os sinais clínicos verificados durante o período em que o paciente necessitou de oxigênio suplementar. Após suspender o oxigênio do paciente, foi observado o tempo necessário para a saturação transcutânea de oxigênio decrescer até 90% e 85%. Utilizou-se o teste do qui-quadrado ou teste exato de Fisher, para comparar entre si os grupos de variáveis categóricas, e o teste t ou Mann-Whitney, para as variáveis numéricas. A correlação de Spearman foi utilizada para avaliar associações entre variáveis contínuas de distribuição assimétrica. RESULTADOS: Houve predominância de idade inferior a quatro meses (61,3%). Os pacientes com história de sibilância prévia (45%) foram analisados separadamente e tiveram resultados semelhantes ao grupo com BVA (p<0,05). A prevalência de desnutrição moderada e grave foi de 26 pacientes (23%). Todos os pacientes utilizaram broncodilatador; 20% receberam corticosteróides sistêmicos e 42,7%, antibióticos. A mediana do tempo de oxigenoterapia até saturar 95% em ar ambiente foi de 83 horas (IIQ 55-128). A mediana do tempo de internação hospitalar foi de 7 dias (IIQ 5-10,5). Observou-se pouca variabilidade clínica no período estudado. Não se encontraram correlações estatisticamente significantes (p<0,002) entre os escores clínicos e os TDs com os desfechos. CONCLUSÕES: Os TDs como elementos auxiliares na avaliação de pacientes em oxigenoterapia não foram clinicamente úteis neste estudo. É possível, no entanto, que se verifique melhores resultados utilizando-se esta medida em pacientes com maior variabilidade clínica.<hr/>OBJECTIVE: To describe the clinical characteristics of infants with acute viral bronchiolitis (AVB) and to assess the influence of oxygen desaturation time (DT) as a prognostic test to estimate the evolution of such patients. METHODS: We performed a cohort study with 111 hospitalized patients diagnosed with AVB receiving oxygen therapy through nasal prong. The outcomes were: length of admission, length of oxygen therapy and time elapsed to read 95% saturation in room air. A severity score was obtained twice a day based on clinical signs during the time when the patient required oxygen supplementation. After the supply of oxygen was interrupted, the time required for transcutaneous oxygen saturation decreased to 90% and 85%. The chi2 test or Fisher's exact test were used to compare categorical variables. The t test or Mann-Whitney's test were used for numerical variables. Spearman's correlation was used to evaluate associations in continuous variables with asymmetric distribution. RESULTS: Most patients (61.3%) were younger than 4 months. Patients with wheezing history (45%) were analyzed separately and had similar results to those of the group with AVB (p<0.05). Twenty-six patients (23%) had moderate or severe malnutrition. All patients were using bronchodilators; 20% were using systemic corticosteroids; and 47%, antibiotics. The median time of oxygen therapy required for a reading of 95% oxygen saturation in room air was 83 hours (IQI 55-128). The median of length of admission was 7 days (IQI 5-10.5). Little clinical variability was observed in the period studied. No significant correlations were found between the clinical scores, DT and the outcomes. CONCLUSIONS: DT was not useful as an aid to assess AVB patients on oxygen therapy in this study. It is possible that this tool could have been more useful in patients with more clinical variability. <![CDATA[<B>Upper airway cellular pattern in infants with acute bronchiolitis</B>: <B>neutrophils or eosinophils?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: O objetivo deste estudo é analisar o exame citológico do aspirado nasofaríngeo de lactentes com bronquiolite aguda, especificamente em relação à presença de neutrófilos e eosinófilos MÉTODOS: Foram recrutados lactentes hospitalizados com diagnóstico de bronquiolite aguda, no Hospital São Lucas da PUCRS, no período entre maio e julho de 2002. O aspirado nasofaríngeo foi coletado nas primeiras 48 horas de internação hospitalar. O exame citológico diferencial foi realizado com coloração de May Grunwald Giemsa. Foram realizadas também contagem total de células e viabilidade celular nas amostras estudadas. RESULTADOS: Foram selecionados 38 lactentes com bronquiolite aguda. A idade mediana foi de 2,2 meses (interquartil: 1,2-3,5), sendo 21 pacientes do sexo masculino. O exame citológico diferencial demonstrou um predomínio absoluto de neutrófilos, com mediana de 95% (interquartil: 94-97). Não foi detectada a presença de eosinófilos nas amostras estudadas. CONCLUSÕES: O aspirado nasofaríngeo de lactentes hospitalizados com bronquiolite aguda apresenta um predomínio absoluto de neutrófilos. Não foram encontrados eosinófilos nessas amostras. Esses achados demonstram que lactentes com bronquiolite aguda apresentam uma resposta inflamatória neutrofílica, nas vias aéreas, aos vírus respiratórios, distinta daquela eosinofílica, encontrada em quadros de asma.<hr/>OBJECTIVE: To analyze the cellular pattern of nasopharyngeal secretions in infants with acute bronchiolitis (AB), focusing on the presence or absence of neutrophils and eosinophils. METHODS: Hospitalized children with AB admitted to Hospital São Lucas, Porto Alegre, Brazil, between May and July 2002 were recruited. Nasopharyngeal aspirates were collected during the first 48 hours after admission. Slides were stained with May Grunwald and Giemsa. Total cell count and cellular viability were obtained in all samples. RESULTS: Thirty-eight infants with AB were enrolled. The mean age was 2.2 months (interquartile range: 1.2-3.5), and 21 subjects were male. Neutrophils were the predominant cells in the nasopharyngeal aspirates (median 95%, interquartile: 94-97). No eosinophils were found in the samples studied. CONCLUSIONS: Our results suggest that eosinophils do not play a significant role in the pathophysiogenesis of AB. Infants with AB present a specific inflammatory response to viral infections, which is distinct from the immune response observed in asthma. <![CDATA[<B>Child feeding and diarrhea morbidity</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: O leite materno, por suas características nutricionais e imunológicas, protege a criança contra a diarréia. Para avaliar a proteção da amamentação contra a diarréia em menores de um ano, foi realizado um estudo transversal em Feira de Santana, Bahia, no ano de 2001. MÉTODOS: Foram aplicados questionários às mães, por 104 universitários, no dia nacional de vacinação, nas 44 (71,0%) unidades selecionadas por estratificação simples e avaliadas 2.319 crianças, representando 24,3% da população estimada. Foi calculada a razão de prevalência e considerado como significante p< 0,05 e intervalo de 95% de confiança. RESULTADOS: A ocorrência de diarréia foi elevada (11,6%), com maior freqüência após o sexto mês (63,3%). As crianças menores que seis meses que não mamavam apresentaram uma chance de 64,0% (IC95%: 1,07-2,51) a mais para a diarréia (p< 0,02) do que aquelas amamentadas. Quando comparadas com as que mamavam exclusivamente, houve um aumento dessa chance para 82,0% (IC95%: 1,11-3,01) entre as não amamentadas. CONCLUSÕES: Foi evidente a proteção da amamentação e do aleitamento exclusivo contra a diarréia nos menores de seis meses.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the protective role of breastfeeding against diarrhea in children younger than one year of age in the city of Feira de Santana, Brazil, in 2001. METHODS: A cross-sectional study was carried out. Questionnaires were applied to mothers by 104 university students on the national vaccination day in 44 health units (71.0%) selected by simple stratification. 2,319 children were evaluated (24.3% of the estimated population). The prevalence ratio was calculated and considered significant if p<0.05 with a 95% confidence interval. RESULTS: Diarrhea occurred in 11.6% of the sample, with greater frequency after the sixth month (63.3%). The chance for presenting diarrhea was 64% higher in children younger than six months who were not breastfed vs. breastfed children (p< 0.02). When compared to the children who were exclusively breastfed, the chance for presenting diarrhea increased to 82% in children who were not breastfed (95% CI 1.11-3.01). CONCLUSIONS: Breastfeeding and exclusive breastfeeding were a protective factor against diarrhea in the first six months of life. <![CDATA[<B>Assessment of mid-upper arm circumference as a method for obesity screening in preschool children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: O presente estudo visou a avaliar se o perímetro braquial poderia ser utilizado para a triagem de crianças obesas na idade pré-escolar. MÉTODOS: 1.090 crianças com idades entre 12 e 59,99 meses foram estudadas, obtendo-se informações pessoais, além de peso, estatura e perímetro braquial. Foram obtidas as sensibilidades e especificidades de diferentes escores z de perímetro braquial para idade e perímetro braquial para estatura, para a detecção de crianças obesas, definidas como aquelas que apresentaram escore z de peso para estatura acima de 2. RESULTADOS: Das 1.090 crianças avaliadas, 6,6% apresentaram escore z de peso para estatura acima de 2. O escore z de 0,7 do indicador perímetro braquial para idade determina a melhor associação entre sensibilidade (76,5%) e especificidade (77,9%), para a detecção das crianças obesas. O escore z de 0,6 do indicador perímetro braquial para estatura determina a melhor associação entre sensibilidade (79,4%) e especificidade (77,6%) para a detecção das crianças obesas. CONCLUSÕES: Não se observou vantagem do uso do perímetro braquial relacionado à estatura quando comparado à sua relação com a idade. Dessa forma, propõem-se pontos de corte, utilizando-se apenas o indicador perímetro braquial para idade que, pela sua facilidade e rapidez de obtenção em populações, é um método alternativo viável para triagem de crianças pré-escolares portadoras de obesidade.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate if mid-upper arm circumference (MUAC) can be used for obesity screening in preschool children. METHODS: 1,090 children aged from 12 to 59.99 months were studied. Personal information, weight, height and MUAC were obtained. Sensitivity and specificity to detect obese children were calculated for MUAC to age and MUAC to height z scores. Obesity was defined as weight to height z score > 2. RESULTS: 6.6% of the children had a weight to height z score > 2. The best association between sensitivity (76.5%) and specificity (77.9%) to detect obese children for MUAC to age was obtained with a z score of 0.7. In terms of MUAC to height, the best association between sensitivity (79.4%) and specificity (77.6%) to detect obese children was obtained with a 0.6 score. CONCLUSIONS: MUAC to height z score was not advantageous for obesity screening when compared to MUAC to age z score. MUAC to age z score seems to be an adequate alternative method for obesity screening in preschool children. <![CDATA[<B>Smoking during early adolescence</B>: <B>a study in schoolchildren from Argentina</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: 1) Conocer la prevalencia del tabaquismo durante la adolescencia temprana (11-12 años) y 2) identificar los factores de riesgo de hacerse fumador. DISEÑO: Estudio transversal en 2467 escolares de 19 establecimientos de 7 localidades. Instrumento de registro: encuesta estructurada, autoadministrada a sobre cerrado. RESULTADOS: La prevalencia de tabaquismo fue de 15.1% (7.9% en 7&ordm; año a 23.9% en 9&ordm; año). La edad media de inicio fue de 11.7 años. La influencia de los pares y la presencia de fumadores en la familia resultaron ser factores estadísticamente significativos. CONCLUSIÓN: Los hallazgos refuerzan la hipótesis de que los programas preventivos sobre el hábito de fumar deben iniciarse antes de la adolescencia temprana.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the prevalence of smoking among pre-teenagers (11 and 12 years of age) and to identify risk factors for smoking. METHODS: A cross-sectional study was carried out with 2,386 schoolchildren from 19 schools in Argentina. A structured, self-completed and anonymous questionnaire was employed. RESULTS: The prevalence of smoking was 15.1%, ranging from 7.9% in the 7th grade to 23.9% in the 9th grade. The mean age at the start of smoking was 11.7 years. Peer and family pressure were statistically significant risk factors for initiating the habit. CONCLUSION: These findings support the recommendation to begin smoking prevention programs before early adolescence. <![CDATA[<B>Chronic recurrent multifocal osteomyelitis of the mandible</B>: <B>report of three cases</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Relatar três casos de osteomielite crônica multifocal recorrente de mandíbula. A osteomielite crônica multifocal recorrente é uma doença inflamatória, com acometimento de um ou mais ossos, sem patógenos isolados nas áreas afetadas, sendo o envolvimento da mandíbula raramente descrito na literatura. DESCRIÇÃO: Caso 1 - paciente feminina, com 13 anos, após tratamento dentário evoluiu com dor mandibular e febre. A paciente foi tratada com antibióticos por osteomielite, evoluindo com aumento progressivo da mandíbula e pustulose palmoplantar. A cintilografia óssea mostrou hipercaptação difusa da mandíbula. A redução da tumoração mandibular foi evidenciada com a indometacina e sessões de câmara hiperbárica. Caso 2 - paciente feminina, com 9 anos, apresentou dor e edema em região de mandíbula direita recorrente por três anos. O diagnóstico de osteomielite foi realizado e introduzido amoxicilina. Após três meses, a tomografia computadorizada mostrou osteólise mandibular difusa. Indometacina e câmara hiperbárica foram introduzidas, porém a paciente apresentou recidiva e foi tratada com prednisona, rofecoxib e metotrexato. Caso 3 - paciente masculino, com 10 anos, apresentou pustulose palmoplantar e aumento difuso da mandíbula recorrente. A tomografia computadorizada de mandíbula evidenciou osteólise mandibular, e a cintilografia óssea, hipercaptação difusa. O paciente foi tratado com prednisona. O rofecoxib foi substituído após duas recidivas. COMENTÁRIOS: A osteomielite crônica multifocal recorrente da mandíbula pode apresentar um curso doloroso prolongado, com intervalos de atividade e remissão do processo inflamatório. O seu reconhecimento é importante para evitar uma antibioticoterapia prolongada e procedimentos invasivos desnecessários.<hr/>OBJECTIVE: To report three cases of chronic recurrent multifocal osteomyelitis of the mandible, an inflammatory disease affecting one or more bones with absence of isolated microorganisms in affected areas. DESCRIPTION: The first case is a 13 year-old female presenting with pain and fever after dental treatment. The patient received antibiotic treatment for osteomyelitis, but developed progressive enlargement of the mandible and palmoplantar pustulosis. Bone scintigraphy showed intense and diffuse uptake in the mandible. The swelling decreased after indomethacin and hyperbaric oxygen therapy. Case 2 is a 9 year-old female patient with recurrent pain and edema of the right mandible for three years. The diagnosis of osteomyelitis was established and amoxicillin introduced. After three months, tomography showed diffuse mandible osteolysis. Indomethacin and hyperbaric oxygen therapy were introduced, however the patient presented a relapse and was treated with prednisone, rofecoxib and methotrexate. Patient 3, a 10 year-old male, had palmoplantar pustulosis and recurrent enlargement of the mandible. Tomography showed diffuse mandible osteolysis and scintigraphy revealed intense and diffuse uptake in the mandible. The patient was treated with prednisone. Rofecoxib was replaced after two relapses. COMMENTS: Chronic recurrent multifocal osteomyelitis of the mandible is often associated with prolonged pain periods and periods of activity and remission of the inflammatory process. Its recognition is important to prevent the patient from being submitted to prolonged antibiotic therapy and unnecessary invasive procedures. <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000500017&lng=en&nrm=iso&tlng=en</link> <description/> </item> </channel> </rss> <!--transformed by PHP 02:12:41 27-12-2014-->