Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720050004&lang=en vol. 81 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Small for gestational age</B>: <B>severity, proportionality and risk of mortality</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>The prevalence of hepatitis A antibodies in HIV exposed and/or infected children and adolescents</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>The challenge of diagnosing dengue in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>The safety of nebulization with 3 to 5 ml of adrenaline (1:1000) in children</B>: <B>an evidence based review</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Apresentar evidências sobre a segurança da nebulização com 3 a 5 ml de adrenalina (1:1000) no tratamento das crianças com obstrução inflamatória aguda das vias aéreas. FONTES DE DADOS: Uma busca eletrônica foi feita, utilizando-se, principalmente, o banco de dados do MEDLINE (janeiro de 1949 a julho de 2004). Os critérios de inclusão do estudo para esta revisão foram: 1) ensaio clínico randomizado; 2) pacientes (até 12 anos) com diagnós tico de bronquiolite ou laringotraqueobronquite; 3) uso de adrenalina (1:1000) através de nebulização. Os principais dados extraídos dos ensaios dizem respeito a doses de adrenalina e seus efeitos sobre a freqüência cardíaca e a pressão arterial sistêmica, bem como outros efeitos colaterais. SÍNTESE DOS DADOS: Sete ensaios clínicos, com um total de 238 pacientes, foram incluídos para esta revisão. Dos cinco ensaios clínicos nos quais a maior dose (> 3 ml) de adrenalina foi usada, dois demonstraram aumento significativo de freqüência cardíaca. O aumento médio de freqüência cardíaca variou de sete a 21 batimentos por minuto, até 60 minutos após o tratamento. A maior incidência de palidez foi observada em um ensaio clínico com 21 crianças tratadas com 3 ml de adrenalina através de nebulização (47,6% no grupo de adrenalina versus 14,3% no grupo de salbutamol, 30 minutos após o tratamento). Não foram observados, em dois ensaios clínicos, efeitos significativos em nebulização com adrenalina (4 e 5 ml) na pressão arterial sistêmica. CONCLUSÃO: As evidências mostram que nebulização com 3 a 5 ml de adrenalina (1:1000) é uma terapia segura, com poucos efeitos colaterais, em crianças com obstrução inflamatória aguda das vias aéreas.<hr/>OBJECTIVE:To present the evidence regarding the safety of nebulization with 3-5 ml of adrenaline (1:1000) for the treatment of children with acute inflammatory airway obstruction. SOURCES OF DATA: An electronic search was undertaken, using mainly Medline databases (January of 1949-July of 2004). The study inclusion criteria for this review were: 1) randomized clinical trial; 2) Patients (up to 12 yrs) with diagnosis of bronchiolitis or laryngotracheobronchitis; 3) use of adrenaline (1:1000) by nebulization. The principal data extracted from the trials included adrenaline dosages and their effects on heart rate and blood pressure and any other side-effects. SUMMARY OF THE FINDINGS: Seven clinical trials with a total of 238 patients were included for this review. Two of the five trials in which larger dosages (> 3 ml) of adrenaline were used demonstrated a significant increase in heart rate. The mean increase in heart rate varied from seven to 21 beats per minute, up to 60 minutes after treatment. The highest incidence of pallor was observed in one trial with 21 children treated by nebulization with 3 ml of adrenaline (47.6% in the adrenaline group vs. 14.3% in the salbutamol group, 30 minutes after treatment). Two clinical trials failed to observe a significant effect on blood pressure from nebulization with adrenaline (4 and 5 ml). CONCLUSION: Evidence shows that nebulization with 3 to 5 ml of adrenaline (1:1000) is a safe therapy, with minor side-effects, for children with acute inflammatory airway obstruction. <![CDATA[<B>An assessment of the severity, proportionality and risk of mortality of very low birth weight infants with fetal growth restriction</B>: <B>a multicenter South American analysis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: 1) evaluar la severidad y la proporcionalidad de los PEG para diferentes grados de prematurez; 2) estimar el riesgo de mortalidad de los PEG según la severidad y proporcionalidad. MATERIAL Y MÉTODOS: Diseño observacional y analítico. Población: todos los recién nacidos de muy bajo peso (RNMPB) entre 25 y 36 semanas que mantiene el grupo NEOCOSUR (n = 1.518). Índices antropométricos: a) peso de nacimiento (PN) < percentil 3 y 10; b) severidad (FGR, razón del crecimiento fetal - razón entre el PN observado y la media del PN para cada edad gestacional): normal: FGR 0,90-1,10, leve: 0,80-0,89, moderado: 0,75-0,79 y severo < 0,75; c) proporcionalidad: estimada por el Coeficiente de Bimodalidad (disarmónico: > 0,55) y la transformación z del índice ponderal (Ponderal Index, PI = g/cm³ x 100). Restricción del crecimiento intrauterino (RCIU) asimétrico: score z < -1. Mortalidad neonatal hasta el alta. RESULTADOS: PN < perc. 3: 13,5%; < perc. 10: 30,7%; FGR: 0,90&plusmn;0,21; FGR leve 20,8%, moderado 8,7% y severo 32,6%. Coef. Bimodalidad: 0,53; índice ponderal: 2,27&plusmn;0,51. Score z: 0,007&plusmn;1,0; score z <-1: 7,9. La hipertensión materna se asoció con los riesgos ajustados de pequeño para la edad gestacional (PEG) (ORa 1,86, IC 95% 1,38-2,5), FGR < 0,89 (2,89, 2,18-3,83) y score z < -1 (1,81; 1,18-2,76). El riesgo ajustado de mortalidad fue 2,64 (IC 95% 1,71-3,92) para PEG, 3,04 (2,12-4,36) para FGR < 0,89 y 1,37 (0,80-2,32) para score z < -1. CONCLUSIONES: La condición de PEG en los recién nacidos de muy bajo peso (RNMBP) es elevada, siendo muy severa en 1/3. La mayoría de los casos tiene características de simétrico.<hr/>OBJECTIVES: To evaluate the clinical severity and proportionality of small for gestational age, very low birth weight neonates (< 1,500 g) and to estimate the neonatal mortality risk associated with the condition of being small for gestational age according to the degree of severity and proportionality. METHODS: Observational design. All of the NEOCOSUR Collaborative Group's very low birth weight infants (25-36 weeks' gestation) were included (n = 1,518). Anthropometric indices: birth weight < 3rd and 10th percentile. Severity (fetal growth ratio = observed weight/mean birth weight for gestational age); no growth restriction: fetal growth ratio 0.90-1.10, mild: fetal growth ratio 0.80-0.89, moderate: fetal growth ratio 0.75-0.79 and severe: fetal growth ratio < 0.75. Proportionality: coefficient of bimodality and z score for ponderal index (PI = g/cm³ *100). Neonatal mortality until discharge. RESULTS: < 3rd percentile: 13.5% (p < 0.001); < 10th percentile: 31% (p < 0.001); fetal growth ratio: 0.90&plusmn;0.21 (p < 0.001), mild restriction: 20.8%, moderate restriction: 8.7% and severe restriction: 32.6%. Coefficient of bimodality: 0.53; PI z score < -1: 8%. Maternal hypertensive disease was systematically associated with being small for gestational age (aOR 1.20, 95% CI 0.86-1.67), fetal growth ratio < 0.89 (aOR 1.71, 1.24-2.36) and PI z score < -1 (aOR 1.60, 1.03-2.41). Adjusted odds ratios for neonatal mortality were: 2.64 (95% CI 1.71-3.92) for being small for gestational age, 2.76 (95% CI 1.85-4.10) for fetal growth ratio < 0.89, and 1.37 (95% CI 0.80-2.32) for z score PI < -1. CONCLUSIONS: Small for gestational age, mostly symmetric and severe restriction is a frequent condition in < 1,500 g neonates and is associated with higher mortality rates. <![CDATA[<B>The prevalence of hepatitis A antibodies in HIV exposed and/or infected children and adolescents</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a prevalência de anticorpos contra o vírus da hepatite A em crianças e adolescentes expostos e/ou infectados pelo HIV. MÉTODOS: Entre setembro de 1996 e agosto de 2002, foram incluídos neste estudo 352 crianças e adolescentes, filhos de mães soropositivas para o HIV (200 expostos e não-infectados pelo HIV, e 152 expostos e infectados pelo HIV). Essas crianças e adolescentes, com idade entre 1 e 14 anos, acompanhados no Ambulatório de AIDS Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), fizeram teste sorológico contra hepatite A como parte da avaliação de rotina. A dosagem de anticorpos anti-HAV (anticorpos totais e IgM) foi realizada através do método ELISA (Dia Sorin e Radim). A comparação das faixas etárias entre os grupos foi feita utilizando o teste do qui-quadrado e, para comparar as médias de idade das categorias clínicas entre as crianças infectadas, utilizou-se o teste t. RESULTADOS: A prevalência de anticorpos contra o vírus da hepatite A foi de 34% nos pacientes infectados e expostos ao HIV e 19,7% no grupo de soro-revertidos (expostos ao HIV e não-infectados). Estratificando a amostra por faixa etária, observamos que, para as crianças de 2 a 10 anos, o grupo de infectados pelo HIV apresentou prevalência de anticorpos para o vírus hepatite A (35,5%) maior do que o grupo de soro-revertidos (16,7%) (p = 0,005). Dentro do grupo de infectados pelo HIV, estratificando a amostra em relação à categoria clínica da infecção pelo HIV, observamos que as crianças pertencentes às categorias B e C apresentaram prevalência de anticorpos para o vírus da hepatite A maior (40,5%) do que aquelas pertencentes às categorias N e A (24,1%) (p = 0,042), apesar de apresentarem média de idade sem diferença estatística: 5,66 anos para as categorias N e A e 5,18 anos para as categorias B e C (p = 0,617). CONCLUSÕES: A prevalência de anticorpos contra o vírus da hepatite A na população de crianças e adolescentes infectados e/ou expostos ao HIV na faixa etária de 1 a 14 anos foi de 26%. Considerando-se a possibilidade de agravamento da infecção pelo HIV quando associada à infecção pelo vírus da hepatite A, sugerimos a profilaxia vacinal nesse grupo de indivíduos.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the prevalence of hepatitis A virus antibodies in HIV-exposed and/or HIV-infected children and adolescents. METHODS: Between September 1996 and August 2002, 352 patients (200 exposed, but not HIV-infected and 152 HIV exposed and infected) were included in this study. These children and adolescents (age ranged between 1 and 14 years) were all followed up at the Pediatric AIDS Clinic of the Federal University of São Paulo (UNIFESP) and had anti-HAV antibodies determined by a commercially available ELISA method (tests for total anti-HAV antibodies and specific IgM antibodies) (Dia Sorin and Radim). Statistical analyses were done with chi-squared and t test. RESULTS: The prevalence of hepatitis A virus antibodies in HIV-infected and HIV-exposed, but uninfected patients was 34% and 19.7%, respectively. We noticed that in the age range between 2 years and 10 years, the group of HIV-infected children presented a higher prevalence of hepatitis A virus antibodies (35.5%) than the group of uninfected children (16.7%) (p = 0.005). In the HIV infected group, children from B and C categories had a prevalence of hepatitis A virus antibodies (40.5%) higher than N and A categories (24.1%) (p = 0.042). Mean age did not differ when children from B and C categories were compared with N and A categories (5.18 and 5.66 years, respectively) (p = 0.617). CONCLUSIONS: The prevalence of hepatitis A virus antibodies in HIV exposed and/or infected children and adolescents between 1 and 14 years old was 26%. Considering the possibility of HIV infection aggravation when associated with hepatitis A virus infection, we suggest that hepatitis A virus inactivated vaccine should be administered to these patients. <![CDATA[<B>Is it possible to identify dengue in children on the basis of Ministry of Health criteria for suspected dengue cases?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Identificar características clínicas indicativas de dengue e avaliar a aplicabilidade, na criança, do critério de caso suspeito do Ministério da Saúde. MÉTODOS: Estudo transversal, realizado no Centro Geral de Pediatria, Fundação Hospitalar de Minas Gerais. Foram incluídas crianças com doença febril aguda sem etiologia definida, com duração > 24 horas e < 7 dias, procedentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foram investigadas variáveis clínicas, realizados exames específicos e dosagem de aspartato-aminotransferase, em período considerado endêmico e epidêmico da doença. O grupo de crianças com dengue foi comparado com o grupo com doenças febris agudas inespecíficas. O critério de caso suspeito do Ministério da Saúde foi avaliado. RESULTADOS: O diagnóstico de dengue foi feito em 50,4% das 117 crianças incluídas no estudo. Não houve associação estatisticamente significativa entre a doença e a maioria dos sintomas analisados. Somente o exantema associou-se mais à dengue (Razão de Prevalência = 1,49; IC a 95%: 1,05-2,11). A sensibilidade do critério de caso suspeito de dengue foi de somente 50,8%, e o valor preditivo positivo de 62,5%. Esses valores foram maiores nos escolares e no período de maior incidência da doença. CONCLUSÕES: A dengue é freqüente entre as doenças febris na infância, com prevalência variando de acordo com a situação epidemiológica. A clínica das crianças com dengue foi muito semelhante à das crianças com outras doenças inespecíficas. O critério de caso suspeito do Ministério da Saúde mostrou-se de pouca utilidade, principalmente nas crianças menores e em períodos de menor incidência.<hr/>OBJECTIVES: To identify clinical characteristics indicative of dengue and to evaluate the applicability to children of the Health Ministry criteria for suspected cases. METHODOS: A cross-sectional study undertaken at the General Pediatrics Center of the Fundação Hospitalar de Minas Gerais. Children were enrolled if presenting acute febrile conditions with no definite etiology, lasting > 24 hours and < 7 days and if resident in the Metropolitan Region of Belo Horizonte. Clinical variables were investigated, specific tests were performed and aspartate-aminotransferase assayed, during a period considered both endemic and epidemic for the disease. The subset of children who did have dengue was compared with the subset of nonspecific acute febrile diseases. The Health Ministry criteria for suspected cases was evaluated. RESULTS: Dengue was diagnosed in 50.4% of the 117 children studied. There were no statistically significant associations between the disease and the majority of the symptoms analyzed. Only exanthema was more often associated with dengue (Prevalence Ratio = 1.49; 95% CI: 1.05-2.11). The criteria for suspected cases of dengue had a sensitivity of just 50.8% and a positive predictive value of 62.5%. These values were greater among schoolchildren and during the period of greater disease incidence. CONCLUSIONS: Dengue is common among febrile diseases of childhood, with prevalence that varies according to the epidemiological situation. The clinical status of children with dengue was very similar to that of children with other nonspecific diseases. The Health Ministry criteria for suspected cases were shown to be of little use, particularly with smaller children and during periods of reduced incidence. <![CDATA[<B>Induced sputum in children and adolescents with asthma</B>: <B>safety, clinical applicability and inflammatory cells aspects in stable patients and during exacerbation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Verificar a segurança da indução de escarro em crianças e adolescentes asmáticos. Caracterizar a citologia do escarro durante a estabilidade clínica e exacerbação. Correlacionar a citologia do escarro com os eosinófilos no sangue periférico, IgE sérica e grau de obstrução brônquica. MÉTODOS: Foram recrutados 96 pacientes asmáticos, de 6 a 18 anos, para um estudo transversal. Foi realizada espirometria antes e, após, broncodilatador. A seguir, foi coletado o escarro, espontaneamente ou após indução com inalação de solução salina em concentrações crescentes. Foi coletada amostra de sangue para quantificar a IgE sérica e os eosinófilos. RESULTADOS: Obtiveram-se amostras adequadas de escarro para análise em 68 (70,8%) dos pacientes recrutados. Não houve broncoconstrição relevante durante a indução. A presença de maior número de eosinófilos no escarro de acordo com a maior gravidade clínica da asma não foi estatisticamente significante. Não houve correlação entre o grau de obstrução brônquica medido pelo VEF1 e as células inflamatórias do escarro. O mesmo foi observado em relação aos eosinófilos no sangue periférico e à IgE sérica. No grupo com exacerbação da asma, observou-se uma quantidade maior de neutrófilos (p < 0,05). CONCLUSÕES: A indução de escarro mostrou-se segura para obtenção de amostras clínicas em crianças e adolescentes, mesmo durante exacerbações, respeitando-se limitações clínicas e funcionais. O índice de sucesso da indução de 67% foi considerado satisfatório. A quantificação dos eosinófilos não discriminou a gravidade clínica e funcional da asma e mostrou-se independente do grau de obstrução das vias aéreas neste grupo de pacientes em tratamento com corticosteróides inalatórios. No escarro de pacientes em exacerbação da asma, houve um predomínio proporcional de neutrófilos.<hr/>OBJECTIVES: To determine the safety of sputum induction in asthmatic children and adolescents, to characterize sputum inflammatory cells while clinically stable and during exacerbation and to correlate sputum inflammatory cells with peripheral blood eosinophils, serum IgE and the degree of bronchial obstruction. METHODS: Ninety-six asthmatic patients aged 6 to 18 years were recruited for the present cross-sectional study. Spirometry was performed before and after administration of a bronchodilator. Sputum was collected spontaneously or after induction by the inhalation of saline solution at increasing concentrations. Blood samples were obtained for serum IgE and eosinophil quantification. RESULTS: Sputum samples adequate for analysis were obtained from 68 (70.8%) of the patients recruited. No relevant bronchoconstriction was observed during induction. The presence of a larger number of eosinophils in sputum did not correlate with more clinically severe asthma. No correlation was observed between the degree of bronchial obstruction, measured based on FEV1, and inflammatory cells in sputum, peripheral blood eosinophils or serum IgE. Larger numbers of neutrophils were observed in the asthma exacerbation group (p < 0.05). CONCLUSIONS: Sputum induction was found to be a safe procedure for obtaining clinical samples from children and adolescents even during exacerbations, allowing for clinical and functional limitations. The 67% induction success rate was considered satisfactory. In this group of patients, receiving inhaled corticosteroids, eosinophil quantification did not distinguish between the clinical and functional severity of asthma and was independent of the degree of airway obstruction. A proportional predominance of neutrophils was observed in the sputum of patients with asthma exacerbation. <![CDATA[<B>Investigation of voiding dysfunction in a population-based sample of children aged 3 to 9 years</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever os hábitos miccionais e suas disfunções em uma amostra populacional de crianças de 3 a 9 anos. MÉTODOS: Delineamento transversal, incluindo 580 crianças. Uma amostra probabilística de domicílios da zona urbana da cidade de Pelotas (RS) foi selecionada em múltiplos estágios. Os hábitos miccionais e fecais foram avaliados com o escore de disfunção miccional proposto por Farhat et al. e modificado pela equipe de pesquisa com acréscimo do sintoma freqüência urinária superior a oito vezes ao dia. Os meninos com pontuação maior que oito e as meninas com pontuação maior que cinco foram reavaliados clinicamente, assim como uma subamostra dos demais. RESULTADOS: Os sintomas miccionais mais freqüentes foram noctúria (60,4%), urgência miccional (49,7%) e manobras de contenção (42,1%). A prevalência de enurese foi de 20,1% em meninos e 15,1% em meninas. A prevalência de disfunção miccional pelo escore Farhat et al. foi de 24,2%. A maioria dos sintomas foi mais freqüente entre as meninas e entre crianças mais jovens. As meninas de nível econômico baixo apresentaram maior freqüência de enurese e força para urinar, enquanto que, entre os meninos, a urgência miccional foi mais comum entre os mais pobres. Apenas 10,5% dos pais de crianças com disfunção haviam levado seu filho ao médico por causa dos sintomas. CONCLUSÕES: Os sintomas miccionais apresentam prevalências altas e devem ser investigados ativamente nas consultas de rotina, com perguntas diretas sobre cada sintoma isoladamente, objetivando o diagnóstico de disfunção miccional.<hr/>OBJECTIVE: To describe voiding patterns and related dysfunctions in a population-based sample of children aged 3 to 9 years. METHODS: A cross-sectional population-based survey including 580 children. A probabilistic sample of households in the urban area of Pelotas in southern Brazil was selected following a multiple-stage protocol. Voiding and fecal patterns were investigated using the dysfunction score created by Farhat et al. and modified by the addition of high urinary frequency (more than eight times a day). Boys with scores above eight and girls above five were clinically investigated, as well as a sub-sample of the remaining children. RESULTS: Nocturia (60.4%), urinary urgency (49.7%) and holding maneuvers (42.1%) were the most frequently reported symptoms. The prevalence of enuresis was 20.1% in boys and 15.1% in girls. The prevalence of urinary dysfunction was 22.8%. Most symptoms were more frequently reported by girls and younger children. Among girls, low socioeconomic level was related to an increased prevalence of enuresis and straining to urinate, while among boys urgency was more common among the poor. Only 10.5% of the parents of the children with voiding dysfunction consulted a doctor because of their problems. CONCLUSIONS: The voiding symptoms studied presented high prevalence rates, and therefore should be investigated in clinical practice, with direct questions about each symptom, aiming to diagnose voiding dysfunction. <![CDATA[<B>Teaching neonatal resuscitation at public hospitals in Brazilian state capitals</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar o ensino da reanimação neonatal para médicos e enfermeiros em formação e para residentes em pediatria e neonatologia em maternidades públicas brasileiras. MÉTODOS: Estudo transversal multicêntrico, realizado em 36 maternidades de 20 capitais brasileiras em junho de 2003. O coordenador local preencheu questionário com dados referentes à realização de ensino específico da reanimação neonatal e atuação em sala de parto de alunos de Medicina e de Enfermagem, residentes de Pediatria e de Neonatologia. Os dados foram analisados de forma descritiva. RESULTADOS: Das 36 maternidades, 23 recebiam alunos de Medicina: em 13, eles atuavam na sala de parto; 12 ofereciam ensino específico da reanimação e, em duas das 13 maternidades com internos atuando na sala de parto, não era oferecido treinamento em reanimação. Das 36 maternidades, 23 recebiam alunos de Enfermagem: em oito, os alunos atuavam na sala de parto. Apenas uma oferecia ensino, e nas outras sete não havia qualquer treinamento. Das 36 maternidades, 27 tinham residentes de Pediatria, que atuavam na sala de parto e recebiam treinamento em reanimação neonatal (teórico com 2-3 horas em quatro maternidades e teórico-prático com 4-64 horas em 23). Das 36 maternidades, 15 recebiam residentes em Neonatologia, que atuavam na sala de parto e recebiam treinamento em reanimação neonatal (teórico de 2 horas em uma e teórico-prático com 3-68 horas em 14). CONCLUSÃO: O ensino de reanimação por meio de cursos formais é insuficiente para os alunos de graduação em Medicina e Enfermagem e heterogêneo para os residentes em Pediatria e em Neonatologia.<hr/>OBJECTIVE: To analyze the teaching of neonatal resuscitation offered by Brazilian public hospitals to undergraduate doctors and nurses, pediatric residents and neonatal fellows. METHODS: This cross-sectional multicenter study included 36 hospitals in 20 Brazilian state capitals during June/2003. Local coordinators collected data regarding what the institutions offer to undergraduate doctors and nurses, pediatric residents and neonatal fellows in terms of neonatal resuscitation training and practical activities in neonatal delivery room care. Descriptive analysis was performed. RESULTS: Twenty-three of the 36 institutions had undergraduate doctors: at 13 of them students were given practical activities in the delivery room, 12 offered neonatal resuscitation training, and at two of the 13 hospitals, interns cared for neonates in the delivery room without specific training. Twenty-three of the 36 hospitals had undergraduate nurses: at eight of them students were given practical activities in the delivery room and at seven of them nursing students cared for neonates in the delivery room without specific training. Twenty-seven of the 36 institutions had pediatric residence programs: at all of them the trained residents cared for neonates in the delivery room, but this training was heterogeneous: theoretical training (2-3 hours) at four institutions and theoretical and practical training (4-64 hours) at 23. Additionally, 15 had neonatal fellowship programs: at all of these the trained fellows cared for neonates in the delivery room, but this training was heterogeneous: theoretical training (2 hours) at one hospital and theoretical and practical training (3-68 hours) at 14. CONCLUSION: Formal neonatal resuscitation training is insufficient during medical and nursing graduation and heterogeneously offered to pediatric residents and neonatal fellows. <![CDATA[<B>Neonatal cystic fibrosis screening program in the state of Paraná</B>: <B>evaluation 30 months after implementation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Apresentar e analisar os resultados da implantação do Programa Nacional de Triagem Neonatal em Fibrose Cística, no Paraná, após 30 meses do seu início. MÉTODOS: Foi realizado um estudo descritivo com análise dos dados da triagem feita em aproximadamente 98% dos recém-nascidos entre setembro de 2001 e abril de 2004 no laboratório do Serviço de Triagem Neonatal da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional do Paraná. As amostras de sangue para o "teste do pezinho" foram coletadas na alta hospitalar, idealmente entre o segundo e sexto dias de vida, com o envio dos papéis-filtro para a dosagem de tripsina imunorreativa por imunofluorimetria. Crianças com valores da dosagem de tripsina imunorreativa > 70 ng/ml em duas amostras distintas, nos primeiros 30 dias de vida, foram submetidas à determinação da condutividade do suor pelo método de Wescor. Com o resultado maior que 50 mMol/l procedeu-se à dosagem quantitativa de cloro e/ou sódio no suor (iontoforese por pilocarpina). RESULTADOS: De 456.982 exames realizados, 4.028 (0,9%) crianças apresentaram a primeira dosagem de tripsina imunorreativa acima do ponto de corte estabelecido. Dessas, 478 (12,5%) tiveram uma segunda amostra de sangue com dosagem de tripsina imunorreativa acima de 70 ng/ml, das quais, após a realização do teste de suor por condutividade, 56 (11,7%) crianças foram encaminhadas para ambulatórios especializados com resultado acima de 50 mMol/l e 48 (0,01% do total de triagens) tiveram o diagnóstico de fibrose cística confirmado. A incidência foi de 1:9.520 em nosso estado, embora algumas crianças ainda não tenham completado a investigação. CONCLUSÕES: A triagem neonatal para fibrose cística no estado do Paraná, de acordo com as normas do Ministério da Saúde, foi uma iniciativa pioneira no Brasil. Realizou-se o diagnóstico precocemente em muitos pacientes, mesmo os assintomáticos, fato que representa um desafio à melhora no prognóstico dessa doença fatal.<hr/>OBJECTIVES: To present and analyze the results of the National Neonatal Cystic Fibrosis Screening Program in Paraná, 30 months after its implementation. METHODS: This is a descriptive study, with an analysis of the data from the screening of around 98% of all neonates in the period from September 2001 to April 2004, undertaken at the Neonatal Screening Program laboratory of the Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional do Paraná. Blood samples for the Guthrie test were collected on hospital discharge, ideally between the second and sixth days postpartum, and filter papers were sent for immunoreactive trypsin assay by the immunofluorometric method. Children whose immunoreactive trypsin assay results were > 70 ng/ml for two distinct samples during the first 30 days of life, were referred for sweat conductivity testing by the Wescor method. In cases when the result was greater than 50 mMol/l quantitative chlorine and/or sodium in sweat was assayed (iontophoresis with pilocarpine). RESULTS: From a total of 456,982 tests, 4,028 (0.9%) children presented a first immunoreactive trypsin assay above the cutoff point set. Four hundred and seventy-eight of these (12.5%) also had a second blood sample assayed with immunoreactive trypsin above 70 ng/ml and 56 (11.7%) of these were referred to specialized clinics after their sweat conductivity test results were above 50 mMol/l and 48 (0.01% of the total number of children screened) had a diagnosis of cystic fibrosis confirmed. The incidence for the state of Paraná was 1:9,520, although some children have not yet been fully investigated. CONCLUSIONS: Neonatal screening for cystic fibrosis in the State of Paraná, in accordance with Health Ministry directives, was a pioneering initiative for Brazil. Many patients were diagnosed early, even asymptomatic ones, which is a challenge to improving prognosis with this fatal disease. <![CDATA[<B>Evaluation of compliance through specific interviews</B>: <B>a prospective study of 73 children with acute lymphoblastic leukemia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a adesão ao tratamento em crianças com leucemia linfoblástica aguda. MÉTODO: A adesão foi avaliada através de questionários específicos. RESULTADOS: Foram estudados 73 pacientes com idade inferior a 18 anos que atingiram a fase de manutenção da quimioterapia. A mãe foi a informante em 81% das entrevistas; 92% dos informantes entendiam bem as orientações médicas. Em 27% dos casos, houve falha na adesão ao tratamento quando considerada a não-administração da droga sem orientação médica por ao menos duas vezes durante a fase de manutenção; em 16% dos casos, constatou-se falha quando considerada a não-administração da droga por três vezes ou mais. O principal motivo para a não-administração foi "esquecimento". Em 10 casos, a dose informada não correspondia à prescrita. Não se observou associação entre falhas na adesão e escolaridade do responsável, número de membros da família, ou renda familiar per capita. A probabilidade estimada de sobrevida livre de eventos para todo o grupo aos 8,5 anos foi de 72,4% (IC 95%: 59,2-82,3). Não foi observada diferença na sobrevida livre de eventos quando comparados os grupos com falhas na adesão com o grupo sem falhas. CONCLUSÃO: Esses resultados apontam a necessidade de elaboração de programas e intervenções urgentes que proponham uma abordagem mais ampla do problema da não-adesão ao tratamento.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate compliance in children with acute lymphoblastic leukemia. METHOD: Compliance was assessed through specific interviews. RESULTS: A total of 73 patients, aged under 18 and who had concluded the maintenance phase of chemotherapy, were enrolled on the study. Eighty-one per cent of the interviews were conducted with the patients' mothers; 92% of the families stated that medical instructions had been understood well. Interviews indicated that 27% of the patients did not receive their medication twice or more during the maintenance phase, without medical direction for this. These children were considered non-compliant. Sixteen per cent of the children failed to receive their medication three times or more. The main reason for non-compliance was forgetfulness. In ten cases the reported dosage of drugs was not that which was prescribed. No significant associations of non-compliance with parents' schooling level, number of family members or per capita family income were detected. The 8.5-year estimated probability of event free survival was 72.4% (95% CI: 59.2-82.3). The event free survival curves for non-compliant children were not statistically different from those for the compliant group. CONCLUSIONS: Results suggest that comprehensive approaches to the problem of non-compliance are urgently needed. <![CDATA[<B>Access to basic care for children seen at emergency departments</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Conhecer a acessibilidade às ações básicas entre crianças atendidas em serviços de pronto-socorro, reconstruindo trajetória de contatos com unidades de saúde no evento atual e caracterizando vínculos com atenção básica e adequação da morbidade ao perfil organizacional dos serviços. MÉTODOS: Estudo descritivo, transversal, realizado em novembro de 2002 e de fevereiro a maio de 2003, nos cinco serviços públicos de urgência/emergência pediátrica, em amostra de 383 crianças menores de 5 anos, residentes no Recife, calculada com 20% de adequação da morbidade, erro de 5% e perda de 10%. Utilizou-se instrumento padronizado aplicado por oito entrevistadores, devidamente treinados. RESULTADOS: Na trajetória até contato atual, 38,5% das crianças procuraram os seguintes serviços: pronto-socorro (48,3%), Saúde da Família (19,7%) e centro de saúde (17%), com 18,4% tendo dificuldades na atenção primária; 39,4% utilizaram apenas pronto-socorro e 54,4% recorreram em algum momento a esse tipo de serviço. Cerca de 88% são cadastradas numa unidade: 34,5% na Saúde da Família (56,8% não utilizaram serviços e 25,6% utilizaram) e 42% no centro de saúde (59,1% não usaram serviços e 18,2% recorreram ao próprio). Apenas 18,9% preferem unidade básica quando a criança adoece. Assim, no contato atual, a maior parte foi trazida ao serviço preferido (gosta/confia nos profissionais, acessibilidade geográfica, qualidade do atendimento). A demanda de 36,5% foi considerada adequada. CONCLUSÕES: Apesar das dificuldades da rede básica para garantir acesso e resolubilidade, parte substancial dessa demanda espontânea decorre da enorme legitimidade dos serviços de urgência perante a população.<hr/>OBJECTIVE: To investigate access to basic actions among children attended at emergency departments, reconstructing their trajectories to contact with the service for the event in question, characterizing links with basic care and the appropriateness of morbidity to the organizational profile of the service attended. METHODS: Cross-sectional study, carried out in November 2002 and from February to May 2003 at five public pediatric emergency services, of a sample of 383 children under five years old, resident in Recife, calculated for an estimated 20% of appropriate morbidity, 5% error and 10% loss. Using standard instruments applied by eight purposely-trained interviewers. RESULTS: During their trajectories to reach the contact in question, 38.5% of the children had sought other services, primarily: emergency (48.3%), family health team (19.7%) and health centers (17%), with 18.4% having experienced difficulties with primary care. 39.4% only used emergency and at some point 54.4% had resorted to this type of service. Approximately 88% are registered with a unit: 34.5% with the family health team (56.8% of these didn't use the service and 25.6% had sought them), 42% at health centers (59.1% of those didn't use the service and 18.2% had resorted to them). Only 18.9% preferred a basic unit when their child was ill, and therefore for the contact in question, the majority had been brought to their preferred service (like/confide in our professionals, geographic accessibility, and quality of care). Just 36.5% of the demand was defined as appropriate. CONCLUSIONS: Despite of difficulties with the basic network in guaranteeing access and resolution, a substantial part of this spontaneous demand came from the enormous legitimacy of the emergency services as seen by the population. <![CDATA[<B>Comparison of two prognostic scores (PRISM and PIM) at a pediatric intensive care unit</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar o desempenho do PRISM (Pediatric Risk of Mortality) e o PIM (Pediatric Index of Mortality) em uma unidade de terapia intensiva pediátrica geral investigando a relação existente entre a mortalidade e a sobrevivência observadas com a mortalidade e sobrevivência estimadas pelos dois escores. MÉTODOS: Estudo de coorte contemporâneo realizado entre 1° de junho de 1999 a 31 de maio de 2000 na unidade de terapia intensiva pediátrica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Os critérios de inclusão no estudo e o cálculo do PRISM e do PIM foram feitos conforme preconizado e utilizando as fórmulas de seus artigos originais. Para estatística, utilizou-se o teste z de Flora, teste de ajuste de Hosmer-Lemeshow, área sob a curva típica de um recebedor operador de características (curva ROC) e teste de correlação de Spearman. O estudo foi aprovado pelo Comitê da instituição. RESULTADOS: Internaram na unidade de terapia intensiva pediátrica 498 pacientes, sendo 77 excluídos. Dos 421 pacientes estudados, 33 (7,83%) foram a óbito. A mortalidade estimada pelo PRISM foi de 30,84 (7,22%), com standardized mortality rate 1,07 (0,74-1,50), z = -0,45. Pelo PIM, foi de 26,13 (6,21%), com standardized mortality rate 1,26 (0,87-1,77), z = -1,14. O teste de ajuste de Hosmer-Lemeshow obteve um qui-quadrado 9,23 (p = 0,100) para o PRISM e 27,986 (p < 0,001) para o PIM. A área abaixo da curva ROC foi 0,870 (0,810-0,930) para o PRISM e 0,845 (0,769-0,920) para o PIM. Teste de Spearman r = 0,65 (p < 0,001). CONCLUSÃO: Na análise dos testes podemos constatar que, embora o PIM apresente uma pior calibração no conjunto dos resultados, tanto o PRISM como o PIM apresentaram boa capacidade de discriminar entre sobreviventes e não sobreviventes, constituindo-se em ferramentas de desempenho comparáveis na avaliação prognóstica de pacientes pediátricos admitidos em nossa unidade.<hr/>OBJECTIVE: To compare the performance of the PRISM (Pediatric Risk of Mortality) and the PIM (Pediatric Index of Mortality) scores at a general pediatric intensive care unit, investigating the relation between observed mortality and survival and predicted mortality and survival. METHODS: A contemporary cohort study undertaken between 1 June 1999 and 31 May 2000 at the Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Hospital São Lucas pediatric intensive care unit. The inclusion criteria and the PRISM and PIM calculations were performed as set out in the original articles and using the formulae as published. Statistical analysis for model evaluation employed the Flora z test, Hosmer-Lemeshow goodness-of-fit test, ROC curve (receiver operating characteristic) and Spearman's correlation tests. The study was approved by the institution's Ethics Committee RESULTS: Four hundred and ninety-eight patients were admitted to the pediatric intensive care unit, 77 of whom presented exclusion criteria. Thirty-three (7.83%) of the 421 patients studied died and 388 patients were discharged. Estimated mortality by PRISM was 30.84 (7.22%) with a standardized mortality rate of 1.07 (0.74-1.50), z = -0.45 and by PIM this was 26.13 (6.21%) with a standardized mortality rate of 1.26 (0.87-1.77), z = -1.14. The Hosmer-Lemeshow test gave a chi-square of 9.23 (p = 0.100) for PRISM and 27.986 (p < 0.001) for PIM. The area under the ROC curve was 0.870 (0.810-0.930) for PRISM and 0.845 (0.769-0.920) for PIM. The Spearman test returned r = 0.65 (p < 0.001). CONCLUSION: Analyzing the tests we can observe that, although the PIM test was less well calibrated overall, both PRISM and PIM offer a good capacity for discriminating between survivors and moribund patients. They are tools with comparable performance at the prognostic evaluation of the pediatric patients admitted to our unit. <![CDATA[<B>Bronchopleural cutaneous fistula due to <I>Eikenella corrodens</B></I>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Fazer uma revisão sobre fistula cutânea broncopleural causada por Eikenella corrodens e relatar e discutir o caso de uma paciente. DESCRIÇÃO: Paciente do sexo feminino, 16 anos de idade, foi encaminhada ao nosso hospital em estado febril com histórico de escarro com estrias de sangue há 2 meses; apresentava seqüelas neurológicas de encefalite herpética e estava confinada ao leito desde os cinco anos de idade. A mãe relatou ter detectado, dias antes, uma massa mole paraespinhal longitudinal. A paciente recebia alimentação via oral apesar da ocorrência de freqüentes engasgamentos nos últimos anos. À apalpação, a massa podia ser pressionada até encontrar menor resistência do espaço subcutâneo, estendendo-se longitudinalmente até a região torácica inferior. A tomografia torácica revelou pneumonia necrotizante do lobo direito inferior e uma fistula bronco pleural formando áreas de cavitação subcutânea. A paciente foi submetida a tratamento prolongado com antibióticos com decrescentes coletas de ar por 8 semanas. COMENTÁRIOS: A Eikenella corrodens tem sido indicada como potencial patógeno causador de infecções pleuropulmonares. Não há relatos de fístula pleurocutânea e formação de abscessos como complicadores de empiema e pneumonia necrotizante causados por infecção de E. corrodens. A presença de lesão torácica proeminente que aumenta e diminui com a respiração pode ser uma indicação de fistula pleurocutânea. O tratamento do empiema de Eikenella com antibióticos sem decorticação cirúrgica exige um tratamento prolongado com antibioticoterapia.<hr/>OBJECTIVE: The aim of this paper is to review the subject and to report on and discuss a case of bronchopleural cutaneous fistula due to Eikenella corrodens. DESCRIPTION: A 16-year-old girl was brought to our hospital with fever and blood-tinged sputum 2 weeks prior to her admission. She suffered from neurologic sequelae of herpetic encephalitis and had been bed-ridden since 5 years of age. A longitudinal paraspinal soft mass had been noted in the previous week by her mother. She had been given oral feeding despite frequent choking for the past few years. On palpation, the mass can be squeezed to follow the least resistance of subcutaneous space longitudinally extending to the lower thoracic region. Chest computed tomography scan revealed right lower lobe necrotizing pneumonitis and a pleuro-cutaneous fistula leading to the subcutaneous air locules. A protracted course of antibiotics was prescribed and subcutaneous air trapping decreased in size over 8 weeks. COMMENTS: Eikenella corrodens has increasingly been implicated as a potential causative pathogen in pleuropulmonary infections. Pleuro-cutaneous fistula and abscess formation complicating empyema and necrotizing pneumonitis due to E. corrodens infection have not been reported. A bulging thoracic subcutaneous lesion waxes and wanes with respiration suggest the possibility of a pleruo-cutaneous fistula. Treatment of Eikenella empyema using antibiotics without surgical decortication requires a prolonged course of antibiotic therapy. <![CDATA[<B>Quality of life in children with asthma</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Fazer uma revisão sobre fistula cutânea broncopleural causada por Eikenella corrodens e relatar e discutir o caso de uma paciente. DESCRIÇÃO: Paciente do sexo feminino, 16 anos de idade, foi encaminhada ao nosso hospital em estado febril com histórico de escarro com estrias de sangue há 2 meses; apresentava seqüelas neurológicas de encefalite herpética e estava confinada ao leito desde os cinco anos de idade. A mãe relatou ter detectado, dias antes, uma massa mole paraespinhal longitudinal. A paciente recebia alimentação via oral apesar da ocorrência de freqüentes engasgamentos nos últimos anos. À apalpação, a massa podia ser pressionada até encontrar menor resistência do espaço subcutâneo, estendendo-se longitudinalmente até a região torácica inferior. A tomografia torácica revelou pneumonia necrotizante do lobo direito inferior e uma fistula bronco pleural formando áreas de cavitação subcutânea. A paciente foi submetida a tratamento prolongado com antibióticos com decrescentes coletas de ar por 8 semanas. COMENTÁRIOS: A Eikenella corrodens tem sido indicada como potencial patógeno causador de infecções pleuropulmonares. Não há relatos de fístula pleurocutânea e formação de abscessos como complicadores de empiema e pneumonia necrotizante causados por infecção de E. corrodens. A presença de lesão torácica proeminente que aumenta e diminui com a respiração pode ser uma indicação de fistula pleurocutânea. O tratamento do empiema de Eikenella com antibióticos sem decorticação cirúrgica exige um tratamento prolongado com antibioticoterapia.<hr/>OBJECTIVE: The aim of this paper is to review the subject and to report on and discuss a case of bronchopleural cutaneous fistula due to Eikenella corrodens. DESCRIPTION: A 16-year-old girl was brought to our hospital with fever and blood-tinged sputum 2 weeks prior to her admission. She suffered from neurologic sequelae of herpetic encephalitis and had been bed-ridden since 5 years of age. A longitudinal paraspinal soft mass had been noted in the previous week by her mother. She had been given oral feeding despite frequent choking for the past few years. On palpation, the mass can be squeezed to follow the least resistance of subcutaneous space longitudinally extending to the lower thoracic region. Chest computed tomography scan revealed right lower lobe necrotizing pneumonitis and a pleuro-cutaneous fistula leading to the subcutaneous air locules. A protracted course of antibiotics was prescribed and subcutaneous air trapping decreased in size over 8 weeks. COMMENTS: Eikenella corrodens has increasingly been implicated as a potential causative pathogen in pleuropulmonary infections. Pleuro-cutaneous fistula and abscess formation complicating empyema and necrotizing pneumonitis due to E. corrodens infection have not been reported. A bulging thoracic subcutaneous lesion waxes and wanes with respiration suggest the possibility of a pleruo-cutaneous fistula. Treatment of Eikenella empyema using antibiotics without surgical decortication requires a prolonged course of antibiotic therapy. <![CDATA[<B>Evaluation of the nutritional status of preterm newborns</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000400017&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Fazer uma revisão sobre fistula cutânea broncopleural causada por Eikenella corrodens e relatar e discutir o caso de uma paciente. DESCRIÇÃO: Paciente do sexo feminino, 16 anos de idade, foi encaminhada ao nosso hospital em estado febril com histórico de escarro com estrias de sangue há 2 meses; apresentava seqüelas neurológicas de encefalite herpética e estava confinada ao leito desde os cinco anos de idade. A mãe relatou ter detectado, dias antes, uma massa mole paraespinhal longitudinal. A paciente recebia alimentação via oral apesar da ocorrência de freqüentes engasgamentos nos últimos anos. À apalpação, a massa podia ser pressionada até encontrar menor resistência do espaço subcutâneo, estendendo-se longitudinalmente até a região torácica inferior. A tomografia torácica revelou pneumonia necrotizante do lobo direito inferior e uma fistula bronco pleural formando áreas de cavitação subcutânea. A paciente foi submetida a tratamento prolongado com antibióticos com decrescentes coletas de ar por 8 semanas. COMENTÁRIOS: A Eikenella corrodens tem sido indicada como potencial patógeno causador de infecções pleuropulmonares. Não há relatos de fístula pleurocutânea e formação de abscessos como complicadores de empiema e pneumonia necrotizante causados por infecção de E. corrodens. A presença de lesão torácica proeminente que aumenta e diminui com a respiração pode ser uma indicação de fistula pleurocutânea. O tratamento do empiema de Eikenella com antibióticos sem decorticação cirúrgica exige um tratamento prolongado com antibioticoterapia.<hr/>OBJECTIVE: The aim of this paper is to review the subject and to report on and discuss a case of bronchopleural cutaneous fistula due to Eikenella corrodens. DESCRIPTION: A 16-year-old girl was brought to our hospital with fever and blood-tinged sputum 2 weeks prior to her admission. She suffered from neurologic sequelae of herpetic encephalitis and had been bed-ridden since 5 years of age. A longitudinal paraspinal soft mass had been noted in the previous week by her mother. She had been given oral feeding despite frequent choking for the past few years. On palpation, the mass can be squeezed to follow the least resistance of subcutaneous space longitudinally extending to the lower thoracic region. Chest computed tomography scan revealed right lower lobe necrotizing pneumonitis and a pleuro-cutaneous fistula leading to the subcutaneous air locules. A protracted course of antibiotics was prescribed and subcutaneous air trapping decreased in size over 8 weeks. COMMENTS: Eikenella corrodens has increasingly been implicated as a potential causative pathogen in pleuropulmonary infections. Pleuro-cutaneous fistula and abscess formation complicating empyema and necrotizing pneumonitis due to E. corrodens infection have not been reported. A bulging thoracic subcutaneous lesion waxes and wanes with respiration suggest the possibility of a pleruo-cutaneous fistula. Treatment of Eikenella empyema using antibiotics without surgical decortication requires a prolonged course of antibiotic therapy.