Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720050005&lang=en vol. 81 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Blood lactate as prognostic marker in critically ill children</B>: <B>a problem related to production or clearance?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Continuous glucose monitoring</B>: <B>a practice that should be explored</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Aerosols and spacers for acute asthma in children</B>: <B>evolution and time to change the routine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Clinical evaluation and treatment of insomnia in childhood</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: O objetivo deste artigo é revisar as características clínicas, a investigação e o tratamento da insônia na faixa etária pediátrica. FONTE DOS DADOS: Foi realizada pesquisa na MEDLINE, nos últimos 5 anos (1999-2004), utilizando os unitermos distúrbios do sono, insônia e infância. Foram incluídos artigos e livros textos clássicos sobre o tema, sendo elaborado um roteiro crítico para avaliação e manejo da insônia em pacientes pediátricos. SÍNTESE DOS DADOS: O artigo foi estruturado em tópicos apresentados de forma descritiva, contendo a definição de insônia, características clínicas e etiologia, de acordo com a faixa etária e manejo terapêutico. CONCLUSÕES: A insônia é uma queixa freqüente no consultório pediátrico, embora muitas vezes subdiagnosticada. A definição da etiologia é fundamental para a escolha da terapêutica mais adequada. Na maioria dos casos, uma boa anamnese é suficiente para estabelecer o diagnóstico e assegurar aos pais a benignidade do problema.<hr/>OBJECTIVES: The aim of this article is to review and update the knowledge about insomnia in childhood. SOURCE OF DATA: The text was based on a MEDLINE search (publications from 1999 to 2004) using the keywords sleep disorders, insomnia, and childhood. Classic articles and textbooks about the subject were also included. The authors proposed a practical schedule to evaluate and treat insomnia in childhood. SUMMARY OF THE FINDINGS: The article was structured on descriptive topics containing the definition of insomnia, disorder, age-related clinical characteristics and therapeutics. CONCLUSION: Insomnia is a prevalent sleep disorder in pediatric outpatient clinics and is often misdiagnosed. Defining its etiology is the main goal to establish therapeutic procedures. In most cases, clinical history is sufficient to establish the diagnosis and reassure parents of the benign nature of this condition. <![CDATA[<B>Blood lactate concentration as prognostic marker in critically ill children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a utilidade do lactato como marcador de hipoperfusão tecidual e como índice prognóstico em crianças criticamente doentes. MÉTODOS: Estudo prospectivo, longitudinal, tipo observacional de 75 pacientes admitidos na UTI pediátrica do Hospital de Clínicas (UFPR) entre novembro de 1998 e maio de 1999. De acordo com o nível de lactato na admissão, os pacientes foram divididos em grupo A (lactato > 18 mg/dl) e grupo B (lactato < 18 mg/dl). Com relação à evolução, em sobrevivente e óbito. No grupo A, a avaliação clínica e a coleta de amostras de sangue arterial foram realizadas na admissão, 6, 12, 24, 48 horas e, posteriormente, a cada 24 horas. No grupo B, foram realizadas nos mesmos horários e interrompidas com 48 horas após admissão. RESULTADOS: No grupo A, foram incluídos 50 pacientes, e no Grupo B, 25. O grupo A apresentou maior freqüência de sinais clínicos de hipoperfusão (24/50). Houve diferença estatisticamente significativa da média de lactato na admissão entre os pacientes que foram a óbito nas primeiras 24 horas de internação (95 mg/dl) quando comparados àqueles que evoluíram a óbito após 24 horas de admissão (28 mg/dl). O nível de lactato na avaliação de 24 horas de UTI foi o que apresentou melhor sensibilidade (55,6%) e especificidade (97,2%) como parâmetro preditor de óbito. CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes com lactato > 18 mg/dl evidenciou sinais clínicos de hipoperfusão na admissão. A normalização ou diminuição dos níveis de lactato a partir de 24 horas de internação esteve significativamente relacionada com a maior probabilidade de sobrevida.<hr/>OBJECTIVE: To assess the use of lactate as a marker of tissue hypoperfusion and as a prognostic index in critically ill patients. METHODS: Prospective, longitudinal, observational study of 75 patients admitted to the pediatric ICU of Hospital de Clínicas of Universidade Federal do Paraná, between November 1998 and May 1999. According to the lactate level on admission, patients were divided into group A (lactate > 18 mg/dl) and group B (lactate < 18 mg/dl). In terms of outcome, patients were classified into survivors and nonsurvivors. In group A, the clinical evaluation and the collection of arterial blood samples were performed on admission, at 6, 12, 24, 48 hours, and every 24 hours after that. In group B, they were carried out in the same way, but interrupted 48 hours after admission. RESULTS: Groups A and B consisted of 50 and 25 patients, respectively. Group A presented more clinical signs of hypoperfusion (24/50). There was a statistically significant difference regarding the mean lactate levels on admission between those patients who died within 24 hours of admission (95 mg/dl) and those who died 24 hours after admission (28 mg/dl). The lactate level at 24 hours of admission revealed better sensitivity (55.6%) and specificity (97.2%) as a predictor of death. CONCLUSIONS: Most patients with lactate levels > 18 mg/dl showed clinical signs of hypoperfusion on admission. The normalization or reduction of lactate levels at and after 24 hours of admission was significantly related with higher chances of survival. <![CDATA[<B>Accuracy, utility and complications of continuous glucose monitoring system (CGMS) in pediatric patients with type 1 diabetes</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a acurácia, utilidade e complicações da monitorização subcutânea contínua da glicemia em crianças e adolescentes com diabetes melito tipo 1 (DM1). MÉTODOS: Foram estudados retrospectivamente 16 pacientes (16,12&plusmn;4,41 anos), submetidos à monitorização subcutânea contínua da glicemia (Medtronic; Northridge, CA, EUA) por 72 horas. Foram analisados os valores de glicemia capilar média e pelo sensor monitorização subcutânea contínua da glicemia; excursões glicêmicas (monitorização subcutânea contínua da glicemia versus. glicemia capilar); hiperglicemia pós-prandial (< 140 mg/dl); hipoglicemia noturna assintomática; complicações (trauma, infecção local, desconexão) e conduta terapêutica após a monitorização subcutânea contínua da glicemia. Os níveis de A1c foram determinados antes e 3 meses após a monitorização subcutânea contínua da glicemia. RESULTADOS: A glicemia capilar média durante a monitorização subcutânea contínua da glicemia foi de 214,3&plusmn;66,5 mg/dl vs. 207,6&plusmn;54,6 detectada pelo sensor, com correlação significante (p = 0,001). O coeficiente de correlação e erro médio absoluto foram de 0,86&plusmn;0,21 e mediana de 12,6%, respectivamente. A monitorização subcutânea contínua da glicemia mostrou-se mais eficaz na detecção de excursões glicêmicas (p = 0,04; W = 74) em relação à glicemia capilar em ponta de dedo. A hiperglicemia pós-prandial foi identificada em 60% dos pacientes com DM1, com mediana de 157 mg/dl (< 140 mg/dl). A hipoglicemia noturna assintomática foi detectada em 46,7% dos casos. A avaliação dos níveis de A1c em oito (50%) pacientes, antes e após 3 meses da monitorização subcutânea contínua da glicemia, mostrou redução significante da A1c (8,18&plusmn;1,5 vs. 7,28&plusmn;1,3; p = 0,034) nesse grupo de pacientes. A mudança de conduta terapêutica foi instituída em 100% das crianças e adolescentes. Não houve complicações durante o exame em 93,7% dos casos. CONCLUSÕES: A monitorização subcutânea contínua da glicemia mostrou-se método seguro, bem tolerado, com alta acurácia nos valores glicêmicos detectados, com baixo índice de complicações. Esse método mostrou-se eficaz na detecção de excursões glicêmicas, hiperglicemia pós-prandial, na promoção de mudanças terapêuticas com redução importante da A1c em crianças e adolescentes diabéticos. A eficácia desse método na identificação da hipoglicemia assintomática ainda mostra-se indefinida na literatura.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the accuracy, utility and complications of continuous glucose monitoring system in children and adolescents with type 1 diabetes. METHODS: This retrospective study assessed 16 type 1 diabetic patients (16.12&plusmn;4.41 years) submitted to continuous glucose monitoring system (Medtronic; Northridge, CA) for 72 hours. The following parameters were analyzed: mean capillary glucose level and mean glucose value measured by the continuous glucose monitoring system; glucose excursions (continuous glucose monitoring system vs. capillary glucose measurement), postprandial hyperglycemia (NR < 140 mg/dl), nocturnal hypoglycemia, complications (trauma, local infection, disconnection) and therapeutic management after continuous glucose monitoring. A1c levels were measured at the beginning and after 3 months of the study. RESULTS: The mean capillary glucose values were 214.3&plusmn;66.5 mg/dl vs. 207.6&plusmn;54.6 mg/dl by continuous glucose monitoring system, with a significant correlation (p = 0.001). The correlation coefficient and mean absolute error were 0.86&plusmn;0.21 and 12.6% of the median, respectively. The continuous glucose monitoring system was significantly more efficient in detecting glucose excursion than fingerstick capillary blood sampling (p = 0.04; W = 74), and postprandial hyperglycemia was identified in 60% of type 1 diabetic patients with a median value of 157 mg/dl (< 140 mg/dl). Nocturnal hypoglycemia was detected in 46.7% of these patients. The evaluation of A1c levels in eight (50%) patients before continuous glucose monitoring and after 3 months showed a significantly lower level of A1c in this population (8.18&plusmn;1.5 vs. 7.28&plusmn;1.3; p = 0.034). The therapeutic management of type 1 diabetes was changed in 100% of patients. No complications were detected in 93.7% of patients. CONCLUSIONS: The continuous glucose monitoring system showed to be a very safe, well-tolerated and highly accurate method, with a low complication rate. It is a good method to identify glucose excursion and postprandial hyperglycemia, and to improve metabolic changes in therapeutic strategies, with a significant impact on the A1c levels of pediatric diabetic patients. The efficacy of the continuous glucose monitoring system in detecting hypoglycemia is still unclear in the medical literature. <![CDATA[<B>Different inhaler devices in acute asthma attacks: a randomized, double-blind, placebo-controlled study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a eficácia, eventos adversos e custo do tratamento da crise aguda de asma, utilizando diferentes dispositivos inalatórios. MÉTODOS: Estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo. Foi utilizado salbutamol em nebulizador, inalador dosimetrado com espaçadores industrial e artesanal e inalador em pó. As avaliações foram feitas em 0, 20, 40 e 60 minutos, seguidas da aplicação de salbutamol e placebo em outro dispositivo. Foram avaliadas 40 crianças em crise aguda de asma, com média de idade = 11&plusmn;3,5 anos. Utilizou-se escore clínico e função pulmonar, e foram verificados eventos adversos. Foram calculados gastos com o medicamento e o dispositivo inalatório. RESULTADOS: O escore clínico e a variação no volume expiratório forçado no primeiro segundo foram semelhantes entre os grupos ao final do estudo. Foi encontrada uma variação maior na freqüência cardíaca com o uso de nebulizador (35%) do que nos grupos que fizeram uso do espaçador industrial (15%) e do inalador em pó (17%), e também entre os espaçadores artesanal e industrial, 28 e 15%, respectivamente (p = 0,004). O nebulizador e o espaçador artesanal provocaram mais tremores (p = 0,02). O custo do tratamento por paciente foi maior nos grupos nebulizador e espaçador industrial, R$ 22,31 e R$ 16,58, respectivamente (p = 0,0001). CONCLUSÕES: O nebulizador foi o mais caro e consumiu mais droga para apresentar a mesma eficácia. O espaçador artesanal foi o mais barato. No entanto, apresentou mais eventos adversos do que o espaçador industrial e o inalador em pó. O espaçador industrial foi tão caro quanto o nebulizador, porém mais seguro. O inalador em pó foi mais barato e apresentou menos tremores, mas taquicardia semelhante ao espaçador artesanal.<hr/>OBJECTIVE: To verify the efficacy, side effects, and cost of treatment of acute asthma attacks, using different inhaler devices. METHODS: This is a randomized, double-blind, placebo-controlled study. Salbutamol was administered via a nebulizer, a metered-dose inhaler (attached to a commercially available spacer device), a homemade non-valved spacer device, or a dry powder inhaler. Assessments were made at zero, 20, 40 and 60 minutes, followed by the application of salbutamol and placebo with another device. Forty children (mean age of 11&plusmn;3.5 years) with acute asthma attacks, were evaluated. Clinical score, forced expiratory volume in one second and side effects were analyzed. The costs for medication and spacer devices were calculated. RESULTS: There is no difference between groups regarding clinical score and variation of forced expiratory volume in one second. There was a major variation in the heart rate response to the nebulizer (35%) compared to the commercially available spacer and dry powder inhaler (15 and 17%) and between the homemade spacer and the commercially available spacer (28 and 15%) (p = 0.004). The nebulizer and homemade spacer caused more tremor (p = 0.02). The cost of treatment was higher for the nebulizer and commercially available spacer (p = 0.0001). CONCLUSIONS: The nebulizer was more expensive and used more medicine, showing the same efficiency. The homemade spacer was cheaper, but presented more side effects. The commercially available spacer was as expensive as the nebulizer, although safer. The dry powder inhaler was cheaper, but, just as the homemade spacer, it also caused tachycardia. <![CDATA[<B>Prevalence and severity of asthma among adolescents and their relationship with the body mass index</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar a relação entre o aumento do índice de massa corporal e a prevalência e a gravidade da asma em escolares adolescentes residentes em Santa Maria e região (RS). MÉTODO: Estudo transversal de base populacional, do qual participaram 4.010 adolescentes (13 e 14 anos de idade), sem restrições de sexo, tendo preenchido de forma correta o questionário do International Study of Asthma and Allergies fase III (módulo asma). Utilizou-se o índice de massa corporal (kg/m²) com os seguintes percentis (Organização Mundial de Saúde) para definir o estado nutricional: abaixo do quinto (desnutrição), igual ou superior ao quinto e inferior ao 85° (normal), igual ou superior ao 85° e inferior ao 95° (sobrepeso), igual ou superior ao 95° (obesidade). Para verificar a associação entre índice de massa corporal e a prevalência e gravidade da asma, foi utilizado o teste do qui-quadrado para tendência linear, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: O aumento do índice de massa corporal mostrou associação positiva e significante com o da prevalência de "sibilos alguma vez" (p = 0,036) e a de "sibilos após exercício" (p = 0,008), independentemente do sexo. Quando estratificado por gênero, houve associação positiva apenas para "sibilos alguma vez" (p = 0,028) para meninos e "sibilos após exercício" (p = 0,03) para meninas. CONCLUSÃO: O aumento do índice de massa corporal associou-se com o aumento da prevalência de sibilos alguma vez na vida, mas não com o aumento da prevalência e gravidade da asma em adolescentes.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the relationship between the increase of body mass index and the prevalence and severity of asthma in adolescents from Santa Maria, in southern Brazil, and surrounding regions. METHOD: A cross-sectional, observational, population-based study was carried out with 4,010 schoolchildren aged 13 and 14 years, without any gender restrictions, who answered the written questionnaire of the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) phase III. Body mass index was used (kg/m²) as recommended by the World Health Organization for the assessment of nutritional status: below the fifth percentile (underweight), at or above the fifth percentile and below the 85th percentile (normal weight), at or above the 85th percentile and below the 95th percentile (overweight), and at or above the 95th percentile (obesity). The relationship between body mass index and the prevalence and severity of asthma was analyzed using the chi-square test for trend (statistical significance: p = 0.05). RESULTS: There was a significant statistical association between the increase in body mass index and the prevalence of "wheezing ever" (p = 0.036), and "wheezing with exercise" (p = 0.008). When stratified by sex, there was a positive association just for "wheezing ever" (p = 0.028) for boys and "wheezing with exercise" (p = 0.03) for girls. CONCLUSION: The increase in body mass index was associated with the increase in the prevalence of wheezing ever, but not with the increase in the prevalence and severity of asthma among adolescents. <![CDATA[<B>The influence of breastfeeding technique on the frequencies of exclusive breastfeeding and nipple trauma in the first month of lactation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar a influência da técnica de amamentação nas freqüências de aleitamento materno exclusivo e de lesões mamilares no primeiro mês de lactação. MÉTODOS: Foram pesquisados parâmetros desfavoráveis à amamentação (cinco relacionados ao posicionamento mãe/bebê e três à pega do bebê) em 211 mães/bebês na maternidade e, aos 30 dias, no domicílio. Foram comparadas as freqüências desses parâmetros entre as duplas com e sem amamentação exclusiva aos 7 e 30 dias, e entre as mães com e sem lesões mamilares na maternidade. RESULTADOS: O número de parâmetros desfavoráveis na maternidade foi semelhante nas duplas com e sem amamentação exclusiva aos 7 e 30 dias. Porém, aos 30 dias, foi, em média, menor nas duplas em amamentação exclusiva, tanto no posicionamento (1,7&plusmn;1,2 versus 2,2&plusmn;1,1; p = 0,009) quanto na pega (1,0&plusmn;0,6 versus 1,4&plusmn;0,6; p < 0,001). O número de parâmetros desfavoráveis de pega na maternidade foi semelhante entre as mulheres com e sem lesão mamilar, porém as mulheres sem essa complicação apresentaram um número maior de parâmetros desfavoráveis de posicionamento (2,0&plusmn;1,4 versus 1,4&plusmn;1,2; p = 0,04). CONCLUSÕES: As freqüências de amamentação exclusiva no primeiro mês e de lesões mamilares não foram influenciadas pela técnica de amamentação na maternidade, mas houve associação entre melhor técnica aos 30 dias e prática da amamentação exclusiva. Novos estudos poderão elucidar se uma melhora da técnica ao longo do tempo seria responsável pela manutenção da amamentação exclusiva ou se a introdução de mamadeira exerceria efeito negativo na técnica.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the influence of breastfeeding technique on the frequencies of exclusive breastfeeding and nipple trauma in the first month of lactation. METHODS: We searched for unfavorable parameters of breastfeeding (five related to mother/baby positioning and three related to baby' latch on) in 211 mother-baby pairs in the maternity ward and at day 30, at home. We compared the frequencies of these parameters between mothers practicing or not exclusive breastfeeding at days 7 and 30, and between mothers with or without nipple trauma at the hospital. RESULTS: The number of unfavorable parameters in the maternity ward was similar for mother-baby pairs practicing or not exclusive breastfeeding at day 7 and 30. However, at day 30, it was, on average, lower among those under exclusive breastfeeding, regarding positioning (1.7&plusmn;1.2 vs 2.2&plusmn;1.1; p = 0.009) as well as latch on (1.0&plusmn;0.6 vs 1.4&plusmn;0.6; p < 0.001). The number of unfavorable parameters related to latch on in the maternity ward was similar for women with or without nipple trauma, but women without trauma presented a higher number of unfavorable parameters related to positioning. (2.0&plusmn;1.4 vs 1.4&plusmn;1.2; p = 0.04). CONCLUSIONS: The frequencies of exclusive breastfeeding in the first month and of nipple trauma were not influenced by the breastfeeding technique in the maternity ward, but there was an association between a better technique at day 30 and the practice of exclusive breastfeeding. New studies may help to elucidate whether an improvement in breastfeeding practices over time helps the maintenance of exclusive breastfeeding or whether the introduction of bottle-feeding determines a negative effect on breastfeeding. <![CDATA[<B>Nutritional status and intestinal iron absorption in children with chronic hepatic disease with and without cholestasis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a ingestão alimentar, a ocorrência de desnutrição energético-protéica e de anemia e a absorção intestinal de ferro em crianças com doença hepática crônica. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram estudados 25 pacientes com doença hepática crônica, sendo 15 com colestase e 11 sem colestase. A idade variou entre 6,5 meses e 12,1 anos. A absorção intestinal de ferro foi avaliada pela elevação do ferro sérico uma hora após a ingestão de 1 mg/kg de ferro elementar e pela resposta à ferroterapia oral. A absorção intestinal de ferro foi comparada com um grupo de crianças com anemia ferropriva. RESULTADOS: A ingestão média de energia e proteínas nos pacientes com doença hepática com colestase foi maior do que nos pacientes sem colestase. O déficit nutricional foi mais grave nos pacientes com colestase, predominando os déficits de estatura-idade e peso-idade. A anemia foi freqüente tanto nas crianças com doença hepática com colestase (11/14; 78,6%) como nas sem colestase (7/11; 63,6%). Na doença hepática com colestase, observou-se menor (p < 0,05) absorção intestinal de ferro (90,6&plusmn;42,1 &micro;g/dl), em comparação com o grupo com anemia ferropriva (159,6&plusmn;69,9 &micro;g/dl). No entanto, o grupo com colestase apresentou resposta à ferroterapia oral. Os pacientes com doença hepática sem colestase apresentaram absorção intestinal de ferro semelhante à das crianças com anemia ferropriva. CONCLUSÃO: A doença hepática crônica com colestase associa-se com maior comprometimento nutricional. Apesar das crianças com colestase apresentarem evidência de má absorção intestinal de ferro, apresentaram resposta à ferroterapia oral, provavelmente, pela coexistência de deficiência de ferro.<hr/>OBJECTIVES: to evaluate food intake, occurrence of energy-protein malnutrition and anemia, and intestinal iron absorption in children with chronic liver disease. METHODS: The study included 25 children with chronic liver disease, 15 with cholestasis and 11 without cholestasis. The age varied between 6.5 months and 12.1 years. Intestinal iron absorption was evaluated by the increment of serum iron one hour after the ingestion of 1 mg/kg of elemental iron and by the response to oral iron therapy. Iron intestinal absorption was compared to a group with iron deficiency anemia (without liver disease). RESULTS: The mean intake of energy and protein in the cholestatic group was higher than in patients without cholestasis. The nutritional deficit was more severe in cholestatic patients, especially with regard to height-for-age and weight-for-age indices. Anemia was found in both cholestatic group (11/14; 78.6%) and noncholestatic group (7/11; 63.6%). The cholestatic group presented lower (p < 0.05) intestinal iron absorption (90.6&plusmn;42.1 &micro;g/dl) than the iron deficiency anemia group (159.6&plusmn;69.9 &micro;g/dl). However, cholestatic patients responded to oral iron therapy. The noncholestatic group showed intestinal iron absorption similar to the iron deficiency anemia group. CONCLUSIONS: The cholestatic group showed more severe nutritional deficits. Despite the evidence of lower iron intestinal absorption, cholestatic patients responded to oral iron therapy, probably, due to the coexistence of iron deficiency. <![CDATA[<B>Nutritional status surveillance of children in a health district in southern Brazil</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar o estado nutricional de crianças encaminhadas para o Programa de Vigilância do Estado Nutricional (Prá-Crescer) pelos serviços básicos de saúde e a evolução das crianças em situação de risco em um Distrito de Saúde de Porto Alegre (RS). MÉTODOS: Foi estudada uma coorte retrospectiva com 674 crianças, de 6 a 59 meses, avaliadas pela rede básica e encaminhadas ao Prá-Crescer. Para a avaliação do estado nutricional, foram utilizados os índices altura/idade, peso/altura e peso/idade, os pontos de corte percentil 3 e 10 e a população de referência a do NCHS. Estudou-se a evolução do estado nutricional de 391 crianças em risco nutricional durante 12 meses. A associação entre as variáveis de interesse foi investigada com o teste do qui-quadrado. RESULTADOS: Encontravam-se com déficit nutricional 58% das crianças avaliadas. Dessas, 38,1% eram desnutridas (< P3) e 61,9% estavam em risco nutricional (entre P3 e P10). O déficit mais freqüente foi de altura/idade, e a faixa etária mais acometida foi entre 12 e 24 meses. Das crianças em risco nutricional, 50,1% foram acompanhadas, 33,5% não iniciaram o acompanhamento e 16,4% abandonaram-no. Entre as acompanhadas, 41,3% recuperaram o estado nutricional; 10,2% apresentaram melhora sem, no entanto, recuperarem os déficits antropométricos; 39,8% mantiveram-se inalteradas e 8,7% agravaram seus déficits. O tempo médio de recuperação foi de 7,5 meses. CONCLUSÕES: O estudo aponta para a importância do acompanhamento das crianças em risco nutricional, indicando pontos a serem implementados no programa de vigilância com vistas a diminuir as perdas no ingresso e aumentar o acompanhamento.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the nutritional status of children referred by a primary care center to the Nutritional Surveillance Program (Prá-Crescer), and to follow up children at risk in a health district of Porto Alegre (RS), Brazil. METHODS: A retrospective cohort study was conducted with 674 children, aged between 6 and 59 months, referred to the Prá-Crescer Program. Height-for-age, weight-for-height and weight-for-age indices were used to evaluate nutritional status. The cutoff points were the 3rd and 10th percentiles of the NCHS standards. The nutritional status of 391 children at nutritional risk was followed up for 12 months. The chi-square test was used to analyze associations between variables. RESULTS: Fifty-eight percent of the children had nutritional deficit. Of these, 38.1% were undernourished (< P3), and 61.9% were at nutritional risk (between P3 and P10). Height-for-age deficit was the most frequent, and the age group mostly affected was 12 to 24 months. Among those at nutritional risk, 50.1% completed the follow-up, 33.5% did not start follow-up, and 16.4% were lost to follow-up. 41.3% recovered nutritional health, 10.2% showed some improvement, without correcting their anthropometric deficits. 39.8% did not show any improvement, and 8.7% had worsening of their deficits. Recovery of nutritional health occurred, on average, within 7.5 months. CONCLUSIONS: This study showed the importance of following up children at nutritional risk and indicates that some aspects should be improved in surveillance programs. Such improvements may reduce the number of children lost to follow-up. <![CDATA[<B>Bone mineral density, milk intake and physical activity in boys who suffered forearm fractures</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi comparar meninos com e sem fraturas de antebraço em relação à densidade mineral óssea, consumo diário de produtos derivados de leite e atividade física. MÉTODOS: Participaram do estudo 23 meninos (7 a 13 anos) em cada grupo (caso = 23, controle = 23). Eles foram submetidos à densitometria óssea (dual energy x-ray absorptiometry - DEXA) do antebraço oposto ao lado fraturado. Os participantes preencheram um questionário sobre o consumo diário de produtos contendo leite e suas atividades físicas. RESULTADOS: A média&plusmn;DP da densidade mineral óssea da diáfise distal do rádio e da ulna no grupo caso (0,430&plusmn;0,038 g&middot;cm-2) foi significativamente menor (p = 0,018) do que o grupo controle (0,458&plusmn;0,039 g&middot;cm-2). Da mesma forma, a média da metáfise distal foi 0,309&plusmn;0,033 g&middot;cm-2 no grupo caso e 0,349&plusmn;0,054 g&middot;cm-2 no grupo controle (p = 0,004). O consumo de leite no grupo caso (1,5&plusmn;1,2 copos por dia) foi significativamente menor (p = 0,001) do que no grupo controle (2,7&plusmn;1,2 copos por dia). O número de meninos que praticavam atividade física após a escola foi significativamente menor (p = 0,017) no grupo caso (seis meninos = 26%) do que no grupo controle (15 meninos = 53%). CONCLUSÃO: Meninos com fraturas no antebraço apresentaram menor densidade mineral óssea na região quando comparados com meninos que nunca sofreram fraturas. No grupo que sofreu fratura, o consumo de leite foi menor, e os meninos praticavam menos atividades físicas extra-escolares do que os meninos que nunca tiveram fraturas.<hr/>OBJECTIVE: To compare boys with and without forearm fracture in terms of their bone mineral density, intake of milk and dairy products, and physical activity. METHODS: There were 23 boys in each group (aged between 7 and 13 years). They were submitted to bone densitometry with dual-energy x-ray absorptiometry (DEXA) of the forearm (opposite side of the fracture). Participants answered questionnaires about their intake of milk and dairy products, and about their physical activity. RESULTS: The mean&plusmn;SD of the bone mineral density of the radial and ulnar distal diaphysis in the case group (0.430&plusmn;0.038 g&middot;cm-2) was significantly lower (p = 0.018) than that of the control group (0.458&plusmn;0.039 g&middot;cm-2). Likewise, the mean of the distal metaphysis of the forearm was 0.309&plusmn;0.033 g&middot;cm-2 in the case group and 0.349&plusmn;0.054 g&middot;cm-2 in the control group (p = 0.004). Milk intake (1.5&plusmn;1.2 cups a day) was significantly lower in the case group (p = 0.001) than in the control group (2.7&plusmn;1.2 cups a day). The number of boys who practiced after-school physical activity was significantly lower (p = 0.017) in the case group (six boys = 26%) than in the control group (15 boys = 53%). CONCLUSION: Boys who suffered forearm fracture showed lower bone mineral density compared with the control group. In the case group, milk intake and physical activity were lower than in the control group. <![CDATA[<B>Bone mineral density in overweight and obese adolescents</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estudar a densidade óssea como fator concomitante da obesidade em adolescentes pós-púberes, controlando outras variáveis que possam interferir nessa relação. MÉTODOS: Estudo com 83 sobrepesos e obesos (IMC > P85) e 89 não obesos (P5 < IMC < P85). Casos e controles foram selecionados entre 1420 estudantes (14-19 anos) de escola pública na cidade de São Paulo. A densidade mineral óssea de coluna (L2-L4 em g/cm²) foi avaliada por meio de densitometria de duplo feixe de raios X (LUNAR® DPX-L). A variável densidade óssea foi categorizada utilizando a mediana 1,194 g/cm² como ponto de corte. Foram realizadas análises bivariadas, observando-se a prevalência de sobrepeso e obesidade. Em seguida, procedeu-se à análise multivariada (regressão logística), de acordo com um modelo conceitual hierárquico. RESULTADOS: A prevalência de densidade óssea acima da mediana foi duas vezes mais freqüente entre os casos (69,3%) do que entre os controles (32,1%). Na análise bivariada, tais prevalências resultaram em odds ratio (OR) de 4,78. O modelo de regressão logística mostrou que a associação entre obesidade e densidade mineral é ainda mais intensa com OR de 6,65, após o controle das variáveis relacionadas ao sedentarismo e ao consumo de leite e derivados. CONCLUSÃO: Observou-se, neste estudo, que adolescentes com sobrepeso e obesidade nos estadios finais da maturação sexual apresentaram maior densidade mineral óssea com relação aos seus pares eutróficos. No entanto, estudos de coorte serão necessários para avaliar a influência dessa característica sobre a resistência óssea na vida adulta e, conseqüentemente, sobre a incidência de osteopenia e osteoporose em faixas etárias mais avançadas.<hr/>OBJECTIVE: to study bone density as a concomitant factor for obesity in post-pubertal adolescents, controlling for other variables that may interfere in such a relation. METHODS: Study comprising 83 overweight and obese adolescents (BMI > P85) and 89 non obese ones (P5 < BMI < P85). Cases and controls were selected out of 1,420 students (aged 14-19) from a public school in the city of São Paulo. The bone mineral density of the lumbar spine (L2-L4 in g/cm²) was assessed by dual-energy x-ray absorptiometry (LUNAR&trade; DPX-L). The variable bone density was dichotomized using 1.194 g/cm² as cutoff point. Bivariate analyses were conducted considering the prevalence of overweight and obesity followed by multivariate analysis (logistic regression) according to a hierarchical conceptual model. RESULTS: The prevalence of bone density above the median was twice more frequent among cases (69.3%) than among controls (32.1%). In the bivariate analysis such prevalence resulted in an odds ratio (OR) of 4.78. The logistic regression model showed that the association between obesity and mineral density is yet more intense with an OR of 6.65 after the control of variables related to sedentary lifestyle and intake of milk and dairy products. CONCLUSION: Obese and overweight adolescents in the final stages of sexual maturity presented higher bone mineral density in relation to their normal-weight counterparts; however, cohort studies will be necessary to evaluate the influence of such characteristic on bone resistance in adulthood and, consequently, on the incidence of osteopenia and osteoporosis at older ages. <![CDATA[<B>Type 1 autoimmune hepatitis in children and adolescents</B>: <B>assessment of immunosuppressive treatment withdrawal</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a suspensão do tratamento em crianças e adolescentes com hepatite auto-imune em remissão clínica e laboratorial, por um período mínimo de 24 meses, avaliando o índice de recaída após a suspensão do tratamento. MÉTODO: É um estudo descritivo, retrospectivo e parcialmente prospectivo de 21 crianças e adolescentes com hepatite auto-imune tipo 1, atendidos no Ambulatório de Hepatologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no período de janeiro de 1986 a dezembro de 2001. RESULTADOS: Foram avaliados 54 pacientes, dos quais 21 foram selecionados, sendo 19 do sexo feminino (90,5%), com idade variando de 5,7 a 17,6 anos (mediana de 13,8 anos), tempo médio de seguimento de 5,1&plusmn;2,4 anos (mediana 4,4 anos) e remissão clínica e laboratorial por um tempo médio de 4,1&plusmn;1,5 anos (mediana 3,8 anos). Dos 21 pacientes avaliados, 10 (47,6%) ainda apresentavam atividade inflamatória, impossibilitando a suspensão do tratamento, o qual foi interrompido em 11 pacientes (52,4%). Desses, seis pacientes (54,5%) apresentaram reativação da doença, e cinco mantêm remissão clínica e laboratorial, com tempo médio de seguimento de 4&plusmn;1 anos (mediana 3,9 anos). O intervalo de tempo entre a suspensão do tratamento e a reativação da doença variou de 29 dias a 40,3 meses (mediana 2,2 meses). CONCLUSÕES: Nesse grupo de pacientes com hepatite auto-imune, foi observado alto índice de recaídas (54,5%), que ocorreram com maior freqüência nos primeiros 12 meses pós-suspensão do tratamento, além de grande número de pacientes que apresentou algum grau de atividade inflamatória, apesar do longo tempo de remissão clínico-laboratorial.<hr/>OBJECTIVE: To assess treatment withdrawal in children and adolescents with autoimmune hepatitis, with clinical and laboratory remission for a minimum period of 24 months, determining the relapse rate after treatment withdrawal. METHOD: This is a descriptive, retrospective and partially prospective study of 21 children and adolescents with type 1 autoimmune hepatitis treated at the Outpatient Division of Pediatric Hepatology, Teaching Hospital of Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Brazil, between January 1986 and December 2001. RESULTS: We assessed 54 patients and selected 21, of whom 19 were female subjects (90.5%), aged between 5.7 and 17.6 years (median = 13.8 years), with a mean follow-up of 5.1&plusmn;2.4 years (median = 4.4 years) and an average clinical and laboratory remission of 4.1&plusmn;1.5 years (median = 4.1 years). Out of the 21 patients studied, 10 (47.6%) manifested some inflammatory activity that prevented the discontinuation of treatment, which was withdrawn in 11 patients (52.4%). Out of these, six patients (54.5%) presented reactivation of the disease and five maintained clinical and laboratory remission with a mean follow-up of 4&plusmn;1 years (median = 3.9 years). The time interval between discontinuation of treatment and reactivation of the disease ranged from 29 days to 40.3 months (median = 2.2 months). CONCLUSIONS: We observed a high relapse rate (54.5%) in this group of patients with autoimmune hepatitis, which was more frequent within the first 12 months after treatment withdrawal, in addition to a high number of patients that presented some degree of inflammatory activity despite the long period of clinical and laboratory remission. <![CDATA[<B>Hypercalcemia and multiple osteolytic lesions in a child with disseminated paracoccidioidomycosis and pulmonary tuberculosis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o caso de uma criança com paracoccidioidomicose, que apresentou hipercalcemia associada a múltiplas lesões osteolíticas. DESCRIÇÃO: Menino de 6 anos, internado com história de febre e hepatoesplenomegalia há 1 mês. À internação, apresentava-se em regular estado geral, descorado, com linfonodomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia. Os exames laboratoriais identificaram anemia (hemoglobina = 6,8 g/dl), eosinofilia (1.222/mm³), plaquetopenia (102.000/mm³) e hipoalbuminemia (albumina = 2,2 g/dl). Paracoccidioides brasiliensis foi identificado no mielograma. A partir da segunda semana de internação, apresentou artralgia, hipoatividade e dificuldade à deambulação, sendo constatada hipercalcemia (dosagem máxima de 14,9 mg%) e redução da função renal, que duraram pouco mais de 2 semanas. No 42º dia de internação, foram vistas, na radiografia de tórax, múltiplas lesões líticas em clavículas, escápulas, costelas e úmeros, com escorregamento epifisário de úmero bilateral. Apresentou nefrocalcinose e nefrolitíase, com redução no clearance de creatinina e evidências de lesão tubular. No final do segundo mês de internação, na cultura do lavado gástrico, foi identificado Mycobacterium tuberculosis. Recebeu tratamento para paracoccidioidomicose e tuberculose e está há mais de 3 anos em acompanhamento, sem nenhuma seqüela. COMENTÁRIOS: O desenvolvimento da hipercalcemia sintomática, levando à lesão renal e associada a lesões ósseas múltiplas e disseminadas, nunca foi descrito em paracoccidioidomicose. Embora tenha sido diagnosticada tuberculose pulmonar, que pode estar relacionada à hipercalcemia, a forma abrupta como se instalou e como se normalizou sem o tratamento específico para tuberculose sugere que a lise óssea foi o fator mais importante na gênese da hipercalcemia.<hr/>OBJECTIVE: To describe the case of a child with paracoccidioidomycosis who presented hypercalcemia with multiple osteolytic lesions. DESCRIPTION: A 6-year-old boy was admitted with a one-month history of fever and hepatosplenomegaly. On admission, he looked sick, pale, and had disseminated lymphadenopathy and hepatosplenomegaly. The laboratory findings included anemia (hemoglobin = 6.8 g/dl), eosinophilia (1,222/mm³), thrombocytopenia (102,000/mm³), and hypoalbuminemia (serum albumin = 2.2 g/dl). Paracoccidioides brasiliensis was identified in bone marrow examination. In the second week after admission, the patient presented joint pain, poor activity and difficulty in walking. He presented hypercalcemia (maximum value = 14.9 mg%) and reduction in renal function, which lasted for two weeks. On the 42nd day after admission, his chest X-ray showed lytic lesions in clavicle, scapula, ribs, and humerus, with bilateral slipped capital humeral epiphysis. The patient presented nephrocalcinosis and nephrolithiasis, reduction in creatinine clearance and evidence of tubular lesions. At the end of the second month after admission, Mycobacterium tuberculosis was isolated in gastric lavage. The child received treatment for paracoccidioidomycosis and tuberculosis and has not had any sequelae for 3 years. COMMENTS: The development of symptomatic hypercalcemia leading to renal lesion, associated with multiple osteolytic lesions, had never been described in paracoccidioidomycosis. Although pulmonary tuberculosis was diagnosed and could be related to hypercalcemia, the sudden onset of hypercalcemia and its normalization without specific treatment for tuberculosis suggests that bone lysis was the most important factor in the genesis of hypercalcemia. <![CDATA[<B>Is adrenaline inhalation safe?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000500016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o caso de uma criança com paracoccidioidomicose, que apresentou hipercalcemia associada a múltiplas lesões osteolíticas. DESCRIÇÃO: Menino de 6 anos, internado com história de febre e hepatoesplenomegalia há 1 mês. À internação, apresentava-se em regular estado geral, descorado, com linfonodomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia. Os exames laboratoriais identificaram anemia (hemoglobina = 6,8 g/dl), eosinofilia (1.222/mm³), plaquetopenia (102.000/mm³) e hipoalbuminemia (albumina = 2,2 g/dl). Paracoccidioides brasiliensis foi identificado no mielograma. A partir da segunda semana de internação, apresentou artralgia, hipoatividade e dificuldade à deambulação, sendo constatada hipercalcemia (dosagem máxima de 14,9 mg%) e redução da função renal, que duraram pouco mais de 2 semanas. No 42º dia de internação, foram vistas, na radiografia de tórax, múltiplas lesões líticas em clavículas, escápulas, costelas e úmeros, com escorregamento epifisário de úmero bilateral. Apresentou nefrocalcinose e nefrolitíase, com redução no clearance de creatinina e evidências de lesão tubular. No final do segundo mês de internação, na cultura do lavado gástrico, foi identificado Mycobacterium tuberculosis. Recebeu tratamento para paracoccidioidomicose e tuberculose e está há mais de 3 anos em acompanhamento, sem nenhuma seqüela. COMENTÁRIOS: O desenvolvimento da hipercalcemia sintomática, levando à lesão renal e associada a lesões ósseas múltiplas e disseminadas, nunca foi descrito em paracoccidioidomicose. Embora tenha sido diagnosticada tuberculose pulmonar, que pode estar relacionada à hipercalcemia, a forma abrupta como se instalou e como se normalizou sem o tratamento específico para tuberculose sugere que a lise óssea foi o fator mais importante na gênese da hipercalcemia.<hr/>OBJECTIVE: To describe the case of a child with paracoccidioidomycosis who presented hypercalcemia with multiple osteolytic lesions. DESCRIPTION: A 6-year-old boy was admitted with a one-month history of fever and hepatosplenomegaly. On admission, he looked sick, pale, and had disseminated lymphadenopathy and hepatosplenomegaly. The laboratory findings included anemia (hemoglobin = 6.8 g/dl), eosinophilia (1,222/mm³), thrombocytopenia (102,000/mm³), and hypoalbuminemia (serum albumin = 2.2 g/dl). Paracoccidioides brasiliensis was identified in bone marrow examination. In the second week after admission, the patient presented joint pain, poor activity and difficulty in walking. He presented hypercalcemia (maximum value = 14.9 mg%) and reduction in renal function, which lasted for two weeks. On the 42nd day after admission, his chest X-ray showed lytic lesions in clavicle, scapula, ribs, and humerus, with bilateral slipped capital humeral epiphysis. The patient presented nephrocalcinosis and nephrolithiasis, reduction in creatinine clearance and evidence of tubular lesions. At the end of the second month after admission, Mycobacterium tuberculosis was isolated in gastric lavage. The child received treatment for paracoccidioidomycosis and tuberculosis and has not had any sequelae for 3 years. COMMENTS: The development of symptomatic hypercalcemia leading to renal lesion, associated with multiple osteolytic lesions, had never been described in paracoccidioidomycosis. Although pulmonary tuberculosis was diagnosed and could be related to hypercalcemia, the sudden onset of hypercalcemia and its normalization without specific treatment for tuberculosis suggests that bone lysis was the most important factor in the genesis of hypercalcemia.