Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720050006&lang=en vol. 81 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>The impact of L-carnitine on nutritional status in juvenile idiopathic dilated cardiomyopathy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Celiac disease</B>: <B>a disease with many faces</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Birth weight</B>: <B>a cause for concern over both the short and long terms</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Cow's milk consumption and iron deficiency anemia in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar aspectos do consumo de leite de vaca associados à anemia na infância. FONTES DOS DADOS: As informações foram coletadas a partir de artigos publicados nas 2 últimas décadas, pesquisados nas bases de dados Lilacs e MEDLINE, livros técnicos e publicações de organizações internacionais. SÍNTESE DOS DADOS: A anemia ferropriva é um grave problema de saúde pública nos países em desenvolvimento. Até os 6 meses de idade, o leite materno supre as necessidades de ferro das crianças nascidas a termo. A partir daí, torna-se necessária a ingestão de uma alimentação complementar rica em ferro. Considerando a importância da dieta na determinação da anemia e o alto consumo de leite de vaca na infância, discute-se neste artigo a relação desse alimento com a deficiência de ferro. A introdução precoce ou a substituição do leite materno por leite de vaca pode ocasionar problemas gastrintestinais e alérgicos. Além disso, esse alimento apresenta baixa biodisponibilidade e densidade de ferro, excesso de proteínas e minerais, especialmente cálcio, interferindo na absorção do ferro de outros alimentos, e associa-se às micro-hemorragias intestinais, principalmente nas crianças menores. CONCLUSÕES: A utilização do leite de vaca em detrimento de outros alimentos ricos em ferro biodisponível constitui um risco para o desenvolvimento da anemia. O estímulo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e sua continuidade até pelo menos 24 meses, juntamente com uma dieta complementar rica em ferro são medidas de grande importância para a prevenção da anemia e de suas conseqüências na infância.<hr/>OBJECTIVE: To thoroughly investigate the association between the consumption of cow's milk and anemia in childhood. SOURCES OF DATA: The information was gathered from papers catalogued in Lilacs and MEDLINE and published during the last two decades, and also from textbooks and publications by international organizations. SUMMARY OF THE FINDINGS: Iron deficiency anemia is a severe public health problem in developing countries. Breast milk contains adequate iron for full term babies in the first 6 months. Thereafter, an additional iron-rich diet becomes essential. In recognition of the importance of the diet in triggering anemia, this paper discusses the relationship in children between a high intake of cow's milk and iron deficiency anemia. Gastrointestinal and allergic problems may be caused by early introduction of cow's milk or by its substitution for breast milk. Furthermore, cow's milk has decreased iron density and bioavailability, excess protein and minerals, notably calcium, and thus interferes in the absorption of iron from other foods, and is also linked to small intestinal hemorrhage in young children. CONCLUSIONS: The use of cow's milk in lieu of other foods rich in bioavailable iron was shown to be a risk factor for anemia. Exclusive breastfeeding during the first 6 months of life, discretionary weaning only after the 24th month, and a complementary diet rich in iron are highly important to avoid anemia and its consequences. <![CDATA[<B>The role of L-carnitine in nutritional status and echocardiographic parameters in idiopathic dilated cardiomyopathy in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: A desnutrição é marcadora independente de óbito na cardiomiopatia dilatada idiopática. Foi analisada a repercussão da introdução da L-carnitina nos parâmetros nutricionais e ecocardiográficos em crianças com cardiomiopatia dilatada idiopática. MÉTODOS: Estudo prospectivo aberto de 11 crianças, comparadas com 40 controles, pareados para sexo e idade. Foi administrada L-carnitina oral (100 mg/kg/dia), além do tratamento padrão. Foram realizadas 118 pesagens no grupo L-carnitina e 264 nos controles, além de 65 ecocardiogramas no grupo L-carnitina e 144 nos controles. Análise estatística: qui-quadrado, teste t de Student, ANOVA e correlação de Pearson. Foi utilizado alfa = 0,05. RESULTADOS: Grupo L-carnitina: idade = 3,82 anos, 72,7% (p = 0,033) menores de 2 anos e do sexo feminino, e 90,9% (p = 0,001) em classe funcional III e IV. Não ocorreram óbitos no período. Não houve diferença no percentil de peso inicial (31,2&plusmn;8,74 vs. 19,6&plusmn;21,2) (p = 0,29) nem no índice z (-0,68&plusmn;1,05 vs. -1,16&plusmn;0,89) (p = 0,24). Ocorreu aumento do percentil (p = 0,026) e do índice z (p = 0,033) após a L-carnitina. Não houve diferença na fração de ejeção na apresentação (54,9%&plusmn;3,8 vs. 49,3%&plusmn;6,6) (p = 0,19), porém a massa VE/SC foi superior no grupo L-carnitina (169,12 g/m²&plusmn;26,24 vs. 110,67 g/m²&plusmn;15,62) (p = 0,0005). Após a L-carnitina, a ANOVA demonstrou aumento da fração de ejeção (48,3&plusmn;7 para 67,2&plusmn;7) (p = 0,044), e a massa do VE/SC foi reduzida (164,29g/m²&plusmn;28,14 para 110,88g/m²&plusmn;28,88), porém sem significância estatística (p = 0,089). CONCLUSÃO: Na cardiomiopatia dilatada idiopática na infância, a suplementação com L-carnitina pode auxiliar na recuperação nutricional e na melhora da fração de ejeção, facilitando a reversão do quadro de caquexia e da insuficiência cardíaca.<hr/>OBJECTIVES: Malnutrition is an independent predictor of death in idiopathic dilated cardiomyopathy. An analysis was performed of the impact of L-carnitine supplementation on the nutritional status and echocardiogram parameters of children with idiopathic dilated cardiomyopathy. METHODS: This was an open label cohort of 11 patients who received L-carnitine (100 mg/kg/day) plus the conventional medical treatment, compared with 40 controls, matched for gender and age. The L-carnitine group was weighed 118 times and the controls 264 times. Additionally, the L-carnitine group underwent 65 two-dimensional echocardiograms and the controls 144. Chi-square, Student's t test, Pearson correlation and ANOVA were calculated with alpha = 0.05. RESULTS: For the L-carnitine group: age at presentation = 3.82 years old, 72.7% (p = 0.033) were females younger than 2 years and 90.9% (p = 0.0001) were in functional classes III and IV. There were no deaths during this period. At presentation, no differences were observed in weight percentile (31.2&plusmn;8.74 vs. 19.6&plusmn;21.2) (p = 0.29) or z score (-0.68&plusmn;1.05 vs. -1.16&plusmn;0.89) (p = 0.24). Increases were observed in both the percentile (p = 0.026) and z score (p = 0.033) after the introduction of L-carnitine. At presentation, there were no differences in ejection fraction (54.9%&plusmn;3.8 vs. 49.3%&plusmn;6.6) (p = 0.19), but LV mass/BSA were greater in the L-carnitine group (169.12 g/m²&plusmn;26.24 vs. 110.67 g/m²&plusmn;15.62) (p = 0.0005). After the introduction of L-carnitine an increase in ejection fraction (48.3&plusmn;7 to 67.2&plusmn;7) (p = 0.044) was observed. LV mass/BSA decreased (164.29g/m²&plusmn;28.14 to 110.88g/m²&plusmn;28.88), but without significance (p = 0.089) CONCLUSION: In children with idiopathic dilated cardiomyopathy, supplementation of L-carnitine may be helpful for nutritional and echocardiographic improvement. <![CDATA[<B>Celiac disease in children and adolescents with Down syndrome</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Alta prevalência de doença celíaca em pacientes com síndrome de Down tem sido descrita em vários países. No entanto, no Brasil ainda não há relatos mostrando essa associação. O presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de doença celíaca em crianças e adolescentes com síndrome de Down no sul do Brasil. MÉTODOS: Setenta e um pacientes (32 do sexo feminino e 39 masculino, 2-18 anos) provenientes de Curitiba, Brasil, foram estudados. Oitenta indivíduos (42 do sexo masculino e 38 feminino, 2-19 anos) foram utilizados como controles do estudo. Todas as amostras foram investigadas para anticorpo anti-endomísio (EmA) e anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG). O EmA foi pesquisado através de imunofluorescência indireta usando cordão umbilical como substrato e o anti-tTG através da técnica de ELISA, utilizando transglutaminase tecidual como antígeno. As dosagens de IgA foram realizadas por turbidimetria. RESULTADOS: Cinco pacientes com síndrome de Down (7%) foram positivos para EmA-IgA, com títulos entre 1/5 e 1/80 e catorze (17,5%) para anti-tTG (21-340 unidades). Todos os pacientes positivos para EmA apresentaram simultaneamente positividade para o anti-tTG. Os achados clínicos e histológicos na mucosa intestinal confirmaram doença celíaca em quatro pacientes. O outro paciente EmA positivo não foi submetido a biópsia duodenal. Os pacientes positivos apenas para anti-tTG apresentaram valores limítrofes (< 25 unidades) e eram assintomáticos. Nenhum indivíduo do grupo controle foi positivo para EmA ou anti-tTG. Nenhuma amostra do estudo foi deficiente para IgA. CONCLUSÕES: Os dados do presente estudo mostram alta prevalência (5,6%) de doença celíaca confirmada em crianças e adolescentes com síndrome de Down da região sul do Brasil.<hr/>OBJECTIVES: High prevalence rates of celiac disease in patients with Down syndrome have been reported in several countries. However, in Brazil there are no data regarding this association. In this study we report the prevalence of celiac disease in Down syndrome children and adolescents from southern Brazil. METHODS: Seventy-one patients (32 female and 39 male, 2-18 years) from Curitiba, Brazil, were studied. Eighty young people (42 male and 38 female, 2-19 years) were used as controls. All subjects were screened for the IgA-antiendomysium antibody (EmA) and IgA anti-tecidual transglutaminase (anti-tTG). EmA was measured by an immunofluorescence assay using umbilical cord as the substrate and anti-tTG by ELISA with tecidual transglutaminase as the antigen. The total IgA serum level was determined by turbidimetry. RESULTS: Five DS patients (7%) were positive for EmA-IgA, with titers from 1/5 to 1/80 and 14 (17.5%) for anti-tTG (21-340 units). All EmA positive patients also presented anti-tTG antibodies simultaneously. Clinical and histological findings of the intestinal mucosa confirmed celiac disease diagnoses in four patients. The other EmA positive patient was asymptomatic and was not submitted to duodenal biopsy. Patients only positive for anti-tTG presented borderline values (< 25 units) and were asymptomatic. None of the controls were positive for EmA or anti-tTG. No Down syndrome patients or controls presented IgA deficiency. CONCLUSIONS: These data indicate a high prevalence (5.6%) of confirmed celiac disease in Down syndrome patients from southern Brazil. <![CDATA[<B>Does birth weight affect nutritional status at the end of first year of life?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a associação entre o baixo peso ao nascer e o estado nutricional ao final do primeiro ano de vida. MÉTODOS: Foi realizado estudo caso-controle aninhado a uma coorte em quatro municípios da Zona da Mata Meridional de Pernambuco. Os recém-nascidos foram recrutados para a coorte nas primeiras 24 horas de vida, sendo o peso aferido ao nascimento e ao final do primeiro ano de vida. Durante o primeiro ano de vida, foram realizadas duas visitas domiciliares semanais para confirmar aleitamento materno predominante e ocorrência de episódios diarréicos. Considerou-se caso (risco nutricional) a criança com índice peso/idade abaixo do percentil 10 (n = 117); e controle aquela com percentil igual ou maior que 10 (n = 411). Realizou-se análise de regressão logística hierarquizada para detectar os fatores determinantes do estado nutricional no primeiro ano de vida. RESULTADOS: Os fatores que explicaram o risco nutricional ao final do primeiro ano de vida foram peso ao nascer e ausência de sanitário no domicílio. As crianças que nasceram com peso entre 1.500 g e 2.499 g tiveram uma chance 29 vezes maior (IC 95% = 9,77-87,49) de apresentar risco nutricional aos 12 meses de idade em relação àquelas com peso de nascimento maior que 3.500 g. Nas que residiam em domicílio sem sanitário, a chance foi três vezes maior (IC 95% = 1,54-6,22) em relação àquelas com sanitário com descarga no domicílio. CONCLUSÃO: O baixo peso ao nascer é um dos principais fatores responsáveis pelo risco nutricional ao final do primeiro ano de vida, sendo imprescindível adotar estratégias para sua redução e prevenção.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the association between low birth weight and nutritional status at the end of the first year of life. METHODS: This was a nested case-control study within a cohort. The study was carried out at maternity hospitals in four cities in the Zona da Mata Meridional in Pernambuco state, Brazil. Newborn infants were recruited during the first 24 hours of life. Their weights were measured at birth and at the end of the first year of life. Household visits were made twice weekly during the first year of life to collect data on breastfeeding and occurrence of diarrhea. In the case-control study, each case (child at nutritional risk) was a child with weight-for-age index < the 10th percentile (n = 117) and each control was a child with weight-for-age index = the 10th percentile (n = 411). Hierarchical logistic regression analysis was used to investigate risk factors for nutritional status at 12 months. RESULTS: Low birth weight and living in a household with no latrine were significantly associated with nutritional risk at the end of the first year of life. Children born weighing 1,500 g to 2,499 g had 29 times (95% CI = 9.77-87.49) the chance of being at nutritional risk at 12 months of life than those whose birth weights had been > 3,500 g (p < 0.001). Children living in households without a flush toilet had three times (95% CI = 1.54-6.22) the chance of nutritional risk at 12 months of life in relation to those that had a latrine with a septic tank at home (p = 0.01). CONCLUSION: Low birth weight is an important risk factor of nutritional risk at the end of the first year of life. It is important to adopt strategies for its reduction and prevention. <![CDATA[<B>Nutritional status of Terena indian children from Mato Grosso do Sul, Brazil</B>: <B>follow up of weight and height and current prevalence of anemia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar o peso e a estatura de crianças índias Terenas menores de 10 anos avaliadas em dois períodos diferentes (1995 e 2002) e verificar a prevalência de anemia nessa população no ano de 2002. MÉTODOS: O estudo foi transversal, sendo avaliadas 253 crianças índias Terenas menores de 10 anos em 1995 e 244 em 2002, pertencentes às aldeias Limão Verde e Córrego Seco, em Aquidauana (MS). O peso e a estatura foram relacionados com a referência do NCHS (Epi-Info versão 6.2). A concentração da hemoglobina foi determinada com o emprego de um fotômetro portátil. RESULTADOS: As proporções de crianças com déficit (escore z < -2 desvios padrão) de peso para a idade foram 4 e 2,9%, respectivamente, em 1995 e 2002. Os déficits de peso para a estatura foram 3,6 e 0,8%, respectivamente. Os déficits de estatura para a idade foram, respectivamente, 15 e 11,1%. A comparação das medianas dos escores z entre 1995 e 2002 revelou aumento estatisticamente significante (p < 0,05) nos seguintes indicadores: peso-idade e peso-estatura nos menores de 24 meses, peso-idade e estatura-idade entre os 24 e 60 meses. Não se observou redução estatisticamente significante de nenhum dos indicadores nas três faixas etárias. A prevalência de anemia foi 86,1% entre as idades de 6 e 24 meses (n = 43), 50,8% entre os 24 e 60 meses (n = 65) e 40,7% entre 60 e 120 meses (n = 59). CONCLUSÃO: Entre 1995 e 2002, observou-se melhora nos indicadores nutricionais de peso e estatura. A prevalência de anemia é muito elevada, indicando a necessidade de seu combate com celeridade.<hr/>OBJECTIVE: This study of Terena Indian children less than 10 years old was undertaken in order to compare weight and height in 1995 and 2002 and to evaluate anemia prevalence in 2002. METHODS: This was a cross-sectional study of the Limão Verde and Córrego Seco tribes, located in Aquidauana, Mato Gosso do Sul, Brazil. The study enrolled all 253 children who were less than 10 years old in 1995 and 244 who were under 10 in 2002. Their nutritional status was evaluated comparing weight and height with the NCHS (National Center for Health Statistics) reference values (Epi-Info version 6.2). Hemoglobin was assayed using a portable photometer. RESULTS: The percentages of children with weight for age deficit (z score < -2 standard deviations) were 4 and 2.9% in 1995 and 2002 respectively. Percentages of weight for height deficits were 3.6 and 0.8% respectively. Percentages of height for age deficits were 15 and 11,1% respectively. The median z scores for weight, age and weight, and height showed a statistically significant increase during the period between 1995 and 2002 in infants. Between 24 and 60 months, there were increments in median z scores for weight for age and height for age. There was no statistically significant decrease in any of the anthropometric indicators, with reference to z scores. The prevalence rates of anemia were 86.1% for infants 6 to 24 months old (n = 43), 50.8% for those 24 to 60 months (n = 65) and 40.7% for children aged 60 to 120 months (n = 59). CONCLUSION: Weight and height both increased during period from 1995 to 2002. Anemia was highly prevalent, calling for immediate corrective measures. <![CDATA[<B>Sildenafil in the management of idiopathic pulmonary arterial hypertension in children and adolescents</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Este artigo tem por objetivo relatar a experiência com o uso do sildenafil oral no tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar idiopática grave em classe funcional III e IV, sem resposta à terapia convencional e às provas de reatividade pulmonar. MÉTODO: Trata-se de estudo prospectivo, tipo de série de casos em que seis pacientes com diagnóstico de hipertensão arterial pulmonar idiopática foram tratados com sildenafil oral, com doses de 2 a 8 mg/kg/dia, divididas em quatro a seis vezes. Os pacientes foram submetidos a exame clínico, eletrocardiograma, ecocardiograma, tomografia do tórax, cintilografia de perfusão e ventilação pulmonar, estudos da coagulação, pesquisa de esquistossomose, doença do colágeno e de síndrome de imunodeficiência adquirida para afastar causas secundárias de hipertensão pulmonar. Todos os pacientes foram submetidos a cateterismo cardíaco para a realização das provas de reatividade pulmonar com óxido nítrico, O2 a 100% e nifedipina oral e ao teste de caminhada de 6 minutos nos pacientes em condições de realizá-lo. RESULTADOS: Todos eles apresentaram boa resposta, traduzida por melhora de, pelo menos, uma classe funcional, aumento da saturação sistêmica. Cinco pacientes apresentaram diminuição da relação da pressão sistólica pulmonar/pressão sistólica sistêmica e aumento da distância percorrida no teste de caminhada nos que a realizaram. Não foram observados efeitos colaterais em um tempo de seguimento de 4 a 36 meses. Um paciente apresentou morte súbita após a suspensão do medicamento. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que o sildenafil possa ser uma droga promissora no tratamento dos pacientes com hipertensão pulmonar idiopática, os quais devem ser conscientizados do risco da suspensão da medicação sem orientação médica.<hr/>OBJECTIVE: This study aims to provide data on the use of oral sildenafil in patients in New York Heart Association functional class III or IV with severe idiopathic pulmonary arterial hypertension unresponsive to conventional therapy. METHOD: In this series, six patients with idiopathic pulmonary arterial hypertension were prospectively treated with 2 to 8 mg of oral sildenafil in four to six doses a day. All pa-tients were submitted to physical examination, electrocardiogram and echocardiogram, chest computed tomography, ventilation and pulmonary perfusion scintigraphy, coagulation studies, and tests for collagen vascular disease, acquired immune deficiency syndrome and schisto-somiasis in order to rule out secondary causes of pulmonary arterial hypertension. All patients underwent cardiac catheterization for vasoreactivity tests using nitric oxide, O2 at 100% and oral nifedipine, and a 6-minute walking test was performed in those patients who were con-sidered able to exercise. RESULTS: All patients achieved a good therapeutic response, with improvement by at least one functional class, and presented an increase in systemic arterial oxygen saturation. Five patients showed a decrease in the pulmonary systolic pressure to systemic systolic pres-sure ratio and improvement in the six-minute walking test. No major side effects were ob-served at 4 to 36 months of follow-up. One patient had sudden death after sildenafil had been withdrawn by mistake. CONCLUSIONS: These data suggest that sildenafil may be useful in the manage-ment of idiopathic pulmonary arterial hypertension. Patients should be advised against the withdrawal of sidenafil without medical supervision. <![CDATA[<B>Endothelial function of normotensive adolescents with no risk factors for arterial hypertension</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Definir padrões de normalidade da função endotelial de adolescentes através de avaliação ultra-sonográfica da dilatação vascular dependente do endotélio. MÉTODOS: Estudo descritivo observacional de corte transversal, parte do projeto temático "Estudos Clínicos de Crescimento, Comportamento, Hipertensão Arterial, Obesidade e Saúde Bucal", de sigla ECCCHOS, desenvolvido na Disciplina de Nutrologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Foram selecionados 31 adolescentes, sendo oito do sexo masculino e 23 do feminino, sem fatores de risco conhecidos para hipertensão arterial sistêmica, entre 1.420 alunos de uma escola de ensino médio da cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo, situado no Sudeste do Brasil. Para apresentação de todos os resultados, utilizaram-se as médias, desvios padrão e percentis. RESULTADOS: A dilatação vascular dependente do endotélio 90 segundos pós-liberação do manguito foi de 20,9&plusmn;6,7% [média mais ou menos 1 desvio padrão (DP)] e o 10&deg; percentil ficou em 12,5% no sexo masculino e de 18,8&plusmn;12,9% DP e o 10&deg; percentil em 6,6% no sexo feminino. Os valores no grupo todo foram de 19,3&plusmn;11,7% e 6,7%, respectivamente. CONCLUSÃO: O 10&deg; percentil (6,7%) da curva de distribuição dos valores de dilatação vascular dependente do endotélio, em adolescentes do presente estudo, pode ser considerado como limite inferior da normalidade. O conhecimento desse limite é importante para o diagnóstico de disfunções endoteliais que aparecem antes das doenças cardiovasculares.<hr/>OBJECTIVE: To define standards for normal endothelial function in adolescents by high-resolution ultrasound measurement of endothelium-dependent vascular dilatation. METHODS: This was a cross-sectional, descriptive, observational study and part of the thematic project "Clinical Study of Growth, Behavior, Arterial Hypertension, Obesity and Oral Health" (ECCCHOS) that was developed by the Discipline of Nutrition at the Universidade Federal de São Paulo. Thirty-one adolescents, eight male and 23 female, with no risk factors for systemic arterial hypertension were selected from 1,420 high school students. The students were daytime pupils at a school in the southeastern district of the city of São Paulo, the capital of São Paulo state, located in the Southeast region of Brazil. All results are presented in the form of means with standard deviations and percentiles. RESULTS: For male students, endothelium-dependant dilation 90 seconds after the cuff was released was 20.9&plusmn;6,7% [mean &plusmn;1 standard deviation] with a 10th percentile of 12.5 and for females these figures were 18.8&plusmn;12.9% with a 10th percentile of 6.6%. Values for the whole group of subjects were 19.3&plusmn;11.7% and 6.7%, respectively. CONCLUSION: Endothelium-dependant vascular dilation of 6.7%, after 90 seconds, which corresponds to the 10th percentile, can be considered the lower limit of normality for this age group. Knowledge of this limit is important for the diagnosis of endothelium dysfunction that appears before cardiovascular disease. <![CDATA[<B>Conservative management of multicystic dysplastic kidney</B>: <B>clinical course and ultrasound outcome</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o curso clínico e a evolução ultra-sonográfica de pacientes com rim displásico multicístico tratados conservadoramente. MÉTODOS: Foram incluídas no estudo 53 crianças com rim displásico multicístico unilateral diagnosticado pela ultra-sonografia fetal entre 1989 e 2004. Todos os pacientes foram submetidos a protocolo sistemático, incluindo tratamento conservador e exames clínicos, laboratoriais e ultra-sonográficos periódicos. Os exames foram realizados com periodicidade de 6 meses, nos 2 primeiros anos, e anualmente, após esse período. No curso clínico, foram avaliados: pressão arterial, infecção do trato urinário, função renal e crescimento dos pacientes. Na evolução ecográfica, foram avaliados a involução do rim displásico multicístico e o crescimento do rim contralateral. RESULTADOS: O tempo médio de seguimento foi de 68 meses. Dois pacientes apresentaram hipertensão arterial no seguimento. Cinco tiveram infecção urinária (apenas um com episódios repetidos). Não houve degeneração maligna do rim displásico multicístico. Foram realizados 334 exames ultra-sonográficos seriados. Houve involução do rim displásico multicístico em 90% dos casos, sendo que nove (17%) desapareceram. O ritmo de involução foi maior nos 30 primeiros meses de vida. Houve progressiva hipertrofia compensatória do rim contralateral, sendo o ritmo mais intenso nos 2 primeiros anos de vida. CONCLUSÃO: Os resultados do acompanhamento prospectivo de crianças portadoras de rim displásico multicístico tratadas conservadoramente sugerem que a conduta clínica é segura, a incidência de complicações é mínima e há uma nítida tendência de involução ultra-sonográfica da unidade renal afetada. Os dados sugerem, ainda, que o ritmo de involução do rim displásico multicístico, assim como da hipertrofia compensatória do rim contralateral, sejam maiores nos 2 primeiros anos de vida.<hr/>OBJECTIVE:The aim of this study was to describe the clinical course and ultrasound outcome of prenatally detected multicystic dysplastic kidney. METHODS: Fifty-three children with unilateral multicystic dysplastic kidney detected by prenatal ultrasound between 1989 and 2004 were included in the analysis. All children were submitted to conservative management with follow-up visits every six months. Follow-up ultrasound examinations were performed at six-month intervals during the first two years of life and yearly thereafter. The following clinical parameters were evaluated: blood pressure, urinary tract infection, renal function, and growth. The following ultrasound parameters were evaluated: involution of multicystic dysplastic kidney and contralateral renal growth. RESULTS: The mean follow-up time was 68 months. Two children presented hypertension during follow-up and five had urinary tract infection (only one with recurrent episodes). There was no malignant degeneration of multicystic dysplastic kidney. A total of 334 ultrasound scans were analyzed. US scan demonstrated involution of the multicystic dysplastic kidney in 48 (90%) cases, including complete involution in nine (17%). The involution rate was faster in the first 30 months of life. There was progressive compensatory renal hypertrophy of the contralateral renal unit; the rate of growth was greater in the first 24 months of life. CONCLUSION: The results of prolonged follow-up of children with conservatively managed multicystic dysplastic kidney suggest that clinical approach is safe, the incidence of complications is small, and that there is a clear tendency for multicystic dysplastic kidney to decrease in size. Our data also suggest that the involution rate of multicystic dysplastic kidney as well as the growth of the contralateral kidney is greater in the first 24 months of life. <![CDATA[<B>The frequency of pharmacological pain relief in university neonatal intensive care units</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a freqüência com que são empregados analgésicos para o alívio da dor desencadeada por procedimentos invasivos em recém-nascidos internados em UTI universitárias e verificar o perfil de uso de medicamentos para o alívio da dor. MÉTODOS: Coorte prospectiva, avaliada entre 1° e 31 de outubro de 2001, de todos os recém-nascidos internados em quatro UTI. Dados coletados: características gerais das unidades; dados demográficos dos recém-nascidos; morbidade clínica e freqüência do emprego de analgésicos. Realizaram-se a análise estatística descritiva e a regressão linear múltipla por meio do SPSS 8.0, para analisar os fatores associados ao uso de analgésicos nesta coorte. RESULTADOS: No período, foram internados 91 recém-nascidos (1.025 pacientes-dia). Apenas 25% dos 1.025 pacientes-dia receberam alguma dose de analgésico por via sistêmica. Não foi administrada nenhuma medicação específica para o alívio da dor aguda durante os seguintes eventos dolorosos: intubações traqueais, punções arteriais, venosas, capilares e lombares. Na inserção de dreno de tórax, 100% dos recém-nascidos receberam analgesia específica e, para a passagem de cateteres centrais, apenas 8%. De 17 recém-nascidos submetidos a procedimentos cirúrgicos, somente nove receberam analgésicos no pós-operatório. O medicamento mais utilizado foi o fentanil (93%). A presença de ventilação mecânica elevou em 6,9 vezes, e a de dreno de tórax em cinco vezes a chance do recém-nascido receber alguma dose de analgésico. CONCLUSÃO: Há necessidade de melhorar a formação dos profissionais de saúde para diminuir a distância entre os conhecimentos científicos existentes a respeito da dor no recém-nascido e a prática clínica.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the use of drugs to relieve the pain of invasive procedures newborn infants cared for at a university hospital NICU. METHODS: A prospective cohort study of all newborn infants hospitalized in four NICU during October 2001. The following data were collected: demographic data of the hospitalized newborn infants; clinical morbidity; number of potentially painful procedures and frequency of analgesic administration. Factors associated with the use of analgesia in this cohort of patients were studied by multiple linear regression using SPSS 8.0. RESULTS: Ninety-one newborn infants were admitted to the NICU during the study period (1,025 patient-days). Only 25% of the 1,025 patient-days received systemic analgesia. No specific drugs were administered to relieve acute pain during any of the following painful events: arterial punctures, venous, capillary and lumbar punctures or intubations. For chest tube insertion, 100% of newborn infants received specific analgesia. For the insertion of central catheters 8% of the newborn infants received painkillers. Only nine of the 17 newborn infants that underwent surgical procedures received any analgesic dosage during the postoperative period. For 93% of patients under analgesia the drug of choice was fentanyl. The presence of mechanical ventilation increased the chance of newborn infants receiving painkillers by 6.9 times and the presence of chest tube increased this chance by five times. CONCLUSION: It is necessary to train health professionals in order to bridge the gap between scientific knowledge regarding newborn infant pain and clinical practice. <![CDATA[<B>Prevalence and risk factors for asthma in schoolchildren in southern Brazil</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Estudar a prevalência e fatores de risco para asma em 494 crianças pertencentes à coorte de nascidos em 1993, as quais vêm sendo acompanhadas desde o nascimento, estando, atualmente, com cerca de 6 anos de idade, em Pelotas (RS). MÉTODOS: Foi administrado um questionário padronizado com questões relativas à asma, baseadas em questionário utilizado por um estudo internacional multicêntrico (ISAAC) validado em diversos países. Também obteve-se informações sobre o nível socioeconômico, fatores ambientais, hereditários, nutricionais, gestacionais, alérgicos e eventos infecciosos pregressos. RESULTADOS: A prevalência de asma encontrada foi de 12,8% (IC95%: 10-15,9%). Na análise multivariada, a asma esteve associada com cor da pele não-branca (RR = 1,9 IC95%: 1,1-3,3%), história de asma na família (RR = 2,8 IC95%:1,5-5,1), rinite alérgica na criança (RR = 2,6 IC95%:1,5-4,4) e fumo na gestação (RR = 1,7 IC95%:1-2,9). CONCLUSÃO: A asma infantil tem elevada prevalência em Pelotas, sendo um problema de saúde pública e, como tal, deve-se direcionar ações apropriadas para o seu controle.<hr/>OBJECTIVE: To study the prevalence and risk factors for asthma in a cohort of 494 children born in 1993 and followed up to the age of six years in Pelotas, state of Rio Grande do Sul, Brazil. METHODS: A standardized and validated asthma questionnaire, based on the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), was applied. Other information was also collected about socioeconomic background, genetic, nutritional, gestational and allergic factors, and previous infectious episodes. RESULTS: The prevalence of asthma found in this study was 12.8% (95%CI: 10-15.9%). In the multivariate analysis, risk factors such as non-white skin color (RR = 1.9 95%CI: 1.1-3.3%), family history of asthma (RR = 2.8 95%CI: 1.5-5.1), allergic rhinitis in children (RR = 2.6 95%CI: 1.5-4.4) and maternal smoking during pregnancy (RR = 1.7 95%CI: 1-2.9) were associated with asthma. CONCLUSION: Childhood asthma is highly prevalent in Pelotas, and it is a serious public health problem. Therefore, specific programs should be developed for its control. <![CDATA[<B>Rhinovirus and acute bronchiolitis in young infants</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Determinar a prevalência de infecção por rinovírus em lactentes menores de 6 meses hospitalizados por bronquiolite aguda. MÉTODOS: Foram selecionados de forma prospectiva lactentes hospitalizados com diagnóstico de bronquiolite aguda, no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no período entre maio e setembro de 2002. Foi pesquisada a presença de vírus respiratórios no aspirado nasofaríngeo (ANF), através de imunofluorescência direta para vírus sincicial respiratório, parainfluenza, influenza e adenovírus. Para detecção do rinovírus, foi utilizada a reação de transcrição reversa, seguida de reação em cadeia da polimerase, específicas para picornavírus, seguidas de hibridização com sonda específica para rinovírus. RESULTADOS: Foram selecionados 45 lactentes hospitalizados com diagnóstico de bronquiolite aguda. A mediana da idade dos pacientes selecionados foi de 2 meses. Foram encontradas amostras positivas para vírus respiratórios em 35/45 (77,8%) casos. Foi detectado mais de um vírus em 7/35 (20%) amostras. Das amostras positivas, o vírus sincicial respiratório foi detectado em 33/35 (94%) casos. O rinovírus foi detectado em 6/35 casos (17%). CONCLUSÕES: O rinovírus foi o segundo agente mais freqüentemente detectado em secreção nasal de lactentes jovens hospitalizados por bronquiolite aguda.<hr/>OBJECTIVE: To determine the prevalence of rhinovirus infection in hospitalized young infants with acute bronchiolitis. METHODS: Hospitalized children with acute bronchiolitis admitted to the Hospital São Lucas/PUCRS between May and September 2002 were selected prospectively. Nasopharyngeal samples were assayed for respiratory syncytial virus, parainfluenza, influenza and adenovirus by immunofluorescence. For rhinovirus test a reverse transcription-polymerase chain reaction for picornavirus was used, followed by hybridization with rhinovirus specific probes. RESULTS: Forty-five patients were selected for the study. The median age of the subjects studied was 2 months. Positive samples for respiratory viruses were found in 35/45 (77.8%) subjects and 7/35 (20%) patients had dual infection. Respiratory syncytial virus was detected in 33/35 (94%) cases. Rhinovirus was detected in 6/35 patients (17%). CONCLUSIONS: Rhinovirus was the second most common agent detected in nasal secretions from young infants hospitalized with acute bronchiolitis. <![CDATA[<B>Persistent neonatal hyperbilirubinemia resulting from Gilbert's syndrome in association with RhD hemolytic disease</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Relatar associação infreqüente de patologia que cause aumento considerável de produção de bilirrubina e outra diminuição importante na sua excreção. DESCRIÇÃO: Mãe tercigesta, Rh negativo. Na primeira gestação, gerou recém-nascido normal, de termo, não tendo recebido imunoglobulina humana anti-RhD. A segunda gestação complicou-se por isoimunização Rh, dando à luz neonato de termo, o qual necessitou três exsanguinotransfusões e faleceu com 8 dias de vida. Na gestação atual, conseguiu dar à luz a termo recém-nascido tipo ORh positivo, Coombs direto positivo, bilirrubina de cordão 6,5 mg/dl e hematócrito 44%. Com 5 horas de vida, estava ictérico, tendo sido iniciados fenobarbital (por 3 dias) e fototerapia intensiva. A hiperbilirrubinemia foi logo controlada, porém ascendia rapidamente sempre que a fototerapia era suspensa. No 10° dia de vida, a criança foi transfundida por anemia importante. Em vista da persistência da icterícia, no 13° dia de vida pensou-se em associação com síndrome de Gilbert, e o seqüenciamento de DNA foi solicitado. O resultado mostrou genótipo mutante homozigoto UDPT1A1[TA]7TAA. Permaneceu em fototerapia até o 17° dia de vida. Recebeu alta no dia seguinte, após controle de bilirrubinemia. Voltou para acompanhamento ambulatorial e apresentou desenvolvimentos pondo-estatural e neurológico normais. COMENTÁRIOS: O caso ressalta a importância da associação do aumento de produção/diminuição de excreção de bilirrubina na gênese de hiperbilirrubinemias prolongadas, intensas e passíveis de causar kernicterus, se não tratadas vigorosamente. Demonstra, ainda, a eficácia da fototerapia intensiva, reduzindo os riscos de tratamentos mais agressivos. Ressalta, também, a importância do acompanhamento das icterícias neonatais até a completa remissão dos sintomas.<hr/>OBJECTIVE: To report on an infrequent association of pathologies causing considerable increase in bilirubin production and a signifiant decrease in its excretion. DESCRIPTION: The third pregnancy of an RhD negative woman. Her first child was normal and delivered to term and did not receive Rhogam. The second pregnancy was problematic due to Rh isoimmunization. She delivered a child to term, who required three exchange transfusions, but died on the 8th day of life. The third child was delivered at term, ORh positive, direct Coombs positive and had stump bilirubin of 6.5 mg/dl and hematocrit at 44%. Five hours after birth the child was jaundiced. Phenobarbital and intensive phototherapy were introduced. Hyperbilirubinemia was soon controlled, but relapsed whenever phototherapy was discontinued. On the 10th day of life the child received a transfusion for significant anemia. As jaundice persisted to the 13th day, associated Gilbert syndrome was considered and DNA sequence analysis was requested. The test demonstrated a mutant homozygote genotype UDPT1A1[TA]7TAA. Phototherapy remained necessary until the 17th day of life and she was discharged from hospital the following day, after bilirubinemia had been controlled. She returned for follow-up and exhibited normal growth and neurological development. COMMENTS: This case demonstrates the significance of increased bilirubin production/decreased bilirubin excretion causing intense hyperbilirubinemias and, in the abnsence of vigorous treatment, kernicterus. The effectiveness of intense phototherapy has also been demonstrated, reducing the risks of more aggressive treatments such as exchange transfusion. It also provides evidence of the importance of bilirubinemia follow-up until complete resolution.