Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720060004&lang=en vol. 82 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Immunizations</B>: <B>three centuries of success and ongoing challenges</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Vaccination schedule for childhood and adolescence</B>: <B>comparing recommendations</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Apresentar os critérios utilizados para elaboração de um calendário de vacinação na infância e adolescência, comparando recomendações de instituições de referência em nível nacional e internacional FONTES DOS DADOS: Revisão da literatura científica a partir de publicações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Ministério da Saúde, Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), American Academy of Pediatrics (AAP) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC) no período de 2000 a 2005. SÍNTESE DOS DADOS: Aspectos epidemiológicos locais, socioeconômicos e infra-estrutura disponível podem definir prioridades nas recomendações de imunobiológicos. As referências consultadas, tanto nacionais como internacionais, apresentam calendários vacinais para infância e adolescência com diferenças nas vacinas contra tuberculose, poliomielite, rotavírus, pertússis, pneumococo, meningococo, varicela e hepatite A, havendo grande semelhança em relação às demais. No Brasil, existem à disposição da população, conforme critérios específicos, os Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), os quais oferecem imunobiológicos não disponíveis na rede pública. CONCLUSÕES:Embora a utilização de um calendário universal não seja possível em função de diferenças epidemiológicas e operacionais, existem semelhanças que podem ser incorporadas às diferentes populações, desde que sejam contemplados critérios técnicos e científicos.<hr/>OBJECTIVES: To present the criteria used to define a vaccination schedule for childhood and adolescence, comparing the recommendations of national and international excellence institutions. SOURCES OF DATA: Review of publications by the Brazilian Society of Pediatrics, the Brazilian Ministry of Health, the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), the American Academy of Pediatrics (AAP) and the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) covering the period from 2000 to 2005. SUMMARY OF THE FINDINGS: Local epidemiological and socioeconomic factors and the available infrastructure often define the priorities of immunobiological recommendations. The publications reviewed, both national and international, differ in terms of the vaccination schedule for tuberculosis, poliomyelitis, rotavirus, pertussis, pneumococcus, meningococcus, varicella and hepatitis A. In Brazil, there are Special Immunobiology Referral Centers (CRIE - Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais), which, according to specific criteria, offer the population immunobiologicals that are unavailable on the public health network. CONCLUSIONS: While the use of a universal schedule is impossible due to epidemiological and operational differences, there are similarities that can be incorporated with different populations, as long as technical and scientific criteria are respected. <![CDATA[<B>Acellular pertussis vaccine for adolescents</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: A utilização da vacina de células inteiras contra coqueluche levou a uma redução significativa na incidência da enfermidade na criança. Essa mudança no perfil epidemiológico resultou em aumento no número de casos em adolescentes e adultos, conseqüente à perda da imunidade conferida pela doença ou por vacina após cerca de 10 anos, e em lactentes não imunizados ou incompletamente imunizados. O licenciamento da vacina tríplice bacteriana contra difteria, tétano e coqueluche acelular, com formulação específica para maiores de 10 anos de idade (dTpa), apontou para a possibilidade do controle da coqueluche na população das faixas etárias mais acometidas nos últimos anos. FONTE DE DADOS: As informações foram coletadas na base de dados MEDLINE. A pesquisa foi limitada ao período compreendido entre janeiro de 1995 a janeiro de 2006. SÍNTESE DOS DADOS: Estão licenciadas em alguns países duas vacinas dTpa para a faixa etária maior de 10 anos de idade, uma delas contendo cinco componentes imunogênicos da Bordetella pertussis: toxina pertússis, hemaglutinina filamentosa, fimbrias 2 e 3 e pertactina, e a outra contendo três componentes: pertactina, hemaglutinina filamentosa e toxina pertússis inativada, sendo esta a única apresentação licenciada até o momento no Brasil. Embora a composição das duas vacinas seja diferente, os estudos mostram que a imunogenicidade e a eficácia são semelhantes. Entretanto, alguns autores enfatizam que existem dificuldades para a realização de uma avaliação mais precisa da resposta imunológica à vacina e sua duração. Vários países já recomendam de rotina o uso da vacina dTpa para adolescentes. O Canadá ampliou a população alvo até 54 anos de idade. A orientação é de que esse grupo receba uma dose da vacina como reforço do esquema básico de imunização. Isso é fundamentado em resultados de estudos que mostram que a duração da imunidade induzida pela vacina é em torno de 6 a 12 anos. As avaliações sobre o impacto econômico do uso rotineiro da vacina em adolescentes evidenciam uma relação custo-benefício positiva. Os resultados do impacto epidemiológico dependem da qualidade do diagnóstico para que os dados reflitam a realidade da doença. CONCLUSÕES: Embora existam algumas questões a serem esclarecidas, a literatura disponível sinaliza a possibilidade para a solução do .ressurgimento. da coqueluche com o uso da vacina dTpa. Talvez a estratégia da utilização de uma dose de reforço na adolescência, substituindo a vacina dupla contra difteria e tétano, seja uma medida a ser prontamente indicada.<hr/>BACKGROUND: The use of whole-cell pertussis vaccine has led to a significant decline in incidence of the disease among children. This change in the epidemiological profile led to an increased number of cases among teenagers and adults, as a result of loss of immunity to the disease or vaccine after approximately 10 years. An increased number of cases was also observed among non-immunized or partially immunized infants. Licensure of the DTP vaccine against diphtheria, tetanus, and acellular pertussis formulated specifically for patients over 10 years of age (Tdap) suggests the possibility of controlling pertussis in the most affected age groups over the past few years. SOURCES OF DATA: Data were collected from MEDLINE. The research was limited to the period between January 1995 and January 2006. SUMMARY OF THE FINDINGS: In some countries there are two Tdap vaccines licensed for patients over 10 years of age. One of them contains five immunogenic components of Bordetella pertussis (pertussis toxin, filamentous hemagglutinin, fimbriae 2 and 3, and pertactin), and the other contains three components (pertactin, filamentous hemagglutinin, and inactivated pertussis toxin), the latter being the only one licensed in Brazil up to now. Although the composition of the two vaccines differs, studies show that they have similar effectiveness and immunogenicity. Some authors, however, emphasize that it is difficult to make a precise assessment of the immunological response to the vaccine and its duration. Several countries currently recommend the use of Tdap vaccine for adolescents. Canada has extended the target population up to 54 years of age. The guideline is that this group should receive one dose of the vaccine to reinforce the basic immunization scheme. This is based on study results that show that the vaccine-induced immunity lasts for around 6 to 12 years. Assessments of the economic impact of routine use of the vaccine in adolescents showed a positive cost-benefit ratio. Results of the epidemiological impact depend on the quality of diagnosis so that data reflect the reality of the disease. CONCLUSIONS: Although some questions remain to be clarified, the literature indicates the possibility of solving the "reappearance" of whooping cough (pertussis) with the use of Tdap vaccine. Perhaps the strategy of using a second booster dose in adolescence to replace the double diphtheria and tetanus vaccine should be adopted immediately. <![CDATA[<B>Vaccines against rotavirus and human papillomavirus (HPV)</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Sintetizar as estratégias para a obtenção de uma vacina contra rotavírus e papilomavírus humano (HPV), enfatizando-se o estágio atual das investigações quanto à segurança, reatogenicidade, imunogenicidade e eficácia. FONTE DOS DADOS: Os artigos publicados de 1996 a 2006, particularmente ao longo dos últimos 5 anos, representaram a fonte primária (base de dados: MEDLINE, PubMed, NIH, EUA), conferindo-se destaque aos recentes estudos envolvendo uma vacina contendo rotavírus atenuado de origem humana e dois tipos de vacinas para HPV testadas em humanos: as profiláticas e as terapêuticas. SÍNTESE DOS DADOS: Em relação às vacinas contra rotavírus, o contexto de estratégias compreendeu desde as preparações jennerianas até o advento da vacina com rotavírus atenuado de origem humana. Duas vacinas despontam como eficazes e seguras: uma, pentavalente, envolvendo vírus de bovinos e do homem; outra, de rotavírus atenuado oriundo da espécie humana, sendo que esta é avaliada em mais de 70.000 crianças no mundo. As vacinas contra HPV profiláticas visam impedir a infecção por esses vírus, enquanto que as vacinas terapêuticas pretendem tratar o indivíduo já infectado ou até o portador de uma lesão causada por HPV. As pesquisas com vacinas profiláticas começaram há alguns anos nos EUA e, hoje, aproximadamente 25.000 mulheres, em vários países, participam de estudos sobre essa vacina, que até o momento tem se mostrado segura, bem tolerada, altamente imunogênica e eficaz contra os tipos de HPV que causam as verrugas genitais e 70% dos casos de câncer do colo do útero. CONCLUSÕES:Uma vacina eficaz e segura contra rotavírus resultará em impacto significativo quanto à doença grave por esse enteropatógeno. Um programa global de imunizações que consiga atingir 60 a 80% das crianças durante os próximos 10 anos pode reduzir em pelo menos 50% as hospitalizações e a mortalidade por rotavírus. Antecipa-se que a implementação de vacinas de elevada eficácia na prevenção de tumores benignos e malignos causados por alguns tipos de HPV leve a uma queda acentuada das taxas desses tumores, os quais afetam milhões de pessoas em todo o mundo.<hr/>OBJECTIVE: To briefly review strategies aimed at the development of rotavirus and HPV vaccines, with emphasis on the current status of studies assessing the safety, reactogenicity, immunogenicity and efficacy of recently developed vaccines. SOURCES OF DATA: This review focuses on articles published from 1996 to 2006, mainly those from the last five years, with special emphasis on data obtained from recently completed studies involving a new live attenuated human rotavirus vaccine and a virus-like particle (HPV) vaccine. SUMMARY OF THE FINDINGS: Strategies for developing rotavirus vaccines ranged from Jennerian approaches to the new human-derived rotavirus vaccine. Currently, two rotavirus vaccines are recognized as both efficacious and safe: a pentavalent human-bovine reassortant vaccine and a vaccine derived from an attenuated rotavirus of human origin. The second of these has been evaluated in more than 70,000 infants all over the world. Prophylactic vaccines against HPV have been tested in more than 25,000 young individuals around the world. Results from phase II and III clinical studies indicate that such vaccines against the most common types of HPV, those linked to both genital warts and 70% of cervical cancers, are safe and highly efficacious. CONCLUSIONS: A future rotavirus immunization program covering 60 to 80% of infants worldwide is likely to reduce by at least 50% the number of rotavirus-associated hospitalizations and deaths. It is also reasonable to expect that implementation of HPV prophylactic vaccines will reduce the burden of the HPV-related diseases that presently impact millions of people around the world. <![CDATA[<B>Meningococcal conjugate vaccines</B>: <B>efficacy and new combinations</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: A doença meningocócica é, ainda hoje, um sério problema de saúde pública, estando associada a elevadas taxas de morbidade e letalidade no mundo e, em especial, no Brasil. Além de discutir as recentes mudanças na epidemiologia da doença meningocócica no mundo, analisamos o desenvolvimento e o impacto das novas vacinas conjugadas na prevenção da doença meningocócica, com ênfase nas diferentes estratégias de imunização utilizadas com essas vacinas. FONTE DOS DADOS: Foram pesquisadas as bases de dados MEDLINE no período de 1996 a 2006, com destaque para artigos de revisão, ensaios clínicos e epidemiológicos. Também foi realizada busca de informações nos portais do Centro de Controle de Doenças, Ministério da Saúde do Brasil e Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo. SÍNTESE DOS DADOS: Cinco sorogrupos (A, B, C, W135 e Y) respondem por virtualmente todos os casos da doença no mundo, com marcantes diferenças regionais e temporais. As novas vacinas conjugadas contra o meningococo C apresentam inequívocas vantagens em relação às vacinas polissacarídicas. Induzem uma resposta de anticorpos mais eficiente e duradoura, propiciando memória imunológica e redução da incidência de portadores. Os resultados imediatos da introdução dessas vacinas nos programas de imunização foram animadores, com dramática redução da incidência de doença, inclusive em não-vacinados (imunidade de rebanho). Entretanto, recentemente constatou-se perda da eficácia após alguns anos da aplicação da vacina, especialmente entre os lactentes vacinados. CONCLUSÕES:A perda de efetividade das vacinas conjugadas contra o meningococo C, observada após alguns anos da imunização de lactentes jovens, justifica a mudança dos esquemas de vacinação, com a incorporação de uma dose de reforço entre 12 e 18 meses de idade para garantir uma proteção mais duradoura. O recente licenciamento da vacina quadrivalente meningocócica conjugada representa, enfim, a real possibilidade de uma proteção mais abrangente contra a doença meningocócica, restando ainda a necessidade de se desenvolver uma vacina eficaz contra o meningococo B.<hr/>OBJECTIVE: Meningococcal disease continues to be a serious public health concern, being associated with high morbidity and mortality rates worldwide, particularly in Brazil. In addition to discussing recent changes in the global epidemiology of meningococcal disease, we also analyze the development and impact of new conjugate vaccines on the prevention of meningococcal disease, with emphasis on the different immunization strategies implemented with these vaccines. SOURCES OF DATA: MEDLINE databases were searched from 1996 to 2006, with emphasis on review articles, clinical trials and epidemiological studies. Information was also sought on the Centers for Disease Control and Prevention, Brazilian Ministry of Health and Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo websites. SUMMARY OF THE FINDINGS: Five serogroups (A, B, C, W135 and Y) are responsible for virtually all cases of the disease worldwide, with marked regional and temporal differences. The new meningococcal serogroup C conjugate vaccines (MCC) offer unmistakable advantages over polysaccharide vaccines. MCC vaccines generate a more efficient and long-lasting antibody response, inducing immunologic memory and reduction of nasopharyngeal carriage. The immediate results of introducing these vaccines into immunization programs have been encouraging, with a dramatic reduction in the incidence of serogroup C disease, not only in vaccinated, but also in unvaccinated individuals (herd immunity). However, concerns have arisen regarding the long-term effectiveness of these vaccines, especially for infants vaccinated in the routine schedule. CONCLUSIONS: The reported waning of efficacy more than 1 year after routine infant immunization supports alternative schedules incorporating a booster dose of MCC vaccine given at 12-18 months of age, in order to maintain long-term protection. The recent licensure of the tetravalent meningococcal conjugate vaccine represents, at last, a real possibility of a broader protection against meningococcal disease, although the need to develop an effective vaccine against serogroup B remains. <![CDATA[<B>BCG vaccine</B>: <B>efficacy and indications for vaccination and revaccination</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Revisar aspectos relacionados ao efeito protetor da primeira e segunda doses da vacina BCG e discutir as suas principais indicações e contra-indicações. FONTES DOS DADOS: Utilizando o PubMed, foi realizada uma revisão sistemática da literatura abrangendo um período de, aproximadamente, 50 anos. Os estudos foram agrupados por tipo de desenho, apresentando-se separadamente os principais resultados de ensaios clínicos, estudos de caso-controle e meta-análises. Outros tópicos relevantes, como a BCG e HIV/AIDS, o uso do teste tuberculínico, aspectos relacionados à cicatriz vacinal e ao desenvolvimento de novas vacinas, dentre outros, foram também revistos. SÍNTESE DOS DADOS: A vacina BCG é utilizada desde 1921. Apesar disso, ainda apresenta controvérsias e aspectos não esclarecidos. O efeito protetor da primeira dose da vacina BCG contra a tuberculose na forma miliar ou na meningite é bastante significativa. No entanto, em relação à forma pulmonar, os resultados são discordantes, variando de ausência de efeito a níveis próximos a 80%. Há evidências de que uma segunda dose da BCG não aumenta o seu efeito protetor. Estudos demonstram proteção da vacina contra a hanseníase. Pesquisas sobre novas vacinas que, no futuro, poderão vir a substituir a BCG estão sendo realizadas. CONCLUSÕES:Apesar da expectativa de que, no futuro, venhamos a ter uma nova vacina para a tuberculose, no presente e ainda por muitos anos, a vacina BCG, apesar de suas deficiências, mantém-se como um importante instrumento nos esforços para controle dos efeitos danosos da tuberculose, sobretudo em países em que essa doença ocorre em médias e elevadas taxas de incidência.<hr/>OBJECTIVES: To review the protective efficacy of the first and second doses of BCG vaccine and to assess its major indications and contraindications. SOURCES OF DATA: A systematic review of the literature was made by searching PubMed and selecting studies carried out in the last 50 years. The studies were grouped according to their design (clinical trials, case-control studies, and meta-analyses) and the results were presented separately for each type of study. Other relevant topics such as BCG and HIV/AIDS, use of tuberculin skin test, issues related to vaccine scars and to the development of new vaccines were also reviewed. SUMMARY OF THE FINDINGS: BCG vaccine has been used since 1921. However, the data concerning its use are variable and inconsistent. The protective efficacy of the first dose of BCG vaccine against miliary tuberculosis or tuberculous meningitis is remarkably important. Nevertheless, results regarding pulmonary tuberculosis have been inconsistent, either showing no efficacy or a protective efficacy rate around 80%. There is some evidence that a second dose of BCG vaccine does not increase its protective efficacy. Studies have shown that BCG vaccine protects against leprosy. The development of new vaccines to replace BCG in the future has been investigated. CONCLUSIONS: Despite the hope that a new vaccine against tuberculosis will be available in the future, BCG vaccine, in spite of its deficiencies, is today and will still be for many years to come an important tool in controlling the harmful effects of tuberculosis, especially in countries where this disease has moderate to high levels of incidence. <![CDATA[<B>Viral hepatitis prevention by immunization</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Apresentar uma revisão atualizada e crítica da prevenção das hepatites virais A e B, através de imunização. FONTE DOS DADOS: Revisão de artigos médicos obtidos através do banco de dados MEDLINE, sendo selecionados os mais atuais e representativos do tema (2000-2006). Foram também pesquisados os sites do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e American Academy of Pediatrics (AAP), da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Ministério da Saúde do Brasil. SÍNTESE DOS DADOS: A prevenção das hepatites virais é um enorme desafio para o sistema de saúde pública dos países e das comunidades médica e científica. Os vírus das hepatites ocasionam importante morbimortalidade no mundo, causando doença hepática aguda e crônica. Vacinas altamente eficazes estão disponíveis no mercado para prevenir novas infecções pelos vírus A e B. Entretanto, as hepatites virais A e B continuam a estar entre as doenças preveníveis por vacinas mais comumente notificadas. Neste artigo, revisamos as vacinas usadas para prevenir essas infecções com o objetivo de expandir o conhecimento e o uso da prevenção dessas doenças infecciosas. CONCLUSÃO: Embora as vacinas contra as hepatites A e B sejam recomendadas para vários grupos de risco, a cobertura vacinal estimada ainda é modesta e existem muitas oportunidades perdidas de vacinação. Para que haja diminuição na incidência das hepatites A e B, duas doenças preveníveis por vacinas, é necessário que os médicos incentivem seus pacientes a receber as vacinas.<hr/>OBJECTIVE: To present an updated review and criticism of viral hepatitis A and B prevention by immunization. SOURCES OF DATA: Review of medical articles obtained from the MEDLINE database. The most recent and representative articles on the subject (2000-2006) were selected. The Centers for Disease Control and Prevention (CDC), American Academy of Pediatrics (AAP), Brazilian Society of Pediatrics and Brazilian Ministry of Health websites were also researched. SUMMARY OF THE FINDINGS: Viral hepatitis prevention is an enormous challenge to the public health systems of countries and the medical and scientific communities. Hepatitis viruses produce important morbidity and mortality in the world, causing acute and chronic hepatic disease. There are highly efficient vaccines available on the market to prevent new infections by the A and B viruses. However, A and B viruses continue to be among the most commonly notified diseases preventable by vaccines. In this article, we discuss the vaccines used to prevent these infections, with the aim of expanding knowledge and the practice of prevention of these infectious diseases. CONCLUSIONS: Although the vaccines against A and B hepatitis are recommended for various risk groups, estimated vaccine coverage is still modest and many vaccination opportunities are lost. In order to reduce the incidence of A and B hepatitis, which are preventable by vaccines, it is necessary for physicians to encourage their patients to be vaccinated. <![CDATA[<B>Impact of pneumococcal conjugate vaccine on the prevention of invasive pneumococcal diseases</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Rever os estudos que avaliam o impacto da vacina conjugada 7-valente na incidência de doenças invasivas por pneumococo e analisar o possível impacto dessa vacina no Brasil. FONTE DE DADOS:Foram pesquisadas as bases de dados MEDLINE, LILACS, Cochrane Database Reviews (janeiro de 2000 a janeiro de 2006), selecionando-se para análise os artigos contendo as seguintes palavras-chave: Streptococcus pneumoniae, pneumococo, vacina conjugada, resistência, antibióticos e meningite. Também foi realizada busca de informações sobre o tema nos sites do Centers for Disease Control, Ministério da Saúde e Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo. SÍNTESE DOS DADOS: A vacina conjugada 7-valente reduziu a incidência de doenças invasivas por pneumococo, número de consultas por doenças respiratórias de vias aéreas superiores e inferiores, consumo de antibióticos e incidência de doenças invasivas por pneumococo por cepas resistentes a antibióticos não apenas nas crianças vacinadas, como em adultos e idosos. No Brasil, os coeficientes de incidência de doenças invasivas por pneumococo em crianças menores de 5 anos são elevados, a taxa de letalidade de meningites pneumocócicas é alta e as taxas de resistência parcial e plena à penicilina aumentaram substancialmente nos últimos 5 anos. CONCLUSÕES:Devido aos benefícios diretos e indiretos do uso em larga escala da vacina conjugada 7-valente, essa vacina deve ser incluída no calendário básico de imunização do Brasil.<hr/>OBJECTIVES: To evaluate the impact of heptavalent pneumococcal conjugate vaccine in invasive pneumococcal diseases in the United States, and to analyze the potential impact of this vaccine in Brazil. SOURCES OF DATA: MEDLINE, LILACS, Cochrane Database Reviews, as well as the websites of the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Brazilian Ministry of Health and Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo from January 2000 to January 2006. Articles with the keywords Streptococcus pneumoniae, pneumococcal diseases, conjugate vaccine, antimicrobial resistance and meningitis were reviewed. SUMMARY OF THE FINDINGS: The introduction of heptavalent pneumococcal conjugate vaccine caused a dramatic reduction in the incidence of invasive pneumococcal diseases in American children, reduced antibiotic use and the number of medical visits due to otitis media and pneumonia by children. The incidence of invasive pneumococcal diseases caused by resistant strains declined in immunized children, adults and elderly individuals. In Brazil, the mortality rate of pneumococcal meningitis is very high and the resistance to antibiotics has increased over the last 5 years. CONCLUSIONS: Heptavalent pneumococcal conjugate vaccine can benefit not only children, but the entire community and should be included in the Brazilian routine immunization schedule. <![CDATA[<B>Universal use of inactivated polio vaccine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Apresentar uma atualização da situação da poliomielite no mundo, número de casos anuais, regiões mais atingidas pela doença, vacinas disponíveis na atualidade, seus riscos e benefícios, utilização da vacina monovalente, riscos da disseminação de um vírus mutante na comunidade, progressos que têm sido realizados em termos de erradicação mundial e as propostas da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesse período de transição entre a erradicação global e o período pós-erradicação. FONTE DE DADOS: Foram consultadas bases de dados no período de 1955 a 2005 em MEDLINE, LILACS, The Web, Doctor's Guide; site da OMS e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e livro-texto. SÍNTESE DOS DADOS: Em 1988, a OMS estabeleceu como meta a erradicação da doença e a interrupção da transmissão do vírus selvagem globalmente. Desde então, houve um dramático impacto no declínio da doença, embora em 2005 ainda existam alguns países considerados endêmicos e outros onde a pólio retornou, por conta de vírus importados. As vacinas utilizadas no mundo são as clássicas tOPV e IPV e, dentro desse processo de erradicação, o uso de vacinas mOPV tem sido estimulado nos locais em que circula apenas um tipo de poliovírus. Entretanto, as vacinas OPV, além de disseminarem o vírus na comunidade, podem causar paralisias por reversão do processo de neurovirulência. CONCLUSÕES:Para um mundo livre da doença poliomielite, será preciso retirar o vírus de circulação, o que só será possível se a vacina OPV for descontinuada, conforme propostas da OMS para esse período de transição e para a era pós-erradicação.<hr/>OBJECTIVES: To present an update on the status of poliomyelitis worldwide, number of cases per year, regions most affected by the disease, vaccines currently available, their risks and benefits, monovalent vaccine use, risks of disseminating a mutant virus in the community, progress that has been made in terms of worldwide eradication and the World Health Organization.s (WHO) proposals in this transition period between global eradication and the post-eradication period. SOURCES OF DATA: Data for the period from 1955 to 2005 were searched in MEDLINE, LILACS, The Web, Doctor's Guide, WHO website and Pan American Health Organization (PAHO) website and text book. SUMMARY OF THE FINDINGS: In 1988, the WHO established the goal of eradicating the disease and interrupting transmission of the wild virus globally. Since then, there has been a dramatic decline of the disease, although in 2005 there were still some countries considered endemic and others where polio returned on account of imported viruses. The vaccines used worldwide are the classical tOPV and IPV, and in this eradication process, the use of mOPV vaccines has been encouraged in places where only one type of poliovirus circulates. In addition to spreading the virus in the community, the OPV vaccines may, however, cause paralyses by reversal of the neurovirulence process. CONCLUSIONS: For a world free of poliomyelitis disease, it would be necessary to interrupt circulation of the virus, which will only be possible if the OPV virus were to be discontinued, in accordance with the WHO proposals for this transition period and the post-eradication period. <![CDATA[<B>Safety, immunogenicity and efficacy of influenza vaccine in children</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Revisar a imunogenicidade, segurança e eficácia das vacinas trivalentes inativadas e atenuadas contra o vírus influenza em crianças FONTE DOS DADOS: Pesquisa na literatura médica nas bases MEDLINE, LILACS e Biblioteca Cochrane. Artigos de revisão, ensaios clínicos e epidemiológicos foram selecionados para análise no período de 1990 a 2006 SÍNTESE DOS DADOS: A influenza é uma doença infecciosa universal e sazonal que incide em todos os grupos etários e apresenta epidemias anuais caracterizadas por excesso de morbidade e mortalidade. Os idosos e pessoas com comorbidades são grupos de alto risco para influenza grave. Recentemente, foi comprovado que os lactentes saudáveis apresentam morbidade semelhante aos outros grupos de risco, e, portanto, têm indicação para a vacinação contra influenza, que se constitui na ação mais efetiva para a prevenção da infecção por vírus influenza. A segurança das vacinas contra influenza em crianças parece ser adequada, com reações adversas mais observadas do tipo local ou febre. A imunogenicidade em crianças varia de 30 a 90%, sendo diretamente proporcional à idade. A eficácia depende do objetivo primário, podendo ser semelhante ao placebo ou chegar até 91% de eficácia contra infecção comprovada por influenza A. As crianças em idade escolar exercem importante papel na disseminação do vírus influenza, e estudos populacionais mostram imunidade de rebanho. CONCLUSÕES:As vacinas trivalentes contra influenza, inativadas ou atenuadas, são pouco reatogênicas e apresentam imunogenicidade e eficácia variáveis em crianças. A vacinação é efetiva para prevenção de infecção por vírus influenza e para redução de morbidade. Estudos mais potentes de eficácia e segurança em lactentes ainda são desejáveis.<hr/>OBJECTIVES:To review the immunogenicity, safety and efficacy of inactivated and attenuated trivalent influenza vaccines in children. SOURCES OF DATA: Database search of the medical literature indexed on MEDLINE, LILACS and in the Cochrane Library. Review articles, clinical trials and epidemiological studies published from 1990 to 2006 were selected for analysis. SUMMARY OF THE FINDINGS: Influenza is an infectious disease that is both universal and seasonal, with incidence in all age groups and annual epidemics characterized by excessive morbidity and mortality. The elderly and people with comorbidity are high risk groups for severe influenza. It has recently been proven that healthy infants suffer similar morbidity to other risk groups, and therefore vaccination against influenza is indicated for them too, as being the most effective means of preventing infection by the influenza virus. The safety of influenza vaccines in children appears adequate, with the most often observed adverse effects being local reactions or fever. Immunogenicity in children varies from 30 to 90%, being directly proportional to age. Efficacy depends on the primary objective and can range from levels comparable with placebo to up to 91% efficacy against confirmed influenza A infection. Schoolchildren play an important role in the dissemination of the influenza virus, and population studies have demonstrated herd immunity. CONCLUSIONS: Trivalent influenza vaccines, whether inactivated or attenuated, have low reactogenicity and offer variable immunogenicity and efficacy in children. Vaccination is effective for prevention of infections by the influenza virus and for reducing morbidity. More powerful studies of efficacy and safety in infants are still required. <![CDATA[<B>Vaccination in special situations</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Revisar a indicação, contra-indicação e eficácia da vacinação em algumas situações especiais: imunossupressão, prematuridade, gestação e pós-exposição. FONTES DOS DADOS: Revisão sistemática dos artigos sobre o tema publicado nas 2 últimas décadas pesquisados nas bases de dados MEDLINE, SciELO e Lilacs. Consulta às normas do Programa Nacional de Imunização, Brasil, 2001 a 2004, e normas do Programa Nacional de DST/AIDS, Brasil, 2004. Consulta aos temas livres publicados em anais de congressos internacionais e nacionais de pediatria e doenças infecciosas, nos últimos 5 anos. SÍNTESE DOS DADOS: Algumas situações especiais, como imunossupressão, prematuridade, gestação e exposição às doenças infecciosas, colocam os indivíduos em maior risco de adoecer ou apresentar eventos adversos pós-vacinais. Essas situações requerem esquemas vacinais diferenciados, podem indicar adiamento da vacinação e mesmo contra-indicá-la. De modo geral, as vacinas inativadas, ou de toxóides, podem ser aplicadas, levando-se sempre em consideração a possibilidade de resposta imunogênica insuficiente. Para indivíduos imunossuprimidos, as vacinas de vírus e bactérias vivos devem ser evitadas devido ao risco de disseminação do agente vacinal. O cuidado na imunização deve incluir não só o paciente, mas seus contatos no domicílio, creche, etc. CONCLUSÕES: Esquemas adequados para cada uma dessas situações aumentam a possibilidade de obter melhor proteção vacinal e diminuem o risco de eventos adversos indesejáveis. Após exposição às doenças infecciosas, indivíduos imunodeficientes ou imunossuprimidos que não tiveram os títulos de anticorpos pós-vacinais avaliados devem ser considerados não protegidos, e medidas profiláticas disponíveis, incluindo imunização passiva, devem ser aplicadas, mesmo para aqueles previamente vacinados.<hr/>OBJECTIVES: To review the indications, contraindications and efficacy of vaccination in some special situations: immunosuppression, prematurity, pregnancy and post-exposure situations. SOURCES OF DATA: Systematic review of articles published during the two last decades, found in MEDLINE, SciELO and Lilacs databases; guidelines of Programa Nacional de Imunizações (Brazilian National Immunization Program), Brazil, 2001 to 2004, and of Programa Nacional de DST/AIDS (Brazilian National STD/AIDS Program), Brazil, 2004. Abstracts published in national and international pediatric and infectious disease congress annals during the last five years were also consulted. SUMMARY OF THE FINDINGS: Some special situations, such as immunosuppression, prematurity, pregnancy and exposure to infectious diseases increased the risk of diseases or adverse post-vaccination events. In these situations, special vaccines or special vaccination schedules are indicated, or vaccines should be postponed or even forbidden. In general, toxoid or inactivated vaccines can be used, considering the possibility of insufficient immune response. For immunosuppressed patients, in accordance with the type of immunosuppression, live virus or bacterial vaccines should be avoided, because of the risk of vaccine agent spread. Immunization should include not only the patient, but his/her home and day-care contacts as well. CONCLUSIONS: Knowledge about the schedule indicated for each situation improves the chances of better vaccine protection and decreases the risk of adverse events. Immunosuppressed or immunodeficient patients whose post-vaccine antibody titers are not available should be considered susceptible when exposed to infectious disease, and all the available prophylactic measures should be implemented, even when the vaccination schedule is correct. <![CDATA[<B>Varicella vaccines and measles, mumps, rubella, and varicella vaccine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Apresentar uma revisão atualizada sobre os estudos de eficácia, eventos adversos e esquema vacinal da vacina contra varicela e a nova apresentação combinada com a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola. FONTES DOS DADOS: Revisão bibliográfica utilizando a base de dados MEDLINE e LILACS no período de 1999 a 2006. SÍNTESE DOS DADOS: A vacina contra varicela tem uma eficácia entre 70 a 90% contra a infecção e 95 a 98% de proteção contra as formas graves. É uma vacina bem tolerada e pouco reatogênica. Após o seu licenciamento, foram comprovados apenas três casos de transmissão do vírus vacinal de pessoas previamente saudáveis para contatos domiciliares, que desenvolveram doença leve. Apesar das evidências de que a proteção conferida pela vacina pode diminuir com o passar dos anos, ainda não é possível afirmar que seja necessário, no momento, a aplicação de uma segunda dose, tendo em vista a exposição ao vírus selvagem. Após a vacinação universal, as chances de estímulo natural deverão diminuir, e muito provavelmente será necessário a aplicação de doses de reforço. Recentemente foi licenciada a vacina quádrupla viral, um produto combinado com a vacina contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela com elevadas taxas de soroconversão. CONCLUSÃO:A vacina contra varicela é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para as crianças a partir de 1 ano de idade. Esperamos que, em breve, a vacina quádrupla viral esteja disponível no Brasil, pois o uso de vacinas combinadas possibilita uma maior cobertura vacinal.<hr/>OBJECTIVES: To present an up-to-date review of studies investigating the efficacy, adverse events and vaccination regimens of the varicella vaccine and the new presentation combined with the vaccine for measles, mumps and rubella. SOURCES OF DATA: Bibliographic review of the MEDLINE and LILACS databases covering the period 1999 to 2006 SUMMARY OF THE FINDINGS: The varicella vaccine protects 70 to 90% of immunized children against any form of varicella zoster infection, but the efficacy against severe forms is higher (95 to 98%). This is a well-tolerated vaccine that causes few reactions. Since the vaccine was licensed, there have been three confirmed cases of transmission of the vaccine virus by domestic contacts to previously healthy people, who went on to develop mild disease. Despite evidence that the protection offered by this vaccine can wane over a number of years, it is not yet possible to state that a second dose is warranted, bearing in mind exposure to wild virus. After universal vaccination the chances of natural stimulation should drop and it is very probable that booster doses will become necessary. A measles, mumps, rubella, and varicella vaccine has recently been licensed that combines vaccines for measles, mumps, rubella and varicella in a single product with high rates of seroconversion. CONCLUSIONS: The Brazilian Society of Pediatrics recommends the varicella vaccine for children from 1 year on. We hope that the measles, mumps, rubella, and varicella vaccine will soon be available in Brazil, since combined vaccines facilitate wider vaccination coverage. <![CDATA[<B>Haemophilus influenzae type b vaccination</B>: <B>long term protection</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar as evidências sobre o impacto da vacina conjugada para Haemophilus influenzae tipo b (Hib) na epidemiologia da doença invasiva por Hib. FONTE DOS DADOS: Pesquisa nas bases de dados do MEDLINE, LILACS, publicações técnicas de organizações internacionais, diretrizes nacionais e internacionais, nos últimos 15 anos (1991-2005), utilizando os seguintes unitermos: Haemophilus influenzae type b, immunization, impact, effectiveness. Foram incluídas as publicações que apresentaram informação para atender o objetivo deste artigo. Artigos publicados em período anterior ao da pesquisa e citados em referências dos artigos incluídos foram analisados quanto à apresentação de informação de interesse. SÍNTESE DOS DADOS: A introdução da vacina conjugada para Hib produziu grande declínio na incidência de casos de doença invasiva por Hib nos diversos países em que seu uso foi incorporado à rotina de vacinação das crianças. No entanto, o ressurgimento de casos com doença invasiva por Hib tem mobilizado vários investigadores na busca das possíveis explicações para esses eventos, bem como a identificação das medidas a serem implementadas para evitar o reaparecimento da doença. CONCLUSÕES: O uso da vacina conjugada para Hib em escala populacional tem sido extremamente efetivo. No entanto, mudanças no esquema vacinal poderão ser necessárias para a manutenção do controle da doença invasiva por Hib, frente ao atual cenário epidemiológico das infecções pelo Hib.<hr/>OBJECTIVE: To identify evidence of the impact of Haemophilus influenzae type b (Hib) conjugate vaccine on the epidemiology of invasive Hib disease. SOURCES OF DATA: This review was based on a search of MEDLINE, LILACS, technical reports, national and international guidelines (publications from 1991 to 2005). The keywords Haemophilus influenzae type b, immunization, impact and effectiveness, alone or in combination, were used to retrieve the articles. Studies published before 1991 and cited in the references of the studies reviewed were analyzed for useful information. SUMMARY OF THE FINDINGS: Introduction of the Hib conjugate vaccine produced great decline in the incidence of invasive Hib disease in childhood in countries where this vaccine was introduced into the routine immunization schedule. Nevertheless, the resurgence of invasive Hib disease in some regions has challenged several researchers to identify the reasons for this epidemiological pattern, as well as the measures to be implemented in order to avoid such a phenomenon. CONCLUSIONS: The use of Hib conjugate vaccine on a population scale has been greatly effective; nonetheless, changes in the vaccination scheme seem to be necessary to keep invasive Hib disease under control. <![CDATA[<B>Vaccines under development</B>: <B>group B streptococcus, herpes-zoster, HIV, malaria and dengue</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: As vacinas contra o estreptococo B, o herpes-zóster, o HIV, a malária e a dengue, selecionadas por critérios de comercialização iminente ou devido a problemas específicos para sua obtenção, foram objeto de uma revisão sobre o estado atual do seu desenvolvimento. FONTE DOS DADOS:Foi realizada revisão da literatura através da MEDLINE no período de 1996 a 2006, sobre a epidemiologia e imunologia das doenças, analisando tanto os maiores problemas para a obtenção de uma vacina como o estado atual dos estudos, com ênfase para os que estavam em fase mais adiantada. SÍNTESE DOS DADOS: Cada uma das cinco doenças escolhidas apresenta problemas específicos para o desenvolvimento de uma vacina. No entanto, a maioria deles já foi ou está em vias de ser resolvido, permitindo prever que uma vacina - ou vacinas - eficaz e segura estará disponível em futuro próximo. CONCLUSÕES:Apesar dos problemas enfrentados para o desenvolvimento dessas vacinas, os avanços da biologia molecular e da imunologia permitiram superar a maioria deles, abrindo a perspectiva para a obtenção de novas vacinas.<hr/>OBJECTIVES: To review the current state of development of streptococcus B, herpes-zoster, HIV, malaria and dengue vaccines. These vaccines were selected both because of imminent commercial release and because of specific problems with their development. SOURCES OF DATA: A review of the literature was performed by means of a MEDLINE search, on the period 1996 to 2006, for the epidemiology and immunology of these diseases, analyzing both the greatest obstacles to creating a vaccine and the current state of research, with emphasis on studies in the most advanced stages. SUMMARY OF THE FINDINGS: Each of the five diseases chosen presents specific problems for vaccine development. Nevertheless, in the majority of cases these have been or are in sight of being resolved, allowing for the prediction that a safe and effective vaccine - or vaccines - will be available in the near future. CONCLUSIONS: Despite the problems faced in developing these vaccines, advances in molecular biology and immunology have made it possible to overcome most obstacles, opening up the prospects for new vaccines.