Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720060007&lang=en vol. 82 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>New perspectives in the drug management of allergy and respiratory diseases</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Anti-IgE monoclonal antibody for treatment of asthma and other manifestations related to allergic diseases</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700002&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever as características farmacológicas, a eficácia e a segurança do omalizumabe, o primeiro anticorpo monoclonal anti-IgE aprovado para uso clínico, uma nova opção de tratamento da asma e das doenças alérgicas. FONTES DE DADOS: Pesquisa não sistemática na MEDLINE. Os principais artigos de revisão ou ensaios clínicos foram escolhidos com base em sua relevância segundo a opinião dos autores. SÍNTESE DOS DADOS: O artigo destaca o importante papel da IgE na patogênese da doença alérgica, a lógica biológica para o uso da anti-IgE, as evidências que definiram a sua indicação atual na asma não controlada e possíveis indicações futuras, bem como as recomendações para uso clínico com doses ajustadas pelo peso e níveis séricos de IgE. O omalizumabe foi aprovado para uso em pacientes com asma grave não controlada que apresentem teste cutâneo positivo a pelo menos um aeroalérgeno relevante ou que apresentem IgE sérica alérgeno-específica para alérgenos relevantes, e cujo nível de IgE total esteja entre 30 e 700 UI/mL. Por enquanto, o uso deve ser restrito a pacientes maiores de 12 anos, mas é possível que a droga seja aprovada para uso a partir dos 6 anos de idade. CONCLUSÕES: Em alguns pacientes, a asma grave não é controlada com as opções de tratamento disponíveis para prevenção de sintomas e exacerbações, exigindo o uso freqüente ou prolongado de corticosteróides sistêmicos. Esses pacientes poderiam se beneficiar de tratamento com anti-IgE depois de reavaliação meticulosa das possíveis razões para a falta de controle da sua asma.<hr/>OBJECTIVES: To report on the pharmacology, efficacy and safety of omalizumab , a new option for the treatment of asthma and allergic diseases and the first monoclonal anti-IgE antibody approved for clinical use. SOURCES: MEDLINE, a non-systematic search including reviews and original papers, chosen according to their relevance in the authors' opinion. SUMMARY OF THE FINDINGS: The paper emphasizes the central role IgE plays in allergic diseases and the biological rationale for its use, the evidence upon which the current recommendations for the use of anti-IgE in uncontrolled asthma are based and its possible future applications, in addition to the recommendation that in clinical practice doses must be adjusted for weight and serum IgE levels. Omalizumab was approved in Brazil for patients with severe uncontrolled asthma presenting with a positive skin prick test for one or more relevant aeroallergen, or IgE specific to a relevant allergen detected in serum, having a total IgE level of between 30 and 700 UI/mL. For the time being its use should be restricted to patients aged 12 years or more, but there are prospects that it will be licensed for use with children over 6 years old. CONCLUSIONS: Some severe asthma cases cannot be controlled with the regular treatment options aimed at preventing symptoms and exacerbations, and so require frequent or prolonged use of systemic corticosteroids. These patients may benefit from treatment with anti-IgE, after a meticulous reevaluation of possible reasons for the failure to control asthma. <![CDATA[<B>Treatment of gastroesophageal reflux disease</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Rever a literatura sobre tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) com ênfase nos aspectos farmacológicos. Identificar particularidades do tratamento farmacológico nas manifestações esofágicas e extra-esofágicas da doença. FONTES DE DADOS: Busca eletrônica na base de dados PubMed/MEDLINE e Cochrane Collaboration. Procurou-se identificar estudos controlados e randomizados publicados a partir de 2000, bem como revisões que representassem consensos e diretrizes publicados nos últimos 10 anos. SÍNTESE DOS DADOS: Nenhuma das drogas atualmente usadas no tratamento da DRGE altera comprovadamente o mecanismo principal da doença, ou seja, os relaxamentos transitórios do esfíncter esofágico inferior. O tratamento farmacológico da DRGE com sintomas ou com lesões esofágicas é baseado na inibição da secreção ácida, em particular pelos inibidores da bomba de prótons (IBP). Nas situações em que a hiper-reatividade das vias aéreas inferiores coexiste com sintomas esofágicos da DRGE, a inibição da secreção ácida deve trazer benefícios na condução da doença respiratória se houver uma relação causal; contudo, essa situação não é comum. Quando não coexistem sintomas esofágicos, a pHmetria esofágica de 24 h deve ser realizada previamente ao tratamento farmacológico da DRGE. A melhora dos sintomas respiratórios pode ser tardia em relação aos sintomas esofágicos. A DRGE freqüentemente recorre, e o tratamento farmacológico deve ser repetido ou mantido indefinidamente, conforme a apresentação clínica da doença. CONCLUSÃO: As condutas propostas para o tratamento farmacológico da DRGE na criança são oriundas principalmente de estudos de séries de casos ou de estudos em adultos. Existem poucos estudos controlados e randomizados em crianças. A realização de um número maior desses estudos poderá reafirmar ou introduzir novos aspectos nas condutas propostas.<hr/>OBJECTIVE: To review the literature on the treatment of gastroesophageal reflux disease (GERD) with emphasis on pharmacological aspects. To identify particularities of pharmacological treatment of esophageal and extraesophageal manifestations of the disease. SOURCES: Electronic search of the PubMed/MEDLINE and Cochrane Collaboration databases. Controlled and randomized studies published since 2000 and reviews representing consensus positions and directives published within the last 10 years were identified. SUMMARY OF THE FINDINGS: The drugs currently available for the treatment of GERD do not act in the primary mechanism of the disease, i.e., transitory relaxation of the lower esophageal sphincter. Pharmacological treatment of GERD with symptoms or with esophageal injury is based on the suppression of acid secretion, particularly with proton pump inhibitors. When the hyperreactivity of the lower airways coexists with esophageal GERD symptoms, suppression of acid secretions should be of benefit in managing the respiratory disease in the presence of a causal relationship; however, this is not usual. When esophageal symptoms are not present, esophageal 24-hour pH study should be carried out prior to starting pharmacological treatment for GERD. Improvement of respiratory symptoms may be delayed with relation to esophageal symptoms. It is common for GERD to recur and pharmacological treatment should be repeated or continued indefinitely, depending on clinical presentation of the disease. CONCLUSIONS: The strategies that have been proposed for the pharmacological treatment of GERD in children are primarily based on studies of case series or on studies with adults. There have been very few controlled and randomized studies in children. Undertaking a greater number of these studies might reinforce existing aspects or establish new aspects of management. <![CDATA[<B>Outpatient antibiotic therapy as a predisposing factor for bacterial resistance</B>: <B>a rational approach to airway infections</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Apresentar as recomendações baseadas em evidência para uso de antibióticos no tratamento das infecções respiratórias agudas (IRA) mais freqüentes e as informações disponíveis sobre a importância desse tipo de conduta. FONTES DOS DADOS: Bases de dados MEDLINE, LILACS, publicações técnicas de organizações internacionais, diretrizes nacionais e internacionais. Foram utilizados os unitermos acute respiratory infection, otitis, sinusitis, tonsillitis, pneumonia, antibiotic, guidelines, bacterial resistance. Artigos citados pelos artigos incluídos foram analisados quanto à apresentação de informação de interesse. SÍNTESE DOS DADOS: A resistência bacteriana tem crescido, sendo atualmente reconhecida como problema mundial de saúde pública. As IRA são a causa mais freqüente para uso de antibiótico na comunidade; grande parte desses casos, tanto nas vias aéreas superiores (otite, sinusite, faringoamidalite) como nas inferiores (pneumonia), são decorrente de infecção viral. As recomendações para racionalizar o uso de antibióticos nos pacientes com IRA têm como objetivo comum minimizar o uso desnecessário de antibióticos, visto que a "pressão antibiótica" é um dos fatores desencadeantes da resistência bacteriana. CONCLUSÕES: É de grande importância a distinção, entre os pacientes com IRA, daqueles que podem se beneficiar do uso de antibióticos. O uso das recomendações para a prescrição de antibióticos é uma estratégia para minimizar a freqüência de resistência bacteriana.<hr/>OBJECTIVES: To present evidence-based recommendations for the use of antibiotics for the treatment of the most common acute respiratory infections (ARI) and the available information on the importance of this type of management. SOURCES: MEDLINE and LILACS databases, technical publications by international organizations, national and international directives. The search terms acute respiratory infection, otitis, sinusitis, tonsillitis, pneumonia, antibiotic, guidelines and bacterial resistance were used. Articles cited by the articles selected were analyzed for information of interest. SUMMARY OF THE FINDINGS: Bacterial resistance has grown, to the extent that today it is recognized as a global public health problem. ARI are the most common cause of antibiotic usage within the community; yet a large proportion of these cases, compromising the upper (otitis, sinusitis, tonsillitis) or the lower airways (pneumonia), are the result of viral infections. Recommendations to rationalize the use of antibiotics in patients with ARI have the common objective of minimizing unnecessary antibiotic use, since "antibiotic pressure" is one of the factors triggering bacterial resistance. CONCLUSIONS: It is of great importance to differentiate among ARI patients those who will benefit from the use of antibiotics. The establishment of recommendations for the prescription of antibiotics is one strategy for minimizing the frequency of bacterial resistance. <![CDATA[<B>Treatment of pulmonary arterial hypertension</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estabelecer uma revisão acerca do manejo diagnóstico e terapêutico da hipertensão pulmonar na população pediátrica, com ênfase nos aspectos farmacológicos. FONTES DOS DADOS: Busca eletrônica de publicações nas bases de dados MEDLINE/PubMed, LILACS e Cochrane Collaboration. Estabeleceu-se uma estratégia de busca priorizando a identificação de ensaios clínicos (controlados ou não controlados), revisões sistemáticas e diretrizes publicados nos últimos 10 anos. SÍNTESE DOS DADOS: Muitos avanços têm sido incorporados ao conhecimento da hipertensão pulmonar nos últimos anos. Aspectos relativos a diferenças nos mecanismos fisiopatológicos da doença entre as diferentes faixas etárias têm modificado o tratamento e o prognóstico dos pacientes. Uma ação combinada de propriedades vasodilatadoras mais seletivas e ação antiproliferativa e o emprego de novas drogas representam princípios fundamentais das novas propostas terapêuticas. Para considerar benefícios associados à utilização dessas novas terapêuticas, é fundamental que cada paciente tenha a sua doença adequadamente diagnosticada, classificado o grau de comprometimento da doença e a sua capacidade de reatividade vascular estabelecida, o que é mais difícil na população pediátrica. CONCLUSÃO: Até o momento, não existe um tratamento que possa ser considerado ideal para o manejo da hipertensão pulmonar. Considerando a possibilidade do emprego de novas drogas, a maioria dos estudos existentes foi conduzida em populações adultas. Poucos dados são disponíveis para crianças, sendo a maioria ensaios clínicos não controlados e séries de casos. Considerando diferenças já estabelecidas entre os mecanismos da doença e aspectos prognósticos entre as diferentes faixas etárias, é difícil afirmar que tais drogas possam ser incorporadas, com as mesmas indicações e os mesmos resultados, ao tratamento da hipertensão pulmonar infantil.<hr/>OBJECTIVE: To perform a review of the diagnostic and therapeutic management of pulmonary hypertension in the pediatric population, with emphasis on pharmacological factors. SOURCES: Electronic search of publications on the MEDLINE/PubMed, LILACS and Cochrane Collaboration databases. The search strategy adopted gave priority to the identification of clinical trials (controlled or uncontrolled), systematic reviews and directives published during the last 10 years. SUMMARY OF THE FINDINGS: Many advances have been incorporated into our understanding of pulmonary hypertension during recent years. Issues related to differences in the pathophysiological mechanism of the disease between different age groups have altered both the treatment and prognosis of patients. The combined effect of more selective vasodilatory properties and antiproliferative action and the employment of new drugs are the basic principles of new treatment proposals. In order to be able to gauge the benefits associated with the use of these new therapies, it is of fundamental importance that all patients have their disease correctly diagnosed, the degree of functional compromise classified and their vascular reactivity capacity established, which is more difficult with pediatric patients. CONCLUSIONS: To date there is no treatment that can be considered ideal for the management of pulmonary hypertension. With reference to the possibility of employing new drugs, the majority of studies that have been published were undertaken with adult populations. Few data are available on children, and the majority of studies are uncontrolled trials or case series. Taking into account differences that have already been established between different age groups in terms of disease mechanisms and prognostic aspects, it is difficult to claim that these drugs can be incorporated into the treatment of childhood pulmonary hypertension with the same indications and results. <![CDATA[<B>Calcineurin inhibitors in the treatment of allergic dermatitis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar o papel dos inibidores da calcineurina no tratamento das dermatoses alérgicas, com ênfase nos mecanismos de ação, eficácia e efeitos adversos tópicos e sistêmicos. FONTES DOS DADOS: Artigos de língua inglesa publicados na MEDLINE, considerando as palavras chave: pimecrolimus, tacrolimo, calcineurin inhibitors. Foram selecionados os artigos originais que apresentaram estudos controlados e estudos abertos para avaliação da eficácia, tolerabilidade e eventos adversos. Também foram avaliados artigos de revisão e relatos e série de casos, sendo estes últimos considerados apenas para avaliação de efeitos adversos. Foram consultados os sites oficiais da Food and Drug Administration e dos fabricantes de inibidores da calcineurina. SÍNTESE DOS DADOS: Os dados mostraram que inibidores de calcineurina são eficientes no tratamento da dermatite atópica leve a grave, levando a melhora dos sintomas, diminuição do número de crises e necessidade de corticoterapia tópica. Apresentam boa tolerabilidade e poucos efeitos adversos tópicos. Até o momento, não há evidências que sustentem a maior prevalência de neoplasias nos pacientes que utilizam esses medicamentos; entretanto, um adequado sistema de farmacovigilância está montado para avaliar esse aspecto. CONCLUSÕES: Os inibidores de calcineurina são uma nova classe de medicamentos para o tratamento das dermatoses alérgicas. São eficazes, tolerados e com poucos efeitos adversos. Devem ser sempre utilizados de acordo com as orientações preconizadas, e os pacientes devem ser sempre acompanhados pelo médico durante e após sua administração.<hr/>OBJECTIVE: To review the role of calcineurin inhibitors in the treatment of allergic dermatitis, focusing on mechanisms of action, efficacy and topical and systemic adverse effects. SOURCES: Articles written in English and published in MEDLINE using the following keywords: pimecrolimus, tacrolimus, calcineurin inhibitors. Original articles that presented controlled and open studies for assessing efficacy, tolerability and adverse effects were selected. Review articles and case series were also evaluated; the latter was only considered for assessing adverse effects. The official websites of the Food and Drug Administration and of manufacturers of calcineurin inhibitors were also used. SUMMARY OF THE FINDINGS: The data showed that calcineurin inhibitors are efficient in the treatment of mild to severe atopic dermatitis, leading to improvement in symptoms, reduction in number of attacks and need of topical corticotherapy. Calcineurin inhibitors have good tolerability and few topical adverse effects. To date, there has been no evidence to support higher prevalence of neoplasia in patients using these drugs; however, an adequate pharmacovigilance system has been set up to assess this aspect. CONCLUSIONS: Calcineurin inhibitors, which are a new drug class in the treatment of allergic dermatitis, are efficient, well tolerated and have few adverse effects. Calcineurin inhibitors should always be used according to recommended guidelines, and patients should always be followed by the physician during and after their administration. <![CDATA[<B>New antihistamines</B>: <B>a critical view</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar criticamente os mais novos anti-histamínicos anti-H1 e os diferentes termos utilizados para denominá-los, com base na revisão de evidências sobre o papel dos anti-H1 no tratamento das doenças alérgicas. FONTES DOS DADOS: Artigos originais, revisões e consensos indexados nos bancos de dados MEDLINE e PUBMED de 1998 a 2006. Palavra chave: anti-histamínicos. SÍNTESE DOS DADOS: Os anti-histamínicos de segunda geração diferenciam-se dos de primeira geração por sua elevada especificidade e afinidade pelos receptores H1 periféricos e pela menor penetração no sistema nervoso central (SNC), com conseqüente redução dos efeitos sedativos. Embora os anti-histamínicos de segunda geração sejam, geralmente, melhor tolerados do que seus predecessores, alguns efeitos adversos, principalmente cardiotoxicidade, surgiram com alguns deles. Nos últimos 20 anos, novos compostos, com diferentes farmacocinéticas, foram sintetizados. A maioria deles manifesta propriedades antiinflamatórias que independem de sua atividade no receptor H1. Aprimoramentos mais recentes, geralmente na forma de metabólitos ativos, levaram ao uso do termo anti-histamínico de terceira geração. Esse termo surgiu espontaneamente, sem uma descrição clara de seu significado e implicações clínicas, criando grande confusão entre os profissionais da saúde. CONCLUSÕES: Com base nas evidências sobre anti-histamínicos anti-H1, nenhum deles pode ser considerado como "anti-histamínico de terceira geração". Para tanto, seria preciso comprovar que a nova classe de anti-histamínicos possui vantagens clínicas distintas sobre os compostos existentes e preenche pelo menos três pré-requisitos: ausência de cardiotoxicidade, de interações medicamentosas e de efeitos sobre o SNC.<hr/>OBJECTIVE: To perform a critical evaluation of the more recent H1 antihistamines and the various terms used to describe them, based on a review of evidence on their role in the treatment of allergic disorders. SOURCES: Original articles, reviews and consensus documents published from 1998 to 2006 and indexed in the MEDLINE and PubMed databases. Keyword: antihistamines. SUMMARY OF THE FINDINGS: Second-generation antihistamines differ from first-generation ones because of their elevated specificity and affinity for peripheral H1 receptors and because of their lower penetration of the central nervous system (CNS), having fewer sedative effects as a result. Whilst second-generation antihistamines are in general better tolerated than their predecessors, some adverse effects, principally cardiotoxicity, have been observed with some of them. Over the last 20 years, new compounds with different pharmacokinetic properties have been synthesized. The majority of these exhibit anti-inflammatory properties that are independent of their action on the H1 receptor. More recent improvements, generally in the form of active metabolites, led to the use of the term third-generation antihistamines. This term emerged spontaneously, with no clear definition of its meaning or clinical implications, creating great confusion among healthcare professionals. CONCLUSIONS: On the basis of the evidence on H1 antihistamines, none of them deserve the title"third-generation antihistamine." As the Consensus Group on New Generation Antihistamines concluded, to merit this definition, a new class of antihistamines would have to demonstrate distinct clinical advantages over existing compounds and fulfill at least three prerequisites: they should be free from cardiotoxicity, drug interactions and effects on the CNS. <![CDATA[<B>Allergy to beta-lactams in pediatrics</B>: <B>a practical approach</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Apresentar uma abordagem prática ao diagnóstico e conduta na alergia a antibióticos beta-lactâmicos. FONTES DOS DADOS: Periódicos da área de alergia indexados nas bases MEDLINE e LILACS, além de estudos e textos clássicos que tratam do tema. SÍNTESE DOS DADOS: A alergia à penicilina é relatada com freqüência, em muitos casos resultando na exclusão desse medicamento do arsenal terapêutico. Cerca de 10% dos relatos de alergia a drogas são confirmados. As manifestações clínicas decorrentes da reação alérgica à penicilina são bastante amplas, destacando-se os quadros cutâneos. Os quatro mecanismos de hipersensibilidade de Gell & Coombs estão envolvidos nas reações alérgicas. A penicilina é degradada em determinante maior (95% dos produtos) e em determinantes menores (5% dos produtos). As reações imediatas, mediadas por IgE, e que determinam quadros de anafilaxia, estão relacionadas aos determinantes menores em 95% dos casos. A hipersensibilidade a esses produtos pode ser avaliada através de testes cutâneos realizados com os determinantes maior e menores, permitindo, assim, evitar o choque anafilático em indivíduos alérgicos. O texto ressalta conhecimentos básicos sobre a alergia à penicilina, propiciando um diagnóstico mais adequado desse evento e a conduta em casos de suspeita de alergia a beta-lactâmicos. CONCLUSÃO: O diagnóstico de alergia à penicilina tem sido feito de forma inadequada, resultando em sua exclusão do arsenal terapêutico. O melhor reconhecimento dessas condições permitirá o uso da penicilina com diminuição dos riscos decorrentes da hipersensibilidade.<hr/>OBJECTIVE: To present a practical approach to the diagnosis and management of allergy to beta-lactam antibiotics. SOURCES: Allergy journals indexed in MEDLINE and LILACS, as well as seminal studies and texts. SUMMARY OF THE FINDINGS: Allergy to penicillin is commonly reported. In many cases, this results in the decision not to use this drug. About 10% of drug allergy reports are confirmed. The clinical manifestations due to allergic reaction to penicillin vary widely, with emphasis on skin disorders. Gell & Coombs' four hypersensitivity mechanisms are involved in allergic reactions. Penicillin is degraded to a major (95%) and minor determinants (5%). Immediate IgE-mediated reactions causing anaphylaxis are associated with minor determinants in 95% of the cases. Hypersensitivity to these products can be assessed using cutaneous tests performed with major and minor determinants, thus avoiding anaphylactic shock in allergic individuals. The present article underscores the basic body of knowledge on allergy to penicillin, providing support for a more accurate diagnosis of this event and for the choice of management in cases of suspected beta-lactam allergy. CONCLUSIONS: The incorrect diagnosis of penicillin allergy frequently leads to the exclusion of this drug as a therapeutic option. A better recognition of these situations will enable the use of penicillin and reduce the risks associated with hypersensitivity. <![CDATA[<B>The role of probiotics and prebiotics in pediatric practice</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar os efeitos dos probióticos e prebióticos em situações clínicas da prática pediátrica. FONTES DOS DADOS: MEDLINE, preferencialmente os artigos que abordavam aspectos de aplicabilidade prática, na forma de revisões, ensaios clínicos e meta-análises. Artigos que já eram do conhecimento dos autores também foram utilizados. SÍNTESE DOS DADOS: A literatura científica sobre probióticos e prebióticos apresentou crescimento expressivo nos últimos 10 anos. Seus mecanismos de ação vêm sendo investigados experimentalmente. Os estudos indicam que os probióticos podem exercer seus efeitos competindo com patógenos, modificando o ambiente intestinal pela redução do pH, em conseqüência dos produtos da fermentação, interagindo e modulando a resposta inflamatória e imunológica local e sistêmica, entre outros. Ensaios clínicos e meta-análises mostram que os probióticos parecem contribuir para a prevenção da diarréia aguda e da diarréia associada ao uso de antibióticos, além de encurtar a duração da diarréia aguda. No entanto, existem dados contraditórios, além de não existirem ainda estudos confirmando sua efetividade do ponto de vista da relação custo-benefício. Estudos preliminares mostram que probióticos no início da vida podem reduzir a ocorrência de dermatite atópica. A adição de prebióticos em fórmulas para lactentes associa-se com mudança do perfil da microbiota intestinal em relação aos lactentes que recebem fórmula láctea sem prebióticos. CONCLUSÕES: As evidências indicam que novos estudos devem ser realizados sobre probióticos, prebióticos e simbióticos. Um aspecto que deve ser reforçado é a especificidade dos efeitos que cada probiótico ou prebiótico pode apresentar do ponto de vista clínico.<hr/>OBJECTIVE: To review the effects of probiotics and prebiotics in clinical pediatric practice. SOURCES: MEDLINE was searched, especially for articles that addressed their practical application, in the form of reviews, clinical trials and meta-analyses. Articles that had already been analyzed by the authors were also included. SUMMARY OF THE FINDINGS: Scientific literature on probiotics and prebiotics has remarkably increased in the last 10 years. Their mechanisms of action have been experimentally investigated. Studies indicate that probiotics can act by competing with pathogens, modifying the intestinal environment by reduction in pH, as a result of fermentation products, interacting and modulating local and systemic inflammatory and immune response, among others. Clinical trials and meta-analyses show that probiotics seem to contribute towards the prevention of acute diarrhea and of antibiotic-associated diarrhea, in addition to shortening the duration of acute diarrhea. However, the data are inconsistent and there are no studies confirming their efficacy in terms of cost-benefit ratio. Preliminary studies show that probiotics in early life can reduce the occurrence of atopic dermatitis. The addition of prebiotics to infant formulas is associated with the change in the profile of the intestinal microbiota compared to infants fed milk formulas without prebiotics. CONCLUSIONS: Evidence indicates that new studies should be carried out about probiotics, prebiotics and symbiotics. The specific clinical effects that each probiotic or prebiotic may cause must be considered. <![CDATA[<B>Inhaled corticosteroids in the treatment of respiratory allergy</B>: <B>safety vs. efficacy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar os mecanismos moleculares de ação, eficácia e potenciais efeitos adversos relacionados aos corticosteróides inalados (CEI) em crianças com asma persistente. FONTES DOS DADOS: Artigos de língua inglesa da base de dados MEDLINE. Foram empregados os termos: corticosteroids, inhaled corticosteroids, asthma, children, beclomethasone, fluticasone, budesonide, ciclesonide, growth, adrenal insufficiency, bone mineral density, oral candidiasis. Foram selecionados guias de tratamento, artigos de revisão, estudos controlados, meta-análises e revisões sistemáticas que avaliaram a eficácia e os eventos adversos do tratamento com CEI. SÍNTESE DOS DADOS: Estudos in vivo e in vitro mostram que os CEI disponíveis apresentam diferentes características farmacocinéticas e farmacodinâmicas que lhes conferem diferentes potenciais de ação. Os CEI também diferem quanto aos efeitos adversos sistêmicos e locais. Salienta-se a biodisponibilidade desses produtos como essencial para determinar a incidência de efeitos colaterais. Em linhas gerais, os CEI são capazes de controlar a asma, reduzindo o número de exacerbações, atendimentos médicos, hospitalizações e a necessidade de pulsos de corticosteróides orais. Também se observa melhora da função pulmonar, sobretudo nos pacientes com asma de início recente. O efeito adversos mais documentado é a desaceleração transitória do ritmo de crescimento. CONCLUSÕES: Os CEI são o principal agente antiinflamatório utilizado no tratamento da asma persistente. Quando administrados em doses baixas, mostram-se seguros e efetivos. O monitoramento dos pacientes permite a detecção precoce de eventuais efeitos adversos associados aos CEI.<hr/>OBJECTIVE: Review the molecular mechanisms of action, efficacy, and potential side effects associated with inhaled corticosteroids (ICS) in children with persistent asthma. SOURCES: Articles in English from MEDLINE. The following terms were used: corticosteroids, inhaled corticosteroids, asthma, children, beclomethasone, fluticasone, budesonide, ciclesonide, growth, adrenal insufficiency, bone mineral density, and oral candidiasis. Treatment guidelines, review articles, controlled trials, meta-analyses, and systematic reviews evaluating the efficacy and the adverse events of treatment with ICS were selected. SUMMARY OF THE FINDINGS: In vivo and in vitro studies show that the available ICS have different pharmacokinetic and pharmacodynamic properties that result in different action potentials. ICS also differ as to the systemic and local side effects. The bioavailability of these products is essential in order to determine the incidence of side effects. In general, ICS are capable of controlling asthma, reducing the number of exacerbations, medical consultations, hospitalizations, and the need of oral corticosteroid (applications) bursts. Improvement can also be seen in pulmonary function, especially in patients with recent onset asthma. The most documented adverse effect is transitory decrease of growth rate. CONCLUSIONS: ICS are the main anti-inflammatory agent used to treat persistent asthma. When administered in low doses, they seem to be safe and effective. Patient monitoring allows for early detection of possible side effects associated with ICS. <![CDATA[<B>Nonsteroidal anti-inflammatory drugs</B>: <B>cyclooxygenase 2 inhibitors</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar os antiinflamatórios não-hormonais (AINH) inibidores seletivos da Cox 2 quanto ao mecanismo de ação, principais indicações, posologia e efeitos adversos mais comuns. FONTES DOS DADOS: MEDLINE e LILACS, sites da Food and Drug Administration (FDA) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Foram selecionados os artigos mais importantes, com destaque para as publicações dos últimos 5 anos. SÍNTESE DOS DADOS: As principais indicações dos AINH são o controle da dor e da inflamação aguda e crônica. Não existem evidências que demonstrem maior efetividade de um AINH sobre outro. Até a presente data, nenhum inibidor da Cox2 foi liberado para uso na faixa etária pediátrica. Apenas o meloxicam e o etoricoxibe podem ser prescritos para adolescentes (13 e 16 anos, respectivamente). Os inibidores seletivos da Cox 2 são indicados em pacientes com efeitos adversos comprovadamente relacionados aos AINH não seletivos. Em alguns casos de alergia à aspirina, os Cox 2 seletivos podem ser prescritos, mas seu uso deve ser cuidadoso. Os principais efeitos adversos incluem os cardiovasculares e os fenômenos trombóticos. CONCLUSÕES: Os inibidores seletivos da Cox 2 são medicamentos que vêm sendo utilizados em algumas situações clínicas bem determinadas e podem oferecer algumas vantagens com relação aos AINH não seletivos. No entanto, devido ao custo mais elevado e aos potenciais efeitos adversos cardiovasculares, seu emprego deve ser criterioso.<hr/>OBJECTIVE: To analyze selective COX 2 inhibitor nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NSAID) in terms of their mechanism of action, principal indications, posology and most common adverse effects. SOURCES: MEDLINE and LILACS databases and Food and Drug Administration (FDA) and National Agency for Sanitary Vigilance (ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária) websites. The most important articles were selected and preference was given to articles published within the last 5 years. SUMMARY OF THE FINDINGS: The principal indications for NSAID are for control of pain and acute and chronic inflammation. There is no overwhelming evidence that demonstrates the superiority of one NSAID over another in terms of effectiveness. To date none of the COX 2 inhibitors has been liberated for use in the pediatric age group. Only meloxicam and etoricoxib can be prescribed for adolescents (13 and 16 years, respectively). Selective COX 2 inhibitors are indicated for patients with adverse effects that have proven to be associated with nonselective NSAID use. Selective COX 2 inhibitors can be prescribed in some cases of allergy to aspirin, but they must be used with care. Principal adverse effects include cardiovascular events and thrombotic phenomena. CONCLUSIONS: Selective COX 2 inhibitors are medicines that have been used in certain well-defined clinical situations and which may offer certain advantages over nonselective NSAID. Nevertheless, taking into consideration the higher cost involved and the potential for adverse cardiovascular effects, they should be employed only in accordance with strict criteria. <![CDATA[<B>Antileukotrienes in the treatment of asthma and allergic rhinitis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000700012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar os antagonistas de leucotrienos (ARLT) aos outros grupos de medicamentos utilizados para tratar a asma e a rinite alérgica. FONTES DOS DADOS: MEDLINE, LILACS e Biblioteca Cochrane. Palavras chaves: leucotrienos, antileucotrienos, tratamento da asma, tratamento da rinite alérgica, asma e rinite alérgica. Procurou-se agrupar os principais trabalhos e revisões sobre o assunto. SÍNTESE DOS DADOS: Os ARLT são mais eficazes do que placebo e potencializam os efeitos dos corticosteróides inalados. A associação de corticosteróides inalados com agentes beta2 agonistas de longa duração (LABA) é mais eficaz do que a associação de cortiscoteróides inalados + ARLT. Embora pareça racional o uso de ARLT na crise aguda de asma e rinite alérgica, mais estudos são necessários para comprovar esse benefício. Os ARLT promovem redução no tempo de hospitalização e no número de crises de sibilância em lactentes com bronquiolite viral aguda pelo vírus respiratório sincicial e na sibilância recorrente após bronquiolite viral aguda. Os ARLT são menos eficazes que os corticosteróides intranasais no manejo da rinite alérgica. Os ARLT são eficazes na asma induzida por exercício (AIE), embora não constituam a primeira linha de tratamento. CONCLUSÃO: Estudos controlados e randomizados mostram que os corticosteróides inalados são as drogas de escolha para o tratamento da asma persistente e rinite alérgica. :Não existem evidências suficientes para recomendar o uso de ARLT como medicamento de primeira linha (monoterapia) em crianças com asma (nível I). Nas crianças que não podem usar corticosteróides inalados, os ARLT podem ser uma alternativa (nível II).<hr/>OBJECTIVE: To compare leukotriene antagonists (LTA) to other groups of drugs used in asthma and allergic rhinitis treatment. SOURCES: MEDLINE, LILACS and Cochrane Library. Keywords: leukotrienes, antileukotrienes, asthma treatment, allergic rhinitis treatment, asthma and allergic rhinitis. An attempt was made to group the main studies and reviews about this topic. SUMMARY OF THE FINDINGS: LTA are more efficient than placebo and enhance the effects of inhaled corticosteroids. The association of inhaled corticosteroids with long-acting beta2-agonists is more efficient than the association of inhaled corticosteroids + LTA. Although use of LTA in acute asthma attacks and allergic rhinitis seems reasonable, more studies are needed to confirm this benefit. LTA reduce hospitalization time and the number of wheezing attacks in infants with acute viral bronchiolitis caused by respiratory syncytial virus, as well as recurrent wheezing after acute viral bronchiolitis. LTA are less efficient than intranasal corticosteroids for allergic rhinitis management. LTA are efficient in exercise-induced asthma, although they are not the first-line treatment. CONCLUSIONS: Controlled and randomized studies show that inhaled corticosteroids are the drugs of choice to treat persistent asthma and allergic rhinitis. There is not enough evidence to recommend the use of LTA as first-line drug (monotherapy) in children with asthma (level I). For children who cannot use inhaled corticosteroids, LTA may be a good alternative (level II).