Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720090002&lang=en vol. 85 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>The challenge of antiretroviral drug resistance in HIV-1-infected childre</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>HIV drug resistance in HIV-infected children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Pediatric tracheostomy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Apresentar revisão atualizada sobre a traqueostomia na idade pediátrica, com ênfase nas indicações, técnica cirúrgica, complicações e manejo da traqueostomia a nível hospitalar e domiciliar. FONTES DOS DADOS: Foram selecionados pelo site de busca médica (MEDLINE e PubMed) artigos originais e de revisão sobre traqueostomia na criança, utilizando as seguintes palavras-chave: tracheostomy, tracheotomy, children, newborn. SíNTESE DOS DADOS: A indicação de traqueostomia vem mudando progressivamente. No momento, ela é mais indicada na criança em ventilação mecânica prolongada. A faixa etária mais comum do procedimento também mudou, sendo atualmente mais comumente realizada em crianças menores de 1 ano de idade. Exceto em situações de emergência, a traqueostomia deve ser realizada em unidade cirúrgica, com a criança entubada. É preconizada a incisão transversa da pele e abertura longitudinal da traqueia, sem ressecção da mesma. Embora as complicações da traqueostomia na criança não sejam incomuns, elas, na maioria das vezes, não necessitam de tratamentos sofisticados ou mesmo de intervenção cirúrgica. Embora a mortalidade possa ocorrer em até 40% das crianças traqueostomizadas, ela é diretamente relacionada à traqueostomia em apenas 0 a 6% das crianças. CONCLUSÕES: A decisão de realizar traqueostomia na criança continua complexa e dependente de vários fatores. O procedimento é seguro e com menores complicações quando realizado em hospital terciário de referência e por equipe treinada e experiente.<hr/>OBJECTIVE: To provide an up-to-date review of pediatric tracheostomy, primarily focusing on indications, surgical technique, complications and hospital and home care. SOURCES: MEDLINE and PubMed databases were searched using the following keywords: tracheostomy, tracheotomy, children, newborn. SUMMARY OF THE FINDINGS: Indications for tracheostomy in children are changing. Today the most common indication is prolonged ventilation. The age at the time of the procedure has also changed, with a peak incidence of tracheostomy in patients less than 1 year old. Except under emergency conditions, pediatric tracheostomy should be performed in the operating room with the child intubated. A horizontal skin incision with vertical tracheal incision and no tracheal resection is recommended. Although post-tracheostomy complications are not uncommon, they usually do not need special treatment or surgical procedures. Tracheostomy mortality can occur in up to 40% of pediatric cases, however the tracheostomy-related mortality rate is only 0 to 6%. CONCLUSIONS: The decision to perform a tracheostomy remains complex, and depends on several factors. The procedure is safe and with a low number of complications if carried out at a tertiary hospital by a trained and experienced team. <![CDATA[<b>Diversity and prevalence of antiretroviral genotypic resistance mutations among HIV-1-infected children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a genotipagem e subtipagem em crianças experimentadas e virgens de tratamento, assim como perfis de resistência a medicamentos através da genotipagem nessas crianças. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de crianças HIV positivas virgens de tratamento e HIV positivas que não responderam ao tratamento pela terapia antirretroviral altamente ativa (HAART), acompanhadas na Santa Casa de São Paulo (SP). A genotipagem foi realizada com produtos purificados de reação em cadeia da polimerase (PCR) de RNA retrotranscrito, utilizando-se o kit comercial Viroseq HIV-1 Genotyping System 2.0 ou a técnica de nested PCR in-house. O sequenciamento foi realizado com equipamento automático (ABI 3100). As mutações de resistência antirretroviral (ARV) foram analisadas no Stanford HIV Drug Resistance Database e a subtipagem realizada no U.S. National Center for Biotechnology Information (NCBI), utilizando-se o programa de análises SimPlot, juntamente com a análise filogenética. RESULTADOS: Não foi detectada nenhuma mutação de resistência primária ARV nas 24 crianças virgens de tratamento, embora tenham ocorrido mutações que podem contribuir para a resistência aos inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN) (12,5%) e aos inibidores da protease (IP) (95,8%). Para as 23 crianças que não responderam à HAART, foram encontradas mutações de resistência ARV aos ITRN em 95,6% e aos inibidores da transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos (ITRNN) em 60,8%. Para os IP, foram observadas mutações de resistência ARV em 95,7%, 47,8% das quais apresentavam apenas polimorfismos. Nas análises de subtipagem, 78,3% das sequências agruparam-se no subtipo B do HIV-1, 4,3% no C, 13% no F e 4,4% em formas recombinantes. CONCLUSÕES: Nossos resultados mostram baixas taxas de resistência primária em crianças virgens de tratamento e altas taxas de resistência em crianças que não responderam ao tratamento ARV, o que é compatível com o uso ARV nesses pacientes.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate genotyping and subtyping in antiretroviral (ARV) naïve and experienced children, as well as drug resistance profiles through genotyping in these children. METHODS: This retrospective study assessed ARV-naïve HIV children and HIV children failing highly active antiretroviral treatment (HAART) followed up at Santa Casa de São Paulo. Genotyping was performed using purified polymerase chain reaction (PCR) products from retrotranscribed RNA using Kit Viroseq HIV-1 Genotyping System 2.0 or nested PCR in-house. Sequencing was performed using automatic equipment (ABI 3100). ARV resistance mutations were analyzed in the Stanford HIV Drug Resistance Database and subtyping was performed at the National Center for Biotechnology Information (NCBI), using SimPlot analysis, together with phylogenetic analysis. RESULTS: No primary ARV resistance mutation was detected in the 24 ARV-naïve children, although there were mutations that may contribute to resistance to nucleoside analogue reverse transcriptase inhibitors (NRTI) (12.5%) and to protease inhibitors (PI) (95.8%). For the 23 children failing HAART, we found ARV resistance mutations to NRTI in 95.6% and to non-nucleoside analogue reverse transcriptase inhibitors (NNRTI) in 60.8%. For PI, we found ARV resistance mutations in 95.7%, 47.8% of which had only polymorfisms. In the subtyping analyses, 78.3% of the sequences clustered in HIV-1 subtype B, 4.3% in C, 13% in F and 4.4% in recombinant forms. CONCLUSION: Our results show low rates of primary resistance in ARV-naïve children and high rates of resistance in children failing ARV treatment, which is compatible with ARV use in these patients. <![CDATA[<b>Relationship between childhood underweight and dental crowding in deciduous teething</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar a relação entre o déficit antropométrico infantil e apinhamento dentário na dentição decídua. MÉTODOS: Foram avaliadas 794 crianças de 3 a 5 anos de idade, de ambos os sexos, matriculadas em pré-escolas públicas da cidade de São Luís (MA). Realizou-se amostragem probabilística por conglomerado em único estágio. Desenvolveu-se estudo transversal com aplicação de questionário, exame de oclusão dentária e avaliação antropométrica na população do estudo. O apinhamento dentário, caracterizado pela deficiência de espaço para a erupção dos dentes na linha do rebordo alveolar, constituiu a variável dependente. Para as avaliações antropométricas, empregaram-se os indicadores peso/idade (P/I) e altura/idade (A/I). Efetuou-se análise de regressão logística multivariada, bem como análise descritiva das variáveis do estudo. As associações foram estimadas por meio da razão de chances (odds ratio, OR) e a inferência estatística foi baseada em intervalos de confiança (IC95%), considerando-se erro tipo I de 5% (alfa = 5%). RESULTADOS: A associação entre déficit antropométrico e apinhamento dentário mostrou-se estatisticamente significante apenas ao se considerar o indicador P/I e no estrato das crianças que não tinham o hábito de chupar chupeta, havendo 2,19 crianças com apinhamento e desnutridas para cada criança sem apinhamento e desnutrida (OR = 2,19; IC95% 1,18-4,04). CONCLUSÃO: Este estudo sugere que o déficit antropométrico esteja associado ao apinhamento na dentição decídua entre crianças que não usam chupeta. No entanto, outros estudos são necessários para investigar possíveis relações de causalidade entre desnutrição e apinhamento dentário.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the relationship between low anthropometric indices and dental crowding in deciduous teething. METHODS: We assessed 794 children from 3 to 5 years old, both boys and girls, enrolled in public preschools in the city of São Luís, state of Maranhão, Brazil. Single-stage cluster sampling was used. This is a cross-sectional study, including the administration of a questionnaire, evaluation of dental occlusion and anthropometric assessment. Dental crowding, which is characterized by lack of space for the eruption of teeth in the line of the alveolar crest, is the dependent variable. Weight-for-age (W/A) and height-for-age (H/A) indices were used for anthropometric assessments. Multivariate logistic regression analysis and descriptive analysis of the variables were used. Associations were estimated using odds ratio (OR), and the statistical inference was based on confidence intervals (95%CI). Type I error was set at 5% (alpha = 5%). RESULTS: The association between low anthropometric measures and dental crowding was statistically significant only when considering the weight-for-age index and among those children who did not use pacifiers. We found 2.19 children with dental crowding and malnutrition for each children without dental crowding and with malnutrition (OR = 2.19; 95%CI 1.19-4.04). CONCLUSION: This study suggests that low anthropometric measures are associated with dental crowding in deciduous teething among children who do not use pacifiers. However, further studies are needed to investigate possible causal relations between malnutrition and dental crowding. <![CDATA[<b>Anthropometric evaluation of indigenous Brazilian children under 60 months of age using NCHS/1977 and WHO/2005 growth curves</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Descrever e analisar comparativamente os dados antropométricos de crianças indígenas Suruí, Xavánte e Wari' menores de 60 meses, a partir dos conjuntos de curvas de crescimento NCHS/1977 e WHO/2005. MÉTODOS: A antropometria seguiu técnica padronizada e os dados foram convertidos em escores z utilizando-se os programas Epi-Info (Versão 3.4) e WHO-Anthro (Versão Beta). Os índices estatura/idade (E/I), peso/idade (P/I) e peso/estatura (P/E) foram os descritores do estado nutricional em todas as crianças menores que 60 meses e também o índice de massa corporal (IMC) nas de 24-59 meses. RESULTADOS: As prevalências de E/I < -2 escores z foram: crianças Suruí, 31,4 (NCHS/1977) e 38,6% (WHO/2005); Xavánte, 30,9 e 42,3%; Wari', 61,7 e 68,3%. As prevalências de P/I < -2 escores z foram: crianças Suruí, 12,4 (NCHS/1977) e 8,5% (WHO/2005); Xavánte, 16,5 e 11,6%; Wari', 51,7 e 45,0%. As prevalências de P/E < -2 escores z para as crianças Suruí foram nulas (NCHS/1977 e WHO/2005); para as Xavánte, 1,7 e 3,3%; e para as Wari', 1,7% e nula. As prevalências de P/E > 2 escores z para as crianças Suruí foram 3,9 (NCHS/1977) e 3,9% (WHO/2005); Xavánte, nula e 0,8%; Wari', nulas para ambas as curvas. Nas crianças Suruí de 24 a 59 meses o percentual com escore z > 2 para o IMC foi de 5,4% (WHO/2005); Xavánte, 9,5%; Wari', 0%. CONCLUSÕES: Há diferenças importantes nos resultados da avaliação nutricional, a depender do conjunto de curvas utilizadas, ainda que o emprego de ambas revele elevadas prevalências de desnutrição. Sugere-se que, inclusive para fins de comparabilidade, estudos com populações indígenas apresentem seus resultados utilizando os dois conjuntos de curvas de crescimento.<hr/>OBJECTIVES: To perform a comparative analysis of anthropometric data from Suruí, Xavánte and Wari' indigenous children under 60 months of age using the NCHS/1977 and the WHO/2005 growth curves. METHODS: Anthropometric measurements followed standard procedures and the data obtained were converted into z scores using the Epi-Info (Version 3.4) and WHO-Anthro (Version Beta) softwares. The indices height/age (H/A), weight/age (W/A) and weight/height (W/H) were descriptors of nutritional status for all children under 60 months of age, as well as the body mass index (BMI) for children 24-59 months old. RESULTS: The frequencies of Suruí children < -2 z scores for H/A were 31.4 (NCHS/1977) and 38.6% (WHO/2005); Xavánte 30.9 and 42.3%; Wari' 61.7 and 68.3%. The frequencies of Suruí children < -2 z scores for W/A were 12.4 (NCHS/1977) and 8.5% (WHO/2005); Xavánte 16.5 and 11.6%; Wari' 51.7 and 45.0%. None of the Suruí children were < -2 z scores for W/H (NCHS/1977 and WHO/2005); the frequencies of Xavánte children were 1.7 and 3.3% and Wari' 1.7 and 0.0%. The frequencies of Suruí children > 2 z scores for W/H were 3.9 (NCHS/1977) and 3.9% (WHO/2005); Xavánte 0.0 and 0.8%; Wari' 0.0 and 0.0%. The frequency of Suruí children aged 24-59 months > 2 z scores for BMI was 5.4% (WHO/2005); Xavánte 9.5%; and Wari' 0.0%. CONCLUSIONS: Our findings revealed important differences in the results from nutritional assessment, according to the set of growth curves used; however, the use of both growth curves revealed a high prevalence of malnutrition. Therefore, future studies with indigenous populations should present their results using two sets of growth curves to allow consistent comparison. <![CDATA[<b>Eating attitudes and body image in ethnic Japanese and Caucasian adolescent girls in the city of São Paulo, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Há muita controvérsia nos estudos que analisam a relação entre etnia e transtornos alimentares a despeito do rápido aumento desses distúrbios em diversos grupos étnicos. O objetivo do presente estudo foi verificar as atitudes alimentares em adolescentes de ascendência nipônica e caucasiana no Brasil. A influência do índice de massa corporal (IMC), da menarca e das relações socioafetivas no desenvolvimento dos transtornos alimentares também foi discutida. MÉTODOS: Questionários sobre atitudes alimentares e influências socioafetivas foram aplicados a 544 adolescentes de origem nipo-brasileira e caucasiana: adolescentes pré-menarca de 10 e 11 anos nipo-brasileiras (n = 122) e caucasianas (n = 176) e adolescentes pós-menarca de 16 e 17 anos nipo-brasileiras (n = 71) e caucasianas (n = 175). RESULTADOS: Adolescentes caucasianas apresentaram maiores escores no Teste de Atitudes Alimentares (EAT-26), mostraram maior insatisfação com suas imagens corporais, faziam mais dieta e tinham mais modelos de dietas representados pelas mães e pares do que as adolescentes nipo-brasileiras. CONCLUSÃO: As adolescentes caucasianas, de um modo geral, parecem sentir mais as pressões culturais e estéticas sobre a imagem corporal do que as nipônicas. A frequência alta de meninas caucasianas pré-menarca com escore acima de 20 no EAT-26 mostra que a preocupação com a imagem corporal vem ocorrendo cada vez mais cedo. A análise de regressão múltipla revelou muitas associações entre a interação das adolescentes com suas mães e o desenvolvimento de atitudes alimentares inadequadas.<hr/>OBJECTIVE: Despite investigations into the rapid increase in eating disorders across diverse ethnic groups, conclusions concerning ethnicity and eating disorders are contradictory. The objective of the present study was to investigate eating attitudes in ethnic Japanese and Caucasian adolescents in Brazil. The influence of body mass index (BMI), menarche and social-affective relationships on the development of eating disorders was also assessed. METHODS: Questionnaires evaluating the incidence of eating disorders and the influence of social-affective relationships were applied to 544 Japanese-Brazilian and Caucasian adolescent girls: 10 to 11-year-old Japanese-Brazilian (n = 122) and Caucasian (n = 176) pre-menarcheal adolescents, and 16 to 17-year-old Japanese-Brazilian (n = 71) and Caucasian (n = 175) post-menarcheal adolescents. RESULTS: Caucasian girls obtained higher scores on the Eating Attitudes Test (EAT-26), showed greater body image dissatisfaction, dieted more often and had more diet models introduced by their mothers and peers than the Japanese-Brazilian girls. CONCLUSION: The Caucasian adolescents overall appeared to be more sensitive to aesthetic and social pressures regarding body image than the Japanese adolescents. The high incidence of EAT-26 scores above 20 in the Caucasian pre-menarcheal group indicates that individual body image concerns are developing at an earlier age. Multiple logistic regression revealed several associations between mother-teen interactions and the development of abnormal eating attitudes. <![CDATA[<b>Self-medication in nursing mothers and its influence on the duration of breastfeeding</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar a prática da automedicação em nutrizes, principais fármacos utilizados e influência sobre a duração do aleitamento materno. MÉTODOS: Estudo longitudinal tipo coorte realizado com 246 mulheres assistidas na maternidade do Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna (MG). O acompanhamento às mães e recém-nascidos foi realizado mensalmente nos primeiros 12 meses após o parto ou até a interrupção da amamentação. O efeito da prática da automedicação sobre o tempo de aleitamento materno foi analisado por análise multivariada, a partir do modelo de regressão de Cox, com covariáveis dependentes do tempo. RESULTADOS: A automedicação foi praticada por 52,4% das nutrizes. As classes farmacológicas mais utilizadas foram os analgésicos/antipiréticos (54,4%), anti-inflamatórios não-esteroides (15%), espasmolíticos (6,2%), laxantes (3,5%), benzodiazepínicos (3%), descongestionantes nasais (1,4%) e antibióticos (0,9%). Os fármacos mais utilizados foram dipirona (31,5%) e paracetamol (17,9%). A prática de automedicação associou-se à maior probabilidade de uso de medicamentos com risco de efeitos adversos sobre o lactente ou sobre a lactação (p = 0,000). Contudo, a prática da automedicação não foi associada ao desmame (p = 0,135). CONCLUSÕES: A elevada frequência de automedicação entre as nutrizes e o uso de medicamentos com risco de efeitos indesejáveis sobre o lactente e na produção láctea revelam a necessidade de melhor orientação sobre os riscos da automedicação pelas nutrizes. Contudo, a prática da automedicação não se revelou um fator de risco para o desmame.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the practice of self-medication by nursing mothers, the main drugs used and the influence on the duration of breastfeeding. METHODS: A longitudinal cohort study involving 246 women seen at the maternity unit of Hospital Manoel Gonçalves in Itaúna, state of Minas Gerais, Brazil. A monthly follow-up of mothers and newborns was performed for the first 12 months postpartum or until weaning. The effect of the practice of self-medication on the duration of breastfeeding was evaluated by multivariate analysis using Cox's regression model with time-dependent variables. RESULTS: Self-medication was practiced by 52.4% of the nursing mothers. The most used pharmacological classes were: analgesics/antipyretics (54.5%), non-steroidal anti-inflammatories (15%), spasmolytics (6.2%), laxatives (3.5%), benzodiazepines (3%), nasal decongestants (1.4%), and antibiotics (0.9%). The most used drugs were dipyrone (31.5%) and paracetamol (17.9%). The practice of self-medication was associated with a higher probability of the use of drugs posing the risk of adverse effects for the infant or for lactation (p = 0.000). However, the practice of self-medication was not associated with weaning (p = 0.135). CONCLUSIONS: The high rates of self-medication among nursing mothers and the use of drugs posing risks of undesirable effects for the infant and for lactation reveal the need for better education on the risks of self-medication by nursing mothers. However, self-medication was not proven to be a risk factor for weaning. <![CDATA[<b>Comparison between objective assessment and self-assessment of sexual maturation in children and adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar as correlações entre avaliação objetiva e autoavaliação em ambientes diferentes (ambulatorial e escolar). MÉTODOS: Trezentos e dezenove indivíduos, 178 ambulatoriais (96 meninos e 82 meninas) e 141 (73 meninos e 68 meninas) de escolas públicas (8,3-18,7 anos), com 73 indivíduos (39 meninas e 34 meninos) apresentando índice de massa corporal acima do percentil 85 do Centers for Disease Control and Prevention, de 2000. Todos foram examinados, após consentimento informado, em sequência e individualmente, por dois médicos treinados, e então submetidos a autoavaliação, utilizando fotogramas (Tanner). Dos dados obtidos foram calculados os coeficientes de correlação de kappa entre examinadores e a autoavaliação. Para os testes foi adotado p < 5%. RESULTADOS: Não houve diferença significante entre as correlações obtidas no ambulatório e nas escolas e os dois grupos foram analisados em conjunto. As correlações obtidas entre os examinadores foram significantemente maiores que as da autoavaliação, com kappa (e intervalo de confiança) de 0,75 (0,8-0,69) para mamas/genitália entre examinadores contra 0,27 (0,34-0,20) e 0,29 (0,36-0,22) entre os dois examinadores e a autoavaliação (p < 0,0001). CONCLUSÕES: Na amostra estudada, a autoavaliação do estádio puberal não deve substituir a avaliação objetiva feita por profissionais treinados. Um aperfeiçoamento do método de autoavaliação poderia permitir seu uso em estudos populacionais.<hr/>OBJECTIVE: To assess the correlations between objective assessment and self-assessment of sexual maturation in the outpatient and school settings. METHODS: Three hundred and nineteen individuals, 178 (96 boys and 82 girls) from an outpatient clinic and 141 (73 boys and 68 girls) from public schools (8.3-18.7 years), of whom 73 individuals (39 girls an d 34 boys) had a body mass index above the 85th percentile, according to 2000 CDC Growth Chart, were analyzed. All of them were examined sequentially and individually by two trained physicians after a written consent form was signed by parents or surrogates, and then submitted to self-assessment using pictures (Tanner stages). Kappa coefficients between examiners and the self-assessment were calculated based on the collected data. A p value < 5% was established as statistically significant. RESULTS: No significant difference was observed between correlations obtained from the outpatient clinic and schools, and both groups were combined for analysis. The correlations obtained by examiners were significantly higher than those from self-assessment, with a kappa coefficient (and confidence interval) of 0.75 (0.8-0.69) for breasts/genitals across examiners against 0.27 (0.34-0.20) and 0.29 (0.36-0.22) between the two examiners and the self-assessment (p < 0.0001). CONCLUSIONS: In the studied sample, self-assessment of the pubertal stage should not replace the objective assessment made by trained professionals. Improvement of the self-assessment method may validate its use in population-based studies. <![CDATA[<b>Assessment of inflammation based on the release of oxygen radicals by granulocytes in chronic uncontrolled asthma</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a liberação espontânea de ânion superóxido por granulócitos de sangue periférico de pacientes com asma crônica não-controlada antes e após corticoterapia e de indivíduos sadios. MÉTODOS: Foram estudados 32 pacientes entre 6 e 18 anos (média 12,04 anos) e 29 indivíduos sadios como grupo de comparação. Os pacientes foram agrupados de acordo com o volume expiratório forçado no primeiro segundo: grupo I, volume expiratório forçado no primeiro segundo entre 60 e 80%, 19 pacientes; e grupo II, volume expiratório forçado no primeiro segundo = 60%, 13 pacientes. A liberação espontânea de superóxido por granulócitos, medida por espectrofotometria utilizando superóxido dismutase, foi avaliada nos pacientes antes e após o tratamento com prednisona por via oral e beclometasona, budesonida ou fluticasona administradas por via inalatória. Na análise estatística foram utilizados os testes de análise de variância, Tukey e de Wilcoxon. RESULTADOS: Comparando-se a liberação de ânion superóxido por granulócitos dos pacientes asmáticos e indivíduos sadios observamos que a liberação foi maior nos asmáticos não-controlados do grupo II (p < 0,05). Avaliando-se a liberação de superóxido pelas células dos pacientes antes e após a terapia com corticosteroide uma diminuição significativa foi observada apenas no grupo I. CONCLUSÃO: O impacto dos glicocorticoides sobre a modulação da inflamação ocorreu nos indivíduos asmáticos não-controlados com volume expiratório forçado no primeiro segundo entre 60 e 80%. Naqueles com volume expiratório forçado no primeiro segundo = 60 não foi observada essa modulação, havendo necessidade de mais estudos para avaliar o impacto de tal achado nos pacientes asmáticos.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate spontaneous release of superoxide anion by peripheral blood granulocytes of atopic patients with uncontrolled asthma undergoing glucocorticoid therapy and of healthy subjects. METHODS: We studied 32 patients, aged 6 to 18 (mean 12.04), and 29 healthy subjects as a comparative group. Patients were grouped according to the forced expiratory vital capacity in the first second. Group I, forced expiratory vital capacity in the first second of between 60 and 80%, had 19 patients, and group II, forced expiratory vital capacity in the first second = 60%, had 13 patients. Spontaneous superoxide release by granulocytes was measured by a spectrophotometer method based on superoxide dismutase, before and after oral prednisone and beclomethasone, budesonide or fluticasone inhaled therapy. Statistical analyses were performed using ANOVA, Wilcoxon and Tukey tests. RESULTS: Comparing the superoxide anion release by granulocytes of asthmatic patients and healthy subjects, we observed a higher release by cells of the uncontrolled patient group II (p < 0.05). Evaluating the superoxide release by cells of asthmatic patients before and after steroid therapy, a significant decrease was found only in patient group I. CONCLUSION: The impact of corticosteroids on inflammatory modulation occurred in the uncontrolled asthmatics with forced expiratory vital capacity in the first second between 60 and 80%. In those with forced expiratory vital capacity in the first second of = 60%, this finding was not observed. Further studies are necessary to evaluate the effect of this finding on asthmatic patients. <![CDATA[<b>Evaluation of hematological, virologic and anthropometric parameters as progression markers in HIV-1 infected children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a utilidade da contagem total de linfócitos, contagem global de leucócitos, hemoglobina, estado nutricional, contagem de linfócitos T CD4+ e carga viral como marcadores de progressão da doença e/ou óbito em crianças infectadas pelo HIV. MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectiva em população de crianças infectadas pelo HIV, assintomáticas ou com sintomas leves e/ou moderados e virgens de tratamento antirretroviral. Os eventos de interesse foram: progressão para categoria clínica C (de acordo com a classificação dos Centers for Disease Control and Prevention - CDC, de 1994) ou óbito. Valores da contagem global de leucócitos, contagem total de linfócitos, hemoglobina, escore z peso/idade, contagem de linfócitos T CD4+ e carga viral plasmática obtidos à admissão foram considerados na análise do risco de ocorrência dos eventos de interesse. A população foi estratificada em faixas etárias: <12, > 12 e < 36, > 36 e < 60 meses. RESULTADOS: Cento e vinte pacientes, admitidos entre 1997 e 2003, preencheram os critérios para inclusão deste estudo. A mediana global do tempo de acompanhamento foi de 7,4 meses (intervalo interquartil 25-75% = 3,8-21,1). Em análise multivariada, apenas a contagem de linfócitos T CD4+, segundo as categorias da Organização Mundial da Saúde, e o escore z peso/idade ≤ -2 foram preditores do risco de progressão da doença em crianças maiores de 12 meses de idade. Em menores de 12 meses, nenhuma das variáveis analisadas esteve associada ao risco de progressão. CONCLUSÃO: Evidencia-se a importância do estado nutricional na avaliação do risco de progressão da doença em crianças maiores de 12 meses de idade infectadas pelo HIV.<hr/>OBJECTIVE: To analyze total lymphocyte count, total leukocyte count, hemoglobin levels, nutritional status, CD4+ T-lymphocyte count and viral load as markers of disease progression and/or death in HIV-infected children. METHODS: This retrospective cohort study assessed antiretroviral naïve HIV-infected children who were asymptomatic or had mild and/or moderate symptoms. The events of interest were: progression to clinical category C (according to the classification of the Centers for Disease Control and Prevention - CDC, 1994) or death. Values of total leukocyte count, total lymphocyte count, hemoglobin, weight-for-age z score, CD4+ T-lymphocyte count and plasma viral load obtained at admission were considered in the risk analysis of events of interest. The population was stratified into age groups: < 12, > 12 to < 36, > 36 to < 60 months. RESULTS: One hundred and twenty patients, admitted between 1997 and 2003, met the inclusion criteria for the present study. The total median of follow-up duration was 7.4 months (25-75% interquartile range = 3.8-21.1). In the multivariate analysis, only CD4+ T-lymphocytes count, according to the categories of the World Health Organization, and weight-for-age z score ≤ -2 were predictors of risk for disease progression in children older than 12 months. In children younger than 12 months, none of the variables was associated with risk of progression. CONCLUSION: Nutritional status is an important aspect in the assessment of risk of disease progression in HIV-infected children older than 12 months. <![CDATA[<b>Effects of the use of fortified raw maternal milk on very low birth weight infants</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar o ganho pôndero-estatural e a frequência de complicações clínicas em recém-nascidos pré-termo com peso inferior a 1.500 g, alimentados exclusivamente com leite humano cru da própria mãe com e sem aditivo até atingirem o peso de 1.800 g. MÉTODOS: Ensaio clínico prospectivo randomizado duplo-cego em 40 recém-nascidos pré-termo com peso de nascimento < 1.500 g e ≤ 34 semanas, internados em unidade de terapia intensiva neonatal no período de agosto de 2005 a abril de 2007. Foram randomizados em 2 grupos: controle (leite humano puro) e intervenção (leite humano com aditivo). A fortificação foi feita no leite humano cru ordenhado no momento da oferta, quando a dieta atingiu 100 mL/kg/dia (até os neonatos atingirem peso de 1.800 g). Foram comparados ganho de peso diário, crescimento e perímetro cefálico semanalmente, variáveis nutricionais e complicações clínicas. RESULTADOS: A fortificação resultou em melhor crescimento, com ganho de 1,09 e 0,87 cm/semana (p = 0,003) e perímetro cefálico observado de 0,73 e 1,02 cm/semana (p = 0,0001), respectivamente grupo intervenção e controle. O ganho de peso foi de 24,4 e 21,2 g/dia (p = 0,075). Quanto às complicações clínicas observadas, não houve diferença significante. CONCLUSÕES: O uso de aditivo no leite humano cru da própria mãe proporcionou melhor crescimento, com aumento significativo do comprimento e do perímetro cefálico.<hr/>OBJECTIVE: To compare the weight and height gain and the frequency of clinical complications in preterm newborns weighing less than 1,500 g, exclusively fed human milk or fortified human milk until reaching 1,800 g. METHODS: Prospective double-blind randomized controlled trial involving 40 preterm infants weighing < 1,500 g at birth and ≤ 34 weeks of gestational age, admitted to a neonatal intensive care unit from August 2005 to April 2007. Preterm infants were randomized into two groups: control (human milk) and intervention (fortified human milk). Fortifiers were added to manually expressed human milk when feeding volume reached 100 mL/kg/day until newborns reached 1,800 g. Daily weight gain, weekly length and head circumference gain, nutritional variables and clinical complications were compared. RESULTS: Human milk fortification resulted in better growth, with length gain of 1.09 and 0.87 cm/week (p = 0.003) and head circumference gain of 0.73 and 1.02 cm/week (p = 0.0001), respectively, for intervention and control groups. The weight gain was 24.4 and 21.1 g/day (p = 0.075). There were no significant clinical complications. CONCLUSIONS: Human milk fortification resulted in better growth, significant increase in length and head circumference. <![CDATA[<b>Acute splenic sequestration in a cohort of children with sickle cell anemia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar o sequestro esplênico agudo (SEA) em crianças com anemia falciforme, provindas da triagem neonatal de Minas Gerais e acompanhadas pelo Hemominas de Belo Horizonte (MG). MÉTODOS: Coorte retrospectiva de 255 crianças com hemoglobinopatia SS/Sβ0, nascidas entre 01/01/2000 e 31/12/2004 e acompanhadas até 31/12/2006. Os dados foram extraídos dos prontuários médicos. RESULTADOS: Oitenta e nove pacientes apresentaram 173 eventos de SEA (10,2 primeiros eventos por 100 pacientes/ano), sendo que 75% dos primeiros episódios de SEA ocorreram até 2 anos de vida. A probabilidade estimada de ocorrência do primeiro episódio de SEA foi de 40%. A recorrência atingiu 57,3%. Após o primeiro episódio de SEA, a esplenectomia foi indicada em apenas 12,4% dos casos; após o segundo, em 60,4% dos casos. Após o terceiro episódio, 41,7% dos casos ainda permaneceram sob observação clínica. A mediana do tempo entre indicação e realização da esplenectomia foi de 2 meses. Nesse intervalo, 37,2% das crianças tiveram novo episódio de SEA e uma delas faleceu. A letalidade no primeiro episódio foi de 1,1% e de 7,8% em episódios subsequentes. Entre as 255 crianças ocorreram 19 óbitos: 36,8% devido a infecções e 26,3% após SEA. CONCLUSÕES: O SEA é um evento comum na anemia falciforme, principalmente nos 2 primeiros anos de vida, com recidiva em mais da metade dos casos. Predominou conduta conservadora na indicação da esplenectomia. Embora a letalidade tenha sido baixa, o SEA representou a segunda causa de óbito. Isso aponta para fragilidades estruturais do sistema de saúde de MG e para a necessidade de melhor capacitação profissional na abordagem do problema.<hr/>OBJECTIVE: To analyze acute splenic sequestration (ASS) in children with sickle cell anemia diagnosed through a newborn screening program in the state of Minas Gerais, Brazil, and followed up at the hematology center in the city of Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil. METHODS: Retrospective cohort of 255 children with sickle cell anemia (Hb SS/Sβ0) born between January 01, 2000, and December 31, 2004, and followed up until December 31, 2006. Data were abstracted from the patients' medical records. RESULTS: A total of 89 patients had 173 episodes of ASS (10.2 first episodes per 100 patient-years); 75% of the first episodes occurred before 2 years of age. The estimated probability of occurrence of the first episode of ASS during the study period was 40%. Recurrence rate reached 57.3%. After the first episode, splenectomy was indicated in only 12.4% of the cases; after the second, in 60.4% of the cases. After the third episode, 41.7% of the patients remained under clinical observation. The median time between indication for splenectomy and the actual surgical procedure was 2 months. During the intervening period, 37.2% of the children suffered a new episode of ASS and one child died. Case-fatality rate was 1.1% for the first episode and 7.8% for the subsequent episodes. Among a total of 255 children, 19 died: 36.8% due to infections and 26.3% after ASS. CONCLUSIONS: ASS is relatively common in sickle cell anemia, mainly in the first 2 years of life; relapse occurs in more than half of the cases. Conservative management instead of immediate splenectomy was the method of choice. Although the case-fatality rate was low, ASS was the second most common cause of death. These results disclose some fragilities of the health system in the state of Minas Gerais and the need for better professional education to approach ASS crises. <![CDATA[  <b>Expanding the application of a standardized questionnaire on recurrent wheezing in infancy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estender a aplicação de um instrumento para avaliar a prevalência e as características clínicas da sibilância em lactentes. MÉTODOS: Estudo transversal, como parte do projeto Estudio Internacional de Sibilancias en Lactantes (EISL), aplicando questionário aos pais de lactentes entre 12 e 15 meses (grupo I) e 16 e 24 meses de vida (grupo II). RESULTADOS: Mil trezentos e sessenta e quatro lactentes (45,4%) do grupo I e 250 (46,7%) do grupo II apresentaram pelo menos um episódio de sibilância (p = 0,58). O uso de β2-agonistas inalados, corticoides inalatórios ou orais e modificadores de leucotrienos foi semelhante entre os grupos (p = 0,52, 0,12, 0,06 e 0,75). Sintomas noturnos, dificuldade para respirar, visitas à emergência, hospitalização por sibilância e diagnóstico médico de asma não foram diferentes nos grupos (p = 0,09, 0,28, 0,69, 0,54 e 0,45). CONCLUSÃO: A aplicação do questionário pode ser estendida aos lactentes com até 24 meses de vida.<hr/>OBJECTIVE: To verify the possibility of extending the application of an instrument to investigate the prevalence and clinical characteristics of wheezing in infants. METHODS: A cross-sectional study conducted as part of the International Study on Wheezing in Infants (EISL, Estudio Internacional de Sibilancias en Lactantes). A questionnaire was administered to parents of infants aged 12 to 15 months (group I) and 16 to 24 months (group II) infants. RESULTS: One thousand, three hundred and sixty-four infants (45.4%) in group I and 250 (46.7%) in group II had had at least one episode (p = 0.58). The numbers of patients on inhaled β2-agonists, inhaled or oral steroids and/or leukotriene modifiers were similar in both groups (p = 0.52, 0.12, 0.06, and 0.75). There were no differences between the groups in terms of night-time symptoms, shortness of breath, emergency room visits, asthma hospitalization or asthma diagnosed by a doctor (p = 0.09, 0.28, 0.54, and 0.45). CONCLUSION: The application of the questionnaire can be extended to include infants up to 24 months of age. <![CDATA[<b>Secular trend in length of hospital stay for healthy newborns</b>: <b>1951-2000</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estudar a tendência secular da permanência hospitalar de recém-nascidos com peso > 2.500 g em uma maternidade de grande porte. MÉTODOS: Estudo descritivo, analítico e retrospectivo. Foram coletados dados de 5.001 nascidos vivos de 1951 a 2000, sadios, de gestação única. As variáveis estudadas foram: tempo de permanência hospitalar, peso, idade materna, tipo de parto e categoria de internação. Foi utilizada análise de regressão linear com estimação pelo método dos quadrados mínimos. RESULTADOS: A média anual da permanência hospitalar diminuiu no tempo estudado, sendo de 123 horas em 1951 e 67,2 horas em 2000. Utilizando-se método de regressão segmentada, evidenciou-se tendência significativa de queda no período entre 1951 e 1970, estabilização de 1971 a 1990 e discreto aumento, sem significado estatístico, a partir de 1991. A permanência hospitalar variou significativamente apenas com o tipo de parto. CONCLUSÃO: Houve decréscimo na permanência hospitalar no período estudado, devido apenas ao tipo de parto.<hr/>OBJECTIVE: To assess the secular trend in length of hospital stay for healthy newborns with birth weight > 2,500 g in a large maternity hospital of Campinas, state of São Paulo, Brazil. METHODS: In this descriptive, analytical, retrospective study, data were collected from 5,001 live births from 1951 to 2000. Studied variables were length of hospital stay, birth weight, maternal age, type of delivery, and category of admission. Linear regression analysis was used, with least squares estimation. RESULTS: The annual mean length of stay decreased along the period assessed: 123 hours in 1951 and 67.2 hours in 2000. Segmented linear regression analysis revealed a significant decreasing trend between 1951 and 1970, a stable period between 1971 and 1990, and a non-significant increase between 1991 and 2000. Length of hospital stay varied significantly according to type of delivery. CONCLUSION: Length of hospital stay decreased significantly between 1951 and 2000 and was influenced by type of delivery only. <![CDATA[<b>Platelet and leptin in obese adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572009000200016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estudar a tendência secular da permanência hospitalar de recém-nascidos com peso > 2.500 g em uma maternidade de grande porte. MÉTODOS: Estudo descritivo, analítico e retrospectivo. Foram coletados dados de 5.001 nascidos vivos de 1951 a 2000, sadios, de gestação única. As variáveis estudadas foram: tempo de permanência hospitalar, peso, idade materna, tipo de parto e categoria de internação. Foi utilizada análise de regressão linear com estimação pelo método dos quadrados mínimos. RESULTADOS: A média anual da permanência hospitalar diminuiu no tempo estudado, sendo de 123 horas em 1951 e 67,2 horas em 2000. Utilizando-se método de regressão segmentada, evidenciou-se tendência significativa de queda no período entre 1951 e 1970, estabilização de 1971 a 1990 e discreto aumento, sem significado estatístico, a partir de 1991. A permanência hospitalar variou significativamente apenas com o tipo de parto. CONCLUSÃO: Houve decréscimo na permanência hospitalar no período estudado, devido apenas ao tipo de parto.<hr/>OBJECTIVE: To assess the secular trend in length of hospital stay for healthy newborns with birth weight > 2,500 g in a large maternity hospital of Campinas, state of São Paulo, Brazil. METHODS: In this descriptive, analytical, retrospective study, data were collected from 5,001 live births from 1951 to 2000. Studied variables were length of hospital stay, birth weight, maternal age, type of delivery, and category of admission. Linear regression analysis was used, with least squares estimation. RESULTS: The annual mean length of stay decreased along the period assessed: 123 hours in 1951 and 67.2 hours in 2000. Segmented linear regression analysis revealed a significant decreasing trend between 1951 and 1970, a stable period between 1971 and 1990, and a non-significant increase between 1991 and 2000. Length of hospital stay varied significantly according to type of delivery. CONCLUSION: Length of hospital stay decreased significantly between 1951 and 2000 and was influenced by type of delivery only.