Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720100001&lang=en vol. 86 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Neonatal near miss</b>: <b>a potentially useful approach to assess quality of newborn care</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>The next decade</b>: <b>cardiovascular risks, outcomes, prevention, and treatment in pediatric HIV infection</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Obesity and asthma</b>: <b>association or coincidence?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: A asma e a obesidade estão entre as maiores causas de morbidade na infância e adolescência. A obesidade precoce aumenta as chances de doenças crônicas degenerativas no adulto. Embora a concomitância de ambas as situações clínicas vem sendo demonstrada em vários estudos, os mecanismos intrínsecos dessa associação ainda são pouco conhecidos. Portanto, o objetivo deste artigo foi revisar os principais trabalhos sobre a associação de obesidade e asma e verificar se existe relação de causa e efeito entre ambas. FONTES DOS DADOS: Revisão sistemática baseada em bases de dados indexadas MEDLINE (PubMed) e SciELO. Foram revisados artigos originais (transversal, caso-controle e prospectivo) e meta-análises publicados no período de janeiro de 1998 a janeiro de 2008. Foram pesquisados estudos divulgados em língua inglesa, espanhola e portuguesa. SÍNTESE DOS DADOS: Embora existam muitos estudos sobre as crescentes prevalências da asma e da obesidade, poucos estabelecem relações de causa e efeito entre ambas. Os mecanismos fisiopatológicos e os fatores envolvidos nesse processo ainda são pouco conhecidos. CONCLUSÃO: O rigor metodológico em estudos futuros deverá buscar respostas para melhor entender se existe associação entre asma e obesidade, ou se a relação entre ambas as doenças é coincidência.<hr/>OBJECTIVE: Asthma and obesity are among the major causes of morbidity in childhood and adolescence. Early obesity increases the chances of chronic degenerative diseases in adults. Although the concomitance or both clinical situations are being demonstrated in various studies, the intrinsic mechanisms of this association are still very little known. Therefore, the objective of this article was to review the main studies on the association of obesity and asthma and check if there is a cause-effect relation between them. SOURCES: Systematic review based on indexed data bases MEDLINE (PubMed) and SciELO. Original articles (cross-sectional, case-control, and prospective studies) and meta-analysis published in the period that ranges from January 1998 to January 2008 were reviewed. Studies published in English, Spanish, and Portuguese were researched. SUMMARY OF THE FINDINGS: Although there are various studies on growing prevalence of asthma and obesity, few of them establish cause-effect relations between them. Physiopathological mechanisms and factors involved in this process are still little known. CONCLUSION: Methodological rigor in future studies must seek for answers to better understand if there is association between asthma and obesity or if the relationship between both diseases is a coincidence. <![CDATA[<b>Home-based palliative care</b>: <b>challenges in the care of technology-dependent children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Conceituar cuidados paliativos e suas indicações em Pediatria; descrever as dificuldades para operacionalizar esses cuidados em domicílio para crianças dependentes de tecnologia; e analisar, sob uma perspectiva bioética, conflitos de natureza moral com esta modalidade assistencial. FONTES DOS DADOS: Revisão da literatura sobre cuidados paliativos para crianças dependentes de tecnologia e análise bioética dos conflitos de natureza moral. SÍNTESE DOS DADOS: Há vários obstáculos aos cuidados paliativos para crianças dependentes de tecnologia: dificuldades estruturais dos domicílios; isolamento social da criança e da família; atitude de descrença dos profissionais de saúde em relação a este tipo de cuidado; excessiva medicalização do domicílio; incerteza do prognóstico de terminalidade; sobrecarga física, emocional, social, material e financeira dos pais e dos demais familiares; mudanças na organização familiar para a convivência com estas crianças; relações paternalistas entre os profissionais da equipe e a família; redefinição dos papéis familiares, com reconfiguração do papel do cuidador. CONCLUSÕES: É fundamental a construção de uma agenda que tenha como premissa que o suporte tecnológico para crianças dependentes irá transformar o domicílio, e que essa transformação poderá fazer parte dos problemas a serem enfrentados pelos que nele convivem. É a partir deste pressuposto que ações em uma geografia distinta da hospitalar poderão ter um caráter de fato protetor à criança e a sua família, amparando-os nas suas variadas necessidades e construindo um modelo de cuidados que proponha intervenções nos distintos níveis de sobrecarga a estes atores vulnerados e desprotegidos.<hr/>OBJECTIVES: To conceptualize palliative care and its indications in Pediatrics; to describe the difficulties involved in the delivery of such care at home for technology-dependent children; and to analyze, from a bioethical perspective, the moral dilemmas of palliative care assistance. SOURCES: A literature review of palliative care for technology-dependent children and a bioethical analysis of moral dilemmas. SUMMARY OF THE FINDINGS: There are several obstacles to palliative care for technology-dependent children: structural difficulties at home; social isolation of both children and families; health professionals sense of disbelief regarding this type of care; an excessive number of medical devices at home; uncertainty of a terminal prognosis; physical, emotional, social, material, and financial burden for parents and family; changes in family dynamics to adjust to these children; paternalistic relationship between professionals and family; changes in family roles, with shifts in the caregiver role. CONCLUSIONS: It is essential to outline an agenda based on the premise that the medical apparatus for technology-dependent children will change the landscape of the home, and such a change might become a problem to be faced by all those living together. Based on this assumption, actions performed in a setting other than a health care facility might exert an actual protective effect on children and family, offering support in their several needs and developing a model of care delivery that includes interventions in the different levels of burden on these vulnerated and unprotected individuals. <![CDATA[<b>Neonatal near miss approach in the 2005 WHO Global Survey Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Explorar o uso do conceito de near miss neonatal como uma ferramenta para a avaliação da qualidade do atendimento neonatal, já que 3 milhões de óbitos neonatais precoces ocorrem a cada ano em todo o mundo. A maioria desses óbitos é evitável e ocorre em países em desenvolvimento. MÉTODOS: Esta é uma análise secundária do 2005 WHO Global Survey on Maternal and Perinatal Health, um estudo transversal. Nossa análise incluiu dados de 19 hospitais brasileiros selecionados aleatoriamente. Uma definição pragmática de near miss neonatal foi desenvolvida e testada. Os indicadores de near miss foram calculados. RESULTADOS: Entre os 15.169 nascidos vivos incluídos nesta análise, 424 apresentaram pelo menos uma das seguintes condições: muito baixo peso ao nascer, menos de 30 semanas de gestação ao nascer ou escore de Apgar aos 5 minutos de vida menor que 7. De acordo com a definição operacional, esses sobreviventes de condições com risco de vida foram considerados casos de near miss. A taxa de mortalidade neonatal precoce foi de 8,2/1.000 nascidos vivos, e a taxa de near miss neonatal foi de 21,4 casos/1.000 nascidos vivos. Variações substanciais na mortalidade entre recém-nascidos com condições com risco de vida ao nascer foram observadas, o que sugere a existência de questões relacionadas à qualidade do atendimento intra-hospitalar. CONCLUSÃO: O conceito de near miss e os indicadores forneceram informações que poderiam ser úteis para avaliar a qualidade do atendimento e para estabelecer prioridades para outras avaliações e para a melhoria da atenção à saúde dos recém-nascidos.<hr/>OBJECTIVES: To explore the use of the neonatal near miss concept as a tool to evaluate the quality of neonatal care, as 3 million early neonatal deaths occur every year around the world and the majority of these deaths are avoidable and take place in developing countries. METHODS: This is a secondary analysis of the 2005 WHO Global Survey on Maternal and Perinatal Health, a cross-sectional study, using data from 19 randomly selected Brazilian hospitals. A pragmatic definition of neonatal near miss was developed and tested. Near miss indicators were calculated. RESULTS: Among the 15,169 live born infants included in this analysis, 424 presented at least one of the following conditions: very low birth weight, less than 30 gestational weeks at birth or an Apgar score at the 5th minute of life less than 7. According to the operational definition, these survivors from life-threatening conditions were considered neonatal near miss cases. The early neonatal mortality rate was 8.2/1,000 live births, the neonatal near miss rate was 21.4 neonatal near miss cases/1,000 live births. Substantial variations in the mortality among neonates with life-threatening conditions at birth were observed suggesting intra-hospital quality of care issues. CONCLUSION:The near miss concept and indicators provided information that could be useful to evaluate the quality of care and set priorities for further assessments and health care improvement for newborn infants. <![CDATA[<b>Lipodystrophy syndrome and cardiovascular risk factors in children and adolescents infected with HIV/AIDS receiving highly active antiretroviral therapy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o perfil lipídico, alterações da conformação corporal e fatores de risco cardiovasculares em crianças e adolescentes infectados pelo HIV/AIDS, tratados com terapia antirretroviral de alta potência. MÉTODOS: Foram estudadas 43 crianças e adolescentes em uso dessa terapia atendidas no ambulatório de doenças infecciosas em Pediatria do Instituto Fernandes Figueira/Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro (RJ). Foram realizadas dosagens de colesterol total, lipoproteína de alta densidade, lipoproteína de baixa densidade, triglicerídeos, teste de tolerância à glicose e avaliada a distribuição de gordura corporal, estado nutricional, ingestão dietética e história familiar de risco cardiovascular. As análises estatísticas foram realizadas com o teste t de Student. O nível de significância estatístico do p foi menor que 0,05. RESULTADOS: Observou-se alteração lipídica em 88,3% e de conformação corporal em 13,9% dos casos. O estado nutricional foi adequado na maioria (81,3%) da população do estudo. A ingestão de colesterol em crianças com mais de 9 anos foi acima do recomendado. CONCLUSÃO: A prevalência de dislipidemia e, consequentemente, o risco para doenças cardiovasculares foram altos durante o uso de terapia antirretroviral de alta potência.<hr/>OBJECTIVE: To describe lipid profile, body shape changes, and cardiovascular risk factors in children and adolescents infected with HIV/AIDS receiving highly active antiretroviral therapy. METHODS: We investigated 43 children and adolescents being treated with this therapy at the outpatient clinic of pediatric infectious diseases of Instituto Fernandes Figueira/Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brazil. Values of total cholesterol, high-density lipoprotein, low-density lipoprotein, and triglycerides were determined. We also performed glucose tolerance test and analyzed body fat distribution, nutritional status, dietary intake, and family history of cardiovascular risk. The statistical analysis was performed using Student’s t test. Significance level of p-value was lower than 0.05. RESULTS: We found lipid abnormality in 88.3% and body shape change in 13.9% of the cases. Nutritional status was adequate (81.3%) in most of the study population. Cholesterol intake in children older than 9 years was above the recommended value. CONCLUSION: Prevalence of dyslipidemia and, therefore, risk for cardiovascular diseases were high during the use of highly active antiretroviral therapy. <![CDATA[<b>Evaluation of implementation of humanized care to low weight newborns</b>: <b>the Kangaroo Method</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a implantação do método canguru em hospitais capacitados pelo Ministério da Saúde (MS). MÉTODO: Estudo transversal que avaliou 176 (60,1%) dos 293 hospitais maternidades (HM) capacitados entre 2000 e 2003 no Brasil. O estudo foi conduzido em duas fases. A primeira consistiu no envio de um questionário para os 293 HM, e a segunda fase realizou-se mediante visita in loco em uma amostra de 29 destes HM. O instrumento de coleta de dados da primeira fase foi enviado por correio, fax ou e-mail via Ministério da Saúde a todos os hospitais capacitados e abordava as dimensões da avaliação normativa: estrutura, processos e resultados. A segunda fase consistiu exclusivamente na avaliação de processo utilizando-se roteiro de observação não participante e estruturado. Para estimar a confiabilidade da variável “implantação das etapas do método”, entre o questionário e a visita local utilizou-se o teste de kappa. RESULTADOS: A primeira etapa do método canguru foi implantada em 84,9% dos hospitais, porém apenas 47,3% implantaram as três etapas conforme regulamenta a norma brasileira. Os resultados do teste de kappa indicam concordância moderada para a primeira etapa e substancial para a segunda e terceira etapas do método. CONCLUSÃO: A capacitação foi importante para o início do processo de implantação do método canguru, mas não suficiente para promover a implantação das três fases do método.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the implementation of the kangaroo mother method in hospitals trained by the Brazilian Ministry of Health. METHOD: Cross-sectional study, evaluating 176 (60.1%) out of 293 hospitals that were trained by the Brazilian Ministry of Health from 2000 to 2003 in Brazil. This study was conducted in two phases. The first phase consisted of sending a questionnaire to 293 hospitals; in the second phase an in loco visit was made in a sample of 29 among those hospitals. The instrument for data collection was sent to all hospitals by mail, fax or e-mail through the Ministry of Health and they addressed the three dimensions of the normative assessment: structure, processes, and results. The second phase consisted of an evaluation of the process, using a structured guide of non-participant observation. To estimate the reliability of the variable “deployment of the steps of the method” between questionnaire and site visit, we used the kappa test. RESULTS: The first stage of the kangaroo mother method was implemented in 84.9% of the hospitals, but only 47.3% of them implemented the three stages according to the Brazilian norm. The kappa test results indicated a moderate agreement for the first stage, and substantial for the second and third stages of the method. CONCLUSION: Hospital training was important for triggering the implementation process of the kangaroo mother method. However, they were not enough to promote the implementation of the three phases of the method. <![CDATA[<b>Differential diagnosis of neonatal cholestasis</b>: <b>clinical and laboratory parameters</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar se os parâmetros clínicos e laboratoriais poderiam auxiliar no diagnóstico diferencial da colestase neonatal (CN) intra- e extra-hepática. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes com CN hospitalizados na Clínica de Hepatologia Pediátrica do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas (SP), entre dezembro de 1980 e março de 2005. A abordagem para o diagnóstico da CN foi padronizada. De acordo com o diagnóstico, os pacientes foram classificados em dois grupos: I (colestase neo natal intra-hepática) e II (colestase neonatal extrahepática). Para verificar se havia associação com a variável categórica, os testes de qui-quadrado e Mann-Whitney foram utilizados com correções para idade para a análise de covariância (ANCOVA). A determinação da precisão das variáveis clínicas e laboratoriais para a diferenciação dos grupos foi realizada através da análise da curva ROC. RESULTADOS: Cento e sessenta e oito pacientes foram avaliados (grupo I = 54,8% e grupo II = 45,2%). Nos pacientes com menos de 60 dias de vida, houve predominância de causas intra-hepáticas, enquanto que naqueles com mais de 60 dias, houve predominância de etiologia extrahepática (p < 0,001). A mediana de peso ao nascer foi mais baixa no grupo I (p = 0,003), assim como o comprimento ao nascer (p = 0,007). Os valores da mediana de bilirrubina direta foram mais altos no grupo II (p = 0,006). Os valores de gama glutamil transferase (GGT) (10 vezes mais altos do que o limite de normalidade) apresentaram sensibilidade de 56,3%, especificidade de 91,5% e acurácia de 75,7% para o diagnóstico de colestase extra-hepática. CONCLUSÃO: No presente estudo, a CN extra-hepática apresentou maior peso e comprimento ao nascer, hipocolia/acolia fecal, colúria, hepatomegalia, aumento de GGT (10,8 vezes mais alto do que o limite de normalidade) e um atraso no encaminhamento para a investigação no hospital terciário.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate if clinical and laboratory parameters could assist in the differential diagnosis of intra and extra-hepatic neonatal cholestasis (NC). METHODS: Retrospective study of NC patients admitted at the Pediatric Hepatology Outpatient Clinic of the teaching hospital of Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, Brazil, between December 1980 and March 2005. The approach to the diagnosis of NC was standardized. According to diagnosis, patients were classified into two groups: I (intra-hepatic neonatal cholestasis) and II (extra-hepatic neonatal cholestasis). In order to verify if there was association with the categorical variable, the chi-square and Mann-Whitney tests were used, with corrections for age for the covariance analysis (ANCOVA). The determination of accuracy of the clinical and laboratory variables for differentiation of the groups was made using the analysis of the ROC curve. RESULTS: One hundred and sixty-eight patients were evaluated (group I = 54.8% and group II = 45.2%). In the patients with less than 60 days of life there was predominance of intra-hepatic causes, whereas, in those older than 60 days, there was predominance of extra-hepatic etiology (p < 0.001). Median birth weight was lower in group I (p = 0.003), as well as length at birth (p = 0.007). Median values of direct bilirubin were higher in group II (p = 0.006). Values of gamma-glutamyltransferase (GGT) (10 times higher than the limit of normality) presented sensitivity of 56.3%, specificity of 91.5%, and accuracy of 75.7% for the diagnosis of extra-hepatic cholestasis. CONCLUSION: In the present study, extra-hepatic NC presented greater weight and length at birth, fecal hypocholia/acholia, choluria, hepatomegaly, increase in GGT (10.8 times higher than the limit of normality), and a delay for investigation in the tertiary center. <![CDATA[<b>Hepatic steatosis in a school population of overweight and obese adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar esteatose hepática pelo método de ultrassom como fator de risco concomitante entre adolescentes com sobrepeso. MÉTODOS: Estudo de caso-controle incluindo 83 casos (47 com sobrepeso e 36 obesos) e 89 controles (peso normal), frequência pareada por gênero, ano de nascimento, estágio pubertário (Tanner 4/5) e renda. Casos e controles foram selecionados de 1.420 alunos matriculados em uma escola pública de ensino médio na Vila Mariana, São Paulo. Os critérios de Must et al. foram usados para classificação do estado nutricional. A doença hepática gordurosa não-alcoólica foi diagnosticada por meio de ultrassonografia realizada e analisada por um radiologista. Foram medidas atividades enzimáticas hepáticas (alanina e aspartato transaminases, fosfatase alcalina, gama-glutamil transpeptidase) e bilirrubina direta. Oito co-variáveis foram inseridas em modelos de regressão logística; o critério de inclusão de variáveis foi a associação com sobrepeso nas análises bivariadas (p < 0,20). Um valor de p < 0,05 foi estabelecido como critério de inclusão nos modelos finais de regressão logística. RESULTADOS: A prevalência de esteatose hepática diagnosticada por ultrassonografia foi de 27,7% em alunos com sobrepeso/obesos e de 3,4% em alunos com peso normal. Razões de chances ajustadas (IC95%) para imagens compatíveis com doença hepática gordurosa não-alcoólica e gama-glutamil transpeptidase > 24 U/L foram 10,77 (2,45-47,22) e 4,18 (1,46-11,94), respectivamente. CONCLUSÕES: Este é o primeiro estudo populacional mostrando que a esteatose hepática tem forte associação com sobrepeso/obesidade entre adolescentes matriculados em uma escola pública brasileira. A ferramenta de diagnóstico usada nesta investigação é um método não-invasivo que poderia ser aplicado para monitorar adolescentes com sobrepeso e obesos e propor ações para prevenir doenças hepáticas mais graves na fase adulta.<hr/>OBJECTIVE: To assess hepatic steatosis by ultrasound method as a concomitant risk factor among overweight adolescents. METHODS: A case-control study including 83 cases (47 overweight and 36 obese) and 89 controls (normal weight), frequency matched by gender, year of birth, pubertal stage (Tanner 4/5), and income. Cases and controls were selected from 1,420 students enrolled in a Vila Mariana public high school, in São Paulo, Brazil. Must et al. criteria were used for nutritional status classification. Nonalcoholic fatty liver disease was diagnosed through hepatic ultrasonography performed and analyzed by one radiologist. Hepatic enzymatic activities (alanine and aspartate transaminases, alkaline phosphatase, gamma-glutamyl transpeptidase) and direct bilirubin were measured. Eight covariables were fitted into logistic regression models; criterion for inclusion of variables was the association with overweight in the bivariate analyses (p < 0.20). A value of p < 0.05 was set as the criterion for inclusion into the final logistic regression models. RESULTS: Prevalence of hepatic steatosis diagnosed through ultrasonography was 27.7% in overweight/obese students and 3.4% in normal weight students. Adjusted odds ratios (95%CI) for images compatible with nonalcoholic fatty liver disease and gamma-glutamyl transpeptidase > 24 U/L were 10.77 (2.45-47.22) and 4.18 (1.46-11.94), respectively. CONCLUSIONS: This is the first population-based study showing that hepatic steatosis is strongly associated with overweight/obesity among adolescents attending a Brazilian public school. The diagnostic tool used in this investigation is a non-invasive method that might be applied to monitor overweight and obese adolescents and to propose actions for preventing more severe hepatic diseases in adulthood. <![CDATA[<b>Atopic dermatitis and ascariasis in children aged 2 to 10 years</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a associação entre dermatite atópica (DA) e ascaridíase em crianças de 2 a 10 anos do bairro do Pedregal, Campina Grande (PB), área de baixos indicadores socioeconômicos. MÉTODOS: Trata-se de estudo transversal a partir da aplicação do questionário padrão do International Study of Asthma and Allergies in Chlidhood (ISAAC) e exame parasitológico de fezes para Ascaris lumbricoides. A variável dependente foi o diagnóstico de DA ausente, DA leve e DA grave. Efetuou-se análise de regressão logística multivariada, bem como análise descritiva das variáveis do estudo. As associações foram estimadas por meio de risco relativo (RR) e razão de chances (odds ratio, OR). A inferência estatística foi baseada em intervalos de confiança de 95% (IC95%). RESULTADOS: Foram avaliadas 1.195 crianças, sendo 51,2% (n = 612) do sexo feminino. A prevalência de DA foi de 24,6%, e a de ascaridíase, de 26,1%. Das crianças com DA leve, 44 (36,7%) eram parasitadas pelo A. lumbricoides, enquanto que 40 (22,9%), com DA grave, apresentavam a mesma geo-helmintose (p = 0,01). Comparando-se os casos negativos para DA com os casos leves e graves, constatou-se que a presença de ascaridíase aumentou a ocorrência de dermatite leve (RR = 1,7; p = 0,009), mas não de DA grave (RR = 0,86; p = 0,46). Avaliando-se apenas os casos positivos de dermatite, DA leve (n = 120; 40,8%) e DA grave (n = 176; 59,2%), verifica-se que a exposição parasitária diminui a ocorrência da forma grave (RR = 1,46; p = 0,016). CONCLUSÃO: Existe elevada prevalência de DA e de ascaridíase na população estudada. A forma grave de DA está associada com baixa parasitemia de A. lumbricoides.<hr/>OBJECTIVE: To assess the association between atopic dermatitis (AD) and ascariasis in 2 to 10-aged children from the neighborhood Pedregal, in the city of Campina Grande, Brazil, an area of low socioeconomic index. METHODS:Cross-sectional study conducted with the use of the standard questionnaire from the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) and stool parasitological exam for Ascaris lumbricoides. The dependent variable was AD diagnosis: absent, mild, and severe. Multivariate logistic regression and descriptive analysis of the variable were used. Associations were estimated using relative risk (RR) and odds ratio (OR). The statistical inference was based on 95% confidence intervals (95%CI). RESULTS: We assessed 1,195 children, 612 (51.2%) female. The AD prevalence was 24.6%, and ascariasis prevalence was 26.1%. In the mild AD group of children, 44 (36.7%) were infected by A. lumbricoides, while in the severe AD group, 40 (22.9%) had the same geohelminthosis (p = 0.01). Comparing negative cases of AD between mild and severe forms, the infection with A. lumbricoides increased the frequency of mild AD (RR = 1.7; p = 0.009), but not the severe form (RR = 0.86; p = 0.46). Evaluating only the positive cases of dermatitis, 120 mild AD (40.8%) and 176 with severe AD (58.2%), it can be said that the exposure to the parasite decreased the frequency of the severe form of dermatitis (RR = 1.46; p = 0.016). CONCLUSION: There is a high prevalence of AD and of ascariasis in the population studied. The severe AD is related to lower parasitemia of A. lumbricoides. <![CDATA[<b>Estimation of energy and macronutrient intake at home and in the kindergarten programs in preschool children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estimar o consumo de energia e de macronutrientes no domicílio e na escola em tempo integral em crianças de 2 a 6 anos e pesquisar diferenças no consumo entre as crianças de escolas públicas e particulares. MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 362 pré-escolares em Caxias do Sul (RS). O estado nutricional foi avaliado pela razão peso para estatura. O consumo na escola foi avaliado por meio do método de pesagem direta individual dos alimentos consumidos pelas crianças e, no domicílio, por meio do método de registro alimentar realizado pelos pais ou responsáveis. Para as análises estatísticas utilizou-se o teste U de Mann-Whitney (p < 0,05). RESULTADOS: Observou-se que 28 crianças (7,7%) apresentaram excesso de peso, 92 (25,4%), risco para excesso de peso e sete (1,9%), baixo peso para a estatura. A avaliação da ingestão alimentar em 24 horas mostrou que 51,3% da energia, 60,3% dos lipídios e 51,6% das proteínas foram consumidos nos domicílios, apesar de as crianças permanecerem em período integral nas escolas. Observou-se maior ingestão de energia (p = 0,001), carboidratos (p < 0,001) e lipídios (p = 0,04) nos pré-escolares de escolas particulares em relação aos de escolas públicas, porém o consumo total diário se mostrou similar nas diferentes instituições. CONCLUSÕES: Os achados sugerem que as crianças consomem proporcionalmente mais energia, proteínas e lipídios nas refeições complementares dos domicílios em relação às refeições diárias nas escolas infantis. Apesar das diferenças de consumo entre as escolas públicas e particulares, a ingestão diária mostrou-se similar entre as crianças.<hr/>OBJECTIVE: To estimate the energy and macronutrient intake at home and at all-day in the kindergarten programs in children aged 2 to 6 and to investigate differences in consumption and intake between children at public and private kindergartens. METHODS: This was a cross-sectional study of 362 preschool children from Caxias do Sul, Brazil. Nutritional status was assessed in terms of weight to height ratios. Foods consumed in the kindergarten were evaluated by weighing the actual foods eaten by the children and home intakes were calculated from a food diary kept by parents or guardians. Statistical analyses were performed using the Mann-Whitney U test (p < 0.05). RESULTS: It was found that 28 children (7.7%) were overweight, 92 (25.4%) were at risk of becoming overweight and seven (1.9%) were classified as having wasting. Analysis of 24-hour nutritional intake demonstrated that 51.3% of the energy, 60.3% of the lipids and 51.6% of the proteins consumed by children were eaten at home, despite the children spending the whole day in the kindergarten programs. Preschool children at kindergartens ate greater quantities of energy (p = 0.001), carbohydrates (p < 0.001), and lipids (p = 0.04) than did children at public kindergartens, but their total daily intakes were similar, irrespective of which type of kindergarten program children attended. CONCLUSIONS: The findings suggest that these children eat proportionally more energy, proteins and lipids in their extra meals at home than they do in their daytime meals in the kindergarten programs. Despite the differences in intake between public and private kindergarten, daily intakes were similar. <![CDATA[<b>Influence of breastfeeding type and maternal anemia on hemoglobin concentration in 6-month-old infants</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a influência do tipo de aleitamento materno e da presença de anemia na mãe no nível de hemoglobina de lactentes aos 6 meses de idade. MÉTODOS: Estudo transversal, aninhado em estudo de intervenção de base comunitária, randomizado, controlado, que objetivou aumentar a duração do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. O estudo foi realizado em quatro cidades do estado de Pernambuco, sendo os recém-nascidos recrutados no período de março a agosto de 2001. Seis meses após o parto, avaliou-se a concentração da hemoglobina de 330 mães/lactentes e o tipo de aleitamento. A identificação dos fatores que, de modo independente, contribuíram na concentração de hemoglobina das crianças foi realizada utilizando análise de regressão linear multivariada. RESULTADOS: O tipo de aleitamento não influenciou a concentração de hemoglobina na amostra como um todo. No entanto, ao se analisar o grupo de crianças em aleitamento exclusivo/predominante, verificou-se uma diferença significante na mediana da hemoglobina de 0,7 g/dL em detrimento das filhas de mães anêmicas. A hemoglobina materna, o tipo de piso da residência, o tipo de parto e o peso ao nascer contribuíram significantemente na variação da concentração de hemoglobina das crianças. CONCLUSÕES: Ao contrário do observado em relação ao tipo de aleitamento materno, a anemia materna exerceu influência sobre os valores de hemoglobina de lactentes aos 6 meses, mesmo quando consideradas apenas as crianças em aleitamento exclusivo/predominante, apontando para a necessidade de prevenção da anemia materna antes da concepção, durante a gravidez e na lactação.<hr/>OBJECTIVE: To verify the influence of breastfeeding type and of maternal anemia on hemoglobin concentration in 6-month-old infants. METHODS: This was a cross-sectional study nested in a community-based, randomized and controlled intervention study that aimed to prolong the duration of exclusive breastfeeding during the first 6 months of life. This study was conducted in four towns in the Brazilian state of Pernambuco and newborn infants were recruited from March to August of 2001. The hemoglobin concentrations of 330 mothers and infants were assayed and type of breastfeeding was assessed 6 months after delivery. Multivariate linear regression analysis was used to identify factors that independently contributed to the infants hemoglobin concentration. RESULTS: The type of feeding had no influence on the hemoglobin concentration in the sample as a whole, however, there was a significant difference when the exclusive + predominant breastfeeding” subset of infants was analyzed, with the children of anemic mothers exhibiting a reduction of 0.7g/dL in median hemoglobin. Mothers hemoglobin level, type of flooring at home, type of delivery, and birthweight all significantly contributed to the variation in the infants hemoglobin concentration. CONCLUSIONS: In contrast with type of breastfeeding, maternal anemia did have an influence on the hemoglobin levels of 6-month-old infants, even when only children on exclusive + predominant breastfeeding” were analyzed. These findings highlight the need to prevent maternal anemia before conception, during pregnancy and throughout lactation. <![CDATA[<b>Factors associated with intracranial hypertension in children and teenagers who suffered severe head injuries</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar fatores associados à ocorrência de hipertensão intracraniana em pacientes pediátricos vítimas de traumatismo crânio-encefálico (TCE) grave. MÉTODOS: Coorte com coleta retrospectiva do período de 1998 a 2003. Incluídos pacientes entre 0 e 16 anos com TCE, pontuação < 9 na escala de Glasgow e submetidos a monitoração da pressão intracraniana (PIC) (n = 132). A hipertensão intracraniana (HIC) foi definida como episódio de PIC > 20 mmHg com necessidade de tratamento e HIC refratária, acima de 25 mmHg, com necessidade de coma barbitúrico ou craniectomia descompressiva. Foi realizada análise univariada, seguida de multivariada, sendo consideradas significativas as variáveis com p < 0,05. RESULTADOS: A idade variou entres 2 meses e 16 anos, mediana de 9,7 (6,0-2,3) anos. A pontuação de Glasgow foi de 3 a 8, mediana de 6 (4-7). O trânsito respondeu por 79,5% dos eventos. A instalação do monitor ocorreu, em média, 14 h após o trauma, mediana de 24 h. Cento e três pacientes (78%) apresentaram HIC, e 57 (43,2%), HIC refratária. Na análise multivariada, a menor faixa etária foi associada a HIC risco relativo = 1,67 (1,03-2,72); p = 0,037, e a presença de posturas anormais foi associada a HIC refratária risco relativo = 2,25 (1,06-4,78). A mortalidade do grupo foi de 51,5% e foi relacionada a uso de barbitúrico na HIC refratária e a baixa pressão de perfusão encefálica na unidade de terapia intensiva. CONCLUSÕES: HIC e HIC refratária foram eventos frequentes em pacientes pediátricos com TCE grave. Quanto menor a idade do paciente, maior a chance de desenvolvimento de HIC. A presença de posturas anormais foi fator associado a maior ocorrência de HIC refratária.<hr/>OBJECTIVE: To analyze factors associated with intracranial hypertension in pediatric patients who suffered severe head injuries. METHODS: Retrospective cohort study, with data collected from September 1998 through August 2003, including patients aged 0 to 16 who suffered severe head injuries, Glasgow score < 9, and submitted to intracranial pressure (ICP) monitoring (n = 132). Intracranial hypertension (IH) was defined as an episode of ICP > 20 mmHg requiring treatment, while refractory IH was ICP over 25 mmHg requiring barbiturates or decompressive craniectomy. Univariate analysis was followed by multivariate analysis; variables were considered significant if p < 0.05. RESULTS: Ages ranged from 2 months to 16 years, median age 9.7 (6.0-2.3) years. Glasgow scores ranged from 3 to 8, median 6 (4-7). Traffic accidents were responsible for 79.5% of events. Monitoring devices were installed, on average, 14 hours after trauma, median time 24 hours. One hundred and three patients (78%) had IH, while 57 (43.2%) had refractory IH. In multivariate analysis, younger age ranges were associated with IH relative risk = 1.67 (1.03-2.72); p = 0.037, and abnormal postures were associated with refractory IH relative risk = 2.25 (1.06-4.78). The group mortality rate was 51.5%; it was correlated with use of barbiturates in refractory IH and low cerebral perfusion pressure at the intensive care unit. CONCLUSIONS: IH and refractory IH were frequent events in pediatric patients who suffered severe head injuries. The younger the patient, the greater the chance of developing IH. The presence of abnormal postures was found to be a risk factor for refractory IH. <![CDATA[<b>Frequency of public child care service use and associated factors</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar os fatores sociodemográficos associados à frequência da utilização do serviço de puericultura por famílias de baixo nível socioeconômico. MÉTODOS: Análise transversal de 393 crianças, com idades entre 12 e 16 meses, que participaram de um ensaio de campo randomizado no primeiro ano de vida em um programa de intervenção nutricional. O estudo iniciou nos setores de atendimento do Sistema Único de Saúde da maternidade da cidade de São Leopoldo (RS). As crianças foram avaliadas quanto ao acompanhamento na puericultura e calendário de vacinação. Para análise dos dados utilizou-se teste qui-quadrado de Pearson e razão de prevalência (RP) com respectivo intervalo de confiança de 95% (IC95%). RESULTADOS: A frequência de crianças que não foram levadas regularmente foi de 53,2%. A análise multivariada sugere que os fatores associados à ausência de utilização regular do serviço foram: escolaridade materna < 8 anos (RP 1,32; IC95% 1,02-1,71), estrutura familiar não nuclear (RP 1,32; IC95% 1,10-1,59) e não ser filho único (RP 1,38; IC95% 1,10-1,72). Os motivos relatados para o não acompanhamento da criança na puericultura foram: 66,2% consideraram desnecessário, 21,7% referiram insatisfação com o serviço, 6,05% impossibilidade devido ao emprego e 6,05% outros motivos. CONCLUSÃO: A elevada frequência de crianças que não são levadas para acompanhamento no serviço de puericultura está associada à baixa escolaridade materna e à estrutura familiar, além da percepção de que é desnecessário na ausência de doença da criança.<hr/>OBJECTIVE: Assess the maternal socio-demographic factors associated with the frequency of use of child care services by low income families. METHODS: Cross-sectional analysis of 393 children between 12 and 16 months old who participated in a randomized field trial during their first year of life in a program of nutritional intervention. The study began in the Brazilian Unified Health System (Sistema Único de Saúde, SUS) of the maternity hospital in the city of São Leopoldo, state of Rio Grande do Sul, Brazil. Children were examined regarding child care follow-up and vaccination schedule by checking the immunization chart. Data were analyzed using statistical tests Pearsons chi square and prevalence ratio (PR) with respective 95% confidence interval. RESULTS: The frequency of children who were not continuously taken to the child care service was 53.2%. Multivariate analysis suggests that the factors associated with the lack of continuous use of the service were: mothers educational level < 8 years (PR 1.32 95%CI 1.02-1.71), non-nuclear family structure (PR 1.32 95%CI 1.10-1.59) and not being an only child (PR 1.38 95%CI 1.10-1.72). The reasons for lack of follow-up, according to the mothers were: the fact that they thought it unnecessary for 66.2%, problems with the service for 21.7%, difficulties related to their jobs for 6.05%, and other reasons for 6.05%. CONCLUSION: The high frequency of children who were not taken to the child health care service for follow-up is associated with low maternal educational level and family structure, as well as the perception that follow-up visits are not necessary when the child does not have a disease. <![CDATA[<b>Congenital toxoplasmosis from a chronically infected woman with reactivation of retinochoroiditis during pregnancy an underestimated event?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Apresentar um caso raro de toxoplasmose congênita de uma mãe imunocompetente com infecção crônica que teve reativação da doença ocular durante a gestação. DESCRIÇÃO: O recém-nascido estava assintomático no nascimento e foi identificado através de triagem neonatal (IgM anti-Toxoplasma gondii em sangue seco) entre outros 190 bebês com toxoplasmose congênita durante um período de 7 meses. Sua mãe tinha tido um episódio não tratado de reativação de retinocoroidite toxoplásmica durante a gestação, com títulos de IgG estáveis e resultados negativos para IgM. Os resultados de IgM e IgG no soro do recém-nascido e o teste de immunoblotting para IgG foram positivos, e detectou-se lesões retinocoroideanas ativas na periferia da retina. O recém-nascido foi tratado com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. Aos 14 meses de vida, a criança permanecia assintomática, com regressão das lesões retinocoroideanas e persistência de IgG. COMENTÁRIOS: É possível que a triagem neonatal sistemática em áreas com alta prevalência de infecção possa identificar esses casos.<hr/>OBJECTIVES: To report a rare case of congenital toxoplasmosis from an immunocompetent mother with chronic infection who had reactivation of ocular disease during pregnancy. DESCRIPTIONS:The newborn was asymptomatic at birth and identified by neonatal screening (IgM anti-Toxoplasma gondii in dried blood) among other 190 infants with congenital toxoplasmosis during a 7-month period. His mother had had a non-treated episode of reactivation of toxoplasmic retinochoroiditis during pregnancy, with stable IgG titers and negative IgM results. Results of IgM and IgG in the newborn’s serum, as well as IgG immunoblotting were positive and active retinochoroidal lesions were detected in his peripheral retina. The neonate was treated with sulfadiazine, pyrimethamine and folinic acid. At 14 months of life, the child remained asymptomatic, with regression of retinochoroidal lesions and persistence of IgG. COMMENTS: It is possible that systematic neonatal screening in areas with high prevalence of infection may identify these cases.