Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720110002&lang=en vol. 87 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Pneumonia mortality among children in Brazil</b>: <b>a success story</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Next steps in the study of sudden infant death syndrome</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Environmental pediatrics</b>: <b>an emerging issue</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar os artigos mais relevantes sobre a pediatria ambiental, seus efeitos potenciais para a saúde e, especialmente, seus avanços na prevenção. FONTES DOS DADOS: Foi realizada uma pesquisa utilizando as bases de dados MEDLINE/PubMed e SciELO. Foram revisados artigos de 1990 a 2010, além de capítulos de livros relacionados à pediatria ambiental. SÍNTESE DOS DADOS: Há uma variedade significativa de fatores que tornam as crianças altamente vulneráveis à exposição a riscos ambientais, associados principalmente ao consumo comparativamente maior de água, comida e ar por parte da criança, em relação ao seu peso corporal. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 3 milhões de crianças menores de 5 anos morrem devido a doenças relacionadas ao meio ambiente. Aproximadamente 30-40% das doenças pediátricas estão relacionadas a fatores ambientais. As crianças estão constantemente expostas a vários riscos ambientais para a saúde, dentre os quais se destacam: água contaminada, falta de condições adequadas de saneamento, poluição do ar, vetores de doenças, perigos químicos, injúrias e acidentes. CONCLUSÕES: Atualmente, os pediatras são desafiados a tratar das necessidades de saúde ligadas à pediatria ambiental. A história pediátrica deve ser mais abrangente, acrescentando-se questões pontuais que ajudem a identificar potenciais riscos ambientais. A conscientização e o entendimento sobre os efeitos nocivos das várias condições ambientais e o conhecimento sobre as medidas de prevenção relacionadas resultarão em intervenções oportunas e adequadas que melhorarão a saúde e o desenvolvimento das nossas crianças.<hr/>OBJECTIVE: To review the most relevant articles regarding environmental pediatrics, its potential effects on health, and especially its advances in prevention. SOURCES: A literature search was conducted using MEDLINE/PubMed and SciELO databases. Articles from 1990 to 2010 were reviewed, in addition to book chapters related to environmental pediatrics. SUMMARY OF THE FINDINGS: There is a significant variety of factors that make children highly vulnerable to environmental hazard exposure, which are mainly associated with children’s comparatively greater consumption of water, food, and air in relation to body weight. According to the World Health Organization, every year more than 3 million children under the age of 5 die because of environment-related conditions. Approximately 30 to 40% of pediatric diseases are related to environmental factors. Children are constantly exposed to various environmental health hazards, among which the following stand out: contaminated water, lack of adequate sanitation facilities, air pollution, disease vectors, chemical hazards, injuries, and accidents. CONCLUSIONS: Nowadays, pediatricians are challenged to address environmental pediatrics health care needs. The pediatric health history needs to be more comprehensive by adding pointed questions to help identify potential environmental risks. Awareness and understanding of the noxious effects of various environmental conditions and knowledge of the related prevention measures will result in timely and adequate interventions that will improve our children’s health and development. <![CDATA[<b>Toxocariasis</b>: <b>visceral <i>larva migrans</i> in children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Apresentar investigação detalhada de fatores de risco, sintomatologia, exames laboratoriais e de imagem que possam contribuir para o diagnóstico clínico-laboratorial da larva migrans visceral (LMV) em crianças e mostrar a importância do diagnóstico e do tratamento para evitar complicações oculares, hepáticas e em outros órgãos. FONTES DOS DADOS: Revisão de literatura utilizando os bancos de dados MEDLINE e LILACS (1952-2009), selecionando os artigos mais atuais e representativos do tema. SÍNTESE DOS DADOS: LMV é uma doença infecciosa de apresentação clínica inespecífica cuja transmissão está relacionada ao contato com cães, principalmente filhotes, podendo evoluir com complicações sistêmicas tardias em órgãos vitais como o olho e sistema nervoso central. Para diagnóstico laboratorial, pode ser utilizado IgG (ELISA) anti-Toxocara canis, cujos pontos de corte mais elevados sugerem doença recente e, os mais baixos, infecção leve ou em resolução. A resposta terapêutica pode ser avaliada por meio da contagem de eosinófilos no sangue. Esse artigo atualiza o pediatra em relação à LMV, doença de alta prevalência no mundo e no Brasil. CONCLUSÕES: O diagnóstico de LMV depende principalmente da epidemiologia da presença de cães no domicílio da criança, associada ao ELISA (IgG para T. canis), utilizando antígenos Toxocara de excreção e secreção. São necessários estudos prospectivos para avaliar a melhor droga na terapêutica. A prevenção é a estratégia mais importante devido à alta prevalência de T. canis na região urbana.<hr/>OBJECTIVES: To present a detailed investigation of risk factors, symptoms, and laboratory and imaging tests that may be useful to establish the clinical laboratory diagnosis of visceral larva migrans (VLM) in children, demonstrating the importance of diagnosis and treatment to prevent complications in the eyes, liver, and other organs. SOURCES: Literature review using the MEDLINE and LILACS (1952-2009) databases, selecting the most recent and representative articles on the topic. SUMMARY OF THE FINDINGS: VLM is an infectious disease with non-specific clinical presentation, whose transmission is related to contact with dogs, especially puppies, and which may progress to late systemic complications in vital organs such as the eyes and the central nervous system. IgG (ELISA) anti-T. canis can be used to establish the laboratory diagnosis. Higher cutoff points suggest recent illness and lower cutoff points demonstrate mild infection or infection in remission. Therapeutic response may be assessed by means of eosinophil blood cell count. The present article provides the pediatrician with updated information regarding VLM, a disease of high prevalence worldwide and in Brazil. CONCLUSIONS: The diagnosis of VLM depends mainly on the presence of dogs in the child's household, associated with ELISA (IgG anti-T. canis), using excretory-secretory antigens of Toxocara canis. Prospective studies are warranted to assess the best drug therapy. Prevention is the most important strategy because of the high prevalence of T. canis in urban areas. <![CDATA[<b>Pneumonia mortality in Brazilian children aged 4 years and younger</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a tendência de mortalidade por pneumonia em crianças brasileiras até 4 anos de idade no período de 1991 a 2007. MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo baseado em banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do qual foram extraídos o número de óbitos por pneumonia e a população residente de até 4 anos de idade nas cinco regiões brasileiras e no país como um todo. O coeficiente de mortalidade foi calculado pelo número de óbitos por pneumonia dividido pela população, multiplicando por 1.000 na faixa etária menor de 1 ano e por 10.000 na faixa etária de 1 a 4 anos. Utilizou-se o teste de regressão linear para avaliar a tendência temporal de mortalidade. RESULTADOS: Observou-se um decréscimo significativo de mortalidade por pneumonia no período estudado em ambas as faixas etárias e em todas as regiões do país. No Brasil como um todo, a redução média anual dos coeficientes de mortalidade na população menor de 1 ano e naquela entre 1 e 4 anos foi de 0,12 e 0,07, respectivamente. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram as maiores reduções (-0,14 e -0,18 para < 1 ano; -0,07 e -0,09 para 1 a 4 anos). As menores reduções foram nas Regiões Norte e Nordeste (-0,04 e -0,07) nas crianças menores de 1 ano, e nas Regiões Norte e Centro-Oeste (-0,03 e -0,04) na faixa etária entre 1 e 4 anos. CONCLUSÕES: Houve uma redução significativa na mortalidade por pneumonia em crianças até 4 anos de idade em todo o país no período de 1991 a 2007, porém, uma discrepância entre as diferentes regiões permanece em evidência.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the trend of pneumonia mortality in Brazilian children aged 4 years and younger from 1991 to 2007. METHODS: We conducted a retrospective study based on the database of the IT Department of the Brazilian Unified Health System (DATASUS), from which we obtained the number of deaths from pneumonia and the population aged 4 years and younger living in the five Brazilian regions and in the whole country. Mortality rate was calculated according to the number of deaths from pneumonia divided by the population, multiplied by 1,000 for the age group under 1 year old and by 10,000 in the age group from 1 to 4 years. The linear regression test was used to evaluate the time trend of mortality. RESULTS: There was a significant decrease in pneumonia mortality rates during the study period in both age groups and all regions of the country. In Brazil, the mean annual reduction in mortality rates in the population under 1 year old and between 1 and 4 years was 0.12 and 0.07, respectively. The South and Southeast regions showed the greatest reductions (-0.14 and -0.18 for < 1 year and -0.07 and -0.09 for 1 to 4 years). The smallest decreases were in the North and Northeast regions (-0.04 and -0.07) in children younger than 1 year, and in the North and Central West (-0.03 and -0.04) in the age group between 1 and 4 years. CONCLUSIONS: There was a significant reduction in pneumonia mortality in children aged 4 years and younger across the country from 1991 to 2007; however, a discrepancy between the different regions remains evident. <![CDATA[<b>Epidemiological profile and strategies for diagnosing SIDS in a developing country</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico, os fatores de risco e as melhores estratégias para diagnosticar a síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) em um país em desenvolvimento. MÉTODOS: Estudo caso-controle populacional com crianças nascidas entre 01/01/2001 e 31/12/2003 em Porto Alegre (RS), divididas em três grupos: casos de SMSL (33) e controles - óbitos esclarecidos (192) e crianças vivas (192) -, que foram pareados por idade e sexo aos casos. As famílias com casos de lactentes menores de 1 ano que faleceram em casa foram identificadas, e as informações das certidões de óbito e autópsias foram comparadas para confirmar a SMSL. Os óbitos esclarecidos foram os ocorridos em hospitais, e os controles vivos foram selecionados na vizinhança dos casos de SMSL. Os pais foram entrevistados para obter informações sobre a saúde e os hábitos de sono da criança. Realizou-se uma análise multivariada para identificar fatores de risco na população estudada. RESULTADOS: A incidência da SMSL na população avaliada foi de 0,55/1.000 nascidos vivos. A análise revelou os seguintes fatores de risco: etnia (autorreferida como negra), prematuridade, baixo peso ao nascer, mãe adolescente, tabagismo na gravidez e renda familiar abaixo de um salário mínimo. Além disso, 94% dos casos de SMSL foram mal-diagnosticados na certidão de óbito. CONCLUSÕES: Embora a SMSL tenha sido mal-diagnosticada, seu perfil epidemiológico é semelhante ao da literatura, assim como os fatores de risco, que poderiam ser reduzidos com campanhas preventivas. Investigar a SMSL em países em desenvolvimento requer estratégias especiais para evitar erros de diagnóstico.<hr/>OBJECTIVE: To describe the epidemiological profile, risk factors and best strategies for diagnosing sudden infant death syndrome (SIDS) in a developing country. METHODS: Population-based, case-control study with children born between January 1st, 2001, and December 31st, 2003, in Porto Alegre, southern Brazil, who were allocated into three groups: SIDS cases (33), explained death controls (192), and living controls (192). Children in the latter two groups were age- and sex-paired with SIDS cases. Families in which an infant had died at home within the first year of life were identified, and the information available on death certificates and autopsy reports was compared to confirm the diagnosis of SIDS. Explained death controls consisted of infants who had died at city hospitals, and living controls were selected in the same neighborhood as SIDS cases. All parents were interviewed to obtain information on children’s health and sleep habits. Multivariate analysis was performed to identify risk factors in the study population. RESULTS: The incidence of SIDS in the population assessed was 0.55/1,000 live births. The analysis revealed the following risk factors: ethnicity (characterized by self-reported black skin color), prematurity, low birth weight, adolescent mother, smoking during pregnancy, and family income of less than one minimum wage. Ninety-four percent of SIDS cases were misdiagnosed in the death certificate. CONCLUSIONS: Although SIDS was misdiagnosed in official death certificates, the epidemiological profile is similar to the literature, as well as risk factors, which could be reduced with preventive campaigns. Investigating SIDS in developing countries requires special strategies to avoid misdiagnosis. <![CDATA[<b>Respiratory disease screening in school-aged children using portable spirometry</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Avaliar a prevalência de doença respiratória em crianças em idade escolar e determinar o valor da espirometria de campo. MÉTODOS: Avaliaram-se 313 alunos do primeiro e quarto ano de quatro escolas de Lisboa. Aplicou-se questionário respiratório auto-preenchido, e efetuou-se espirometria. Realizou-se análise descritiva e bivariada seguida de análise de regressão logística múltipla. RESULTADOS: Trinta e cinco por cento das crianças tiveram pelo menos um episódio de sibilância (18% &gt; 2 episódios), e 4% tiveram diagnóstico de asma. Sibilância foi mais frequente com história familiar de atopia (OR ajustado = 2,7, IC95% 1,4-5,1), tabagismo na gravidez, infecção respiratória baixa (IRB) (OR ajustado = 2,8; IC95% 1,2-6,2), bronquiolite (OR ajustado = 3,3; IC95% 1,3-8,2) e alergia a aeroalérgenos (OR ajustado = 3,2; IC95% 1,4-7,2). Asma foi mais frequente com história de IRB (OR ajustado = 14,6; IC95% 1,7-122,9) e alergia a aeroalérgenos (OR ajustado = 8,2; IC95% 2,0-34,2). Cento e sessenta e nove (54%) valores espirométricos preencheram critérios de aceitabilidade. O grupo com sibilância tinha em média valores de escore z inferiores para volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), razão entre VEF1 e capacidade vital forçada (CVF) (VEF1/CVF) e fluxo expiratório forçado entre 25 e 75% (FEF25-75) (p < 0,05), além de maior percentagem de crianças com valores anormais para VEF1, VEF1/CVF e FEF25-75 (FEF25-75, p < 0,05). CONCLUSÕES: Este estudo piloto revelou frequência elevada de sintomatologia respiratória obstrutiva em escolares em Lisboa. Verificou-se boa correlação entre o questionário e os valores espirométricos. A baixa prevalência de asma leva-nos a especular que este diagnóstico esteja subestimado nesta população.<hr/>OBJECTIVES: To assess the prevalence of respiratory disease in school-aged children and to determine the value of field spirometry. METHODS: Data on 313 1st and 4th graders from four public schools in Lisbon were analyzed. A respiratory self-answered questionnaire and standard spirometry were performed. Descriptive and bivariate analysis was followed by multiple logistic regression. RESULTS: Thirty-five percent of the children presented at least one episode of wheezing (18% &gt; 2 episodes), and 4% had asthma. Wheezing was more frequent with family history of atopy (adjusted OR = 2.7; 95%CI 1.4-5.1), maternal smoking during pregnancy, lower respiratory tract infection (LRTI) (adjusted OR = 2.8; 95%CI 1.2-6.2), bronchiolitis (adjusted OR = 3.3; 95%CI 1.3-8.2), and allergy to aeroallergens (adjusted OR = 3.2; 95%CI 1.4-7.2). Asthma was more frequent with previous history of LRTI (adjusted OR = 14.6; 95%CI 1.7-122.9) and allergy to aeroallergens (adjusted OR = 8.2; 95%CI 2.0-34.2). Fifty-five percent of spirometry measurements met the acceptability criteria of the American Thoracic Society and of the European Respiratory Society. Wheezers presented mean lower z scores for forced expiratory volume in 1 second (FEV1), ratio between FEV1 and forced vital capacity (FVC) (FEV1/FVC), and forced expiratory flow between 25 and 75% (FEF25-75) (p < 0.05), as well as higher percentage of abnormal FEV1, FEV1/FVC and FEF25-75 (FEF25-75, p < 0.05). CONCLUSIONS: This pilot study showed a high prevalence of obstructive airway symptoms in school-aged children in Lisbon. Symptoms assessed by the questionnaire showed good correlation with spirometric values. The small prevalence of asthma leads us to speculate that asthma is under-diagnosed in this population. <![CDATA[<b>Impact of HAART on growth and hospitalization rates among HIV-infected children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar mudanças em parâmetros de crescimento e hospitalização em crianças infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (human immunodeficiency virus, HIV) em uso de terapia antirretroviral combinada. MÉTODOS: As crianças foram avaliadas durante os primeiros 3 anos de terapia. A resposta clínica foi avaliada a cada 24 semanas com base em escores z de peso/idade e altura/idade. Modelos de regressão linear foram utilizados para identificar preditores de resposta clínica. Dados relevantes relativos à hospitalização dos pacientes foram obtidos retrospectivamente mediante revisão dos prontuários clínicos. RESULTADOS: Um total de 196 crianças foram avaliadas. A média do escore z aumentou de -1,62 (±1,32) no início do estudo para -1,14 (±1,12) na semana 24. A média do escore z de altura/idade aumentou de -1,88 (±1,45) para -1,66 (±1,18). Foi observada associação entre maiores escores z no início do estudo e maiores aumentos nos escores z de peso/idade ao longo do tempo. Cargas virais mais baixas e escores de altura/idade mais altos também estiveram associados com maior recuperação do crescimento. Oitenta e cinco crianças (43,3%) foram hospitalizadas. A maioria das internações esteve associada a causas infecciosas, sendo apenas dois casos de infecções oportunistas. CONCLUSÃO: A terapia combinada resultou em aumentos significativos nos escores z de peso/idade e altura/idade. A menor idade, o uso de inibidores de protease e a classificação clínica em estágios avançados estiveram associados a uma maior efetividade do tratamento. Além disso, o estudo demonstrou a eficácia da terapia para a redução das taxas de hospitalização, morte e incidência de infecções oportunistas entre crianças portadoras do HIV.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate HAART-associated changes in growth and hospitalization rates over time in a cohort of HIV-infected children. METHODS: Children starting HAART were assessed during the first 3 years of therapy. Clinical response was assessed every 24 weeks by z scores of weight-for-age and height-for-age. Linear regression models were used to detect predictors of clinical response. Pertinent information on hospitalizations was obtained retrospectively through review of medical records. RESULTS: A total of 196 children were assessed. Mean weight z score increased from -1.62 (±1.32) at baseline to -1.14 (±1.12) by week 24. Mean height z score increased from -1.88 (±1.45) at baseline to -1.66 (±1.18). Better z scores at baseline were associated with greater increases in weight z scores over time. Lower viral load and higher height z scores at baseline were also associated with improved height catch-up. Eighty-five children (43.3%) were hospitalized. Most hospitalizations were prompted by infectious disease, with only two due to opportunistic infections. CONCLUSION: HAART was associated with significant increases in weight and height z scores. Younger age, the use of protease inhibitors and advanced clinical disease were associated with better outcomes. The present study demonstrated the effectiveness of HAART in significantly reducing hospitalization, death, and incidence of opportunistic infections among HIV-infected children. <![CDATA[<b>Mild stunting is associated with higher body fat</b>: <b>study of a low-income population</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Testar se os indivíduos com escores z de estatura para idade entre -2 e -1 apresentam maior porcentagem de gordura corporal e, portanto, não devem ser classificados como tendo estado nutricional normal. MÉTODOS: Foram estudados 96 indivíduos (52 meninos e 44 meninas, 57% púberes). A composição corporal foi analisada por absortometria radiológica de dupla energia. RESULTADOS: O percentual de gordura abdominal em meninas pré-púberes com baixa estatura foi maior (27,4%; p = 0,01) quando comparado ao grupo com estatura normal (20,6%). Diferenças semelhantes na gordura abdominal (%) foram observadas para as meninas e meninos púberes com baixa estatura e estatura normal (37,6 e 29,8%, p = 0,01; 24,6 e 15,7%, p = 0,01, respectivamente). Os percentuais de gordura corporal total das meninas pré-púberes e dos meninos púberes com baixa estatura foram superiores (29,9 e 24,5%, p = 0,03; 26,3 e 18,1%, p = 0,01, respectivamente) aos dos grupo com estatura normal. Os grupos com estatura normal apresentaram menor circunferência da cintura. CONCLUSÃO: Adolescentes com baixa estatura leve apresentam alterações na composição corporal, indicando aumento do risco para doenças metabólicas.<hr/>OBJECTIVE: To determine the impact of transferring a pediatric population to mechanical ventilator dependency units (MVDUs) or to home mechanical ventilation (HMV) on bed availability in the pediatric intensive care unit (ICU). METHODS: This is a longitudinal, retrospective study of hospitalized children who required prolonged mechanical ventilation at the MVDU located at the Hospital Auxiliar de Suzano, a secondary public hospital in São Paulo, Brazil. We calculated the number of days patients spent at MVDU and on HMV, and analyzed their survival rates with Kaplan-Meier estimator. RESULTS: Forty-one patients were admitted to the MVDU in 7.3 years. Median length of stay in this unit was 239 days (interquartile range = 102-479). Of these patients, 22 came from the ICU, where their transfer made available 8,643 bed-days (a mean of 14 new patients per month). HMV of eight patients made 4,022 bed-days available in the hospital in 4 years (a mean of 12 new patients per month in the ICU). Survival rates of patients at home were not significantly different from those observed in hospitalized patients. CONCLUSION: A hospital unit for mechanical ventilator-dependent patients and HMV can improve bed availability in ICUs. Survival rates of patients who receive HMV are not significantly different from those of patients who remain hospitalized. <![CDATA[<b>Care alternatives for pediatric chronic mechanical ventilation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Determinar o impacto da transferência de uma população pediátrica para unidades de dependentes de ventilação mecânica (UDVMs) ou para ventilação mecânica domiciliar (VMD) na disponibilidade de leitos na unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. MÉTODOS: Estudo longitudinal retrospectivo de crianças hospitalizadas que necessitavam de VM prolongada na UDVM do Hospital Auxiliar de Suzano, um hospital público secundário do estado de São Paulo. Calculamos o número de dias que os pacientes passaram na UDVM e em VMD e analisamos sua sobrevida com o estimador Kaplan-Meier. RESULTADOS: Quarenta e um pacientes foram admitidos na UDVM em 7,3 anos. A mediana do tempo de internação na unidade foi de 239 dias (amplitude interquartil = 102-479). Desses pacientes, 22 vieram da UTI pediátrica, onde a transferência disponibilizou 8.643 leitos-dia (uma média de 14 novos pacientes por mês). A VMD de oito pacientes disponibilizou 4.022 leitos-dia no hospital em 4 anos (uma média de 12 novos pacientes por mês na UTI). A taxa de sobrevida dos pacientes em casa não foi significativamente diferente daquela verificada nos pacientes hospitalizados. CONCLUSÕES: Uma unidade hospitalar para dependentes de ventilação mecânica e a VMD podem melhorar a disponibilidade de leitos em UTIs. A taxa de sobrevida dos pacientes que recebem VMD não apresentou diferenças significativas em relação à dos pacientes que permanecem hospitalizados.<hr/>OBJECTIVE: To determine the impact of transferring a pediatric population to mechanical ventilator dependency units (MVDUs) or to home mechanical ventilation (HMV) on bed availability in the pediatric intensive care unit (ICU). METHODS: This is a longitudinal, retrospective study of hospitalized children who required prolonged mechanical ventilation at the MVDU located at the Hospital Auxiliar de Suzano, a secondary public hospital in São Paulo, Brazil. We calculated the number of days patients spent at MVDU and on HMV, and analyzed their survival rates with Kaplan-Meier estimator. RESULTS: Forty-one patients were admitted to the MVDU in 7.3 years. Median length of stay in this unit was 239 days (interquartile range = 102-479). Of these patients, 22 came from the ICU, where their transfer made available 8,643 bed-days (a mean of 14 new patients per month). HMV of eight patients made 4,022 bed-days available in the hospital in 4 years (a mean of 12 new patients per month in the ICU). Survival rates of patients at home were not significantly different from those observed in hospitalized patients. CONCLUSIONS: A hospital unit for mechanical ventilator-dependent patients and HMV can improve bed availability in ICUs. Survival rates of patients who receive HMV are not significantly different from those of patients who remain hospitalized. <![CDATA[<b>Hepatic steatosis in obese children and adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever a frequência de esteatose hepática e da síndrome metabólica em um grupo de crianças e adolescentes obesos. MÉTODO: Estudo descritivo, do tipo série de casos, com 77 pacientes analisados, entre 2 anos e 13 anos e 11 meses de idade, no período de fevereiro a julho de 2007. Obesidade foi definida como índice de massa corporal > P95 para idade e sexo. O diagnóstico de esteatose hepática foi feito por ultrassonografia hepática. A síndrome metabólica foi definida segundo os critérios de Cook et al. modificados. RESULTADOS: Esteatose hepática foi observada em 33/77 pacientes (42,9%), dos quais 25/33 (75,8%) apresentavam a forma leve, e 8/33 (24,2%), a moderada. Nos menores de 10 anos, observou-se apenas a esteatose leve, e a forma moderada foi constatada somente entre os adolescentes. Alterações de aminotransferases foram observadas em 9,1% (3/33) do grupo com esteatose hepática e em 4,9% (2/41) daquele sem esteatose. A média da circunferência abdominal foi de 84,74±2,84 cm nos pacientes com esteatose hepática e 78,24±1,60 cm no grupo sem esteatose (p = 0,04). A síndrome metabólica foi diagnosticada em 27,3% (21/77) dos pacientes obesos, dos quais 47,6% (10/21) tinham esteatose, sendo 60% leve e 40% moderada. CONCLUSÕES: A frequência de esteatose hepática e de síndrome metabólica foi elevada. A associação do maior diâmetro de circunferência abdominal com esteatose hepática chama a atenção para a maior valorização dessa medida na investigação de pacientes obesos.<hr/>OBJECTIVE: To assess the frequency of hepatic steatosis and metabolic syndrome among obese children and adolescents. METHOD: A descriptive case series was conducted with 77 patients, aged 2 to 13 years and 11 months, who were followed up from February to July 2007. Obesity was defined as body mass index > P95 adjusted for age and sex. Liver ultrasound was performed to diagnose hepatic steatosis. Metabolic syndrome was defined according to the modified criteria suggested by Cook et al. RESULTS: Hepatic steatosis was diagnosed in 33/77 patients (42.9%), 25/33 (75.8%) with mild steatosis and 8/33 (24.2%) with moderate steatosis. Those aged less than 10 years showed only mild steatosis, and the moderate degree of the disease was restricted to adolescents. Aminotransferase alterations were found in 9.1% (3/33) of patients with hepatic steatosis and in 4.9% (2/41) of those without the disorder. Mean waist circumference was 84.74±2.84 cm for patients with hepatic steatosis and 78.24±1.60 cm for those without the disease (p = 0.04). Metabolic syndrome was diagnosed in 27.3% (21/77) of obese patients, 47.6% (10/21) of them having steatosis, 60% had mild steatosis and 40% had a moderate degree of the disorder. CONCLUSIONS: The frequency of hepatic steatosis and metabolic syndrome was high. The association of larger waist circumference with hepatic steatosis highlights the importance of taking this parameter into consideration when investigating obese patients. <![CDATA[<b>Use of monoclonal faecal elastase-1 concentration for pancreatic status assessment in cystic fibrosis patients</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a concentração da elastase-1 (EL-1) fecal em pacientes pediátricos com fibrose cística, portadores da mutação ∆F508. MÉTODOS: Estudo transversal com amostras colhidas consecutivamente de 51 pacientes com idade entre 4 meses e 17 anos (média 9,11±4,74), sendo 32 (62,8%) pacientes do sexo masculino. Houve coleta de dados clínico-demográficos e do tipo de mutação. A insuficiência pancreática exócrina foi definida pela atividade da EL-1 fecal < 200 µg/g. A quantificação da EL-1 foi realizada pelo método ELISA monoclonal (ScheBo Biotech AG, Germany). A suplementação pancreática foi utilizada em 46 (90,2%) pacientes. RESULTADOS: Quarenta e um (80,4%) pacientes apresentaram insuficiência pancreática (EL-1 fecal < 100 µg/g), sendo 17 (41,5%) homozigotos, 14 heterozigotos (34,1%) e 10 sem ∆F508 (24,4%). Ao considerar a mutação, houve associação estatisticamente significativa entre os homozigotos e a concentração da EL-1 fecal < 100 µg/g (p = 0,010). Todos os pacientes considerados insuficientes pancreáticos (n = 41) pelo teste utilizavam suplemento pancreático. Dez (19,6%) apresentaram EL-1 fecal &gt; 200 µg/g, e 5/10 (50%) utilizavam enzimas. CONCLUSÕES: A atividade de EL-1 fecal < 100 µg/g, indicativa de insuficiência pancreática, apresentou-se em 17/17 (100%) dos homozigotos, conforme o esperado, sendo menos frequente nos heterozigotos para ∆F508 e nos pacientes com ausência dessa mutação. Não houve relação entre a concentração da EL-1 fecal com idade e sexo dos pacientes. O teste foi padronizado, é de fácil execução e poderá ser utilizado para avaliação da função pancreática dos pacientes com fibrose cística.<hr/>OBJECTIVE: To assess the concentration of faecal elastase-1 (EL-1) in pediatric patients with cystic fibrosis with mutation ∆F508. METHODS: Cross-sectional study with samples collected consecutively from 51 patients aged 4 months to 17 years old (mean 9.11±4.74); 32 (62.8%) patients were male. Clinical-demographic data were collected, as well as data on the type of mutation. Exocrine pancreatic insufficiency was established by the activity of faecal EL-1 < 200 µg/g. EL-1 was quantified through the monoclonal ELISA method (ScheBo Biotech AG, Germany). Pancreatic supplements were used in 46 (90.2%) patients. RESULTS: Forty-one (80.4%) patients presented with pancreatic insufficiency (EL-1 fecal < 100 µg/g): 17 (41.5%) were homozygous, 14 were heterozygous (34.1%) and 10 were non-∆F508 (24.4%). Regarding the mutation, there was a statistically significant association of homozygosity with faecal EL-1 concentration < 100 µg/g (p = 0.010). All patients considered to be pancreatic insufficient (n = 41) by the test were using pancreatic supplements. Ten (19.6%) presented faecal EL-1 &gt; 200 µg/g, and 5/10 (50%) used enzymes. CONCLUSIONS: The activity of faecal EL-1 < 100 µg/g, indicating pancreatic insufficiency, was observed in 17/17 (100%) of homozygous patients, as expected, and was less frequent in patients who were heterozygous for ∆F508 and in patients without the mutation. There was no association of faecal EL-1 concentration with age and sex of patients. The test was standardized, is easy to execute, and can be used to assess the pancreatic status of patients with cystic fibrosis. <![CDATA[<b>Volumetric capnography to detect ventilation inhomogeneity in children and adolescents with controlled persistent asthma</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Estudar alterações nas variáveis de capnografia volumétrica em crianças e adolescentes asmáticos comparados com grupo-controle e investigar suas mudanças com o uso do broncodilatador e do teste de broncoprovocação com metacolina. MÉTODOS: Cento e três pacientes com asma persistente controlada e 40 voluntários saudáveis participaram do estudo. Todos realizaram exames de capnografia volumétrica e espirometria. Todos os asmáticos repetiram os exames após uso do broncodilatador. Dos 103 asmáticos, 33 realizaram teste de broncoprovocação com metacolina, e foram registradas as medidas em três momentos: antes e após metacolina e após broncodilatador. RESULTADOS: Comparados ao grupo-controle, os asmáticos apresentaram aumento do slope da fase III normalizado pelo volume corrente e diminuição do volume corrente, do volume expiratório forçado no primeiro segundo, da capacidade vital forçada, do índice de obstrução e do fluxo expiratório forçado entre 25 a 75% da capacidade vital forçada. Após o broncodilatador, houve aumento das variáveis espirométricas, do volume espaço morto anatômico e diminuição do slope da fase II normalizado pelo volume corrente; porém não houve alteração do slope da fase III normalizado pelo volume corrente. Após a metacolina, houve aumento dessa variável, com diminuição após broncodilatador. CONCLUSÕES: O aumento do slope da fase III normalizado pelo volume corrente nos pacientes asmáticos sugere que eles apresentam uma não homogeneidade da ventilação nos espaços aéreos distais, podendo refletir tanto distúrbios estruturais crônicos de vias aéreas como alterações agudas reversíveis observadas no teste de broncoprovocação.<hr/>OBJECTIVES: To study changes in the variables of volumetric capnography in children and adolescents with asthma compared with a control group and to investigate their changes with the use of bronchodilators and bronchial provocation test with methacholine. METHODS: One hundred and three patients with controlled persistent asthma and 40 healthy volunteers participated in the study. All of them underwent volumetric capnography and spirometry. All asthmatics repeated the tests after bronchodilator use. Among 103 asthma patients, 33 underwent methacholine challenge test, and measures were recorded on three occasions: before and after methacholine and after bronchodilator use. RESULTS: Compared with the control group, asthmatics had an increase in the slope of phase III normalized by tidal volume and decreases in tidal volume, forced expiratory volume in one second, forced vital capacity, rate of obstruction and forced expiratory flow between 25 to 75% of forced vital capacity. After bronchodilator use, there was an increase in spirometric variables, volume of anatomic dead space, and decrease in the slope of phase II normalized by tidal volume, but the slope of phase III normalized by tidal volume did not change. After methacholine, there was an increase in this variable, which decreased after bronchodilator use. CONCLUSIONS: The increase in the slope of phase III normalized by tidal volume in asthma patients suggests that these patients have ventilation inhomogeneity in the distal air spaces, which may reflect chronic structural disorders or reversible acute changes seen on the bronchial provocation test. <![CDATA[<b>Mothers' perception of obesity in schoolchildren</b>: <b>a survey and the impact of an educational intervention</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Investigar o conhecimento das mães a respeito do problema de peso dos filhos e avaliar o impacto de uma intervenção educativa na conscientização das mães sobre a obesidade dos filhos. MÉTODOS: Doze escolas primárias foram escolhidas aleatoriamente na cidade de Teerã, Irã. As crianças obesas foram selecionadas, e 300 mães participaram do estudo. Um questionário foi preenchido pelas mães, que a seguir foram divididas aleatoriamente em dois grupos. Um grupo recebeu instrução sobre obesidade, enquanto o outro grupo não recebeu nenhuma intervenção. Depois de 2 meses, o mesmo questionário foi preenchido pelos dois grupos. Foi realizada regressão logística múltipla. RESULTADOS: O conhecimento preexistente da mãe sobre obesidade, sua escolaridade e ocupação, assim como a renda familiar, tiveram efeitos significativos na exatidão das mães em identificar a obesidade nos filhos. A intervenção educativa melhorou significativamente a capacidade das mães em identificar a obesidade dos filhos, quando comparadas às que não receberam intervenção (OR = 15,23; IC95% 5,95-38,96). CONCLUSÕES: No Irã, a maioria das mães não possui conhecimento geral sobre qual deve ser o peso saudável para uma criança, portanto foi incapaz de reconhecer que seus filhos estavam obesos. Intervenções educacionais poderiam reduzir a proporção de tal engano e posteriormente modificar o cuidado parental.<hr/>OBJECTIVES: To investigate mothers’ awareness of their children’s weight problem, and to evaluate the impact of an educational intervention on improving mothers’ recognition of obesity in their children. METHODS: Twelve primary schools from Tehran, Iran, were randomly chosen. Obese children were selected, and 300 mothers participated in the study. A questionnaire was completed by the mothers, who were then randomly divided into two groups. One group received education on obesity, whereas the other group did not receive any intervention. After 2 months, the same questionnaire was completed by both groups. A multiple logistic regression was performed. RESULTS: Mother's pre-existing knowledge on obesity, their education and occupation, as well as family income, had significant effects on mothers’ accuracy in identifying obesity in their children. The educational intervention significantly improved mothers’ ability to identify obesity in their children compared with those without any intervention (OR = 15.23; 95%CI 5.95-38.96). CONCLUSIONS: In Iran, a large proportion of mothers do not have general knowledge on healthy body weight for children, thus failing to recognize that their children are obese. Educational interventions could reduce the rate of such mistake and subsequently alter parental care. <![CDATA[<b>Oral rehydration therapy in emergency departments</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o manejo da diarreia aguda na emergência, explorando fatores associados à prescrição da terapia de reidratação oral (TRO) versus terapia de reidratação venosa (TRV) para crianças com desidratação não grave. MÉTODOS: Estudo descritivo conduzido de janeiro a maio de 2008 em duas unidades de emergência em Recife (PE), A e B, sendo a emergência B vinculada a um hospital-escola, com observação do manejo de crianças com desidratação não grave por diarreia aguda. As principais variáveis foram: 1) tipo de hidratação prescrito; 2) associação com características das crianças e local. RESULTADOS: Cento e sessenta e seis crianças participaram do estudo. A indicação de TRO foi semelhante nos dois serviços (32,2 versus 31,6% em A e B, respectivamente, p = 0,93) e menor para os casos com desidratação moderada (17,6%) em relação à forma leve (35,6%), p = 0,07. Não havia sala de reidratação oral nos serviços. CONCLUSÕES: A maioria das crianças não fez uso de TRO, principalmente aquelas com desidratação moderada, não havendo diferença em relação ao tipo de serviço, assistencial ou de ensino.<hr/>OBJECTIVE: To describe the management of acute diarrhea in emergency departments with emphasis on the type of hydration and exploring factors associated with prescription of oral rehydration therapy vs. intravenous rehydration therapy for children with dehydration that is not severe. METHODS: This was a descriptive study conducted from January to May of 2008 observing case management of children with non-severe dehydration due to acute diarrhea at two emergency units (A and B) in Recife, Brazil. Emergency unit B is affiliated to a teaching hospital. The primary variables were: 1) type of hydration prescribed, 2) associations with the characteristics of the children and emergency department (A or B). RESULTS: A total of 166 children took part in the study. The rates of prescription of oral rehydration therapy were similar at both services (32.2 vs. 31.6% for A and B, respectively, p = 0.93) and were lower for cases with moderate dehydration (17.6%) compared with mild dehydration (35.6%) (p = 0.07). Neither service had a dedicated oral rehydration room. CONCLUSIONS: Most children were given intravenous rehydration therapy, especially those with moderate dehydration, without differences according type of service: whether a teaching institution or healthcare provider only. <![CDATA[<b>Alpha-thalassemia should be considered in the differential diagnosis of a child with anemia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000200016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Descrever o manejo da diarreia aguda na emergência, explorando fatores associados à prescrição da terapia de reidratação oral (TRO) versus terapia de reidratação venosa (TRV) para crianças com desidratação não grave. MÉTODOS: Estudo descritivo conduzido de janeiro a maio de 2008 em duas unidades de emergência em Recife (PE), A e B, sendo a emergência B vinculada a um hospital-escola, com observação do manejo de crianças com desidratação não grave por diarreia aguda. As principais variáveis foram: 1) tipo de hidratação prescrito; 2) associação com características das crianças e local. RESULTADOS: Cento e sessenta e seis crianças participaram do estudo. A indicação de TRO foi semelhante nos dois serviços (32,2 versus 31,6% em A e B, respectivamente, p = 0,93) e menor para os casos com desidratação moderada (17,6%) em relação à forma leve (35,6%), p = 0,07. Não havia sala de reidratação oral nos serviços. CONCLUSÕES: A maioria das crianças não fez uso de TRO, principalmente aquelas com desidratação moderada, não havendo diferença em relação ao tipo de serviço, assistencial ou de ensino.<hr/>OBJECTIVE: To describe the management of acute diarrhea in emergency departments with emphasis on the type of hydration and exploring factors associated with prescription of oral rehydration therapy vs. intravenous rehydration therapy for children with dehydration that is not severe. METHODS: This was a descriptive study conducted from January to May of 2008 observing case management of children with non-severe dehydration due to acute diarrhea at two emergency units (A and B) in Recife, Brazil. Emergency unit B is affiliated to a teaching hospital. The primary variables were: 1) type of hydration prescribed, 2) associations with the characteristics of the children and emergency department (A or B). RESULTS: A total of 166 children took part in the study. The rates of prescription of oral rehydration therapy were similar at both services (32.2 vs. 31.6% for A and B, respectively, p = 0.93) and were lower for cases with moderate dehydration (17.6%) compared with mild dehydration (35.6%) (p = 0.07). Neither service had a dedicated oral rehydration room. CONCLUSIONS: Most children were given intravenous rehydration therapy, especially those with moderate dehydration, without differences according type of service: whether a teaching institution or healthcare provider only.