Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720110003&lang=en vol. 87 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Music therapy intervention in the neonatal intensive care unit environment</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudos que usam a música em díades pai/mãe-filho têm a vantagem de melhorar os objetivos de desenvolvimento na UTIN e atuam no sentido de reduzir o estresse, estimular o desenvolvimento durante um período crítico de crescimento, promover o vínculo com os pais e facilitar a comunicação e o desenvolvimento neurológico e social. São necessários mais estudos sobre o uso da música em lactentes prematuros. Desenhos metodológicos meticulosos e relatos de estudos sobre o uso da música na UTIN irão promover a prática baseada em evidência na área. <![CDATA[Hepatitis A virus infection: progress made, more work to be done]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudos que usam a música em díades pai/mãe-filho têm a vantagem de melhorar os objetivos de desenvolvimento na UTIN e atuam no sentido de reduzir o estresse, estimular o desenvolvimento durante um período crítico de crescimento, promover o vínculo com os pais e facilitar a comunicação e o desenvolvimento neurológico e social. São necessários mais estudos sobre o uso da música em lactentes prematuros. Desenhos metodológicos meticulosos e relatos de estudos sobre o uso da música na UTIN irão promover a prática baseada em evidência na área. <![CDATA[Post-infectious bronchiolitis obliterans in children]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Revisar os trabalhos publicados sobre os principais aspectos da bronquiolite obliterante pós-infecciosa, relacionados com sua história, etiologia, epidemiologia, fatores de risco, patogenia, alterações histológicas, manifestações clínicas, exames complementares, critérios diagnósticos, diagnóstico diferencial, tratamento e prognóstico. FONTES DOS DADOS: Realizou-se uma revisão não sistemática nas bases de dados MEDLINE e LILACS, selecionando-se 66 referências mais relevantes. SÍNTESE DOS DADOS: Na bronquiolite obliterante pós-infecciosa ocorre lesão do epitélio respiratório, e a gravidade clínica está relacionada aos diferentes graus de lesão e ao processo inflamatório. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico, na exclusão dos principais diagnósticos diferenciais e no auxílio dos exames complementares. A tomografia computadorizada de alta resolução, principalmente com imagens em inspiração e expiração, possibilta a avaliação das pequenas vias aéreas. As provas de função pulmonar caracterizam-se por padrão obstrutivo fixo com redução acentuada do FEF25-75%. O tratamento não está bem estabelecido, e o uso de corticoides tem sido preconizado em forma de pulsoterapia ou por via inalatória em elevadas doses, no entanto, os dados da literatura a respeito de sua eficácia ainda são escassos. O prognóstico a longo prazo é variável, podendo haver melhora clínica ou evolução para insuficiência respiratória crônica e óbito. CONCLUSÃO: A bronquiolite obliterante pós-infecciosa é uma doença que cursa com elevada morbidade e deve ser abordada por equipe multidisciplinar com acompanhamento em longo prazo.<hr/>OBJECTIVES: To review publications about the main features of post-infectious bronchiolitis obliterans and its history, etiology, epidemiology, risk factors, pathogenesis, histological findings, clinical presentation, complementary tests, diagnostic criteria, differential diagnosis, treatment and prognosis. SOURCES: Non-systematic review of MEDLINE and LILACS databases and selection of 66 most relevant studies. SUMMARY OF THE FINDINGS: In the post-infectious bronchiolitis obliterans there is an insult to respiratory epithelial cells, and its clinical severity is associated with the degree of lesion and inflammation. Diagnosis is made according to clinical signs and symptoms, by exclusion of main differential diagnoses and with the aid of complementary tests. High resolution CT, particularly images obtained during inspiration and expiration, provide information for the evaluation of the small airways. Pulmonary function tests show fixed airway obstructions and marked decrease of FEF25-75%. Treatment has not been definitely established, and corticoids have been administered as pulse therapy or by inhalation of high doses of steroids. However, data about its efficacy are scarce in the literature. Long-term prognosis is variable, and there might be either clinical improvement or deterioration into respiratory insufficiency and death. CONCLUSION: Post-infectious bronchiolitis obliterans is a disease with a high morbidity rate; it should be treated by a multidisciplinary team, and patients should be followed up for a long period of time. <![CDATA[Persistent diarrhea: still an important challenge for the pediatrician]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Fornecer as diretrizes mais recentes de diminuição da incidência da doença diarreica, abordando os aspectos clínicos, a etiologia, a fisiopatologia, o diagnóstico, o manejo terapêutico e a profilaxia da diarreia persistente. FONTES DOS DADOS: Busca eletrônica de dados recentes na base de dados MEDLINE, e também usando a ferramenta Google. SÍNTESE DOS DADOS: Existem vários possíveis agentes etiológicos envolvidos, incluindo vírus, bactérias e parasitas. O tratamento deve ser voltado para a dieta, além da reposição das perdas hidroeletrolíticas, especialmente durante a fase aguda da diarreia, para evitar seu prolongamento. Na grande maioria dos episódios, os antimicrobianos não estão indicados. Por outro lado, o tratamento da diarreia persistente deve ser reforçado no sentido de evitar as intolerâncias alimentares e a desnutrição. CONCLUSÕES: O estímulo ao aleitamento materno, a introdução de estratégias alimentares seguras no sentido de evitar a desnutrição proteico-calórica, a abordagem adequada do episódio agudo e a melhoria das condições sanitárias e de higiene são medidas a serem estimuladas com o objetivo de diminuir a morbimortalidade pela doença diarreica em crianças menores de 5 anos de idade ao redor do mundo.<hr/>OBJECTIVE: To provide recent guidelines to reduce the incidence of diarrheal diseases. We discuss the definition, clinical aspects, pathophysiology, diagnosis, management, and prevention of persistent diarrhea. SOURCES: Electronic search of the MEDLINE database, Google search. SUMMARY OF THE FINDINGS: Acute diarrhea may be caused by a variety of agents, including bacterial, viral, and protozoan pathogens. The top priority in treatment of diarrhea is replacement of fluid and electrolytes losses, particularly at the acute stage, and, under certain circumstances, eradication of the enteropathogenic agent. On the other hand, treatment of persistent diarrhea should focus on prevention and management of food intolerance and malnutrition. CONCLUSIONS: Promotion of breastfeeding, adequate interventions in the treatment of acute diarrheal episodes, introduction of safe dietary strategies for prevention of malnutrition, and improvements in sanitation and hygiene conditions, including sewage and clean water, are essential measures for the reduction of diarrheal morbidity and mortality rates in children under 5 years of age. <![CDATA[Music therapy may increase breastfeeding rates among mothers of premature newborns: a randomized controlled trial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar o impacto da musicoterapia nos índices de aleitamento materno entre mães de recém-nascidos prematuros. MÉTODO: Neste ensaio clínico controlado, randomizado e aberto, mães de neonatos prematuros com peso < 1.750 g foram submetidas a sessões de musicoterapia três vezes por semana durante 60 minutos. Os desfechos foram os índices de aleitamento materno na ocasião da alta hospitalar do bebê e em consultas de seguimento (7-15 dias, 30 e 60 dias após a alta). RESULTADOS: Foram avaliadas 94 mães (48 no grupo da musicoterapia e 46 no grupo controle). O aleitamento materno foi significativamente mais frequente no grupo da musicoterapia na primeira consulta de seguimento [risco relativo (RR) = 1,26; intervalo de confiança de 95% (IC95%) = 1,01-1,57; p = 0,03; número necessário para tratar (NNT) = 5,6]. Esse grupo também apresentou índices mais elevados de aleitamento materno na ocasião da alta do bebê (RR = 1,22; IC95% = 0,99-1,51; p = 0,06; NNT = 6,3), e 30 e 60 dias após a alta (RR = 1,21; IC95% = 0,73-5,66; p = 0,13 e RR = 1,28; IC95% = 0,95-1,71; p = 0,09, respectivamente), mas esses resultados não foram estatisticamente significativos. CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que a musicoterapia teve efeito significativo no aumento do índice de aleitamento materno entre mães de recém-nascidos prematuros na primeira consulta de seguimento, e uma influência positiva (embora não significativa) que se estendeu até 60 dias depois da alta. A musicoterapia pode ser útil para elevar os índices de aleitamento materno entre mães de prematuros.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the impact of music therapy on breastfeeding rates among mothers of premature newborns. METHOD: In this open randomized controlled trial, mothers of premature neonates weighting < 1,750 g were submitted to music therapy sessions three times a week for 60 minutes. The endpoints were breastfeeding rates at the moment of infant hospital discharge and at follow-up visits (7-15 days, 30 and 60 days after discharge). RESULTS: A total of 94 mothers (48 in the music therapy group and 46 in the comparison group) were studied. Breastfeeding was significantly more frequent in the music therapy group at the first follow-up visit [relative risk (RR) = 1.26; 95% confidence interval (95%CI) = 1.01-1.57; p = 0.03; number needed to treat (NNT) = 5.6]. Moreover, this group showed higher breastfeeding rates at the moment of infant discharge (RR = 1.22; 95%CI = 0.99-1.51; p = 0.06; NNT = 6.3) and at days 30 and 60 after discharge (RR = 1.21; 95%CI = 0.73-5.6; p = 0.13 and RR = 1.28; 95%CI = 0.95-1.71; p = 0.09, respectively), but those results were not statistically significant. CONCLUSIONS: This study demonstrated that music therapy had a significant effect in increasing breastfeeding rates among mothers of premature newborns at the first follow-up visit, and also a positive influence (although not significant) that lasted up to 60 days after infant discharge. Music therapy may be useful for increasing breastfeeding rates among mothers of premature newborns. <![CDATA[Shifting susceptibility to hepatitis A among children and adolescents over the past decade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Estimar a prevalência de anticorpos contra hepatite A (anti-VHA) em grupo de crianças e adolescentes de laboratório público e privado em Porto Alegre e comparar com estudo realizado na década anterior. MÉTODOS: Entre 2007 e 2008 foi realizado estudo transversal onde foram incluídas, consecutivamente, 465 amostras de soros de crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade para determinar a prevalência de anticorpos anti-VHA total. As amostras foram fornecidas por laboratório público (grupo 1), que atende somente Sistema Único de Saúde, e por laboratório privado (grupo 2), representando os estratos socioeconômicos mais baixo e mais alto, respectivamente. O teste foi realizado em único laboratório (eletroquimioluminescência, Roche Diagnostics). Resultados > 20 UI/L foram considerados positivos. RESULTADOS: A soroprevalência de anti-VHA no grupo 1 foi de 37,6% e o percentual de positividade aumentou conforme a idade, variando de 19,4% entre 1-4 anos a 54,1% entre 15-19 anos. No grupo 2, a frequência de anti-VHA foi de 46,1% e foi inversamente relacionada à idade, caindo de cerca de 50,0% nas faixas etárias menores para 29,1% aos 15-19 anos. Houve diminuição significativa na prevalência do anti-VHA nas crianças de 5-9 anos do grupo 1 (p = 0,03), quando comparadas com estudo realizado na década de 1990. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem queda na endemicidade da hepatite A em Porto Alegre na última década e indicam maior suscetibilidade à doença em crianças e adolescentes, principalmente no estrato socioeconômico mais baixo.<hr/>OBJECTIVES: To estimate the prevalence of anti-hepatitis A virus (anti-HAV) antibodies in serum samples from children and adolescents obtained at two clinical pathology laboratories in the city of Porto Alegre, south of Brazil, and to compare findings to those of a study carried out in the 1990s. METHODS: In this cross-sectional study conducted between 2007 and 2008, 465 serum samples obtained from subjects aged 1-19 years were consecutively tested to determine the prevalence of total anti-HAV antibodies. Samples were provided by a public laboratory (group 1) that serves the Unified Health System exclusively, meant to represent the lowest socioeconomic strata, and by a private laboratory (group 2), meant to represent the higher socioeconomic classes. Tests were performed at a single laboratory using commercially available electrochemiluminescence kits. Antibody levels > 20 UI/L were considered positive. RESULTS: The seroprevalence of anti-HAV in Group 1 was 37.6%. The percentage of anti-HAV reactivity increased from 19.4% in the 1-to-4 group to 54.1% in the 15-to-19 group. In Group 2, overall anti-HAV positivity was 46.1% and was inversely correlated with age, declining from roughly 50% in the youngest groups to 29.1% in the 15-to-19 group. Comparison of sample findings to those reported in a 1990s study showed a significant reduction in anti-HAV prevalence among 5-to-9-year-olds in group 1 (p = 0.03). CONCLUSIONS: The results suggest that the endemicity of hepatitis A in Porto Alegre has been declining over the past decade, and that children and adolescents, particularly those in the lowest socioeconomic strata, are more susceptible to the disease. <![CDATA[Human respiratory syncytial virus in children hospitalized for acute lower respiratory infection]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a prevalência e a sazonalidade do vírus respiratório sincicial humano (VRSH) em crianças de 0 a 6 anos hospitalizadas por infecção aguda das vias aéreas inferiores (IVAI) em São José do Rio Preto (SP) e a associação entre faixa etária, diagnóstico e VRSH. MÉTODOS: Entre maio de 2004 e setembro de 2005, foram estudados 290 episódios consecutivos de IVAI adquiridos na comunidade em crianças de 0 a 6 anos internadas no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Para identificação do VRSH, foram coletadas amostras de secreção de nasofaringe e realizou-se análise molecular por meio da técnica de RT-PCR. RESULTADOS: A prevalência de VRSH foi de 29,3% nos episódios de IVAI hospitalizados. A IVAI foi frequente em lactentes (mediana de idade = 13,5 meses). O VRSH foi mais frequente nos casos de bronquiolite (64%) e no primeiro ano de vida (35%). Os episódios de infecção por VRSH ocorreram entre o outono e a primavera, com frequência maior em 2004 do que em 2005. Os critérios clínicos e radiológicos não foram suficientes para o diagnóstico de infecção pelo VRSH. Em 78,8% dos episódios de VRSH, houve tratamento com antibiótico. CONCLUSÕES: A prevalência do VRSH em crianças de 0 a 6 anos hospitalizadas por IVAI foi elevada, com predomínio nas mais jovens ou com bronquiolite. A circulação do vírus variou nos dois anos estudados. Os resultados sugerem necessidade de diagnóstico laboratorial do VRSR na prática clínica.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the prevalence and seasonality of human respiratory syncytial virus (HRSV) in children aged 0 to 6 years, hospitalized with acute lower respiratory infection (ALRI) in São José do Rio Preto, SP, Brazil, and the association between age, diagnosis, and HRSV. METHODS: Between May 2004 and September 2005, we studied 290 consecutive episodes of community-acquired ALRI in children aged 0 to 6 years admitted to the Hospital de Base of São José do Rio Preto. In order to detect HRSV, nasopharyngeal secretion samples were collected and RT-PCR molecular analysis was performed. RESULTS: The HRSV prevalence was 29.3% for the cases of hospitalized patients with ALRI. ALRI was common in infants (median age = 13.5 months). HRSV was more frequent in cases of bronchiolitis (64%) and during the first year of life (35%). Episodes of HRSV infection occurred between fall and spring, showing higher frequency in 2004 than in 2005. Clinical and radiological criteria were not sufficient to establish the diagnosis of infection with HRSV. Antibiotic therapy was used in 78.8% of episodes of HRSV. CONCLUSIONS: There was a high prevalence of HRSV in children aged 0 to 6 years who were hospitalized for ALRI, predominantly in younger patients or those with bronchiolitis. The circulation of the virus varied in the two years studied. Our results suggest the need for laboratory diagnosis of HRSV in the clinical practice. <![CDATA[Time of diagnosis of oral clefts: a multicenter study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Determinar a época do diagnóstico de fendas orofaciais típicas em diferentes regiões brasileiras e sua influência na idade da correção cirúrgica. MÉTODO: Estudo prospectivo, descritivo e transversal realizado em centros médicos do Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil. Fonoaudiólogos e geneticistas treinados realizaram entrevista, previamente validada, com pais de crianças afetadas. Utilizaram-se os programas Epi-Info e SPSS. Adotou-se nível de significância de 5% (p < 0,05). RESULTADOS: A amostra contou com 215 entrevistas para análise: 21,9% (47) aplicadas no Sudeste, 51,1% (110) no Sul e 27% (58) no Nordeste. A renda mensal no Sudeste foi maior (p < 0,05). A fenda labiopalatal foi encontrada em 61,4% (132) dos casos, a palatal, em 20,9% (45), e a labial, em 17,7% (38). Em 75,3% (162) dos casos, o diagnóstico ocorreu na maternidade, em 14% (30), no pré-natal e, em 10,2% (22), após a alta da maternidade. O Sudeste apresentou maior frequência de diagnóstico pré-natal (27,7%), possivelmente relacionada ao maior poder aquisitivo e a oportunidades de investigação. Dos diagnósticos em maternidades, 74,4% ocorreram no Nordeste. Entretanto, não houve diferença na comparação entre época de diagnóstico, região e idade da primeira cirurgia. CONCLUSÃO: Considerando que o diagnóstico é mais frequente em maternidades, sugere-se o treinamento das equipes de saúde desses locais, visando efetiva coordenação do atendimento inicial. Apesar da época do diagnóstico não influenciar a idade das cirurgias, ela favorece o planejamento dos cuidados neonatais e terapêuticos dos afetados.<hr/>OBJECTIVE: To determine the time of diagnosis of typical orofacial clefts in different Brazilian regions and its influence on age at surgical correction. METHOD: This was a prospective, descriptive, cross-sectional study conducted in medical centers in the Southeast, South, and Northeast of Brazil. Trained speech therapists and geneticists interviewed the parents of affected children using a previously validated questionnaire. Epi-Info and SPSS were used for data analysis. Significance level was set at 5% (p < 0.05). RESULTS: The sample consisted of 215 interviews conducted in the following regions: 21.9% (47) in the Southeast, 51.1% (110) in the South, and 27% (58) in the Northeast. Monthly family income was higher in the Southeast (p < 0.05). Cleft lip and palate were found in 61.4% (132) of cases, cleft palate in 20.9% (45), and cleft lip in 17.7% (38). Diagnosis occurred in the maternity ward in 75.3% (162) of cases, during the prenatal period in 14% (30), and after hospital discharge in 10.2% (22). The Southeast had a higher frequency of prenatal diagnosis (27.7%), possibly related to greater purchasing power in this region and greater availability of prenatal investigation. Of all cases diagnosed in the maternity ward, 74.4% occurred in the Northeast. However, no significant difference was found when comparing time of diagnosis, region, and age at first surgery. CONCLUSION: Considering that diagnosis is more common in the maternity ward, local health care teams should be trained in order to effectively improve the initial care of these patients. Although time of diagnosis did not affect age at surgery, it favors the planning of neonatal care and treatment of affected infants. <![CDATA[Prevalence and determinants of overweight in preschool children]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar a prevalência do excesso de peso e sua associação com as condições socioeconômicas, ambientais, bens de consumo, estado nutricional materno e assistência à saúde em pré-escolares. MÉTODOS: Estudo transversal com 954 pré-escolares do estado de Pernambuco, no ano de 2006. Foi realizada regressão logística múltipla, utilizando-se o modelo hierarquizado. Razões de chances de excesso de peso (bruta e ajustada para confundimento) foram calculadas para cada variável de exposição. RESULTADOS: A prevalência de excesso de peso foi de 8,1% para o estado e 9% para a região metropolitana de Recife (PE). No interior urbano e rural, foram encontradas prevalências de 9,7 e 6,8%, respectivamente. Maiores prevalências de excesso de peso foram observadas entre crianças pertencentes a famílias com melhores condições socioeconômicas: maior renda familiar per capita e nível de escolaridade, acesso a bens de consumo, melhores condições de moradia e saneamento básico e de assistência à saúde. O modelo final de regressão logística múltipla indicou que a escolaridade materna, os bens de consumo e o índice de massa corporal da mãe foram os fatores que melhor explicaram o excesso de peso das crianças. CONCLUSÕES: As prevalências do excesso de peso superam as de desnutrição entre pré-escolares no estado, e esse excesso acomete principalmente as crianças de famílias com condições socioeconômicas mais favorecidas.<hr/>OBJECTIVE: To examine the prevalence of overweight and its association with socioeconomic and environmental factors, ownership of household goods, maternal nutritional status, and healthcare in preschoolers. METHODS: Cross-sectional study with 954 preschoolers from the state of Pernambuco, Brazil, 2006. Multiple logistic regression with hierarchical modeling was conducted. Odds ratios for overweight (crude and adjusted for confounders) were calculated for each independent variable. RESULTS: The prevalence of overweight was 8.1% for the state as a whole and 9% for the Recife Metropolitan Region. In urban and rural areas, the prevalence was 9.7 and 6.8%, respectively. A high prevalence of overweight was found among children whose families lived in better socioeconomic conditions (per capita family income, high educational achievement and access to household goods, better housing and sanitation, and healthcare). The logistic regression final model indicated that maternal educational achievement, ownership of household goods, and maternal body mass index were the determinants that best explained child overweight. CONCLUSIONS: Overweight was more prevalent than malnutrition among preschoolers. The prevalence was highest among children living in more privileged socioeconomic conditions. <![CDATA[<b>Pais não autoritativos e o impacto no uso de drogas</b>: <b>a percepção dos filhos adolescentes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a associação entre uso de drogas e estilos parentais percebidos pelos filhos adolescentes brasileiros. MÉTODOS: Este estudo transversal foi realizado com adolescentes de 14 a 19 anos que ligaram para o Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção do Uso Indevido de Drogas. Participaram do estudo 232 adolescentes. As entrevistas, realizadas por telefone, incluíram: a Escala de Responsividade e Exigência Parental, que classifica os estilos materno e paterno percebidos pelos adolescentes em autoritativo, negligente, indulgente e autoritário; variáveis sociodemográficas; e instrumento para avaliar consumo no mês e abuso de substâncias. RESULTADOS: Os estilos parentais materno e paterno percebidos como negligente, indulgente ou autoritário (não autoritativos) tiveram associação significativa para uso de drogas [odds ratio (OR) = 2,8, intervalo de confiança de 95% (IC95%) 1,3-5,7 para mães, e OR = 2,8, IC95% 1,3-6,3 para pais]. Os estilos não autoritativos também demonstraram relação significativa com uso de tabaco no mês para o estilo materno (OR = 2,7, IC95% 1,2-6,5) e para o paterno (OR = 3,9, IC95% 1,4-10,7), uso de cocaína/crack no mês (OR = 3,9, IC95% 1,1-13,8) e abuso de qualquer droga (OR = 2,2, IC95% 1,0-5,1) somente para o estilo paterno. A análise de regressão logística mostrou que o estilo materno (OR = 3,3, IC95% 1,1-9,8), sexo do adolescente (OR = 3,2, IC95% 1,5-7,2) e idade (OR = 2,8, IC95% 1,3-6,2) tiveram associação com o uso de drogas. CONCLUSÕES: Adolescentes que avaliam suas mães como não autoritativas apresentam maior chance de usar drogas. Os pais não autoritativos têm mais associação com abuso de drogas pelos adolescentes.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the association between drug use and parenting styles perceived by Brazilian adolescent children. METHODS: This cross-sectional study enrolled adolescents aged 14 to 19 years that used the Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção do Uso Indevido de Drogas (VIVAVOZ). A total of 232 adolescents participated in the study. Phone interviews were conducted using the Parental Responsiveness and Demandingness Scale, which classifies maternal and paternal styles perceived by adolescent children as authoritative, neglectful, indulgent or authoritarian. Sociodemographic variables were collected and an instrument was used to assess monthly drug use and abuse. RESULTS: Maternal and paternal parenting styles perceived as neglectful, indulgent or authoritarian (non-authoritative) were significantly associated with drug use (odds ratio [OR] = 2.8; 95% confidence interval [95%CI], 1.3-5.7 for mothers and OR = 2.8; 95%CI, 1.3-6.3 for fathers). Non-authoritative styles also had a significant association with tobacco use in the previous month in the analysis of maternal (OR = 2.7; 95%CI, 1.2-6.5) and paternal (OR = 3.9; 95%CI, 1.4-10.7) styles, and use of cocaine/crack in the previous month (OR = 3.9; 95%CI, 1.1-13.8) and abuse of any drug (OR = 2.2; 95%CI, 1.0-5.1) only for the paternal style. Logistic regression revealed that maternal style (OR = 3.3; 95%CI, 1.1-9.8), adolescent sex (OR = 3.2; 95%CI, 1.5-7.2) and age (OR = 2.8; 95%CI, 1.2-6.2) were associated with drug use. CONCLUSIONS: Adolescents that perceived their mothers as non-authoritative had greater chances of using drugs. There was a strong association between non-authoritative paternal styles and adolescent drug abuse. <![CDATA[Tetrahydrobiopterin responsiveness of patients with phenylalanine hydroxylase deficiency]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar indivíduos responsivos à tetrahibrobiopterina (BH4) em uma amostra de pacientes brasileiros com hiperfenilalaninemia por deficiência de fenilalanina-hidroxilase (HPA-PAH). MÉTODOS: Estudo intervencional, amostragem por conveniência. Para serem incluídos no estudo, os pacientes deveriam: possuir diagnóstico bioquímico de HPA-PAH; ter idade > 7 anos; estar em tratamento dietético; e apresentar níveis de fenilalanina (Phe) > 6 mg/dL em todas as medidas realizadas no ano anterior à inclusão no estudo. Os níveis de Phe foram determinados por meio de espectrometria de massas in tandem no dia anterior (dia 1) e nos pontos de hora 0, 4 e 8 h (dia 2) e 24 h (dia 3) após ingestão de BH4. Os critérios utilizados para definir responsividade ao BH4 foram: critério 1-redução > 30% de Phe após 8 h da administração de BH4; e critério 2-redução > 30% de Phe após 24 h da administração. RESULTADOS: Dezoito pacientes foram incluídos no estudo (mediana de idade = 14 anos, sexo masculino = 12). Cinco pacientes foram responsivos ao BH4, sendo três (forma clássica: um; forma leve: dois) de acordo com ambos os critérios, e dois (forma clássica: um; forma não definida: um) de acordo com o critério 2. Os níveis de Phe plasmáticos do dia 1 não demonstraram variação nos pontos de hora (p = 0,523). Entretanto, quando comparamos os níveis de Phe nos pontos de hora dos dias 1 e 2, encontramos uma variação significativa (p = 0,006). A análise da associação genótipo-fenótipo confirmou o caráter multifatorial da responsividade ao BH4. CONCLUSÃO: Os nossos achados estão de acordo com a literatura e indicam que um número relevante de pacientes brasileiros com HPA-PAH é responsivo à BH4.<hr/>OBJECTIVE: To identify patients responsive to tetrahydrobiopterin (BH4) in a sample of Brazilians with hyperphenylalaninemia due to phenylalanine hydroxylase deficiency (HPA-PAH). METHODS: Interventional study, convenience sampling. The inclusion criteria were: diagnosis of HPA-PAH; age > 7 years; phenylalanine-restricted diet and phenylalanine (Phe) levels > 6 mg/dL in all blood tests 1 year before inclusion. Blood samples were obtained the day before (day 1) and at 0, 4, 8 (day 2) and 24 h (day 3) after BH4 intake. Phe levels were measured using tandem mass spectrometry. The criteria used to define responsiveness to BH4 were: criterion 1- Phe reduction > 30% 8 h after BH4 administration; criterion 2 - Phe reduction > 30% 24 h after BH4 administration. RESULTS: Eighteen patients were enrolled (median age, 14 years; 12 boys). Five patients were responsive to BH4, 3 according to both criteria (one classical PKU, two mild PKU); and two according to criterion 2 (one classical PKU; one indefinite PKU type). There were no differences between Phe serum levels on day 1 and at the other time points (p = 0.523). However, Phe levels on days 1 and 2 were significantly different (p = 0.006). The analysis of the phenotype-genotype association confirmed its multifactorial character. CONCLUSION: A relevant number of Brazilian patients with HPA-PAH are responsive to BH4, in agreement with other studies in the literature. <![CDATA[<b>Associação transversal entre hábitos alimentares saudáveis e não saudáveis e atividade física de lazer em adolescentes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar associações entre dois domínios da atividade física de lazer e hábitos alimentares em adolescentes. MÉTODOS: A amostra foi composta por 1.630 adolescentes (46% do gênero masculino e 54% do gênero feminino). O nível de atividade física, o tempo de televisão (TV) e os comportamentos alimentares foram avaliados por entrevista, e, de acordo com o resultado da avaliação, os adolescentes foram classificados como fisicamente ativos, espectadores assíduos de TV, e engajados em dietas não saudáveis/saudáveis. RESULTADOS: Os adolescentes do gênero masculino foram mais ativos do que as do feminino (21,7 e 9,4%, respectivamente; p = 0,001), ao passo que o hábito de assistir TV foi mais frequente entre as meninas (44,0 e 29,2%; p = 0,001). Práticas de atividades físicas foram associadas com maior consumo de frutas (OR = 1,90; IC95% 1,39-2,60) e vegetais (OR = 1,48; IC95% 1,09-2,01), ao passo que o maior consumo de frituras (OR = 2,13; IC95% 1,64-2,77) e salgadinhos (OR = 1,91; IC95% 1,49-2,45) esteve associado ao hábito de assistir TV. CONCLUSÃO: Este estudo epidemiológico apresenta informações indicando que os comportamentos ativo e inativo estiveram diferente e independentemente associados aos hábitos alimentares saudáveis e não saudáveis.<hr/>OBJECTIVE: To analyze associations between two physical activity domains during leisure time and different food habits in adolescents. METHODS: The sample comprised 1,630 adolescents (46% male and 54% female). Physical activity level, television (TV) viewing, and eating behaviors were assessed through an interview. According to the results of the assessment, adolescents were classified as physically active or engaged in high amounts of TV viewing and unhealthy/healthy diets. RESULTS: Male adolescents were more active than females (21.7 and 9.4%, respectively; p = 0.001), while TV viewing was more frequent in females (44.0 and 29.2%; p = 0.001). Physical activity level was related to higher consumption of fruits (OR = 1.90; 95%CI 1.39-2.60) and vegetables (OR = 1.48; 95%CI 1.09-2.01), while higher consumption of fried foods (OR = 2.13; 95%CI 1.64-2.77) and snacks (OR = 1.91; 95%CI 1.49-2.45) was associated with TV viewing. CONCLUSION: This study presented epidemiological information indicating that active and inactive behaviors were differently and independently associated with healthy and unhealthy diets. <![CDATA[Effect of place of birth and transport on morbidity and mortality of preterm newborns]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a influência do local de nascimento e do transporte sobre a morbimortalidade de recém-nascidos prematuros na Região Sul do Brasil. MÉTODOS: Estudo de coorte com recém-nascidos prematuros transferidos para a unidade de tratamento intensivo de referência (grupo transporte = 61), tendo sido acompanhados até a alta. Os dados sobre o atendimento no hospital de origem e transporte foram obtidos no momento da internação. Esse grupo foi comparado com neonatos da maternidade de referência, pareados por idade gestacional (grupo controle = 123), tendo como desfecho primário o óbito e desfechos secundários as alterações da glicemia, temperatura e saturação de oxigênio no momento da internação e a incidência de enterocolite necrosante, displasia broncopulmonar e sepses. Na associação entre as variáveis e o desfecho, foi utilizado o risco relativo. Foi adotado um nível de significância de α = 5% e β = 90%. RESULTADOS: A distância média percorrida foi de 91 km. A idade gestacional média foi de 34 semanas. Entre os recém-nascidos transferidos, 23% (n = 14) não tiveram atendimento pediátrico na sala de parto. No transporte, 33% dos recém-nascidos foram acompanhados por pediatra, e os equipamentos utilizados foram: incubadora (57%), bomba de infusão (13%), oxímetro (49%) e aparelho para aferição da glicemia (21%). O grupo transporte apresentou maior incidência de hiperglicemia, risco relativo (RR) = 3,2 (2,3-4,4), hipoglicemia, RR = 2,4 (1,4-4,0), hipertermia, RR = 2,5 (1,6-3,9), e hipoxemia, RR = 2,2 (1,6-3,0). Foram observados 18% de óbitos no grupo dos transferidos e 8,9% no grupo controle, RR = 2,0 (1,0-2,6). CONCLUSÕES: A pesquisa expõe deficiências no atendimento e transporte dos recém-nascidos, sendo necessária uma melhor organização do atendimento perinatal e do transporte na região nordeste do Rio Grande do Sul.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the effect of place of birth and transport on morbidity and mortality of preterm newborns in the southern region of Brazil. METHODS: This cohort study included preterm newborns transported to a reference intensive care unit (transport group = 61) and followed up until discharge. Data about care in hospital of origin and transport were obtained at admission. This group was compared with infants born in the maternity ward of the reference hospital paired according to gestational age (control group = 123). Primary outcome was death, and secondary outcomes were changes in blood glucose, temperature and oxygen saturation at admission and the incidence of necrotizing enterocolitis, bronchopulmonary dysplasia and sepsis. Relative risk (RR) was used to evaluate the association between variables and outcome. The level of significance was set at α = 5% and β = 90%. RESULTS: Mean travel distance was 91 km. Mean gestational age was 34 weeks. Of the neonates in the transport group, 23% (n = 14) did not receive pediatric care in the delivery room. During transportation, 33% of newborns were accompanied by a pediatrician, and the equipment available was: incubator (57%), infusion pump (13%), oximeter (49%) and device for blood glucose test (21%). The transport group had a greater incidence of hyperglycemia (RR = 3.2; 2.3-4.4), hypoglycemia (RR = 2.4; 1.4-4.0), hyperthermia (RR = 2.5; 1.6-3.9), and hypoxemia (RR = 2.2; 1.6-3.0). The percentage of deaths was 18% in the transport group and 8.9% in the control group (RR = 2.0; 1.0-2.6). CONCLUSIONS: This study revealed deficiencies in neonatal care and transport. Perinatal care and transport should be better organized in the northeastern region of Rio Grande do Sul, Brazil. <![CDATA[Normalization of height and excess body fat in children with salt-wasting 21-hydroxylase deficiency]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar crescimento e composição corporal de portadores da forma clássica perdedora de sal da hiperplasia adrenal congênita por deficiência da 21-hidroxilase, comparando-os com crianças saudáveis. MÉTODOS: Foram incluídos 21 pacientes (oito meninos e 13 meninas), entre 2,1 e 10,2 anos, e 67 controles pré-púberes (36 meninos e 31 meninas), entre 1,2 e 11,7 anos. Avaliou-se peso, estatura, perímetro braquial, dobras cutâneas, composição corporal por bioimpedância e idade óssea. Foram obtidas dos prontuários dos pacientes as seguintes informações: estatura dos pais, valores de 17-OH progesterona e Δ4-androstenediona, dose de hidrocortisona prescrita, dados de peso e estatura ao nascimento, no início do tratamento e aos 2 anos de idade. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram menor escore z de peso e de altura na primeira consulta em relação à situação de nascimento, com posterior recuperação após o início do tratamento, sem apresentar avanço da idade óssea. A média do escore z da altura dos controles (0,28±0,86) foi maior que a dos casos (-0,61±0,99, p < 0,001). Essa diferença desaparece quando se ajusta a altura dos pacientes para a idade óssea (0,33±1,68, p = 0,912). Os pacientes apresentaram maiores índices de massa corporal (p < 0,001), massa gorda (p < 0,001) e índice de massa gorda (p < 0,001) do que os controles. Não houve diferença entre as dobras cutâneas dos 2 grupos (p = 0,157). CONCLUSÕES: Os pacientes apresentaram recuperação do crescimento com média de estatura semelhante à da população geral, porém com maior adiposidade corporal, que parece ser visceral, já que não houve diferença entre as dobras cutâneas.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate growth and body composition of patients with the salt wasting form of classical congenital adrenal hyperplasia due to 21-hydroxylase deficiency and to compare them with healthy children. METHODS: Twenty-one prepubertal patients (eight boys and 13 girls) between 2.1 and 10.2 years and 67 prepubertal healthy controls (36 boys and 31 girls) between 1.2 and 11.7 years were included. Weight, height, upper-arm circumference, skinfolds, body composition determined by bioimpedance, and bone age were measured. The following data were obtained from the medical records: parents' height, serum levels of 17-hydroxyprogesterone and Δ4-androstenedione, prescribed hydrocortisone doses, weight and length at birth, in the beginning of the treatment, and at 2 years. RESULTS: Patients had lower weight and length z scores at the first appointment compared with the same data at birth, showing recovery after the beginning of the treatment without advanced bone age. Mean height z score was higher in controls (0.28±0.86) than in patients (-0.61±0.99, p < 0.001); this difference disappeared when the patients' height was adjusted to their bone age (0.33±1.68, p = 0.912). Patients had higher body mass index (p < 0.001), fat mass (p < 0.001), and fat mass index (p < 0.001) than controls. There was no difference in the skinfolds between the two groups (p = 0.157). CONCLUSIONS: Patients had growth recovery with mean height similar to the general population; however, they had higher body fat, which seems to be visceral, since there was no difference between the skinfolds of both groups. <![CDATA[Infant meningoencephalitis caused by yellow fever vaccine virus transmitted via breastmilk]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Relatar um caso de meningoencefalite, provavelmente causada pelo vírus vacinal da febre amarela transmitido pelo leite materno. DESCRIÇÃO: Paciente de 38 dias de idade, internado em 23/05/09 para investigação de febre. No dia 25/05/09 iniciaram-se as crises convulsivas. O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) foi sugestivo de meningoencefalite. A mãe havia recebido dose da vacina contra febre amarela e o bebê estava em aleitamento materno exclusivo. Recebeu alta com controle das crises convulsivas. Foi detectado anticorpo IgM específico para febre amarela no soro e no LCR. COMENTÁRIOS: Em 2009, ocorreu o primeiro caso confirmado de meningoencefalite pelo vírus vacinal da febre amarela transmitido pelo leite materno. Descrevemos o segundo caso, em que, possivelmente, o vírus vacinal tenha sido o agente etiológico da meningoencefalite. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda adiar a vacinação de nutrizes até a criança completar 6 meses ou orientar alternativas para evitar o risco de transmissão do vírus vacinal pelo leite materno.<hr/>OBJECTIVES: To describe a case of infant meningoencephalitis that was probably caused by yellow fever vaccine virus transmitted via breastmilk. DESCRIPTIONS: A 38-day old patient was admitted to hospital on May 23, 2009, with fever. On May 25, 2009, convulsive crises began. Cerebrospinal fluid (CSF) test results were suggestive of meningoencephalitis. The mother had been given a dose of yellow fever vaccine and the baby was on exclusive breastfeeding. The baby was discharged after the convulsive crises were controlled. Tests identified IgM antibodies specific for yellow fever in both serum and CSF. COMMENTS: In 2009, the first case was confirmed of meningoencephalitis caused by the yellow fever vaccine virus transmitted via breastmilk. We describe a second case in which the vaccine virus was possibly the etiologic agent of meningoencephalitis. The Brazilian Ministry of Health now recommends delaying vaccination of nursing mothers until their children reach 6 months or providing them with guidance on alternative options to avoid the risk of transmission of the vaccine virus via breastmilk. <![CDATA[Faecal elastase-1 (EL-1) in pediatric patients with cystic fibrosis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000300016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Relatar um caso de meningoencefalite, provavelmente causada pelo vírus vacinal da febre amarela transmitido pelo leite materno. DESCRIÇÃO: Paciente de 38 dias de idade, internado em 23/05/09 para investigação de febre. No dia 25/05/09 iniciaram-se as crises convulsivas. O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) foi sugestivo de meningoencefalite. A mãe havia recebido dose da vacina contra febre amarela e o bebê estava em aleitamento materno exclusivo. Recebeu alta com controle das crises convulsivas. Foi detectado anticorpo IgM específico para febre amarela no soro e no LCR. COMENTÁRIOS: Em 2009, ocorreu o primeiro caso confirmado de meningoencefalite pelo vírus vacinal da febre amarela transmitido pelo leite materno. Descrevemos o segundo caso, em que, possivelmente, o vírus vacinal tenha sido o agente etiológico da meningoencefalite. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda adiar a vacinação de nutrizes até a criança completar 6 meses ou orientar alternativas para evitar o risco de transmissão do vírus vacinal pelo leite materno.<hr/>OBJECTIVES: To describe a case of infant meningoencephalitis that was probably caused by yellow fever vaccine virus transmitted via breastmilk. DESCRIPTIONS: A 38-day old patient was admitted to hospital on May 23, 2009, with fever. On May 25, 2009, convulsive crises began. Cerebrospinal fluid (CSF) test results were suggestive of meningoencephalitis. The mother had been given a dose of yellow fever vaccine and the baby was on exclusive breastfeeding. The baby was discharged after the convulsive crises were controlled. Tests identified IgM antibodies specific for yellow fever in both serum and CSF. COMMENTS: In 2009, the first case was confirmed of meningoencephalitis caused by the yellow fever vaccine virus transmitted via breastmilk. We describe a second case in which the vaccine virus was possibly the etiologic agent of meningoencephalitis. The Brazilian Ministry of Health now recommends delaying vaccination of nursing mothers until their children reach 6 months or providing them with guidance on alternative options to avoid the risk of transmission of the vaccine virus via breastmilk.