Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720110004&lang=en vol. 87 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Risk assessment and follow-up are the keys to preventing severe hyperbilirubinemia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Viral co-detection in infants hospitalized with respiratory disease</b>: <b>is it important to detect?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Developmental outcomes and quality of life in children born preterm at preschool- and school-age</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar a literatura publicada nos últimos 5 anos sobre o efeito do nascimento prematuro no desenvolvimento e qualidade de vida de crianças nas fases pré-escolar e escolar. FONTES DOS DADOS: Revisão sistemática de estudos empíricos dos últimos 5 anos indexados nas bases de dados PubMed, MEDLINE, LILACS, SciELO e PsycINFO. Utilizaram-se palavras-chave que associaram a prematuridade aos desfechos de desenvolvimento e qualidade de vida. SÍNTESE DOS DADOS: Nos estudos, foram identificados quatro indicadores globais do desenvolvimento (neurológico, neurodesenvolvimento, funções executivas e qualidade de vida) e sete indicadores específicos do desenvolvimento (cognição, motor, comportamento, linguagem, desempenho escolar, atenção e memória). Os indicadores mais prevalentes foram cognição e motor. Os prematuros apresentaram pior desempenho em todos os indicadores de desenvolvimento quando comparados às crianças nascidas a termo. Além disso, quanto menor a idade gestacional, pior o desempenho nas avaliações dos indicadores de desenvolvimento. Verificou-se a presença de fatores de risco (menor peso ao nascer, hemorragia intraventricular e baixo nível educacional da mãe) e fatores de proteção (maior perímetro cefálico, aleitamento materno e maior renda familiar) do desenvolvimento de crianças nascidas pré-termo. CONCLUSÃO: Crianças nascidas com prematuridade extrema (< 30 semanas de idade gestacional) são vulneráveis para apresentar problemas no desenvolvimento e na qualidade de vida.<hr/>OBJECTIVE: To review literature published in the last 5 years on the effects of premature birth on the development and quality of life of preschool- and school-age children. SOURCES: Systematic review of empirical studies published in the last 5 years and indexed on PubMed, MEDLINE, LILACS, SciELO and PsycINFO. Keywords were chosen that relate prematurity to developmental and quality of life outcomes. SUMMARY OF THE FINDINGS: In the studies chosen, four global indicators of development were identified (neurological, neurodevelopment, executive functions and quality of life), in addition to seven specific indicators of development (cognition, motor function, behavior, language, academic performance, attention and memory). The most prevalent indicators were cognition and motor function. Premature children had worse performance in all developmental indicators than children born full term. Additionally, the younger the gestational age, the worse the performance in developmental indicator assessments. The studies identified both risk factors (lower birth weight, intraventricular hemorrhage and low maternal educational level) and protective factors (larger head circumference, breastfeeding and higher family income) for development of children born preterm. CONCLUSION: Children born extremely premature (< 30 weeks’ gestational age) are vulnerable to developmental and quality of life problems. <![CDATA[<b>Probiotics and prebiotics in prevention and treatment of diseases in infants and children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar o impacto do uso de probióticos e prebióticos na saúde das crianças. FONTES DOS DADOS: Foram pesquisados os bancos de dados MEDLINE e LILACS, selecionando-se artigos relevantes em inglês e francês. SÍNTESE DOS DADOS: O leite humano é rico em oligossacarídeos prebióticos e pode conter probióticos. Não existem dados sugerindo que a adição de probióticos a fórmulas para lactentes possa ser prejudicial, mas as evidências de sua eficácia são insuficientes para que seja recomendada. Visto que dados sugerem que a adição de oligossacarídeos prebióticos específicos pode reduzir infecções e atopia em lactentes saudáveis, sua adição parece razoável. Os benefícios a longo prazo dos pro e prebióticos para o sistema imunológico em desenvolvimento ainda precisam ser comprovados. Probióticos selecionados reduzem a duração da diarreia infecciosa em 1 dia, mas faltam evidências quanto à prevenção, exceto na diarreia associada a antibióticos. Alguns probióticos específicos previnem a enterocolite necrosante, e outros micro-organismos podem ser benéficos nos casos de gastrite por Helicobacter pylori e de cólica do lactente. Não há evidências suficientes para recomendar o uso de probióticos na prevenção e no tratamento da dermatite atópica. A utilização de probióticos nos casos de constipação, síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal e infecções extraintestinais requer mais estudos. CONCLUSÕES: A duração da administração, a dosagem microbiana e as espécies utilizadas necessitam de maior validação, tanto para probióticos quanto para prebióticos. Alegações de saúde injustificadas são uma grande ameaça ao conceito de pro e prebióticos.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the impact of probiotics and prebiotics on the health of children. SOURCES: MEDLINE and LILACS were searched for relevant English and French-language articles. SUMMARY OF THE FINDINGS: Human milk is rich in prebiotic oligosaccharides and may contain some probiotics. No data suggest that addition of probiotics to infant formula may be harmful, but evidence of its efficacy is insufficient for its recommendation. Since data suggest that addition of specific prebiotic oligosaccharides may reduce infections and atopy in healthy infants, their addition to infant formula seems reasonable. Long-term health benefits of pro- and prebiotics on the developing immune system remain to be proven. Selected probiotics reduce the duration of infectious diarrhea by 1 day, but evidence in prevention is lacking, except in antibiotic-associated diarrhea. Some specific probiotics prevent necrotizing enterocolitis, and other microorganisms may be beneficial in Helicobacter pylori gastritis and in infantile colic. Evidence is insufficient to recommend probiotics in prevention and treatment of atopic dermatitis. The use of probiotics in constipation, irritable bowel syndrome, inflammatory bowel disease, and extra-intestinal infections requires more studies. CONCLUSIONS: Duration of administration, microbial dosage, and species used need further validation for both pro- and prebiotics. Unjustified health claims are a major threat for the pro- and prebiotic concept. <![CDATA[<b>Systematic follow-up of hyperbilirubinemia in neonates with a gestational age of 35 to 37 weeks</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Identificar os resultados do acompanhamento da bilirrubinemia na primeira semana de vida em uma coorte de recém-nascidos (RNs) de 35(0/7) a 37(6/7) semanas de idade gestacional e estabelecer fatores de risco para reinternação para fototerapia pós-alta hospitalar (bilirrubinemia total > 18 mg/dL). MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectivo em hospital público universitário. Os recém-nascidos tiveram acompanhamento da bilirrubina total plasmática ou transcutânea pré- e pós-alta da enfermaria de alojamento conjunto para avaliação da necessidade de fototerapia. Foi empregada uma abordagem sistematizada, utilizando-se os percentis de risco de uma curva de referência. RESULTADOS: Foram estudados 392 RNs. Uma consulta ambulatorial foi necessária em 61,7% dos RNs. Tiveram valores máximos de bilirrubinemia total > 20 mg/dL 34 RNs (8,7%), e três RNs (0,8%) apresentaram bilirrubinemia total entre 25-30 mg/dL. Fototerapia foi indicada após alta em 74 RNs (18,9%). Os fatores de risco foram a perda de peso do nascimento até o primeiro retorno e os percentis à alta acima do P40. A bilirrubinemia total à alta acima do P95 foi associada ao maior risco de reinternação [RR = 49,5 (6,6-370,3)]. A perda de peso até o primeiro retorno foi o único preditor clínico independente [RR = 1,16 (1,04-1,17)]. CONCLUSÃO: A abordagem sistematizada da bilirrubinemia na 1ª semana foi efetiva na prevenção de hiperbilirrubinemias perigosas. O suporte à amamentação e a alta hospitalar após a estabilização da perda de peso podem ser medidas preventivas da reinternação por hiperbilirrubinemia<hr/>OBJECTIVES: To determine the outcomes of an intervention for follow-up of bilirubinemia in the first week of life in a cohort of newborn infants with gestational ages between 35(0/7) and 37(6/7) weeks and to determine risk factors for readmission for phototherapy (total bilirubin > 18 mg/dL). METHODS: Retrospective cohort study carried out at a public teaching hospital. Neonates underwent periodic monitoring of total bilirubin levels (measured in serum or by transcutaneous device) before and after discharge to assess the need for phototherapy. A systematic approach, based on risk percentiles of a bilirubin reference curve, was employed. RESULTS: The study sample comprised 392 neonates. Only one outpatient visit was required in 61.7% of newborns. Peak total bilirubin was > 20 mg/dL in 34 neonates (8.7%), and reached 25-30 mg/dL in three (0.8%). Phototherapy was indicated after discharge in 74 neonates (18.9%). Weight loss between birth and first follow-up visit and total bilirubin above the 40th percentile at discharge were risk factors for requiring phototherapy. Total bilirubin above the 95th percentile at discharge was associated with greater risk of readmission (RR = 49.5 [6.6-370.3]). Weight loss between discharge and first follow-up visit was the sole independent clinical predictor (RR = 1.16 [1.04-1.17]). CONCLUSION: Systematic follow-up during the first week of life was effective in preventing dangerous hyperbilirubinemia. Encouraging breastfeeding and discharging neonates only after weight loss has been stabilized may prevent readmission due to hyperbilirubinemia. <![CDATA[<b>Severity of viral coinfection in hospitalized infants with respiratory syncytial virus infection</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar a gravidade de infecções causadas por um único vírus (VSR) com a gravidade de coinfecções. MÉTODOS: Este estudo avaliou uma coorte histórica de lactentes com infecção aguda por VSR. Secreção de nasofaringe foi coletada de todos os pacientes rotineiramente para pesquisa viral usando técnicas de biologia molecular. Os seguintes desfechos foram analisados: tempo total de internação, duração da oxigenioterapia, admissão em unidade de terapia intensiva e uso de ventilação mecânica. Os resultados foram ajustados para os fatores confundidores (prematuridade, idade e aleitamento materno). RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 176 lactentes com idade média de 4,5 meses e diagnósticos de bronquiolite e/ou pneumonia. Cento e vinte e um tinham infecção única por VSR, e 55 tinham coinfecções (24 VSR + adenovírus, 16 VSR + metapneumovírus humano e 15 outras associações menos frequentes). Os quatro desfechos de gravidade avaliados foram semelhantes entre o grupo com infecção única por VSR e os grupos com coinfecções, independente do tipo de vírus associado com o VSR. CONCLUSÃO: As coinfecções virais não parecem alterar o prognóstico de lactentes hospitalizados com infecção aguda por VSR.<hr/>OBJECTIVE: To compare the severity of single respiratory syncytial virus (RSV) infections with that of coinfections. METHODS: A historical cohort was studied, including hospitalized infants with acute RSV infection. Nasopharyngeal aspirate samples were collected from all patients to detect eight respiratory viruses using molecular biology techniques. The following outcomes were analyzed: duration of hospitalization and of oxygen therapy, intensive care unit admission and need of mechanical ventilation. Results were adjusted for confounding factors (prematurity, age and breastfeeding). RESULTS: A hundred and seventy six infants with bronchiolitis and/or pneumonia were included in the study. Their median age was 4.5 months. A hundred and twenty one had single RSV infection and 55 had coinfections (24 RSV + adenovirus, 16 RSV + human metapneumovirus and 15 other less frequent viral associations). The four severity outcomes under study were similar in the group with single RSV infection and in the coinfection groups, independently of what virus was associated with RSV. CONCLUSION: Virus coinfections do not seem to affect the prognosis of hospitalized infants with acute RSV infection. <![CDATA[<b>Oral and inhaled corticoid treatment for wheezing in the first year of life</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a frequência e os fatores associados ao uso de corticoides para o tratamento de sibilância em lactentes no 1º ano de vida. MÉTODOS: Estudo transversal, realizado com o questionário validado do Estudio Internacional de Sibilancias en Lactantes, com 1.261 lactentes entre 12 e 15 meses em Belo Horizonte (MG). Foi realizado o cálculo das proporções e intervalo de confiança de 95% e teste de qui-quadrado para estudo da associação entre as variáveis. RESULTADOS: Seiscentos e cinquenta e seis (52%) manifestaram sibilância no 1º ano de vida, sendo 53% do sexo masculino e 48,2% brancos. A média de idade do primeiro episódio foi 5,11±2,89 meses. Verificou-se elevada morbidade, com frequentes idas à emergência (71%) e hospitalizações (27,8%). Foram frequentes a história familiar de asma e atopia (32,2 a 71%), exposição a tabagismo passivo (41,5%) e mofo (47,3%). As prevalências da utilização de corticoides, tanto por via oral (48,7%) quanto inalatória (51,3%), foram elevadas e maiores no grupo com três ou mais episódios. Crianças com maior morbidade tiveram maior chance de receber uma prescrição de corticoide (p < 0,05). CONCLUSÃO: A elevada frequência de utilização de corticoides aponta para a necessidade de estabelecerem-se critérios específicos para o tratamento da sibilância nos primeiro anos de vida, para evitar a extrapolação do tratamento da asma para outras condições transitórias e autolimitadas, em que o uso do corticoide pode representar mais um risco do que um benefício.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the prevalence of corticoid utilization for the treatment of wheezing in infants less than 12 months old and to analyze factors associated with this practice. METHODS: This was a cross-sectional study that administered the validated questionnaire from the International Study on the Prevalence of Wheezing in Infants to 1,261 infants aged 12 to 15 months in Belo Horizonte, Brazil. Proportions and 95% confidence intervals were calculated and the chi-square test was used to detect associations between variables. RESULTS: Six hundred and fifty-six (52%) infants, 53% male and 48.2% white, exhibited wheezing during the first year of life. Mean age at first episode was 5.11±2.89 months. There was a high rate of morbidity, with many emergency visits (71%) and hospitalizations (27.8%). Also common were a family history of asthma and atopic disease (32.2 to 71%) and exposure to passive smoking (41.5%) and to mould (47.3%). The prevalence rates for corticoid use, whether via oral route (48.7%) or inhaled (51.3%), were elevated and were higher in the group that suffered three or more episodes. Children suffering greater morbidity were more likely to be prescribed a corticoid (p < 0.05). CONCLUSION: The high frequency of corticoid use highlights the need to establish specific criteria for the treatment of wheezing in the first years of life in order to avoid extrapolation of asthma treatments to other conditions that are transitory and self-limiting and in which using corticoids could involve more risk than benefit. <![CDATA[<b>Landfills as risk factors for respiratory disease in children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a relação entre a exposição a um aterro sanitário fechado há 6 anos e os sintomas respiratórios em crianças de até 13 anos de idade. MÉTODO: Estudo transversal realizado em Várzea Paulist a, estado de São Paulo, Brasil. Um adulto cada um dos domicílios localizados no bairro próximo ao aterro sanitário e de uma amostra aleatorizada de domicílios de outro bairro com características socioeconômicas semelhantes foram entrevistados, perguntando-se sobre sintomas respiratórios, bem como sobre outras variáveis em crianças de até 13 anos de idade. O modelo de regressão logística foi utilizado para estudar essa relação. RESULTADOS: A chance de uma criança apresentar sintoma respiratório foi função de: -2,36 + 0,43 se a criança tem menos de 2 anos de idade; + 0,24 se a criança morar no bairro em que fica o aterro sanitário; -0,67 se, no domicílio, houver computador; + 0,54 se houvesse consumo de lenha no último ano; + 0,94 se a criança fora diagnosticada com asmática; + 0,87 foi ao serviço de saúde nos últimos 30 dias. CONCLUSÃO: Os autores concluem que morar próximo a um aterro sanitário fechado há 6 anos pode ser um fator de risco para doenças respiratórias em crianças.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the relationship between exposure to a landfill site closed 6 years previously and respiratory symptoms in children aged up to 13 years. METHOD: This was a cross-sectional study conducted in Várzea Paulista, in the state of São Paulo, Brazil. One adult in every household in a neighborhood close to the landfill and from a randomized sample of households in another neighborhood with similar socioeconomic characteristics but no landfill were interviewed and asked about respiratory symptoms and other variables relating to children aged up to 13. A logistic regression model was used to study this relationship. RESULTS: The likelihood of a child having respiratory symptoms was a function of -2.36 + 0.43 if the child was less than 2 years old; + 0.24 if the child lived in the landfill area; -0.67 if there was a computer at home; + 0.54 if firewood was burnt in the home in the last year; + 0.94 if the child was diagnosed with asthma; + 0.87 if the child visited a health service in the previous 30 days. CONCLUSION: The authors conclude that living near to a landfill closed 6 years previously may be a risk factor for respiratory disease in children. <![CDATA[<b>Admission hyperglycemia is a reliable outcome predictor in children with severe traumatic brain injury</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar a relação entre hiperglicemia na admissão e desfecho das crianças com traumatismo cerebral grave na alta hospitalar e 6 meses depois. MÉTODO: Análise retrospectiva da glicemia de 61 crianças com traumatismo cerebral grave admitidas na unidade de tratamento intensivo pediátrico entre 1/11/2005 e 30/10/2009. Foi considerado um ponto de corte de &gt; 150 mg/dL para o diagnóstico da hiperglicemia, com base na literatura. A evolução foi avaliada pela escala de resultados de Glasgow na alta hospitalar e 6 meses após a alta. O óbito também foi analisado como uma evolução. RESULTADOS: A glicemia média dos pacientes na admissão foi de 251 mg/dL (68-791). Verificou-se hiperglicemia na admissão em 51 pacientes (83,6%). Encontrou-se uma correlação positiva moderadamente significativa entre glicemia na admissão e gravidade do traumatismo craniano segundo a escala abreviada de injúrias (r = 0,46). A glicemia média dos não sobreviventes foi significativamente maior (207 mg/dL versus 455 mg/dL, p < 0,001). A glicemia média dos pacientes com má evolução foi significativamente maior, comparada à daqueles com boa evolução, na alta hospitalar e 6 meses após a alta (185 mg/dL versus 262 mg/dL, p < 0,15 e 184 mg/dL versus 346 mg/dL, p < 0,04, respectivamente). CONCLUSÕES: A hiperglicemia pode ser considerada um marcador de lesão cerebral e, quando presente na admissão, pode refletir um dano cerebral extenso, frequentemente associado a desfecho negativo e mortalidade. São necessários mais estudos para investigar o efeito do controle rigoroso da glicemia sobre a mortalidade e a evolução.<hr/>OBJECTIVE: To identify the relationship between admission hyperglycemia and outcome in children with severe brain injury at hospital discharge and 6 months later. METHOD: A retrospective analysis of blood glucose levels was conducted in 61 children with severe brain injury admitted to the Pediatric Intensive Care Unit between November 1, 2005 and October 30, 2009. Hyperglycemia was considered for a cut off value of &gt; 150 mg/dL, based on literature. Outcome was measured with the Glasgow Outcome Scale at hospital discharge and 6 months after discharge. Death was also analyzed as an outcome measure. RESULTS: Mean admission blood glucose of the patients was 251 mg/dL (68-791). Hyperglycemia was noted on admission in 51 (83.6%) patients. A moderately significant positive correlation was found between admission blood glucose and severity of head trauma according to Abbreviated Injury Score (r = 0.46). Mean admission glucose level of non-survivors was significantly higher (207 mg/dL vs. 455 mg/dL, p < 0.001). Mean blood glucose level of the patients in bad outcome group was found significantly higher compared to that of the patients in good outcome group at hospital discharge and 6 months after discharge (185 mg/dL vs. 262 mg/dL, p < 0.15 and 184 mg/dL vs. 346 mg/dL, p < 0.04, respectively). CONCLUSIONS: Hyperglycemia could be considered as a marker of brain injury and, when present upon admission, could reflect extensive brain damage, frequently associated with mortality and bad outcome. Further studies are needed to investigate the effect of strict glycemic control on mortality and outcomes. <![CDATA[<b>Musculoskeletal pain in obese adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar presença de dor, síndromes músculo-esqueléticas, alterações ortopédicas e uso de computador e videogame em adolescentes obesos. MÉTODOS: Um estudo transversal avaliou 100 adolescentes consecutivos com obesidade e 100 eutróficos a partir de um questionário confidencial, autoaplicável, incluindo dados demográficos, prática esportiva, sintomas dolorosos do sistema músculo-esquelético e uso de computador e videogame. Pré-teste e reteste do questionário foram realizados. O exame físico avaliou seis síndromes músculo-esqueléticas e sete alterações ortopédicas. RESULTADOS: O índice de kappa entre pré-teste e reteste foi 0,724. Dor e síndromes músculo-esqueléticas foram igualmente prevalentes nos dois grupos (44 versus 56%, p = 0,09; 12 versus 16%, p = 0,541; respectivamente). Entretanto, alterações ortopédicas (98 versus 76%, p = 0,0001), encurtamento de quadríceps (89 versus 44%, p = 0,0001) e geno valgo (87 versus 24%, p = 0,0001) foram significantemente mais evidenciados nos obesos versus controles. As medianas do tempo de uso do computador no dia anterior à pesquisa, nos sábados e domingos foram menores nos obesos (30 versus 60 minutos, p = 0,0001; 1 versus 60 minutos, p = 0,001; 0 versus 30 minutos, p = 0,02; respectivamente). Uso de minigame foi menor nos obesos (2 versus 11%, p = 0,003), não havendo diferença no uso de videogame nos dois grupos (p > 0,05). Comparações entre obesos com e sem dor evidenciaram maior frequência no gênero feminino (59 versus 39%, p = 0,048) e maior mediana de tempo de uso nos domingos [0 (0-720) versus 0 (0-240) minutos, p = 0,028]. CONCLUSÕES: Obesidade pode causar danos ao sistema osteoarticular no início da adolescência, principalmente nos membros inferiores. Programas específicos para adolescentes obesos do sexo feminino com dor músculo-esquelética precisam ser desenvolvidos.<hr/>OBJECTIVE: To determine the prevalence of pain, musculoskeletal syndromes, orthopedic disorders and using computers and playing videogames among obese adolescents. METHODS: This was a cross-sectional study that investigated 100 consecutive obese adolescents and 100 healthy-weight controls using a confidential, self-report questionnaire covering demographic data, sports participation, painful musculoskeletal system symptoms and using computers and playing videogames. The questionnaire’s test-retest reliability was tested. Physical examination covered six musculoskeletal syndromes and seven orthopedic disorders. RESULTS: The kappa index for test-retest was 0.724. Pain and musculoskeletal syndromes were equally prevalent in both groups (44 vs. 56%, p = 0.09; 12 vs. 16%, p = 0.541; respectively). Notwithstanding, orthopedic disorders (98 vs. 76%, p = 0.0001), tight quadriceps (89 vs. 44%, p = 0.0001) and genu valgum (87 vs. 24%, p = 0.0001) were significantly more prevalent in obese adolescents than in controls. Median time spent using a computer the day before, on Saturdays and on Sundays were all lower among the obese subjects (30 vs. 60 minutes, p = 0.0001; 1 vs. 60 minutes, p = 0.001; and 0 vs. 30 minutes, p = 0.02; respectively). Obese adolescents were less likely to play handheld videogames (2 vs. 11%, p = 0.003) and there was no difference in the two groups’ use of full-sized videogames (p > 0.05). Comparing obese adolescents with pain to those free from pain revealed that pain was more frequent among females (59 vs. 39%, p = 0.048) and was associated with greater median time spent playing on Sundays [0 (0-720) vs. 0 (0-240) minutes, p = 0.028]. CONCLUSIONS: Obesity can cause osteoarticular system damage at the start of adolescence, particularly to the lower limbs. Programs developed specifically for obese female adolescents with musculoskeletal pain are needed. <![CDATA[<b>Atopy risk factors at birth and in adulthood</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Estudar a associação entre atopia e variáveis como peso, comprimento e nível socioeconômico no nascimento e na idade adulta jovem. MÉTODOS: Foram investigados 2.063 indivíduos em um estudo prospectivo de coorte de nascimento com indivíduos nascidos em Ribeirão Preto (SP), em 1978/1979, e examinados aos 23-25 anos de idade. Realizaram-se testes cutâneos de puntura (TCP) para oito alérgenos comuns no Brasil. Foram considerados atópicos os indivíduos que apresentaram reação papular > 3 mm para um ou mais dos oito alérgenos testados. A fim de avaliar a associação entre atopia e variáveis no nascimento e na idade adulta, utilizamos o modelo log-binomial (modelo linear generalizado). RESULTADOS: A prevalência de TCP positivo foi de 47,6%. O gênero masculino esteve associado a aumento do risco de atopia [risco relativo (RR) = 1,18; intervalo de confiança de 95% (IC95%) 1,07-1,30]. O baixo nível de escolaridade foi um fator de proteção contra atopia, com um RR = 0,74; IC95% 0,62-0,89. A convivência com um fumante na infância também esteve associada a um menor risco de atopia (RR = 0,87; IC95% 0,79-0,96). Peso e comprimento ao nascer, ordem de nascimento, idade materna e restrição de crescimento intrauterino não estiveram associados a TPC positivo. CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que o gênero masculino esteve associado a um aumento do risco de atopia. O baixo nível socioeconômico, estabelecido pelo baixo nível de escolaridade, foi um fator de proteção contra a atopia. Esses dados estão de acordo com a teoria da higiene.<hr/>OBJECTIVE: To study the association between atopy and variables such as weight, length, and socioeconomic level at birth and in young adulthood. METHODS: A total of 2,063 subjects were investigated in a prospective birth cohort study of individuals born in Ribeirão Preto, Brazil, in 1978/1979, and examined at the age of 23-25 years. Skin prick tests (SPT) for eight common allergens in Brazil were performed. Subjects with a wheal reaction > 3 mm to one or more of the eight allergens tested were considered to be atopic. We used the log-binomial model (generalized linear model) in order to assess the association between atopy and birth or adult variables. RESULTS: The prevalence of positive SPT was 47.6%. Male gender was associated with an increased risk of atopy (relative risk [RR] = 1.18; 95% confidence interval [95%CI] 1.07-1.30). Low level of schooling was a protective factor against atopy, with a RR = 0.74; 95%CI 0.62-0.89. Living with a smoker in childhood was also associated with lower risk of atopy (RR = 0.87; 95%CI 0.79-0.96). Birth weight, length and order, maternal age, and intrauterine growth restriction were not associated with positive SPT. CONCLUSIONS: This study showed that male gender was associated with an increased risk of atopy. Low socioeconomic status, assessed by low level of schooling, was a protective factor against atopy. These data agree with the hygiene hypothesis. <![CDATA[<b>Evaluation of rapid sequence intubation in the pediatric emergency department</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Descrever a experiência do pronto-socorro de um hospital pediátrico com a sequência rápida de intubação e detectar os fatores associados ao sucesso. MÉTODOS: Estudo prospectivo transversal observacional de julho de 2005 a dezembro de 2007, de coleta de dados das intubações traqueais realizadas no pronto-socorro do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi considerada intubação traqueal com sucesso aquela realizada na primeira tentativa. RESULTADOS: Foram realizadas 117 intubações traqueais, 80% sob sequência rápida de intubação; 79% eram portadores de doenças de base; a insuficiência respiratória aguda foi a causa da intubação traqueal em 40%; a taxa de sucesso foi de 39%; o residente de pediatria do segundo ano foi o responsável por 74% das intubações traqueais; foi realizada ventilação com pressão positiva em 74% dos procedimentos, sendo menor a sua utilização entre os pacientes que foram intubados com sucesso (p = 0,002). Midazolam foi o sedativo utilizado em 80% dos procedimentos, e rocurônio foi o bloqueador neuromuscular em 100%; complicações decorrentes da sequência rápida de intubação foram descritas em 80%, sendo a queda da saturação de oxigênio relatada em 47% e menor nos pacientes intubados com sucesso (p < 0,001); dificuldades relativas à intubação traqueal foram menos relatadas nos procedimentos com sucesso (p < 0,001). CONCLUSÃO: A sequência rápida de intubação foi o método de escolha nas intubações traqueais realizadas no pronto-socorro (80%) e demonstrou ser um método seguro e com baixa incidência de complicações graves, apesar de ter apresentado baixa taxa de sucesso (39%) neste estudo. O sucesso da intubação traqueal com sequência rápida de intubação parece estar diretamente relacionado ao preparo adequado do procedimento e experiência do profissional, podendo-se concluir que é necessário maior treinamento dos residentes e dos assistentes envolvidos no atendimento de emergência.<hr/>OBJECTIVES: To describe the experience of the emergency department of a pediatric hospital with rapid sequence intubation (RSI) and to identify the factors associated with successful intubation. METHODS: This prospective, observational, cross-sectional study conducted from July 2005 to December 2007 consisted of collection of data regarding tracheal intubations performed at the emergency department of Instituto da Criança of Hospital das Clínicas, School of Medicine, Universidade de São Paulo. Successful tracheal intubations were the ones performed at the first attempt. RESULTS: One-hundred and seventeen tracheal intubations were performed; 80% of them were RSIs; 79% of patients had underlying diseases; acute respiratory failure was the cause of tracheal intubation in 40%; success rate was 39%; second-year pediatric resident physicians were responsible for 74% of tracheal intubations; positive pressure ventilation was performed in 74% of procedures, with less frequent use among patients who were successfully intubated (p = 0.002). Midazolam was the sedative used in 80% of procedures, and rocuronium was the neuromuscular blocker in 100%; complications of RSI were described in 80% of intubations, with decreased oxygen saturation being reported in 47% and lower decrease in those patients successfully intubated (p < 0.001); difficulties related to tracheal intubation were less frequent in the successful procedures (p < 0.001). CONCLUSION: RSI is the method of choice for tracheal intubations performed in the emergency department (80%). In spite of the low success rate (39%) in the present study, RSI has proven to be a safe method, with a low incidence of severe complications. The success of tracheal intubation using RSI seems to be directly related to the preparation of the procedure and the health professional's experience. Thus, we conclude that further training of resident physicians and health professionals working in the emergency department is required. <![CDATA[<b>Association of air pollution and hematologic parameters in children and adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a relação entre poluição atmosférica e parâmetros hematológicos em uma amostra populacional de crianças e adolescentes. MÉTODOS: Este estudo transversal foi realizado em 2009-2010 com estudantes escolhidos aleatoriamente de diversas áreas de Isfahan, a segunda maior e mais poluída cidade iraniana. A associação entre os níveis de poluentes do ar e os de hemoglobina, plaquetas, glóbulos brancos (GB) e glóbulos vermelhos (GV) foi determinada pelas análises linear múltipla e de regressão logística ajustadas para idade, sexo, medidas antropométricas, fatores meteorológicos, e hábitos alimentares e de atividade física. RESULTADOS: Participaram do estudo 134 estudantes (48,5% meninos), com idade média de 13,10±2,21 anos. Com níveis moderados de Pollutant Standards Index (PSI), a média de material particulado (particulate matter) < 10 µm (PM10) foi mais do que o dobro do normal. A análise de regressão linear demonstrou que o PSI e a maioria dos poluentes atmosféricos, especialmente PM10, estiveram negativamente relacionados com a contagem de hemoglobina e GV e positivamente relacionados com a contagem de GB e plaquetas. O odds ratio de uma elevação nos GB aumentou conforme os quartis de PM10, ozônio e PSI aumentavam, embora essas associações fossem significativas somente no quartil superior de PM10 e PSI. Os valores correspondentes de hemoglobina e GV seguiram a direção oposta. CONCLUSÕES: Destaca-se a associação dos poluentes atmosféricos com parâmetros hematológicos e um possível estado pró-inflamatório. A presença dessas associações com PM10 em níveis regulares de PSI enfatiza a necessidade de se reavaliar as políticas ambientais de saúde na faixa etária pediátrica.<hr/>OBJECTIVE: To assess the relationship between air pollution and hematologic parameters in a population-based sample of children and adolescents. METHODS: This cross-sectional study was conducted in 2009-2010 among school students randomly selected from different areas of Isfahan city, the second largest and most air-polluted city in Iran. The association of air pollutant levels with hemoglobin, platelets, red and white blood cells (RBC and WBC, respectively) was determined by multiple linear and logistic regression analyses, after adjustment for age, gender, anthropometric measures, meteorological factors, and dietary and physical activity habits. RESULTS: The study participants consisted of 134 students (48.5% boys) with a mean age of 13.10±2.21 years. While the mean Pollutant Standards Index (PSI) was at moderate level, the mean particulate matter < 10 µm (PM10) was more than twice the normal level. Multiple linear regression analysis showed that PSI and most air pollutants, notably PM10, had significant negative relationship with hemoglobin and RBC count, and positive significant relationship with WBC and platelet counts. The odds ratio of elevated WBC increased as the quartiles of PM10, ozone and PSI increased, however these associations reached significant level only in the highest quartile of PM10 and PSI. The corresponding figures for hemoglobin and RBC were in opposite direction. CONCLUSIONS: The association of air pollutants with hematologic parameters and a possible pro-inflammatory state is highlighted. The presence of these associations with PM10 in a moderate mean PSI level underscores the necessity to re-examine environmental health policies for the pediatric age group. <![CDATA[<b>Assessment of the body posture of mouth-breathing children and adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a associação do tipo respiratório oral (RO) e nasal (RN) e da classificação da postura corporal em variáveis clínicas de crianças e adolescentes com a síndrome do respirador oral, em relação a um grupo-controle de mesma faixa etária. MÉTODOS: Estudo analítico do tipo observacional e transversal, com grupo-controle, realizado em hospital universitário. Foram incluídas crianças maiores de 5 anos, distribuídas em dois grupos: controle saudável (RN) e grupo RO. O grupo RO incluiu pacientes com diagnóstico de síndrome do respirador oral confirmado por exame clínico médico e nasofibroscopia. Participaram do grupo-controle voluntários saudáveis da mesma faixa etária, cujo tipo RN foi confirmado por avaliação médica. Todos os participantes foram submetidos à avaliação postural. Para análise dos dados, foram utilizados os testes: não paramétrico de Mann-Whitney, qui-quadrado e exato de Fisher, considerando-se nível de significância de 0,05%. RESULTADOS: Foram incluídos 306 RO e 124 RN. O tipo RO conferiu maior prevalência no gênero masculino (p = 0,0002), maior grau e frequência de obstrução nasal e tamanho das amígdalas (p = 0,0001) em comparação ao RN. Também apresentou maior incidência de rinite alérgica (p = 0,0001), padrão respiratório torácico (p = 0,0001), palato ogival (p = 0,0001) e classificação postural desfavorável (p = 0,0001) em relação ao grupo-controle. Os índices de classificação postural foram diretamente proporcionais à obstrução nasal (p = 0,0001) e ao gênero masculino (p = 0,0008). CONCLUSÕES: Alterações posturais foram significativamente mais frequentes nas crianças do grupo com síndrome do respirador oral, o que reforça a necessidade de precocidade no tratamento interdisciplinar dessa síndrome.<hr/>OBJECTIVE: To investigate associations between mouth breathing (MBr), nose breathing (NBr) and body posture classification and clinical variables in children and adolescents, by comparing patients with mouth breathing syndrome with a control group of similar age. METHODS: This was an observational, analytical, controlled, cross-sectional study conducted at a university hospital. Children aged 5 years or more were recruited to one of two groups: healthy controls (NBr) or an MBr group. The MBr group comprised patients with a diagnosis of mouth breathing syndrome confirmed by clinical examination by a physician plus nasal endoscopy. The control group comprised healthy volunteers of the same age, with NBr confirmed by medical examination. All participants underwent postural assessment. Data were analyzed using the Mann-Whitney nonparametric test, the chi-square test and Fisher’s exact test, to a significance level of 0.05%. RESULTS: A total of 306 MBr and 124 NBr were enrolled. Mouth breathers were more likely to be male (p = 0.0002), have more frequent and more severe nasal obstruction and larger tonsils (p = 0.0001) than NBr. Mouth breathers also exhibited higher incidence rates of allergic rhinitis (p = 0.0001), of thoracic respiratory pattern (p = 0.0001), high-arched palate (p = 0.0001) and unfavorable postural classifications (p = 0.0001) with relation to the control group. Postural classification scores were directly proportional to nasal obstruction (p = 0.0001) and male sex (p = 0.0008). CONCLUSIONS: Postural problems were significantly more common among children in the group with mouth breathing syndrome, highlighting the need for early interdisciplinary treatment of this syndrome. <![CDATA[<b>Results of research into the frequency of exclusive breastfeeding vary depending on the approach taken in the interview</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000400015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar a frequência do aleitamento materno exclusivo segundo duas metodologias de abordagem na entrevista. MÉTODOS: Estudo transversal em amostra de 309 mães de crianças de 0 a 6 meses, com idade mediana de 11 dias, atendidas no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira entre novembro e dezembro de 2009. Foram testadas duas abordagens na entrevista: na primeira, questionou-se se a mãe ofereceu outros alimentos nas 24 horas anteriores à entrevista; em seguida, se em algum momento da vida da criança foram oferecidos outros alimentos. Utilizou-se o teste de homogeneidade marginal, adotando nível de significância de 5%. RESULTADOS: De acordo com o recordatório de 24 horas, a frequência do aleitamento materno exclusivo correspondeu a 78,0%. Em relação ao recordatório mais abrangente, foi de 59,2% (p < 0,001). CONCLUSÕES: A frequência do aleitamento materno exclusivo é superestimada no recordatório de 24 horas, quando comparada à obtida com recordatório mais abrangente.<hr/>OBJECTIVE: To compare the frequency of exclusive breastfeeding using two different interview approaches. METHODS: This was a cross-sectional study of 309 mothers of children aged 0 to 6 months, with a median age of 11 days. Mothers were interviewed at the Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira during November and December of 2009. Two approaches to the interview were tested: firstly, the mother was asked if complementary foods had been given during the preceding 24 hours. Secondly, they were asked if at any point during the child’s life any other foods had been given. The marginal homogeneity test was applied and the significance level was 5%. RESULTS: According to the 24-hour recall, the frequency of exclusive breastfeeding was 78.0%. According to the wider-ranging recall period, the frequency was 59.2% (p < 0.001). CONCLUSIONS: The frequency of the exclusive breastfeeding is overestimated using the 24-hour recall compared with the whole-life recall.