Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720110005&lang=en vol. 87 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Why is <i>Helicobacter pylori</i> disappearing? More questions than answers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Breastfeeding and infant pneumonia in Brazil</b>: <b>the value of electronic surveillance information systems</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Mood disorders in children and adolescents</b>: <b>update for pediatricians</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Revisar aspectos epidemiológicos e etiológicos do diagnóstico e tratamento dos transtornos do humor em crianças e adolescentes, com foco em conteúdos essenciais para médicos pediatras. FONTES DOS DADOS: Revisão da literatura no banco de dados da MEDLINE. Utilização das recomendações da quarta edição do texto revisado do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria. Análise crítica dos atuais critérios diagnósticos e teorias científicas sobre etiologia dos transtornos do humor. SÍNTESE DOS DADOS: Foram identificadas opiniões discordantes e congruentes sobre a efetividade de se utilizar os mesmos critérios atualmente listados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais para diagnóstico de transtornos do humor em adultos, adolescentes e crianças. Embora esse tópico tenha sido muito debatido na literatura dos últimos 10 anos, a percepção é de que uma porcentagem significativa de casos continuam sendo subdiagnosticados devido à utilização dos mesmos critérios independente da faixa etária. Os diversos estudos epidemiológicos realizados na população infantil fundamentam-se nesses critérios para cálculos de prevalência, o que tornam duvidosos os números atualmente publicados. Embora a neurociência tenha alcançado grandes avanços no conhecimento dessas patologias, ainda é necessário um melhor entendimento sobre como os fatores genéticos e ambientais interagem e influenciam a origem, gravidade e resposta ao tratamento. CONCLUSÕES: Os transtornos do humor são patologias de alta prevalência na infância e adolescência, com grande impacto na vida dos portadores no longo prazo. Constatamos a necessidade de aprimorar os critérios diagnósticos, adequando-os à população infantil, com objetivo de facilitar ao clínico, particularmente ao pediatra, diagnóstico e intervenção precoce. Avanços na área de epigenética podem colaborar para o desenvolvimento de outras abordagens preventivas, diagnósticas e terapêuticas.<hr/>OBJECTIVES: To review epidemiological and etiologic aspects of diagnosis and treatment of mood disorders (MDs) in children and adolescents, with a focus on essential information for pediatricians. SOURCES: A literature search on MEDLINE, a review of the American Psychiatric Association’s Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, fourth edition (text revision) (DSM-IV-TR), and a critical analysis of current diagnostic criteria and scientific evidence regarding the etiology of mood disorders were performed. SUMMARY OF THE FINDINGS: We identified diverging opinions for and against the proposition of using the same criteria used for adults, as listed in the DSM-IV-TR, for diagnosing mood disorders in children and adolescents. Although there has been much debate in the literature on this topic in the last decade, there remains a concern that there may be a significant under-diagnosis of cases due to differing methods. Several epidemiological studies conducted in pediatric populations using different criteria and methods make it difficult to interpret the data currently published. Although the field of neurosciences has achieved major advances in understanding these pathologies, additional investigations are needed to gain a clearer picture of how genetic and environmental factors interact and influence the origin and severity of the disease and the patient’s response to treatment. CONCLUSIONS: MDs have a high prevalence in childhood and adolescence and have major long-term impacts on sufferer’s lives. There is a need to improve diagnostic criteria, adapting them for the pediatric population, with the objective of making it simpler for clinicians, particularly pediatricians, to make diagnoses and initiate early intervention. Advances in the area of epigenetics may aid in the development of new preventative, diagnostic, and therapeutic approaches. <![CDATA[<b>Effectiveness of school-based nutrition education interventions to prevent and reduce excessive weight gain in children and adolescents</b>: <b>a systematic review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a efetividade da educação nutricional em escolas na redução ou prevenção de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. FONTES DOS DADOS: Busca sistemática em 14 bases de dados e cinco revisões sistemáticas por ensaios controlados randomizados realizados em escolas com o objetivo de reduzir ou prevenir o sobrepeso em crianças e adolescentes. O índice de massa corporal e o consumo de frutas e verduras foram utilizados como desfechos primário e secundário, respectivamente. Não houve restrição de data de publicação ou idioma, exceto para idiomas com logogramas. Excluímos estudos em populações com distúrbios alimentares, dislipidemia, diabetes e deficiência física ou mental, e que utilizassem medicamentos ou suplementos alimentares. A avaliação por título e resumo e a avaliação de qualidade foram realizadas de forma independente por dois pesquisadores. Utilizamos as orientações do Centre for Reviews and Dissemination para a elaboração de artigos de revisão em saúde e o programa EPPI-Reviewer 3. SÍNTESE DOS DADOS: Das 4.809 referências inicialmente encontradas, 24 artigos preencheram os critérios de inclusão. Os dados extraídos apresentam evidências de efeitos antropométricos positivos e de aumento no consumo de frutas e verduras. As intervenções com as seguintes características demonstraram ser efetivas: duração > 1 ano, introdução como atividade regular da escola, envolvimento dos pais, introdução da educação nutricional no currículo regular e fornecimento de frutas e verduras pelos serviços de alimentação da escola. CONCLUSÃO: As intervenções para reduzir o sobrepeso e a obesidade e aumentar o consumo de frutas e verduras foram efetivas nos estudos bem conduzidos.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the effectiveness of school-based nutrition education in reducing or preventing overweight and obesity in children and adolescents. SOURCES: Systematic search in 14 databases and five systematic reviews for randomized controlled trials conducted in schools to reduce or prevent overweight in children and adolescents. Body mass index and fruit and vegetable intake were used as primary and secondary measures of outcome, respectively. There was no restriction by date of publication or language, except for languages with structured logograms. We excluded studies on specific populations presenting eating disorders, dyslipidemia, diabetes, and physical or mental disabilities, as well as studies that used drugs or food supplements as components of the intervention. The assessment by title and abstract and the quality assessment were performed independently by two researchers. We used the Centre for Reviews and Dissemination's guidance for undertaking reviews in health care and the software EPPI-Reviewer 3. SUMMARY OF THE FINDINGS: From the initially retrieved 4,809 references, 24 articles met the inclusion criteria. The extracted data show that there is evidence of positive effects on anthropometry and of increase in fruit and vegetable consumption. Characteristics of the interventions that demonstrated effectiveness are: duration > 1 year, introduction into the regular activities of the school, parental involvement, introduction of nutrition education into the regular curriculum, and provision of fruits and vegetables by school food services. CONCLUSION: Interventions in schools to reduce overweight and obesity, as well as to increase fruits and vegetable consumption, have demonstrated effectiveness in the best-conducted studies. <![CDATA[<b>Prevalence of <i>Helicobacter pylori</i> infection and intestinal parasitosis in children of the Xingu Indian Reservation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a prevalência da infecção por Helicobacter pylori e sua associação com parasitoses intestinais em crianças da comunidade indígena do Parque Indígena do Xingu. MÉTODOS: Foram incluídas 245 crianças indígenas entre 2 e 9 anos, de seis aldeias da região do rio Xingu, afluente do Amazonas. H. pylori foi detectado pelo teste respiratório com ureia-13C. Foram coletadas amostras de ar expirado, em jejum e 30 minutos após a ingestão de 50 mg de ureia-13C diluída em 100 mL de água aromatizada com suco de maracujá. Foram coletadas amostras de fezes de 202/245 (82,4%) crianças para exame protoparasitológico. RESULTADOS: A prevalência do H. pylori foi de 73,5%. Foi observada associação significativa do H. pylori com maior idade entre as diferentes aldeias e etnias. Resultaram positivas para a presença de parasitas 97,5% (198/202) das amostras de fezes, sem associação com a infecção por H. pylori. Encontrou-se, na análise multivariada, uma relação entre a infecção por giárdia e o H. pylori. As etnias Kisêjê [odds ratio (OR) = 3,36] e Kaibi (OR = 4,00), e as aldeias Tuiararé (OR = 8,10), Ngojwere (OR = 4,10), Capivara (OR = 4,88), Diauarum (OR = 1,85) e Pavuru (OR = 1,40) foram fatores de risco para a infecção por H. pylori. CONCLUSÕES: Foi encontrada alta prevalência de H. pylori e de parasitose intestinal em crianças nas comunidades presentemente investigadas. No entanto, houve diferença significativa na prevalência do H. pylori entre as diversas aldeias estudadas. Verificou-se associação entre a presença de giárdia e a infecção por H. pylori.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the prevalence of Helicobacter pylori infection and its association with intestinal parasitoses in children from indigenous communities of the Xingu Indian Reservation, in Brazil. METHODS: A total of 245 Native Brazilian children between 2 and 9 years of age, from six villages of the Xingu River region, a tributary of the Amazon River, were assessed. H. pylori was detected using the 13C-urea breath test. Breath samples were collected at baseline and 30 minutes after ingestion of 50 mg of 13C-urea diluted with 100 mL of water flavored with passion fruit juice and sweetener. Stool samples were collected for the stool ova and parasites exam for 202/245 (82.4%) children. RESULTS: The overall prevalence of H. pylori was 73.5%. A significant association of H. pylori with increased age was observed among the different villages and ethnic groups. Positive results for the presence of parasites - 97.5% (198/202) - from the stool samples collected showed no association with H. pylori. Giardia showed an association with H. pylori in the multivariate analysis. Risk factors for H. pylori infection were observed in Kisêjê and Kaibi ethnic groups (OR [odds ratio] = 3.36 and 4.00, respectively), as well as in Tuiararé, Ngojwere, Capivara, Diauarum, and Pavuru villages (OR = 8.10, 4.10, 4.88, 1.85, and 1.40, respectively). CONCLUSIONS: H. pylori infection is highly prevalent in these communities, as well as intestinal parasitoses. However, there were significant differences in the prevalence of H. pylori among the diverse villages studied. Giardia was closely associated with H. pylori infection. <![CDATA[<b>Breastfeeding can prevent hospitalization for pneumonia among children under 1 year old</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a relação entre o aleitamento materno e as internações hospitalares por pneumonia entre crianças com menos de 1 ano de vida. MÉTODOS: Estudo epidemiológico ecológico que utilizou dados secundários de internação por pneumonia (desfecho) e de prevalência de aleitamento materno (exposição) na população de crianças com menos de 1 ano de vida nas capitais brasileiras e no Distrito Federal em 2008. A razão de taxas (RT) de internação hospitalar foi estimada por modelo estatístico binomial negativo (intervalo de confiança de 95%), ajustado pelo índice de Gini da população e pela prevalência de fumantes na população em geral e de baixo peso ao nascer na população estudada. RESULTADOS: A prevalência de aleitamento materno em crianças de 9 a 12 meses incompletos de vida e a prevalência do aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses mostraram-se associadas a uma menor taxa de internação hospitalar por pneumonia (RT = 0,62; IC95% 0,51-0,74, e RT = 0,52; IC95% 0,39-0,69, respectivamente). CONCLUSÃO: O aumento das prevalências de aleitamento materno no 1º ano de vida e de aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de uma população podem reduzir as internações hospitalares por pneumonias.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the relationship between breastfeeding and hospitalization for pneumonia among children under 1 year old. METHODS: Ecological study using secondary data of hospitalizations for pneumonia (outcome) and breastfeeding prevalence data (exposure) among children under 1 year old living in the Brazilian state capital cities and the Federal District in 2008. A negative binomial model of hospitalization was used to estimate the rate ratio (95% confidence interval), adjusted according to the Gini Index, and the prevalence rates of smokers in the general population and low birth weight individuals in the population investigated. RESULTS: Breastfeeding prevalence among children between 9 and 12 months old and exclusive breastfeeding prevalence among children under 6 months old were associated with a lower rate ratio of hospitalization for pneumonia (RR = 0.62; 95%CI 0.51-0.74 and RR = 0.52; 95%CI 0.39-0.69, respectively). CONCLUSION: Increased prevalence rates of breastfeeding during the first year of life and exclusive breastfeeding during the first 6 months of life can reduce the number of hospitalizations for pneumonia. <![CDATA[<b>Iron deficiency in Brazilian infants with sickle cell disease</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a deficiência ou sobrecarga de ferro em lactentes com doença falciforme, a fim de embasar a decisão de recomendar (ou não) a suplementação profilática de ferro nessa população. MÉTODOS: Estudo retrospectivo transversal envolvendo 135 lactentes menores de 2 anos (66 meninos e 69 meninas), com genótipos SS e SC (77/58), nascidos entre 2005 e 2006 em Minas Gerais. Os indicadores de uma possível deficiência de ferro foram: volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM), saturação da transferrina (ST) e ferritina. Dezessete lactentes [12,6%, intervalo de confiança de 95% (IC95%) 7,0-18,2%] haviam recebido hemotransfusão antes da coleta dos exames. RESULTADOS: ST e ferritina estavam significativamente mais baixas nos lactentes com hemoglobina SC (p < 0,001). Quando dois indicadores foram utilizados para definir a deficiência de ferro (VCM ou HCM baixos mais ST ou ferritina baixas), 17,8% das crianças (IC95% 11,3-24,3%) tinham deficiência de ferro, predominando naquelas com perfil SC (p = 0,003). Análise das crianças que não haviam sido transfundidas (n = 118) mostrou prevalência de ferropenia em 19,5%. Constatou-se aumento de ferritina em 15 lactentes (11,3%; IC95% 5,9-16,7%); a maioria havia sido transfundida. CONCLUSÕES: A maior parte dos lactentes com doença falciforme não desenvolve deficiência de ferro, mas alguns têm déficit significativo. Este estudo indica que lactentes com doença falciforme, principalmente aqueles com hemoglobinopatia SC, talvez possam receber ferro profilático; no entanto, a suplementação deve ser suspensa após a primeira hemotransfusão.<hr/>OBJECTIVE: To assess iron deficiency or overload in infants with sickle cell disease in order to support the decision to recommend (or not) iron prophylactic supplementation in this population. METHODS: Cross-sectional and retrospective study with 135 infants below 2 years old (66 boys and 69 girls), 77 with SS and 58 with SC hemoglobin, born between 2005 and 2006 in Minas Gerais, Brazil. Indicators of possible iron deficiency were: mean corpuscular volume (MCV), mean corpuscular hemoglobin (MCH), transferrin saturation (TS), and ferritin. Blood transfusions had been given to 17 infants (12.6%, 95% confidence interval [95%CI] 7.0-18.2%) before laboratory tests were done. RESULTS: Ferritin and TS were significantly lower in SC infants (p < 0.001). When two indices were considered for the definition of iron deficiency (low MCV or MCH plus low ferritin or TS), 17.8% of children (95%CI 11.3-24.3%) presented iron deficiency, mainly those with SC hemoglobin (p = 0.003). An analysis of infants who were not given transfusions (n = 118) showed that 19.5% presented iron deficiency. Fifteen infants (11.3%, 95%CI 5.9-16.7%) presented increased ferritin; the majority had been transfused. CONCLUSIONS: Most infants with sickle cell disease do not develop iron deficiency, though some have a significant deficit. This study indicates that infants with sickle cell disease, mainly those with SC hemoglobin, may receive prophylactic iron; however, supplementation should be withdrawn after the first blood transfusion. <![CDATA[<b>Impact of an asthma management program on hospitalizations and emergency department visits</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Analisar as frequências de hospitalização e de atendimentos em serviços de urgência ocorridas em crianças e adolescentes antes e após o ingresso em programa de asma no Brasil. MÉTODOS: Prontuários de 608 pacientes menores de 15 anos e com asma foram avaliados retrospectivamente. As frequências de hospitalização por asma e de atendimentos em serviços de urgência para episódios agudos de broncoespasmo foram avaliadas nos períodos anterior e posterior à admissão no programa que disponibiliza medicamentos, preconiza abordagem integral do paciente e manejo profilático de acordo com a Global Initiative for Asthma (GINA). O período de observação antes do programa (AP) teve a duração de 12 meses enquanto o depois do programa (DP) variou de 12 a 36 meses. RESULTADOS: No período AP, ocorreram 895 hospitalizações e 5.375 atendimentos em serviços de urgência, e no período DP, ocorreram 180 hospitalizações e 713 atendimentos na urgência. O teste t de Student para amostras pareadas e o modelo de regressão para observações dependentes identificaram efeito significativo do programa em relação às variáveis estudadas (p = 0,000). CONCLUSÕES: A adoção das recomendações do GINA levou à redução significativa nas frequências de hospitalização e atendimentos na urgência em crianças e adolescentes com asma.<hr/>OBJECTIVES: To assess the frequency of hospitalizations and emergency department visits of children and adolescents before and after the enrolment in an asthma program. METHODS: Medical records of 608 asthmatics younger than 15 years were assessed retrospectively. The frequency of hospitalizations and emergency department visits caused by exacerbations were evaluated before and after enrolment in an asthma program. Patients were treated with medications and a wide prophylactic management program based on the Global Initiative for Asthma (GINA). The before asthma program (BAP) period included 12 months before enrollment, whereas the after asthma program (AAP) period ranged from 12 to 56 months after enrollment. RESULTS: In the BAP period, there were 895 hospitalizations and 5,375 emergency department visits, whereas in the AAP period, there were 180 and 713, respectively. This decrease was significant in all statistical analyses (p = 0.000). CONCLUSIONS: Compliance with the GINA recommendations led to a significant decrease in the frequency of hospitalizations and emergency department visits in children and adolescents with asthma. <![CDATA[<b>Seroprevalence of hepatitis A in children and adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Avaliar a soroprevalência de hepatite A (VHA) em crianças e adolescentes com idade entre 1 e 14 anos, e identificar fatores associados à infecção prévia. MÉTODO: Estudo epidemiológico transversal, realizado entre fevereiro e agosto de 2006, em Curitiba, Paraná, Brasil, e em sua região metropolitana. A análise laboratorial constituiu-se de pesquisa qualitativa de anticorpos totais para o VHA em amostra de sangue total. RESULTADOS: No estudo, 901 crianças e adolescentes foram incluídos. A distribuição por faixa etária foi: 237 (26,3%) entre 1 e 4 anos; 313 (34,7%) entre 5 e 9 anos; e 351 (39%) entre 10 e 14 anos. A taxa de soroprevalência geral encontrada foi de 19,8%, e por grupo etário foi de 3, 21,1 e 29,9% (p < 0,01), respectivamente. Na análise multivariada, demonstrou-se que os fatores que, em conjunto, mantiveram associação positiva com as prevalências de anticorpos contra o VHA na população estudada foram: faixa etária de 5 a 9 e 10 a 14 anos, morar em casas com um ou mais habitantes por cômodo, frequentar refeitório comunitário e ter baixa renda per capita. CONCLUSÕES: Os resultados demonstraram uma baixa prevalência de anticorpos contra o VHA, o que justifica o uso de medidas profiláticas, que incluem a vacinação precoce.<hr/>OBJECTIVES: To determine the seroprevalence of hepatitis A (HAV) in children and adolescents aged 1 to 14 years, and to identify factors associated with a history of infection. METHOD: This was a cross-sectional epidemiological study, conducted form February to August 2006 in the city of Curitiba, Paraná, Brazil, and the surrounding municipalities (Greater Curitiba). Laboratory analysis comprised qualitative assay for total HAV antibodies in whole blood samples. RESULTS: A total of 901 children and adolescents were recruited for the study. Age distribution was as follows: 1 to 4 years, n = 237 (26.3%); 5 to 9 years, n = 313 (34.7%); and 10 to 14 years, n = 351 (39%). The global rate of seroprevalence was 19.8%, and seroprevalence rates by age group were 3%, 21.1% and 29.9% respectively (p < 0.01). Multivariate analysis demonstrated that the following factors, in combination, had a positive association with the prevalence rate of antibodies against HAV in the study population: age groups 5 to 9 and 10 to 14 years, living in a household with more than one inhabitant per room, shared eating area and low per capita income. CONCLUSIONS: The results show a low prevalence of antibodies against HAV, which justifies the use of prophylactic measures, including early vaccination. <![CDATA[<b>Analysis of survival and prognostic factors of pediatric patients with brain tumor</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Realizar análise de sobrevida e avaliar, através de análise multivariada, a influência de diversas variáveis na sobrevida, definindo fatores prognósticos de pacientes pediátricos com tumores do sistema nervoso central (SNC) tratados em um único centro. MÉTODOS: Analisamos, retrospectivamente, a sobrevida de 103 crianças portadoras de tumores cerebrais primários, diagnosticadas consecutivamente no período entre janeiro de 2000 e dezembro de 2006. Análise multivariada de fatores influenciando a sobrevida global por regressão de Cox foi usada para definir possíveis fatores prognósticos. RESULTADOS: A mediana e a média de idade foram de 7,2 e 7,6 anos. Houve predominância do sexo masculino (relação 1,22:1). A maioria dos pacientes tinha meduloblastoma ou tumores neuroectodérmicos primitivos (PNET, 38%) ou astrocitomas de baixo grau (18%). As topografias mais comuns foram cerebelar (49%) e tronco cerebral (21%). A sobrevida, 5 anos após o diagnóstico, foi de 84% para astrocitomas de baixo grau e 51% para meduloblastomas e PNET. Fatores prognósticos para a sobrevida global foram histopatológico (astrocitomas de alto grau e ependimomas, razão de risco entre 3,7 e 3,9), cirurgia (razão de risco 0,5 para tumores completamente ressecados) e radioterapia (razão de risco 0,5 para pacientes que receberam radioterapia). CONCLUSÕES: A sobrevida global de pacientes pediátricos com tumores cerebrais neste estudo é comparável àquela dos registros populacionais dos Estados Unidos e Europa. Os fatores de prognóstico definidos para sobrevida global também se assemelham àqueles previamente publicados.<hr/>OBJECTIVES: To estimate survival and evaluate prognostic factors of pediatric patients with central nervous system (CNS) tumors treated in a single center. METHODS: Retrospective analysis of survival of 103 children with primary brain tumors diagnosed consecutively from January 2000 to December 2006. Cox regression was used for multivariate analysis of factors that affect overall survival to define possible prognostic factors. RESULTS: Median and mean ages were 7.2 and 7.6 years. There was a male predominance (1.22:1). Most patients had medulloblastomas or primitive neuroectodermal tumors (PNET, 38%), or low-grade astrocytomas (18%). The anatomic site of most tumors was the cerebellum (49%) and the brain stem (21%). Five-year survival after diagnosis was 84% for low-grade astrocytomas and 51% for medulloblastomas and PNET. Prognostic factors for overall survival were histopathological type (high-grade astrocytomas and ependymomas; hazard ratio = 3.7 to 3.9), surgery (hazard ratio of 0.5 for completely resected tumors) and radiotherapy (hazard ratio of 0.5 for patients who underwent radiotherapy). CONCLUSIONS: Overall survival of pediatric patients with brain tumors in this study was similar to that found in populations of the United States and Europe. The prognostic factors defined for overall survival are also similar to those published in previous studies. <![CDATA[<b>Clinical progression of incidental tomographic findings in paranasal sinuses of asymptomatic individuals</b>: <b>cohort study</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar se, em crianças e adolescentes sem rinossinusite, a presença de opacificações dos seios paranasais implica em maior risco de desenvolvimento posterior de sintomas do trato respiratório superior. MÉTODOS: Estudo prospectivo de coorte, com pacientes entre 0 e 18 anos, submetidos à tomografia computadorizada do crânio por indicações não relacionadas à rinossinusite. As opacificações sinusais foram aferidas pelo escore razão opacificação/desenvolvimento. A evolução clínica dos pacientes foi então avaliada por questionários durante o mês que se seguia ao exame. RESULTADOS: Dos 106 pacientes incluídos, as opacidades acometeram 56%, a maioria de espessamento mucoso. Opacidades intensas, ditas suspeitas (escore > 15), impuseram maior risco de desenvolvimento de sintomas no seguimento (odds ratio = 2,74; IC95%:1,10-6,83), em comparação aos exames normais ou às opacidades discretas. CONCLUSÃO: Opacidades tomográficas sinusais incidentais em crianças e adolescentes oferecem risco de desenvolvimento futuro de quadro clínico respiratório quando intensas.<hr/>OBJECTIVE: To determine whether the presence of opacification in the paranasal sinuses of children and adolescents without rhinosinusitis implies an increased risk of later development of upper respiratory tract symptoms. METHODS: This was a prospective study of a cohort of patients aged 0 to 18 years who underwent computerized tomography (CT) scans for indications unrelated to rhinosinusitis. Sinus opacification was evaluated using an opacification/development ratio score. The patients’ clinical progression was followed up using a questionnaire for 1 month after the scans. RESULTS: Fifty-six percent (56%) of the 106 patients enrolled in the study had opacity, the majority due to mucosal thickening. Intense opacification was defined as "suspected" (score > 15) and patients in this subset had a greater risk of developing symptoms during follow-up (odds ratio = 2.74; 95%CI 1.10-6.83) compared to those with no findings or discrete findings. CONCLUSION: Intense incidental sinus opacity on CT indicates a risk of future development of a clinical respiratory condition. <![CDATA[<b>Frequent respiratory pathogens of respiratory tract infections in children attending daycare centers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Identificar e caracterizar os vírus respiratórios que acometeram crianças de creche que apresentavam sintomas de infecção respiratória e avaliar a associação dos dados clínicos e epidemiológicos da doença com os vírus identificados. MÉTODOS: O estudo foi realizado entre os anos de 2003 e 2005 com 176 crianças que apresentavam sintomas de infecção respiratória e frequentavam uma creche municipal. Amostras de secreção nasofaríngea foram testadas por meio da técnica de reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa e as amostras positivas para picornavírus foram sequenciadas. RESULTADOS: Todas as 782 amostras coletadas foram analisadas, e 31,8% foram positivas para algum dos vírus respiratórios estudados. As infecções respiratórias foram caracterizadas pela presença de sintomas moderados do trato respiratório superior, sendo os mais comuns coriza e tosse. Em 2 anos de estudo, a maioria dos casos de infecção ocorreram no outono e no inverno, mas vírus respiratórios foram detectados ao longo de todo o período de estudo. CONCLUSÕES: Vírus respiratórios e as infecções respiratórias causadas por eles fazem parte do cotidiano de crianças que frequentam creches. Nossos resultados mostram o grande impacto gerado pelas infecções respiratórias nessas crianças e sugere que uma maior atenção deve ser dispensada aos patógenos virais.<hr/>OBJECTIVES: To identify and characterize respiratory viruses that infect children from daycare centers with symptoms of respiratory infection and to evaluate the association of clinical and epidemiological disease data with the identified virus. METHODS: We conducted a study between 2003 and 2005 in 176 children with respiratory infection symptoms attending a municipal daycare center. Samples from nasopharyngeal secretion were tested by reverse transcriptase polymerase chain reaction and positive samples for picornavirus were sequenced. RESULTS: All 782 collected samples were analyzed and 31.8% were positive for at least one of the studied respiratory viruses. Respiratory infections were characterized by the presence of mild symptoms of the upper respiratory tract, the most common of which were runny nose and cough. In the 2 years of study, most cases of infection occurred in autumn and winter, but respiratory viruses were detected throughout all the study period. CONCLUSIONS: Respiratory viruses and respiratory infections caused by them are part of the daily life of children attending daycare centers. Our results show the great impact that respiratory infections have on these children and suggest that more attention must be paid to viral pathogens. <![CDATA[<b>Characterization of rotavirus and norovirus strains</b>: <b>a 6-year study (2004-2009)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Monitorar infecções causadas por rotavírus (RV) e norovírus (NoV) em crianças hospitalizadas < 5 anos com gastroenterite aguda provenientes do estado de São Paulo durante um período de 6 anos (2004-2009). MÉTODOS: Este estudo retrospectivo foi realizado em 61 centros médicos, utilizando amostras fecais coletadas por conveniência, analisadas por ensaio imunoenzimático, eletroforese em gel de poliacrilamida, transcrição reversa seguida de reação em cadeia pela polimerase e sequenciamento para caracterização dos genótipos. RESULTADOS: Infecções por RV e NoV foram detectadas em 29,6% (144/487) e 29,2% (26/89) das amostras, respectivamente. Os genótipos de RV detectados com maior frequência foram: G9P[8] em 2004; G1P[8] em 2005; G9P[8] em 2006; e G2P[4] durante os anos de 2007, 2008 e 2009. A taxa de detecção diminuiu de 36,3% (33/91) em 2004 para 4,2% (4/95) em 2009. NoV pertencente ao genogrupo GII foi encontrado em 61,6% (16/26) das amostras, e GI em 11,5% (3/26). Infecções mistas por NoV e RV foram observadas em 2,2% (2/89) das amostras, envolvendo as cepas GI+G9P[8] e GI+G2P[4]. CONCLUSÕES: A distribuição dos genótipos de RV variou com os anos, acompanhada pela redução no número de casos detectados. Ė necessário intensificar a vigilância pós-implantação da vacina contra RV, visando monitorar as cepas circulantes e sua eficácia contra possíveis genótipos emergentes. Os NoVs têm sido cada vez mais identificados como agentes etiológicos relevantes entre crianças hospitalizadas e exercem um papel importante na etiologia viral da gastroenterite pediátrica aguda no estado de São Paulo.<hr/>OBJECTIVE: To monitor rotavirus (RV) and norovirus (NoV) infections in hospitalized children < 5 years with acute gastroenteritis in the state of São Paulo, Brazil, during a 6-year period (2004- 2009). METHODS: This retrospective study was conducted with 61 medical centers with convenient surveillance fecal specimens, investigated by enzyme-linked immunosorbent assay, sodium dodecyl sulfate polyacrylamide gel electrophoresis, reverse polymerase chain reaction and sequencing to genotype characterization. RESULTS: RV and NoV infections were detected in 29.6% (144∕487) and 29.2% (26/89) of the samples, respectively. The most frequent RV genotypes detected were G9P[8] in 2004; G1P[8] in 2005; G9P[8] in 2006; and G2P[4] during 2007, 2008, and 2009. Detection rate declined from 36.3% (33∕91) in 2004 to 4.2% (4/95) in 2009. NoV genogroup GII was found in 61.6% (16/26) of the samples, and GI in 11.5% (3/26). Mixed NoV-RV infections were observed in 2.2% (2/89) of the samples, involving GI+G9P[8] and GI+G2P[4] strains. CONCLUSIONS: Genotype distribution varied according to collection year, accompanied by a reduction in detection rate. Use of RV vaccine requires implementation of post-marketing surveillance to monitor RV strain diversity and its efficacy against possible new emerging genotypes. NoVs have been increasingly identified as relevant etiological agents among hospitalized children and play an important role in the viral etiology of pediatric acute gastroenteritis in the state of São Paulo. <![CDATA[<b>Impact of skeletal maturation on bone metabolism biomarkers and bone mineral density in healthy Brazilian male adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar o comportamento de biomarcadores de formação e reabsorção óssea em adolescentes brasileiros em função da sua maturação biológica. MÉTODOS: Oitenta e sete voluntários foram divididos em grupos segundo a idade óssea (IO): 10-12 anos (n = 25), 13-15 anos (n = 36) e 16-18 anos (n = 26). Foram analisados peso (kg), estatura (m), índice de massa corporal (kg/m2), ingestão de cálcio de 3 dias (mg/dia), avaliação dos eventos pubertários pelos critérios de Tanner, níveis dos biomarcadores [osteocalcina (OC) (ng/mL), fosfatase alcalina óssea (FAO) (U/L), telopeptídeo carboxiterminal sérico (S-CTx) (ng/mL)] e sua correlação com a densidade mineral óssea (DMO) (g/cm2) por atenuação de raios X de dupla energia da coluna lombar, do fêmur proximal e de corpo total. RESULTADOS: Os biomarcadores mostraram comportamento semelhante, apresentando medianas elevadas dos 13 aos 15 anos (FAO = 154,71 U/L, OC = 43,0 ng/mL, S-CTx = 2,09 ng/mL; p < 0,01) e no estágio puberal G4. As medianas decresceram com o avançar da IO e da maturação sexual. Os níveis dos biomarcadores mostraram paralelismo com pico de velocidade em estatura, e, curiosamente, os biomarcadores de formação indicaram correlação negativa com a DMO, isto é, valores de DMO elevados se correlacionaram com valores baixos dos biomarcadores. CONCLUSÕES: Este é o primeiro estudo em adolescentes brasileiros com critérios de inclusão e exclusão rígidos e cuidadosos a avaliar a correlação entre marcadores ósseos e DMO frente a indicadores da maturação biológica. Os resultados ajudam a compreender o turnover ósseo e o monitoramento do metabolismo ósseo.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the behavior of biomarkers of bone formation and resorption in healthy male Brazilian adolescents according to their biological maturation. METHODS: Eighty-seven volunteers were divided into age groups according to bone age (BA): 10-12 years (n = 25), 13-15 years (n = 36), and 16-18 years (n = 26). Weight (kg), height (m), body mass index (kg/m2), calcium intake from 3 days assessed by 24-h food recall (mg/day), pubertal event evaluation by Tanner criteria, and serum biomarker levels (osteocalcin [OC] [ng/mL], bone alkaline phosphatase [BAP] [U/L], and serum carboxyterminal telopeptide [S-CTx] [ng/mL]) were recorded and correlated to bone mineral density (BMD) (g/cm2) measured by dual energy X-ray absorptiometry of the lumbar spine, proximal femur, and whole body. RESULTS: Biomarkers showed similar behaviors, presenting higher median values in the 13-15 year group (BAP = 154.71 U/L, OC = 43.0 ng/mL, S-CTx = 2.09 ng/mL; p < 0.01) and when adolescents were in the pubertal stage G4. Median biomarker values decreased with advancing BA and sexual maturation. Biomarker values showed parallelism with peak height velocity, and, interestingly, bone formation biomarkers indicated significant negative correlation with BMD in the different evaluated locations, i.e., higher BMD values correlated with lower bone biomarker values. CONCLUSIONS: This is the first study of healthy Brazilian adolescents with rigid and careful inclusion and exclusion criteria to assess the correlation of bone markers and BMD with biological maturation indicators. Our results can help understand bone turnover and monitor bone metabolism. <![CDATA[<b>Transient decreased retinol serum levels in children with pneumonia and acute phase response</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar os níveis séricos de retinol em crianças pré-escolares durante um episódio de pneumonia e 45 dias após a resolução da infecção. MÉTODOS: O estudo foi conduzido com crianças pré-escolares sem infecção (grupo controle, n = 9) ou com pneumonia (n = 12), após a hospitalização (fase 1) e 45 dias após a alta (fase 2). A avaliação nutricional incluiu antropometria, questionário alimentar e exames laboratoriais, incluindo os níveis urinários e séricos de retinol. Aplicou-se o teste pareado de Student ou de Mann-Whitney. RESULTADOS: Não houve diferença na ingestão alimentar. Documentaram-se menores valores de hemoglobina sanguínea e dos níveis séricos de sódio e albumina durante a fase 1, além de maiores valores da proteína C reativa. Não houve mudança no retinol urinário, enquanto os níveis séricos aumentaram após a recuperação da pneumonia. CONCLUSÕES: Durante a pneumonia, as crianças apresentam redução transitória nos níveis séricos de vitamina A, um epifenômeno da resposta de fase aguda.<hr/>OBJECTIVE: To compare serum retinol levels in preschool children during an episode of pneumonia and 45 days after the resolution of the infection. METHODS: The study was conducted with preschool children without any infection (control group, n = 9) or children hospitalized for pneumonia (n = 12), who were evaluated soon after hospitalization (phase 1) and 45 days later (phase 2). Nutritional assessment included anthropometric measurements, a food questionnaire, and laboratory blood routine examination, including urinary and serum retinol levels. Paired Student t or Mann-Whitney tests were used as required. RESULTS: Food intake was similar between groups. Blood hemoglobin and serum sodium and albumin decreased during phase 1, while there were higher C-reactive protein serum values. Urinary retinol levels remained unchanged whereas serum retinol increased significantly after pneumonia recovery. CONCLUSIONS: During the course of pneumonia, children had transient decrease in serum levels of vitamin A, an epiphenomenon of the acute phase response. <![CDATA[<b>Severity of viral coinfection in hospitalized infants with respiratory syncytial virus infection</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572011000500016&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar os níveis séricos de retinol em crianças pré-escolares durante um episódio de pneumonia e 45 dias após a resolução da infecção. MÉTODOS: O estudo foi conduzido com crianças pré-escolares sem infecção (grupo controle, n = 9) ou com pneumonia (n = 12), após a hospitalização (fase 1) e 45 dias após a alta (fase 2). A avaliação nutricional incluiu antropometria, questionário alimentar e exames laboratoriais, incluindo os níveis urinários e séricos de retinol. Aplicou-se o teste pareado de Student ou de Mann-Whitney. RESULTADOS: Não houve diferença na ingestão alimentar. Documentaram-se menores valores de hemoglobina sanguínea e dos níveis séricos de sódio e albumina durante a fase 1, além de maiores valores da proteína C reativa. Não houve mudança no retinol urinário, enquanto os níveis séricos aumentaram após a recuperação da pneumonia. CONCLUSÕES: Durante a pneumonia, as crianças apresentam redução transitória nos níveis séricos de vitamina A, um epifenômeno da resposta de fase aguda.<hr/>OBJECTIVE: To compare serum retinol levels in preschool children during an episode of pneumonia and 45 days after the resolution of the infection. METHODS: The study was conducted with preschool children without any infection (control group, n = 9) or children hospitalized for pneumonia (n = 12), who were evaluated soon after hospitalization (phase 1) and 45 days later (phase 2). Nutritional assessment included anthropometric measurements, a food questionnaire, and laboratory blood routine examination, including urinary and serum retinol levels. Paired Student t or Mann-Whitney tests were used as required. RESULTS: Food intake was similar between groups. Blood hemoglobin and serum sodium and albumin decreased during phase 1, while there were higher C-reactive protein serum values. Urinary retinol levels remained unchanged whereas serum retinol increased significantly after pneumonia recovery. CONCLUSIONS: During the course of pneumonia, children had transient decrease in serum levels of vitamin A, an epiphenomenon of the acute phase response.