Scielo RSS <![CDATA[Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0031-104920140032&lang=es vol. 54 num. 32 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>New species of titi monkey, genus<i> Callicebus</i> Thomas, 1903 (Primates, Pitheciidae), from Southern Amazonia, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0031-10492014003200001&lng=es&nrm=iso&tlng=es The genus Callicebus is one of the most diverse Neotropical primate groups, with 31 recognized species. However, large knowledge gaps still exist regarding the diversity of this genus. Such gaps are gradually being filled due to recent intensification of sampling efforts. Several geographic distributions have been better delimited, and six new species have been described in the last 15 years. The goal of the present study is to describe a new species of Callicebus belonging to the Callicebus moloch species group, recently discovered in an area previously considered to be part of the geographic distribution of C. cinerascens. Data collection was conducted through direct observations, specimen collection and interviews with local residents during four expeditions. Specimens were deposited in the mammalian collection of the Museu Paraense Emílio Goeldi.. For a comparative evaluation, we examined specimens of the other species of the Callicebus moloch species group, especially the geographically neighboring forms, C. bernhardi and C. cinerascens. We examined 10 chromatic characters of the fur. In addition to body mass, we verified the conventional external variables and 26 craniometric variables. The new species differs from all other Amazonian Callicebus by an exclusive combination of characters, being easily distinguished by the light gray line of the forehead, dark ocher sideburns and throat, dark gray portions of the torso and flanks, and uniformly orange tail. The geographic distribution of the new species is limited by the Roosevelt and Aripuanã rivers, in the states of Mato Grosso and Amazonas, Brazil. Approximately 25% (1,246.382 ha) of this area falls within conservation areas, with five areas of sustainable use (746,818 ha) and three of integral protection (499,564 ha). Furthermore, a considerable portion of the distribution area is located within indigenous lands (1,555.116 ha - 32%). Therefore, 57% (2,801.498 ha) of the occurrence area of the new species falls within protected areas.<hr/>O gênero Callicebus é um dos grupos mais diversificados entre os primatas neotropicais, com 31 espécies reconhecidas. Contudo, ainda existem grandes lacunas no conhecimento acerca da diversidade contida neste gênero. Tais lacunas vêm sendo paulatinamente preenchidas graças a uma intensificação recente dos esforços de amostragem. Diversas distribuições geográficas foram melhor delimitadas, e seis espécies novas foram descritas nos últimos 15 anos. O objetivo do presente estudo é descrever uma nova espécie de Callicebus pertencente ao grupo de espécies Callicebus moloch, recentemente descoberta em uma área previamente considerada como parte da distribuição geográfica de C. cinerascens. Foram realizadas quatro expedições. A coleta de dados foi realizada através de observações diretas, coletas de espécimes e entrevistas com moradores locais. Os espécimes foram depositados na coleção de mamíferos do Museu Paraense Emílio Goeldi. Para uma avaliação comparativa, foram examinados os exemplares das demais espécies do grupo Callicebus moloch, principalmente as formas geograficamente vizinhas, C. bernhardi e C. cinerascens. Foram examinados 10 caracteres cromáticos da pelagem. Além da massa corporal, foram verificadas as medidas externas convencionais e 26 medidas cranianas. A nova espécie difere de todas as outras espécies amazônicas do gênero Callicebus por uma combinação exclusiva de caracteres, sendo facilmente distinguida pela faixa grisalha clara contrastante na testa, costeletas e garganta ocre-escuras, partes superiores do tronco e flancos grisalho-escuras, e cauda uniformemente laranja. A distribuição geográfica da nova espécie é limitada pelos rios Roosevelt e Aripuanã, nos estados de Mato Grosso e Amazonas, Brasil. Aproximadamente 25% (1.246.382 ha) desta área constituem unidades de conservação, sendo cinco de uso sustentável (746.818 ha) e três de proteção integral (499.564 ha). Além disso, uma porção expressiva da área de distribuição da nova espécie está localizada dentro de terras indígenas (1.555.116 ha - 32%). Assim, 57% (2.801.498 ha) da área de ocorrência da nova espécie encontram-se dentro de áreas protegidas.