Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420150003&lang=en vol. 65 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Minimum effective concentration of bupivacaine for axillary brachial plexus block guided by ultrasound ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300163&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCTION: The use of ultrasound in regional anesthesia allows reducing the dose of local anesthetic used for peripheral nerve block. The present study was performed to determine the minimum effective concentration (MEC90) of bupivacaine for axillary brachial plexus block. METHODS: Patients undergoing hand surgery were recruited. To estimate the MEC90, a sequential up-down biased coin method of allocation was used. The bupivacaine dose was 5 mL for each nerve (radial, ulnar, median, and musculocutaneous). The initial concentration was 0.35%. This concentration was changed by 0.05% depending on the previous block; a blockade failure resulted in increased concentration for the next patient; in case of success, the next patient could receive or reduction (0.1 probability) or the same concentration (0.9 probability). Surgical anesthesia was defined as driving force ≤2 according to the modified Bromage scale, lack of thermal sensitivity and response to pinprick. Postoperative analgesia was assessed in the recovery room with numeric pain scale and the amount of drugs used within 4 h after the blockade. RESULTS: MEC90 was 0.241% [R 2: 0.978, confidence interval: 0.20-0.34%]. No patient, with successful block, reported pain after 4 h. CONCLUSION: This study demonstrated that ultrasound guided axillary brachial plexus block can be performed with the use of low concentration of local anesthetics, increasing the safety of the procedure. Further studies should be conducted to assess blockade duration at low concentrations. <hr/> INTRODUÇÃO: O uso do ultrassom na anestesia regional permite a redução da dose de anestésico local utilizada para o bloqueio de nervos periféricos. O presente estudo foi conduzido com o objetivo de determinar a concentração mínima efetiva (CME90) de bupivacaína para o bloqueio do plexo braquial via axilar (BPVA). MÉTODOS: Pacientes submetidos a cirurgias da mão foram recrutados. Foi usado um método de alocação "biased coin" seqüencial "up-down" para estimar a CME90. A dose de bupivacaína foi de 5 mL para cada nervo (radial, ulnar, mediano e musculocutâneo). A concentração inicial de era 0,35%. Essa concentração era alterada em 0,05% dependendo do bloqueio anterior: a falha do bloqueio resultava em aumento da concentração para o próximo paciente; no caso de sucesso, o próximo paciente poderia receber ou redução (probabilidade de 0,1) ou mesma concentração (probabilidade 0,9). A anestesia cirúrgica foi definida como força motora ≤ 2 segundo a escala de Bromage modificada, ausência de sensibilidade térmica e de resposta ao pinprick. A analgesia pós-operatória foi verificada na sala de recuperação anestésica com escala numérica de dor e a quantidade de analgésicos utilizados até 4 horas após o bloqueio. RESULTADOS: A CME90 foi de 0,241% [R2: 0,978, Intervalo de Confiança: 0,20%-0,34%]. Além disso, nenhum paciente com sucesso do bloqueio apresentou dor após 4 horas. CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou que pode-se realizar o BPVA guiado por ultrassom utilizando-se baixas concentrações de anestésico local, aumentando a segurança do procedimento. Novos estudos devem ser realizados para avaliar a duração de bloqueios com baixas concentrações. <hr/> INTRODUCCIÓN: El uso de la ecografía en la anestesia regional permite la reducción de la dosis de anestésico local utilizada para el bloqueo de nervios periféricos. El presente estudio fue llevado a cabo con el objetivo de determinar la concentración mínima efectiva (CME90) de bupivacaína para el bloqueo del plexo braquial vía axilar. MÉTODOS: Fueron reclutados pacientes sometidos a cirugías de la mano. Se usó un método de ubicación "biased coin" secuencial "up-down" para estimar la CME90. La dosis de bupivacaína fue de 5 mL para cada nervio (radial, cubital, mediano y musculocutáneo). La concentración inicial era de un 0,35%. Esa concentración era alterada en un 0,05% dependiendo del bloqueo anterior: El fallo del bloqueo revertía en un aumento de la concentración al próximo paciente; en caso de éxito, el próximo paciente podría recibir o una reducción (probabilidad de 0,1) o la misma concentración (probabilidad 0,9). La anestesia quirúrgica fue definida como fuerza motora ≤ 2 según la escala de Bromage modificada, ausencia de sensibilidad térmica y de respuesta al pinprick (test del pinchazo de la aguja). La analgesia postoperatoria fue verificada en la sala de recuperación anestésica con la escala numérica de dolor y la cantidad de analgésicos utilizados hasta 4 h después del bloqueo. RESULTADOS: La CME90 fue del 0,241% [R2: 0,978, intervalo de confianza: 0,20-0,34%]. Además, ningún paciente con éxito en el bloqueo tuvo dolor después de 4 h. CONCLUSIÓN: Este estudio demostró que se puede realizar el bloqueo del plexo braquial vía axilar guiado por ecografía utilizando bajas concentraciones de anestésico local, aumentando la seguridad del procedimiento. Nuevos estudios deben ser realizados para calcular la duración de bloqueos con bajas concentraciones. <![CDATA[Influence of preoperative propranolol on cardiac index during the anhepatic phase of liver transplantation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300170&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCTION: Liver transplantation is the best therapeutic option for end-stage liver disease. Non-selective beta-blocker medications such as propranolol act directly on the cardiovascular system and are often used in the prevention of gastrointestinal bleeding resulting from HP. The effects of propranolol on cardiovascular system of cirrhotic patients during liver transplantation are not known. OBJECTIVE: Evaluate the influence of propranolol used preoperatively on cardiac index during the anhepatic phase of liver transplantation. METHOD: 101 adult patients (73 male [72.2%]) who underwent cadaveric donor orthotopic liver transplantation by piggyback technique with preservation of the retrohepatic inferior vena cava performed at Hospital das Clinicas, Federal University of Minas Gerais were evaluated. There was no difference in severity between groups by the MELD system, p = 0.70. The preoperative use of propranolol and the cardiac index outcome were compared during the anhepatic phase of liver transplantation in 5 groups (I: increased cardiac index, II: cardiac index reduction lower than 16%, III: cardiac index reduction equal to or greater than 16% and less than 31%, IV: cardiac index reduction equal to or greater than 31% and less than 46%, V: cardiac index reduction equal to or greater than 46%). RESULTS: Patients in group I (46.4%) who received propranolol preoperatively were statistically similar to groups II (60%), III (72.7%), IV (50%) and V (30.8%), p = 0.57. CONCLUSION: The use of propranolol before transplantation as prophylaxis for gastrointestinal bleeding may be considered safe, as it was not associated with worsening of cardiac index in anhepatic phase of liver transplantation. <hr/> INTRODUÇÃO: O transplante hepático (TH) é a melhor opção terapêutica para doença hepática em estágio terminal (DHET). As medicações betabloqueadoras não seletivas, como o propranolol, atuam diretamente no sistema cardiovascular (SCV) e são frequentemente usadas na prevenção de hemorragia digestiva decorrente da HP. Os efeitos do propranolol no SCV de cirróticos durante o TH não são conhecidos. OBJETIVO: Avaliar a influência do uso pré-operatório do propranolol no índice cardíaco (IC) durante a fase anepática do TH. MÉTODO: Avaliaram-se 101 pacientes adultos (73 homens, 72,2%) submetidos a transplante ortotópico de fígado doador cadáver, pela técnica de piggyback com preservação da veia cava inferior retro-hepática, feito no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Não houve diferença de gravidade pelo sistema MELD entre os grupos, p = 0,70. Foram comparados o uso pré-operatório de propranolol com o desfecho do IC durante a fase anepática do TH em cinco grupos (I: aumento do IC; II: redução do IC inferior a 16%; III: redução do IC igual a ou maior do que 16% e menor do que 31%; IV: redução do IC igual a ou maior do que 31% e menor do que 46%;V: redução do IC igual a ou maior do que 46%). RESULTADOS: Pacientes que fizeram uso pré-operatório de propranolol no grupo I (46,4%) foram estatisticamente semelhantes aos dos grupos II (60%), III (72,7%), IV (50%) e V (30,8%), p = 0,57. CONCLUSÃO: O propranolol no pré-transplante, como profilaxia para hemorragia digestiva, pode ser considerado seguro, pois não se associou à pioria do IC na fase anepática do TH. <hr/> INTRODUCCIÓN: El trasplante hepático (TH) es la mejor opción terapéutica para la enfermedad hepática en estado terminal. Los betabloqueantes no selectivos, como el propranolol, actúan directamente en el sistema cardiovascular y a menudo son usadas en la prevención de la hemorragia digestiva proveniente de la hipertensión portal. Los efectos del propranolol en el sistema cardiovascular de cirróticos durante el TH no se conocen. OBJETIVO: Evaluar la influencia del uso preoperatorio del propranolol en el índice cardíaco (IC) durante la fase anhepática del TH. MÉTODO: Se estudiaron 101 pacientes adultos (73 hombres [72,2%]) sometidos a trasplante ortotópico de hígado de donante cadáver, por la técnica de piggyback con preservación de la vena cava inferior retrohepática, en el Hospital das Clínicas de la Universidad Federal de Minas Gerais. No hubo diferencia respecto a la gravedad por el sistema Meld entre los grupos (p = 0,70). Se comparó el uso preoperatorio del propranolol con el resultado del IC durante la fase anhepática del TH en 5 grupos (i: aumento del IC; ii: reducción del IC &lt; 16%; iii: reducción del IC ≥ 16% y &lt; 31%; iv: reducción del IC ≥ 31% y &lt; 46%;v: reducción del IC ≥ 46%). RESULTADOS: El número de pacientes que usaron el propranolol en el preoperatorio en el grupo i (46,4%) fue estadísticamente similar a los grupos ii (60%), iii (72,7%), iv (50%) y v (30,8%), p = 0,57. CONCLUSIÓN: El propranolol en el pretrasplante, como profilaxis para la hemorragia digestiva, puede ser considerado seguro porque no se asoció con el empeoramiento del IC en la fase anhepática del TH. <![CDATA[Anatomical basis for sciatic nerve block at the knee level ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300177&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: Recently, administration of sciatic nerve block has been revised due to the potential benefit for postoperative analgesia and patient satisfaction after the advent of ultrasound. The aim of this study was to describe the anatomical relations of the sciatic nerve in the popliteal fossa to determine the optimal distance the needle must be positioned in order to realize the sciatic nerve block anterior to its bifurcation into the tibial and common fibular nerve. METHOD: The study was conducted by dissection of human cadavers' popliteal fossa, fixed in 10% formalin, from the Laboratory of Human Anatomy and Morphology Departments of the Universidade Federal de Alagoas and Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas. Access to the sciatic nerve was obtained. RESULTS: 44 popliteal fossa were analyzed. The bifurcation of the sciatic nerve in relation to the apex of the fossa was observed. There was bifurcation in: 67.96% below the apex, 15.90% above the apex, 11.36% near the apex, and 4.78% in the gluteal region. CONCLUSIONS: The sciatic nerve bifurcation to its branches occurs at various levels, and the chance to succeed when the needle is placed between 5 and 7 cm above the popliteal is 95.22%. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Recentemente a feitura de bloqueio do nervo isquiático tem sido revista devido ao potencial benéfico para analgesia pós-operatória e satisfação dos pacientes após o advento da ultrassonografia. O objetivo deste estudo foi descrever as relações anatômicas do nervo isquiático na fossa poplítea para determinar a distância ideal em que a agulha deve ser posicionada para a feitura do bloqueio anestésico do nervo isquiático anterior a sua bifurcação em nervo tibial e fibular comum. MÉTODO: O trabalho foi feito por meio de dissecção de fossa poplítea de cadáveres humanos, fixados em formol a 10%, provenientes do Laboratório de Anatomia Humana dos departamentos de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas e da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas. Obteve-se acesso ao nervo isquiático. RESULTADOS: Foram analisadas 44 fossas poplíteas. Observou-se a bifurcação do nervo isquiático em relação ao ápice da fossa. Houve bifurcação em 67,96% abaixo do ápice, 15,90% acima do ápice, 11,36% próxima ao ápice e 4,78% na região glútea. CONCLUSÕES: A bifurcação do nervo isquiático em seus ramos ocorre em vários níveis e a chance de se obter sucesso quando a agulha é usada entre 5 e 7 cm acima da fossa poplítea é de 95,22%. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: Recientemente la realización de bloqueo del nervio isquiático ha sido nuevamente analizada debido al potencial beneficioso para la analgesia postoperatoria y por la satisfacción de los pacientes después del advenimiento de la ecografía. El objetivo de este estudio fue describir las relaciones anatómicas del nervio isquiático en la fosa poplítea para determinar la distancia ideal en que la aguja debe ser posicionada para la realización del bloqueo anestésico del nervio isquiático anterior a su bifurcación en el nervio tibial y fibular común. MÉTODO: El trabajo se hizo por medio de la disección de la fosa poplítea de cadáveres humanos, empapados en formol al 10%, provenientes del Laboratorio de Anatomía Humana de los departamentos de Morfología de la Universidad Federal de Alagoas y de la Universidad de Ciencias de la Salud de Alagoas. Se obtuvo el acceso al nervio isquiático. RESULTADOS: Fueron analizadas 44 fosas poplíteas. Se observó la bifurcación del nervio isquiático con relación al ápice de la fosa. Hubo una bifurcación en un 67,96% por debajo del ápice, un 15,90% por encima del ápice, un 11,36% cercana al ápice y un 4,78% en la región glútea. CONCLUSIONES: La bifurcación del nervio isquiático en sus ramas se da en varios niveles y la probabilidad de que se obtenga éxito cuando la aguja se usa entre 5 y 7 cm por encima de la fosa poplítea es de un 95,22%. <![CDATA[Bacterial colonization due to increased nurse workload in an intensive care unit]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300180&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCTION: The rates of multiresistant bacteria colonization or infection (MRB+) development in intensive care units are very high. The aim of this study was to determine the possible association between the risk of development of nosocomial infections and increased daily nurse workload due to understaffing in intensive care unit. METHODS: We included 168 patients. Intensity of workload and applied procedures to patients were scored with the Project de Recherché en Nursing and the Omega scores, respectively. The criteria used for infections were those defined by the Centers for Disease Control. RESULTS: Of the 168 patients, 91 (54.2%) were female and 77 (45.8%) were male patients. The mean age of female and male was 64.9 ± 6.2 years and 63.1 ± 11.9 years, respectively. The mean duration of hospitalization in intensive care unit was 18.4 ± 6.1 days. Multiresistant bacteria were isolated from cultures of 39 (23.2%) patients. The development of MRB+ infection was correlated with length of stay, Omega 1, Omega 2, Omega 3, Total Omega, daily PRN, and Total PRN (p &lt; 0.05). There was no correlation between development of MRB+ infection with gender, age and APACHE-II scores (p &gt; 0.05). CONCLUSION: The risk of nosocomial infection development in an intensive care unit is directly correlated with increased nurse workload, applied intervention, and length of stay. Understaffing in the intensive care unit is an important health problem that especially affects care-needing patients. Nosocomial infection development has laid a heavy burden on the economy of many countries. To control nosocomial infection development in the intensive care unit, nurse workload, staffing level, and working conditions must be arranged. <hr/> INTRODUÇÃO: As taxas de desenvolvimento de infecção ou colonização por bactérias multirresistentes (BMR+) em unidades de terapia intensiva são muito elevadas. O objetivo deste estudo foi determinar a possível associação entre o risco de desenvolvimento de infecções hospitalares e o aumento da carga de trabalho diária da equipe de enfermagem devido à insuficiência de pessoal em unidade de terapia intensiva. MÉTODOS: Cento e sessenta e oito pacientes foram incluídos. O volume da carga de trabalho e os procedimentos realizados em pacientes foram avaliados com o uso de instrumentos de medidas como o Projeto de Pesquisa em Enfermagem (Project de Recherché en Nursing) e o Omega, respectivamente. Os critérios usados para definir infecções foram os definidos pelos Centros de Controle de Doenças. RESULTADOS: Dos 168 pacientes, 91 (54,2%) eram do sexo feminino e 77 (45,8%) do sexo masculino. As médias das idades de mulheres e homens foram 64,9 ± 6,2 e 63,1 ± 11,9 anos, respectivamente. A média do tempo de internação em unidade de terapia intensiva foi de 18,4 ± 6,1 dias. As bactérias multirresistentes foram isoladas a partir de culturas de 39 (23,2%) pacientes. O desenvolvimento de infecção por BMR+ foi correlacionado com tempo de internação, Omega 1, Omega 2, Omega 3, Omega total, PPE diário e PPE total (p &lt; 0,05). Não houve correlação entre desenvolvimento de infecção por BMR+ e gênero, idade e escores no APACHE-II (p &gt; 0,05). CONCLUSÃO: O risco de desenvolvimento de infecção hospitalar em unidade de terapia intensiva está diretamente relacionado com o aumento da carga de trabalho de enfermagem, as intervenções praticadas e o tempo de internação. A falta de pessoal em unidade de terapia intensiva é um problema de saúde importante que afeta principalmente os pacientes que requerem cuidados. A infecção hospitalar colocou um fardo pesado sobre a economia de muitos países. Para controlar o desenvolvimento de infecção hospitalar em UTI, a carga de trabalho de enfermagem, a composição do pessoal e as condições de trabalho devem ser organizadas. <hr/> INTRODUÇÃO: as taxas de desenvolvimento de infecção ou colonização por bactérias multirresistentes [BMR (+)] em unidades de terapia intensiva são muito elevadas. O objetivo deste estudo foi determinar a possível associação entre o risco de desenvolvimento de infecções hospitalares e o aumento da carga de trabalho diária da equipe de enfermagem por causa da insuficiência de pessoal em unidade de terapia intensiva. MÉTODOS: foram incluídos 168 pacientes. O volume da carga de trabalho e os procedimentos feitos em pacientes foram avaliados com o uso de instrumentos de medidas como o Projeto de Pesquisa em Enfermagem (Project de Recherché en Nursing) e o Omega, respectivamente. Os critérios usados para definir infecções foram os estabelecidos pelos Centros de Controle de Doenças. RESULTADOS: dos 168 pacientes, 91 (54,2%) eram do sexo feminino e 77 (45,8%) do masculino. As médias das idades de mulheres e homens foram 64,9 ± 6,2 e 63,1 ± 11,9 anos, respectivamente. A média do tempo de internação em unidade de terapia intensiva foi de 18,4 ± 6,1 dias. As bactérias multirresistentes foram isoladas a partir de culturas de 39 (23,2%) pacientes. O desenvolvimento de infecção por BMR (+) foi correlacionado com tempo de internação, Omega 1, Omega 2, Omega 3, Omega total, PPE diário e PPE total (p &lt; 0,05). Não houve correlação entre desenvolvimento de infecção por BMR (+) e gênero, idade e escores no Apache-II (p &gt; 0,05). CONCLUSÃO: o risco de desenvolvimento de infecção hospitalar em unidade de terapia intensiva está diretamente relacionado com o aumento da carga de trabalho de enfermagem, as intervenções praticadas e o tempo de internação. A falta de pessoal em unidade de terapia intensiva é um problema de saúde importante que afeta principalmente os pacientes que requerem cuidados. A infecção hospitalar colocou um fardo pesado sobre a economia de muitos países. Para controlar o desenvolvimento de infecção hospitalar em UTI, a carga de trabalho de enfermagem, a composição do pessoal e as condições de trabalho devem ser organizadas. <hr/> INTRODUCCIÓN: Las tasas de desarrollo de infección o colonización por bacterias multirresistentes en unidades de cuidados intensivos son muy elevadas. El objetivo de este estudio fue determinar la posible asociación entre el riesgo de desarrollo de infecciones hospitalarias y el aumento de la carga de trabajo diaria del equipo de enfermería debido a la falta de personal en la unidad de cuidados intensivos. MÉTODOS: Ciento sesenta y ocho pacientes fueron incluidos. El volumen de la carga de trabajo y los procedimientos realizados en pacientes fueron evaluados con el uso de instrumentos de medidas como el Proyecto de Investigación en Enfermería (Project de Recherché en Nursing) y el Omega, respectivamente. Los criterios usados para definir infecciones fueron los definidos por los Centros de Control de Enfermedades. RESULTADOS: De los 168 pacientes, 91 (54,2%) eran del sexo femenino y 77 (45,8%) del sexo masculino. La edad media de las mujeres y de los hombres fueron 64,9 ± 6,2 y 63,1 ± 11,9 años, respectivamente. El tiempo medio de ingreso en la unidad de cuidados intensivos fue de 18,4 ± 6,1 días. Las bacterias multirresistentes fueron aisladas a partir de cultivos de 39 (23,2%) pacientes. El desarrollo de infección por bacterias multirresistentes fue correlacionado con el tiempo de ingreso, Omega 1, Omega 2, Omega 3, Omega total, PPE diario y PPE total (p &lt; 0,05). No hubo correlación entre el desarrollo de la infección por bacterias multirresistentes y el sexo, la edad y las puntuaciones en el APACHE-II (p &gt; 0,05). CONCLUSIÓN: El riesgo de desarrollo de infección hospitalaria en una unidad de cuidados intensivos está directamente relacionado con el aumento de la carga de trabajo de enfermería, las intervenciones practicadas y el tiempo de ingreso. La falta de personal en la unidad de cuidados intensivos es un problema de sanidad importante que afecta principalmente a los pacientes que necesitan esos cuidados. La infección hospitalaria se ha convertido en un peso enorme para la economía de muchos países. Para controlar el desarrollo de la infección hospitalaria en la unidad de cuidados intensivos, la carga de trabajo de enfermería, la composición del personal y las condiciones de trabajo deben estar organizadas. <![CDATA[Local analgesic effect of tramadol is not mediated by opioid receptors in early postoperative pain in rats]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300186&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: Tramadol is known as a central acting analgesic drug, used for the treatment of moderate to severe pain. Local analgesic effect has been demonstrated, in part due to local anesthetic-like effect, but other mechanisms remain unclear. The role of peripheral opioid receptors in the local analgesic effect is not known. In this study, we examined role of peripheral opioid receptors in the local analgesic effect of tramadol in the plantar incision model. METHODS: Young male Wistar rats were divided into seven groups: control, intraplantar tramadol, intravenous tramadol, intravenous naloxone-intraplantar tramadol, intraplantar naloxone-intraplantar tramadol, intravenous naloxone-intravenous tramadol, and intravenous naloxone. After receiving the assigned drugs (tramadol 5 mg, naloxone 200 µg or 0.9% NaCl), rats were submitted to plantar incision, and withdrawal thresholds after mechanical stimuli with von Frey filaments were assessed at baseline, 10, 15, 30, 45 and 60 min after incision. RESULTS: Plantar incision led to marked mechanical hyperalgesia during the whole period of observation in the control group, no mechanical hyperalgesia were observed in intraplantar tramadol group, intraplantar naloxone-intraplantar tramadol group and intravenous naloxone-intraplantar tramadol. In the intravenous tramadol group a late increase in withdrawal thresholds (after 45 min) was observed, the intravenous naloxone-intravenous tramadol group and intravenous naloxone remained hyperalgesic during the whole period. CONCLUSIONS: Tramadol presented an early local analgesic effect decreasing mechanical hyperalgesia induced by plantar incision. This analgesic effect was not mediated by peripheral opioid receptors. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Tramadol é conhecido como um fármaco analgésico de ação central, usado para o tratamento de dor moderada a grave. O efeito analgésico local foi demonstrado, em parte devido ao efeito semelhante ao anestésico local, mas outros mecanismos permanecem obscuros. O papel dos receptores opioides periféricos no efeito analgésico local não é conhecido. Neste estudo, examinamos o papel dos receptores opioides periféricos no efeito analgésico local de tramadol em modelo de incisão plantar. MÉTODOS: Ratos Wistar, jovens e machos, foram divididos em sete grupos: controle, tramadol intraplantar, tramadol intravenoso, tramadol intraplantar-naloxona intravenosa, tramadol intraplantar-naloxona intraplantar, tramadol intravenoso-naloxona intravenosa e naloxona intravenosa. Após receber os medicamentos designados (5 mg de tramadol, 200 mg de naloxona ou NaCl a 0,9%, os ratos foram submetidos à incisão plantar e os limiares de retirada após estímulos mecânicos com filamentos de von Frey foram avaliados no início do estudo e nos minutos 10, 15, 30, 45 e 60 após a incisão. RESULTADOS: A incisão plantar levou à hiperalgesia mecânica acentuada durante todo o período de observação no grupo controle; hiperalgesia mecânica não foi observada nos grupos tramadol intraplantar, tramadol intraplantar-naloxona intraplantar e tramadol intraplantar-naloxona intravenosa. No grupo tramadol intravenoso, um aumento tardio do limiar de retirada (após 45 minutos) foi observado. Os grupos tramadol intravenoso-naloxona intravenosa e naloxona intravenosa permaneceram hiperalgésicos durante todo o período. CONCLUSÕES: Tramadol apresentou efeito analgésico local inicial e diminuiu a hiperalgesia mecânica induzida pela incisão plantar. Esse efeito analgésico não foi mediado por receptores opioides periféricos. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: Al tramadol se le conoce como un medicamento analgésico de acción central usado para el tratamiento del dolor moderado a intenso. El efecto analgésico local quedó demostrado, en parte, a causa del efecto similar al del anestésico local, pero otros mecanismos permanecen sin clarificar. El rol de los receptores opiáceos periféricos en el efecto analgésico local no se conoce. En este estudio, examinamos el papel de los receptores opiáceos periféricos en el efecto analgésico local del tramadol en un modelo de incisión plantar. MÉTODOS: Ratones Wistar, jóvenes y machos, fueron divididos en 7 grupos: control, tramadol intraplantar, tramadol intravenoso, tramadol intraplantar-naloxona intravenosa, tramadol intraplantar-naloxona intraplantar, tramadol intravenoso-naloxona intravenosa, y naloxona intravenosa. Después de recibir los medicamentos designados (5 mg de tramadol, 200 µg de naloxona o NaCl al 0,9%), los ratones fueron sometidos a la incisión plantar, y los umbrales de retirada de la pata posteriores a los estímulos mecánicos con filamentos de von Frey fueron evaluados al inicio del estudio y en los minutos 10, 15, 30, 45 y 60 después de la incisión. RESULTADOS: La incisión plantar conllevó hiperalgesia mecánica acentuada durante todo el período de observación en el grupo control; la hiperalgesia mecánica no fue observada en los grupos tramadol intraplantar, tramadol intraplantar-naloxona intraplantar, y tramadol intraplantar-naloxona intravenosa. En el grupo tramadol intravenoso, fue observado un aumento tardío del umbral de retirada (después de 45 min); los grupos tramadol intravenoso-naloxona intravenosa y naloxona intravenosa permanecieron hiperalgésicos durante todo el período. CONCLUSIONES: El tramadol presentó un efecto analgésico local inicial, disminuyendo la hiperalgesia mecánica inducida por la incisión plantar. Ese efecto analgésico no fue mediado por receptores opiáceos periféricos. <![CDATA[Opioid-free total intravenous anesthesia with propofol, dexmedetomidine and lidocaine infusions for laparoscopic cholecystectomy: a prospective, randomized, double-blinded study ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300191&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: Intraoperative use of opioids may be associated with postoperative hyperalgesia and increased analgesic consumption. Side effects due to perioperative use of opioids, such as postoperative nausea and vomiting may delay discharge. We hypothesized that total intravenous anesthesia consisting of lidocaine and dexmedetomidine as an opioid substitute may be an alternative technique for laparoscopic cholecystectomy and would be associated with lower fentanyl requirements in the postoperative period and less incidence of postoperative nausea and vomiting. METHODS: 80 Anesthesiologists I-II adults were scheduled for elective laparoscopic cholecystectomy. Patients were randomly allocated into two groups to have either opioid-free anesthesia with dexmedetomidine, lidocaine, and propofol infusions (Group DL) or opioid-based anesthesia with remifentanil, and propofol infusions (Group RF). All patients received a standard multimodal analgesia regimen. A patient controlled analgesia device was set to deliver IV fentanyl for 6 h after surgery. The primary outcome variable was postoperative fentanyl consumption. RESULTS: Fentanyl consumption at postoperative 2nd hour was statistically significantly less in Group DL, compared with Group RF, which were 75 ± 59 µg and 120 ± 94 µg respectively, while it was comparable at postoperative 6th hour. During anesthesia, there were more hypotensive events in Group RF, while there were more hypertensive events in Group DL, which were both statistically significant. Despite higher recovery times, Group DL had significantly lower pain scores, rescue analgesic and ondansetron need. CONCLUSION: Opioid-free anesthesia with dexmedetomidine, lidocaine and propofol infusions may be an alternative technique for laparoscopic cholecystectomy especially in patients with high risk for postoperative nausea and vomiting. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de opioides no período intraoperatório pode estar associado à hiperalgesia e ao aumento do consumo de analgésicos no período pós-operatório. Efeitos colaterais como náusea e vômito no período pós-operatório, por causa do uso perioperatório de opioides, podem prolongar a alta. Nossa hipótese foi que a anestesia venosa total com o uso de lidocaína e dexmedetomidina em substituição a opioides pode ser uma técnica opcional para a colecistectomia laparoscópica e estaria associada a uma menor solicitação de fentanil e incidência de náusea e vômito no período pós-operatório. MÉTODOS: Foram programados para colecistectomia laparoscópica eletiva 80 pacientes adultos, estado físico ASA I-II. Os pacientes foram randomicamente alocados em dois grupos para receber anestesia livre de opioides com infusões intravenosas (IV) de dexmedetomidina, lidocaína e propofol (Grupo DL) ou anestesia baseada em opioides com infusões de remifentanil e propofol (Grupo RF). Todos os pacientes receberam um regime padrão de analgesia multimodal. Um dispositivo de analgesia controlada pelo paciente foi ajustado para liberar fentanil IV por seis horas após a cirurgia. O desfecho primário foi o consumo de fentanil no pós-operatório. RESULTADOS: O consumo de fentanil na segunda hora de pós-operatório foi significativamente menor no grupo DL do que no Grupo RF, 75 ± 59 µg e 120 ± 94 µg, respectivamente, mas foi comparável na sexta hora de pós-operatório. Durante a anestesia, houve mais eventos hipotensivos no Grupo RF e mais eventos hipertensivos no grupo DL, ambos estatisticamente significativos. Apesar de apresentar um tempo de recuperação mais prolongado, o Grupo DL apresentou escores de dor e consumo de analgésicos de resgate e de ondansetrona significativamente mais baixos. CONCLUSÃO: A anestesia livre de opioides com infusões de dexmedetomidina, lidocaína e propofol pode ser uma técnica opcional para a colecistectomia laparoscópica, especialmente em pacientes com alto risco de náusea e vômito no pós-operatório. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: El uso de opiáceos en el período intraoperatorio puede estar asociado con la hiperalgesia y con el aumento del consumo de analgésicos en el período postoperatorio. Los efectos colaterales como náuseas y vómito en el período postoperatorio, debido al uso perioperatorio de opiáceos, pueden retrasar el alta. Nuestra hipótesis fue que la anestesia venosa total con el uso de lidocaína y dexmedetomidina como reemplazo de los opiáceos puede ser una técnica alternativa para la colecistectomía laparoscópica y estaría asociada con un requerimiento menor de fentanilo y con una menor incidencia de náuseas y vómito en el período postoperatorio. MÉTODOS: Ochenta pacientes adultos, estado físico ASA I-II, fueron programados para colecistectomía laparoscópica electiva. Los pacientes fueron divididos aleatoriamente en 2 grupos para recibir anestesia libre de opiáceos con infusiones de dexmedetomidina, lidocaína y propofol (grupo DL), o anestesia basada en opiáceos con infusiones de remifentanilo y propofol (grupo RF). Todos los pacientes recibieron un régimen estándar de analgesia multimodal. Un dispositivo de analgesia controlada por el paciente fue ajustado para liberar el fentanilo intravenoso durante 6 h después de la cirugía. El resultado primario fue el consumo de fentanilo en el postoperatorio. RESULTADOS: El consumo de fentanilo en la segunda hora del postoperatorio fue significativamente menor en el grupo DL que en el grupo RF, 75 ± 59 µg y 120 ± 94 µg, respectivamente, pero se pudo comparar en la sexta hora del postoperatorio. Durante la anestesia hubo más eventos hipotensivos en el grupo RF y más eventos hipertensivos en el grupo DL, ambos estadísticamente significativos. A pesar de presentar un tiempo de recuperación más prolongado, el grupo DL tuvo puntuaciones de dolor y consumo de analgésicos de rescate y de ondansetrón significativamente más bajos. CONCLUSIÓN: La anestesia libre de opiáceos con infusiones de dexmedetomidina, lidocaína y propofol puede ser una técnica alternativa para la colecistectomía laparoscópica, especialmente en pacientes con un alto riesgo de náuseas y vómito en el postoperatorio. <![CDATA[Frequency of colonization and isolated bacteria from the tip of epidural catheter implanted for postoperative analgesia ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300200&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVE: The increased use of epidural analgesia with catheter leads to the need to demonstrate the safety of this method and know the incidence of catheter colonization, inserted postoperatively for epidural analgesia, and the bacteria responsible for this colonization. METHODS: From November 2011 to April 2012, patients electively operated and maintained under epidural catheter for postoperative analgesia were evaluated. The catheter tip was collected for semiquantitative and qualitative microbiological analysis. RESULTS: Of 68 cultured catheters, six tips (8.8%) had positive cultures. No patient had superficial or deep infection. The mean duration of catheter use was 43.45 h (18-118) (p = 0.0894). The type of surgery (contaminated or uncontaminated), physical status of patients, and surgical time showed no relation with the colonization of catheters. Microorganisms isolated from the catheter tip were Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa and Sphingomonas paucimobilis. CONCLUSION: Postoperative epidural catheter analgesia, under these study conditions, was found to be low risk for bacterial colonization in patients at surgical wards. <hr/> OBJETIVOS: O aumento do uso de analgesia pela via peridural com uso de cateteres leva à necessidade de se demonstrar a segurança do método. O presente estudo teve como objetivo conhecer a incidência de colonização de cateteres inseridos para analgesia peridural no pós-operatório e as bactérias responsáveis por estas colonizações. MÉTODOS: No período de novembro de 2011 a abril de 2012 foram avaliados pacientes operados eletivamente mantidos sob analgesia por cateter peridural no pós-operatório. A ponta do cateter foi coletada para análise microbiológica semi-quantitativa e qualitativa. RESULTADOS: Seis (8,8%) pontas dos 68 cateteres cultivados apresentaram culturas positivas. Nenhum paciente apresentou infecção superficial ou profunda. O tempo médio de permanência do cateter foi de 43,45 horas (18-118 horas) (p = 0,0894). O tipo de cirurgia (contaminada ou não contaminada), estado físico dos pacientes e tempo cirúrgico não mostraram relação com a colonização dos cateteres. Os micro-organismos isolados da ponta de cateter foram Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Sphingomonas paucimobilis. CONCLUSÃO: Conclui-se que, a analgesia por cateter peridural no pós-operatório, nas condições do presente estudo, revelou-se procedimento com baixo risco de colonização bacteriana em pacientes de enfermarias cirúrgicas. <hr/> OBJETIVOS: El aumento del uso de analgesia por vía epidural con el uso de catéteres nos lleva a la necesidad de demostrar la seguridad del método. El presente estudio tuvo como objetivo conocer la incidencia de la colonización de catéteres insertados para la analgesia epidural en el postoperatorio y las bacterias responsables de estas colonizaciones. MÉTODOS: En el período de noviembre de 2011 a abril de 2012, se evaluaron pacientes operados electivamente que fueron mantenidos bajo analgesia por catéter epidural en el postoperatorio. La punta del catéter fue recolectada para análisis microbiológico semicuantitativo y cualitativo. RESULTADOS: Seis (8,8%) puntas de los 68 catéteres cultivados presentaron cultivos positivos. Ningún paciente presentó infección superficial o profunda. El tiempo medio de permanencia del catéter fue de 43,45 h (18-118 h) (p = 0,0894). El tipo de cirugía (contaminada o no contaminada), estado físico de los pacientes y tiempo quirúrgico no mostraron relación con la colonización de los catéteres. Los microorganismos aislados de la punta del catéter fueron Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa y Sphingomonas paucimobilis. CONCLUSIÓN: Concluimos que la analgesia por catéter epidural en el postoperatorio, en las condiciones del presente estudio, mostró ser un procedimiento con bajo riesgo de colonización bacteriana en pacientes quirúrgicos. <![CDATA[Intravenous lidocaine for postmastectomy pain treatment: randomized, blind, placebo controlled clinical trial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300207&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVE: Postoperative pain treatment in mastectomy remains a major challenge despite the multimodal approach. The aim of this study was to investigate the analgesic effect of intravenous lidocaine in patients undergoing mastectomy, as well as the postoperative consumption of opioids. METHODS: After approval by the Human Research Ethics Committee of the Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira in Recife, Pernambuco, a randomized, blind, controlled trial was conducted with intravenous lidocaine at a dose of 3 mg/kg infused over 1 h in 45 women undergoing mastectomy under general anesthesia. One patient from placebo group was. RESULTS: Groups were similar in age, body mass index, type of surgery, and postoperative need for opioids. Two of 22 patients in lidocaine group and three of 22 patients in placebo group requested opioid (p = 0.50). Pain on awakening was identified in 4/22 of lidocaine group and 5/22 of placebo group (p = 0.50); in the post-anesthetic recovery room in 14/22 and 12/22 (p = 0.37) of lidocaine and placebo groups, respectively. Pain evaluation 24 h after surgery showed that 2/22 and 3/22 patients (p = 0.50) of lidocaine and placebo groups, respectively, complained of pain. CONCLUSION: Intravenous lidocaine at a dose of 3 mg/kg administered over a period of an hour during mastectomy did not promote additional analgesia compared to placebo in the first 24 h, and has not decreased opioid consumption. However, a beneficial effect of intravenous lidocaine in selected and/or other therapeutic regimens patients cannot be ruled out. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVO: O tratamento da dor pós-operatória em mastectomia continua sendo um grande desafio apesar da abordagem multimodal. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito analgésico da lidocaína intravenosa em pacientes submetidas a mastectomia, como também, o consumo de opioide pós-operatório. MÉTODOS: Após aprovação pelo comitê de ética e pesquisa em seres humanos do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira em Recife - Pernambuco foi realizado ensaio clínico aleatório encoberto placebo controlado com lidocaína intravenosa na dose de 3 mg/kg infundida em uma hora, em 45 mulheres submetidas a mastectomia sob anestesia geral. Excluída uma paciente do grupo placebo. RESULTADOS: Os grupos foram semelhantes quanto à idade, índice de massa corpórea, tipo de intervenção cirúrgica e necessidade de opioide no pós-operatório. Solicitaram opioide 2/22 pacientes nos grupos da lidocaína e 3/22 placebo (p = 0,50). Identificada a dor ao despertar em 4/22 no grupo lidocaína e 5/22 (p = 0,50) no grupo placebo; na sala de recuperação pós-anestésica em 14/22 e 12/22 (p = 0,37) nos grupos lidocaína e placebo respectivamente. Ao avaliar a dor 24 horas após o procedimento cirúrgico 3/22 e 2/22 (p = 0,50) das pacientes relataram dor em ambos os grupos respectivamente. CONCLUSÃO: A lidocaína intravenosa na dose de 3mg/kg administrada em um período de uma hora no transoperatório de mastectomia não promoveu analgesia adicional em relação ao grupo placebo nas primeiras 24 horas e não diminuiu o consumo de opioide. Contudo, um efeito benéfico da lidocaína intravenosa em pacientes selecionadas e/ou em outros regimes terapêuticos não pode ser descartado. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVO: El tratamiento del dolor postoperatorio en la mastectomía continúa siendo un gran reto a pesar del abordaje multimodal. El objetivo de este estudio fue investigar el efecto analgésico de la lidocaína intravenosa en pacientes sometidas a mastectomía, así como el consumo postoperatorio de opiáceos. MÉTODOS: Después de la aprobación por el Comité de Ética e Investigación en seres humanos del Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira, en Recife, Pernambuco, se realizó un ensayo clínico aleatorizado, encubierto, placebo controlado con lidocaína intravenosa en una dosis de 3 mg/kg infundida en una hora, en 45 mujeres sometidas a mastectomía bajo anestesia general. Una paciente del grupo placebo fue excluida. RESULTADOS: Los grupos fueron similares en cuanto a la edad, índice de masa corporal, tipo de intervención quirúrgica y necesidad de opiáceos en el postoperatorio. Solicitaron opiáceos 2/22 pacientes en los grupos de la lidocaína y 3/22 placebo (p = 0,50). Fue identificado el dolor al despertar en 4/22 en el grupo lidocaína y 5/22 (p = 0,50) en el grupo placebo; en la sala de recuperación postanestésica en 14/22 y 12/22 (p = 0,37) en los grupos lidocaína y placebo, respectivamente. Al calcular el dolor 24 h después del procedimiento quirúrgico 3/22 y 2/22 (p = 0,50) de las pacientes relataron dolor en ambos grupos respectivamente. CONCLUSIÓN: La lidocaína intravenosa en una dosis de 3 mg/kg administrada en un período de una hora en el transoperatorio de mastectomía no generó analgesia adicional con relación al grupo placebo en las primeras 24 h y no disminuyó el consumo de opiáceos. Sin embargo, no puede ser descartado un efecto beneficioso de la lidocaína intravenosa en pacientes seleccionadas y/o en otros regímenes terapéuticos. <![CDATA[Evaluation of brachial plexus fascicles involvement on infraclavicular block: unfixed cadaver study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300213&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study shows how the diffusion of the anesthetic into the sheath occurs through the axillary infraclavicular space and hence proves the efficacy of the anesthetic block of the brachial plexus, and may thereby allow a consolidation of this pathway, with fewer complications, previously attached to the anesthesia. MATERIALS AND METHODS: 33 armpits of adult cadavers were analyzed and unfixed. We injected a solution of neoprene with latex dye in the infraclavicular space, based on the technique advocated by Gusmão et al., and put the corpses in refrigerators for three weeks. Subsequently, the specimens were thawed and dissected, exposing the axillary sheath along its entire length. RESULTS AND DISCUSSION: Was demonstrated involvement of all fasciculus of the plexus in 51.46%. In partial involvement was 30.30%, 18.24% of cases the acrylic was located outside the auxiliary sheath involving no issue. CONCLUSIONS: The results allow us to establish the infraclavicular as an effective and easy way to access plexus brachial, because the solution involved the fascicles in 81.76% partially or totally, when it was injected inside the axillary sheath. We believe that only the use of this pathway access in practice it may demonstrate the efficiency. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Procuramos demonstrar como ocorre a difusão do anestésico no interior da bainha axilar, quando se utiliza o bloqueio por via infraclavicular, através da fossa infraclavicular e, consequentemente, provar a eficácia dessa via, podendo, com isso, permitir uma consolidação da utilização desse acesso, com redução das complicações. MATERIAS E MÉTODO: Foram utilizadas 33 axilas de cadáveres adultos não fixados. Injetamos uma solução de neoprene látex com corante na fossa infraclavicular, baseando-se na técnica preconizada por Gusmão e col, e colocamos os cadáveres em geladeiras por três semanas. Posteriormente, as peças foram descongeladas e dissecadas, expondo a bainha axilar em toda sua extensão. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foi demonstrado envolvimento de todos os fascículos do plexo em 51,46%. Em 30,30% houve envolvimento parcial, e em 18,24% dos casos o acrílico foi localizado fora da bainha axilar, não envolvendo nenhum fascículo. CONCLUSÕES: Os dados obtidos permitem estabelecer a via infraclavicular como uma via eficaz e de fácil acesso ao plexo braquial, visto que a solução injetada envolveu os fascículos em 81,76% parcialmente ou totalmente, quando era injetada dentro da bainha axilar. Acreditamos que apenas a utilização desta via de acesso na prática poderá demonstrar a eficiência da mesma. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: Este estudio intenta demostrar cómo ocurre la difusión del anestésico en el interior de la vaina axilar, cuando se utiliza el bloqueo por vía infraclavicular a través de la fosa infraclavicular, y al mismo tiempo, probar la eficacia de esa vía, pudiendo así permitir una consolidación de la utilización de ese acceso con reducción de las complicaciones. MATERIALES Y MÉTODO: Fueron utilizadas 33 axilas de cadáveres adultos no fijadas. Inyectamos una solución de neopreno látex con colorante en la fosa infraclavicular, con la técnica preconizada por Gusmão et al., y colocamos los cadáveres en frigoríficos durante 3 semanas. Posteriormente, las piezas fueron descongeladas y disecadas, exponiendo la vaina axilar en toda su extensión. RESULTADOS Y DISCUSIÓN: Quedó demostrada la implicación de todos los fascículos del plexo en un 51,46%. En un 30,30% hubo una participación parcial, y en un 18,24% de los casos el acrílico fue ubicado fuera de la vaina axilar sin la participación de ningún fascículo. CONCLUSIONES: Los datos obtenidos permiten establecer la vía infraclavicular como una vía eficaz y de fácil acceso al plexo braquial, visto que la solución inyectada tuvo la participación de los fascículos en un 81,76% parcial o totalmente, cuando se inyectaba dentro de la vaina axilar. Creemos que solamente con la utilización de esta vía de acceso en la práctica podrá quedar demostrada su eficacia. <![CDATA[Influence of different body positions in vital capacity in patients on postoperative upper abdominal]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300217&lng=en&nrm=iso&tlng=en RATIONALE: The changes in body position can cause changes in lung function, and it is necessary to understand them, especially in the postoperative upper abdominal surgery, since these patients are susceptible to postoperative pulmonary complications. OBJECTIVE: To assess the vital capacity in the supine position (head at 0° and 45°), sitting and standing positions in patients in the postoperative upper abdominal surgery. METHODS: A cross-sectional study conducted between August 2008 and January 2009 in a hospital in Salvador/BA. The instrument used to measure vital capacity was analogic spirometer, the choice of the sequence of positions followed a random order obtained from the draw of the four positions. Secondary data were collected from the medical records of each patient. RESULTS: The sample consisted of 30 subjects with a mean age of 45.2 ± 11.2 years, BMI 20.2 ± 1.0 kg/m2. The position on orthostasis showed higher values of vital capacity regarding standing (mean change: 0.15 ± 0.03 L; p = 0.001), the supine to 45 (average difference: 0.32 ± 0.04 L; p = 0.001) and 0° (0.50 ± 0.05 L; p = 0.001). There was a positive trend between the values of forced vital capacity supine to upright posture (1.68 ± 0.47; 1.86 ± 0.48; 2.02 ± 0.48 and 2.18 ± 0.52 L; respectively). CONCLUSION: Body position affects the values of vital capacity in patients in the postoperative upper abdominal surgery, increasing in postures where the chest is vertical. <hr/> JUSTIFICATIVA: As alterações no posicionamento corporal podem ocasionar mudanças na função respiratória e é necessário compreendê-las, principalmente no pós-operatório abdominal superior, já que os pacientes estão suscetíveis a complicações pulmonares pós-operatórias. OBJETIVO: Verificar a capacidade vital nas posições de decúbito dorsal (cabeceira a 0° e 45°), sentado e em ortostase em pacientes no pós-operatório de cirurgia abdominal superior. MÉTODOS: Estudo transversal, feito entre agosto de 2008 e janeiro de 2009, em um hospital na cidade de Salvador (BA). O instrumento usado para mensuração da capacidade vital (CV) foi o ventilômetro analógico e a escolha da sequência das posições seguiu uma ordem aleatória obtida a partir de sorteio das quatro posições. Os dados secundários foram colhidos nos prontuários de cada paciente. RESULTADOS: A amostra foi composta por 30 indivíduos com idade média de 45,2 ± 11,2 anos e IMC 20,2 ± 1,0 kg/m2. A posição em ortostase apresentou valores maiores da CV em relação à sedestração (média das diferenças: 0,15 ± 0,03 litros; p = 0,001), ao decúbito dorsal a 45° (média das diferenças: 0,32 ± 0,04 litros; p = 0,001) e 0° (0,50 ± 0,05 litros; p = 0,001). Houve um aumento positivo entre os valores de CVF do decúbito dorsal para a postura ortostática (1,68 ± 0,47; 1,86 ± 0,48; 2,02 ± 0,48 e 2,18 ± 0,52 litros; respectivamente). CONCLUSÃO: A posição do corpo afeta os valores da CV em pacientes no pós-operatório de cirurgia abdominal superior, com aumento nas posturas em que o tórax encontra-se verticalizado. <hr/> JUSTIFICACIÓN: Las alteraciones en el posicionamiento corporal pueden ocasionar cambios en la función respiratoria y es necesario comprenderlas, principalmente en el postoperatorio abdominal superior, ya que los pacientes son susceptibles a complicaciones pulmonares postoperatorias. OBJETIVO: Verificar la capacidad vital en las posiciones de decúbito dorsal (cabeza a 0° y 45°), sentado y en ortostasis en pacientes en el postoperatorio de cirugía abdominal superior. MÉTODOS: Estudio transversal realizado entre agosto de 2008 y enero de 2009, en un hospital en la ciudad de Salvador (BA). El instrumento usado para la medición de la capacidad vital (CV) fue el espirómetro analógico y la elección de la secuencia de las posiciones siguió un orden aleatorio que se obtuvo a partir de un sorteo de las 4 posiciones. Los datos secundarios fueron extraídos de las historias clínicas de cada paciente. RESULTADOS: La muestra se compuso de 30 individuos con edades medias de 45,2 ± 11,2 años e IMC de 20,2 ± 1 kg/m2. La posición en ortostasis presentó valores mayores de CV con relación a la posición sedente (media de las diferencias: 0,15 ± 0,03 L; p = 0,001), al decúbito dorsal a 45° (media de las diferencias: 0,32 ± 0,04 L; p = 0,001) y a 0° (0,50 ± 0,05 L; p = 0,001). Hubo un aumento positivo entre los valores de CV forzada del decúbito dorsal para la postura ortostática (1,68 ± 0,47; 1,86 ± 0,48; 2,02 ± 0,48 y 2,18 ± 0,52 L, respectivamente). CONCLUSIÓN: La posición del cuerpo afecta los valores de la CV en pacientes durante el postoperatorio de cirugía abdominal superior, con aumento en las posturas en las que el tórax está verticalizado. <![CDATA[Comparison of interscalene brachial plexus block and intra-articular local anesthetic administration on postoperative pain management in arthroscopic shoulder surgery]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300222&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: In this study, the aim was to compare postoperative analgesia effects of the administration of ultrasound-guided interscalene brachial plexus block and intra-articular bupivacaine carried out with bupivacaine. METHODS: In the first group of patients 20 mL 0.25% bupivacaine and ultrasound-guided interscalene brachial plexus block (ISPB) were applied, while 20 mL 0.25% bupivacaine was given via intra-articular (IA) administration to the second group patients after surgery. Patients in the third group were considered the control group and no block was performed. Patient-controlled analgesia (PCA) with morphine was used in all three groups for postoperative analgesia. RESULTS: In the ISPB group, morphine consumption in the periods between 0-4, 6-12 and 12-24 postoperative hours and total consumption within 24 h was lower than in the other two groups. Morphine consumption in the IA group was lower than in the control group in the period from 0 to 6 h and the same was true for total morphine consumption in 24 h. Postoperative VASr scores in the ISPB group were lower than both of the other groups in the first 2 h and lower than the control group in the 4th and 6th hours (p &lt; 0.05). In the IA group, VASr and VASm scores in the 2nd, 4th and 6th hours were lower than in the control group (p &lt; 0.05). CONCLUSION: Interscalene brachial plexus block was found to be more effective than intra-articular local anesthetic injection for postoperative analgesia. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Comparar os efeitos na analgesia no pós-operatório da administração de bloqueio do plexo braquial por via interescalênica guiado por ultrassom e bupivacaína intra-articular, feito com bupivacaína. MÉTODOS: No primeiro grupo de pacientes, 20 mL de bupivacaína a 0,25% e bloqueio do plexo braquial por via interescalênica guiado por ultrassom (BPBI) foram administrados, enquanto 20 mL de bupivacaína a 0,25% foram administrados por via intra-articular (IA) ao segundo grupo de pacientes após a cirurgia. Os pacientes do terceiro grupo foram considerados grupo controle e nenhum bloqueio foi feito. Analgesia controlada pelo paciente (ACP) com morfina foi usada nos três grupos para analgesia pós-operatória. RESULTADOS: No grupo BPBI, o consumo de morfina nos períodos entre 0-4, 6-12 e 12-24 horas após a cirurgia e o consumo total em 24 horas foram mais baixos do que nos outros dois grupos. O consumo de morfina no grupo IA foi menor do que no grupo controle no período de 0-6 horas, como também foi menor o consumo total de morfina em 24 horas. Os escores EVAr no pós-operatório do grupo BPBI foram menores do que os escores dos dois outros grupos nas primeiras duas horas e menores do que os do grupo controle nos períodos de 4 e 6 horas (p &lt; 0,05). No grupo IA, os escores EVAr e EVAm nos períodos de 2, 4 e 6 horas foram menores do que no grupo controle (p &lt; 0,05). CONCLUSÃO: O bloqueio do plexo braquial por via interescalênica mostrou ser mais eficaz do que a injeção intra-articular de anestésico local para analgesia pós-operatória. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: En este estudio, nuestro objetivo fue comparar en el período postoperatorio los efectos analgésicos de la administración de la bupivacaína en el bloqueo del plexo braquial por vía interescalénica guiado por ecografía y bupivacaína intraarticular. MÉTODOS: En el primer grupo de pacientes se administraron 20 mL de bupivacaína al 0,25% y se llevó a cabo el bloqueo del plexo braquial por vía interescalénica (BPBI) guiado por ecografía, mientras que al segundo grupo de pacientes se le administraron 20 mL de bupivacaína al 0,25% por vía intraarticular (IA) tras la cirugía. Los pacientes del tercer grupo fueron considerados como grupo control y en ellos no se realizó ningún bloqueo. La analgesia controlada por el paciente con morfina se usó en los 3 grupos para la analgesia postoperatoria. RESULTADOS: En el grupo BPBI, el consumo de morfina en los períodos entre 0-4, 6-12 y 12-24 h del postoperatorio y el consumo total en 24 h fueron más bajos que en los otros 2 grupos. El consumo de morfina en el grupo IA fue menor que en el grupo control en el período de 0-6 h, como también fue menor el consumo total de morfina en 24 h. Las puntuaciones EVAr en el postoperatorio del grupo BPBI fueron menores que las de los otros 2 grupos en las primeras 2 h y menores que los del grupo control en los períodos de 4 y 6 h (p &lt; 0,05). En el grupo IA, las puntuaciones EVAr y EVAm en los períodos de 2, 4 y 6 h fueron menores que en el grupo control (p &lt; 0,05). CONCLUSIÓN: El BPBI mostró ser más eficaz que la inyección intraarticular de anestésico local para analgesia postoperatoria. <![CDATA[Does ultrasonographic volume of the thyroid gland correlate with difficult intubation? An observational study ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300230&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: Preoperative ultrasonographic evaluation of the thyroid gland done by surgeons could let us foresee airway management challenges. The aim of this observational study was to evaluate the effects of thyroid-related parameters assessed preoperatively by surgeons via ultrasonography and chest X-ray on intubation conditions. METHODS: Fifty patients undergoing thyroid surgery were enrolled. Thyromental distance, Mallampati score, neck circumference and range of neck movement were evaluated before the operation. Thyroid volume, signs of invasion or compression and tracheal deviation on chest X-ray were also noted. The intubation conditions were assessed with Cormack and Lehane score and the intubation difficulty scale. Statistical analyses were done with SPSS 15.0 software. RESULTS: The mean thyroid volume of the patients was 26.38 ± 14 mL. The median intubation difficulty scale was 1 (0-2). Thyromental distance (p = 0.011; r = 0.36; 95% CI 0.582-0.088), Mallampati score (p = 0.041; r = 0.29; 95% CI 0.013-0.526), compression or invasion signs (p = 0.041; r = 0.28; 95% CI 0.006-0.521) and tracheal deviation on chest X-ray (p = 0.041; r = 0.52; 95% CI 0.268-0.702) were correlated with intubation difficulty scale. Also patients were classified into two groups related to their intubation difficulty scale (Group I, n = 19: intubation difficulty scale = 0; Group II, n = 31: 1 &lt; intubation difficulty scale ≤ 5) and difficult intubation predictors and thyroid-related parameters were compared. Only Mallampati score was significantly different between groups (p = 0.025). CONCLUSION: The thyroid volume is not associated with difficult intubation. However clinical assessment parameters may predict difficult intubation. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A avaliação ultrassonográfica pré-operatória da glândula tireóide feita por cirurgiões pode prever desafios no manejo das vias aéreas. O objetivo deste estudo observacional foi avaliar os efeitos de parâmetros relacionados à tireóide investigados pré-operatoriamente por cirurgiões mediante ultrassonografia e radiografia de tórax em condições de intubação. MÉTODOS: Foram inscritos 50 pacientes submetidos à cirurgia de tireóide. Distância tireomentoniana (DTM), escore de Mallampati, circunferência do pescoço e amplitude de movimento do pescoço foram avaliados antes da operação. Volume da tireóide, sinais de invasão ou compressão e desvio da traqueia na radiografia de tórax também foram registrados. As condições de intubação foram avaliadas com o escore de Cormack e Lehane (CL) e a escala de intubação difícil (EID). Análises estatísticas foram feitas com o software SPSS 15.0. RESULTADOS: A média do volume da tireóide dos pacientes foi de 26,38 ± 14 mL. A mediana da EID foi de 1 (0-2). DTM (p = 0,011; r = 0,36, IC 95% 0,582-0,088); escore de Mallampati (p = 0,041; r = 0,29, IC 95% 013-0,526); sinais de compressão ou invasão (p = 0,041; r = 0,28; IC 95% 0,006-0,521) e desvio da traqueia na radiografia de tórax (p = 0,041; r = 0,52, IC 95% 0,268-0,702) foram correlacionados com a EID. Os pacientes foram classificados em dois grupos também relacionados à EID (Grupo I, n = 19: EID = 0; Grupo II, n = 31: 1 &lt; EID ≤ 5) e os preditivos de intubação difícil e os parâmetros da tireóide relacionados foram comparados. Apenas o escore de Mallampati foi significativamente diferente entre os grupos (p = 0,025). CONCLUSÃO: O volume da tireóide não está associado à intubação difícil. Contudo, os parâmetros de avaliação clínica podem prever intubação difícil. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: La evaluación ecográfica preoperatoria de la glándula tiroides hecha por los cirujanos puede prevenir los retos en el manejo de las vías aéreas. El objetivo de este estudio observacional fue evaluar los efectos de parámetros relacionados con la tiroides investigados por cirujanos antes de la operación, mediante ecografía y radiografía de tórax en condiciones de intubación. MÉTODOS: Fueron inscritos 50 pacientes sometidos a cirugía de tiroides. La distancia tiromentoniana, puntuación de Mallampati, circunferencia del cuello y amplitud de movimiento del cuello fueron evaluados antes de la operación. También fueron registrados el volumen de la tiroides, signos de invasión o compresión, y desviación de la tráquea en la radiografía de tórax. Las condiciones de intubación se calcularon con la puntuación de Cormack y Lehane y la escala de intubación difícil (EID). Los análisis estadísticos fueron realizados con el software SPSS 15.0. RESULTADOS: La media del volumen de la tiroides de los pacientes fue de 26,38 ± 14 mL. La mediana de la EID fue 1 (0-2). Fueron correlacionados con la EID la distancia tiromentoniana (p = 0,011; r = 0,36; IC 95%: 0,582-0,088), puntuación de Mallampati (p = 0,041; r = 0,29; IC 95%: 013-0,526), signos de compresión o invasión (p = 0,041; r = 0,28; IC 95%: 0,006-0,521) y desviación de la tráquea en la radiografía de tórax (p = 0,041; r = 0,52; IC 95%: 0,268-0,702). Los pacientes fueron clasificados en 2 grupos también relacionados con la EID (grupo i, n = 19: EID = 0; grupo ii, n = 31: 1 &lt; EID ≤ 5), y los predictores de intubación difícil y los parámetros de la tiroides relacionados fueron comparados. Solamente la puntuación de Mallampati fue significativamente diferente entre los grupos (p = 0,025). CONCLUSIÓN: El volumen de la tiroides no está asociado con la intubación difícil. Sin embargo, los parámetros de evaluación clínica pueden prever la intubación difícil. <![CDATA[What is missing for difficult airway management in the 21st century]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942015000300235&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND AND OBJECTIVES: Preoperative ultrasonographic evaluation of the thyroid gland done by surgeons could let us foresee airway management challenges. The aim of this observational study was to evaluate the effects of thyroid-related parameters assessed preoperatively by surgeons via ultrasonography and chest X-ray on intubation conditions. METHODS: Fifty patients undergoing thyroid surgery were enrolled. Thyromental distance, Mallampati score, neck circumference and range of neck movement were evaluated before the operation. Thyroid volume, signs of invasion or compression and tracheal deviation on chest X-ray were also noted. The intubation conditions were assessed with Cormack and Lehane score and the intubation difficulty scale. Statistical analyses were done with SPSS 15.0 software. RESULTS: The mean thyroid volume of the patients was 26.38 ± 14 mL. The median intubation difficulty scale was 1 (0-2). Thyromental distance (p = 0.011; r = 0.36; 95% CI 0.582-0.088), Mallampati score (p = 0.041; r = 0.29; 95% CI 0.013-0.526), compression or invasion signs (p = 0.041; r = 0.28; 95% CI 0.006-0.521) and tracheal deviation on chest X-ray (p = 0.041; r = 0.52; 95% CI 0.268-0.702) were correlated with intubation difficulty scale. Also patients were classified into two groups related to their intubation difficulty scale (Group I, n = 19: intubation difficulty scale = 0; Group II, n = 31: 1 &lt; intubation difficulty scale ≤ 5) and difficult intubation predictors and thyroid-related parameters were compared. Only Mallampati score was significantly different between groups (p = 0.025). CONCLUSION: The thyroid volume is not associated with difficult intubation. However clinical assessment parameters may predict difficult intubation. <hr/> JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A avaliação ultrassonográfica pré-operatória da glândula tireóide feita por cirurgiões pode prever desafios no manejo das vias aéreas. O objetivo deste estudo observacional foi avaliar os efeitos de parâmetros relacionados à tireóide investigados pré-operatoriamente por cirurgiões mediante ultrassonografia e radiografia de tórax em condições de intubação. MÉTODOS: Foram inscritos 50 pacientes submetidos à cirurgia de tireóide. Distância tireomentoniana (DTM), escore de Mallampati, circunferência do pescoço e amplitude de movimento do pescoço foram avaliados antes da operação. Volume da tireóide, sinais de invasão ou compressão e desvio da traqueia na radiografia de tórax também foram registrados. As condições de intubação foram avaliadas com o escore de Cormack e Lehane (CL) e a escala de intubação difícil (EID). Análises estatísticas foram feitas com o software SPSS 15.0. RESULTADOS: A média do volume da tireóide dos pacientes foi de 26,38 ± 14 mL. A mediana da EID foi de 1 (0-2). DTM (p = 0,011; r = 0,36, IC 95% 0,582-0,088); escore de Mallampati (p = 0,041; r = 0,29, IC 95% 013-0,526); sinais de compressão ou invasão (p = 0,041; r = 0,28; IC 95% 0,006-0,521) e desvio da traqueia na radiografia de tórax (p = 0,041; r = 0,52, IC 95% 0,268-0,702) foram correlacionados com a EID. Os pacientes foram classificados em dois grupos também relacionados à EID (Grupo I, n = 19: EID = 0; Grupo II, n = 31: 1 &lt; EID ≤ 5) e os preditivos de intubação difícil e os parâmetros da tireóide relacionados foram comparados. Apenas o escore de Mallampati foi significativamente diferente entre os grupos (p = 0,025). CONCLUSÃO: O volume da tireóide não está associado à intubação difícil. Contudo, os parâmetros de avaliação clínica podem prever intubação difícil. <hr/> JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: La evaluación ecográfica preoperatoria de la glándula tiroides hecha por los cirujanos puede prevenir los retos en el manejo de las vías aéreas. El objetivo de este estudio observacional fue evaluar los efectos de parámetros relacionados con la tiroides investigados por cirujanos antes de la operación, mediante ecografía y radiografía de tórax en condiciones de intubación. MÉTODOS: Fueron inscritos 50 pacientes sometidos a cirugía de tiroides. La distancia tiromentoniana, puntuación de Mallampati, circunferencia del cuello y amplitud de movimiento del cuello fueron evaluados antes de la operación. También fueron registrados el volumen de la tiroides, signos de invasión o compresión, y desviación de la tráquea en la radiografía de tórax. Las condiciones de intubación se calcularon con la puntuación de Cormack y Lehane y la escala de intubación difícil (EID). Los análisis estadísticos fueron realizados con el software SPSS 15.0. RESULTADOS: La media del volumen de la tiroides de los pacientes fue de 26,38 ± 14 mL. La mediana de la EID fue 1 (0-2). Fueron correlacionados con la EID la distancia tiromentoniana (p = 0,011; r = 0,36; IC 95%: 0,582-0,088), puntuación de Mallampati (p = 0,041; r = 0,29; IC 95%: 013-0,526), signos de compresión o invasión (p = 0,041; r = 0,28; IC 95%: 0,006-0,521) y desviación de la tráquea en la radiografía de tórax (p = 0,041; r = 0,52; IC 95%: 0,268-0,702). Los pacientes fueron clasificados en 2 grupos también relacionados con la EID (grupo i, n = 19: EID = 0; grupo ii, n = 31: 1 &lt; EID ≤ 5), y los predictores de intubación difícil y los parámetros de la tiroides relacionados fueron comparados. Solamente la puntuación de Mallampati fue significativamente diferente entre los grupos (p = 0,025). CONCLUSIÓN: El volumen de la tiroides no está asociado con la intubación difícil. Sin embargo, los parámetros de evaluación clínica pueden prever la intubación difícil.