Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420160004&lang=es vol. 66 num. 4 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Association of clonidine and ropivacaine in brachial plexus block for shoulder arthroscopy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400335&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objectives: Arthroscopy for shoulder disorders is associated with severe and difficult to control pain, postoperatively. The addition of clonidine to local anesthetics for peripheral nerve block has become increasingly common, thanks to the potential ability of this drug to reduce the mass of local anesthetic required and to prolonging analgesia postoperatively. The present study aimed to evaluate the success of brachial plexus block for arthroscopic rotator cuff surgery using local anesthetic with or without clonidine. Method: 53 patients of both genders, between 18 and 70 years old, American Society of Anesthesiologists I or II, who were scheduled to undergo arthroscopic shoulder surgery were selected. Patients were then randomized into two groups. The verbal numerical pain scale and the presence of motor block were obtained in the post-anesthetic recovery room and 6, 12, 18 and 24 h postoperatively. Results: The association of clonidine (0.15 mg) to a solution of 0.33% ropivacaine (30 mL) in brachial plexus block for shoulder arthroscopy has not diminished the visual numeric pain scale values, nor the need for opioid rescue postoperatively. There was a lower incidence of nausea/vomiting postoperatively and a significant motor block time prolongation in the group of patients who received clonidine as adjuvant. Conclusions: The use of brachial plexus block with local anesthetic for analgesic postoperative control is well established in the literature. The addition of clonidine in the dose proposed for prolongation of the analgesic effect and reduction of opioid rescue proved unhelpful.<hr/>Resumo Justificativa e objetivos: A artroscopia para afecções do ombro associa-se a dor de forte intensidade no pós-operatório, de difícil manejo. A adição de clonidina ao anestésico local em bloqueios periféricos tornou-se progressivamente maior graças à potencial habilidade dessa droga em reduzir a massa de anestésicos locais necessários e prolongar a analgesia no pós-operatório. O presente estudo teve como objetivo avaliar o sucesso do bloqueio de plexo braquial para a cirurgia artroscópica de manguito rotador com o uso de anestésico local associado ou não à clonidina. Método: Foram selecionados 53 pacientes de ambos os sexos, entre 18 e 70 anos, ASA I ou II, que seriam submetidos à cirurgia de ombro por artroscopia. Os pacientes foram então randomizados em dois grupos. A escala numérica verbal de dor e a presença de bloqueio motor eram obtidas na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e com seis, 12, 18 e 24 horas de pós-operatório. Resultados: A associação de clonidina (0,15 mg) à solução de ropivacaína 0,33% (30 mL) no bloqueio de plexo braquial para artroscopia de ombro não diminuiu os valores da escala visual numérica de dor, nem a necessidade de resgate com opioides no pós-operatório. Houve uma menor incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório (NVPO) e aumento considerável do tempo de bloqueio motor no grupo de pacientes que recebeu clonidina como adjuvante. Conclusões: O uso do bloqueio de plexo braquial com anestésico local para controle analgésico pós-operatório está consolidado na literatura. A adição de clonidina na dose proposta para prolongamento do efeito analgésico e redução de resgate com opioides mostrou-se pouco útil. <![CDATA[Faster onset time of supraclavicular brachial plexus block using local anesthetic diluted with dextrose]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400341&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objectives: A high sodium concentration is known to antagonize local anesthetics when infiltrated around neural tissue. Thus, we hypothesized that the onset time for sensory and motor blockade, in supraclavicular brachial plexus block using ropivacaine diluted with dextrose would be shorter than with saline. Methods: Patients scheduled for upper limb surgery were randomized to receive ultrasound guided supraclavicular brachial plexus block with 0.5% ropivacaine. Evaluation of sensory and motor blockade was performed every 5 min for 60 min. Patients were followed-up on postoperative day 1, and between days 7 and 10 for the presence of any complications. Twenty-five patients in each group were analyzed. Results: Mean time for onset of analgesia for the dextrose group was 37.6 ± 12.9 min while the mean time for the saline group was 45.2 ± 13.9 min with a p-value of 0.05. The effect size was 0.567, which was moderate to large. No major complications were observed. Conclusion: We conclude that there was a decrease in onset time of analgesia when dextrose was used as a diluent instead of saline for ultrasound guided supraclavicular block.<hr/>Resumo Justificativa e objetivos: A alta concentração de sódio é conhecida por antagonizar anestésicos locais quando infiltrado em torno de tecido neural. Portanto, a nossa hipótese foi a de que o tempo de início para os bloqueios sensorial e motor, em bloqueio do plexo braquial supraclavicular com ropivacaína diluída com dextrose, seria menor do que com solução salina. Métodos: Os pacientes agendados para cirurgia em membro superior foram randomizados para receber bloqueio do plexo braquial supraclavicular com ropivacaína a 0,5%g guiado por ultrassom. A avaliação dos bloqueios sensorial e motor foi feita a cada cinco minutos durante 60 minutos. Os pacientes foram acompanhados no pós-operatório no primeiro dia e entre os dias 7-10 para presença de qualquer complicação. Foram analisados 25 pacientes em cada grupo. Resultados: A média do tempo para o início da analgesia no grupo dextrose foi de 37,6 ± 12,9 minutos, enquanto que no grupo solução salina foi de 45,2 ± 13,9 minutos, com um valor-p de 0,05. O tamanho do efeito foi 0,567, o que foi de moderado a grande. Complicações maiores não foram observadas. Conclusão: Concluímos que houve uma redução do tempo de início da analgesia quando dextrose em vez de solução salina foi usada como diluente para bloqueio supraclavicular guiado por ultrassom. <![CDATA[Evaluation of spinal anesthesia blockade time with 0.5% hyperbaric bupivacaine, with or without sufentanil, in chronic opioid users: a randomized clinical trial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400346&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Objective: The primary outcome of this study was to evaluate the effect of adding sufentanil to hyperbaric bupivacaine on duration of sensory blockade of spinal anesthesia in chronic opioid users in comparison with non-addicts. Methods: Sixty patients scheduled for orthopedic surgery under spinal anesthesia were allocated into four groups: group 1 (no history of opium use who received intrathecal hyperbaric bupivacaine along with 1 mL saline as placebo); group 2 (no history of opium use who received intrathecal bupivacaine along with 1 mL sufentanil [5 µg]); group 3 (positive history of opium use who received intrathecal bupivacaine along with 1 mL saline as placebo) and group 4 (positive history of opium use who received intrathecal bupivacaine along with 1 mL sufentanil [5 µg]). The onset time and duration of sensory and motor blockade were measured. Results: The duration of sensory blockade in group 3 was 120 ± 23.1 min which was significantly less than other groups (G1 = 148 ± 28.7, G2 = 144 ± 26.4, G4 = 139 ± 24.7, p = 0.007). The duration of motor blockade in group 3 was 145 ± 30.0 min which was significantly less than other groups (G1 = 164 ± 36.0, G2 = 174 ± 26.8, G4 = 174 ± 24.9, p = 0.03). Conclusions: Addition of 5 µg intrathecal sufentanil to hyperbaric bupivacaine in chronic opioid users lengthened the sensory and motor duration of blockade to be equivalent to blockade measured in non-addicts.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar o efeito da adição de sufentanil à bupivacaína hiperbárica na duração do bloqueio sensorial da raquianestesia em usuários crônicos de opioides em comparação com não adictos. Métodos: Foram distribuídos em quatro grupos 60 pacientes agendados para cirurgia ortopédica sob raquianestesia: Grupo 1 (sem história de uso de ópio, recebeu bupivacaína hiperbárica intratecal juntamente com 1 mL de solução salina como placebo); Grupo 2 (sem história de uso de ópio, recebeu bupivacaína intratecal juntamente com 1 mL de sufentanil [5 µg]); Grupo 3 (com história de uso de ópio, recebeu bupivacaína intratecal juntamente com 1 mL de solução salina como placebo) e Grupo 4 (com história de uso de ópio, recebeu bupivacaína intratecal juntamente com 1 mL de sufentanil [5 µg]). O tempo de início e a duração dos bloqueios sensitivo e motor foram registrados. Resultados: A duração do bloqueio sensorial no Grupo 3 foi de 120 ± 23,1 min, um tempo significativamente menor do que nos outros grupos (G1 = 148 ± 28,7, G2 = 144 ± 26,4, G4 = 139 ± 24,7, p = 0,007). A duração do bloqueio motor no Grupo 3 foi de 145 ± 30,0 min, um tempo significativamente menor do que nos outros grupos (G1 = 164 ± 36.0, G2 = 174 ± 26.8, G4 = 174 ± 24,9; p = 0,03). Conclusões: A adição de 5 µg de sufentanil intratecal à bupivacaína hiperbárica em usuários crônicos de opioides aumenta a duração dos bloqueios sensorial e motor de forma equivalente ao bloqueio avaliado em não adictos. <![CDATA[Construction of a tool to measure perceptions about the use of the World Health Organization Safe Surgery Checklist Program]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400351&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background: The World Health Organization (WHO) has recommended greater attention to patient safety, particularly regarding preventable adverse events. The Safe Surgery Saves Lives (CSSV) program was released recommending the application of a surgical checklist for items on the safety of procedures. The checklist implementation reduced the hospital mortality rate in the first 30 days. In Brazil, we found no studies of anesthesiologists’ adherence to the practice of the checklist. Objective: The main objective was to develop a tool to measure the attitude of anesthesiologists and residents regarding the use of checklist in the perioperative period. Method: This was a cross-sectional study performed during the 59th CBA in BH/MG, whose participants were enrolled physicians who responded to the questionnaire with quantitative epidemiological approach. Results: From the sample of 459 participants who answered the questionnaire, 55% were male, 44.2% under 10 years of practice, and 15.5% with over 30 years of medical school completion. Seven items with 78% reliability coefficient were selected. There was a statistically significant difference between the groups of anesthesiologists who reported using the instrument in less or more than 70% of patients, indicating that the attitude questionnaire discriminates between these two groups of professionals. Conclusions: The seven items questionnaire showed adequate internal consistency and a well-defined factor structure, and can be used as a tool to measure the anesthesiologists’ perceptions about the checklist usefulness and applicability.<hr/>Resumo Introdução: A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem recomendado uma maior atenção com a segurança do paciente, mais especificamente em relação aos eventos adversos evitáveis. Foi lançado o programa “Cirurgia Segura Salva Vidas (CSSV)”, que recomenda a aplicação da lista de verificação cirúrgica (checklist) para a conferência de itens relacionados à segurança do procedimento. A implantação do checklist reduziu a mortalidade hospitalar nos primeiros 30 dias. No Brasil, não foram identificados estudos sobre adesão dos anestesiologistas à prática do checklist. Objetivo: Desenvolvimento de uma ferramenta para mensuração da atitude dos anestesiologistas e residentes em relação ao uso do checklist no período perioperatório. Método: Estudo transversal feito durante o 59° Congresso Brasileiro de Anestesiologia (CBA), em Belo Horizonte (MG), cujos participantes foram médicos inscritos e que responderam ao questionário com abordagem epidemiológica quantitativa. Resultados: A amostra constou de 459 participantes que responderam ao questionário, 55% do sexo masculino, 44,2% com menos de 10 anos e 15,5% acima de 30 anos de conclusão do curso médico. Foram selecionados sete itens com coeficiente de confiabilidade de 78%. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos de anestesiologistas que referiram usar o instrumento em menos ou mais de 70% dos pacientes assistidos. Isso indica que o questionário de atitudes discrimina entre esses dois grupos de profissionais. Conclusões: O questionário de sete itens mostrou adequada consistência interna e uma estrutura fatorial bem delimitada. Pode ser usado como ferramenta para medida das percepções de anestesiologistas quanto à utilidade e a aplicabilidade do checklist. <![CDATA[Effect of gabapentin pretreatment on myoclonus after etomidate: a randomized, double-blind, placebo-controlled study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400356&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Aim: To evaluate the effects of three different doses of gabapentin pretreatment on the incidence and severity of myoclonic movements linked to etomidate injection. Method: One hundered patients, between 18 and 60 years of age and risk category American Society of Anesthesiologists I-II, with planned elective surgery under general anesthetic were included in the study. The patients were randomly divided into four groups and 2 h before the operation were given oral capsules of placebo (Group P, n = 25), 400 mg gabapentin (Group G400, n = 25), 800 mg gabapentin (Group G800, n = 25) or 1200 mg gabapentin (Group G1200, n = 25). Side effects before the operation were recorded. After preoxygenation for anesthesia induction 0.3 mg kg−1 etomidate was administered for 10 s. A single anesthetist with no knowledge of the study medication evaluated sedation and myoclonic movements on a scale between 0 and 3. Two minutes after induction, 2 µg kg−1 fentanyl and 0.8 mg kg−1 rocuronium were administered for tracheal intubation. Results: Demographic data were similar. Incidence and severity of myoclonus in Group G1200 and Group G800 were significantly lower than in Group P; sedation incidence and level were appreciably higher compared to Group P and Group G400. While there was no difference in the incidence of myoclonus between Group P and Group G400, the severity of myoclonus in Group G400 was lower than in the placebo group. In the two-hour period before induction other than sedation none of the side effects related to gabapentin were observed in any patient. Conclusion: Pretreatment with 800 mg and 1200 mg gabapentin 2 h before the operation increased the level of sedation and reduced the incidence and severity of myoclonic movements due to etomidate.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar os efeitos de três doses diferentes de gabapentina como pré-tratamento sobre a incidência e a gravidade dos movimentos mioclônicos associados à injeção de etomidato. Método: Cem pacientes, entre 18-60 anos, estado físico ASA I-II, programados para cirurgia eletiva sob anestesia geral, foram incluídos no estudo. Os pacientes foram randomicamente divididos em quatro grupos e duas horas antes da operação receberam cápsulas orais de placebo (Grupo P, n = 25), 400 mg de gabapentina (Grupo G400, n = 25), 800 mg de gabapentina (Grupo G800, n = 25) e 1.200 mg de gabapentina (Grupo G1.200, n = 25). Os efeitos colaterais antes da cirurgia foram registados. Após pré-oxigenação para a indução da anestesia, etomidate (0,3 mg.kg−1) foi administrado por 10 segundos. Um único anestesista, cego para a medicação do estudo, avaliou a sedação e os movimentos mioclônicos com uma escala de 0 a 3. Dois minutos após a indução, fentanil (2 µgr.kg−1) e rocurônio (0,8 mg.kg−1) foram administrados para a intubação traqueal. Resultados: Os dados demográficos foram semelhantes. A incidência e a gravidade da mioclonia nos grupos G1.200 e G800 foram significativamente menores do que no Grupo P; a incidência e o nível de sedação foram consideravelmente maiores comparados com o Grupo P e o Grupo G400. Enquanto não houve diferença na incidência de mioclonia entre os grupos P e G400, a gravidade da mioclonia no Grupo G400 foi menor do que no grupo placebo. No período de duas horas antes da indução, nenhum dos efeitos colaterais relacionados à gabapentina, exceto sedação, foi observado em qualquer paciente. Conclusão: O pré-tratamento com 800 mg e 1.200 mg de gabapentina duas horas antes da operação aumentou o nível de sedação e reduziu a incidência e a gravidade dos movimentos mioclônicos associados ao etomidato. <![CDATA[Comparing insertion characteristics on nasogastric tube placement by using GlideScope<sup>TM</sup> visualization vs. MacIntosh laryngoscope assistance in anaesthetized and intubated patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400363&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objective: This was a prospective, randomized clinical study to compare the success rate of nasogastric tube insertion by using GlideScopeTM visualization versus direct MacIntosh laryngoscope assistance in anesthetized and intubated patients. Methods: Ninety-six ASA I or II patients, aged 18-70 years were recruited and randomized into two groups using either technique. The time taken from insertion of the nasogastric tube from the nostril until the calculated length of tube had been inserted was recorded. The success rate of nasogastric tube insertion was evaluated in terms of successful insertion in the first attempt. Complications associated with the insertion techniques were recorded. Results: The results showed success rates of 74.5% in the GlideScopeTM Group as compared to 58.3% in the MacIntosh Group (p = 0.10). For the failed attempts, the nasogastric tube was successfully inserted in all cases using rescue techniques. The duration taken in the first attempt for both techniques was not statistically significant; Group A was 17.2 ± 9.3 s as compared to Group B, with a duration of 18.9 ± 13.0 s (p = 0.57). A total of 33 patients developed complications during insertion of the nasogastric tube, 39.4% in Group A and 60.6% in Group B (p = 0.15). The most common complications, which occurred, were coiling, followed by bleeding and kinking. Conclusion: This study showed that using the GlideScopeTM to facilitate nasogastric tube insertion was comparable to the use of the MacIntosh laryngoscope in terms of successful rate of insertion and complications.<hr/>Resumo Justificativa e objetivo: Este foi um estudo clínico prospectivo e randômico para comparar a taxa de sucesso da inserção de sonda nasogástrica (NG) com as técnicas de visibilização guiada pelo laringoscópio GlideScope® versus guiada pelo laringoscópio MacIntosh em pacientes anestesiados e intubados. Métodos: Foram recrutados 96, ASA I ou II, entre 18-70 anos, e divididos randomicamente em dois grupos, com uma ou outra técnica. Foi calculado o tempo transcorrido desde a inserção da sonda NG, da narina até a inserção do comprimento calculado da sonda. A taxa de sucesso de inserção da sonda NG foi avaliada quanto à inserção bem-sucedida na primeira tentativa. As complicações associadas às técnicas de inserção foram registradas. Resultados: Os resultados mostraram taxas de sucesso de 74,5% para o grupo GlideScope® em comparação com 58,3% para o grupo MacIntosh (p = 0,10). Para as tentativas que falharam, a sonda NG foi inserida com sucesso em todos os casos, com as técnicas de resgate. A duração da primeira tentativa para ambas as técnicas não foi estatisticamente significativa: 17,2 ± 9,3 segundos no Grupo A e 18,9 ± 13,0 segundos no Grupo B (p = 0,57). No total, 33 pacientes desenvolveram complicações durante a inserção da sonda NG: 39,4% no Grupo A e 60,6% no Grupo B (p = 0,15). As complicações mais comuns ocorridas foram enrolamento, seguido de sangramento e dobradura. Conclusão: Este estudo mostrou que o uso do GlideScope® para facilitar a inserção de sonda nasogástrica foi comparável ao uso do laringoscópio MacIntosh quanto à taxa de sucesso de inserção e às complicações. <![CDATA[Quality of recovery after anaesthesia measured with QoR-40: a prospective observational study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400369&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background: QoR-40, a 40-item questionnaire on quality of recovery from anaesthesia, has been shown to measure health status after surgery. Our aim was to evaluate the incidence of poor quality of recovery in our Post Anaesthesia Care Unit and to compare their QoR-40 scores before surgery and 3 months later. Methods: A prospective observational study was conducted in adult patients consecutively admitted from 18 June to 12 July 2012. The follow-up period was 3 months. We exclude patients submitted to cardiac surgery, neurosurgery, obstetric surgery and with a mini-mental state examination test score lower than 25. The primary endpoint was quality of recovery measured with the validated Portuguese for Portugal version of the QoR-40 before surgery (T0), 24 h after surgery (T1) and 3 months after (T2). Results: A total of 114 patients completed the study. Mean QoR-40 score was 169 and patients with poor quality of recovery were identified if their QoR-40 score was lesser than 142. This occurred in 26 patients (24%). Global median scores for patients with poor quality of recovery were lower at T0 (121 vs. 184, p &lt; 0.001), at T1 (120 vs. 177, p &lt; 0.001) and at T2 (119 vs. 189, p &lt; 0.001). Conclusion: Patients with poor quality of recovery had lower quality of life. This fact may allow earlier and more effective interventions, in order to improve quality of life after surgery. Beside its utility after surgery, QoR-40 may be important prior to surgery to identify patients who will develop a poor quality of recovery.<hr/>Resumo Justificativa: QoR-40, um questionário com 40 itens sobre a qualidade de recuperação da anestesia, mostrou medir o estado de saúde após a cirurgia. O nosso objetivo foi avaliar a incidência de má qualidade da recuperação em nossa Sala de Recuperação Pós-Anestesia e comparar os escores do QoR-40 antes e três meses depois da cirurgia. Métodos: Estudo observacional prospectivo, feito com pacientes adultos admitidos consecutivamente de 18 de junho a 12 de julho de 2012. O período de acompanhamento foi de três meses. Excluímos os pacientes submetidos a cirurgia cardíaca, neurocirurgia, cirurgia obstétrica e aqueles com escore inferior a 25 no miniexame do estado mental. O desfecho primário foi a qualidade da recuperação medida com a versão do QoR-40, validada para a versão do português de Portugal, antes da cirurgia (T0), 24 horas após a cirurgia (T1) e três meses após a cirurgia (T2). Resultados: No total, 114 pacientes completaram o estudo. A média dos escores no QoR-40 foi de 169 e os pacientes com má qualidade de recuperação foram identificados se os seus escores no QoR-40 fossem menores do que 142. Isso ocorreu em 26 pacientes (24%). As médias dos escores globais dos pacientes com má qualidade de recuperação foram menores em T0 (121 vs. 184, p &lt; 0,001), T1 (120 vs. 177, p &lt; 0,001) e T2 (119 vs. 189, p &lt; 0,001). Conclusão: Os pacientes com má qualidade de recuperação apresentaram uma pior qualidade de vida. Esse fato pode permitir intervenções precoces e mais eficazes para melhorar a qualidade de vida após a cirurgia. Além de sua utilidade após a cirurgia, o QoR-40 pode ser importante antes da cirurgia para identificar os pacientes que desenvolverão uma má qualidade de recuperação. <![CDATA[The effect of sugammadex on postoperative cognitive function and recovery]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400376&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objective: Sugammadex is the first selective relaxant binding agent. When compared with neostigmine, following sugammadex administration patients wake earlier and have shorter recovery times. In this study, we hypothesized that fast and clear awakening in patients undergoing general anesthesia has positive effects on cognitive functions in the early period after operation. Methods: Approved by the local ethical committee, 128 patients were enrolled in this randomized, prospective, controlled, double-blind study. Patients were allocated to either Sugammadex group (Group S) or the Neostigmine group (Group N). The primary outcome of the study was early postoperative cognitive recovery as measured by the Montreal Cognitive Assessment (MoCA) and Mini Mental State Examination (MMSE). After baseline assessment 12-24 h before the operation. After the operation, when the Modified Aldrete Recovery Score was ≥9 the MMSE and 1 h later the MoCA tests were repeated. Results: Although there was a reduction in MoCA and MMSE scores in both Group S and Group N between preoperative and postoperative scores, there was no statistically significant difference in the slopes (p &gt; 0.05). The time to reach TOF 0.9 was 2.19 min in Group S and 6.47 min in Group N (p &lt; 0.0001). Recovery time was 8.26 min in Group S and 16.93 min in Group N (p &lt; 0.0001). Conclusion: We showed that the surgical procedure and/or accompanying anesthetic procedure may cause a temporary or permanent regression in cognitive function in the early postoperative period. However, better cognitive performance could not be proved in the Sugammadex compared to the Neostigmine.<hr/>Resumo Justificativa e objetivo: Sugamadex é o primeiro agente de ligação relaxante seletivo. Após a administração de sugamadex, os tempos de despertar e de recuperação dos pacientes são menores, em comparação com neostigmina. Neste estudo, a hipótese foi que um despertar mais rápido e claro dos pacientes submetidos à anestesia geral tem efeitos positivos sobre as funções cognitivas no pós-operatório imediato. Métodos: Após a aprovação do Comitê de Ética local, 128 pacientes foram incluídos neste estudo prospectivo, randômico, controlado e duplo-cego. Os pacientes foram designados para o grupo sugamadex (Grupo S) ou grupo neostigmina (Grupo N). O desfecho primário do estudo foi a recuperação cognitiva no pós-operatório imediato, de acordo com a mensuração da Avaliação de Montreal da Função Cognitiva (MoCA) e com o Mini Exame do Estado Mental (MMSE), após a avaliação inicial 12-24 h antes da operação. Após a operação, quando o escore de recuperação de Aldrete modificado era ≥ 9, o teste MMSE e, uma hora depois, o teste MoCA foram repetidos. Resultados: Embora tenha havido uma redução nos escores de MoCA e MMSE tanto no Grupo S quanto no Grupo N, entre os escores pré- e pós-operatório não houve diferença estatisticamente significativa nas reduções (p &gt; 0,05). O tempo para atingir TOF 0,9 foi de 2,19 min no Grupo S e de 6,47 min no Grupo N (p &lt; 0,0001). O tempo de recuperação foi de 8,26 min no Grupo S e de 16,93 min no Grupo N (p &lt; 0,0001) Conclusão: Mostramos que o procedimento cirúrgico e/ou procedimento anestésico de acompanhamento pode causar uma regressão temporária ou permanente da função cognitiva no pós-operatório imediato. No entanto, um desempenho cognitivo melhor não pode ser provado no grupo sugamadex em comparação com o grupo neostigmina. <![CDATA[The effect of pheniramine on fentanyl-induced cough: a randomized, double blinded, placebo controlled clinical study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400383&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objectives: There are many studies conducted on reducing the frequency and severity of fentayl-induced cough during anesthesia induction. We propose that pheniramine maleate, an antihistaminic, may suppress this cough. We aim to observe the effect of pheniramine on fentanyl-induced cough during anesthesia induction. Methods: This is a double-blinded, prospective, three-arm parallel, randomized clinical trial of 120 patients with ASA (American Society of Anesthesiologists) physical status III and IV who aged ≥18 and scheduled for elective open heart surgery during general anesthesia. Patients were randomly assigned to three groups of 40 patients, using computer-generated random numbers: placebo group, pheniramine group, and lidocaine group. Results: Cough incidence differed significantly between groups. In the placebo group, 37.5% of patients had cough, whereas the frequency was significantly decreased in pheniramine group (5%) and lidocaine group (15%) (Fischer exact test, p = 0.0007 and p = 0.0188, respectively). There was no significant change in cough incidence between pheniramine group (5%) and lidocaine group (15%) (Fischer exact test, p = 0.4325). Cough severity did also change between groups. Post Hoc tests with Bonferroni showed that mean cough severity in placebo differed significantly than that of pheniramine group and lidocaine group (p &lt; 0.0001 and p = 0.009, respectively). There was no significant change in cough severity between pheniramine group and lidocaine group (p = 0.856). Conclusion: Intravenous pheniramine is as effective as lidocaine in preventing fentayl-induced cough. Our results emphasize that pheniramine is a convenient drug to decrease this cough.<hr/>Resumo Justificativa e objetivos: Há muitos estudos sobre a redução da frequência e da gravidade da tosse induzida por fentanil durante a indução da anestesia. Propomos que maleato de feniramina, um anti-histamínico, pode suprimir essa tosse. Nosso objetivo foi observar o efeito de feniramina sobre a tosse induzida por fentanil durante a indução da anestesia. Métodos: Este é um estudo clínico prospectivo, de três braços paralelos, randômico e duplo-cego, de 120 pacientes com estado físico ASA III e IV (de acordo com a Sociedade Americana de Anestesiologistas), ≥ 18 anos e programados para cirurgia cardíaca aberta eletiva sob anestesia geral. Os pacientes foram divididos aleatoriamente em três grupos de 40 pacientes cada, com números aleatórios gerados por computador: grupo placebo, grupo feniramina e grupo lidocaína. Resultados: A incidência de tosse diferiu significativamente entre os grupos. No grupo placebo, 37,5% dos pacientes apresentaram tosse, enquanto que a frequência foi significativamente reduzida no grupo feniramina (5%) e no grupo lidocaína (15%) (teste exato de Fischer, p = 0,0007 e p = 0,0188, respectivamente). Não houve alteração significativa na incidência de tosse entre os grupos feniramina (5%) e lidocaína (15%) (teste exato de Fischer, p = 0,4325). A gravidade da tosse também alterou entre os grupos. Testes post hoc com Bonferroni mostraram que a média da gravidade da tosse no grupo placebo diferiu significativamente das médias dos grupos feniramina e lidocaína (p &lt; 0,0001 e p = 0,009, respectivamente). Não houve alteração significativa na gravidade da tosse entre o grupo feniramina e grupo lidocaína (p = 0,856). Conclusão: Feniramina por via intravenosa tem a mesma eficácia que lidocaína na prevenção da tosse induzida por fentanil. Os resultados enfatizam que feniramina é um medicamento conveniente para diminuir essa tosse. <![CDATA[Upper airway morphology in Down Syndrome patients under dexmedetomidine sedation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400388&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objectives: Children with Down Syndrome are vulnerable to significant upper airway obstruction due to relative macroglossia and dynamic airway collapse. The objective of this study was to compare the upper airway dimensions of children with Down Syndrome and obstructive sleep apnea with normal airway under dexmedetomidine sedation. Methods: IRB approval was obtained. In this retrospective study, clinically indicated dynamic sagittal midline magnetic resonance images of the upper airway were obtained under low (1 mcg/kg/h) and high (3 mcg/kg/h) dose dexmedetomidine. Airway anteroposterior diameters and sectional areas were measured as minimum and maximum dimensions by two independent observers at soft palate (nasopharyngeal airway) and at base of the tongue (retroglossal airway). Results and conclusions: Minimum anteroposterior diameter and minimum sectional area at nasopharynx and retroglossal airway were significantly reduced in Down Syndrome compared to normal airway at both low and high dose dexmedetomidine. However, there were no significant differences between low and high dose dexmedetomidine in both Down Syndrome and normal airway. The mean apnea hypopnea index in Down Syndrome was 16 ± 11. Under dexmedetomidine sedation, children with Down Syndrome and obstructive sleep apnea when compared to normal airway children show significant reductions in airway dimensions most pronounced at the narrowest points in the nasopharyngeal and retroglossal airways.<hr/>Resumo Justificativa e objetivos: As crianças com síndrome de Down (SD) são vulneráveis à obstrução significativa das vias aéreas superiores devido à macroglossia relativa e ao colapso dinâmico das vias aéreas. O objetivo deste estudo foi comparar as dimensões das vias aéreas superiores de crianças com SD e apneia obstrutiva do sono (AOS) com vias aéreas normais (VAN) sob sedação com dexmedetomidina (DEX). Métodos: Aprovação IRB foi obtida. Neste estudo retrospectivo, imagens clinicamente indicadas de ressonância magnética da dinâmica das vias aéreas superiores em plano sagital na linha média foram obtidas sob dose baixa (1 mcg/kg/h) e dose alta (3 mcg/kg/h) de DEX. Os diâmetros anteroposteriores das vias aéreas e as áreas seccionais foram medidas como dimensões mínimas e máximas por dois observadores independentes, no palato mole (região nasofaríngea) e na base da língua (região retroglossal). Resultados e conclusões: O diâmetro mínimo anteroposterior e a área seccional mínima das regiões nasofaríngea e retroglossal estavam significativamente reduzidos na SD em comparação com VAN, tanto com a dose baixa quanto com a dose alta de DEX. Contudo, não houve diferenças significativas entre as doses baixa e alta de DEX em SD e VAN. A média do índice de apneia e hipopneia na SD foi de 16 ± 11. Sob sedação com DEX, as crianças com SD e AOS, quando comparadas com as crianças com VAN, apresentaram reduções significativas nas dimensões das vias aéreas, mais pronunciadas nos pontos mais estreitos das regiões nasofaríngea e retroglossal. <![CDATA[Pain after sternotomy - review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400395&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objective: Adequate analgesia after sternotomy reduces postoperative adverse events. There are various methods of treating pain after heart surgery, such as infiltration with a local anesthetic, nerve block, opioids, non-steroidal anti-inflammatory drugs, alpha-adrenergic agents, intrathecal and epidural techniques, and multimodal analgesia. Content: A review of the epidemiology, pathophysiology, prevention and treatment of pain after sternotomy. We also discuss the various analgesic therapeutic modalities, emphasizing advantages and disadvantages of each technique. Conclusions: Heart surgery is performed mainly via medium sternotomy, which results in significant postoperative pain and a non-negligible incidence of chronic pain. Effective pain control improves patient satisfaction and clinical outcomes. There is no clearly superior technique. It is believed that a combined multimodal analgesic regimen (using different techniques) is the best approach for treating postoperative pain, maximizing analgesia and reducing side effects.<hr/>Resumo Justificativa e objetivo: Analgesia adequada após esternotomia reduz eventos adversos no pós-operatório. Várias modalidades estão disponíveis para tratamento da dor após cirurgia cardíaca: infiltração com anestésico local, bloqueio de nervos, opioides, anti-inflamatórios não esteroidais, agentes alfa-adrenérgicos, técnicas intratecais e epidurais e analgesia multimodal. Conteúdo: Foi feita uma revisão sobre epidemiologia, fisiopatologia, prevenção e tratamento da dor após esternotomia. Também fora discutidas as diversas modalidades terapêuticas analgésicas, com ênfase em vantagens e desvantagens de cada técnica. Conclusões: A cirurgia cardíaca é feita principalmente por esternotomia média, que resulta em dor significativa no pós-operatório e uma incidência não insignificante de dor crônica. O controle efetivo da dor melhora a satisfação dos pacientes e os desfechos clínicos. Nenhuma técnica é claramente superior. Acredita-se que um regime analgésico combinado multimodal (com várias técnicas) seja a melhor abordagem para tratar a dor pós-operatória, o que maximiza a analgesia e reduz os efeitos colaterais. <![CDATA[Oxytocin in cesarean-sections. What's new?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400402&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Oxytocin is the uterotonic agent of choice in the prevention and treatment of postpartum uterine atony. Nevertheless, there is no consensus on the optimal dose and rate for use in cesarean sections. The use of high bolus doses (e.g., 10 IU of oxytocin) can determine deleterious cardiovascular changes for the patient, especially in situations of hypovolemia or low cardiac reserve. Furthermore, high doses of oxytocin for prolonged periods may lead to desensitization of oxytocin receptors in myometrium, resulting in clinical inefficiency.<hr/>Resumo A ocitocina é o uterotônico de primeira escolha na prevenção e no tratamento da atonia uterina após o parto. Apesar disso, não existe consenso sobre qual a dose e velocidade ideais de seu uso em cesarianas. O uso de altas doses (por exemplo, 10 UI de ocitocina) em bolus pode determinar alterações cardiocirculatórias deletérias para a paciente, especialmente em situações de hipovolemia ou baixa reserva cardíaca. Além disso, altas doses de ocitocina por períodos prolongados podem levar à dessensibilização dos receptores de ocitocina localizados no miométrio e resultar em ineficácia clínica. <![CDATA[Marfan Syndrome: new diagnostic criteria, same anesthesia care? Case report and review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400408&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background: Marfan's Syndrome (MFS) is a disorder of connective tissue, mainly involving the cardiovascular, musculoskeletal, and ocular systems. The most severe problems include aortic root dilatation and dissection. Anesthetic management is vital for the improvement on perioperative morbidity. Case report: 61-year-old male with MFS, presenting mainly with pectus carinatum, scoliosis, ectopia lens, previous spontaneous pneumothorax and aortal aneurysm and dissection submitted to thoracoabdominal aortic prosthesis placement. Underwent routine laparoscopic cholecystectomy due to lithiasis. Important findings on preoperative examination were thoracolumbar kyphoscoliosis, metallic murmur on cardiac exam. Chest radiograph revealed Cobb angle of 70°. Echocardiogram showed evidence of aortic mechanical prosthesis with no deficits. Discussion: Preoperative evaluation should focus on cardiopulmonary abnormalities. The anesthesiologist should be prepared for a potentially difficult intubation. Proper positioning and limb support prior to induction is crucial in order to avoid joint injuries. Consider antibiotic prophylaxis for subacute bacterial endocarditis. The patient should be carefully positioned to avoid joint injuries. Intraoperatively cardiovascular monitoring is mandatory: avoid maneuvers that can lead to tachycardia or hypertension, control airway pressure to prevent pneumothorax and maintain an adequate volemia to decrease chances of prolapse, especially if considering laparoscopic surgery. No single intraoperative anesthetic agent or technique has demonstrated superiority. Adequate postoperative pain management is vitally important to avoid the detrimental effects of hypertension and tachycardia.<hr/>Resumo Justificativa: A síndrome de Marfan (SMF) é uma doença do tecido conjuntivo que envolve principalmente os sistemas cardiovascular, musculoesquelético e visual. Os problemas mais graves incluem dilatação da raiz da aorta e dissecção. O manejo anestésico é vital para a melhoria da morbidade perioperatória. Relato de caso: Homem de 61 anos com SMF, apresentou-se principalmente com pectus carinatum, escoliose, ectopia da lente, pneumotórax espontâneo anterior e aneurisma da aorta e dissecção, submetido à colocação de prótese aórtica toracoabdominal. O paciente foi submetido à colecistectomia videolaparoscópica de rotina devido à litíase. Os achados importantes ao exame pré-operatório foram cifoescoliose toracolombar e murmúrio metálico em exame cardíaco. A radiografia de tórax revelou ângulo de Cobb de 70° e o ecocardiograma mostrou evidência de prótese mecânica aórtica sem alterações. Discussão: A avaliação pré-operatória deve ter como foco as anormalidades cardiopulmonares. O anestesiologista deve estar preparado para uma intubação potencialmente difícil. O posicionamento adequado e o apoio para o membro antes da indução são fundamentais para evitar lesões nas articulações. Profilaxia antibiótica deve ser considerada para endocardite bacteriana subaguda. O paciente deve ser cuidadosamente posicionado para evitar lesões das articulações. O monitoramento cardiovascular é obrigatório no período intraoperatório: evitar manobras que podem levar à taquicardia ou hipertensão; controlar a pressão das vias aéreas para evitar pneumotórax e manter uma volemia adequada para diminuir as chances de prolapso, especialmente em caso de laparoscopia. Nenhum agente anestésico ou técnica demonstrou superioridade no período intraoperatório. O tratamento adequado da dor no pós-operatório é de vital importância para evitar os efeitos deletérios da hipertensão e da taquicardia. <![CDATA[Anesthetic management of a patient with multiple sclerosis - case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400414&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objectives: Multiple sclerosis is a demyelinating disease of the brain and spinal cord, characterized by muscle weakness, cognitive dysfunction, memory loss, and personality disorders. Factors that promote disease exacerbation are stress, physical trauma, infection, surgery, and hyperthermia. The objective is to describe the anesthetic management of a case referred to urological surgery. Case report: A female patient, 44 years of age, with multiple sclerosis, diagnosed with nephrolithiasis, referred for endoscopic ureterolythotripsy. Balanced general anesthesia was chosen, with midazolam, propofol and remifentanil target-controlled infusion; sevoflurane via laryngeal mask airway; and spontaneous ventilation. Because the patient had respiratory difficulty presenting with chest wall rigidity, it was decided to discontinue the infusion of remifentanil. There was no other complication or exacerbation of disease postoperatively. Conclusion: The use of neuromuscular blockers (depolarizing and non-depolarizing) is a problem in these patients. As there was no need for muscle relaxation in this case, muscle relaxants were omitted. We conclude that the combination of propofol and sevoflurane was satisfactory, not resulting in hemodynamic instability or disease exacerbation.<hr/>Resumo Justificativa e objetivos: Esclerose múltipla é doença desmielinizante do cérebro e da medula espinhal, caracterizada por fraqueza muscular, disfunção cognitiva, perda da memória, alterações de personalidade. Fatores que promovem exacerbação da doença são estresse, trauma físico, infecções, cirurgias, hipertermia. O objetivo é descrever a abordagem anestésica de um caso encaminhado a cirurgia urológica. Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 44 anos, portadora de esclerose múltipla, com o diagnóstico de nefrolitíase, é encaminhada a ureterolitotripsia endoscópica. Optou-se por anestesia geral balanceada com midazolam, propofol e remifentanil em infusão alvo-controlada, sevoflurano sob máscara laríngea e ventilação espontânea. Tendo apresentado dificuldade ventilatória por tórax rígido, optou-se por interromper a infusão de remifentanil. Não se registraram outras intercorrências nem exacerbação da doença no pós-operatório. Conclusão: O uso de bloqueadores neuromusculares (tanto despolarizantes como não-despolarizantes) constitui um problema nestes pacientes. Como não havia necessidade de relaxamento muscular neste caso, eles foram omitidos. Concluímos que a associação de propofol e sevoflurano foi satisfatória, não resultando em instabilidade hemodinâmica nem exacerbação da doença. <![CDATA[Perioperative management of a morbidly obese pregnant patient undergoing cesarean section under general anesthesia - case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400418&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Background and objectives: The increased prevalence of obesity in the general population extends to women of reproductive age. The aim of this study is to report the perioperative management of a morbidly obese pregnant woman, body mass index &gt;50 kg/m2, who underwent cesarean section under general anesthesia. Case report: Pregnant woman in labor, 35 years of age, body mass index 59.8 kg/m2. Cesarean section was indicated due to the presumed fetal macrosomia. The patient refused spinal anesthesia. She was placed in the ramp position with cushions from back to head to facilitate tracheal intubation. Another cushion was placed on top of the right gluteus to create an angle of approximately 15° to the operating table. Immediately before induction of anesthesia, asepsis was carried out and sterile surgical fields were placed. Anesthesia was induced in rapid sequence, with Sellick maneuver and administration of remifentanil, propofol, and succinilcolina. Intubation was performed using a gum elastic bougie, and anesthesia was maintained with sevoflurane and remifentanil. The interval between skin incision and fetal extraction was 21 min, with the use of a Simpson's forceps scoop to assist in the extraction. The patient gave birth to a newborn weighing 4850 g, with Apgar scores of 2 in the 1st minute (received positive pressure ventilation by mask for about 2 min) and 8 in the 5th minute. The patient was extubated uneventfully. Multimodal analgesia and prophylaxis of nausea and vomiting was performed. Mother and newborn were discharged on the 4th postoperative day.<hr/>Resumo Justificativa e objetivos: O aumento na prevalência da obesidade na população geral se estende para mulheres na idade reprodutiva. O objetivo deste estudo é relatar o controle perioperatório de uma gestante obesa mórbida com índice de massa corporal &gt; 50 Kg/m2, submetida a parto cesariano sob anestesia geral. Relato do caso: Gestante de 35 anos com índice de massa corporal de 59,8 Kg/m2. Estava em trabalho de parto. Foi indicado parto cesariano devido a macrossomia fetal presumida. A paciente recusou raquianestesia. Ela foi posicionada em rampa com coxins no dorso até a cabeça para facilitar a intubação traqueal. Outro coxim foi colocado na parte superior do glúteo direito para criar uma angulação próxima de 15° com a mesa cirúrgica. Imediatamente antes da indução anestésica, procedeu-se a assepsia e colocação de campos cirúrgicos estéreis. Foi feita indução em sequência rápida com manobra de Sellick, com remifentanil, propofol e succinilcolina. A intubação foi feita com auxílio de gum elastic bougie. A anestesia foi mantida com remifentanil e sevoflurano. O intervalo entre a incisão na pele e a extração fetal foi de 21 minutos e foi usada uma das colheres do fórceps de Simpson para auxílio na extração. Paciente concebeu recém-nascido com peso de 4.850 g, apresentou índice de Apgar de 2 no primeiro minuto (recebeu ventilação com pressão positiva sob máscara por aproximadamente dois minutos) e 8 no quinto minuto. A paciente foi extubada, sem intercorrências. Foi feita analgesia multimodal e profilaxia de náuseas e vômitos. Mãe e récem-nascido receberam alta no quarto dia de pós-operatório. <![CDATA[Anesthetic management of nephrectomy in a chronic obstructive pulmonary disease patient with recurrent spontaneous pneumothorax]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400423&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Nephrectomies are usually performed under general anesthesia alone or in combination with regional anesthesia and rarely under regional anesthesia alone. We report the management of a patient with chronic obstructive pulmonary disease with a history of recurrent spontaneous pneumothorax undergoing nephrectomy under regional anesthesia alone.<hr/>Resumo Geralmente, as nefrectomias são feitas sob anestesia geral, isoladamente ou em combinação com anestesia regional, e raramente sob anestesia regional sozinha. Relatamos o tratamento de um paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica e história de pneumotórax espontâneo recorrente submetido à nefrectomia sob anestesia regional isolada. <![CDATA[Psychogenic non-epileptic seizures in the post-anesthesia recovery unit]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400426&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Introduction: Psychogenic non-epileptic seizures (PNES or “pseudoseizures”) remain an obscure topic in the peri-operative setting. They are sudden and time-limited motor and cognitive disturbances, which mimic epileptic seizures, but are psychogenically mediated. Pseudoseizures occur more frequently than epilepsy in the peri-operative setting. Early diagnosis and management may prevent iatrogenic injury. Case: 48 year-old female with a history of depression and “seizures” presented for gynecologic surgery. She described her seizure history as “controlled” without anticonvulsant therapy. The patient underwent uneventful general anesthesia and recovered neurologically intact. During the first two postoperative hours, the patient experienced 3 episodes of seizure-like activity with generalized shaking of extremities and pelvic thrusting; her eyes were firmly closed. No tongue biting or incontinence was noted. The episodes lasted approximately 3 min each, one of which resolved spontaneously and the other two following intravenous lorazepam. During these episodes, the patient had stable hemodynamics and adequate ventilation such that endotracheal intubation was deemed unwarranted. Post-ictally, the patient was neurologically intact. Computed axial tomography of the head, metabolic assay, and electroencephalogram showed no abnormalities. A presumptive diagnosis of PNES was made. Discussion: Psychogenic non-epileptic seizures mimic shivering, and should be considered early in the differential diagnosis of postoperative shaking, as they may be more likely than epilepsy in this setting. Pseudoseizure patterns include asynchronous convulsive episodes lasting more than 90 s, forced eye closure with resistance to opening, and retained pupillary responses. Autonomic manifestations such as tachycardia, cyanosis and incontinence are usually absent. A psychiatric background is common. Knowledge and correct diagnosis of pseudoseizures is of great importance for anesthesiologists to prevent morbidity and iatrogenic injury such as respiratory arrest caused by anticonvulsant therapy, in addition to the risks associated with endotracheal intubation and prolonged hospital stays. The diagnosis of pseudoseizures must be thoroughly documented and relayed in transfer of care to avoid misdiagnosis and iatrogenic complications. Treatment recommendations are anecdotal; psychiatric interventions are the hallmark of treatment. Anesthetic recommendations include techniques involving the minimum required short-acting agents, along with high levels of peri-operative psychological support and reassurance.<hr/>Resumo Introdução: As convulsões não epilépticas psicogênicas (CNEP ou “pseudoconvulsões”) permanecem como tema obscuro no cenário perioperatório. Trata-se de distúrbios motores e cognitivos súbitos, mas por tempo limitado, que imitam as convulsões epilépticas, mas que são psicogenicamente mediados. Pseudoconvulsões ocorrem com mais frequência do que epilepsia em cenário perioperatório. O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar lesões iatrogênicas. Caso: Paciente do sexo feminino, 48 anos, com história de depressão e “convulsões”, apresentou-se para cirurgia ginecológica. A paciente descreveu sua história de convulsões “controladas” sem o uso de terapia anticonvulsivante. Foi submetida à anestesia geral sem intercorrências e recuperou-se neurologicamente intacta. Durante as duas primeiras horas de pós-operatório, apresentou três episódios semelhantes à convulsão, com tremores generalizados das extremidades e impulso pélvico; seus olhos estavam bem fechados. Não observamos mordedura da língua ou incontinência. Os episódios duraram cerca de três minutos cada; um dos episódios resolveu espontaneamente e os outros dois após a administração de lorazepam por via intravenosa. Durante os episódios, a condição hemodinâmica da paciente era estável e a ventilação adequada, de modo que a intubação traqueal foi considerada injustificável. Após a convulsão, a paciente estava neurologicamente intacta. Tomografia axial da cabeça, teste metabólico e eletroencefalograma não mostraram alterações. O diagnóstico de provável CNEP foi feito. Discussão: As convulsão não epilépticas psicogênicas imitam o tremor e devem ser inicialmente consideradas no diagnóstico diferencial de tremor pós-operatório, pois podem ser mais prováveis do que a epilepsia nesse cenário. Os padrões da pseudoconvulsão incluem episódios convulsivos assíncronos que duram mais de 90 segundos, olhos forçadamente fechados com resistência à abertura e respostas pupilares mantidas. Manifestações autonômicas, como taquicardia, cianose e incontinência, normalmente estão ausentes. Uma história psiquiátrica é comum. O conhecimento e o diagnóstico correto de pseudoconvulsões são muito importantes para os anestesiologistas para a prevenção de morbidade e lesões iatrogênicas, como a parada respiratória causada por terapia anticonvulsivante, além dos riscos associados à intubação orotraqueal e internação prolongada. O diagnóstico de pseudoconvulsões deve ser cuidadosamente documentado e retransmitido nas trocas de equipes médicas para evitar erros de diagnóstico e complicações iatrogênicas. As recomendações de tratamento são anedóticas; intervenções psiquiátricas são o pilar do tratamento. As recomendações anestésicas incluem técnicas que envolvem o uso de agentes de ação curta, juntamente com altos níveis de apoio e amparo psicológico no período perioperatório. <![CDATA[Rocuronium and sugammadex in a 3 days old neonate for draining an ovarian cyst. Neuromuscular management and review of the literature]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400430&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract A case is reported in which a 3-days old neonate with a giant ovarian cyst was scheduled for surgery. The patient received a dose of sugammadex to reverse a rocuronium-induced neuromuscular block. A fast and efficient recovery from neuromuscular block was achieved within 90 s. No adverse events or other safety concerns were observed. Furthermore, a review of the literature on the use of sugammadex in neonates was performed.<hr/>Resumo Relato do caso de uma criança recém-nascida de três dias de idade com um cisto ovariano gigante programada para a cirurgia. A paciente recebeu uma dose de sugamadex para reverter o bloqueio neuromuscular induzido por rocurônio. Uma recuperação rápida e eficiente do bloqueio neuromuscular foi obtida dentro de 90 segundos. Não foram observados efeitos adversos ou outros problemas de segurança. Além disso, uma revisão da literatura sobre o uso de sugamadex em recém-nascidos foi feita. <![CDATA[Allergic reaction to patent blue dye in breast surgery - case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400433&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract We present a case of allergic reaction to patent blue in a patient who underwent excision of sentinel lymph node associated with segmental breast resection. About 20 min after the dye injection, the patient developed hypotension (BP = 70 × 30 mmHg) associated with increased heart frequency. The patient was treated successfully with decreased inspired fraction of inhaled anesthetic and fluid replacement. At the end of the procedure, she presented with bluish urticarial-like plaques on the head, neck, upper limbs, and trunk; hydrocortisone was then used. The patient recovered uneventfully and was discharged from the PACU 2 h after the end of surgery without skin changes, and was discharged from hospital on the morning after surgery. The incidence of allergic reactions with the use of patent blue is far superior to the hypersensitivity reactions seen with anesthetic and adjuvant drugs. Therefore, the anesthesiologist must be aware of cardiovascular instability associated with skin changes during the use of patent blue, for early diagnosis and appropriate treatment of this hypersensitivity reaction to this dye.<hr/>Resumo Os autores apresentam um caso de reação alérgica ao azul patente em uma paciente submetida à exérese de linfonodo em sentinela associada a uma ressecção segmentar de mama. Paciente apresentou aproximadamente pós 20 minutos da injeção do corante hipotensão (PA = 70 × 30 mmHg) associada a aumento da frequência cardíaca. Foi tratada satisfatoriamente com diminuição da fração inspirada do anestésico inalatório e reposição volêmica. No fim do procedimento apresentava placas urticariformes azuladas em cabeça, pescoço, membros superiores e tronco e foi usada hidrocortisona. Evoluiu, sem intercorrências, na sala de recuperação pós-anestésica e teve alta duas horas após o término do procedimento cirúrgico sem a presença das alterações cutâneas. Alta hospitalar na manhã seguinte à cirurgia. A incidência de reações alérgicas com o emprego do azul patente é muito superior às reações de hipersensibilidade observadas com drogas anestésicas e adjuvantes. Portanto, o anestesiologista deve ficar atento à instabilidade cardiovascular associada a alterações cutâneas quando do uso do azul patente para o diagnóstico precoce e tratamento adequado dessa reação de hipersensibilidade com o emprego do corante. <![CDATA[Postoperative analgesia after total knee arthroplasty]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400437&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract We present a case of allergic reaction to patent blue in a patient who underwent excision of sentinel lymph node associated with segmental breast resection. About 20 min after the dye injection, the patient developed hypotension (BP = 70 × 30 mmHg) associated with increased heart frequency. The patient was treated successfully with decreased inspired fraction of inhaled anesthetic and fluid replacement. At the end of the procedure, she presented with bluish urticarial-like plaques on the head, neck, upper limbs, and trunk; hydrocortisone was then used. The patient recovered uneventfully and was discharged from the PACU 2 h after the end of surgery without skin changes, and was discharged from hospital on the morning after surgery. The incidence of allergic reactions with the use of patent blue is far superior to the hypersensitivity reactions seen with anesthetic and adjuvant drugs. Therefore, the anesthesiologist must be aware of cardiovascular instability associated with skin changes during the use of patent blue, for early diagnosis and appropriate treatment of this hypersensitivity reaction to this dye.<hr/>Resumo Os autores apresentam um caso de reação alérgica ao azul patente em uma paciente submetida à exérese de linfonodo em sentinela associada a uma ressecção segmentar de mama. Paciente apresentou aproximadamente pós 20 minutos da injeção do corante hipotensão (PA = 70 × 30 mmHg) associada a aumento da frequência cardíaca. Foi tratada satisfatoriamente com diminuição da fração inspirada do anestésico inalatório e reposição volêmica. No fim do procedimento apresentava placas urticariformes azuladas em cabeça, pescoço, membros superiores e tronco e foi usada hidrocortisona. Evoluiu, sem intercorrências, na sala de recuperação pós-anestésica e teve alta duas horas após o término do procedimento cirúrgico sem a presença das alterações cutâneas. Alta hospitalar na manhã seguinte à cirurgia. A incidência de reações alérgicas com o emprego do azul patente é muito superior às reações de hipersensibilidade observadas com drogas anestésicas e adjuvantes. Portanto, o anestesiologista deve ficar atento à instabilidade cardiovascular associada a alterações cutâneas quando do uso do azul patente para o diagnóstico precoce e tratamento adequado dessa reação de hipersensibilidade com o emprego do corante. <![CDATA[BJA: a bit of history]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942016000400438&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract We present a case of allergic reaction to patent blue in a patient who underwent excision of sentinel lymph node associated with segmental breast resection. About 20 min after the dye injection, the patient developed hypotension (BP = 70 × 30 mmHg) associated with increased heart frequency. The patient was treated successfully with decreased inspired fraction of inhaled anesthetic and fluid replacement. At the end of the procedure, she presented with bluish urticarial-like plaques on the head, neck, upper limbs, and trunk; hydrocortisone was then used. The patient recovered uneventfully and was discharged from the PACU 2 h after the end of surgery without skin changes, and was discharged from hospital on the morning after surgery. The incidence of allergic reactions with the use of patent blue is far superior to the hypersensitivity reactions seen with anesthetic and adjuvant drugs. Therefore, the anesthesiologist must be aware of cardiovascular instability associated with skin changes during the use of patent blue, for early diagnosis and appropriate treatment of this hypersensitivity reaction to this dye.<hr/>Resumo Os autores apresentam um caso de reação alérgica ao azul patente em uma paciente submetida à exérese de linfonodo em sentinela associada a uma ressecção segmentar de mama. Paciente apresentou aproximadamente pós 20 minutos da injeção do corante hipotensão (PA = 70 × 30 mmHg) associada a aumento da frequência cardíaca. Foi tratada satisfatoriamente com diminuição da fração inspirada do anestésico inalatório e reposição volêmica. No fim do procedimento apresentava placas urticariformes azuladas em cabeça, pescoço, membros superiores e tronco e foi usada hidrocortisona. Evoluiu, sem intercorrências, na sala de recuperação pós-anestésica e teve alta duas horas após o término do procedimento cirúrgico sem a presença das alterações cutâneas. Alta hospitalar na manhã seguinte à cirurgia. A incidência de reações alérgicas com o emprego do azul patente é muito superior às reações de hipersensibilidade observadas com drogas anestésicas e adjuvantes. Portanto, o anestesiologista deve ficar atento à instabilidade cardiovascular associada a alterações cutâneas quando do uso do azul patente para o diagnóstico precoce e tratamento adequado dessa reação de hipersensibilidade com o emprego do corante.