Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420010003&lang=en vol. 51 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Factors associated to hypoxemia in the immediate postoperative period</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hipoxemia pós-anestésica é um evento respiratório crítico que aumenta a morbidade pós-operatória. Este estudo visou identificar fatores relacionados à ocorrência de hipoxemia no período pós-operatório imediato. MÉTODO: Foram incluídos 204 pacientes admitidos à sala de recuperação pós-anestésica respirando ar ambiente. A saturação periférica da oxi-hemoglobina (SpO2), as pressões arteriais sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e a freqüência cardíaca (FC) foram medidas a intervalos de 5 minutos desde a admissão do paciente até 20 minutos após. Escores de sedação, de dor e de adequação da ventilação foram atribuídos nos mesmos momentos. SpO2 menor que 92% foi definida como hipoxemia e indicação para oxigenioterapia. Foram registrados: idade, sexo, peso, altura, história de fumo, de DPOC e de diabete melito, SpO2 na chegada à sala de cirurgia, tipo de anestesia, região operada, duração da anestesia, uso de opióides neuro-axiais e drogas utilizadas no período peri-operatório e respectivas doses. A associação destes fatores com hipoxemia foi definida por regressão logística. RESULTADOS: Quarenta e nove pacientes (24,01%) apresentaram SpO2 menor que 92% durante o período de observação. Foram indicadores de hipoxemia [relação de chances (limites de 95% de confiança)]: idade maior que 55 anos [4,32 (1,70; 10,95)], SpO2 pré-operatória menor que 95% [7,47 (1,50;37,11)], anestesia geral com enflurano [14,53 (2,54;82,93)], hipoventilação detectada clinicamente [34,82 (11,46;105,84)]. A PAS e a FC foram significativamente mais elevadas nos pacientes hipoxêmicos. CONCLUSÕES: Existem fatores significativamente associados à ocorrência de hipoxemia pós-operatória, enquanto o uso do oxímetro de pulso permite a utilização seletiva de oxigenioterapia no período pós-anestésico imediato.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postanesthetic hypoxemia is a critical respiratory event which increases postoperative morbidity. This study aimed to identify hypoxemia-related factors in the immediate postoperative period. METHODS: Participated in this study 204 patients admitted to the recovery room while breathing room air. Peripheral oxy-hemoglobin saturation (SpO2), systolic (SBP) and diastolic (DBP) blood pressure, and heart rate (HR) were measured at 5-minute intervals since admission to the recovery room until 20 minutes later. Sedation, pain and ventilation adequacy scores were attributed to patients at the same moments. Hypoxemia was defined as a SpO2 below 92% and recommended oxygen therapy. The following data were recorded for each patient: age, gender, weight, height, smoking, history of diabetes and chronic obstructive pulmonary disease (COPD), preanesthetic SpO2 at arrival in the operating room, type and duration of anesthesia, surgery site, use of neuro-axial opioids and perioperative drugs. The association of those factors to postoperative hypoxemia was defined by logistic regression. RESULTS: Forty-nine patients (24.01%) had SpO2 below 92% during the observation period. The following factors [odds ratio (95% confidence limits)] were considered hypoxemia predictors: more than 55 years old [4.32 (1.70; 10.95)], preanesthetic SpO2 lower than 95% [7.47 (1.50; 37.11)], general anesthesia with enflurane [14.53 (2.54; 82.93)], and clinically detectable hypoventilation [34.82 (11.46; 105.84)]. SBP and HR were significantly higher in hypoxemic patients. CONCLUSIONS: There are factors closely related to the incidence of postoperative hypoxemia and the use of pulse oximetry allows for selective oxygen therapy during the immediate postanesthetic period.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hipoxemia pós-anestésica es un evento respiratorio crítico que aumenta la morbidad pós-operatoria. Este estudio busca identificar factores relacionados a la ocurrencia de hipoxemia en el período pós-operatorio inmediato. MÉTODO: Fueron incluidos 204 pacientes admitidos a la sala de recuperación pós-anestésica respirando aire ambiente. La saturación periférica de la oxi-hemoglobina (SpO2), las presiones arteriales sistólica (PAS) y diastólica (PAD) y la frecuencia cardíaca (FC) fueron medidas a intervalos de 5 minutos desde la admisión del paciente hasta 20 minutos después. Escores de sedación, de dolor y de adecuación de la ventilación fueron atribuidos en los mismos momentos. SpO2 menor que 92% fue definida como hipoxemia e indicación para oxigenioterapia. Fueron registrados: edad, sexo, peso, altura, historia de fumo, de DPOC y de diabetes melito, SpO2 en la llegada a la sala de cirugía, tipo de anestesia, región operada, duración da anestesia, uso de opioides neuro-axiales y drogas utilizadas en el período peri-operatorio y respectivas dosis. La asociación de estos factores con hipoxemia fue definida por regresión logística. RESULTADOS: Cuarenta y nueve pacientes (24,01%) presentaron SpO2 menor que 92% durante el período de observación. Fueron indicadores de hipoxemia [relación de veces (limites de 95% de confianza)]: edad mayor que 55 años [4,32 (1,70; 10,95)], SpO2 pré-operatoria menor que 95% [7,47 (1,50;37,11)], anestesia general con enflurano [14,53 (2,54;82,93)], hipoventilación detectada clínicamente [34,82 (11,46;105,84)]. La PAS y la FC fueron significativamente mas elevadas en los pacientes hipoxémicos. CONCLUSIONES: Existen factores significativamente asociados a la ocurrencia de hipoxemia pós-operatoria, en cuanto el uso del oxímetro de pulso permite la utilización selectiva de oxigenioterapia en el período pós-anestésico inmediato. <![CDATA[<b>Spinal anesthesia with 27G and 29G Quincke and 27G Whitacre needles</b>: <b>technical difficulties, failures and headache</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A tecnologia tem possibilitado a produção de agulhas de fino calibre, que reduzem a incidência de cefaléia, mas promovem aumento na dificuldade técnica e possibilidades de falhas. O objetivo deste estudo foi avaliar prospectivamente a dificuldade técnica, a incidência de falhas e de cefaléia, em pacientes submetidos a raquianestesia com agulhas de Quincke 27G, 29G e Whitacre 27G. MÉTODO: Participaram do estudo 300 pacientes, com idades abaixo de 50 anos, submetidos à raquianestesia com auxilio de introdutor (20G 1¼) e divididos em três grupos, conforme o tipo e calibre da agulha utilizada: GI (Quincke 27G), GII (Quincke 29G) e GIII (Whitacre 27G). Na sala de operação foram analisadas a dificuldade técnica e a incidência de falhas. No período pós-operatório foi avaliada a incidência de cefaléia até a alta hospitalar. Os pacientes que apresentaram cefaléia seriam tratados com analgésicos, hidratação e, se necessário, tampão sangüíneo peridural. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre os grupos em relação a dificuldade técnica, a incidência de falhas e de cefaléia. A incidência global de cefaléia foi 1,6% de intensidade leve e de curta duração, não sendo necessário o uso do tampão sangüíneo peridural. CONCLUSÕES: Nas condições desse estudo as agulhas Quincke 27G, 29G e Whitacre 27G não influenciaram a incidência de cefaléia ou falhas de bloqueio subaracnóideo e nem a dificuldade da punção.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Technology has allowed for the production of fine needles which decrease headache incidence, but increase technical difficulties and failure rates. This study aimed at prospectively evaluating technical difficulties and incidence of failures and headaches in patients submitted to spinal anesthesia with 27G, 29G Quincke and 27G Whitacre needles. METHODS: Participated in this study 300 patients, aged below 50 years, submitted to spinal anesthesia with the aid of an introducer (20G 1¼), who were divided into three groups, according to needle type and gauge: GI (27G Quincke), GII (29G Quincke) and Glll (27G Whitacre). Technical difficulties and failure rates were evaluated in the operating room. Postoperative headache was evaluated until hospital discharge. Headache patients were treated with analgesics, hydration and, if needed, epidural blood patch. RESULTS: There were no significant differences in technical difficulties, failure rate and headache. Total headache incidence was 1.6%, always mild and of short duration, without the need for epidural blood patch. CONCLUSIONS: In the conditions of this study, 27G, 29G Quincke and 27G Whitacre needles have neither influenced the incidence of headache or spinal block failure nor puncture difficulties.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La tecnología ha posibilitado la producción de agujas de fino calibre, que reducen la incidencia de cefalea, solo que promueven aumento en la dificultad técnica y posibilidades de fallas. El objetivo de este estudio fue evaluar prospectivamente la dificultad técnica, la incidencia de fallas y de cefalea, en pacientes sometidos a raquianestesia con agujas de Quincke 27G, 29G y Whitacre 27G. MÉTODO: Participaron del estudio 300 pacientes, con edades abajo de 50 años, sometidos a raquianestesia con auxilio de introductor (20G 1¼) y divididos en tres grupos, conforme el tipo y calibre de la aguja utilizada: GI (Quincke 27G), GII (Quincke 29G) y GIII (Whitacre 27G). En la sala de operación fueron analizadas la dificultad técnica y la incidencia de fallas. En el período pós-operatorio fue evaluada la incidencia de cefalea hasta el alta hospitalar. Los pacientes que presentaron cefalea serian tratados con analgésicos, hidratación y, si necesario, tampón sanguíneo peridural. RESULTADOS: No hubo significativa diferencia entre los grupos en relación a la dificultad técnica, la incidencia de fallas y de cefalea. La incidencia global de cefalea fue 1,6% de intensidad leve y de corta duración, no siendo necesario el uso del tampón sanguíneo peridural. CONCLUSIONES: En las condiciones de ese estudio las agujas Quincke 27G, 29G y Witacre 27G no influenciaron la incidencia de cefalea o fallas de bloqueo subaracnóideo y ni la dificultad de la punción. <![CDATA[<b>Peribulbar block with ropivacaine</b>: <b>effects of hyaluronidase on blockade quality and intraocular pressure</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Alguns estudos têm relatado melhoria da qualidade do bloqueio peribulbar com o emprego de hialuronidase, enquanto outros concluem pela ausência de efeito. O objetivo deste estudo foi investigar a influência da hialuronidase sobre a pressão intra-ocular (PIO) e a qualidade do bloqueio peribulbar com ropivacaína a 1%. MÉTODO: Quarenta pacientes submetidos à cirurgia de catarata foram distribuídos de forma aleatória em dois grupos e submetidos a bloqueio peribulbar com 7 ml de ropivacaína a 1% em técnica de dupla punção, com hialuronidase 50 UI.ml-1 no Grupo A (n = 20) e sem hialuronidase no Grupo B (n = 20). As medidas de PIO foram realizadas com tonômetro de aplanação de Perkins em quatro momentos: M0 = antes do bloqueio (controle); M1 = 1 min após o bloqueio; M2 = 5 min após o bloqueio; M3 = 15 min após o bloqueio. A qualidade foi avaliada pelo método de Nicoll, baseado na redução da motilidade do globo ocular. RESULTADOS: As médias de PIO (mmHg) antes do bloqueio foram semelhantes nos dois grupos: 16,1 + 2,1 (A) vs 16,4 + 3,3 (B). Após o bloqueio, as médias de PIO foram significativamente menores no Grupo A em relação ao Grupo B nos três momentos: M1 = 11,7 + 2,4 vs 17,9 + 3,6; M2 = 8,2 + 1,9 vs 14,1 + 4,0; M3 = 5,3 + 2,1 vs 10,2 + 3,1. O comportamento intragrupos também foi diferente. No Grupo A, as médias de PIO foram significativamente menores em relação ao controle nos três momentos após o bloqueio; no Grupo B a média de PIO elevou-se em M1 e foi significativamente inferior ao controle em M2 e M3. As médias para os índices de motilidade do globo ocular (Nicoll) foram significativamente menores no Grupo A em relação ao B nos três momentos: M1 = 2,55 vs 3,65; M2 = 0,25 vs 2,2; M3 = 0,00 vs 1,00. CONCLUSÕES: Quando se emprega solução de ropivacaína a 1% adicionada de hialuronidase 50 UI.ml-1 em bloqueio peribulbar, os valores da PIO são menores e a qualidade do bloqueio é melhor do que quando se utiliza ropivacaína a 1% sem hialuronidase.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Some studies have reported improved quality of peribulbar block by adding hyaluronidase to the local anesthetic solution while others claimed no beneficial effect. This study aimed at investigating the influence of hyaluronidase on intraocular pressure (IOP) and the quality of peribulbar block with 1% ropivacaine. METHODS: Participated in this study 40 patients undergoing cataract surgery under peribulbar block who were randomly allocated to one of two groups according to the nature of the local anesthetic solution: Group A (n = 20), 1% ropivacaine (7 ml) supplemented with 50 IU.ml-1 hyaluronidase; Group B (n = 20), 1% plain ropivacaine (7 ml). IOP measurements were performed by means of a Perkins applanation tonometer in four moments: M0 = before block (control); M1 = 1 min after block; M2 = 5 min after block; M3 = 15 min after block. Quality was evaluated by Nicoll's method based on eye motility decrease. RESULTS: Mean IOP values (mmHg) before block (M0) were similar for both groups: 16,1 + 2.1 vs. 16.4 + 3.3. After blockade, mean IOP values were significantly lower in Group A as compared to Group B in the three moments after block: M1 = 11.7 + 2.4 vs. 17.9 + 3.6; M2 = 8.2 + 1.9 vs. 14.1 + 4.0; M3 = 5.3 + 2.1 vs. 10.2 + 3.1. IOP variations were also different within each group. In group A, mean values obtained in the three moments after block were significantly lower than control; in Group B, mean values significantly increased in M1 and were lower than control in M2 and M3. Mean eye motility scores were significantly lower in Group A as compared to Group B in M1 (2.55 vs. 3.65), M2 (0.25 vs. 2.2), and M3 (0.00 vs.1.00). CONCLUSIONS: When 1% ropivacaine supplemented with 50 IU.ml-1 hyaluronidase is used in peribulbar block, IOP values are lower and blockade quality is significantly better than when 1% plain ropivacaine is used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Algunos estudios han relatado mejoria de la calidad del bloqueo peribulbar con el uso de hialuronidasa, en cuanto otros han concluido por la ausencia del efecto. El objetivo de este estudio fue investigar la influencia de la hialuronidasa sobre la presión intra-ocular (PIO) y la calidad del bloqueo peribulbar con ropivacaína a 1%. MÉTODO: Cuarenta pacientes sometidos a cirugía de catarata fueron distribuidos de forma aleatoria en dos grupos y sometidos a bloqueo peribulbar con 7 ml de ropivacaína a 1% en técnica de dupla punción, con hialuronidasa 50 UI.ml-1 en el Grupo A (n = 20) y sin hialuronidasa en el Grupo B (n = 20). Las medidas de PIO fueron realizadas con tonómetro de aplanación de Perkins en cuatro momentos: M0 = antes del bloqueo (control); M1 = 1 min después del bloqueo; M2 = 5 min después del bloqueo; M3 = 15 min después del bloqueo. La calidad fue evaluada por el método de Nicoll, fundamentado en la reducción de la motilidad del globo ocular. RESULTADOS: Las medias de PIO (mmHg) antes del bloqueo fueron semejantes en los dos grupos: 16,1 + 2,1 (A) vs 16,4 + 3,3 (B). Después del bloqueo, las medias de PIO fueron significativamente menores en el Grupo A en relación al Grupo B en los tres momentos: M1 = 11,7 + 2,4 vs 17,9 + 3,6; M2 = 8,2 + 1,9 vs 14,1 + 4,0; M3 = 5,3 + 2,1 vs 10,2 + 3,1. El comportamiento intragrupos también fue diferente. En el Grupo A, las medias de PIO fueron significativamente menores en relación al control en los tres momentos después del bloqueo; en el Grupo B la media de PIO se elevó en M1 y fue significativamente inferior al control en M2 e M3. Las medias para los índices de motilidad del globo ocular (Nicoll) fueron significativamente menores en el Grupo A en relación al B en los tres momentos: M1 = 2,55 vs 3,65; M2 = 0,25 vs 2,2; M3 = 0,00 vs 1,00. CONCLUSIONES: Cuando se usa solución de ropivacaína a 1% adicionada de hialuronidasa 50 UI.ml-1 en bloqueo peribulbar, los valores de la PIO son menores y la calidad del bloqueo es mejor de que cuando se utiliza ropivacaína a 1% sin hialuronidasa. <![CDATA[<b>Cumulative sum analysis applied to the teaching of spinal anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Medidas objetivas de desempenho são necessárias para o ensino de técnicas anestésicas. Este estudo teve por objetivos aplicar e descrever o método da soma cumulativa dos desvios para a construção de curvas de aprendizado da punção subaracnóidea. MÉTODO: O sucesso da punção subaracnóidea na primeira tentativa, no primeiro espaço abordado, e o sucesso da anestesia de 275 bloqueios subaracnóideos realizados por médicos em especialização (ME) durante os primeiros seis meses de treinamento foram utilizados para a construção de curvas de aprendizado, utilizando o método das somas cumulativas de desvios. As taxas aceitáveis de falha foram derivadas de uma amostra de 264 bloqueios subaracnóideos realizados por anestesiologistas. O número necessário de bloqueios para se obter proficiência foi calculado, para cada ME, para cada atributo. RESULTADOS: Houve uma grande variabilidade em relação ao número de bloqueios necessários para se atingir a proficiência, dependendo do atributo e do ME. Contudo, a maioria dos ME atingiu proficiência para os atributos de sucesso durante a primeira tentativa ou no primeiro espaço inter-espinhoso abordado, após 50 bloqueios. Uma taxa de sucesso da anestesia de 90% foi obtida por todos os ME após 30 bloqueios. CONCLUSÕES: O método da soma cumulativa de desvios pode ser utilizado para medir objetivamente o desempenho de médicos em especialização, durante a fase de aprendizado de anestesia subaracnóidea. Um número mínimo de 50 bloqueios é necessário para se obter proficiência em identificar o espaço subaracnóideo.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Objective performance measurements are necessary during the learning process of anesthetic techniques. This study aimed at describing the cusum (cumulative sum) analysis to build subarachnoid puncture learning curves. METHODS: The successful subarachnoid space identification during the first attempt, in the first interspace approached, and the success of 275 spinal blocks performed by 5 residents during the initial six-month training period were used to build learning curves through the cusum analysis. Acceptable failure rates were taken from a sample of 264 spinal blocks performed by experienced anesthesiologists. The number of blocks needed for proficiency was calculated for each resident, for each attribute. RESULTS: A wide variability in the number of blocks needed for attaining proficiency was observed, depending on the resident or on the attribute. However, most residents attained proficiency after 50 blocks. All residents achieved a 90% success rate after 30 blocks. CONCLUSIONS: Cusum analysis may be used for objectively measuring performance during the learning phase of spinal anesthesia. A minimum of 50 blocks is required in order to attain proficiency in identifying subarachnoid space.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Medidas objetivas de desempeño son necesarias para la enseñanza de técnicas anestésicas. Este estudio tuvo por objetivo aplicar y describir el método de la suma cumulativa de los desvíos para la construcción de curvas de aprendizaje de la punción subaracnóidea. MÉTODO: El suceso de la punción subaracnóidea en la primera tentativa, en el primer espacio abordado, y el suceso de la anestesia de 275 bloqueos subaracnóideos realizados por médicos en especialización (ME) durante los primeros seis meses de entrenamiento fueron utilizados para la construcción de curvas de aprendizaje, utilizando el método de las sumas cumulativas de desvíos. Las tasas aceptables de falla fueron derivadas de una muestra de 264 bloqueos subaracnóideos realizados por anestesistas. El número necesario de bloqueos para obtenerse proficiencia fue calculado, para cada ME, para cada atributo. RESULTADOS: Hubo una grande variabilidad en relación al número de bloqueos necesarios para alcanzar la proficiencia, dependiendo del atributo y del ME. No obstante, la mayoría de los ME alcanzó proficiencia para los atributos de suceso durante la primera tentativa o en el primero espacio inter-espinoso abordado, después 50 bloqueos. Una tasa de suceso de la anestesia de 90% fue obtenida por todos los ME después de 30 bloqueos. CONCLUSIONES: El método de la suma cumulativa de desvíos puede ser utilizado para medir objetivamente el desempeño de los médicos en especialización, durante la etapa de aprendizaje de anestesia subaracnóidea. Un número mínimo de 50 bloqueos es necesario para obtenerse proficiencia en identificar el espacio subaracnóideo. <![CDATA[<b>Tracheal intubation difficulty in patient with craniosynostosis</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem formas complexas de craniossinostose acompanhadas de malformações da face e das vias aéreas, que podem levar a dificuldade de intubação traqueal (IOT). O objetivo deste relato é apresentar um caso de intubação traqueal difícil, em criança submetida à cirurgia para correção da craniossinostose. RELATO DO CASO: Criança com 57 dias, 3700 gramas, perímetro cefálico 39 cm, ASA II, com craniossinostose, retrognatia, macroglosia e exoftalmo bilateral, dificuldade inspiratória e retração intercostal leve. Após decúbito dorsal, coxim sob os ombros, pré-oxigenação e infusão de propofol (10 mg) e succinilcolina (5 mg), realizou-se laringoscopia (lâmina nº 1 reta), sem visualização da epiglote. Foi feita ventilação assistida seguida de novas tentativas (4) de IOT, sem sucesso. Optou-se pela ventilação espontânea assistida e IOT, novamente sem sucesso. Pela capnografia não havia CO2 exalado. Com auxílio de fibroscópio intubou-se a traquéia, porém a sonda era estreita e foi trocada por outra com balonete. A SpO2 era de 98%, porém com instabilidades, ás vezes com 60%. A P ET CO2 apresentava hipocapnia com morfologia irregular. À ausculta mostrava ventilação pulmonar bilateral, porém com entrada de ar no estômago. Suspeitou-se de fístula tráqueo-esofágica traumática. Com endoscopia esofágica constatou-se que a sonda de intubação estava no esôfago; como o balonete foi insuflado na cavidade oral posterior, que estava edemaciada, impedia o vazamento de gás. O volume corrente ventilava o estômago e os pulmões simultaneamente. A sonda foi introduzida corretamente na traquéia com fibroscópio e realizou-se a cirurgia. CONCLUSÕES: É necessário distinguir craniossinostose simples daquelas acompanhadas de malformações faciais e de vias aéreas. É fundamental que se tenha equipamentos adequados para IOT e além da monitorização básica, a capnografia é de grande valor na confirmação da intubação traqueal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are complex forms craniosynostosis, some of them featuring face and airway malformations, which may lead to difficult tracheal intubation (TI). This report aimed at presenting a difficult tracheal intubation case, in a child submitted to surgery for craniosynostosis correction. CASE REPORT: Child with 57 days of age, weighing 3700 g, cephalic perimeter 39 cm, physical status ASA II, with craniosynostosis, retrognathia, macroglossia, bilateral exophthalmus, inspiratory difficulty and mild intercostal retraction. In the supine position with a pad under the shoulders, the patient was pre-oxygenated, 10 mg propofol with 5 mg succinylcholine were injected and laryngoscopy was performed (straight blade number 1) without epiglottis visualization. Assisted ventilation was started and four new unsuccessful laryngoscopies attempts were performed. We decided for allowing spontaneous assisted ventilation and a new TI was attempted, also unsuccessful. Capnography showed no exhaled CO2. With the aid of a fibroscope, trachea was finally intubated, but the tube was too narrow and was replaced by a cuffed one. SpO2 was 98% but unstable, sometimes reaching 60%. P ET CO2 showed hypocapnia and irregular curve morphology. Auscultation revealed bilateral pulmonary ventilation, but the air was reaching the stomach as well. We suspected of a traumatic tracheal-esophageal fistula. Esophageal endoscopy showed that the tube was actually in the esophagus; since the cuff was inflated in the posterior edematous oral cavity, this would prevent air leakage and allow the tidal volume to ventilate stomach and lungs simultaneously. The tube was then properly introduced in the trachea, once again with the aid of the fibroscope, and surgery was performed. CONCLUSIONS: It is important to distinguish a simple craniosynostosis from those presenting face and airway malformations. Adequate TI equipment is mandatory and, in addition to basic monitoring, capnography is of great value to confirm tracheal intubation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Existen formas complejas de craneosinostosis acompañadas de malformaciones de la face y de las vías aéreas, que pueden llevar a dificultades de intubación traqueal (IOT). El objetivo de este relato es presentar un caso de intubación traqueal difícil, en un niño sometido a cirugía para corrección de la craneosinostosis. RELATO DEL CASO: Niño con 57 días, 3700 gramas, perímetro cefálico 39 cm, ASA II, con craneosinostosis, retrognatia, macroglosia y exoftalmía bilateral, dificultad inspiratoria y retracción intercostal leve. Después decúbito dorsal, cojín sobre los hombros, pré-oxigenación e infusión de propofol (10 mg) y succinilcolina (5 mg), se realizó laringoscopia (lámina nº 1 reta), sin visualización de la epiglotis. Fue hecha ventilación asistida seguida de nuevas tentativas (4) de IOT, sin suceso. Se optó por la ventilación espontanea asistida e IOT, nuevamente sin suceso. Por la capnografía no había CO2 exhalado. Con auxilio de fibroscópio se intubó la traquea, mas la sonda era estrecha y fue cambiada por otra con balonete. La SpO2 era de 98%, pero con instabilidades, a veces con 60%. A P ET CO2 presentaba hipocapnia con morfología irregular. La ausculta mostraba ventilación pulmonar bilateral, pero con entrada de aire en el estomago. Se sospechó de fístula tráqueo-esofágica traumática. Con endoscopia esofágica se constato que la sonda de intubación estaba en el esófago; como el balonete fue insuflado en la cavidad oral posterior, que estaba edemaciada, impedía el escape de gas. El volumen corriente ventilaba el estomago y los pulmones simultáneamente. La sonda fue introducida correctamente en la traquea con fibroscópio y se realizó la cirugía. CONCLUSIONES: Es necesario distinguir craneosinostosis simples de aquellas acompañadas de malformaciones faciales y de vías aéreas. Es fundamental que se tenga equipamientos adecuados para IOT y después de la monitorización básica, la capnografía es de grande valor en la confirmación de la intubación traqueal. <![CDATA[<b>Anticoagulants and neuro-axis blockades</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com o uso de anticoagulantes para tromboprofilaxia, a incidência de hematomas em anestesias espinhais aumentou. O objetivo desta revisão é verificar a ocorrência de casos de hematomas espinhais e sua correlação com o uso de drogas utilizadas na tromboprofilaxia. CONTEÚDO: São feitas algumas considerações clínicas e farmacológicas sobre as drogas utilizadas em tromboprofilaxia (cumarínicos, aspirina e heparina). São ressaltados os fatores de risco, particularmente aos relatos de casos de pacientes que desenvolveram hematoma peridural decorrente do uso simultâneo de heparina de baixo peso molecular e anestesia peridural. CONCLUSÕES: Existe importante associação entre hematoma peridural e distúrbios hemorrágicos, principalmente em pacientes em tratamento com anticoagulantes. O reconhecimento do aumento do risco da associação da anestesia peridural, da anestesia subaracnóidea, a continuada vigilância e a educação são fundamentais para evitar futuros casos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of anticoagulants for thromboprophylaxis has increased the incidence of spinal blockades hematomas. This review aimed at checking the incidence of spinal hematomas and its correlation with anticoagulant drugs. CONTENTS: Some clinical and pharmacological considerations are made about thromboprophylactic drugs (cumarinics, aspirin and heparin). Risk factors are highlighted, especially those related to patients developing epidural hematomas due to the simultaneous use of low molecular weight heparin and epidural anesthesia. CONCLUSIONS: There is an important correlation between epidural hematomas and hemorrhagic disorders, especially in patients under anticoagulant therapy. The awareness of the increased risk associated to epidural and spinal anesthesia, as well as the continuous surveillance and education are fundamental to prevent future cases.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con el uso de anticoagulantes para tromboprofilaxia, la incidencia de hematomas en anestesias espinales aumentó. El objetivo de esta revisión es verificar la ocurrencia de casos de hematomas espinales y su correlación con el uso de drogas utilizadas en la tromboprofilaxia. CONTENIDO: Son hechas algunas consideraciones clínicas y farmacológicas sobre las drogas utilizadas en tromboprofilaxia (cumarínicos, aspirina y heparina). Se destacan los factores de riesgo, particularmente a los relatos de casos de pacientes que desenvolvieron hematoma peridural decurrente del uso simultáneo de heparina de bajo peso molecular y anestesia peridural. CONCLUSIONES: Existe importante asociación entre hematoma peridural y disturbios hemorrágicos, principalmente de pacientes en tratamiento con anticoagulantes. El reconocimiento del aumento del riesgo de la asociación de la anestesia peridural, de la anestesia subaracnóidea, la continuada vigilancia y la educación son fundamentales para evitar futuros casos. <![CDATA[<b>Infraclavicular brachial plexus block</b>: <b>antero posterior approach</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo braquial é a técnica preferida pelos anestesiologistas para cirurgias nos membros superiores. Embora o acesso infraclavicular seja menos utilizado, ele pode oferecer algumas vantagens. O objetivo deste estudo prospectivo é mostrar os resultados observados em 50 pacientes submetidos a bloqueio do plexo braquial pela via infraclavicular, usando estimulador de nervo periférico e abordagem ântero-posterior. MÉTODO: Cinqüenta pacientes, com idades entre 17 e 87 anos, estado físico ASA I e II, escalados para cirurgias ortopédicas da extremidade superior foram anestesiados com bloqueio do plexo braquial pela via infraclavicular. Todos os bloqueios foram realizados com estimulador de nervo periférico, a partir de 1 mA. Quando se obtinha uma adequada contração muscular na mão, no antebraço ou músculos do braço, a amperagem era diminuída até desaparecimento da resposta. Se a resposta desaparecesse com estímulo superior a 0,6 mA, a agulha poderia ser movimentada a procura de melhor resposta. Se a resposta não desaparecesse com estímulo menor que 0,5 mA, injetavam-se 50 ml de lidocaína a 1,6% com epinefrina 1:200.000. Foram avaliados o tempo de latência, duração da cirurgia, tolerância ao uso do torniquete, duração dos bloqueios sensitivo e motor, complicações e efeitos adversos. RESULTADOS: O bloqueio foi efetivo em 94% dos pacientes, o tempo médio da latência foi de 8,78 min, a duração média da cirurgia foi de 65,52 min e a tolerância ao torniquete foi observada em todos os pacientes. A média de duração do bloqueio sensitivo foi de 195,56 min e do bloqueio motor de 198,86 min. Ocorreu uma punção vascular. Não foram observados sinais e sintomas clínicos de toxicidade do anestésico local ou do vasoconstritor. Nenhum paciente apresentou efeitos adversos do bloqueio. CONCLUSÕES: O bloqueio infraclavicular do plexo braquial proporciona uma anestesia efetiva para cirurgias dos membros superiores. Acreditamos que a técnica utilizando o estimulador de nervos periféricos proporciona um alto índice de sucesso e demonstrou ser segura. Não foi observado nenhum caso de pneumotórax ou qualquer outro tipo de complicação. A solução do anestésico utilizada proporcionou uma anestesia adequada e segura.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Brachial plexus block is the preferred anesthetic technique for upper limb surgery. Although less commonly used, the infraclavicular brachial block may have some advantages. In this study we present the results of 50 patients submitted to infraclavicular plexus block by the antero posterior approach with the aid of a nerve stimulator. METHODS: Fifty patients, aged 17 to 87 years, physical status ASA I and II, scheduled for upper limb orthopedic surgery, were submitted to brachial plexus block by the infraclavicular approach. All blocks were performed with the help of a peripheral nerve stimulator starting at 1 mA. When an adequate hand, forearm or arm muscle contraction was obtained the current was decreased until the disappearance of the response. If there was no response with a stimulus above 0.6 mA, the needle was relocated in search for a better response. If response persisted with a stimulus below 0.5 mA, 50 ml of 1.6% lidocaine with epinephrine 1:200,000 were injected. The following parameters were evaluated: block onset time, surgery duration, tourniquet tolerance, sensory and motor block duration, complications and side effects. RESULTS: Blockade was effective in 94% of patients; mean onset time was 8.78 min, surgical mean duration was 65.52 min, tourniquet tolerance was 100%, mean sensory block duration was 195.56 min and mean motor block duration was 198.86 min. There has been one vascular puncture. There were no clinical signs or symptoms of toxic effects of local anesthetics and vasoconstrictors. No patient showed blockade side effects. CONCLUSIONS: Infraclavicular plexus block provides an effective anesthesia for upper limb surgery. The use of a nerve stimulator helps the technique to be both highly successful and safe: no pneumothorax or any other major complication were observed. The local anesthetic solution used provided an adequate and safe anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo braquial es la técnica preferida por los anestesistas para cirugías en los miembros superiores. Aun cuando el acceso infraclavicular sea menos utilizado, él puede ofrecer algunas ventajas. El objetivo de este estudio prospectivo es mostrar los resultados observados en 50 pacientes sometidos a bloqueo del plexo braquial por la vía infraclavicular, usando estimulador del nervio periférico y abordaje antero-posterior. MÉTODO: Cincuenta pacientes, con edades entre 17 y 87 años, estado físico ASA I y II, escalados para cirugías ortopédicas de la extremidad superior fueron anestesiados con bloqueo del plexo braquial por la vía infraclavicular. Todos los bloqueos fueron realizados con estimulador de nervio periférico, a partir de 1 mA. Cuando se obtenía una adecuada contracción muscular en la mano, en el antebrazo o músculos del brazo, el amperaje era disminuido hasta el desaparecimiento de la respuesta. Si la respuesta desapareciese con estímulo superior a 0,6 mA, la aguja podría ser movimentada en la búsqueda de la mejor respuesta. Si la respuesta no desapareciese con estímulo menor que 0,5 mA, se inyectaban 50 ml de lidocaína a 1,6% con epinefrina 1:200.000. Fueron evaluados el tiempo de latencia, duración de la cirugía, tolerancia al uso del torniquete, duración de los bloqueos sensitivo y motor, complicaciones y efectos adversos. RESULTADOS: El bloqueo fue efectivo en 94% de los pacientes, el tiempo medio de la latencia fue de 8,78 min, la duración media de la cirugía fue de 65,52 min y la tolerancia al torniquete fue observada en todos los pacientes. La media de duración del bloqueo sensitivo fue de 195,56 min y del bloqueo motor de 198,86 min. Ocurrió una punción vascular. No fueron observados señales y síntomas clínicos de toxicidad del anestésico local o del vasoconstrictor. Ningún paciente presentó efectos adversos del bloqueo. CONCLUSIONES: El bloqueo infraclavicular del plexo braquial proporciona una efectiva anestesia para cirugías de los miembros superiores. Acreditamos que la técnica que utiliza el estimulador de nervios periférico proporciona un alto índice de suceso y demostró que es segura. No fue observado ningún caso de pneumotórax o cualquier otro tipo de complicación. La solución del anestésico utilizada proporcionó una anestesia segura y adecuada. <![CDATA[<b>Axillary brachial plexus block with neurostimulator</b>: <b>evaluation of onset time and efficacy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo braquial por via axilar, embora bastante difundido por ter menor incidência de complicações, apresenta três inconvenientes que limitam seu uso: índice de falhas, latência longa e restrição a cirurgias de antebraço e mão. O objetivo deste estudo foi verificar o tempo de latência e a eficácia do bloqueio do plexo braquial por via axilar empregando-se um estimulador de nervo. MÉTODO: Participaram do estudo, aberto, prospectivo, 38 pacientes, estado físico ASA I, II e III, com idades entre 13 e 74 anos, submetidos a cirurgia de membro superior. Na sala de operação, após monitorização, venóclise, sedação com 1 a 3 mg de midazolam por via venosa, os pacientes foram submetidos ao bloqueio do plexo braquial por via axilar, após emprego de estimulador de nervo, com amperagens decrescentes a partir de 0,9 mA e injetando-se o anestésico local, após obtenção de resposta motora dos dedos da mão, com menor amperagem. Foram observadas as latências sensitiva e motora, a eficácia e falhas sensitiva e motora, parciais ou totais, e efeitos colaterais. RESULTADOS: As latências sensitiva e motora foram, respectivamente, 5,2 + 3,8 e 4,6 + 3,3 minutos. As falhas parciais sensitivas foram em número de seis, as motoras dez e completas duas, enquanto que em vinte casos não ocorreram falhas. Apenas em dois casos foi necessário converter para anestesia geral. CONCLUSÕES: Concluímos que, nas condições deste estudo, o uso do estimulador de nervo mostrou-se útil para a realização do bloqueio, sendo que, na maioria dos casos, não foi necessário estímulo maior que 0,3 mA.<hr/>Background and Objectives: Axillary brachial plexus block, although widely used due to a low rate of complications, has some drawbacks which limit its use: failure rate, long onset and restrictions to forearm and hand surgery. This study aimed at evaluating onset time and efficacy of axillary brachial plexus block using a nerve stimulator. Methods: Participated in this prospective and open study, 38 patients physical status ASA I, II and III, aged 13 to 74 years, submitted to upper limb surgery. In the operating room, after monitoring, intravenous line and sedation with 1 to 3 mg midazolam, the patients were submitted to axillary brachial plexus block after the use of a nerve stimulator with decreasing currents starting with 0.9 mA and local anesthetic injection after obtaining fingers and hand motor response with the smallest stimulus. Sensory and motor onset, partial or total sensory and motor efficacy as well as failure and side effects were observed. Results: Sensory and motor onset were 5.2 + 3.8 and 4.6 + 3.3 minutes, respectively. There were six partial sensory failures, ten partial motor failures and two total motor failures, while in twenty cases there were no failures. Just two cases needed to be reverted to general anesthesia. Conclusions: We concluded that, in the conditions of our study, the use of nerve stimulator was useful in inducing axillary brachial plexus block, being important to emphasize that in most cases, no more than 0.3 mA was necessary to locate the nerves.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo braquial por vía axilar, aun cuando bastante difundido por tener menor incidencia de complicaciones, presenta tres inconvenientes que limitan su uso: índice de fallas, larga latencia y restricción a cirugías de antebrazo y mano. El objetivo de este estudio fue verificar el tiempo de latencia y la eficacia del bloqueo del plexo braquial por vía axilar usándose un estimulador de nervio. MÉTODO: Participaron del estudio, abierto, prospectivo, 38 pacientes, estado físico ASA I, II y III, con edades entre 13 y 74 años, sometidos a cirugía de miembro superior. En la sala de operación, después de monitorización, venóclisis, sedación con 1 a 3 mg de midazolam por vía venosa, fueron sometidos al bloqueo del plexo braquial por vía axilar, después uso del estimulador de nervio, con amperajes decrecientes a partir de 0,9 mA e inyectándose el anestésico local, después de la obtención de respuesta motora de los dedos de la mano, con menor amperaje. Fueron observadas las latencias sensitiva y motora, la eficacia y fallas sensitiva y motora, parciales o totales, y efectos colaterales. RESULTADOS: Las latencias, sensitiva y motora fueron, respectivamente, 5,2 + 3,8 y 4,6 + 3,3 minutos. Las fallas parciales sensitivas fueron en número de seis, las motoras diez y completas dos, en cuanto que en veinte casos no ocurrieron fallas. Apenas en dos casos fue necesario convertir para anestesia general. CONCLUSIONES: Concluimos que, en las condiciones de este estudio, el uso del estimulador de nervio se mostró útil para la realización del bloqueo, siendo que, en la mayoría de los casos, no fue necesario estímulo mayor que 0,3 mA. <![CDATA[<b>Chemotherapy and anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A quimioterapia é um dos principais tipos de tratamento oferecido a pacientes com câncer, mas ainda causam importantes efeitos colaterais, reversíveis ou não. Para os anestesiologistas, conhecer estas drogas, complicações e interações medicamentosas, é de importância capital em cirurgias com pacientes em tratamento de neoplasias. CONTEÚDO: Nesta revisão apresentam-se os diferentes tipos de quimioterápicos atualmente utilizados, a classificação farmacológica, repercussões orgânicas, interações com outras substâncias, e a conduta anestésica mais apropriada frente a elas, objetivando reduzir a morbi-mortalidade perioperatória nestes pacientes. CONCLUSÕES: O conhecimento, pelo anestesiologista, das formas de tratamento, das características farmacológicas destas substâncias, seus efeitos adversos, lesões estruturais e possíveis interações medicamentosas por elas geradas e potencializadas pelas várias técnicas anestésicas hoje empregadas, pode certamente reduzir a morbi-mortalidade peri-operatória destes pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Chemotherapy is one of the main treatment available for cancer patients, but is still causing important side effects, reversible or not. Knowing such drugs, complications and interactions is critical for the anesthesiologist during surgeries in patients under cancer treatment. CONTENTS: This review presents the different types of chemotherapy agents currently used, their pharmacological classification, organic repercussions, interactions with other drugs and the most adequate anesthetic technique aiming at decreasing perioperative morbidity and mortality. CONCLUSIONS: The anesthesiologist awareness of types of treatment, pharmacological properties of such substances, their adverse effects, structural lesions and possible drug interactions created by them and exacerbated by several current anesthetic techniques may certainly decrease perioperative morbidity and mortality.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La quimioterapia es uno de los principales tipos de tratamiento ofrecido a pacientes con cáncer, mas aun causan importantes efectos colaterales, reversibles o no. Para los anestesistas, conocer estas drogas, complicaciones e interacciones medicamentosas, es de importancia capital en cirugías con pacientes en tratamiento de neoplasias. CONTENIDO: En esta revisión se presentan los diferentes tipos de quimioterápicos actualmente utilizados, la clasificación farmacológica, repercusiones orgánicas, interacciones con otras substancias, y la conducta anestésica mas apropiada frente a ellas, objetivando reducirse la morbi-mortalidad perioperatoria en estos pacientes. CONCLUSIONES: El conocimiento, por el anestesista, de las formas de tratamiento, de las características farmacológicas de estas substancias, sus efectos adversos, lesiones estructurales y posibles interacciones medicamentosas por ellas generadas y potencialidades por varias técnicas anestésicas hoy utilizadas, puede ciertamente reducir la morbi-mortalidad perioperatoria de estos pacientes.