Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420010005&lang=en vol. 51 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Comparative study between 0.5% isobaric bupivacaine and a 0.5% isobaric mixture of 75% S(-) bupivacaine and 25% R(+) bupivacaine in spinal anesthesia for orthopedic surgery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A bupivacaína comercialmente utilizada se apresenta como mistura racêmica RS(±)bupivacaína. Embora o enantiômero levógiro S(-), levobupivacaína, seja menos tóxico para o sistema nervoso central e cardiovascular do que a R(+) bupivacaína, sua relativa eficácia ainda não foi determinada na raquianestesia. O objetivo deste estudo foi comparar a mistura enantiomérica de bupivacaína (com 75% de S(-)bupivacaína e 25% de R(+)bupivacaína) - bupi S75-R25 - com a bupivacaína racêmica, na mesma dose e concentração, para raquianestesia em cirurgias ortopédicas de membros inferiores. MÉTODO: Participaram do estudo 120 pacientes com idades entre 16 e 94 anos, estado físico ASA I e II, programados para cirurgias ortopédicas de membros inferiores, sob raquianestesia. Os pacientes foram aleatoriamente separados em dois grupos de 60 pacientes: Grupo S75-R25, que recebeu 3 ml (15 mg) de solução a 0,5% isobárica, que continha mistura de 75% de S(-) bupivacaína e 25% de R(+)bupivacaína e Grupo S50-R50, que recebeu também 3 ml (15 mg) de bupivacaína racêmica 0,5% isobárica. Foram avaliados e comparados os seguintes parâmetros: latência da analgesia, bloqueio motor, duração dos efeitos, dispersão cefálica da analgesia, alterações cardiovasculares e sintomas neurológicos transitórios. RESULTADOS: Ambas as soluções de bupivacaína produziram efeitos comparáveis quando administrados na raquianestesia. Não foi observada diferença no nível superior da analgesia. O bloqueio motor apresentou tempo menor de instalação com a bupivacaína racêmica (S50-R50). Não foi observado bloqueio motor completo em todos os pacientes. A incidência de hipotensão arterial foi a mesma com ambas as soluções. Não ocorreram sintomas neurológicos transitórios. CONCLUSÕES: A mistura enantiomérica de 75% de levobupivacaína com 25% de dextrobupivacaína, a 0,5% isobárica, injetada no espaço subaracnóideo, produz bloqueio sensitivo e motor similar que a mesma dose de bupivacaína racêmica a 0,5% isobárica para cirurgias ortopédicas. A possibilidade de um bloqueio diferencial significativo com a mistura S75-R25 bupivacaína quando comparada com bupivacaína racêmica merece posteriores estudos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Commercially available bupivacaine is a racemic mixture of S(-) and R(+)-enantiomers. Although S(-) bupivacaine is less toxic to the cardiovascular and central nervous systems than R(+) bupivacaine, its relative efficacy has not been determined in spinal anesthesia. This study compared the same levobupivacaine and bupivacaine doses in spinal anesthesia for lower limb orthopedic surgeries. METHODS: Participated in this study 120 patients aged 16 to 94 years, physical status ASA I and II, scheduled for lower limb orthopedic surgery under spinal anesthesia. Patients were randomly assigned to two groups (n=60): Group S75-R25 (levobupivacaine) received 3 ml (15 mg) of a 0.5% mixture containing 75% S(-)bupivacaine and 25% R(+)bupivacine, and Group S50-R50 received 3 ml (15 mg) of 0.5% plain bupivacaine. The following parameters were evaluated and compared: analgesia onset time, motor block, duration of effects, cephalad spread of analgesia, cardiovascular changes and transient neurological symptoms. RESULTS: Levobupivacaine and bupivacaine produced comparable effects following intrathecal administration. There were no significant differences in the upper blockade level between groups. Motor block onset time was shorter for bupivacaine. Motor block was not complete in all patients. The incidence of hypotension was similar for both solutions. Transient neurological toxicity was not observed. CONCLUSIONS: Plain intrathecal 0.5% levobupivacaine produced a similar sensory and motor block effect to that of 0.5% bupivacaine for orthopedic surgeries. The possibility of a significant differential blockade with levobupivacaine as compared to bupivacaine warrants further studies.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La bupivacaína comercialmente utilizada se presenta como mezcla racémica RS(±)bupivacaína. Aun cuando el enantiómero levógiro S(-), levobupivacaína, sea menos tóxico para el sistema nervioso central y cardiovascular de que la R(+) bupivacaína, su relativa eficacia aun no fue determinada en la raquianestesia. El objetivo de este estudio fue comparar la mezcla enantiomérica de bupivacaína (con 75% de S(-) bupivacaína y 25% de R(+)bupivacaína) - bupi S75-R25 - con la bupivacaína racémica, en la misma dosis y concentración, para raquianestesia en cirugías ortopédicas de miembros inferiores. MÉTODO: Participaron del estudio 120 pacientes con edades entre 16 y 94 años, estado físico ASA I y II, programados para cirugías ortopédicas de miembros inferiores, bajo raquianestesia. Los pacientes fueron aleatoriamente separados en dos grupos de 60 pacientes: Grupo S75-R25, que recibió 3 ml (15 mg) de solución a 0,5% isobárica que contenía mezcla de 75% de S(-) bupivacaína y 25% de R(+)bupivacaína y Grupo S50-R50, que recibió también 3 ml (15 mg) de bupivacaína racémica 0,5% isobárica. Fueron evaluados y comparados los siguientes parámetros: latencia de la analgesia, bloqueo motor, duración de los efectos, dispersión cefálica de la analgesia, alteraciones cardiovasculares y síntomas neurológicos transitorios. RESULTADOS: Ambas soluciones de bupivacaína produjeron efectos comparables cuando administrados en la raquianestesia. No fue observada diferencia en el nivel superior de la analgesia. El bloqueo motor presentó tiempo menor de instalación con la bupivacaína racémica (S50-R50). No fue observado bloqueo motor completo en todos los pacientes. La incidencia de hipotensión arterial fue la misma con ambas soluciones. No ocurrieron síntomas neurológicos transitorios. CONCLUSIONES: La mezcla enantiomérica de 75% de levobupivacaína con 25% de dextrobupivacaína, a 0,5% isobárica, inyectada en el espacio subaracnóideo, produce bloqueo sensitivo y motor similar que la misma dosis de bupivacaína racémica a 0,5% isobárica para cirugías ortopédicas. La posibilidad de un bloqueo diferencial significativo con la mezcla S75-R25 bupivacaína cuando comparada con bupivacaína racémica merece estudios posteriores. <![CDATA[<b>Comparative study of 0.5% levobupivacaine and 0.5% racemic bupivacaine associated to sufentanil in epidural anesthesia for cesarean delivery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar do uso freqüente de anestésicos locais em procedimentos cirúrgicos e obstétricos, a bupivacaína racêmica é associada à cardiotoxicidade potencialmente fatal. Estudos sugerem que a levobupivacaína apresenta ação anestésica local semelhante à bupivacaína racêmica, com a vantagem de menor toxicidade tanto no sistema nervoso central como cardiovascular. Os trabalhos têm demonstrado melhor qualidade anestésica com uso de bupivacaína racêmica associada à sufentanil, via peridural para cesariana. O presente estudo compara a eficácia da bupivacaína racêmica 0,5% com levobupivacaína 0,5%, ambas associadas o sufentanil, via peridural, em parturientes submetidas a cesariana. MÉTODO: Foram investigadas 52 gestantes, submetidas à anestesia peridural para cesariana eletiva. Neste estudo duplamente encoberto, as pacientes foram distribuídas aleatoriamente em dois grupos: Grupo I (n = 26): receberam 27 ml de levobupivacaína 0,5% e 30 µg de sufentanil, Grupo II (n = 26) receberam 27 ml de bupivacaína 0,5% e 30 µg de sufentanil. Foram avaliados as características dos bloqueios motor e sensorial, o tempo necessário para solicitação de analgésicos e a incidência de efeitos adversos no período pós-operatório. RESULTADOS: Os bloqueios motor e sensorial, o tempo para solicitação de analgésicos e os efeitos adversos não diferiram entre os grupos. Entretanto, quando se comparou a duração do bloqueio motor da levobupivacaína com da bupivacaína racêmica, observou-se duração significantemente prolongada para levobupivacaína (p < 0,05). CONCLUSÕES: Apesar da duração do bloqueio motor ser mais prolongado para a levobupivacaína associada ao sufentanil, a eficácia anestésica de ambos os anestésicos locais investigados associados ao sufentanil em cesariana por via peridural, foram iguais.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although the widespread use of local anesthetics in surgery and obstetrics, racemic bupivacaine is associated to potentially fatal cardiotoxicity. Data suggest that levobupivacaine has local anesthetic effects similar to racemic bupivacaine with the advantage of less central nervous system and cardiovascular toxicity. Studies have shown that epidural anesthesia with racemic bupivacaine and sufentanil for cesarean sections results in a better quality of anesthesia. This study aimed at comparing the efficacy of 0.5% racemic bupivacaine and 0.5% levobupivacaine, both associated to sufentanil, for epidural anesthesia in parturients undergoing cesarean delivery. METHODS: Participated in this double-blind study 52 obstetric patients submitted to elective cesarean delivery under epidural anesthesia. Patients were randomized to receive 27 ml of 0.5% levobupivacaine and 30 µg sufentanil (Group I n=26) or 27 ml of 0.5% bupivacaine and 30 µg sufentanil (Group II n=26). Characteristics of sensory and motor block, time for analgesics request in the postoperative period and the incidence of side effects were investigated. RESULTS: Sensory and motor block, time for analgesics request and adverse effects did not differ between groups. However, motor block was significantly longer with levobupivacaine as compared to racemic bupivacaine (p < 0.05). CONCLUSIONS: Although a longer motor block duration with 0.5% epidural levobupivacaine associated to sufentanil, the efficacy of both local anesthetics associated to sufentanil for cesarean delivery was similar.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A pesar del uso frecuente de anestésicos locales en procedimientos quirúrgicos y obstétricos, la bupivacaína racémica es asociada a la cardiotoxicidad potencialmente fatal. Estudios sugieren que la levobupivacaína presenta acción anestésica local semejante a la bupivacaína racémica, con la ventaja de menor toxicidad tanto en el sistema nervioso central como cardiovascular. Los trabajos han demostrado mejor calidad anestésica con el uso de bupivacaína racémica asociada al sufentanil, vía peridural para cesárea. El presente estudio compara la eficacia de la bupivacaína racémica 0,5% con levobupivacaína 0,5%, ambas asociadas al sufentanil, vía peridural, en parturientas sometidas a cesárea. MÉTODO: Fueron investigadas 52 mujeres embarazadas, sometidas a anestesia peridural para cesárea electiva. En este estudio duplamente encubierto, las pacientes fueron distribuidas aleatoriamente en dos grupos: Grupo I (n = 26): recibieron 27 ml de levobupivacaína 0,5% y 30 µg de sufentanil, Grupo II (n = 26) recibieran 27 ml de bupivacaína 0,5% y 30 µg de sufentanil. Fueron evaluadas las características de los bloqueos motor y sensorial, el tiempo necesario para solicitación de analgésicos y la incidencia de efectos adversos en el período pós-operatorio. RESULTADOS: Los bloqueos motor y sensorial, el tiempo para solicitación de analgésicos y los efectos adversos no divergieron entre los grupos. Entretanto, cuando se comparó la duración del bloqueo motor de la levobupivacaína con el de la bupivacaína racémica, se observó duración significantemente prolongada para levobupivacaína (p < 0,05). CONCLUSIONES: A pesar de la duración del bloqueo motor ser más prolongado para la levobupivacaína asociada al sufentanil, la eficacia anestésica de ambos anestésicos locales investigados, asociados al sufentanil en cesárea por vía peridural, fueron iguales. <![CDATA[<b>Minimum  analgesic concentration of bupivacaine after continuous epidural infusion following spinal anesthesia in the postoperative period of leg, ankle and foot surgery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A concentração analgésica mínima de um anestésico local (CAM-AL) corresponde à concentração efetiva em 50% das pacientes durante o primeiro estágio do trabalho de parto. Pode ser utilizada para determinar a potência relativa de diferentes agentes e estimar o efeito de drogas analgésicas co-administradas no espaço peridural. O objetivo deste estudo foi o de determinar a CAM-AL da bupivacaína para analgesia peridural de cirurgias ortopédicas. MÉTODO: Foi aplicada a técnica de alocação seqüencial não aleatória duplamente encoberta a 23 adultos submetidos a cirurgias ortopédicas sobre a perna, tornozelo ou pé. A anestesia constou de bloqueio subaracnóideo lombar com bupivacaína hiperbárica. Um cateter peridural colocado em L4-L5 foi avançado 3 a 5 cm em direção cefálica. No período pós-operatório imediato, foram administrados 20 ml de bupivacaína seguida de infusão de 0.15 ml.kg-1.h-1, na concentração apropriada. Escores analógicos visuais de dor e de Bromage foram registrados após 4, 8 e 12 horas. A concentração foi considerada eficaz quando os escores de dor foram inferiores a 10 mm em todas as avaliações. A concentração inicial foi de 0,3% e diminuiu ou aumentou 0,1% caso a resposta do paciente anterior tenha sido ineficaz ou eficaz, respectivamente. A CAM-AL foi calculada pela fórmula de Massey e Dixon. RESULTADOS: A CAM-AL da bupivacaína (limites de 95% de confiança) foi de 0,16% (0,11% e 0,21%). Bloqueio motor intenso foi observado na maioria dos pacientes. CONCLUSÕES: Para uma taxa de infusão de 0.15 ml.kg-1.h-1, a CAM-AL da bupivacaína foi de 0,16%. No entanto, o modelo utilizado pode não ter sido adequado para a avaliação dos efeitos motores das concentrações testadas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Minimum analgesic concentration of a local anesthetic (MAC-LA) is the effective concentration for 50% of patients (EC50) during the first stage of labor. It may be used to determine relative analgesic potency and to estimate the effects of co-administered epidural analgesics. This study aimed at determining epidural bupivacaine's MAC-LA for orthopedic surgery. METHODS: A double-blind non randomized sequential allocation method for MAC calculation was applied to 23 adult patients undergoing orthopedic leg, ankle or foot surgeries. Anesthesia was obtained with lumbar spinal hyperbaric bupivacaine. An epidural catheter placed at L4-L5 level was inserted 3 to 5 cm in the cephalad direction. Postoperatively, a 20 ml epidural bupivacaine bolus followed by 0.15 ml.kg-1.h-1 infusion were administered at the appropriate concentration. Pain and Bromage scores were recorded after 4, 8 and 12 hours. Bupivacaine concentration was considered effective when visual analog pain scores were below 10 mm in all evaluations. Initial concentration was 0.3% and was subsequently decreased or increased by 0.1% for next patient when previous response was effective or ineffective, respectively. MAC-LA was calculated by Dixon and Massey's formula. RESULTS: Bupivacaine's MAC-LA (95% confidence limits) was 0.16% (0.11% and 0.21%). Intense motor blockade was observed in most patients. CONCLUSIONS: For a 0.15 ml.kg-1.h-1 infusion rate, bupivacaine's MAC-LA was 0.16%. However, the model may have not been suitable for the evaluation of motor effects of tested concentrations.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La concentración analgésica mínima de un anestésico local (CAM-AL) corresponde a la concentración efectiva en 50% de las pacientes durante la primera parte del trabajo de parto. Puede ser utilizada para determinar la potencia relativa de diferentes agentes y estimar el efecto de drogas analgésicas co-administradas en el espacio peridural. El objetivo de este estudio fue el de determinar la CAM-AL de la bupivacaína para analgesia peridural de cirugías ortopédicas. MÉTODO: Fue aplicada la técnica de alocación secuencial no aleatoria doblemente encubierta a 23 adultos sometidos a cirugías ortopédicas sobre la pierna, tobillo o pie. La anestesia constó de bloqueo subaracnóideo lumbar con bupivacaína hiperbárica. Un catéter peridural colocado en L4-L5 fue avanzado 3 a 5 cm en dirección cefálica. En período pós-operatorio inmediato, fueron administrados 20 ml de bupivacaína seguida de infusión de 0.15 ml.kg-1.h-1, en la concentración apropiada. Puntos analógicos visuales de dolor y de Bromage fueron registrados después 4, 8 y 12 horas. La concentración fue considerada eficaz cuando los puntos de dolor fueron inferiores a 10 mm en todas las evaluaciones. La concentración inicial fue de 0,3% y disminuyó o aumentó 0,1% caso la respuesta del paciente anterior haya sido ineficaz o eficaz, respectivamente. La CAM-AL fue calculada por la fórmula de Massey y Dixon. RESULTADOS: La CAM-AL de la bupivacaína (límites de 95% de confianza) fue de 0,16% (0,11% y 0,21%). Bloqueo motor intenso fue observado en la mayoría de los pacientes. CONCLUSIONES: Para una tasa de infusión de 0.15 ml.kg-1.h-1, la CAM-AL de bupivacaína fue de 0,16%. No obstante, el modelo utilizado puede no haber sido adecuado para la evaluación de los efectos motores de las concentraciones testadas. <![CDATA[<b>Pain after propofol intravenous injection in children</b>: <b>effects of combined lidocaine and inhalational nitrous oxide</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O meio hospitalar tem inúmeros fatores de apreensão e medo para as crianças. Entre eles injeções venosas são um dos mais importantes, principalmente se dolorosas. Propofol tem sido largamente utilizado para a indução da anestesia, mas tem o inconveniente de causar dor à injeção. O objetivo deste estudo foi comparar dois métodos de analgesia para a injeção venosa de propofol em crianças. MÉTODO: Sessenta e nove crianças admitidas ao centro cirúrgico para procedimentos de rotina sob anestesia geral, previamente com uma via venosa instalada no dorso de uma das mãos, foram aleatoriamente divididas em quatro grupos. No grupo 1, as crianças inalaram previamente, durante 2 minutos, O2 e a indução foi feita somente com propofol. No grupo 2, inalaram O2 e a cada 90 mg de propofol foram acrescentados 10 mg de lidocaína na forma de solução a 1%. No grupo 3, as crianças inalaram N2O 66% e O2 33% e o propofol foi usado puro. No grupo 4, os dois métodos foram combinados: as crianças inalaram N2O 66% com O2 33% e a indução foi feita com propofol diluído com lidocaína. A dor à indução foi avaliada, assim como a freqüência cardíaca antes e após a injeção. RESULTADOS: O grupo 4 foi o único no qual não se observou alteração da freqüência cardíaca após a injeção de propofol. No grupo 1, as crianças apresentaram mais dor e no grupo 4 tiveram menos. No grupo 2, a analgesia não foi suficiente e no grupo 3 houve somente uma tendência estatística à analgesia. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a inalação prévia de N2O antes da injeção venosa de propofol associado à lidocaína mostrou ser o método de analgesia mais eficaz para a indução da anestesia geral com propofol em crianças.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Hospital settings are stressful and fearful for children. Intravenous injections are mostly feared, especially if painful. Propofol is widely used for anesthesia induction but has the disadvantage of pain. This study aimed to compare two analgesic methods for intravenous propofol injection in children. METHODS: Participated in this study 69 pediatric patients admitted for routine procedures under general anesthesia, with an intravenous line on the back of one hand, who were randomly allocated into four groups. Group 1 received previous inhalational O2 for 2 minutes and anesthesia was induced with propofol only. Group 2 inhaled O2 and to each 90 mg of propofol 10 mg of 1% lidocaine were added. Group 3 inhaled 66% N2O and 33% O2 and anesthesia was induced with propofol alone. Group 4 received a combination of both methods: children inhaled 66% N2O with 33% O2 and anesthesia was induced with propofol combined with lidocaine. Pain on induction and heart rate before and after injection were evaluated. RESULTS: Group 4 was the only one with no changes in heart rate after propofol injection. Group 1 had more pain on induction and group 4 had less. Analgesia was insufficient for group 2, and group 3 has only shown a statistical trend to analgesia. Conclusions: Dilution with lidocaine combined with N2O inhalation before intravenous propofol injection showed to be the most efficient method of analgesia for propofol induction in children.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El medio hospitalario tiene varios factores de aprehensión y miedo para los niños. Entre ellos, las inyecciones venosas son uno de los más importantes factores, principalmente si dolorosas. El Propofol ha sido largamente utilizado para la inducción de la anestesia, más tiene el inconveniente de causar dolor en la inyección. El objetivo de este estudio fue comparar dos métodos de analgesia para la inyección venosa de propofol en niños. MÉTODO: Sesenta y nueve niños admitidos al centro cirúrgico para procedimientos de rutina bajo anestesia general, previamente con una vía venosa instalada en el dorso de una de las manos, fueron aleatoriamente divididos en cuatro grupos. En el grupo 1, los niños inhalaran previamente, durante 2 minutos, O2 y la inducción fue hecha solamente con propofol. En el grupo 2, inhalaran O2 y a cada 90 mg de propofol fueron acrecentados 10 mg de lidocaína en la forma de solución a 1%. En el grupo 3, los niños inhalaran N2O 66% y O2 33% y el propofol fue usado puro. En el grupo 4, los dos métodos fueron combinados: los niños inhalaran N2O 66% con O2 33% y la inducción fue hecha con propofol diluido con lidocaína. El dolor en la inducción fue evaluado, así como la frecuencia cardíaca antes y después de la inyección. RESULTADOS: El grupo 4 fue el único en el cual no se observó alteración de la frecuencia cardíaca después de la inyección de propofol. En el grupo 1, los niños presentaron más dolor y en el grupo 4 tuvieron menos dolor. En el grupo 2, la analgesia no fue suficiente y en el grupo 3 hubo solamente una tendencia estadística a la analgesia. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio la inhalación previa de N2O antes de la inyección venosa de propofol asociado a la lidocaína mostró que puede ser el método de analgesia más eficaz para la inducción de la anestesia general con propofol en niños. <![CDATA[<b>Efficacy of ondansetron and alizapride in preventing gynecological laparoscopy nausea and vomiting</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A laparoscopia ginecológica é procedimento que determina alta incidência de náusea e vômito no pós-operatório. Este estudo teve por finalidade comparar a eficácia do ondansetron e da alizaprida na prevenção de náusea e vômito em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica. MÉTODO: Participaram do estudo 52 pacientes, estado físico ASA I ou II, com idades entre 21 e 50 anos, sem queixas gástricas prévias, submetidas à laparoscopia para diagnóstico ou cirurgia. As pacientes foram divididas em 2 grupos: o grupo 1 recebeu ondansetron (4 mg) e o grupo 2, alizaprida (50 mg), por via venosa, antes da indução da anestesia. Todas as pacientes receberam midazolam (7,5 mg) por via oral como medicação pré-anestésica, sufentanil (0,5 µg.kg-1) e propofol (2 mg.kg-1) para indução, propofol (115 µg.kg-1) e N2O/O2 em fração inspirada de O2 a 40% para manutenção e atracúrio (0,5 mg.kg-1) como bloqueador neuromuscular. A analgesia pós-operatória foi realizada com cetoprofeno (100 mg) e buscopam composto®. RESULTADOS: Ambos os grupos foram idênticos quanto aos dados antropométricos e à duração da cirurgia e da anestesia. No grupo 1 (n=27) uma paciente apresentou náusea, No grupo 2, uma paciente apresentou náusea e três vomitaram, resultados estatisticamente não significativos. CONCLUSÕES: O ondansetron e a alizaprida foram similares na prevenção de náusea e vômito em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Gynecological laparoscopy is a procedure with a high incidence of postoperative nausea and vomiting (PONV). This study aimed at comparing the efficacy of ondansetron and alizapride in preventing PONV in patients submitted to gynecological laparoscopy. METHODS: Participated in this study 52 women physical status ASA I and II, aged 21 to 50 years, without previous gastric complaint, who were submitted to diagnostic or surgical laparoscopy. Patients were distributed in 2 groups: Group 1 - intravenous ondansetron (4 mg) and Group 2 - intravenous alizapride (50 mg), before anesthetic induction. All patients were premedicated with oral midazolam (7.5 mg), were induced with sufentanil (0,5 µg.kg-1) and propofol (2 mg.kg-1). Propofol (115 µg.kg-1) and N2O/O2 (F I O2 = 40%) were used for maintenance, and atracurium (0,5 mg.kg-1) was the neuromuscular blocker. Postoperative analgesia was achieved with cetoprofen (100 mg) and buscopam composto®. RESULTS: Both groups were identical in demographics and surgery and anesthesia duration. One Group 1 patient referred nausea. One Group 2 patients referred nausea and 3 referred vomiting, but results were not statistically significant. CONCLUSIONS: Ondansetron and alizapride were comparable in preventing PONV in patients submitted to gynecological laparoscopy.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La laparoscópia ginecológica es procedimiento que determina alta incidencia de náusea y vómito en el pós-operatorio. Este estudio tuvo por finalidad comparar la eficacia del ondansetron con la alizaprida, en la prevención de náusea y vómito en pacientes sometidas a laparoscopia ginecológica. MÉTODO: Participaran del estudio 52 pacientes, estado físico ASA I o II, con edades entre 21 y 50 años, sin quejas gástricas previas, sometidos a laparoscópia para diagnóstico o cirugía. Las pacientes fueron divididas en 2 grupos: el grupo 1 recibió ondansetron (4 mg) y el grupo 2 alizaprida (50 mg), por vía venosa, antes de la inducción de la anestesia. Todas las pacientes recibieron midazolam (7,5 mg) por vía oral como medicación pré-anestésica, sufentanil (0,5 µg.kg-1), propofol (2 mg.kg-1) para inducción, propofol (115 µg.kg-1) y N2O/O2 en fracción inspirada de O2 a 40% para manutención y atracúrio (0,5 mg.kg-1) como bloqueador neuromuscular. La analgesia pós-operatoria fue realizada con cetoprofeno (100 mg) y buscopan compuesto®. RESULTADOS: Los dos grupos fueron idénticos cuanto a los datos antropométricos y la duración de la cirugía y de la anestesia. En el grupo 1 (n = 27) una paciente presentó náusea, en el grupo 2, una paciente presentó náusea y tres vomitaron, resultados estadísticamente no significativos. CONCLUSIONES: El ondansetron y la alizaprida fueron similares en la prevención de náusea y vómito en pacientes sometidas a laparoscopia ginecológica. <![CDATA[<b>Low back pain</b>: <b>comparison of epidural analgesia with bupivacaine associated to methylprednisolone, fentanyl and methylprednisolone plus fentanyl</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os corticosteróides têm sido empregados no espaço peridural, como alternativa de tratamento da lombalgia refratária às medidas conservadoras. Os opióides têm efeito analgésico através da ligação a receptores da medula espinhal e poderiam ter efeito somatório. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia, os efeitos colaterais e as complicações de opióide e corticosteróide associados ao anestésico local, para tratamento da lombalgia e lombociatalgia aguda, provocadas por hérnia de disco. MÉTODO: Foram avaliados 45 pacientes adultos portadores de hérnia de disco. O grupo G-I recebeu 8 ml de bupivacaína a 0,25% com metilprednisolona (80 mg); o grupo G-II, 8 ml de bupivacaína a 0,25% com fentanil (100 µg) e o grupo G-III, 6 ml de bupivacaína a 0,25% com fentanil (100 µg) e metilprednisolona (80 mg). Havendo necessidade de repetição, nova injeção foi feita após 1 semana e 2 semanas no espaço intervertebral, ou próximo ao da localização da hérnia de disco. O efeito analgésico foi mensurado através de escala verbal. RESULTADOS: Aos 30 minutos, 6, 12 e 24 horas após o procedimento não houve diferença entre os grupos quanto ao alívio da dor. No quarto, sétimo e 14º dias, os grupos GI e GIII mostraram melhor alívio da dor, não havendo diferença estatística entre esses grupos. No grupo GII houve maior necessidade para repetir a injeção no 7º dia (GI= 33,3%; GII= 100% e GIII= 33,3%), e no 14º dia (GI= 6,6%; GII= 86,6% e GIII= 6,6%). A utilização de tramadol foi maior no GII. No GI, houve cefaléia (1 paciente); no GII, sonolência (2 pacientes) e prurido (1 paciente) e no GIII, prurido (1 paciente) e sonolência (1 paciente). CONCLUSÕES: O citrato de fentanil não tem efeito duradouro no controle da dor da hérnia de disco e não melhora o efeito analgésico quando associado a bupivacaína e metilprednisolona por via peridural.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Epidural steroids are used as an alternative for the treatment of low back pain refractory to conservative measures. Opioids exert their analgesic effect through binding to spinal cord receptors and may have an additive effect. This study aimed at evaluating efficacy, side-effects and complications of opioids and steroids associated to local anesthetics in the treatment of acute low back pain caused by herniated disks. METHODS: Participated in this study 45 adult patients with acute herniated disks. G-I received 8 ml of 0.25% bupivacaine with methylprednisolone acetate (80 mg); G-II received 8 ml of 0.25% bupivacaine with fentanyl (100 µg) and G-III received 6 ml of 0.25% bupivacaine with fentanyl (100 µg) and 80 mg methylprednisolone acetate. When needed, a new injection was administered after 1 week and 2 weeks into the herniated disk interspace or close to it. Analgesic effects were evaluated through a verbal scale. RESULTS: At 30 minutes, 6, 12 and 24 hours there were no differences among groups as to pain relief. In days 4, 7 and 14, groups G-I and G-III had better pain relief without statistical differences between them. Group II needed more repeated injections in days 7 (G-I = 33.3%; G-II = 100% and G-III = 33.3%) and 14 (G-I = 6.6%, G-II=86.6% and G-III = 6.6%). Tramadol was more frequently used in G-II. G-I referred headache (1 patient), G-II somnolence (2 patients) and pruritus (1 patient) and G-III pruritus (1 patient) and somnolence (1 patient). CONCLUSIONS: Fentanyl did not improve analgesia when associated either to epidural bupivacaine plus methylprednisolone or to plain bupivacaine.<hr/>Justificativa y Objetivos: Los corticosteroides han sido empleados en el espacio peridural, como alternativa de tratamiento de la lumbalgia refractaria a las medidas conservadoras. Los opioides tienen efecto analgésico a través de la ligación a receptores de la médula espinal y podrían tener efecto de suma general. Este estudio tuvo como objetivo evaluar la eficacia, los efectos colaterales y las complicaciones de opioide y corticosteroide asociados al anestésico local, para tratamiento de la lumbalgia y lumbociatalgia aguda, provocadas por hernia de disco. Método: Fueron evaluados 45 pacientes adultos portadores de hernia de disco. El grupo G-I recibió 8 ml de bupivacaína a 0,25% con metilprednisolona (80 mg); el grupo G-II, 8 ml de bupivacaína a 0,25% con fentanil (100 µg) y el grupo G-III, 6 ml de bupivacaína a 0,25% con fentanil (100 µg) y metilprednisolona (80 mg). Habiendo necesidad de repetición, nueva inyección fue hecha después de 1 semana y 2 semanas, en el espacio intervertebral, o próximo al de la localización de la hernia de disco. El efecto analgésico fue medido a través de escala verbal. Resultados: A los 30 minutos, 6, 12 y 24 horas después del procedimiento no hubo diferencia entre os grupos cuanto al alivio del dolor. En el cuarto, séptimo e 14º días, los grupos GI y GIII mostraron mejor alivio del dolor, no habiendo diferencia estadística entre esos grupos. En el grupo GII hubo mayor necesidad para repetir la inyección en el 7º día (GI= 33,3%; GII= 100% y GIII= 33,3%) y en el 14º día (GI= 6,6%; GII= 86,6% y GIII= 6,6%). La utilización de tramadol fue mayor en el GII. En el GI, hubo cefalea (1 paciente); en el GII, somnolencia (2 pacientes) y prurito (1 paciente) y en el GIII, prurito (1 paciente) y somnolencia (1 paciente). Conclusiones: El citrato de fentanil no tiene efecto duradero en el control del dolor de la hernia de disco y no mejora el efecto analgésico cuando asociado a bupivacaína y metilprednisolona por vía peridural. <![CDATA[<b>Paresthesia at the median nerve territory</b>: <b>adverse effect of the peripheral nerve stimulator? </b><b>Case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Anestesiologia tem-se desenvolvido continuamente e vem sucessivamente melhorando suas técnicas, fármacos bem como seus equipamentos especialmente aqueles para monitorização. Dentre estes, o estimulador de nervo periférico destaca-se para avaliação adequada do nível de relaxamento neuromuscular e sua recuperação. Objetivou-se mostrar neste relato que, embora a monitorização moderna seja importante, por vezes, pode não ser inócua, gerando suspeição sobre sua suposta ausência de efeitos adversos. RELATO DO CASO: Uma paciente de 56 anos foi submetida a cirurgia estética mamária. Seus antecedentes continham relato de diabetes mellitus, hipotireoidismo, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade, todos com bom controle clínico, medicamentoso e laboratorial, sem menção de complicações anestésicas em cirurgias anteriores. O procedimento transcorreu sem intercorrências e ao seu término, a paciente foi encaminhada à sala de recuperação pós-anestésica. Nesta, antes de receber alta, apresentou queixa importante de parestesia no território do nervo mediano da mão esquerda, ou seja, exatamente no local onde ficou o estimulador de nervo periférico. Tal queixa se reduziu nas próximas 48 horas, tendo a paciente recebido alta hospitalar, sem outros problemas ou alterações do exame físico. CONCLUSÕES: A monitorização com o estimulador de nervo periférico é importante e deve ser preconizada. Para tanto, deve-se fixar e posicionar o membro adequadamente. Não obstante, esta posição pode, em alguns casos, trazer quadros neurológicos compatíveis com compressões nervosas agudas, no pós-operatório. Desta forma, deve-se atentar para diagnósticos diferenciais e, neste caso, o efeito adverso possivelmente não foi ocasionado pelo estimulador de nervo e, sim, pelo posicionamento do membro superior esquerdo.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthesiology is developing and improving techniques, drugs and equipment, especially monitoring devices. The peripheral nerve stimulator has been used to adequately evaluate muscle relaxation and recovery. This report aimed at showing that, although the importance of modern monitoring, it may sometimes not be innocuous, thus generating suspicion about its supposedly lack of side-effects. CASE REPORT: A fifty-six year-old woman was submitted to cosmetic mammaplasty. Her previous history included: diabetes mellitus, hypothyroidism, hypertension and obesity, all under good clinical control, and with no previous anesthetic complications. Surgery was performed without intercurrences and at the end patient was transferred to PACU. Before being discharged, patient complained of severe paresthesia exactly on the territory of the median nerve where the peripheral nerve stimulator had been placed. This complaint disappeared after 48 h and patient was discharged in good conditions. CONCLUSIONS: Monitoring with peripheral nerve stimulator is important and should be recommended. For such, one must adequately fix and position the limb. However, such position may, in some cases, lead to neurological complications compatible with postoperative nervous compression. So, one must be alert to differential diagnosis and, in our case, it seems that the adverse effect was not caused by the nerve stimulator but by the positioning of the left upper limb.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Anestesiologia se ha desenvuelto continuamente y viene sucesivamente mejorando sus técnicas, fármacos, bien como sus equipamientos, especialmente aquellos para monitorización. De entre éstos, el estimulador de nervio periférico se destaca para evaluación adecuada del nivel de relajamiento neuromuscular y su recuperación. Se objetivó mostrar en este relato que, aun cuando la monitorización moderna sea importante, por veces, puede no ser innocua, generando sospechas sobre su supuesta ausencia de efectos adversos. RELATO DO CASO: Una paciente de 56 años fue sometida a cirugía estética mamaria. Sus antecedentes contenían relato de diabetes mellitus, hipotiroidismo, hipertensión arterial, dislipidemia y obesidad, todos con buen control clínico, medicamentoso y laboratorial, sin mención de complicaciones anestésicas en cirugías anteriores. El procedimiento transcurrió sin interocurrencias y a su término, la paciente fue encaminada a la sala de recuperación pós-anestésica. En ésta, antes de recibir alta, presentó queja importante de parestesia en el territorio del nervio mediano de la mano izquierda, o sea, exactamente en el local donde quedó el estimulador de nervio periférico. Tal queja se redució en las próximas 48 horas, habiendo recibido la paciente alta hospitalar, sin otros problemas o alteraciones del examen físico. CONCLUSIONES: La monitorización con el estimulador de nervio periférico es importante y debe ser preconizada. Para tanto, se debe fijar y posicionar el miembro adecuadamente. No obstante, esta posición puede, en algunos casos, traer cuadros neurológicos compatibles con compresiones nerviosas agudas, en el pós-operatorio. De esta forma, se debe atentar para diagnósticos diferenciales y, en este caso, el efecto adverso posiblemente no fue ocasionado pelo estimulador de nervio y, si, por el posicionamiento del miembro superior izquierdo. <![CDATA[<b>Monitoring the adequacy of hipnosis by bispectral index</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A monitorização da profundidade da hipnose e da anestesia é um ato complexo. A maioria das propostas para monitorizar os níveis adequados da hipnose, durante a anestesia, envolve o EEG usando as ondas do EEG, ou mais recentemente, usando a forma processada. A análise bispectral é o método que permite analisar o EEG nas diferentes fases de freqüências. CONTEÚDO: O EEG processado é iniciado com a conversão do sinal de EEG para a forma digital. O EEG digitalizado pode ser matematicamente transformado pelo processo conhecido como análise de Fourier, que separa o complexo sinal do EEG em vários componentes da onda, ou seja, em cada porção de diferente amplitude, mas cuja soma corresponde à forma original da onda. Com o emprego deste método surgem vários parâmetros. O Índice Bispectral, ou simplesmente BIS (100 - acordado até 0 - isoelétrico), é derivado dos melhores parâmetros (p.ex.: freqüência da borda spectral, freqüência mediana e o "burst supression" ou surto de supressão) que foram avaliados através de análise estatística. CONCLUSÕES: A experiência clínica tem mostrado que o BIS pode predizer uma resposta à incisão da pele durante a anestesia. Entretanto, o BIS não é independente da técnica anestésica usada. Há diferentes respostas, a depender do hipnótico e analgésico empregado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Monitoring the "depth" of anesthesia is a complex process. Most approaches to monitoring anesthetic adequacy involve EEG waves or, more recently, some EEG processed form. Bispectral analysis is a method which allows for EEG analysis in different frequency phases. CONTENTS: Processed EEG starts with the digitalization of the EEG signal. The digitized EEG can then be mathematically transformed by a process known as Fourier analysis, which divides the complex EEG signal in a number of sine wave components, that is, in each portion of different amplitude, but whose sum corresponds to the original EEG waveform. Many parameters are derived from this method. Bispectral index, or simply BIS (100 = awaken to 0= EEG isoelectric) is derived from the best parameters (e.g. spectral edge frequency, median frequency and burst suppression) which are evaluated by statistical analysis. CONCLUSIONS: Clinical experience has shown that BIS may predict a response to skin incision during anesthesia. However, BIS is not independent of the anesthetic technique. There are different responses depending on which hypnotics or analgesics are used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La supervisión de la profundidad de la hipnosis y de la anestesia es un acto complejo. La mayoría de las propuestas para supervisar los niveles adecuados de la hipnosis, durante la anestesia, envuelven el EEG usando las ondas del EEG, o más recientemente, usando la forma procesada. La análisis bispectral es el método que permite analizar el EEG en las diferentes fases de frecuencias. CONTENIDO: El EEG procesado es iniciado con la conversión del señal de EEG para la forma digital. El EEG digitalizado puede ser matemáticamente transformado por el proceso conocido como análisis de Fourier, que separa el complejo señal del EEG en varios componentes de la onda, o sea, en cada porción de diferentes amplitudes, mas, cuja suma, corresponde a la forma original de la onda. Con el empleo de este método surgen varios parámetros. El Índice Bispectral, o simplemente BIS (100-acordado hasta 0- isoeléctrico) es derivado de los mejores parámetros (p.ej.: frecuencia de la borda spectral, frecuencia mediana y el "burst supression" o surto de supresión) que fueron evaluados a través de análisis estadística. CONCLUSIONES: La experiencia clínica ha mostrado que el BIS puede predecir una respuesta a la incisión de la piel durante la anestesia. Entretanto, el BIS no es independiente de la técnica anestésica usada. Hay diferentes respuestas, a depender del hipnótico y analgésico utilizado. <![CDATA[<b>Bioethical dilemmas in anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As relações da sociedade humana com o universo e a aplicação de novos conceitos éticos estudados por filósofos, fundamentalmente para acompanhar a evolução das ciências biomédicas, originaram a Bioética. O objetivo é tratar dos avanços nas relações humanas entre médicos e pacientes, propostos pelos princípios bioéticos em adição aos tradicionais princípios hipocráticos, aqui discutidos no particular da prática desta ciência fascinante a Anestesiologia. O presente trabalho visa estimular e aprofundar as discussões bioéticas na área da Anestesiologia. CONTEÚDO: São discutidos os limites entre o ato médico benevolente e não-maleficente, indissociavelmente comprometido com o bem-estar do paciente, os benefícios da conduta médica paternalista, visando à preservação da saúde e da vida, e do outro lado, o respeito à autonomia do cidadão-doente, potencial paciente, e o seu direito ao consentimento livre, renovável, revogável e plenamente esclarecido para quaisquer atos médicos. CONCLUSÕES: Com base no quanto é apresentado no presente trabalho o anestesiologista deve sempre decidir beneficentemente em defesa da saúde do indivíduo e da sacralidade da vida, entendendo os limites entre a autonomia do paciente e o direito do médico aplicar tratamento arbitrário à revelia da vontade daquele, em obediência aos princípios da beneficência e da não-maleficência, disponibilizando os benefícios da ciência médica (justiça) em favor da vida, posto que, em anestesia muitas vezes, há um limite incompreensivelmente tênue entre vida e morte.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Relations of human society with the universe and the application of ethical concepts studied by philosophers to follow the evolution of biomedical sciences gave birth to Bioethics. The aim is to deal with advances in physician-patients relationships proposed by bioethical principles in addition to traditional Hippocratic principles. This study aimed at encouraging and deepening bioethical discussions in anesthesiology. CONTENT: The essay discusses limits between benevolent and non-maleficent medical acts deeply involved with patients well-being, the benefits of a paternalist medical approach aimed at preserving health and life and the respect for ill people, potential patients, and their right to free, renewable, revocable and thoroughly informed consent for any medical act. CONCLUSIONS: Based on what is here presented, the anesthesiologist should always decide beneficially to protect individual health and the sacred right of life, understanding the limits between patients' autonomy and the physician's right to administer arbitrary treatment regardless of patients' will, in compliance with beneficence and non-maleficence principles by making available the benefits of medical science (justice) in favor of life since very often in anesthesia there is an unintelligibly subtle limit between life and death.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las relaciones de la sociedad humana con el universo y la aplicación de nuevos conceptos éticos estudiados por filósofos, fundamentalmente para acompañar la evolución de las ciencias biomédicas, originaran la Bioética. El objetivo es tratar de los avanzos en las relaciones humanas entre médicos y pacientes, propuestos por los principios bioéticos en adición a los tradicionales principios hipocráticos aquí discutidos, en particular de la práctica de esta ciencia fascinante, la Anestesiología. El presente trabajo visa estimular y aprofundar las discusiones bioéticas en la área de la Anestesiología. CONTENIDO: Se discuten los límites entre el acto médico benevolente y no-maleficente, indisociablemente comprometido con el bienestar del paciente, los beneficios de la conducta médica paternalista, visando la preservación de la salud y de la vida, y del otro lado, el respeto a la autonomía del ciudadano-enfermo, potencial paciente, y su derecho al consentimiento libre, renovable, revocable y plenamente esclarecido para cualquier acto médico. CONCLUSIONES: Con base en lo que es presentado en este trabajo, el anestesista debe siempre decidir beneficientemente en defensa de la salud del individuo y de la sacralidad de la vida, entendiendo los límites entre la autonomía del paciente y el derecho del médico a aplicar tratamiento arbitrario a rebeldía de la voluntad de aquel, en obediencia a los principios de la beneficencia y de la no-maleficencia, poniendo en disponibilidad los beneficios de la ciencia médica (justicia) en favor de la vida, puesto que, en anestesia muchas veces, hay un límite incomprensiblemente tenue entre vida y muerte. <![CDATA[<b>Beta-blockers in anesthesiology</b>: <b>clinical and pharmacological aspects</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Informações experimentais e clínicas têm sugerido que os b-bloqueadores apresentam efeitos hemodinâmicos importantes e protetores durante o ato anestésico-cirúrgico. O objetivo deste trabalho é revisar as informações farmacológicas e clínicas dos b-bloqueadores para sua utilização adequada na medicina per-operatória. CONTEÚDO: Os b-bloqueadores seletivos inibem preferencialmente os b1-receptores reduzindo a freqüência e inotropismo cardíacos e determinando redução no consumo de oxigênio do miocárdio. Os b-bloqueadores não seletivos inibem também os b2-receptores, aumentando a resistência bronquiolar e vascular periférica. Alguns b-bloqueadores são, também, vasodilatadores. O tratamento prolongado com os b-bloqueadores aumenta a densidade dos b-receptores na membrana celular, o que pode explicar a hiperatividade simpática que pode ocorrer durante a parada do tratamento desses medicamentos. Em cirurgia não cardíaca, os efeitos benéficos do b-bloqueadores em pacientes hipertensos ou nos que apresentam doença coronariana têm sido demonstrados, com redução da incidência de isquemia miocárdica no pós-operatório e da mortalidade durante o período de dois anos que se segue à operação. CONCLUSÕES: O tratamento com b-bloqueadores deve ser mantido até o período da manhã da operação, exceto nos pacientes com sinais de intolerância à droga, como hipotensão ou bradicardia importante. Os b-bloqueadores exercem efeito benéfico na recuperação pós-operatória de pacientes com doenças cardiovasculares ou nos que apresentam fatores de risco. Por isso, o emprego desses medicamentos é importante na medicina per-operatória e deve ser ampliado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Experimental and clinical data have suggested b-blockers protective hemodynamic effects during anesthesia and surgery. This study aimed at reviewing pharmacological and clinical information needed to prescribe b-blockers in perioperative medicine. CONTENTS: Selective b-blockers inhibit preferentially b1-receptors, decreasing heart rate and inotropism leading to less myocardial oxygen consumption. Non-selective b-blockers also inhibit b2-receptors, increasing bronchial and peripheral vascular resistance. Some b-blockers are also vasodilators. Prolonged treatment with b-blockers increases cell membrane b-receptors density, which may explain sympathetic hyperactivity observed during treatment interruption. In non-cardiac surgeries, beneficial effects of b-blockers have been observed in hypertensive patients and in patients with coronary artery disease, with a decrease in postoperative myocardial ischemia and overall two-year mortality. CONCLUSIONS: Continued administration of b-blockers until anesthesia induction has been encouraged except in patients with signs of intolerance such as hypotension or significant bradycardia. b-blockers have been shown to have beneficial effects on postoperative outcomes in patients with cardiovascular disease or risk factors. Hence, their more widespread use in perioperative medicine is encouraged.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Informaciones experimentales y clínicas han sugerido que os b-bloqueadores presentan efectos hemodinámicos importantes y protectores durante el acto anestésico-cirúgico. El objetivo de este trabajo es revisar las Informaciones farmacológicas y clínicas de los b-bloqueadores para su utilización adecuada en la medicina per-operatoria. CONTENIDO: Los b-bloqueadores selectivos inhiben preferencialmente los b1-receptores reduciendo la frecuencia e inotropismo cardíacos y determinando reducción en el consumo de oxígeno del miocardio. Los b-bloqueadores no selectivos inhiben también los b2-receptores, aumentando la resistencia bronquiolar y vascular periférica. Algunos b-bloqueadores son, también, vasodilatadores. El tratamiento prolongado con los b-bloqueadores aumenta la densidad de los b-receptores en la membrana celular, lo que puede explicar la hiperatividad simpática que puede ocurrir durante la parada del tratamiento de eses medicamentos. En cirugía no cardíaca, han sido demostrados los efectos benéficos de los b-bloqueadores en pacientes hipertensos o en los que presentan enfermedad coronariana, con reducción de la incidencia de isquemia miocárdica en el pós-operatorio y de la mortalidad durante el período de dos años que se siguen a la operación. CONCLUSIONES: El tratamiento con b-bloqueadores debe ser mantenido hasta el período de la mañana de la operación, excepto en los pacientes con señales de intolerancia a la droga, como hipotensión o bradicardia importante. Los b-bloqueadores ejercen efecto benéfico en la recuperación pós-operatoria de pacientes con enfermedades cardiovasculares o en los que presentan factores de riesgo. Por eso, el empleo de esos medicamentos es importante en la medicina per-operatoria y debe ser ampliado. <![CDATA[<b>Preemptive analgesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942001000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O controle da dor pós-operatória tem sido muito investigado nas últimas décadas, quando se verificou que a analgesia pós-operatória era inadequada. O termo "preemptiva" implica em uma forma de analgesia que, iniciada antes do estímulo doloroso ser gerado, previne ou diminui a dor subseqüente. Este estudo tem como objetivo uma atualização sobre analgesia preemptiva possibilitando novas alternativas para o tratamento da dor pós-operatória. CONTEÚDO: A analgesia preemptiva foi recomendada para prevenir a dor causada por mudanças no sistema nervoso central durante o ato operatório, devido à não supressão da condução do estímulo doloroso para o encéfalo. Vários estudos tanto laboratoriais como clínicos têm sido realizados com o intuito de demonstrar efeito preemptivo de métodos de analgesia, porém os resultados ainda são discutíveis e conflitantes. CONCLUSÕES: Apesar de existir algumas evidências clínicas do efeito da analgesia preemptiva, há necessidade de mais estudos para elucidar o real valor desse tipo de analgesia no controle da dor pós-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postoperative pain control started to be more investigated in the last decade, when it has been observed that postoperative analgesia was inadequate. The word preemptive implies a type of analgesia which, induced before pain stimulation, prevents or minimizes subsequent pain. This study is an update on preemptive analgesia and provides new alternatives for postoperative pain relief. CONTENTS: Preemptive analgesia is recommended to prevent pain caused by central nervous system changes during surgery in consequence of the non-suppression of painful stimuli conduction to the brain. Many experimental studies in animals and humans have been performed to show a preemptive effect, but results are still unclear. CONCLUSIONS: Although some clinical evidences of the effects of preemptive analgesia, more studies are needed to determine the real value of this type of analgesia in controlling postoperative pain.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El control del dolor pós-operatorio ha sido muy investigado en las últimas décadas, cuando se verificó que la analgesia pós-operatoria era inadecuada. El término "preemptiva" implica en una forma de analgesia que, iniciada antes del estímulo doloroso ser generado, previene o diminuye el dolor subsecuente. Este estudio tiene como objetivo una actualización sobre analgesia preemptiva posibilitando nuevas alternativas para el tratamiento del dolor pós-operatorio. CONTENIDO: La analgesia preemptiva fue recomendada para prevenir el dolor causado por cambios en el sistema nervioso central durante el acto operatorio, debido a la no supresión de la conducción del estímulo doloroso para el encéfalo. Varios estudios tanto laboratoriales como clínicos han sido realizados con el intento de demostrar efecto preemptivo de métodos de analgesia, sin embargo los resultados aun son discutibles y conflictantes. CONCLUSIONES: A pesar de existir algunas evidencias clínicas del efecto de la analgesia preemptiva, hay necesidad de más estudios para elucidar el real valor de ese tipo de analgesia en el control del dolor pós-operatorio.