Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420020004&lang=en vol. 52 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Remifentanil associated to propofol or sevoflurane for videolaparoscopic cholecystectomy</B>: <B>a comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Técnicas de anestesia venosa, inalatória ou combinadas têm sido utilizadas para colecistectomias por videolaparoscopia. O objetivo deste estudo foi comparar o emprego de remifentanil associado ao propofol ou sevoflurano em relação aos parâmetros hemodinâmicos, a recuperação da anestesia e aos efeitos colaterais. MÉTODO: Foram estudados 40 pacientes, divididos em 2 grupos: Grupo 1 (G1) - Indução com propofol em concentração plasmática alvo-controlada de 3 µg.ml-1 e remifentanil na dose de 0,3 µg.kg-1.min-1 em bomba de infusão. Atracúrio (0,5 mg.kg-1) foi administrado para a intubação traqueal. A anestesia foi mantida com propofol em infusão alvo-controlada de 2,5 a 3 µg.ml-1 e oxigênio a 100%, e remifentanil em infusão contínua (0,3 µg.kg-1.min-1). Grupo 2 (G2) - Indução com sevoflurano na concentração de 6% e oxigênio a 100% com fluxo de 4 L.min-1 e remifentanil na dose de 0,3 µg.kg-1.min-1, em bomba de infusão. Após a perda da consciência, a concentração de sevoflurano foi reduzida para 2% com fluxo de oxigênio de 2 L.min-1; da mesma forma que o G1, foi administrado atracúrio na dose de 0,5 mg.kg-1. A infusão de remifentanil foi mantida durante toda a cirurgia na dose de 0,3 µg.kg-1.min-1. A média da freqüência cardíaca (FC), e das pressões arteriais sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM) foram medidas nos seguintes momentos: M1, antes da indução anestésica; M2, 1 minuto antes da IOT; M3, 1 minuto após IOT; M4, 5 minutos após IOT; M5, 5 minutos após a incisão cirúrgica; M6 e M7,10 e 30 minutos, respectivamente, após o pneumoperitônio. Após o término do procedimento foram analisados os tempos, em minutos, para abertura ocular, ventilação espontânea, extubação, fala do nome completo e o apertar de mão do anestesiologista, sob comando. Também foram estudadas a freqüência do uso de atropina e efedrina e a ocorrência de náuseas, vômitos e dor. RESULTADOS: As alterações hemodinâmicas (PAS, PAD, PAM e FC) e o despertar dos pacientes não tiveram diferenças significativas entre os grupos. O uso de efedrina e atropina foram semelhantes. Entre as complicações somente os vômitos tiveram maior incidência no Grupo 2. CONCLUSÕES: Ambas as técnicas promoveram diminuição da pressão arterial e da freqüência cardíaca. A recuperação anestésica é semelhante para as duas técnicas. A incidência de vômitos é maior quando o remifentanil foi associado ao sevoflurano.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Different intravenous, inhalational or combined anesthetic techniques have been used for videolaparoscopic cholecystectomy. This study aimed at comparing hemodynamic parameters, anesthetic recovery and side-effects of remifentanil associated to propofol or sevoflurane. METHODS: Participated in this study 40 patients, who were divided in two groups: Group 1 (G1) - induced with 3 µg.ml-1 propofol and a 0.3 µg.kg-1.min-1 remifentanil infusion. Atracurium (0.5 mg.kg-1) was administered for tracheal intubation. Anesthesia was maintained with 2.5 to 3 µg.ml-1 propofol in target controlled infusion and 100% oxygen, and remifentanil by continuous infusion (0.3 µg.kg-1.min-1); Group 2 (G2) - induced with 6% sevoflurane and 100% oxygen at a 4 L.min-1 flow and a 0.3 µg.kg-1.min-1 remifentanil infusion. After loss of consciousness, sevoflurane concentration was decreased to 2% with a 2 L.min-1 oxygen flow. Similarly to G1, 0.5 mg.kg-1 atracurium was administered. A 0.3 µg.kg-1.min-1 remifentanil infusion was maintained throughout the surgery. Mean heart rate (HR) and systolic (SBP) and diastolic (DBP) blood pressure were measured in the following moments: M1, before anesthetic induction; M2, 1 minute before TI; M3, 1 minute after TI; M4, 5 minutes after TI; M5, 5 minutes after incision; M6 and M7, 10 and 30 minutes after pneumoperitoneum, respectively. After surgery, the time for eye opening, spontaneous ventilation, extubation, saying the complete name and anesthesiologist’s hand shaking under verbal command were measured in minutes: Atropine and ephedrine requirements, incidence of nausea, vomiting and pain were also evaluated. RESULTS: Hemodynamic changes (SBP, DBP, MBP and HR) and patients’ emergence time were not significantly different between groups. There were similar ephedrine and atropine requirements. Among complications only vomiting was higher incidence in group 2. CONCLUSIONS: Both techniques decrease blood pressure and heart rate. Anesthetic recovery was similar for both techniques. A higher incidence of vomiting was observed when remifentanil was associated to sevoflurane.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Técnicas de anestesia venosa, inhalatoria o combinadas han sido utilizadas para colecistectomias por videolaparoscopia. El objetivo de este estudio fue comparar la utilización de remifentanil asociado al propofol o sevoflurano con relación a los parámetros hemodinámicos, la recuperación de la anestesia y a los efectos colaterales. MÉTODO: Fueron estudiados 40 pacientes, divididos en 2 grupos: Grupo 1 (G1) - Inducción con propofol en concen:tración plasmática alvo-controlada de 3 µg.ml-1 y remifentanil en la dosis de 0,3 µg.kg-¹.min-¹ en bomba de infusión. Atracúrio (0,5 mg.kg-1) fue administrado para la intubación traqueal. La anestesia fue mantenida con propofol en infusión alvo-controlada de 2,5 a 3 µg.ml-1 y oxígeno a 100%, y remifentanil en infusión continua (0,3 µg.kg-1.min-1). Grupo 2 (G2) - Inducción con sevoflurano en la concentración de 6% y oxígeno a 100% con flujo de 4 L.min-1 y remifentanil en la dosis de 0,3 µg.kg-1.min-1, en bomba de infusión. Después de la perdida de la consciencia, la concentración de sevoflurano fue reducida para 2% con flujo de oxígeno de 2 L.min-1; de la misma forma que el G1, fue administrado atracúrio en la dosis de 0,5 mg.kg-1. La infusión de remifentanil fue mantenida durante toda la cirugía en la dosis de 0,3 µg.kg-1.min-1. La media de la frecuencia cardíaca (FC), y de las presiones arteriales sistólicas (PAS), diastólica (PAD) y media (PAM) fueron medidas en los siguientes momentos: M1, antes de la inducción anestésica; M2, 1 minuto antes de la IOT; M3, 1 minuto después IOT; M4, 5 minutos después IOT; M5, 5 minutos después de la incisión quirúrgica; M6 y M7,10 y 30 minutos, respectivamente, después el pneumoperitonio. Después del término del procedimiento fueron analizados los tiempos, en minutos, para abertura ocular, ventilación espontanea, extubación, hablar el nombre completo y el aprieto de la mano del anestesiologista, sobre comando. También fueron estudiada la frecuencia del uso de atropina y efedrina y la ocurrencia de náuseas, vómitos y dolor. RESULTADOS: Las alteraciones hemodinámicas (PAS, PAD, PAM y FC) y el despertar de los pacientes no tuvieron diferencias significativas entre los grupos. El uso de efedrina y atropina fueron semejantes. Entre las complicaciones solamente los vómitos tuvieron mayor incidencia en el Grupo 2. CONCLUSIONES: Ambas técnicas promovieron diminución de la presión arterial y de la frecuencia cardíaca. La recuperación anestésica es semejante para las dos técnicas. La incidencia de vómitos es mayor cuando el remifentanil fue asociado al sevoflurano. <![CDATA[<B>Efficacy of propofol and propofol plus dexamethasone in controlling postoperative nausea and vomiting of gynecologic laparoscopy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A laparoscopia ginecológica é procedimento que determina alta incidência de náusea e vômito no pós-operatório. Este estudo teve por finalidade comparar a eficácia do propofol isoladamente ou em associação com a dexametasona na prevenção de náusea e vômito em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica. MÉTODO: Participaram do estudo 40 pacientes, estado físico ASA I e II, com idades entre 18 e 46 anos, sem queixas gástricas prévias, submetidas à laparoscopia para diagnóstico ou cirurgia. As pacientes foram divididas em 2 grupos: o grupo 1 recebeu (solução fisiológica 2 ml) e o grupo 2 dexametasona (8 mg), por via venosa antes da indução da anestesia. Todas as pacientes receberam midazolam (7,5 mg) por via oral como medicação pré-anestésica, sufentanil (0,5 µg.kg-1), propofol em infusão contínua para indução e manutenção da anestesia (BIS - 60) e N2O/O2 em fração inspirada de O2 a 40% e atracúrio (0,5 mg.kg-1) como bloqueador neuromuscular. A analgesia pós-operatória foi realizada com cetoprofeno (100 mg) e buscopam composto ®.As pacientes fora avaliadas na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e na enfermaria 1, 2, 3 e 12 horas após a alta da SRPA. RESULTADOS: Ambos os grupos foram idênticos quanto aos dados antropométricos e à duração da cirurgia e da anestesia. No grupo 1 (n = 20) uma paciente apresentou náusea na SRPA e na enfermaria e três pacientes vomitaram na enfermaria. No grupo 2 (n = 20) nenhuma paciente apresentou náusea ou vômito durante o período de observação clínica, resultados estatisticamente não significativos. CONCLUSÕES: O propofol isoladamente ou associado à dexametasona foi eficaz na prevenção de náusea e vômito no pós-operatório de pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Gynecological laparoscopy is a procedure associated to a high incidence of postoperative nausea and vomiting (PONV). This study aimed at comparing the efficacy of propofol or propofol plus dexamethasone in preventing PONV in patients submitted to gynecological laparoscopy. METHODS: Forty female patients, physical status ASA I and II, aged 18 to 46 years, with no previous gastric complaint, undergoing diagnostic or surgical laparoscopy were randomly distri- buted in 2 groups: Group 1 - patients were given 2 ml IV saline solution, while Group 2 was given intravenous dexamethasone (8 mg), before anesthetic induction. All patients were premedicated with oral midazolam (7.5 mg) and induced with sufentanil (0.5 µg.kg-1) and propofol targed controlled infusion (BIS 60), with N2O/O2 (F I O2=0.4) for maintenance. Neuromuscular block was obtained with atracurium (0.5 mg.kg-1). Postoperative analgesia consisted of ketoprofen (100 mg) and butyl-eschopolamine plus dipirone. Patients were evaluated in the PACU and in the ward after 1, 2, 3 and 12 hours after PACU discharge. RESULTS: Both groups were identical regarding demographics data as well as surgery and anesthesia duration. One Group 1 patient referred nausea in postanesthetic care unit and in the ward, and 3 patients referred vomiting in the ward. In Group 2, no patient referred nausea and vomiting, but the difference was not statistically significant. CONCLUSIONS: Propofol or propofol plus dexamethasone were efficient in preventing PONV in patients submitted to gynecological laparoscopy.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La laparoscopia ginecológica es un procedimiento que determina alta incidencia de náusea y vómito en el pós-operatorio. Este estudio tuvo por finalidad comparar la eficacia del propofol aisladamente o en asociación con la dexametasona en la prevención de náusea y vómito en pacientes sometidas a laparoscopia ginecológica. MÉTODO: Participaron del estudio 40 pacientes, estado físico ASA I y II, con edades entre 18 y 46 años, sin quejas gástricas previas, sometidas a laparoscopia para diagnóstico o cirugía. Las pacientes fueron divididas en 2 grupos: el grupo 1 recibió (solución fisiológica 2 ml) y el grupo 2 dexametasona (8 mg), por vía venosa antes de la inducción de la anestesia. Todas las pacientes recibieron midazolam (7,5 mg) por vía oral como medicación pré-anestésica, sufentanil (0,5 µg.kg-1), propofol en infusión continua para inducción y manutención de la anestesia (BIS - 60) y N2O/O2 en fracción inspirada de O2 a 40% y atracúrio (0,5 mg.kg-1) como bloqueador neuromuscular. La analgesia pós-operatoria fue realizada con cetoprofeno (100 mg) y buscopan compuesto ®. Las pacientes fueron evaluadas en la sala de recuperación pós-anestésica (SRPA) y en la enfermaría 1 h, 2 h 3 h y 12 h después del alta de la SRPA. RESULTADOS: Ambos grupos fueron idénticos cuanto a los datos antropométricos y a la duración de la cirugía y de la anestesia. En el grupo 1 (n=20) una paciente presentó náusea en la SRPA y en la enfermaría y tres pacientes vomitaron en la enfermaría. En el grupo 2 (n=20) ninguna paciente presentó náusea o vómito durante el período de observación clínica, resultados estadísticamente no significativos. CONCLUSIONES: El propofol aisladamente o asociado a la dexametasona fue eficaz en la prevención de náusea y vómito en el pós-operatorio de pacientes sometidas a laparoscopia ginecológica. <![CDATA[<B>Isobaric 0.5% bupivacaine for spinal anesthesia in pediatric outpatient surgery of 6 to 12 year old children</B>: <B>a prospective study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Em crianças, a raquianestesia produz profunda analgesia e, quando combinada com anestesia geral, reduz a necessidade dos agentes anestésicos e opióides. O objetivo deste estudo prospectivo foi avaliar as características clínicas da raquianestesia com bupivacaína a 0,5% racêmica em 40 crianças, com idades entre 6 e 12 anos. MÉTODO: Participaram do estudo prospectivo 40 crianças com idades entre 6 e 12 anos, submetidas à raquianestesia com bupivacaína a 0,5% isobárica, na dose de 0,5 mg.kg-1. Foram avaliados os seguintes parâmetros: latência da analgesia, bloqueio motor, duração dos efeitos, dispersão cranial da analgesia, alterações cardiovasculares, cefaléia, sintomas neurológicos transitórios. RESULTADOS: O tempo de latência foi de 2,60 ± 1,28 minutos. A duração da analgesia foi de 4,51 ± 0,89 h. O tempo para a deambulação foi de 4,04 ± 0,83 h. O tempo de permanência na SRPA foi de 44,39 ± 43,13 minutos. A duração do bloqueio motor foi de 2,50 ± 0,83 h. O nível sensitivo do bloqueio variou entre T9 e T4 (Moda=T6). O início do bloqueio motor foi menor que três minutos em todas as crianças. Logo no início da cirurgia, todos os pacientes apresentaram bloqueio motor grau 3 (escala modificada de Bromage). Setenta porcento dos pacientes apresentaram bloqueio motor graus 3 ou 2 no final da cirurgia. Não foi observada dessaturação ou hipotensão arterial. Bradicardia foi observada em dois pacientes. Ocorreu uma falha. Cefaléia e SNT não foram observadas. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo a bupivacaína a 0,5% isobárica produziu anestesia segura em pacientes de 6 a 12 anos em regime ambulatorial, com alto índice de sucesso, bloqueio motor de duração intermediária e baixa incidência de efeitos colaterais. Os resultados mostraram que a raquianestesia é segura e facilmente realizável em crianças de 6 a 12 anos em regime ambulatorial.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal anesthesia produces deep intra-operative analgesia in children and, when combined with general anesthesia, decreases perioperative anesthetics and opioids requirements. This prospective study aimed at evaluating clinical characteristics of spinal anesthesia with 0.5% racemic bupivacaine in 40 children, aged 6 to 12 years. METHODS: Participated in this prospective study, 40 patients aged 6 to 12 years submitted to spinal anesthesia with 0.5 mg.kg-1 of 0.5% plain bupivacaine. The following parameters were evaluated: onset of analgesia, motor block, duration of effects, level of cephalad spread, cardiovascular changes, headache and transient neurological symptoms. RESULTS: Onset time was 2.60 ±1.28 min. Analgesia duration was 4.51 ± 0.89 h. Time for ambulation was 4.04 ± 0.83 h. PACU stay was 44.39 ± 43.13 min. Motor block duration was 2.50 ± 0.83 h. Sensory block level varied from T9 to T4 (Mode=T6). Motor block onset was less than three minutes in all children. All of them presented motor block grade 3 (modified Bromage Score) at the beginning of the surgery. Over 70% of all patients recovered to motor block 3 or 2 at surgery completion. No patient showed oxygen desaturation or arterial hypotension. Bradycardia was observed in two patients. There has been one motor block failure. There were no PDPH or transient neurological symptoms. CONCLUSIONS: In our study, 0.5% isobaric bupivacaine induced a safe anesthesia in patients aged 6 to 12 years in outpatient procedures, with a high success rate, short-lived motor block and a low incidence of side effects. Our results have shown that spinal anesthesia is a safe and very easy technique for children between 6 and 12 years of age for outpatient procedures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En niños, la raquianestesia produce profunda analgesia y, cuando combinada con anestesia general, reduce la necesidad de los agentes anestésicos y de los opioides. El objetivo de este estudio prospectivo fue evaluar las características clínicas de la raquianestesia con bupivacaína a 0,5% racémica en 40 niños, con edades entre 6 e 12 años. MÉTODO: Participaron del estudio prospectivo 40 niños con edades entre seis y 12 años, sometidos a raquianestesia con bupivacaína a 0,5% isobárica, en la dosis de 0,5 mg.kg-1. Fueron evaluados los siguientes parámetros: latencia de la analgesia, bloqueo motor, duración de los efectos, dispersión craneal de la analgesia, alteraciones cardiovasculares, cefalea, síntomas neurológicos transitorios. RESULTADOS: El tiempo de latencia fue de 2,60 ± 1,28 minutos. La duración de la analgesia fue de 4,51 ± 0,89 h. El tiempo para la deambulación fue de 4,04 ± 0,83 h. El tiempo de permanencia en la SRPA fue de 44,39 ± 43,13 minutos. La duración del bloqueo motor fue de 2,50 ± 0,83 h. El nivel sensitivo del bloqueo varió entre T9 y T4 (Moda=T6). El inicio del bloqueo motor fue menor que tres minutos en todos los niños. Luego en el inicio de la cirugía, todos los pacientes presentaron bloqueo motor grado 3 (escala modificada de Bromage). Setenta por ciento de los pacientes presentaron bloqueo motor grados 3 ó 2 en el final de la cirugía. No fue observada desaturación o hipotensión arterial. Bradicardia fue observada en dos pacientes. Ocurrió una falla. Cefalea y SNT no fueron observadas. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio la bupivacaína a 0,5% isobárica produjo anestesia segura en pacientes de 6 a 12 años en régimen ambulatorial, con alto índice de suceso, bloqueo motor de duración intermediaria y baja incidencia de efectos colaterales. Los resultados mostraron que la raquianestesia es segura y fácilmente realizable en niños de 6 a 12 años en régimen ambulatorial. <![CDATA[<B>Clinical evaluation of clonidine associated to ropivacaine for epidural anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os efeitos e o potencial sinergismo entre a clonidina, um agonista alfa2-adrenérgico, e a ropivacaína ainda não foram estudados em pacientes sob anestesia peridural. O objetivo da pesquisa foi estudar os efeitos da associação da clonidina com a ropivacaína, nas características do bloqueio peridural. MÉTODO: Participaram do estudo duplamente encoberto, 60 pacientes distribuídos em dois grupos de 30 pacientes. No grupo G controle, foi usada apenas a ropivacaína a 0,75% (150 mg) na anestesia peridural; no grupo G clonidina, foram utilizadas clonidina (300 µg) e ropivacaína a 0,75% (150 mg) na anestesia peridural. Foram analisados os seguintes atributos: bloqueio analgésico completo (tempo de latência), instalação do bloqueio motor, duração dos bloqueios analgésico e motor, nível máximo do bloqueio analgésico, nível de consciência, necessidade de analgesia e sedação complementar no per-operatório, ocorrência de hipotensão arterial no per e pós-operatórios, intensidade da dor pós-operatória, duração da analgesia e efeitos colaterais. RESULTADOS: A clonidina (300 µg), por via peridural, não influenciou a latência (p > 0,05); porém prolongou a duração dos bloqueios analgésico e motor (p < 0,0001) e a analgesia pós-operatória (p < 0,001). A proporção de hipotensão arterial foi pequena e semelhante entre os grupos, mas houve maior incidência de bradicardia (p < 0,02) e sedação (p < 0,001) no grupo que utilizou a clonidina. A incidência de tremores foi menor no grupo da clonidina (p < 0,001). CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo e nas doses empregadas, pode-se concluir que há sinergismo evidente entre a clonidina e a ropivacaína na anestesia peridural. A clonidina aumenta a duração dos bloqueios analgésico e motor da anestesia peridural com a ropivacaína e prolonga a analgesia pós-operatória. A clonidina apresenta como vantagens adicionais, o aumento da sedação dos pacientes e a redução na incidência de tremores, mas aumenta a ocorrência de bradicardia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Clinical effects and the potential synergism between clonidine, an alpha2-adrenergic agonist, and ropivacaine have not been studied in patients undergoing epidural anesthesia. This research aimed at clinically evaluating clonidine associated to ropivacaine for epidural anesthesia. METHODS: Participated in this double-blind study 60 patients of both genders who were distributed in two groups: G control = epidural 0.75% ropivacaine (150 mg); G clonidine = epidural 0.75% ropivacaine (150 mg) plus clonidine (300 µg). The following parameters were studied: total analgesic block (onset time), motor block onset, analgesic and motor block duration, upper level of analgesia, consciousness level, need for intraoperative analgesia and supplemental sedation, peri and postoperative arterial hypotension, intensity of postoperative pain, analgesia duration, and side-effects. RESULTS: Epidural clonidine (300 µg) had not affected onset (p > 0.05) but has prolonged sensory and motor block duration (p < 0.0001) and postoperative analgesia (p > 0.001). Arterial hypotension rate was the same for both groups, but the incidence of bradycardia and sedation was higher in the clonidine group (p < 0.02 and p < 0.001 respectively). Shivering was more common in the control group (p < 0.001). CONCLUSIONS: In the conditions of our study, there has been a clear synergism between epidural clonidine and ropivacaine. Clonidine increases sensory and motor block duration during epidural anesthesia with ropivacaine and prolongs postoperative analgesia. Additional advantages of clonidine are increased sedation and decreased shivering, but its drawback is to increase the incidence of bradycardia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los efectos y el potencial sinergismo entre la clonidina, un agonista alfa2-adrenérgico, y la ropivacaína aun no fueron estudiados en pacientes bajo anestesia peridural. El objetivo de la pesquisa fue estudiar los efectos de la asociación de la clonidina con la ropivacaína, en las características de bloqueo peridural. MÉTODO: Participaron del estudio duplamente encubierto, 60 pacientes distribuidos en dos grupos de 30 pacientes. En el grupo G control, fue usada apenas la ropivacaína a 0,75% (150 mg) en la anestesia peridural; no grupo G clonidina, fueron utilizadas clonidina (300 µg) y ropivacaína a 0,75% (150 mg) en la anestesia peridural. Fueron analizados los siguientes atributos: bloqueo analgésico completo (tiempo de latencia), instalación del bloqueo motor, duración del bloqueos analgésico y motor, nivel máximo del bloqueo analgésico, nivel de conciencia, necesidad de analgesia y sedación complementar en el per-operatorio, ocurrencia de hipotensión arterial en el per y pós-operatorios, intensidad del dolor pós-operatorio, duración de la analgesia y efectos colaterales. RESULTADOS: La clonidina (300 µg), por vía peridural, no influenció la latencia (p > 0,05); más prolongó la duración de los bloqueos analgésico y motor (p < 0,0001) y la analgesia pós-operatoria (p < 0,001). La proporción de hipotensión arterial fue pequeña y semejante entre los grupos, más hubo mayor incidencia de bradicardia (p < 0,02) y sedación (p < 0,001) en el grupo que utilizó la clonidina. La incidencia de tremores fue menor en el grupo de la clonidina (p < 0,001). CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio y en las dosis utilizadas, puédese concluir que hay sinergismo evidente entre la clonidina y la ropivacaína en la anestesia peridural. La clonidina aumenta la duración de los bloqueos analgésico y motor de la anestesia peridural con la ropivacaína y prolonga la analgesia pós-operatoria. La clonidina presenta como ventajas adicionales, el aumento de sedación de los pacientes y la reducción en la incidencia de tremores, más aumenta la ocurrencia de bradicardia. <![CDATA[<B>Peribulbar block with the association of 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine</B>: <B>effects of hyaluronidase addition</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os benefícios da adição de hialuronidase ao anestésico local em bloqueio peribulbar permanecem controversos. Este estudo comparou os efeitos da hialuronidase sobre a acinesia dos músculos retos, elevador da pálpebra e orbicular do olho após a realização de bloqueio peribulbar com a associação da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2%. MÉTODO: Foram estudados 35 pacientes divididos em grupo 1, que recebeu uma combinação de iguais volumes de mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2% com adrenalina 5 µg.ml-1 e grupo 2, que recebeu a mesma solução anestésica adicionada de hialuronidase 50 UI.ml-1. A motilidade dos músculos retos, orbicular do olho e elevador da pálpebra foi avaliada 1, 5, 10 e 15 minutos após o bloqueio. RESULTADOS: Os escores de motilidade dos músculos extra-oculares diminuíram significativamente durante o período de observação, sem diferenças entre os grupos. Os percentuais de pacientes que apresentaram acinesia do globo ocular em cada momento do estudo não diferiram significativamente entre os grupos. Os escores de dor à injeção do anestésico local não diferiram entre os grupos. A anestesia cirúrgica foi satisfatória em todos os pacientes. CONCLUSÕES: Este estudo não demonstrou nenhum efeito da adição de hialuronidase na concentração de 50 UI.ml-1 sobre a acinesia dos músculos retos, elevador da pálpebra e orbicular do olho durante a instalação de bloqueio peribulbar realizado com a associação da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e lidocaína a 2% com adrenalina 5 µg.ml-1.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The benefits of adding hyaluronidase to local anesthetics for peribulbar blockade remain controversial. This study aimed at comparing the effects of hyaluronidase on the akinesia of rectis muscles, elevator muscle of upper eyelid and orbicular muscle of the eye after peribulbar blockade with 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine. METHODS: Participated in this study 35 adult patients, who were distributed in group 1, receiving a 1:1 association of 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine plus epinephrine (5 µg.ml-1), and group 2, receiving the same anesthetic solution with hyaluronidase (50 UI.ml-1). Motility of rectis muscles, elevator muscle of upper eyelid and orbicular muscle of the eye was evaluated at 1, 5, 10 and 15 minutes after blockade. RESULTS: Extraocular motility scores have significantly decreased during the observation period, without significant differences between groups. The percentage of patients with eyeball akinesia did not significantly differ between groups. Pain at local anesthetic injection site did not differ between groups. Surgical anesthesia was rated as satisfactory by all patients. CONCLUSIONS: This study could not show any effect of combining hyaluronidase (50 UI.ml-1) and the 1:1 association of 0.5% enantiomeric mixture of bupivacaine (S75-R25) and 2% lidocaine plus epinephrine (5 µg.ml-1) on the akinesia of rectis muscles, elevator muscle of upper eyelid and orbicular muscle of the eye.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los beneficios de la adición de hialuronidasa al anestésico local en bloqueo peribulbar permanecen en controversia. Este estudio comparó los efectos de la hialuronidasa sobre la acinesia de los músculos rectos, elevador de la pálpebra y orbicular del ojo después de la realización de bloqueo peribulbar con la asociación de la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2%. MÉTODO: Fueron estudiados 35 pacientes divididos en grupo 1, que recibió una combinación de iguales volúmenes de mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2% con adrenalina 5 µg.ml-1 y grupo 2, que recibió la misma solución anestésica adicionada de hialuronidasa 50 UI.ml-1. La motilidad de los músculos rectos, orbicular del ojo y elevador de la pálpebra fue evaluada 1, 5, 10 y 15 minutos después del bloqueo. RESULTADOS: Los escores de motilidad de los músculos extra-oculares diminuyeron significativamente durante el período de observación, sin diferencias entre los grupos. Los porcentuales de pacientes que presentaron acinesia del globo ocular en cada momento del estudio no diferiran significativamente entre los grupos. Los escores de dolor a la inyección del anestésico local no diferiran entre los grupos. La anestesia quirúrgica fue satisfactoria en todos los pacientes. CONCLUSIONES: Este estudio no demostró ningún efecto de la adición de hialuronidasa en la concentración de 50 UI.ml-1 sobre la acinesia de los músculos rectos, elevador de la pálpebra y orbicular del ojo durante la instalación de bloqueo peribulbar realizado con la asociación de la mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% y lidocaína a 2% con adrenalina 5 µg.ml-1. <![CDATA[<B>Comparison between sublingual nifedipine and intravenous clonidine to control perioperative arterial hypertension in cataract procedures</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudo recente mostra que a clonidina por via venosa apresenta-se eficaz e segura no tratamento de crises hipertensivas durante cirurgia de catarata. Este estudo visa comparar o uso de nifedipina, droga amplamente utilizada por via sublingual, e clonidina por via venosa no controle da hipertensão arterial em cirurgias de catarata. MÉTODO: Setenta e cinco pacientes submetidos à facectomia foram distribuídos de forma aleatória e encoberta em: Grupo A, que recebeu nifedipina e Grupos C2 e C3, que receberam, respectivamente, 2 e 3 µg.kg-1 de clonidina por via venosa. Todos os pacientes apresentavam hipertensão arterial (PAS > 170 mmHg ou PAD > 110 mmHg). As PAS, PAD e freqüência cardíaca (FC) foram medidas e comparadas nos momentos: 0 (antes do tratamento) e de 2 em 2 minutos até o final do procedimento. Os eventos adversos foram anotados. RESULTADOS: Após o tratamento ocorreram diminuições da PAS e PAD nos 3 grupos (p <0,001). Houve controle da pressão arterial (<160 mmHg) em 32%, 64% e 72% dos pacientes nos grupos A, C2 e C3, respectivamente (p < 0,05). No grupo C3 ocorreu maior incidência de efeitos colaterais que nos grupos C2 e A (p < 0,05). CONCLUSÕES:A clonidina por via venosa é mais eficaz que a nifedipina, por via sublingual, no controle de crises hipertensivas no peri-operatório de cirurgias de catarata. Contudo, a dose de 3 µg.kg-1 pode estar relacionada a efeitos colaterais, devendo-se iniciar o tratamento com 2 µg.kg-1.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: A recent study has shown that intravenous clonidine is effective and safe in treating perioperative arterial hypertension during cataract procedures. This study aimed at comparing sublingual nifedipine and intravenous clonidine to control arterial hypertension during cataract procedures. METHODS: Participated in this randomized double-blind study 75 patients submitted to facectomy, who were distributed in: Group A, receiving nifedipine and Groups C2 and C3, receiving 2 and 3 µg.kg-1 intravenous clonidine, respectively. All patients had arterial hypertension (SBP > 170 mmHg or DBP > 110 mmHg). SBP, DBP and HR were monitored and compared in moments 0 (before treatment), and at 2-minute intervals until the end of the procedure. Adverse events were recorded. RESULTS: There has been SBP and DBP decrease in all groups after treatment (p < 0.001). There has been blood pressure control (< 160 mmHg) in 32%, 64% and 72% of groups A, C2 and C3 patients, respectively (p < 0.05). Group C3 presented a higher incidence of side-effects, as compared to groups C2 and A (p < 0.05). CONCLUSIONS: Intravenous clonidine is more effective than sublingual nifedipine to control perioperative arterial hypertension during cataract extraction. However, the dose of 3 µg.kg-1 may be related to side-effects and treatment should be started with 2 µg.kg-1.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Estudio reciente muestra que la clonidina por vía venosa se presenta eficaz y segura en el tratamiento de crisis hipertensivas durante cirugía de catarata. Este estudio visa comparar el uso de nifedipina, droga ampliamente utilizada por vía sub-lingual, y clonidina por vía venosa en el control de la hipertensión en cirugías de catarata. MÉTODO: Setenta e cinco pacientes sometidos a facectomia fueron distribuidos de forma aleatoria y encubierta en: Grupo A, que recibió nifedipina y Grupos C2 y C3, que recibieron, respectivamente, 2 y 3 µg.kg-1 de clonidina por vía venosa. Todos los pacientes presentaban hipertensión arterial (PAS > 170 mmHg o PAD > 110 mmHg). Las PAS, PAD y frecuencia cardíaca (FC) fueron medidas y comparadas en los momentos: 0 (antes del tratamiento) y de 2 en 2 minutos hasta el final del procedimiento. Los eventos adversos fueron anotados. RESULTADOS: Después del tratamiento ocurrieron diminuciones de la PAS y PAD en los 3 grupos (p < 0,001). Hubo control de la presión arterial (<160 mmHg) en 32%, 64% y 72% de los pacientes en los grupos A, C2 y C3, respectivamente (p < 0,05). En el grupo C3 ocurrió mayor incidencia de efectos colaterales que en los grupos C2 y A (p < 0,05). CONCLUSIONES: La clonidina por vía venosa es más eficaz que la nifedipina, por vía sub-lingual, en el control de crisis hipertensivas en el peri-operatorio de cirugías de catarata. Sin embargo, la dosis de 3 µg.kg-1 puede estar relacionada a efectos colaterales, debiéndose iniciar el tratamiento con 2 µg.kg-1. <![CDATA[<B>Effects of rphedrine on cardiovascular and renal function of dogs anesthetized with sodium pentobarbital</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a perspectiva criada por algumas pesquisas de ações diferenciadas da efedrina sobre a função renal, dependendo da dose utilizada, e considerando-se as controvérsias ainda existentes a respeito dos seus efeitos sobre a função renal, esta pesquisa experimental tem como objetivo verificar se doses diferentes de efedrina determinam efeitos hemodinâmicos e renais diferenciados. MÉTODO: Em 32 cães anestesiados com pentobarbital sódico (PS), submetidos a preparação cirúrgica, cateterismo, monitorização, expansão do volume do fluido extracelular e respiração controlada, foi estudada a hemodinâmica cardiovascular e renal e a função renal. Os cães foram distribuídos aleatoriamente em quatro grupos: G controle (n = 8), com os cães permanecendo apenas sob o efeito do PS, G ef. 2 µg (n = 8), G ef. 10 µg (n = 8) e G ef. 100 µg (n = 8), com os cães recebendo efedrina nas doses respectivas de 2, 10 e 100 µg.kg-1.min-1. Os atributos cardiovasculares e renais foram estudados em 5 momentos: controle (M1 e M2), durante a infusão de efedrina (M3 e M4) e após a suspensão da infusão de efedrina (M5). RESULTADOS: Não houve diferença significante entre os grupos em relação aos atributos estudados. Em G ef. 2 µg houve aumento significante de freqüência cardíaca, fluxo sangüíneo aórtico, débito urinário e excreção fracionária de sódio. Em G ef. 10 µg houve aumento apenas da freqüência cardíaca e fração de filtração, enquanto em G ef. 100 µg ocorreu aumento de freqüência cardíaca, pressão arterial média, pressão venosa central, fluxo sangüíneo aórtico e hematócrito; por outro lado, ocorreu diminuição dos fluxos plasmático e sangüíneo renais e aumento da resistência vascular renal. CONCLUSÕES: A efedrina, dependendo da dose utilizada, apresenta ações hemodinâmicas e renais diferenciadas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Some studies have shown differentiated dose-dependent effects of ephedrine on cardiovascular and renal functions. This study aimed at verifying whether different ephedrine doses determine differentiated hemodynamic and renal effects. METHODS: Cardiovascular and renal hemodynamics and renal function were evaluated in 32 dogs anesthetized with sodium pentobarbital (SP) for surgical preparation, catheterization, extracellular fluid volume expansion and mechanical ventilation. Dogs were randomly distributed in four groups: G control (n = 8), in which dogs remained only under the effect of SP; G ephedrine 2 µg (n = 8); G ephedrine 10 µg (n = 8); and G ephedrine 100 µg (n = 8), in which dogs received 2, 10, and 100 µg.kg-1.min-1 ephedrine, respectively. Cardiovascular and renal parameters were studied at control (M1 and M2), during ephedrine infusion (M3 and M4) and after ephedrine infusion withdrawal (M5). RESULTS: There were no significant differences among groups. There has been a significant increase in heart rate, aortic blood flow, urinary output and fractional sodium excretion in G ephedrine 2 µg. There has been a significant increase in heart rate and filtration fraction in G ephedrine 10 µg while in G ephedrine 100 µg there has been a significant increase in heart rate, mean blood pressure, aortic blood flow, central venous pressure, renal vascular resistance and hematocrit, and a significant decrease in renal plasma and blood flow. CONCLUSIONS: Our study has shown that ephedrine has differentiated dose-dependent hemodynamic and renal effects.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la perspectiva creada por algunas pesquisas de acciones diferenciadas de la efedrina sobre la función renal, dependiendo de la dosis utilizada, y considerando las controversias aun existentes a respecto de sus efectos sobre la función renal, esta pesquisa experimental tiene como objetivo verificar si dosis diferentes de efedrina determinan efectos hemodinámicos y renales diferenciados. MÉTODO: En 32 perros anestesiados con pentobarbital sódico (PS), sometidos a preparación quirúrgica, cateterismo, monitorización, expansión del volumen del fluido extracelular y respiración controlada, fue estudiada la hemodinámica cardiovascular y renal y la función renal. Los perros fueron distribuidos aleatoriamente en cuatro grupos: G control (n=8), con los perros permaneciendo apenas sobre el efecto del PS, G ef. 2 µg (n=8), G ef. 10 µg (n=8) y G ef. 100 µg (n=8), con los perros recibiendo efedrina en las dosis respectivas de 2, 10 y 100 µg.kg-1.min-1. Los atributos cardiovasculares y renales fueron estudiados en 5 momentos: control (M1 y M2), durante la infusión de efedrina (M3 y M4) y después la suspensión de la infusión de efedrina (M5). RESULTADOS: No hubo diferencia significante entre los grupos en relación a los atributos estudiados. En G ef. 2 µg hubo aumento significante de frecuencia cardíaca, flujo sanguíneo aórtico, débito urinario y excreción fraccionaria de sodio. En G ef. 10 µg hubo aumento apenas de la frecuencia cardíaca y fracción de filtración, en cuanto en G ef. 100 µg ocurrió aumento de frecuencia cardíaca, presión arterial media, presión venosa central, flujo sanguíneo aórtico y hematócrito; por otro lado, ocurrió diminución de los flujos plasmático y sanguíneo renales y aumento de la resistencia vascular renal. CONCLUSIONES: La efedrina, dependiendo de la dosis utilizada, presenta acciones hemodinámicas y renales diferenciadas. <![CDATA[<B>Anesthetic management for neonatal conjoined twins separation</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A separação de gêmeos unidos causa grande interesse devido à complexidade da anestesia e cirurgia, à raridade da patologia e às poucas chances de sobrevida. O objetivo desta descrição é o de contribuir para a literatura existente, relatando os desafios encontrados por nossa equipe no atendimento à cirurgia-anestesia de separação de gêmeos isquiópagos. RELATO DO CASO: Pacientes gêmeos, nascidos a termo, de parto cesariano, pesando juntos 5.100 g, classificados como isquiópagus tetrapus. Duas equipes anestésico-cirúrgicas estavam presentes, sendo o procedimento anestésico esquematizado com aparelho de anestesia, cardioscópio, capnógrafo, oxímetro de pulso, termômetro elétrico, estetoscópio esofágico, todos em dobro. Realizou-se indução anestésica com halotano e fentanil, com os gêmeos em posição lateral e com rotação da cabeça em 45º para facilitar a intubação traqueal. Os recém-nascidos foram mantidos em ventilação controlada manualmente, utilizando o sistema de Rees-Baraka. A anestesia foi mantida com halotano, oxigênio e fentanil. Durante o per-operatório, foram encontrados órgãos abdominais duplos, com exceção do cólon, que era único. As bexigas e os ísquios estavam ligados. Ao final da cirurgia as duas crianças apresentavam-se com sinais vitais estáveis. Os gêmeos permaneceram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal por quatro semanas e receberam alta em bom estado geral. CONCLUSÕES: Ressalta-se a importância do entrosamento da equipe, do estudo retrospectivo multidisciplinar, da monitorização adequada e acurada observação clínica; todos esses fatores contribuíram para a boa evolução e alta dos gêmeos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The separation of conjoined twins has always raised considerable interest because of surgical and anesthetic complexity, pathology rarity and few survival chances. The goal of this description was to contribute to existing literature by reporting the challenges faced by our team during an anesthetic-surgical procedure for ischiopagus twins separation. CASE REPORT: Term conjoined twins, born from Cesarean section, weighing together 5100 g, who were classified as ischiopagus tetrapus. Two anesthetic-surgical teams were present and the anesthetic procedure was programmed using two units of each device: anesthesia machine, cardioscope, capnograph, pulse oximetry, electric thermometer and esophageal stethoscope. Halothane and fentanyl were used for anesthesia induction, with the twins in the lateral position and 45º head rotation to allow tracheal intubation. Ventilation was manually controlled using Rees-Baraka systems. Anesthesia was also maintained with halothane, fentanyl and oxygen. Double abdominal organs were found during surgery, except for the single colon. Bladders and ischia were joined. At surgery completion, twins had stable vital signs. They remained in Neonatal Intensive Care Unit for four weeks and were discharged in good general conditions. CONCLUSIONS: The importance of the team’s "meshing of gears", multidisciplinary retrospective studies, adequate and careful monitoring and good clinical observation is emphasized. All those factors contributed for twins’ good evolution.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La separación de gemelos unidos causa gran interés debido a la complexidad de la anestesia y cirugía, a la raridad de la patología y a las pocas chances de sobrevida. El objetivo de esta descripción es el de contribuir para la literatura existente, relatando los desafíos encontrados por nuestro equipo en el atendimiento a la cirurgia-anestesia de separación de gemelos isquiópagos. RELATO DO CASO: Pacientes gemelos, nacidos a término, de parto cesariano, pesando juntos 5.100 g, clasificados como isquiópagus tetrapus. Dos equipos anestésico-quirúrgicos estaban presentes, siendo el procedimiento anestésico esquematizado con aparato de anestesia, cardioscópio, capnógrafo, oxímetro de pulso, termómetro eléctrico, estetoscópio esofágico, todos en duplo. Se realizó inducción anestésica con halotano y fentanil, con los gemelos en posición lateral y con rotación de la cabeza en 45º para facilitar la intubación traqueal. Los recién-nacidos fueron mantenidos en ventilación controlada manualmente, utilizando el sistema de Rees-Baraka. La anestesia fue mantenida con halotano, oxígeno y fentanil. Durante el per-operatorio, fueron encontrados organismos abdominales duplos, con excepción del cólon, que era único. Las vejigas y los ísquios estaban ligados. Al final de la cirugía los dos niños se presentaban con señales vitales estables. Los gemelos permanecieron en la Unidad de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal por cuatro semanas y recibieron alta en buen estado general. CONCLUSIONES: Se resalta la importancia del engranaje del equipo, del estudio retrospectivo multidisciplinar, de la monitorización adecuada y perfeccionada observación clínica; todos esos factores contribuyeron para la buena evolución y alta de los gemelos. <![CDATA[<B>Paralysis of the left vocal cord secondary to left recurrent nerve lesion following surgery for ligation of the arterial canal</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora as disfonias pós-operatórias sejam freqüentemente associadas a complicações da intubação e extubação traqueal, outras causas podem estar envolvidas, inclusive cirúrgicas. O objetivo deste artigo é relatar um caso de disfonia no pós-operatório tardio, decorrente de paralisia de prega vocal esquerda, devido à lesão do nervo laríngeo recorrente esquerdo, durante cirurgia de ligadura do canal arterial. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 6 anos, estado físico ASA II, peso 18.800 g, submetida à cirurgia para ligadura do canal arterial. Recebeu como medicação pré anestésica, midazolam (0,8 mg.kg-1), 60 minutos antes da cirurgia. A indução e a manutenção da anestesia foram feitas com sevoflurano, alfentanil e pancurônio. A dissecção do canal arterial foi realizada com dificuldade. No 4º dia do pós-operatório apresentou disfonia persistente. A videolaringoscopia mostrou paralisia de prega vocal esquerda e pequena fenda paramediana. CONCLUSÕES: Pela sua íntima relação com o canal arterial, o nervo laríngeo recorrente esquerdo pode ser lesado, durante a cirurgia corretiva, principalmente quando existem dificuldades na dissecção e ligadura do canal arterial. Diferentemente das disfonias decorrentes da intubação e extubação traqueal, surgem mais tardiamente e permanecem por longos períodos, podendo inclusive serem irreversíveis.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postoperative dysphonia is commonly associated to tracheal intubation and extubation complications, but other causal factors may be involved, including surgical procedures. This article aimed at reporting a late postoperative dysphonia as a consequence of left vocal cord paralysis secondary to left recurrent laryngeal nerve injury during ductus arteriosus ligation procedure. CASE REPORT: Female patient, 6 years old, physical status ASA II, 18.8 kg, submitted to ductus arteriosus ligation. Patient was premedicated with oral midazolam (0.8 mg.kg-1) 60 minutes before surgery. Anesthesia was induced and maintained with sevoflurane, alfentanil and pancuronium. The ductus arteriosus was difficult to dissect. In the 4th postoperative day, patient presented with persistent dysphonia. Videolaryngoscopy has evidenced paralysis of the left vocal cord and a small paramedian gap. CONCLUSIONS: For its close relationship with the ductus arteriosus, the left recurrent laryngeal nerve may be damaged during corrective procedures, especially when there are difficulties in ductus arteriosus dissection and ligation. Unlike dysphonias resulting from complications of tracheal intubation and extubation, such dysphonias appear at a later stage, are long-lasting and may be even irreversible.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Aun cuando las disfonias pós-operatorias sean frecuentemente asociadas a complicaciones de la intubación y extubación traqueal, otras causas pueden estar envolvidas, incluso quirúrgicas. El objetivo de este artículo es relatar un caso de disfonía en el pós-operatorio tardío, decurrente de parálisis de pliegue vocal izquierdo, debido a lesión del nervio laríngeo recurrente izquierdo, durante cirugía de ligadura del canal arterial. RELATO DE CASO: Paciente del sexo femenino, 6 años, estado físico ASA II, peso 18.800 g, sometida a cirugía para ligadura del canal arterial. Recibió como medicación pré-anestésica, midazolam (0,8 mg.kg-1), sesenta minutos antes de la cirugía. La inducción y la manutención de la anestesia fueron hechas con sevoflurano, alfentanil y pancuronio. La disección del canal arterial fue realizada con dificultad. En el 4º día del pós-operatorio presentó disfonia persistente. La videolarin- goscopia mostró parálisis de pliegue vocal izquierdo y pequeña abertura paramediana. CONCLUSIONES: Por su íntima relación con el canal arterial, el nervio laríngeo recurrente izquierdo puede ser lesionado, durante la cirugía correctiva, principalmente cuando existen dificultades en la disección y ligadura del canal arterial. Diferentemente de las disfonias decurrentes de la intubación y extubación traqueal, surgen más tardíamente y permanecen por largos períodos, pudiendo inclusive ser irreversibles. <![CDATA[<B>Unexpected cardiac arrest during cholecystectomy</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A parada cardíaca per-operatória é um evento grave, e sua incidência em nosso serviço é de 31:10.000 anestesias. O objetivo deste relato é apresentar um caso de parada cardíaca durante anestesia geral em uma paciente submetida a colecistectomia. RELATO DO CASO: Paciente feminina, 16 anos, 62 kg, estado físico ASA I, submetida à colecistectomia por via aberta. Midazolam (15 mg) por via oral foi a medicação pré-anestésica. Foi realizadas indução anestésica com sufentanil (50 µg), propofol (150 mg) e atracúrio (30 mg). A anestesia foi mantida com isoflurano e N2O. Após trinta minutos de cirurgia ocorreu bradicardia sinusal revertida com atropina (0,5 mg). Vinte minutos depois, ocorreu outra bradicardia com bloqueio átrio-ventricular de 3º grau evoluindo rapidamente para parada cardíaca (PCR) em assistolia, apesar da administração de atropina (1 mg). As manobras de reanimação foram iniciadas imediatamente, juntamente com a administração de adrenalina (1 mg), com retorno dos batimentos cardíacos espontâneos após aproximadamente cinco minutos da PCR. A cirurgia foi concluída e a paciente manteve-se estável hemodinami- camente. A paciente foi extubada duas horas após o término da cirurgia apresentando-se sonolenta, não contactante, com bom padrão ventilatório e hemodinâmico. Após doze horas de observação na unidade de terapia intensiva (UTI) a paciente apresentava-se agitada e desconexa. Vinte e quatro horas após a PCR a paciente recebeu alta da UTI consciente, orientada, sem queixas e sem déficit neurológico. Recebeu alta hospitalar no 4º dia do pós-operatório. CONCLUSÕES: Diversos fatores podem contribuir para a ocorrência de disritmias e parada cardíaca no per-operatório, destacando-se a estimulação vagal secundária às manobras cirúrgicas. O diagnóstico precoce e o rápido início das manobras de reanimação são de fundamental importância para a boa evolução neurológica desses pacientes<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Intraoperative cardiac arrest is a severe event and its incidence in our hospital is 31:10000 anesthesias. This report aimed at presenting a case of cardiac arrest during general anesthesia in a patient submitted to cholecystectomy. CASE REPORT: Female patient, 16 years old, 62 kg, physical status ASA I, submitted to cholecystectomy. Patient was premedicated with 15 mg midazolam. Anesthesia was induced with sufentanil (50 µg), propofol (150 mg) and atracurium (30 mg), and was maintained with isoflurane and nitrous oxide. After thirty minutes of surgery, there was an episode of sinus bradycardia reverted with atropine (0.5 mg). Twenty minutes later, there was another episode of bradycardia with a third-degree atrio-ventricular block, rapidly progressing to cardiac arrest in asystole despite the administration of atropine (1 mg). Resuscitation maneuvers were immediately started, simultaneously with the administration of epinephrine (1 mg) and spontaneous cardiac activity returned in approximately 5 minutes. Surgery was concluded and patient remained hemodyna- mically stable. Patient was extubated two hours after surgery, somnolent, with satisfactory respiratory pattern and hemodynamic stability. After 12 hours of clinical observation at the Intensive Care Unit, patient was agitated and confused. Patient was discharged from the ICU twenty-four hours after cardiac arrest, conscious, oriented, without complaints or neurological deficits. Patient was discharged in the 4th postoperative day. CONCLUSIONS: Many conditions may contribute to perioperative arrhythmias and cardiac arrest, including vagal stimulation secondary to surgical maneuvers. Early diagnosis and immediate resuscitation maneuvers are critical for a good neurological outcome.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La parada cardíaca per-operatoria es un evento grave, y su incidencia en nuestro servicio es de 31:10.000 anestesias. El objetivo de este relato es presentar un caso de parada cardíaca durante anestesia general en una paciente sometida a colecistectomia. RELATO DE CASO: Paciente femenina, 16 años, 62 kg, estado físico ASA I, sometida a colecistectomia por vía abierta. Midazolam (15 mg) por vía oral fue la medicación pré-anestésica. Fue realizada inducción anestésica con sufentanil (50 µg), propofol (150 mg) y atracúrio (30 mg). La anestesia fue mantenida con isoflurano y N2O. Después de treinta minutos de cirugía ocurrió bradicardia sinusal revertida con atropina (0,5 mg). Veinte minutos después, ocurrió otra bradicardia con bloqueo átrio-ventricular de 3º grado evolucionando rápidamente para parada cardíaca (PCR) en asistolia, a pesar de la administración de atropina (1 mg). Las maniobras de reanimación fueron iniciadas inmediatamente, juntamente con la administración de adrenalina (1 mg), con retorno de los latidos cardíacos espontáneos después de aproximadamente cinco minutos de la PCR. La cirugía fue concluida y la paciente se mantuvo estable hemodinámicamente. La paciente fue extubada dos horas después del término de la cirugía presentándose soñolienta, no contactante, con buen padrón ventilatorio y hemodinámico. Después de doce horas de observación en la unidad de terapia intensiva (UTI) la paciente se presentaba agitada y desconexa. Veinticuatro horas después la PCR la paciente recibió alta de la UTI consciente, orientada, sin quejas y sin déficit neurológico. Recibió alta hospitalar en el 4º día del pós-operatorio. CONCLUSIONES: Diversos factores pueden contribuir para la ocurrencia de disritmias y parada cardíaca en el per- operatorio, destacándose la estimulación vagal secundaria a las maniobras quirúrgicas. El diagnóstico precoz y el rápido inicio de las maniobras de reanimación son de fundamental importancia para la buena evolución neurológica de eses pacientes. <![CDATA[<B>The respiratory system and the elderly</B>: <B>anesthetic implications</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As complicações respiratórias são responsáveis por grande parte dos óbitos após procedimentos cirúrgicos que ocorrem na população geriátrica. O envelhecimento causa importante diminuição da reserva funcional do sistema respiratório, e um número crescente de pacientes idosos está sendo submetido a procedimentos cada vez mais complexos. O objetivo deste trabalho é revisar o sistema respiratório durante o processo de envelhecimento, as alterações causadas pela anestesia no idoso, enfatizando a avaliação pré-operatória da função respiratória, complicações pulmonares pós-operatórias e detalhes do manuseio anestésico. CONTEÚDO: São apresentadas as alterações respiratórias fisiológicas do envelhecimento. São enfatizadas as alterações de volume e capacidades pulmonares, da mecânica respiratória e de trocas gasosas proporcionadas pela anestesia. São abordados aspectos relativos à morbimortalidade pulmonar pós-operatória em geriatria, destacando-se a importância da adequada avaliação pré-operatória, considerando-se desde testes de esforço até testes específicos que quantificam a reserva funcional pulmonar. São discutidas técnicas anestésicas apropriadas em idosos. CONCLUSÕES: O envelhecimento é acompanhado de alterações no sistema respiratório. Evidências demonstram que mesmo na ausência de pneumopatia, a idade avançada constitui fator de risco para complicações pulmonares no pós-operatório. Deve haver preocupação com adequada avaliação pré-operatória da função respiratória, apropriado manuseio anestésico e cuidados pós-operatórios específicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Respiratory complications are responsible for a major number of elderly deaths after surgical procedures. Aging entails an important decrease in respiratory system functional reserves, while an increasing number of elderly people are being submitted to increasingly complex procedures. This study is a review of the respiratory system during aging and of anesthesia-induced changes in the elderly, emphasizing preoperative evaluation of respiratory function, postoperative pulmonary complications and details of anesthetic management. CONTENTS: Physiologic respiratory changes due to aging are presented, with emphasis in pulmonary volume and capacity abnormalities, respiratory mechanics and gas exchange provided by anesthesia. Perioperative pulmonary mortality and morbidity in elderly patients are addressed, emphasizing the importance of appropriate preoperative evaluation, from stress tests to specific tests, to quantify pulmonary functional reserves. Appropriate anesthetic techniques for the elderly are discussed. CONCLUSIONS: Aging brings about several respiratory system changes. Evidences have shown that, even in the absence of pulmonary disease, advanced age is a risk factor for postoperative pulmonary complications. It is necessary a thorough evaluation of preoperative respiratory function, adequate anesthetic management and specific postoperative care.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las complicaciones respiratorias son responsables por grande parte de los óbitos después de procedimientos quirúrgicos que ocurren en la población geriátrica. El envejecimiento causa importante diminución de la reserva funcional del sistema respiratorio, y un número creciente de pacientes ancianos están siendo sometidos a procedimientos cada vez más complejos. El objetivo de este trabajo es revisar el sistema respiratorio durante el proceso de envejecimiento, las alteraciones causadas pela anestesia en el anciano, enfatizando la evaluación pré-operatoria de la función respiratoria, complicaciones pulmonares pós-operatorias y detalles del manoseo anestésico. CONTENIDO: Son presentadas las alteraciones respiratorias fisiológicas del envejecimiento. Son enfatizadas las alteraciones de volumen y capacidades pulmonares, de la mecánica respiratoria y de cambios gaseosos proporcionados por la anestesia. Son abordados aspectos relativos a la morbimortalidad pulmonar pós-operatoria en geriatría, destacándose la importancia de la adecuada evaluación pré-operatoria, considerándose desde testes de esfuerzo hasta testes específicos que cuantifican la reserva funcional pulmonar. Son discutidas técnicas anestésicas apropiadas en ancianos. CONCLUSIONES: El envejecimiento es acompañado de alteraciones en el sistema respiratorio. Evidencias demuestran que mismo en la ausencia de pneumopatia, la edad avanzada constituye factor de risco para complicaciones pulmonares en el pós-operatorio. Debe haber preocupación con adecuada evaluación pré-operatoria de la función respiratoria, apropiado manoseo anestésico y cuidados pós-operatorios específicos. <![CDATA[<B>Spinal anesthesia-induced neurological complications</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Complicações neurológicas da anestesia subaracnóidea, apesar de raras, podem determinar seqüelas importantes. O objetivo deste estudo é apresentar estas complicações com a finalidade de esclarecer os fatores desencadeantes, o que facilita o diagnóstico das lesões. CONTEÚDO: São apresentadas as seguintes complicações: lesão de nervo desencadeada pela agulha e cateter, cefaléia pós-punção, síndrome da artéria espinhal anterior, hematoma espinhal, meningite bacteriana, meningite asséptica, aracnoidite adesiva, síndrome da cauda eqüina e sintomas neurológicos transitórios. CONCLUSÕES: O conhecimento dos fatores desencadeantes de complicações neurológicas determinadas pela anestesia subaracnóidea pode prevenir as lesões, diagnosticar e tratar mais precocemente e, desse modo, mudar o prognóstico das mesmas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although rare, spinal anesthesia-induced neurological complications may determine serious sequelae. This study aimed at presenting these complications in order to elucidate triggering factors and help in the diagnosis of such injuries. CONTENTS: The following complications are presented: needle and catheter-induced nerve injury, post dural puncture headache, anterior spinal artery syndrome, spinal hematoma, septic meningitis, aseptic meningitis, adhesive arachnoiditis, cauda equina syndrome, and transient neurological symptoms. CONCLUSIONS: The understanding of triggering factors of spinal anesthesia-induced neurological complications may prevent injuries and help early diagnosis and treatment, therefore changing patients prognosis.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Complicaciones neurológicas de la anestesia subaracnóidea, a pesar de raras, pueden determinar secuelas importantes. El objetivo de este estudio es presentar estas complicaciones con la finalidad de esclarecer los factores desencadenantes, lo que facilita el diagnóstico de las lesiones. CONTENIDO: Son presentadas las siguientes complicaciones: lesión del nervio desencadenada por la aguja y catéter, cefalea pós-punción, síndrome de la arteria espinal anterior, hematoma espinal, meningitis bacteriana, meningitis aséptica, aracnoidite adhesiva, síndrome de la cola de caballo y síntomas neurológicos transitorios. CONCLUSIONES: El conocimiento de los factores desenca- denantes de complicaciones neurológicas determinadas por la anestesia subaracnóidea puede prevenir las lesiones, diagnosticar y tratar más precozmente y, de ese modo, cambiar el pronóstico de las mismas. <![CDATA[<B>Anesthesia in Pre-Eclampsia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora a pré-eclâmpsia acometa pequena porcentagem da população obstétrica, ela é responsável por considerável morbidade e mortalidade maternas. Assim sendo, o controle anestésico adequado deste grupo de pacientes ainda hoje é um desafio para os anestesiologistas. Este artigo tem a finalidade de apresentar a fisiopatologia, o tratamento farmacológico e as opções anestésicas para o parto normal ou cirúrgico, em pacientes com pré-eclâmpsia. CONTEÚDO: Estão descritos a classificação e terminologia da hipertensão arterial induzida pela gestação, a fisiopatologia, as alterações nos diversos órgãos e sistemas, os princípios gerais no controle das pacientes e as opções anestésicas para o parto normal e cirúrgico. CONCLUSÕES: O conhecimento, pelo anestesiologista, da fisiopatologia, das formas de tratamento e das características farmacológicas das drogas utilizadas para o controle da hipertensão arterial e a profilaxia das convulsões, assim como sua interação com as drogas e técnicas anestésicas, possibilita a redução das complicações peri-operatórias e da mortalidade materna e fetal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although affecting a small obstetric population, pre-eclampsia is responsible for considerable maternal morbidity and mortality. Therefore, the adequate anesthetic control of this group is yet a challenge for anesthesiologists. This paper aimed at presenting pathophysiology, pharmacological treatment and anesthetic options to normal or surgical delivery in pre-eclampsia patients. CONTENTS: Classification and terminology of pregnancy-induced arterial hypertension, its pathophysiology, changes in different systems and organs, general principles for patients control and anesthetic options for normal or surgical delivery are described. CONCLUSIONS: The anesthesiologist’s knowledge of the pathophysiology, treatment options, and pharmacological characteristics of drugs used to control arterial hypertension and prevent seizures, as well as their interactions with anesthetic drugs and techniques, may decrease perioperative complications and maternal and fetal mortality.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Aun cuando la pré-eclampsia acometa pequeña porcentaje de la población obstétrica, ella es responsable por considerable morbilidad y mortalidad maternas. Por lo tanto, el control anestésico adecuado de este grupo de pacientes aun hoy es un desafío para los anestesiólogos. Este artículo tiene la finalidad de presentar la fisiopatologia, el tratamiento farmacológico y las opciones anestésicas para el parto normal o quirúrgico, en pacientes con pré-eclampsia. CONTENIDO: Están descritos la clasificación y terminología de la hipertensión inducida por la gestación, la fisiopatologia, las alteraciones en los diversos organismos y sistemas, los principios generales en el control de las pacientes y las opciones anestésicas para el parto normal y quirúrgico. CONCLUSIONES: El conocimiento, por el anestesiólogo, de la fisiopatologia, de las formas de tratamiento y de las características farmacológicas de las drogas utilizadas para el control de la hipertensión arterial y la profilaxia de las convulsiones, así como su interacción con las drogas y técnicas anestésicas, posibilita la reducción de las complicaciones peri-operatorias y de la mortalidad materna y fetal. <![CDATA[<B>Cycloxygenase-2 inhibitors nonsteroid anti-inflammatory drugs</B>: <B>current issues</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Devido à alta incidência de efeitos colaterais relacionados aos antiinflamatórios não hormonais (AINES), a descoberta de duas isoformas da enzima ciclooxigenase, classificadas como: COX-1 ou constitutiva e COX-2 ou indutiva, formulou o paradigma que as propriedades antiinflamatórias dos AINES seriam mediadas através da inibição da enzima COX-2; já os efeitos colaterais, do bloqueio da COX-1. Entretanto, a isoforma COX-2 tem sido detectada constitutivamente em tecidos normais, levantando a dúvida sobre o quão realmente são seguros os inibidores específicos desta enzima. O objetivo desta revisão é relatar as mais recentes evidências clínicas e experimentais envolvendo a COX-2 e os compostos inibidores desta isoforma. CONTEÚDO: São exibidos os novos conceitos sobre as diferenças estruturais entre COX-1 e COX-2, a existência destas isoformas nos diversos tecidos, os resultados de experimentos em animais e humanos, além da observação clínica dos compostos inibidores específicos COX-2 (coxibs). Algumas prováveis novas indicações de antiinflamatórios não esteróides, principalmente coxibs, na demência de Alzheimer e em neoplasias são exemplificadas. CONCLUSÕES: Os coxibs representam importante avanço farmacológico no tratamento antiinflamatório, reduzindo a incidência de lesões gastrointestinais e apresentando possível indicação na prevenção de neoplasias e doenças neurológicas. No entanto, tais compostos apresentam efeitos colaterais indistinguíveis dos AINES convencionais e são drogas de alto custo. Como toda medicação de recente lançamento no arsenal médico, maiores avaliações são necessárias para o estabelecimento da real segurança destes compostos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the high incidence of NSAID-related side-effects, the discovery of two cycloxygenase isoforms, classified as: COX-1 or constitutive and COX-2 or inductive, has formulated the paradigm that NSAIDs anti-inflammatory properties would be mediated by COX-2 inhibition, and side-effects, by COX-1 blockade. However, COX-2 has been constitutively detected in normal tissues raising the question of how really safe are specific inhibitors of such enzyme. This review aimed to report new clinical and experimental evidences involving COX-2 and its specific inhibitors. CONTENTS: New concepts on structural differences between COX-1 and COX-2, the existence of these isoforms in different organic tissues, and animal and human experiments are reported, in addition to clinical observations of specific COX-2 inhibitors (coxibs). Potential new therapeutic indications of NSAIDS, mainly coxibs, for Alzheimer’s disease and cancer are emphasized. CONCLUSIONS: Coxibs are an important pharmacological advance for anti-inflammatory treatment, decreasing the incidence of gastrointestinal adverse effects and probably playing a role in the prevention of cancer and neurological diseases. However, similar side-effects from conventional NSAIDs still exist, and also, coxibs are high-cost drugs. Like any new medication, further evaluations are needed to determine the actual safety profile of such compounds.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Debido a la alta incidencia de efectos colaterales relacionados a los antiinflamatorios no hormonales (AINES), la descubierta de dos isoformas de la enzima ciclooxigenasa, clasificadas como: COX-1 o constitutiva y COX-2 o inductiva, formuló el paradigma que las propiedades antiinflamatorias de los AINES serian mediadas a través de la inhibición de la enzima COX-2; y los efectos colaterales, del bloqueo de la COX-1. Entre tanto la isoforma COX-2 ha sido detectada constitutivamente en tejidos normales, levantando la duda sobre lo cuanto realmente son seguros los inhibidores específicos de esta enzima. El objetivo de esta revisión es relatar las más recientes evidencias clínicas y experimentales envolviendo la COX-2 y los compuestos inhibidores de esta isoforma. CONTENIDO: Son mostrados los nuevos conceptos sobre las diferencias estructurales entre COX-1 y COX-2, la existencia de estas isoformas en los diversos tejidos, los resultados de experimentos en animales y humanos, además de la observación clínica de los compuestos inhibidores específicos COX-2 (coxibs). Se enfatizan las posibles nuevas indicaciones de antiinflamatorios en los esteróides, principalmente coxibs, en la demencia de Alzheimer y en neoplasias. CONCLUSIONES: Los coxibs representan importante avanzo farmacológico en el tratamiento antiinflamatorio, reduciendo la incidencia de graves lesiones gastrointestinales y presentando posible indicación en la prevención de neoplasias y enfermedades neurológicas. Sin embargo, persisten efectos colaterales indistinguibles de los AINES convencionales y son drogas de alto costeo. Como toda medicación de reciente lanzamiento en el arsenal médico, mayores evaluaciones son necesarias para el establecimiento de la real seguridad de estos compuestos. <![CDATA[<B>Succinilcolina</B>: <B>50 anos de soberania</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Devido à alta incidência de efeitos colaterais relacionados aos antiinflamatórios não hormonais (AINES), a descoberta de duas isoformas da enzima ciclooxigenase, classificadas como: COX-1 ou constitutiva e COX-2 ou indutiva, formulou o paradigma que as propriedades antiinflamatórias dos AINES seriam mediadas através da inibição da enzima COX-2; já os efeitos colaterais, do bloqueio da COX-1. Entretanto, a isoforma COX-2 tem sido detectada constitutivamente em tecidos normais, levantando a dúvida sobre o quão realmente são seguros os inibidores específicos desta enzima. O objetivo desta revisão é relatar as mais recentes evidências clínicas e experimentais envolvendo a COX-2 e os compostos inibidores desta isoforma. CONTEÚDO: São exibidos os novos conceitos sobre as diferenças estruturais entre COX-1 e COX-2, a existência destas isoformas nos diversos tecidos, os resultados de experimentos em animais e humanos, além da observação clínica dos compostos inibidores específicos COX-2 (coxibs). Algumas prováveis novas indicações de antiinflamatórios não esteróides, principalmente coxibs, na demência de Alzheimer e em neoplasias são exemplificadas. CONCLUSÕES: Os coxibs representam importante avanço farmacológico no tratamento antiinflamatório, reduzindo a incidência de lesões gastrointestinais e apresentando possível indicação na prevenção de neoplasias e doenças neurológicas. No entanto, tais compostos apresentam efeitos colaterais indistinguíveis dos AINES convencionais e são drogas de alto custo. Como toda medicação de recente lançamento no arsenal médico, maiores avaliações são necessárias para o estabelecimento da real segurança destes compostos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the high incidence of NSAID-related side-effects, the discovery of two cycloxygenase isoforms, classified as: COX-1 or constitutive and COX-2 or inductive, has formulated the paradigm that NSAIDs anti-inflammatory properties would be mediated by COX-2 inhibition, and side-effects, by COX-1 blockade. However, COX-2 has been constitutively detected in normal tissues raising the question of how really safe are specific inhibitors of such enzyme. This review aimed to report new clinical and experimental evidences involving COX-2 and its specific inhibitors. CONTENTS: New concepts on structural differences between COX-1 and COX-2, the existence of these isoforms in different organic tissues, and animal and human experiments are reported, in addition to clinical observations of specific COX-2 inhibitors (coxibs). Potential new therapeutic indications of NSAIDS, mainly coxibs, for Alzheimer’s disease and cancer are emphasized. CONCLUSIONS: Coxibs are an important pharmacological advance for anti-inflammatory treatment, decreasing the incidence of gastrointestinal adverse effects and probably playing a role in the prevention of cancer and neurological diseases. However, similar side-effects from conventional NSAIDs still exist, and also, coxibs are high-cost drugs. Like any new medication, further evaluations are needed to determine the actual safety profile of such compounds.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Debido a la alta incidencia de efectos colaterales relacionados a los antiinflamatorios no hormonales (AINES), la descubierta de dos isoformas de la enzima ciclooxigenasa, clasificadas como: COX-1 o constitutiva y COX-2 o inductiva, formuló el paradigma que las propiedades antiinflamatorias de los AINES serian mediadas a través de la inhibición de la enzima COX-2; y los efectos colaterales, del bloqueo de la COX-1. Entre tanto la isoforma COX-2 ha sido detectada constitutivamente en tejidos normales, levantando la duda sobre lo cuanto realmente son seguros los inhibidores específicos de esta enzima. El objetivo de esta revisión es relatar las más recientes evidencias clínicas y experimentales envolviendo la COX-2 y los compuestos inhibidores de esta isoforma. CONTENIDO: Son mostrados los nuevos conceptos sobre las diferencias estructurales entre COX-1 y COX-2, la existencia de estas isoformas en los diversos tejidos, los resultados de experimentos en animales y humanos, además de la observación clínica de los compuestos inhibidores específicos COX-2 (coxibs). Se enfatizan las posibles nuevas indicaciones de antiinflamatorios en los esteróides, principalmente coxibs, en la demencia de Alzheimer y en neoplasias. CONCLUSIONES: Los coxibs representan importante avanzo farmacológico en el tratamiento antiinflamatorio, reduciendo la incidencia de graves lesiones gastrointestinales y presentando posible indicación en la prevención de neoplasias y enfermedades neurológicas. Sin embargo, persisten efectos colaterales indistinguibles de los AINES convencionales y son drogas de alto costeo. Como toda medicación de reciente lanzamiento en el arsenal médico, mayores evaluaciones son necesarias para el establecimiento de la real seguridad de estos compuestos. <![CDATA[<B>Interação dos glicoalcalóides solanáceos com drogas utilizadas em anestesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Devido à alta incidência de efeitos colaterais relacionados aos antiinflamatórios não hormonais (AINES), a descoberta de duas isoformas da enzima ciclooxigenase, classificadas como: COX-1 ou constitutiva e COX-2 ou indutiva, formulou o paradigma que as propriedades antiinflamatórias dos AINES seriam mediadas através da inibição da enzima COX-2; já os efeitos colaterais, do bloqueio da COX-1. Entretanto, a isoforma COX-2 tem sido detectada constitutivamente em tecidos normais, levantando a dúvida sobre o quão realmente são seguros os inibidores específicos desta enzima. O objetivo desta revisão é relatar as mais recentes evidências clínicas e experimentais envolvendo a COX-2 e os compostos inibidores desta isoforma. CONTEÚDO: São exibidos os novos conceitos sobre as diferenças estruturais entre COX-1 e COX-2, a existência destas isoformas nos diversos tecidos, os resultados de experimentos em animais e humanos, além da observação clínica dos compostos inibidores específicos COX-2 (coxibs). Algumas prováveis novas indicações de antiinflamatórios não esteróides, principalmente coxibs, na demência de Alzheimer e em neoplasias são exemplificadas. CONCLUSÕES: Os coxibs representam importante avanço farmacológico no tratamento antiinflamatório, reduzindo a incidência de lesões gastrointestinais e apresentando possível indicação na prevenção de neoplasias e doenças neurológicas. No entanto, tais compostos apresentam efeitos colaterais indistinguíveis dos AINES convencionais e são drogas de alto custo. Como toda medicação de recente lançamento no arsenal médico, maiores avaliações são necessárias para o estabelecimento da real segurança destes compostos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the high incidence of NSAID-related side-effects, the discovery of two cycloxygenase isoforms, classified as: COX-1 or constitutive and COX-2 or inductive, has formulated the paradigm that NSAIDs anti-inflammatory properties would be mediated by COX-2 inhibition, and side-effects, by COX-1 blockade. However, COX-2 has been constitutively detected in normal tissues raising the question of how really safe are specific inhibitors of such enzyme. This review aimed to report new clinical and experimental evidences involving COX-2 and its specific inhibitors. CONTENTS: New concepts on structural differences between COX-1 and COX-2, the existence of these isoforms in different organic tissues, and animal and human experiments are reported, in addition to clinical observations of specific COX-2 inhibitors (coxibs). Potential new therapeutic indications of NSAIDS, mainly coxibs, for Alzheimer’s disease and cancer are emphasized. CONCLUSIONS: Coxibs are an important pharmacological advance for anti-inflammatory treatment, decreasing the incidence of gastrointestinal adverse effects and probably playing a role in the prevention of cancer and neurological diseases. However, similar side-effects from conventional NSAIDs still exist, and also, coxibs are high-cost drugs. Like any new medication, further evaluations are needed to determine the actual safety profile of such compounds.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Debido a la alta incidencia de efectos colaterales relacionados a los antiinflamatorios no hormonales (AINES), la descubierta de dos isoformas de la enzima ciclooxigenasa, clasificadas como: COX-1 o constitutiva y COX-2 o inductiva, formuló el paradigma que las propiedades antiinflamatorias de los AINES serian mediadas a través de la inhibición de la enzima COX-2; y los efectos colaterales, del bloqueo de la COX-1. Entre tanto la isoforma COX-2 ha sido detectada constitutivamente en tejidos normales, levantando la duda sobre lo cuanto realmente son seguros los inhibidores específicos de esta enzima. El objetivo de esta revisión es relatar las más recientes evidencias clínicas y experimentales envolviendo la COX-2 y los compuestos inhibidores de esta isoforma. CONTENIDO: Son mostrados los nuevos conceptos sobre las diferencias estructurales entre COX-1 y COX-2, la existencia de estas isoformas en los diversos tejidos, los resultados de experimentos en animales y humanos, además de la observación clínica de los compuestos inhibidores específicos COX-2 (coxibs). Se enfatizan las posibles nuevas indicaciones de antiinflamatorios en los esteróides, principalmente coxibs, en la demencia de Alzheimer y en neoplasias. CONCLUSIONES: Los coxibs representan importante avanzo farmacológico en el tratamiento antiinflamatorio, reduciendo la incidencia de graves lesiones gastrointestinales y presentando posible indicación en la prevención de neoplasias y enfermedades neurológicas. Sin embargo, persisten efectos colaterales indistinguibles de los AINES convencionales y son drogas de alto costeo. Como toda medicación de reciente lanzamiento en el arsenal médico, mayores evaluaciones son necesarias para el establecimiento de la real seguridad de estos compuestos. <![CDATA[<B>Meningite após técnica combinada para analgesia de parto</B>: <B>relato de caso</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000400017&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Devido à alta incidência de efeitos colaterais relacionados aos antiinflamatórios não hormonais (AINES), a descoberta de duas isoformas da enzima ciclooxigenase, classificadas como: COX-1 ou constitutiva e COX-2 ou indutiva, formulou o paradigma que as propriedades antiinflamatórias dos AINES seriam mediadas através da inibição da enzima COX-2; já os efeitos colaterais, do bloqueio da COX-1. Entretanto, a isoforma COX-2 tem sido detectada constitutivamente em tecidos normais, levantando a dúvida sobre o quão realmente são seguros os inibidores específicos desta enzima. O objetivo desta revisão é relatar as mais recentes evidências clínicas e experimentais envolvendo a COX-2 e os compostos inibidores desta isoforma. CONTEÚDO: São exibidos os novos conceitos sobre as diferenças estruturais entre COX-1 e COX-2, a existência destas isoformas nos diversos tecidos, os resultados de experimentos em animais e humanos, além da observação clínica dos compostos inibidores específicos COX-2 (coxibs). Algumas prováveis novas indicações de antiinflamatórios não esteróides, principalmente coxibs, na demência de Alzheimer e em neoplasias são exemplificadas. CONCLUSÕES: Os coxibs representam importante avanço farmacológico no tratamento antiinflamatório, reduzindo a incidência de lesões gastrointestinais e apresentando possível indicação na prevenção de neoplasias e doenças neurológicas. No entanto, tais compostos apresentam efeitos colaterais indistinguíveis dos AINES convencionais e são drogas de alto custo. Como toda medicação de recente lançamento no arsenal médico, maiores avaliações são necessárias para o estabelecimento da real segurança destes compostos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the high incidence of NSAID-related side-effects, the discovery of two cycloxygenase isoforms, classified as: COX-1 or constitutive and COX-2 or inductive, has formulated the paradigm that NSAIDs anti-inflammatory properties would be mediated by COX-2 inhibition, and side-effects, by COX-1 blockade. However, COX-2 has been constitutively detected in normal tissues raising the question of how really safe are specific inhibitors of such enzyme. This review aimed to report new clinical and experimental evidences involving COX-2 and its specific inhibitors. CONTENTS: New concepts on structural differences between COX-1 and COX-2, the existence of these isoforms in different organic tissues, and animal and human experiments are reported, in addition to clinical observations of specific COX-2 inhibitors (coxibs). Potential new therapeutic indications of NSAIDS, mainly coxibs, for Alzheimer’s disease and cancer are emphasized. CONCLUSIONS: Coxibs are an important pharmacological advance for anti-inflammatory treatment, decreasing the incidence of gastrointestinal adverse effects and probably playing a role in the prevention of cancer and neurological diseases. However, similar side-effects from conventional NSAIDs still exist, and also, coxibs are high-cost drugs. Like any new medication, further evaluations are needed to determine the actual safety profile of such compounds.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Debido a la alta incidencia de efectos colaterales relacionados a los antiinflamatorios no hormonales (AINES), la descubierta de dos isoformas de la enzima ciclooxigenasa, clasificadas como: COX-1 o constitutiva y COX-2 o inductiva, formuló el paradigma que las propiedades antiinflamatorias de los AINES serian mediadas a través de la inhibición de la enzima COX-2; y los efectos colaterales, del bloqueo de la COX-1. Entre tanto la isoforma COX-2 ha sido detectada constitutivamente en tejidos normales, levantando la duda sobre lo cuanto realmente son seguros los inhibidores específicos de esta enzima. El objetivo de esta revisión es relatar las más recientes evidencias clínicas y experimentales envolviendo la COX-2 y los compuestos inhibidores de esta isoforma. CONTENIDO: Son mostrados los nuevos conceptos sobre las diferencias estructurales entre COX-1 y COX-2, la existencia de estas isoformas en los diversos tejidos, los resultados de experimentos en animales y humanos, además de la observación clínica de los compuestos inhibidores específicos COX-2 (coxibs). Se enfatizan las posibles nuevas indicaciones de antiinflamatorios en los esteróides, principalmente coxibs, en la demencia de Alzheimer y en neoplasias. CONCLUSIONES: Los coxibs representan importante avanzo farmacológico en el tratamiento antiinflamatorio, reduciendo la incidencia de graves lesiones gastrointestinales y presentando posible indicación en la prevención de neoplasias y enfermedades neurológicas. Sin embargo, persisten efectos colaterales indistinguibles de los AINES convencionales y son drogas de alto costeo. Como toda medicación de reciente lanzamiento en el arsenal médico, mayores evaluaciones son necesarias para el establecimiento de la real seguridad de estos compuestos.