Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420020005&lang=en vol. 52 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>The influence of sevoflurane and isoflurane on the recovery from cisatracurium-induced neuromuscular block</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os efeitos dos agentes bloqueadores neuromusculares sobre a junção neuromuscular são aumentados pelos anestésicos voláteis. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do sevoflurano e do isoflurano na recuperação do bloqueio neuromuscular produzido pelo cisatracúrio. MÉTODO: Foram estudados 90 pacientes, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgias eletivas sob anestesia geral, distribuídos em três grupos: Grupo I (sevoflurano), Grupo II (isoflurano) e Grupo III (propofol). Todos os pacientes receberam como medicação pré-anestésica, midazolam (0,1 mg.kg-1) por via muscular, 30 minutos antes da cirurgia. A indução anestésica foi obtida com alfentanil (50 µg.kg-1), propofol (2,5 mg.kg-1) e cisatracúrio (0,15 mg.kg-1). Os pacientes foram ventilados com oxigênio a 100% sob máscara até o desaparecimento das quatro respostas a SQE, quando foram realizadas as manobras de laringoscopia e intubação traqueal. Os agente voláteis para a manutenção da anestesia foram introduzidos logo após a intubação traqueal e empregados nas concentrações de 2% e 1%, respectivamente para o sevoflurano e isoflurano, e o propofol em infusão contínua (7 a 10 mg.kg-1.h-1). Em todos os pacientes empregou-se a mistura de oxigênio e óxido nitroso a 50%. A função neuromuscular foi monitorizada por aceleromiografia do músculo adutor do polegar, empregando-se a SQE a cada 15 segundos. Foram avaliados: a duração clínica do bloqueio neuromuscular (T1(25%)) e o índice de recuperação (IR= T1(25-75%)). RESULTADOS: Os tempos médios e desvios padrão para a duração clínica (T1(25%)) e índice de recuperação (IR = T1(25-75%)) foram respectivamente: Grupo I (66,2 ± 13,42 min e 23,6 ± 5,02 min), Grupo II (54,4 ± 6,58 min e 14,9 ± 3,82 min) e Grupo III (47,2 ± 7,43 min e 16,2 ± 2,93 min). Em relação à duração clínica houve diferença significante entre os grupos I e II, I e III, e II e III. Para o índice de recuperação houve diferença significante entre o grupo I e os demais grupos. CONCLUSÕES: A recuperação do bloqueio neuromuscular produzido pelo cisatracúrio foi mais lenta durante a anestesia com os agentes voláteis do que com o propofol, sendo o efeito mais pronunciado com o sevoflurano.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The effects of neuromuscular blockers on the neuromuscular junction are potentiated by volatile anesthetics. This study aimed at evaluating the influence of sevoflurane and isoflurane on the recovery of cisatracurium- induced neuromuscular block. METHODS: Ninety ASA I and II patients undergoing elective surgeries under general anesthesia were included in this study. Patients were allocated in three groups: Group I (sevoflurane), Group II (isoflurane) and Group III (propofol). All patients were premedicated with intramuscular midazolam (0.1 mg.kg-1) 30 min before surgery. Anesthesia was induced with alfentanil (50 µg.kg-1), propofol (2.5 mg.kg-1) and cisatracurium (0.15 mg.kg-1). Patients were then ventilated under mask with 100% O2 until disappearance of all TOF responses when laryngoscopy and tracheal intubation were performed. Volatile agents for anesthetic maintenance were introduced immediately after tracheal intubation in 2% and 1% concentrations, respectively, for sevoflurane and isoflurane, as well as the propofol continuous infusion (7 to 10 mg.kg-1.h-1) for Group III. All patients received a 50% mixture of O2 and N2O. Neuromuscular function was monitored by adductor pollicis muscle acceleromyography with TOF stimulation at 15-second intervals. Clinical duration of neuromuscular block (T1(25%)) and recovery index (RI=T1(25-75%)) were evaluated. RESULTS: Mean time and standard deviation for clinical duration (T1(25%)) and recovery index (RI=T1(25-75%)) were respectively: Group I (66.2 ± 13.42 min and 23.6 ± 5.02 min), Group II (54.4 ± 6.58 min and 14.9 ± 3.82 min) and Group III (47.2 ± 7.43 min and 16.2 ± 2.93 min). There were significant differences in clinical duration between Groups I and II, I and III and II and III. There was a significant difference in recovery index between Group I and the other groups. CONCLUSIONS: The recovery from cisatracurium-induced neuromuscular block was longer during anesthesia with volatile agents as compared to propofol. The most pronounced effect was observed with sevoflurane.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los efectos de los agentes bloqueadores neuromusculares sobre la juntura neuromuscular son aumentados por los anestésicos volátiles. El objetivo de este estudio fue evaluar la influencia del sevoflurano y del isoflurano en la recuperación del bloqueo neuromuscular producido por el cisatracúrio. MÉTODO: Fueron estudiados 90 pacientes, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugías electivas bajo anestesia general, distribuidos en tres grupos: Grupo I (sevoflurano), Grupo II (isoflurano) y Grupo III (propofol). Todos los pacientes recibieron como medicación pré-anestésica, midazolan (0,1 mg.kg-1) por vía muscular, 30 minutos antes de la cirugía. La inducción anestésica fue obtenida con alfentanil (50 µg.kg-1), propofol (2,5 mg.kg-1) y cisatracúrio (0,15 mg.kg-1). Los pacientes fueron ventilados con oxígeno a 100% bajo máscara hasta la desaparición de las cuatro respuestas a SQE, cuando fueron realizadas las maniobras de laringoscopia e intubación traqueal. Los agente volátiles para la manutención de la anestesia fueron introducidos luego después de la intubación traqueal y empleados en las concentraciones de 2% y 1%, respectivamente para el sevoflurano e isoflurano, y el propofol en infusión continuada (7 a 10 mg.kg-1.h-1). En todos los pacientes se empleó la mezcla de oxígeno y óxido nitroso a 50%. La función neuromuscular fue monitorizada por aceleromiografia del músculo aductor del pulgar, empleándose la SQE a cada 15 segundos. Fueron evaluados: la duración clínica del bloqueo neuromuscular (T1(25%)) y el índice de recuperación (IR= T1(25-75%)). RESULTADOS: Los tiempos medios y desvíos patrón para la duración clínica (T1(25%)) e índice de recuperación (T1(25-75%)) fueron respectivamente: Grupo I (66,2 ± 13,42 min y 23,6 ± 5,02 min), Grupo II (54,4 ± 6,58 min y 14,9 ± 3,82 min) y Grupo III (47,2 ± 7,43 y 16,2 ± 2,93). En relación a la duración clínica hubo diferencia significante entre los grupos I y II, I y III, y II y III. Para el índice de recuperación hubo diferencia significante entre el grupo I y los demás grupos. CONCLUSIONES: La recuperación del bloqueo neuromuscular producido por el cisatracúrio fue más lenta durante la anestesia con los agentes volátiles de que con el propofol, siendo el efecto más pronunciado con el sevoflurano. <![CDATA[<B>Dexmedetomidine and sufentanil as intraoperative analgesics</B>: <B>comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A utilização das drogas agonistas dos alfa2-adrenoceptores para controlar a pressão arterial e freqüência cardíaca, propiciar menores respostas hemodinâmicas à intubação e extubação traqueal e poupar anestésicos já está difundida na literatura desde a introdução da clonidina. O desenvolvimento de agentes providos de maior seletividade alfa2-adrenoceptora que, por isso, determinam menos efeitos adversos, como a dexmedetomidina, recentemente liberada para utilização clínica, possibilitou que ocorressem maior sedação e analgesia com o seu uso. Despertou-se, então, o interesse em sua utilização como substitutos dos opióides, conhecidos por determinarem potente analgesia e sedação. O objetivo deste trabalho foi comparar a analgesia promovida pela dexmedetomidina e pelo sufentanil, utilizados em infusões contínuas durante anestesias de procedimentos otorrinolaringológicos e de cabeça e pescoço. MÉTODO: Os 60 pacientes estudados foram divididos em dois grupos de 30: G1, recebendo sufentanil e G2, dexmedeto- midina, na indução e manutenção anestésicas. Para a manutenção da anestesia utilizaram-se, também, o óxido nitroso e o propofol, em infusão contínua alvo-controlada. Foram avaliados os parâmetros hemodinâmicos (pressões arteriais sistólica e diastólica e freqüência cardíaca), tempos de despertar e de extubação após interrupção do propofol, locais onde foram extubados os pacientes, sala de operação (SO) ou sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), tempo de permanência na SRPA, índice de Aldrete e Kroulik e as complicações apresentadas na SO e SRPA. RESULTADOS: G1 apresentou menores valores de pressões arteriais sistólica, diastólica e freqüência cardíaca, tempos de despertar e extubação maiores, maior número de extubações na SRPA, maior tempo de permanência na SRPA, valores mais baixos para Aldrete e Kroulik na alta da SRPA e mais complicações per e pós-operatórias. CONCLUSÕES: A utilização de dexmedetomidina como analgésico per-operatório apresentou melhores resultados que a de sufentanil, nos procedimentos selecionados neste trabalho, com relação à estabilidade hemodinâmica e às condições de despertar e de recuperação anestésica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of alpha2-agonists to control heart rate and blood pressure, to attenuate hemodynamic responses to tracheal intubation and extubation and to reduce anesthetics requirement are already well established in the literature since clonidine introduction for therapeutic use. Dexmedetomidine, recently approved for clinical use, presents more alpha2-adrenergic receptors selectively, and therefore less adverse effects combined with marked analgesic and sedative properties. This has raised the interest in using it to replace opioids, known for their potent analgesic and sedative properties. This study aimed at comparing dexmedetomidine and sufentanil analgesia’s during continuous infusion for ENT, head and neck procedures. METHODS: Sixty patients were randomly distributed in two groups of 30: G1 - sufentanil and G2 - dexmedetomidine, for anesthetic induction and maintenance. Nitrous oxide and propofol in a target controlled continuous infusion were also used for anesthetic maintenance. The following parameters were evaluated: hemodynamic variables (systolic, diastolic blood pressure and heart rate), emergence and extubation times after propofol withdrawal, place where patients were extubated (operating room - OR, or post-anesthetic recovery unit - PACU), PACU stay, Aldrete Kroulik index, and OR or PACU complications. RESULTS: G1 had lower systolic and diastolic blood pressure, lower heart rate values, longer emergence and extubation times, higher number of PACU extubations, longer PACU stay, lower Aldrete-Kroulik index and higher number of peri and postoperative complications. CONCLUSIONS: Dexmedetomidine as intraoperative analgesic was more effective as compared to sufentanil in the procedures selected for this study regarding hemodynamic stability, emergence and anesthetic recovery conditions.<hr/>JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: La utilización de las drogas agonistas de los alfa2-adrenoceptores para controlar la presión arterial y frecuencia cardíaca, propiciar menores respuestas hemodinámicas a la intubación y extubación y economizar anestésicos ya está difundida en la literatura desde la introducción de la clonidina. El desenvolvimiento de agentes prevenidos de mayor selectividad alfa2-adrenoceptora y, por eso, determinan menos efectos adversos, como la dexmedetomidina, recientemente liberada para utilización clínica, posibilitó que ocurriese mayor sedación y analgesia con su uso. Se despertó, entonces, el interés en su utilización como substitutos de los opioides, conocidos por determinar potente analgesia y sedación. El objetivo de este trabajo fue comparar la analgesia promovida por dexmedetomidina y sufentanil, utilizados en infusiones continuadas durante anestesias de procedimientos otorrinolaringológicos, de cabeza y cuello. MÉTODO: Los 60 pacientes estudiados fueron divididos en dos grupos de 30: G1, recibiendo sufentanil y G2, dexmedetomidina, en la inducción y manutención anestésicas. Para la manutención de la anestesia se utilizaron, también, el óxido nitroso y el propofol, en infusión continuada alvo- controlada. Fueron evaluados los parámetros hemodinámicos (presiones arteriales sistólica y diastólica y frecuencia cardíaca), tiempos de despertar y de extubación después de interrupción de propofol, locales donde fueron extubados los pacientes, sala de operación (SO) o sala de recuperación pós-anestésica (SRPA), tiempo de permanencia en la SRPA, índice de Aldrete y Kroulik y las complicaciones presentadas en la SO y SRPA. RESULTADOS: G1 presentó menores valores de presiones arteriales sistólica, diastólica y frecuencia cardíaca, tiempos de despertar y extubación mayores, mayor número de extubaciones en la SRPA, mayor tiempo de permanencia en la SRPA, valores más bajos para Aldrete y Kroulik en el alta de la SRPA y más complicaciones per y pós-operatorias. CONCLUSIONES: La utilización de dexmedetomidina como analgésico per-operatorio presentó mejores resultados que la del sufentanil, en los procedimientos seleccionados en este trabajo, con relación a la estabilidad hemodinámica y las condiciones de despertar y de recuperación anestésica. <![CDATA[<B>Association of fentanyl or sufentanil an 0.5% isobaric bupivacaine in spinal anesthesia</B>: <B>a comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Desde a descoberta dos receptores opióides e um maior entendimento da neurofarmacologia da medula espinhal em relação à transmissão e inibição do impulso nociceptivo, tem aumentado o interesse na utilização de drogas por via subaracnóidea, em Anestesiologia e tratamento da dor. O presente estudo tem como finalidade avaliar prospectivamente a eficácia clínica da adição de fentanil (25 µg) e sufentanil (5 µg) à bupivacaína isobárica (10 mg),em pacientes submetidos à raquianestesia para tratamento cirúrgico de varizes de MMII. MÉTODO: Participaram do estudo 60 pacientes, estado físico ASA I e II, com idades abaixo de 60 anos, submetidos à raquianestesia para tratamento cirúrgico de varizes e divididos aleatoriamente em três grupos: B (bupivacaína isobárica 10 mg), BF (bupivacaína isobárica 10 mg e fentanil 25 µg) e BS (bupivacaína isobárica 10 mg e sufentanil 5 µg).A raquianestesia foi realizada em decúbito lateral esquerdo, punção lombar entre L3-L4, com agulha de Quincke 27G. Após a raquianestesia foram avaliados: tempo de latência, o nível de bloqueio sensitivo e bloqueio motor. No período per-operatório foram anotados: hipotensão arterial, bradicardia, depressão respiratória, diminuição da saturação periférica da hemoglobina pelo oxigênio, náuseas, vômitos, prurido e tremor. No período pós-operatório foi pesquisado o tempo de analgesia. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos. O tempo de latência, o bloqueio motor e o tempo de analgesia não apresentaram diferença significativa. O nível de bloqueio sensitivo mostrou diferença entre o grupo controle e os grupos contendo opióides em todos os momentos estudados. Prurido foi o efeito colateral mais freqüente nos grupos contendo opióides. CONCLUSÕES: A adição de fentanil (25 µg) e sufentanil (5 µg) à bupivacaína a 0,5% isobárica (10 mg) em raquianestesia altera o nível de bloqueio sensitivo.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Since the discovery of opioid receptors and the increase in spinal cord neuropharma- cological knowledge as to transmission and inhibition of nociceptive stimulations, there has been an increased interest in spinal drugs for anesthesiology and pain relief. This study aimed at prospectively evaluating the clinical efficacy of fentanyl (25 µg) and sufentanil (5 µg) with isobaric bupivacaine (10 mg), in patients submitted to spinal anesthesia for varicose vein surgery. METHODS: Participated in this study 60 patients, physical status ASA I and II, aged below 60 years, submitted to spinal anesthesia for varicose vein sugery, who were randomly distributed in three groups: B (10 mg isobaric bupivacaine), BF (10 mg isobaric bupivacaine and 25 µg fentanyl) and BS (10 mg isobaric bupivacaine and 5 µg sufentanil). Spinal anesthesia was induced in the left lateral position; lumbar puncture was performed at L3-L4, with 27G Quincke needles. The following parameters were evaluated after spinal anesthesia: onset time, sensory and motor block level. The following parameters were recorded during the procedure: arterial hypotension, bradycardia, respiratory depression, oxygen hemoglobin peripheral saturation decrease, nausea, vomiting, pruritus and shivering. Analgesia duration was evaluated in the post-operative period. RESULTS: Groups were homogeneous. There were no significant differences in onset time, motor block and analgesia duration. There were differences in sensory block level between the control group and the opioid groups in all studied moments. Pruritus was the most frequent side-effect in the opioid groups. CONCLUSIONS: The addition of fentanyl (25 µg) and sufentanil (5 µg) to isobaric bupivacaine (10 mg) in spinal anesthesia affects sensory block levels.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Desde la descubierta de los receptores opioides y un mayor entendimiento de la neurofarmacología de la médula espinal en relación a la transmisión y inhibición del impulso nociceptivo, ha aumentado el interés en la utilización de drogas por vía subaracnóidea, en Anestesia y tratamiento del dolor. El presente estudio tiene como finalidad evaluar prospectivamente la eficacia clínica de la adición de fentanil (25 µg) y sufentanil (5 µg) a la bupivacaína isobárica (10 mg), en pacientes sometidos a raquianestesia para tratamiento quirúrgico de várices de MMII. MÉTODO: Participaron del estudio 60 pacientes, estado físico ASA I y II, con edades abajo de 60 años, sometidos a raquianestesia para tratamiento quirúrgico de várices y divididos aleatoriamente en tres grupos: B (bupivacaína isobárica 10 mg), BF (bupivacaína isobárica 10 mg y fentanil 25 µg) y BS (bupivacaína isobárica 10 mg y sufentanil 5 µg). La raquianestesia fue realizada en decúbito lateral izquierdo, punción lumbar entre L3-L4, con aguja de Quincke 27G. Después de la raquianestesia fueron evaluados: tiempo de latencia, el nivel de bloqueo sensitivo y bloqueo motor. En el período per-operatorio fueron anotados: hipotensión arterial, bradicardia, depresión respiratoria, diminución de la saturación periférica de la hemoglobina por el oxígeno, náuseas, vómitos, prurito y tremor. En el período pós-operatorio fue pesquisado el tiempo de analgesia. RESULTADOS: Los Grupos fueron homogéneos. El tiempo de latencia, el bloqueo motor y el tiempo de analgesia no presentaron diferencia significativa. El nivel de bloqueo sensitivo mostró diferencia entre el grupo control y los grupos conteniendo opioides en todos los momentos estudiados. Prurito fue el efecto colateral más frecuente en los grupos conteniendo opioides. CONCLUSIONES: La adición de fentanil (25 µg) y sufentanil (5 µg) a la bupivacaína isobárica (10 mg) en raquianestesia altera el nivel de bloqueo sensitivo. <![CDATA[<B>Unilateral spinal anesthesia with hypobaric bupivacaine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Um bloqueio simpático restrito durante raquianestesia pode minimizar as alterações hemodinâmicas. Teoricamente, o uso de soluções não isobáricas de anestésicos locais pode produzir anestesia unilateral e restringir a desnervação simpática a apenas um lado do corpo. A dose do anestésico local e o tempo que o paciente permanece em decúbito lateral para a realização da raquianestesia unilateral são desconhecidos. O presente estudo prospectivo investiga a incidência de raquianestesia unilateral utilizando bupivacaína a 0,15% preparada a partir de 1,5 ml de solução isobárica de bupivacaína adicionada de 25 µg fentanil, injetada através de agulha 27G tipo Quincke no paciente em decúbito lateral, com membro a ser operado voltado para cima. MÉTODO: Raquianestesia com 0,15% de bupivacaína mais fentanil foi realizada através da agulha 27G Quincke em 22 pacientes estado físico ASA I e II submetidos à cirurgias ortopédicas. A punção subaracnóidea foi realizada com o paciente previamente colocado com o lado a ser operado voltado para cima e foram retirados de 3 a 5 ml de LCR e injetados 5 ml da solução hipobárica na velocidade de 1 ml.15s-1. Bloqueios sensitivo e motor (picada de agulha e escala de 0 a 3) foram comparados entre os lados a ser operado e o contralateral. RESULTADOS: Os bloqueios motor e sensitivo entre o lado operado e o contralateral foram significativamente diferentes em todos os tempos em ambos os grupos. Raquianestesia unilateral foi obtida em 71% dos pacientes. Estabilidade hemodinâmica foi observada em todos os pacientes. Nenhum paciente desenvolveu cefaléia pós-raquianestesia. CONCLUSÕES: A bupivacaína hipobárica a 0,15% (7,5 mg) associada ao fentanil proporciona um predominante bloqueio unilateral. Vinte minutos são suficientes para a instalação do bloqueio. As principais vantagens da raquianestesia unilateral são a estabilidade hemodinâmica, a satisfação do paciente e a ausência de cefaléia pós-punção.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Restricted sympathetic block during spinal anesthesia may minimize hemodynamic changes. In theory, the use of non-isobaric local anesthetics may induce unilateral anesthesia and limit sympathetic blockade to one side of the body. The local anesthetic dose and the time patients need to remain in the lateral position for achieving unilateral spinal anesthesia are not known. This prospective study investigated the incidence of unilateral spinal anesthesia following injection through a 27G Quincke needle of 0.15% hypobaric bupivacaine, prepared with 1.5 ml standard isobaric bupivacaine plus fentanyl (25 µg), in patients in the lateral position with the limb to be operated upwards. METHODS: Spinal anesthesia with 0.15% bupivacaine + fentanyl (25 µg) was induced through a 27G Quincke needle in 22 ASA I and II patients undergoing orthopedic surgery. Dural puncture was performed with the patient in the lateral position with the side to be operated upwards. After removal of 3 to 5 ml of CSF, 5 ml of the hypobaric bupivacaine-fentanyl mixture were injected at a speed of 1 ml.15 s-1. Sensory and motor block (pinprick/scale 0 to 3) were compared between operated and contralateral sides. RESULTS: Motor and sensory blocks in operated and contralateral sides were significantly different in all moments for both groups. Unilateral spinal anesthesia was obtained in 71% of the patients. No hemodynamic changes were observed in any patient. No patient developed post-dural puncture headache. CONCLUSIONS: Hypobaric 0.15% bupivacaine (7.5 mg) associated to fentanyl provided a predominantly unilateral block after twenty minutes in the lateral position. Major advantages of unilateral spinal anesthesia were hemodynamic stability, patient satisfaction and the absence of post-dural puncture headache.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Un bloqueo simpático restricto durante la raquianestesia puede minimizar las alteraciones hemodinámicas. Teóricamente, el uso de soluciones no isobáricas de anestésicos locales puede producir anestesia unilateral y restringir la desnervación simpática de apenas un lado del cuerpo. Las dosis del anestésico local y el tiempo que el paciente permanece en decúbito lateral para la realización de la raquianestesia unilateral son desconocidas. El presente estudio prospectivo investiga la incidencia de raquianestesia unilateral utilizando bupivacaína 0,15% preparada a partir de 1,5 ml de solución isobárica de bupivacaína adicionada de 25 µg fentanil, inyectada a través de aguja 27G tipo Quincke en el paciente en decúbito lateral, con el miembro a ser operado vuelto para arriba. MÉTODO: Raquianestesia con 0,15% de bupivacaína más fentanil fue realizada a través de la aguja 27G Quincke en 22 pacientes estado físico ASA I y II sometidos a cirugías ortopédicas. La punción subaracnóidea fue realizada con el paciente previamente colocado con el lado a ser operado vuelto para arriba y fueron retirados de 3 a 5 ml de LCR e inyectados 5 ml de la solución hipobárica en la velocidad de 1 ml.15 s-1. Bloqueo sensitivo y motor (picada de aguja y escala de 0 a 3) fueron comparados entre los lados a ser operados y el contra lateral. RESULTADOS: El bloqueo motor y sensitivo entre el lado operado y el contra lateral fueron significativamente diferentes en todos los tiempos en ambos grupos. Raquianestesia unilateral fue obtenida en 71% de los pacientes. Estabilidad hemodinámica fue observada en todos los pacientes. Ningún paciente desenvolvió cefalea pós-raquianestesia. CONCLUSIONES: La bupivacaína hipobárica a 0,15% (7,5 mg) asociada al fentanil proporciona un predominante bloqueo unilateral. Veinte minutos son suficientes para la instalación del bloqueo. Las principales ventajas de la raquianestesia unilateral son la estabilidad hemodinámica, la satisfacción del paciente y la ausencia de cefalea pós-punción. <![CDATA[<B>Comparison of intravenous and epidural morphine analgesia after thoracotomy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Analgesia após cirurgia de tórax é feita por diferentes métodos. O objetivo do estudo foi avaliar a analgesia pós-operatória com associação de morfina por via venosa e peridural, comparada ao uso por via isolada. MÉTODO: Foram estudados 20 pacientes submetidos à cirurgia de tórax, ambos os sexos, estado físico ASA I a III. Foi feita medicação pré-anestésica com midazolam por via venosa (3 a 3,5 mg) na SO. A monitorização constou de ECG contínuo, pressão arterial invasiva, oximetria de pulso, capnografia, PVC, diurese e temperatura. Primeiramente foi realizada anestesia peridural contínua, T7-T8 com 10 ml de bupivacaína a 0,25% e, em seguida, indução com fentanil (5 µg.kg-1), etomidato (0,2 a 0,3 mg.kg-1) e succinilcolina (1 mg.kg-1). Foi feita IOT com tubo de duplo lume, complementação com pancurônio (0,08 a 0,1 mg.kg-1) e ventilação controlada mecânica. Os pacientes foram então distribuídos aleatoriamente em três grupos. Ao Grupo I, administrou-se pelo cateter peridural, 2 mg de morfina 0,1% na indução da anestesia (M1), após 12 horas (M2) e 24 horas (M3) do final da cirurgia, ao Grupo II, morfina por via venosa em bomba de infusão (15 µg.kg.h-1) precedida de bolus de 50 µg.kg-1, durante 30 horas e ao Grupo III, morfina por via peridural na dose de 0,5 mg em M1, M2 e M3, associada com morfina venosa em bomba de infusão (8 µg.kg.h-1) precedida de bolus de 25 µg.kg-1, por 30 horas. Análise de gases arteriais, freqüências cardíaca e respiratória, presença de prurido, náuseas, vômitos e analgesia pós-operatória foram avaliados a cada 6 horas, até um total de 30 horas do pós-operatório. A analgesia foi avaliada por escala de graduação numérica (EGN) de 0 a 10. RESULTADOS: A EGN apresentou redução no grupo I apenas no momento M2 não ocorrendo nos demais intervalos. Nos grupos II e III ocorreu redução da dor a partir de 18 horas em relação aos valores iniciais e em relação ao grupo I. Houve maior necessidade de analgesia complementar no grupo I do que nos outros grupos. CONCLUSÕES: Observou-se melhor efeito analgésico com morfina venosa ou com a associação de vias venosa e peridural utilizando-se menores doses de morfina. Esta diferença foi expressiva quando menores quantidades de analgésicos complementares foram utilizados nestes grupos, oferecendo um efetivo método de analgesia para o pós-operatório de cirurgia de tórax com menores efeitos depressores respiratórios e emetogênicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Patients undergoing thoracotomy experience severe postoperative pain. This study aimed at evaluating postoperative analgesia with the association of intravenous and epidural morphine as compared to a single route. METHODS: Participated in this study 20 patients of both genders, physical status ASA I, II or III, scheduled for thoracotomy. Patients were premedicated with intravenous midazolam (3 to 3.5 mg) in the OR. Monitoring consisted of continuous ECG, invasive blood pressure, pulse oximetry, capnography, CVP, diuresis and temperature. Continuous epidural anesthesia was induced in T7-T8 with 10 ml of 0.25% bupivacaine followed by fentanyl (5 µg.kg-1), etomidate(0.2 to 0.3 mg.kg-1) and succinylcholine (1 mg.kg-1). Tracheal intubation was performed with a double lumen tube and complemented with pancuronium(0.08 to 0.1 mg.kg-1) and mechanically controlled ventilation. Patients were then randomly distributed in three groups. Group I received 2 mg of 0.1% morphine by epidural catheter at anesthetic induction (M1), 12 h (M2) and 24 h (M3) after surgery. Group II received intravenous morphine by infusion pump (15 µg.kg.h-1) preceded by a 50 µg.kg-1 bolus, for 30 hours. Group III received 0.5 mg epidural morphine in M1, M2 and M3, associated to intravenous morphine by infusion pump (8 µg.kg.h-1), preceded by a 25 µg.kg-1 bolus, for 30 hours. Blood gas analysis, heart and respiratory rate, incidence of pruritus, nausea, vomiting and postoperative analgesia were evaluated at 6-hour intervals for 30 postoperative hours. Analgesia was evaluated by a numeric gradual scale (NGS) from 0 to 10. RESULTS: NGS was lower in Group I in M2, without differences in remaining intervals. Pain decreased in Groups II and III as from 18 hours as compared to baseline and to Group I. Group I needed more additional analgesia as compared to other groups. CONCLUSIONS: There has been a better analgesic effect with intravenous morphine or the association of intravenous and epidural morphine, with lower drug doses. This difference was significant when lower analgesic doses were used in these groups and represented an effective postoperative analgesic method for thoracotomy, with lower respiratory depression and emetic effects.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Analgesia después de la cirugía de tórax es realizada por diferentes métodos. El objetivo del estudio fue evaluar la analgesia pós-operatoria con asociación de morfina por vía venosa y peridural, comparada al uso por vía aislada. MÉTODO: Fueron estudiados 20 pacientes de cirugía de tórax, de ambos sexos, estado físico ASA I a III. Fue hecha medicación pré-anestésica con midazolan por vía venosa (3 a 3,5 mg) en la SO. La monitorización constó de ECG continuado, presión arterial invadida, oximetria de pulso, capnografia, PVC, diuresis y temperatura. Primero fue realizada anestesia peridural continua, T7-T8 con 10 ml de bupivacaína a 0,25% y, enseguida, inducción con fentanil (5 µg.kg-1), etomidato (0,2 a 0,3 mg.kg-1) y succinilcolina (1 mg.kg¹). Fue hecha IOT con tubo de duplo lumbre, complementado con pancurónio (0,08 a 0,1 mg.kg-1) y ventilación mecánica controlada. Los pacientes fueron entonces distribuidos aleatoriamente en tres grupos. Al Grupo I, se administró por el catéter peridural, 2 mg de morfina 0,1% en la inducción de la anestesia (M1), después de 12 horas (M2) y 24 horas (M3) del final de la cirugía, al Grupo II, morfina por vía venosa en bomba de infusión (15 µg.kg.h-1) precedida de bolus de 50 µg.kg-1, durante 30 horas y al Grupo III, morfina por vía peridural en la dosis de 0,5 mg en M1, M2 7 y M3, asociada con morfina venosa en bomba de infusión (8 µg.kg.h-1) precedida de bolus de 25 µg.kg-1, por 30 horas. Análisis de gases arteriales, frecuencias cardíaca y respiratoria, presencia de prurito, náuseas y vómitos y analgesia pós-operatoria fueron evaluados a cada 6 horas, hasta un total de 30 horas del pós-operatorio. La analgesia fue evaluada por escala de graduación numérica (EGN) de 0 a 10. RESULTADOS: A EGN presentó reducción en el grupo I apenas en el momento M2 no ocurriendo en los demás intervalos. Nos grupos II y III ocurrieron reducción del dolor a partir de 18 horas en relación a los valores iniciales y en relación al grupo I. Hubo mayor necesidad de analgesia complementar en el grupo I de que en los otros grupos. CONCLUSIONES: Se observó mejor efecto analgésico con morfina venosa o con la asociación de vías venosa y peridural utilizando menos dosis de morfina. Esta diferencia fue expresiva cuando menos cantidades de analgésicos complementares fueron utilizados en estos grupos, ofreciendo un efectivo método de analgesia para el pós-operatorio de cirugía de tórax con menores efectos depresivos respiratorios e emetogénicos. <![CDATA[<B>Residual analgesic effect of fentanyl in patients undergoing myocardial revascularization with cardiopulmonary bypass</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar do uso freqüente do fentanil em altas doses para operações de grande porte, a contribuição da concentração plasmática residual desse fármaco sobre a analgesia pós-operatória merece maiores investigações. O objetivo deste estudo é avaliar o efeito analgésico do fentanil residual no primeiro e segundo dias após revascularização miocárdica, bem como quantificar sua concentração. MÉTODO: Foram investigados 11 pacientes submetidos a revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea, sob anestesia geral empregando-se 50 µg.kg-1 de fentanil, por via venosa. Avaliou-se a analgesia pela escala numérica verbal nos tempos zero (extubação), 70 minutos, 3, 5, 8 e 12 horas no primeiro dia e nos tempos zero (24 horas após extubação), 70 minutos, 3, 5, 8 e 12 horas no segundo dia. A dor foi avaliada mediante tosse vigorosa e fisioterapia respiratória. A cada mensuração da dor, questionou-se sobre a necessidade de o paciente receber complementação analgésica. As amostras plasmáticas do fentanil foram coletadas nos tempos zero, 70 minutos, 3, 5, 8 e 12 horas do primeiro e segundo dia de pós-operatório e mensuradas pelo método de radioimuno-ensaio. RESULTADOS: A intensidade da dor variou em média de 1,9 a 3,7 no primeiro dia e de 2,1 a 3,8 no segundo dia de pós-operatório Os níveis plasmáticos de fentanil (> 1 ng/ml), evidenciaram sua contribuição na analgesia no primeiro dia após a operação. CONCLUSÕES: Apesar de não ter sido observada correlação entre a concentração plasmática residual de fentanil e a intensidade da dor, os pacientes apresentaram dor leve durante todo o período investigado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In spite of the frequent use of high doses of fentanyl for major surgeries, the correlation of its residual plasma concentration to postoperative analgesia deserves further investigation. This study aimed at evaluating the residual analgesic effect of fentanyl in the first and second postoperative days of myocardial revascularization, as well as quantifying its concentration. METHODS: Participated in this study 11 patients undergoing myocardial revascularization with cardiopulmonary bypass under general anesthesia with 50 µg.kg-1 intravenous fentanyl. Analgesia was evaluated by a numeric verbal scale at moments zero (extubation), 70 min, 3, 5, 8 and 12 hours in the first day; and moments zero (24 h after extubation), 70 min, 3, 5, 8 and 12 hours in second post-operative day. Pain intensity to vigorous cough and respiratory physical therapy was evaluated. At every measurement, patients were asked about the need for analgesic complementation. Plasma samples were collected in moments zero (extubation), 70 min, 3, 5, 8 and 12 hours during the first and second postoperative days for fentanyl radioimmunoassay. RESULTS: Mean pain intensity varied from 1.9 to 3.7 in the first day and from 2.1 to 3.8 in the second postoperative day. Fentanyl plasma levels (> 1 ng/ml) evidenced its contribution to post-operative analgesia during the first postoperative day. CONCLUSIONS: In spite of the lack of correlation between residual fentanyl plasma concentration and pain intensity, patients referred only mild pain during the whole investigation period.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A pesar del uso frecuente del fentanil en altas dosis para operaciones de grande porte, la contribución de la concentración plasmática residual de ese fármaco sobre la analgesia pós-operatoria merece mayores investigaciones. El objetivo de este estudio es evaluar el efecto analgésico del fentanil residual en el primero y segundo día después de revascularización miocárdica, bien como dosificar su concentración. MÉTODO: Fueron investigados 11 pacientes sometidos a revascularización del miocárdio con circulación extracorpórea, bajo anestesia general empleando 50 µg.kg-1 de fentanil, por vía venosa. Se evaluó la analgesia por la escala numérica verbal en los tiempos cero (extubación), 70 minutos, 3, 5, 8 y 12 horas en el primero día y en los tiempos cero (24 horas después de extubación), 70 minutos, 3, 5, 8 y 12 horas en el segundo día. El dolor fue evaluado mediante tos vigorosa y fisioterapia respiratoria. A cada mensuración del dolor, se cuestionó sobre la necesidad del paciente recibir complemento analgésico. Las muestras plasmáticas del fentanil fueron colectadas en los tiempos cero, 70 minutos, 3, 5, 8 y 12 horas del primero y segundo día de pós-operatorio y mensuradas por el método de radioinmunoensayo. RESULTADOS: La intensidad del dolor varió en media de 1,9 a 3,7 en el primero día y de 2,1 a 3,8 en el segundo día de pós-operatorio. Los niveles plasmáticos de fentanil (> 1 ng/ml), evidenciaron su contribución en la analgesia en el primero día después de la operación. CONCLUSIONES: A pesar de no haber sido observada correlación entre la concentración plasmática residual de fentanil y la intensidad del dolor, los pacientes presentaron dolor leve durante todo el período investigado (ENV < 4,5). <![CDATA[<B>Intra-articular analgesia with morphine, bupivacaine or fentanyl after knee video-arthroscopy surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de métodos que promovam analgesia para dor do joelho sem prejudicar a função motora tem sido bastante pesquisado. O objetivo do presente estudo foi comparar o efeito analgésico da morfina, da bupivacaína e do fentanil, com a solução fisiológica, injetada por via intra-articular após operação de joelho por videoartroscopia. MÉTODO: Sessenta pacientes foram divididos de forma aleatória, em quatro grupos: GI (n=15) - 10 ml de solução fisiológica; GII (n = 15) - 2 mg de morfina diluídos para 10 ml de solução fisiológica; GIII (n = 15) - 10 ml de bupivacaína a 0,25%; GIV (n = 15) - 100 µg de fentanil diluídos para 10 ml de solução fisiológica, injetados ao término da operação. Todos os pacientes foram submetidos à anestesia subaracnóidea com 15 mg de bupivacaína hiperbárica. A intensidade da dor foi avaliada pela escala analógica visual (imediatamente após o término da operação e após 6, 12, 18 e 24 horas), bem como a necessidade de complementação analgésica (dipirona 1 g por via venosa). Foram anotados os possíveis efeitos colaterais. RESULTADOS: Não houve diferença significativa na intensidade da dor entre os grupos, na quase totalidade dos tempos estudados. Houve diferença estatística até seis horas, quando o grupo fentanil apresentou intensidade da dor significativamente menor. O grupo morfina necessitou de maior número de complementações com dipirona. Os efeitos colaterais foram mínimos, sem significância estatística. CONCLUSÕES: Não houve diferença significativa entre a analgesia promovida pelas soluções estudadas na maioria dos tempos investigados.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Methods to promote knee pain analgesia without impairing motor function have been widely researched. This study aimed at comparing intra-articular morphine, bupivacaine, and fentanyl analgesic effects (as compared to saline solution), after knee video-arthroscopy. METHODS: Participated in this study 60 patients who were randomly distributed in four groups: GI (n = 15) 10 ml saline solution; GII (n = 15) 2 mg morphine diluted in 10 ml saline solution; GIII (n = 15) 10 ml of 0.25% bupivacaine; GIV (n = 15) 100 µg fentanyl diluted in 10 ml saline solution, injected at surgery completion. All patients received spinal anesthesia with 15 mg hyperbaric bupivacaine. Pain intensity was evaluated by a visual analog scale (VAS) (at surgery completion, and 6, 12, 18 and 24 hours later). The need for analgesic complementation (1 g intravenous dipirone) was also evaluated. Side effects were recorded. RESULTS: There were no statistical differences in pain intensity among groups in almost all moments studied. There was a statistic difference up to 6 hours, when the fentanyl group had significantly lower pain. The morphine group needed more dipirone complementation. Side effects were minor, without statistical significance. CONCLUSIONS: There were no statistical differences among solutions’ analgesic effects in almost all moments studied.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de métodos que promuevan analgesia para el dolor de rodilla sin perjudicar la función motora ha sido bastante pesquisado. El objetivo del presente estudio fue comparar el efecto analgésico de la morfina, de la bupivacaína y del fentanil, con la solución fisiológica, inyectada por vía intra-articular después de operación de rodilla por videoartroscopia. MÉTODO: Sesenta pacientes fueron divididos de forma aleatoria, en cuatro grupos: GI (n=15) - 10 ml de solución fisiológica; GII (n = 15) - 2 mg de morfina diluidos para 10 ml de solución fisiológica; GIII (n = 15) - 10 ml de bupivacaína a 0,25%; GIV (n = 15) - 100 µg de fentanil diluidos para 10 ml de solución fisiológica, inyectados al término de la operación. Todos los pacientes fueron sometidos a anestesia subaracnóidea con 15 mg de bupivacaína hiperbárica. La intensidad del dolor fue evaluada por la escala analógica visual (inmediatamente después del término de la operación y después 6, 12, 18 y 24 horas), bien como la necesidad de complemento analgésico (dipirona 1 g por vía venosa). Fueron anotados los posibles efectos colaterales. RESULTADOS: No hubo diferencia significativa en la intensidad del dolor entre los grupos, en la casi totalidad de los tiempos estudiados. Hubo diferencia estadística hasta seis horas, cuando el grupo fentanil presentó intensidad de dolor significativamente menor. El grupo morfina necesitó de mayor número de complementos con dipirona. Los efectos colaterales fueron mínimos, sin significación estadística. CONCLUSIONES: No hubo diferencia significativa entre la analgesia promovida por las soluciones estudiadas en la mayoría de los tiempos investigados. <![CDATA[<B>Tomographic identification of popliteal nerves epineural sheath during foot intermittent regional anesthesia</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Bloqueios nervosos regionais dos membros inferiores são comumente realizados para procedimentos cirúrgicos e analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo é demonstrar um raro e casual registro tomográfico sobre o posicionamento de cateter na fossa poplítea, originalmente destinado ao nervo ciático, e a dispersão da solução anestésica durante analgesia intermitente num trauma de pé. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 54 anos, estado físico ASA III, com trauma grave do pé esquerdo foi submetido a bloqueio do nervo ciático através de cateter colocado no ápice do triângulo poplíteo. Como injeções de 10 ml de bupivacaína a 0,375% com epinefrina a 1:400.000 permitiram curativos e desbridamentos diários com preservação da sensibilidade plantar, o fenômeno foi investigado radiologicamente. Estudos radiográficos e tomográficos contrastados da região poplítea permitiram mostrar o posicionamento do cateter e a dispersão da solução anestésica sob a bainha de cada um dos componentes do nervo ciático. CONCLUSÕES: Os relevantes achados tomográficos contrastados da região poplítea comprovaram recente estudo anatômico sobre a individualização da bainha neural, envolvendo os nervos poplíteos com implicações no desfecho do bloqueio nesta região. A analgesia obtida por cateter mantido na fossa poplítea demonstrou ser efetiva apenas no dermátomo do nervo fibular superficial (dorso medial do pé e hálux).<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Lower limb regional nervous blocks are common procedures for surgery and postoperative analgesia. This study aimed at describing a rare and casual tomographic image of a catheter in the popliteal fossa, which was originally directed to the sciatic nerve, and of anesthetic solution spread during intermittent analgesia for foot trauma. CASE REPORT: Male patient, 54 years old, physical status ASA III, with severe left foot trauma and submitted to sciatic nerve block through a catheter inserted in the apex of the popliteal triangle. Since 10 ml injections of 0.375% bupivacaine with epinephrine 1:400,000 allowed for daily dressings and débridement while preserving plantar sensitivity, the phenomenon was radiologically investigated. Enhanced radiographic and tomographic studies of the popliteal region were able to show catheter positioning and anesthetic spread under the sheath of each component of the sciatic nerve. CONCLUSIONS: Relevant enhanced tomographic findings of the popliteal region have proven a recent anatomic study on the individualization of the neural sheath involving popliteal nerves with implications in blockade outcome. Anesthesia obtained by a catheter in the popliteal fossa was effective only in the superficial fibular nerve dermatome (medial dorsum of foot and hallux).<hr/>JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Bloqueos nerviosos regionales de los miembros inferiores son comúnmente realizados para procedimientos quirúrgicos y analgesia pós-operatoria. El objetivo de este estudio es demostrar un raro y casual registro tomográfico sobre la posición del catéter en la fosa poplítea, originalmente destinado al nervio ciático, y la dispersión de la solución anestésica durante analgesia intermitente en un trauma de pie. RELATO DE CASO: Paciente del sexo masculino, 54 años, estado físico ASA III, con trauma grave del pie izquierdo fue sometido a bloqueo del nervio ciático a través de catéter colocado en el ápice del triángulo poplíteo. Como inyecciones de 10 ml de bupivacaína a 0,375% con epinefrina a 1:400.000 permitieron curativos y desbridamientos diarios con preservación de la sensibilidad plantar, el fenómeno fue investigado radiológicamente. Estudios radiográficos y tomográficos contrastados de la región poplítea permitieron mostrar la posición del catéter y la dispersión de la solución anestésica bajo la vaina de cada uno de los componentes del nervio ciático. CONCLUSIONES: Los relevantes hallados tomográficos contrastados de la región poplítea comprobaron reciente estudio anatómico sobre la individualización de la vaina neural envolviendo los nervios poplíteos con implicaciones en el resultado del bloqueo En esta región. la analgesia obtenida por catéter mantenido en la fosa poplítea demostró ser efectiva apenas en el dermátomo del nervio fibular superficial (dorso medial del pie y hálux). <![CDATA[<B>Upper airway obstruction after peritonsillar abscess drainage</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O abscesso periamigdaliano é uma complicação incomum, porém predispõe a comprometimento grave das vias aéreas superiores. O objetivo deste relato é apresentar um caso de obstrução de vias aéreas após drenagem cirúrgica de abscesso periamigdaliano numa paciente jovem sem outras doenças de base. RELATO DO CASO: Trata-se de uma paciente de 26 anos com grave abscesso periamigdaliano que submeteu-se à anestesia geral para drenagem e após a extubação apresentou grave insuficiência respiratória, necessitando de reintubação traqueal e ventilação controlada mecânica por 24 horas. CONCLUSÕES: O planejamento anestésico e a adequada indicação cirúrgica são fundamentais para a prevenção de complicações em cirurgia otorrinolaringológica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Peritonsillar abscess is an unusual complication, but predisposes to severe upper airway complications. This report aimed at presenting a case of upper airway obstruction after surgical drainage of a peritonsillar abscess in a healthy young female patient. CASE REPORT: Young female patient, 26 years old, with severe peritonsillar abscess and submitted to general anesthesia for drainage. After extubation, she presented a severe respiratory failure requiring reintubation and controlled ventilation for 24 hours. CONCLUSIONS: The anesthetic strategy and the adequate surgical indication are fundamental in preventing complications during ENT surgeries.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El absceso periamigdaliano es una complicación incomún, sin embargo predisponen al comprometimiento grave de las vías aéreas superiores. El objetivo de este relato es presentar un caso de obstrucción de las vías aéreas después de drenaje quirúrgico de absceso periamigdaliano en una paciente joven sin otras enfermedades de base. RELATO DE CASO: Se trata de una paciente de 26 años con grave absceso periamigdaliano que se sometió a anestesia general para drenaje y después de la extubación presentó grave insuficiencia respiratoria, necesitando de reintubación traqueal y ventilación controlada mecánica por 24 horas. CONCLUSIONES: El planeamiento anestésico y la adecuada indicación quirúrgica son fundamentales para la prevención de complicaciones en cirugía otorrinolaringológica. <![CDATA[<B>Anesthesiologists’ blood pressure during surgical anesthetic procedures in the morning</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hipertensão arterial sistêmica incide em aproximadamente 20% da população mundial, dependendo da interação entre a predisposição genética e fatores ambientais. As condições de estresse inerentes ao trabalho do anestesiologista podem se manifestar no aparelho cardiovascular, influenciando na pressão arterial do profissional que a pratica. O objetivo deste estudo foi verificar se a prática da anestesia é fator desencadeante da variação da pressão arterial no anestesiologista durante o ato anestésico cirúrgico. MÉTODO: Participaram do estudo dez anestesiologistas, cada um realizando dez anestesias raquidianas para parto cesariano. Foram registradas cinco medidas da pressão arterial em cinco momentos diferentes, no total de 50 aferições por anestesiologista. A primeira, realizada após descanso prévio de cinco minutos da chegada do anestesiologista ao centro cirúrgico, denominado M1. A segunda, antes da realização da punção lombar, M2. A terceira, logo após a retirada da agulha do local da punção onde foi realizado o bloqueio, M3. A quarta, imediatamente após a retirada do feto, M4. E a última aferição, ao término da sutura da pele, M5. RESULTADOS: Ocorreu elevação na pressão arterial do anestesiologista nos momentos M3 e M4. CONCLUSÕES: A prática anestésica realizada é responsável por alteração significativa da pressão arterial do anestesiologista e está diretamente relacionada com os momentos de maior risco para o paciente durante o ato anestésico cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Systemic arterial hypertension affects approximately 20% of the world population, depending on the interaction between genetic predisposition and environmental factors. Stresses inherent to the anesthesiologist’s work might reflect in the cardiovascular system, influencing professional’s blood pressure. This study aimed at verifying whether the practice of anesthesia is a triggering factor for anesthesiologists’ blood pressure changes during surgical anesthetic procedures. METHODS: Participated in these study 10 anesthesiologists, each one inducing 10 spinal anesthesias for cesarean section. Blood pressure was measured in five different moments, in a total of 50 readings one each anesthesiologist. The first measure was recorded soon after the anesthesiologist’s arrival in the operating center and was called M1; the second, before lumbar puncture and was called M2; the third, immediately after needle removal from the puncture site and was called M3; the forth reading, M4, was obtained immediately after fetal extraction; and the last value, M5, at end of skin suture. RESULTS: There has been anesthesiologists’ blood pressure increase in moments M3 and M4. CONCLUSIONS: The anesthetic practice is responsible for significant changes in anesthesiologists’ blood pressure and is a direct function of moments of higher risk for the patient during surgical anesthetic procedures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hipertensión arterial sistémica incide en aproximadamente 20% de la población mundial, dependiendo de la interacción entre la predisposición genética y factores ambientales. Las condiciones de estrés inherentes al trabajo del anestesista pueden manifestarse en el aparato cardiovascular, influenciando en la presión arterial del profesional que la practica. El objetivo de este estudio fue verificar si la práctica de la anestesia es factor desencadenante de la variación de la presión arterial en el anestesista durante el acto anestésico quirúrgico. MÉTODO: Participaron del estudio diez anestesistas, cada un realizando diez anestesias raquidianas para parto cesariano. Fueron registradas cinco medidas de la presión arterial en cinco momentos diferentes, en el total de 50 afericiones por anestesista. La primera, realizada después de descanso previo de cinco minutos de la llegada del anestesista al centro quirúrgico, denominado M1. La segunda, antes de la realización de la punción lumbar, M2. La tercera, luego después de la retirada de la aguja del local de la punción donde fue realizado el bloqueo, M3. La cuarta, inmediatamente después de la retirada del feto, M4. Y la última aferición, al término de la sutura de la piel. M5. RESULTADOS: Ocurrió elevación en la presión arterial del anestesista nos momentos M3 y M4. CONCLUSIONES: La práctica anestésica realizada es responsable por la alteración significativa de la presión arterial del anestesista y está directamente relacionada con los momentos de mayor riesgo para el paciente durante el acto anestésico quirúrgico. <![CDATA[<B>Electrocardiogram analysis by the anesthesiologist</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O principal objetivo da avaliação pré-operatória é a diminuição da morbimortalidade associada ao ato anestésico-cirúrgico, devendo ser obtidos todos os dados relacionados à história clínico-cirúrgica do paciente e, a partir daí, determinar quais exames complementares são necessários. Dentre os exames mais solicitados está o eletrocardiograma (ECG). O objetivo deste trabalho foi comparar a interpretação de eletrocardiogramas feitas por cardiologistas, com a realizada por diferentes grupos de anestesiologistas do Serviço de Anestesiologia da Santa Casa. MÉTODO: Foram selecionados 50 ECG em repouso, de diferentes pacientes, que seriam submetidos à cirurgia não cardíaca. Todos os ECG foram analisados e interpretados por dois cardiologistas, sendo a concordância entre ambos considerada padrão ouro de interpretação. Os anestesiolo- gistas foram divididos em 3 grupos: I - Anestesiologistas do Ambulatório de Avaliação Pré-Operatória - APOA (n = 5); II - Anestesiologistas do Centro Cirúrgico Sarmento Barata (CCSB) (n = 10) e III - Médicos em Especialização em Anestesiologia (ME) (n = 5). Foi solicitada uma análise do eletrocardiograma de todos os participantes. Para avaliação dos mesmos foram elaborados critérios objetivos de pontuação: ritmo = 2 pontos, freqüência cardíaca = 1 ponto, P e PR = 2 pontos, QRS = 2 pontos, ST e T = 2 pontos e diagnóstico principal = 1 ponto. RESULTADOS: Foram obtidas as seguintes médias de pontuação para cada grupo: I - 7,35 ± 0,86 pontos; II - 5,44 ± 1,69 pontos e III - 6,34 ± 0,89 pontos, sendo a diferença entre os grupos I e II estatisticamente significativa (p < 0,05). CONCLUSÕES: O grupo de Anestesiologistas do Ambulatório de Avaliação Pré-Operatória alcançou uma pontuação acima dos demais. Provavelmente isto se relaciona ao maior treinamento, pela constante interpretação dos ECG no ambulatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The primary goal of preoperative evaluation is to decrease morbidity/mortality related to surgical anesthetic procedures. All patient’s clinical surgical history must be obtained and only then the necessary exams may be determined. One of the most required exams is the electrocardiogram. This study aimed at comparing electrocar- diographic interpretation by cardiologists and different groups of anesthesiologists at Santa Casa de Porto Alegre. METHODS: Fifty resting electrocardiograms of several patients undergoing non cardiac surgeries were selected. All ECGs were analyzed and interpreted by two cardiologists and their agreement was considered the golden standard for interpretation. Anesthesiologists were divided in three groups: I - Preoperative Evaluation anesthesiologists - POEA (n = 5); II - Surgical Center Sarmento Barata Anesthesiologists (n = 10) and III - Resident Anesthesiologists (n = 5). All participants were asked to perform an ECG analysis and scores were established for such evaluation: rhythm = 2 points, heart rate = 1 point, P and PR = 2 points, QRS = 2 points, ST and T = 2 points and primary diagnosis = 1 point. RESULTS: Means obtained for each group were: group I - 7.35 ± 0.86 points; group II - 5.44 ± 1.69 points and group III - 6.34 ± 0.89 points and the difference between groups I and II was statistically significant (p < 0.05). CONCLUSIONS: Preoperative Evaluation Anesthesiologists achieved a higher score as compared to other groups. This was probably related to more training obtained by the constant ECG interpretation in the clinic.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El principal objetivo de la evaluación pré-operatoria es la disminución de la morbimortalidad asociada al acto anestésico-quirúrgico, debiendo ser obtenidos todos los datos relacionados a la historia clínico-quirúrgica del paciente y, a partir de ahí, determinar que exámenes complementares son necesarios. Entre los exámenes más solicitados está el electrocardiograma (ECG). El objetivo de este trabajo fue comparar la interpretación de electrocardiogramas hechas por cardiólogos con la realizada por diferentes grupos de anestesistas del Servicio de Anestesia de la Santa Casa. MÉTODO: Fueron seleccionados 50 ECG en reposo, de diferentes pacientes, que serian sometidos a cirugía no cardiaca. Todos los ECG fueron analizados e interpretados por dos cardiólogos, siendo la concordancia entre ambos considerada patrón oro de interpretación. Los anestesistas fueron divididos en 3 grupos: I - Anestesistas del Ambulatorio de Evaluación Pré-Operatoria - APOA (n = 5); II - Anestesistas del Centro Quirúrgico Sarmento Barata (CCSB) (n = 10) y III - Médicos en Especialización en Anestesia (ME) (n = 5). Fue solicitada una análisis del electrocardiograma de todos los participantes. Para evaluación de los mismos fueron elaborados criterios objetivos de puntuación: ritmo = 2 puntos, frecuencia = 1 punto, P y PR = 2 puntos, QRS = 2 puntos, ST y T = 2 puntos y diagnóstico principal = 1 punto. RESULTADOS: Fueron obtenidas las siguientes medias de puntuación para cada grupo: I - 7,35 ± 0,86 puntos; II - 5,44 ± 1,69 puntos y III - 6,34 ± 0,89 puntos, siendo la diferencia entre los grupos I y II estadísticamente significativa (p < 0,05). CONCLUSIONES: El grupo de Anestesistas del Ambulatorio de Evaluación Pré-Operatoria alcanzó una puntuación más alta que los demás. Probablemente esto se relaciona al mayor entrenamiento, por la constante interpretación de los ECG en el ambulatorio. <![CDATA[<B>Dexmedetomidine</B>: <B>pharmacology and clinical application</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é o mais recente agonista alfa2-adrenérgico em uso clínico. Apresenta rápido início de ação sendo metabolizado no fígado e excretado principalmente pela urina. O objetivo desta revisão é apresentar as características farmacocinéticas e farmacodinâmicas da dexmedetomidina e sua aplicação clínica em cirurgias. CONTEÚDO: São apresentadas as características farmacocinéticas e farmacodinâmicas da dexmedetomidina, comparando-as com a de outras drogas agonistas alfa2-adrenérgicas, que têm como protótipo do grupo a clonidina. São comentados resultados de trabalhos realizados em cirurgias cardíacas, vasculares, neurológicas e ginecológicas. CONCLUSÕES: A dexmedetomidina mostrou ser uma droga inovadora no que diz respeito à sedação e analgesia. Destacam-se como qualidades principais da droga um rápido início de ação e a capacidade de permitir rápida titulação, podendo deste modo variar a profundidade da sedação e da analgesia. Além disso, oferece sinergismo com as demais drogas anestésicas comumente utilizadas, apresentando baixa incidência de efeitos colaterais e mínima depressão respiratória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dexmedetomidine is the newest alpha2-adrenergic agonist for clinical application. It has a fast onset, is metabolized by the liver and mostly excreted by the urine. This review aimed at presenting pharmacokinetic and pharmacodynamic profiles of dexmedetomidine and its clinical applications. CONTENTS: Dexmedetomidine pharmacokinetic and pharmacodynamic profiles are presented and compared to other alpha2-adrenergic agonist drugs, the prototype of which is clonidine. Cardiac, vascular, neurological and gynecologic procedure outcomes are commented. CONCLUSIONS: Dexmedetomidine is an innovative drug for sedation and analgesia. Its major qualities are fast onset and titration, allowing for changes in sedation and analgesia depth. In addition, it has a synergism with commonly used anesthetic drugs, with a low incidence of side effects and minor respiratory depression.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dexmedetomidina es el más reciente agonista alfa2-adrenérgico en uso clínico. Presenta rápido inicio de acción siendo metabolizado en el hígado y excretado principalmente por la orina. El objetivo de esta revisión es presentar las características farmacocinéticas y farmacodinámicas de la dexmedetomidina y su aplicación clínica en cirugías. CONTENIDO: Son presentadas las características farmacocinéticas y farmacodinámicas de la dexmedetomidina, comparándolas con la de otras drogas agonistas alfa2-adrenérgicas, que tienen como prototipo del grupo, la clonidina. Son comentados los resultados de trabajos realizados en cirugías cardíacas, vasculares, neurológicas y ginecológicas. CONCLUSIONES: La dexmedetomidina mostró que es una droga innovadora en lo que dice respecto a la sedación y analgesia. Se destacan como cualidades principales de la droga un rápido inicio de acción y la capacidad de permitir rápida titulación, pudiendo de este modo variar la profundidad de la sedación y de la analgesia. Además de eso, ofrece sinergismo con las demás drogas anestésicas comúnmente utilizadas, presentando baja incidencia de efectos colaterales e mínima depresión respiratoria. <![CDATA[<B>Complex regional pain syndrome</B>: <B>epidemiology, pathophysiology, clinical manifestations, diagnostic tests and therapeutic proposals</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR), assim denominada a partir de 1994 pelo Consenso da Associação Internacional para o Estudo da Dor (AIED) e anteriormente denominada de várias formas, tais como Distrofia Simpático Reflexa, Causalgia, Algodistrofia ou Atrofia de Sudeck, é uma doença cuja compreensão dos limites clínicos, fisiopatologia e implicações de patogenia ainda é pobre. Disto resulta a enorme insatisfação não só para os pacientes como para os profissionais da saúde quanto aos métodos terapêuticos atualmente disponíveis. O objetivo deste trabalho é rever a literatura e atualizar um conjunto de informações com o intuito da melhor compreensão desta importante síndrome dolorosa. CONTEÚDO: Este é um trabalho de revisão da literatura nos diversos aspectos da SDCR, com ênfase em suas causas, definição e taxonomia, fisiopatologia, características clínicas, testes diagnósticos e propostas de tratamentos mais recentes. CONCLUSÕES: Poucos são os estudos controlados adequadamente, encobertos e aleatórios, publicados com grandes amostras, havendo muitas dúvidas sobre esta doença. Desta forma, ainda há enorme empirismo na sua terapêutica, e os resultados obtidos são insatisfatórios.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The term Complex Regional Pain Syndrome (CRPS) was adopted as from 1994 by the International Association for Study of Pain (IASP) Consensus. It previously referred to by several other names, such as Reflex Sympathetic Dystrophy, Causalgia, Algodystrophy or Sudeck’s Atrophy, and is a disease where the understanding of clinical limits, pathophysiology and pathogenic implications is still very poor. Thus resulting in disappointment both for patients and for health professionals with regard to currently available therapies. This study aimed at reviewing the literature and updating information to improve the understanding of this severe painful syndrome. CONTENTS: This study is a literature review of several CRPS aspects, with emphasis in its causes, definition and taxonomy, pathophysiology, clinical characteristics, diagnostic tests and most recent therapies. CONCLUSIONS: There are few well controlled, double blind and randomized CRPS studies with large samples, and there are still several questions about this disease. The treatment is usually empirical and the patient outcome is poor.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Síndrome Dolorosa Compleja Regional (SDCR), así denominada a partir de 1994 pelo Consenso de la Associación Internacional para el Estudió del Dolor (AIED) y anteriormente denominada de varias formas, tales como Distrofia Simpático Refleja, Causalgia, Algodistrofia o Atrofia de Sudeck, es una enfermedad cuya comprensión de los limites clínicos, fisiopatología e implicaciones de patogenia aun es pobre. De esto resulta la enorme insatisfacción no solamente para los pacientes como para los profesionales de la salud, cuanto a los métodos terapéuticos actualmente disponibles. El objetivo de este trabajo es rever la literatura y actualizar un conjunto de informaciones con la intuición de la mejor comprensión de esta importante síndrome dolorosa. CONTENIDO: Este es un trabajo de revisión de la literatura en los diversos aspectos de la SDCR, con énfasis en sus causas, definición y taxonomía, fisiopatología, características clínicas, tests diagnósticos y propuestas de tratamientos más recientes. CONCLUSIONES: Pocos son los estudios controlados adecuadamente, encubiertos y aleatorios, publicados con grandes muestras, habiendo muchas dudas sobre esta enfermedad. De esta forma, aun hay enorme empirismo en su terapéutica, y los resultados obtenidos son insatisfactorios. <![CDATA[<B>Intrathecal drugs for chronic pain control</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor crônica é um desafio para a Medicina atual. Novos métodos e medicamentos têm sido propostos com o intuito de controlar os sintomas álgicos. A via de administração subaracnóidea tem se mostrado como uma alternativa viável e segura, embora necessite continuamente ser objeto de estudo de muitos pesquisadores. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão dos medicamentos disponíveis no arsenal terapêutico já consagrados pelo uso e os que se mostram promissores na atualidade para a prática clínica diária. CONTEÚDO: Nesta revisão são avaliados vários fármacos que apresentam ação analgésica quando utilizada via neuroeixo. Opióides, anestésicos locais, agonistas alfa2-adrenérgicos, antagonistas dos aminoácidos excitatórios e inibitórios, acetilcolina, inibidores da acetilcolinesterase, bloqueadores dos canais de cálcio, adenosina, serotonina, antidepressivos tricíclicos e inibidores da síntese de prostaglandinas são analisados no que concerne aos seus efeitos farmacológicos, incluindo os indesejáveis. CONCLUSÕES: Muitos avanços foram registrados no controle dos sintomas álgicos após a utilização das substâncias citadas por via raquidiana, onde certamente algumas serão aproveitadas e enriquecerão o arsenal terapêutico e outras relegadas temporária ou definitivamente. Entretanto, ainda serão necessários muitos estudos clínicos e experimentais para que estes conhecimentos possam ser incorporados e utilizados com segurança pelos profissionais que lidam com o tratamento da dor crônica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Chronic pain is a challenge for modern medicine. New methods and drugs have been proposed to control pain. Intrathecal administration is a feasible and safe option, but still requires further investigations. This study aimed at reviewing available and well established drugs as well as new promising alternatives for the daily practice. CONTENTS: Several neuraxial drugs with analgesic action are reviewed. Desirable and undesirable effects of opioids, local anesthetics, alpha2-agonists, excitatory and inhibitory aminoacid antagonists, acetylcholine, acetyl-cholinesterase inhibitors, calcium channel blockers, adenosine, serotonin, tricyclic antidepressants and prostaglandin synthesis inhibitors are analyzed. CONCLUSIONS: Several advances were achieved in controlling pain with intrathecal administration of the above-mentioned drugs. Certainly some will be used, thus enriching therapeutic armamentarium, and others will be temporarily or permanently abandoned. However, several clinical and experimental studies will still be needed for knew knowledge to be incorporated and safely used by professionals dealing with chronic pain.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor crónico es un desafío para la Medicina actual. Nuevos métodos y medicamentos han sido propuestos con el intento de controlar los síntomas álgicos. La vía de administración subaracnóidea se ha mostrado como una alternativa viable y segura, aun cuando, necesite continuamente ser objeto de estudio de muchos pesquisidores. El objetivo de este trabajo es hacer una revisión de los medicamentos disponibles en el arsenal terapéutico ya consagrados por el uso y los que se muestran prometedores en la actualidad para la práctica clínica diaria. CONTENIDO: En esta revisión son evaluados varios fármacos que presentan acción analgésica cuando utilizados por vía neuroejes. Opioides, anestésicos locales, agonistas alfa2-adrenérgicos, antagonistas de los aminoácidos excitantes e inhibitorios, acetilcolina, inhibidores de la acetilcolinesterasis bloqueadores de los canales de calcio, adenosina, serotonina, antidepresivos tricíclicos e inhibidores de la síntesis de prostaglandinas son analizados en lo que concierne a sus efectos farmacológicos, incluyendo los indeseables. CONCLUSIONES: Muchos avanzos fueron registrados en el control de los síntomas álgicos después de la utilización de las substancias citadas por vía raquidiana, donde ciertamente algunas serán aprovechadas y enriquecerán el arsenal terapéutico y otras relegadas temporaria o definitivamente. Entretanto, aun serán necesarios muchos estudios clínicos y experimentales para que estos conocimientos puedan ser incorporados y utilizados con seguridad por los profesionales que trabajan con el tratamiento del dolor crónico. <![CDATA[<B>Opioids for treating non malignant chronic pain</B>: <B>the role of methadone</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de opióides em dor oncológica já é bastante difundido e comprovado por diversos ensaios clínicos bem controlados. Entretanto, há uma grande controvérsia em relação ao uso em longo prazo de opióides em dor crônica de origem não oncológica, que tem se intensificado de forma importante nos últimos anos. Neste estudo, objetivamos avaliar criticamente as informações disponíveis na literatura a respeito do uso de opióides para tratamento de dor crônica não oncológica e o papel da metadona como opção terapêutica. CONTEÚDO: Os estudos disponíveis ainda são limitados, mas demonstram que determinadas subpopulações de pacientes portadores de dor crônica podem alcançar analgesia importante, com pouca tolerância e baixo potencial para adição, principalmente aqueles refratários aos esquemas terapêuticos convencionais. Morfina é o opióide padrão, mas outras alternativas podem ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona ou fentanil. Metadona é um opióide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinência em paciente dependentes, que também constitui uma importante opção no tratamento da dor crônica não oncológica, principalmente dor neuropática. CONCLUSÕES: Apesar do conhecimento crescente sobre o uso de opióides em dor crônica não oncológica, novos estudos melhor controlados ainda são necessários para uma discussão mais científica a respeito do assunto. A metadona administrada por via oral apresenta uma boa relação custo-benefício, representando uma alternativa efetiva para um melhor controle da dor em alguns pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of opioids for cancer pain has already well established by several well-controlled clinical trials. However, there is a major controversy about long-term use of opioids in non-malignant chronic pain, which has been significantly intensified in the last few years. This study aimed at evaluating available data on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain and the role of methadone as a therapeutic alternative. CONTENTS: There are few available studies, but they show that some subpopulations of chronic pain patients may achieve sustained analgesia with minor tolerance and low addiction potential, mainly those refractory to conventional therapy. Morphine is the standard opioid, but other alternatives may be used such as oxycodone, hydromorphone or fentanyl. Methadone is a synthetic opioid, initially used to prevent withdrawal syndrome in addicted patients, which may be an important alternative for treating non-malignant chronic pain, especially neuropathic pain. CONCLUSIONS: Although the growing knowledge on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain, new better controlled studies are still needed to allow a more scientific discussion about this subject. Oral methadone is cost-effective and an effective alternative for a better pain control in certain patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de opioides en el dolor oncológico ya es bastante difundido y comprobado por diversos ensayos clínicos bien controlados. Entretanto, hay una grande controversia en relación con el uso en largo plazo de opioides en el dolor crónico de origen no oncológica, que se ha intensificado de forma importante en los últimos años. En este estudio, objetivamos evaluar críticamente las informaciones disponibles en la literatura a respecto del uso de opioides para tratamiento del dolor crónico no oncológico y el papel de la metadona como opción terapéutica. CONTENIDO: Los estudios disponibles aun son limitados, más demuestran que determinadas subpoblaciones de pacientes portadores de dolor crónico, pueden alcanzar analgesia importante, con poca tolerancia y bajo potencial para adición, principalmente aquellos refractarios a los esquemas terapéuticos convencionales. Morfina es el opioide patrón, también otras alternativas pueden ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona o fentanil. Metadona es un opioide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinencia en paciente dependientes, que también constituye una opción importante en el tratamiento del dolor crónico no oncológico, principalmente dolor neuropático. CONCLUSIONES: A pesar del creciente conocimiento sobre el uso de opioides en el dolor crónico no oncológico, nuevos estudios mejor controlados aun son necesarios para una discusión más científica a respecto del asunto. La metadona administrada por vía oral presenta una buena relación costeo-beneficio, representando una alternativa efectiva para mejor control del dolor en algunos pacientes. <![CDATA[<B>Raquianestesia com a mistura enantiomérica de bupivacaína a 0,5% isobárica (S75-R25) em crianças com idades de 1 a 5 anos para cirurgia ambulatorial</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de opióides em dor oncológica já é bastante difundido e comprovado por diversos ensaios clínicos bem controlados. Entretanto, há uma grande controvérsia em relação ao uso em longo prazo de opióides em dor crônica de origem não oncológica, que tem se intensificado de forma importante nos últimos anos. Neste estudo, objetivamos avaliar criticamente as informações disponíveis na literatura a respeito do uso de opióides para tratamento de dor crônica não oncológica e o papel da metadona como opção terapêutica. CONTEÚDO: Os estudos disponíveis ainda são limitados, mas demonstram que determinadas subpopulações de pacientes portadores de dor crônica podem alcançar analgesia importante, com pouca tolerância e baixo potencial para adição, principalmente aqueles refratários aos esquemas terapêuticos convencionais. Morfina é o opióide padrão, mas outras alternativas podem ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona ou fentanil. Metadona é um opióide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinência em paciente dependentes, que também constitui uma importante opção no tratamento da dor crônica não oncológica, principalmente dor neuropática. CONCLUSÕES: Apesar do conhecimento crescente sobre o uso de opióides em dor crônica não oncológica, novos estudos melhor controlados ainda são necessários para uma discussão mais científica a respeito do assunto. A metadona administrada por via oral apresenta uma boa relação custo-benefício, representando uma alternativa efetiva para um melhor controle da dor em alguns pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of opioids for cancer pain has already well established by several well-controlled clinical trials. However, there is a major controversy about long-term use of opioids in non-malignant chronic pain, which has been significantly intensified in the last few years. This study aimed at evaluating available data on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain and the role of methadone as a therapeutic alternative. CONTENTS: There are few available studies, but they show that some subpopulations of chronic pain patients may achieve sustained analgesia with minor tolerance and low addiction potential, mainly those refractory to conventional therapy. Morphine is the standard opioid, but other alternatives may be used such as oxycodone, hydromorphone or fentanyl. Methadone is a synthetic opioid, initially used to prevent withdrawal syndrome in addicted patients, which may be an important alternative for treating non-malignant chronic pain, especially neuropathic pain. CONCLUSIONS: Although the growing knowledge on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain, new better controlled studies are still needed to allow a more scientific discussion about this subject. Oral methadone is cost-effective and an effective alternative for a better pain control in certain patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de opioides en el dolor oncológico ya es bastante difundido y comprobado por diversos ensayos clínicos bien controlados. Entretanto, hay una grande controversia en relación con el uso en largo plazo de opioides en el dolor crónico de origen no oncológica, que se ha intensificado de forma importante en los últimos años. En este estudio, objetivamos evaluar críticamente las informaciones disponibles en la literatura a respecto del uso de opioides para tratamiento del dolor crónico no oncológico y el papel de la metadona como opción terapéutica. CONTENIDO: Los estudios disponibles aun son limitados, más demuestran que determinadas subpoblaciones de pacientes portadores de dolor crónico, pueden alcanzar analgesia importante, con poca tolerancia y bajo potencial para adición, principalmente aquellos refractarios a los esquemas terapéuticos convencionales. Morfina es el opioide patrón, también otras alternativas pueden ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona o fentanil. Metadona es un opioide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinencia en paciente dependientes, que también constituye una opción importante en el tratamiento del dolor crónico no oncológico, principalmente dolor neuropático. CONCLUSIONES: A pesar del creciente conocimiento sobre el uso de opioides en el dolor crónico no oncológico, nuevos estudios mejor controlados aun son necesarios para una discusión más científica a respecto del asunto. La metadona administrada por vía oral presenta una buena relación costeo-beneficio, representando una alternativa efectiva para mejor control del dolor en algunos pacientes. <![CDATA[<B>Réplica</B>: <B>raquianestesia com a mistura enantiomérica de bupivacaína a 0,5% isobárica (S75-R25) em crianças com idades de 1 a 5 anos para cirurgia ambulatorial</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500017&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de opióides em dor oncológica já é bastante difundido e comprovado por diversos ensaios clínicos bem controlados. Entretanto, há uma grande controvérsia em relação ao uso em longo prazo de opióides em dor crônica de origem não oncológica, que tem se intensificado de forma importante nos últimos anos. Neste estudo, objetivamos avaliar criticamente as informações disponíveis na literatura a respeito do uso de opióides para tratamento de dor crônica não oncológica e o papel da metadona como opção terapêutica. CONTEÚDO: Os estudos disponíveis ainda são limitados, mas demonstram que determinadas subpopulações de pacientes portadores de dor crônica podem alcançar analgesia importante, com pouca tolerância e baixo potencial para adição, principalmente aqueles refratários aos esquemas terapêuticos convencionais. Morfina é o opióide padrão, mas outras alternativas podem ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona ou fentanil. Metadona é um opióide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinência em paciente dependentes, que também constitui uma importante opção no tratamento da dor crônica não oncológica, principalmente dor neuropática. CONCLUSÕES: Apesar do conhecimento crescente sobre o uso de opióides em dor crônica não oncológica, novos estudos melhor controlados ainda são necessários para uma discussão mais científica a respeito do assunto. A metadona administrada por via oral apresenta uma boa relação custo-benefício, representando uma alternativa efetiva para um melhor controle da dor em alguns pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of opioids for cancer pain has already well established by several well-controlled clinical trials. However, there is a major controversy about long-term use of opioids in non-malignant chronic pain, which has been significantly intensified in the last few years. This study aimed at evaluating available data on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain and the role of methadone as a therapeutic alternative. CONTENTS: There are few available studies, but they show that some subpopulations of chronic pain patients may achieve sustained analgesia with minor tolerance and low addiction potential, mainly those refractory to conventional therapy. Morphine is the standard opioid, but other alternatives may be used such as oxycodone, hydromorphone or fentanyl. Methadone is a synthetic opioid, initially used to prevent withdrawal syndrome in addicted patients, which may be an important alternative for treating non-malignant chronic pain, especially neuropathic pain. CONCLUSIONS: Although the growing knowledge on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain, new better controlled studies are still needed to allow a more scientific discussion about this subject. Oral methadone is cost-effective and an effective alternative for a better pain control in certain patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de opioides en el dolor oncológico ya es bastante difundido y comprobado por diversos ensayos clínicos bien controlados. Entretanto, hay una grande controversia en relación con el uso en largo plazo de opioides en el dolor crónico de origen no oncológica, que se ha intensificado de forma importante en los últimos años. En este estudio, objetivamos evaluar críticamente las informaciones disponibles en la literatura a respecto del uso de opioides para tratamiento del dolor crónico no oncológico y el papel de la metadona como opción terapéutica. CONTENIDO: Los estudios disponibles aun son limitados, más demuestran que determinadas subpoblaciones de pacientes portadores de dolor crónico, pueden alcanzar analgesia importante, con poca tolerancia y bajo potencial para adición, principalmente aquellos refractarios a los esquemas terapéuticos convencionales. Morfina es el opioide patrón, también otras alternativas pueden ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona o fentanil. Metadona es un opioide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinencia en paciente dependientes, que también constituye una opción importante en el tratamiento del dolor crónico no oncológico, principalmente dolor neuropático. CONCLUSIONES: A pesar del creciente conocimiento sobre el uso de opioides en el dolor crónico no oncológico, nuevos estudios mejor controlados aun son necesarios para una discusión más científica a respecto del asunto. La metadona administrada por vía oral presenta una buena relación costeo-beneficio, representando una alternativa efectiva para mejor control del dolor en algunos pacientes. <![CDATA[<B>Réplica</B>: <B>meningite após técnica combinada para analgesia de parto. Relato de caso</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000500018&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de opióides em dor oncológica já é bastante difundido e comprovado por diversos ensaios clínicos bem controlados. Entretanto, há uma grande controvérsia em relação ao uso em longo prazo de opióides em dor crônica de origem não oncológica, que tem se intensificado de forma importante nos últimos anos. Neste estudo, objetivamos avaliar criticamente as informações disponíveis na literatura a respeito do uso de opióides para tratamento de dor crônica não oncológica e o papel da metadona como opção terapêutica. CONTEÚDO: Os estudos disponíveis ainda são limitados, mas demonstram que determinadas subpopulações de pacientes portadores de dor crônica podem alcançar analgesia importante, com pouca tolerância e baixo potencial para adição, principalmente aqueles refratários aos esquemas terapêuticos convencionais. Morfina é o opióide padrão, mas outras alternativas podem ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona ou fentanil. Metadona é um opióide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinência em paciente dependentes, que também constitui uma importante opção no tratamento da dor crônica não oncológica, principalmente dor neuropática. CONCLUSÕES: Apesar do conhecimento crescente sobre o uso de opióides em dor crônica não oncológica, novos estudos melhor controlados ainda são necessários para uma discussão mais científica a respeito do assunto. A metadona administrada por via oral apresenta uma boa relação custo-benefício, representando uma alternativa efetiva para um melhor controle da dor em alguns pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of opioids for cancer pain has already well established by several well-controlled clinical trials. However, there is a major controversy about long-term use of opioids in non-malignant chronic pain, which has been significantly intensified in the last few years. This study aimed at evaluating available data on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain and the role of methadone as a therapeutic alternative. CONTENTS: There are few available studies, but they show that some subpopulations of chronic pain patients may achieve sustained analgesia with minor tolerance and low addiction potential, mainly those refractory to conventional therapy. Morphine is the standard opioid, but other alternatives may be used such as oxycodone, hydromorphone or fentanyl. Methadone is a synthetic opioid, initially used to prevent withdrawal syndrome in addicted patients, which may be an important alternative for treating non-malignant chronic pain, especially neuropathic pain. CONCLUSIONS: Although the growing knowledge on the use of opioids for treating non-malignant chronic pain, new better controlled studies are still needed to allow a more scientific discussion about this subject. Oral methadone is cost-effective and an effective alternative for a better pain control in certain patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de opioides en el dolor oncológico ya es bastante difundido y comprobado por diversos ensayos clínicos bien controlados. Entretanto, hay una grande controversia en relación con el uso en largo plazo de opioides en el dolor crónico de origen no oncológica, que se ha intensificado de forma importante en los últimos años. En este estudio, objetivamos evaluar críticamente las informaciones disponibles en la literatura a respecto del uso de opioides para tratamiento del dolor crónico no oncológico y el papel de la metadona como opción terapéutica. CONTENIDO: Los estudios disponibles aun son limitados, más demuestran que determinadas subpoblaciones de pacientes portadores de dolor crónico, pueden alcanzar analgesia importante, con poca tolerancia y bajo potencial para adición, principalmente aquellos refractarios a los esquemas terapéuticos convencionales. Morfina es el opioide patrón, también otras alternativas pueden ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona o fentanil. Metadona es un opioide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinencia en paciente dependientes, que también constituye una opción importante en el tratamiento del dolor crónico no oncológico, principalmente dolor neuropático. CONCLUSIONES: A pesar del creciente conocimiento sobre el uso de opioides en el dolor crónico no oncológico, nuevos estudios mejor controlados aun son necesarios para una discusión más científica a respecto del asunto. La metadona administrada por vía oral presenta una buena relación costeo-beneficio, representando una alternativa efectiva para mejor control del dolor en algunos pacientes.