Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420020006&lang=en vol. 52 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Spinal anesthesia with 0.5% hyperbaric ropivacaine and 0.5% hyperbaric bupivacaine: a comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS - Estudos clínicos e experimentais já demonstraram a eficácia e a segurança da ropivacaína aplicada a estruturas nervosas por via subaracnóidea. Por outro lado, a potência da ropivacaína em raquianestesia é aproximadamente igual à metade da potência de bupivacaína, considerando-se soluções hiperbáricas. O objetivo deste estudo foi comparar as características do bloqueio subaracnóideo com ropivacaína ou bupivacaína hiperbáricas, em doses equipotentes. MÉTODO - Vinte pacientes com idades entre 20 e 60 anos, estado físico I ou II (ASA), programados para cirurgias eletivas de membros inferiores, perineais e herniorrafias inguinais, foram distribuídos de forma aleatória em dois grupos. No grupo R (n = 10), receberam 4 ml de ropivacaína hiperbárica a 0,5% (dose = 20 mg) e no grupo B (n = 10), receberam 2 ml de bupivacaína hiperbárica a 0,5% (dose = 10 mg) por via subaracnóidea. A punção foi praticada com agulha calibre 25G na posição sentada. Monitorização não-invasiva de PAS, PAD, PAM, FC, ECG, SpO2. Foram avaliadas características de instalação e regressão dos bloqueios sensorial e motor, a evolução dos parâmetros cardiovasculares e respiratórios, a incidência de eventos adversos. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos quanto aos dados demográficos. Não houve diferenças significativas entre os grupos R e B quanto a: latência do bloqueio sensorial (174,4 ± 75,9 vs 191 ± 51,7 s); latência do bloqueio motor (373,6 ± 214,6 vs 240 ± 60 s); nível superior do bloqueio sensorial T8-T10 (90% dos pacientes no grupo R vs 70% no grupo B); bloqueio motor grau 3 (50% dos pacientes no grupo R vs 30% no grupo B); tempo para regressão completa do bloqueio sensorial (178,5 ± 65,2 vs 181 ± 26,9 minutos); tempo para regressão completa do bloqueio motor (192 ± 50,7 vs 162,5 ± 37,8 min); tempo para a primeira queixa espontânea de dor (183,9 ± 37,1 vs 206,5 ± 46,6 minutos). CONCLUSÕES: Neste estudo as características clínicas do bloqueio subaracnóideo com ropivacaína ou bupivacaína hiperbáricas em doses equipotentes foram semelhantes. Os dados parecem confirmar observações anteriores de que nestas condições a potência da ropivacaína é aproximadamente igual à metade daquela da bupivacaína.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal anesthesia with ropivacaine has been proven safe both in experimental and clinical studies. On the other hand, ropivacaine is approximately half as potent as bupivacaine in spinal anesthesia when both drugs are used in hyperbaric solutions. This study aimed at comparing clinical spinal block features obtained with hyperbaric ropivacaine or bupivacaine in equipotent doses. METHODS: Twenty ASA I or II patients, aged 20 to 60 years, scheduled for elective surgeries of lower limbs, perineum and inguinal hernioplasty, were randomly allocated into two groups . Group R (n = 10) were given 4 ml 0.5% hyperbaric ropivacaine and Group B (n = 10) were given 2 ml of 0.5% hyperbaric bupivacaine intratecally. Puncture was performed with a 25G needle in the sitting position. Monitoring consisted of SBP, DBP, MBP, HR, ECG and SpO2. Sensory and motor block onset and recovery times, hemodynamic and respiratory changes, and the incidence of adverse effects were recorded. RESULTS: There were no differences between groups in demographics data, sensory block onset (174.4 ± 75.9 vs. 191 ± 51.7 s), motor block onset (373.6 ± 214.6 vs. 240 ± 60 s), upper level of sensory block T8 - T10 (90% of group R patients vs. 70% of group B), motor block grade 3 (50% of group R patients vs. 30% of group B), time to total sensory block recovery (178.5 ± 65.2 vs. 181 ± 26.9 minutes), time to total motor block recovery (192 ± 50.7 vs. 162.5 ± 37.8 minutes), and time for first spontaneous pain complaint (183.9 ± 37.1 vs. 206.5 ± 46.6 minutes). CONCLUSIONS: No differences in spinal block clinical features were observed between hyperbaric 0.5% ropivacaine and 0.5% bupivacaine, when administered in equipotent doses. Data seem to confirm previous observations that in these conditions, ropivacaine’s potency is approximately half bupivacaine’s potency.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Estudios clínicos y experimentales ya demostraron la eficacia y la seguridad de la ropivacaína aplicada a estructuras nerviosas por vía subaracnóidea. Por otro lado, la potencia de la ropivacaína en raquianestesia es aproximadamente igual a la mitad de la potencia de bupivacaína, considerándose soluciones hiperbáricas. El objetivo de este estudio fue comparar las características del bloqueo subaracnóideo con ropivacaína o bupivacaína hiperbáricas, en dosis equipotentes. MÉTODO: Veinte pacientes con edad entre 20 y 60 años, estado físico I ó II (ASA), programados para cirugías electivas de miembros inferiores, perineales y herniorrafias inguinales, fueron distribuidos de forma aleatoria en dos grupos. En el grupo R (n = 10), recibieron 4 ml de ropivacaína hiperbárica a 0,5% (dosis = 20 mg) y en el grupo B (n = 10), recibieron 2 ml de bupivacaína hiperbárica a 0,5% (dosis = 10 mg) por vía subaracnóidea. La punción fue practicada con aguja calibre 25G en la posición sentada. Monitorización no-invasiva de PAS, PAD, PAM, FC, ECG, SpO2. Fueron evaluadas características de instalación y regresión de los bloqueos sensorial y motor, la evolución de los parámetros cardiovasculares y respiratorios, la incidencia de eventos adversos. RESULTADOS: Los grupos fueron homogéneos cuanto a los datos demográficos. No hubo diferencias significativas entre los grupos R y B en cuanto a: latencia del bloqueo sensorial (174,4 ± 75,9 vs 191 ± 51,7 s); latencia del bloqueo motor (373,6 ± 214,6 vs 240 ± 60 s); nivel superior de bloqueo sensorial T8-T10 (90% de los pacientes en el grupo R vs 70% en el grupo B); bloqueo motor grado 3 (50% de los pacientes en el grupo R vs 30% en el grupo B); tiempo para regresión completa del bloqueo sensorial (178,5 ± 65,2 vs 181 ± 26,9 minutos); tiempo para regresión completa del bloqueo motor (192 ± 50,7 vs 162,5 ± 37,8 min); tiempo para la primera queja espontánea de dolor (183,9 ± 37,1 vs 206,5 ± 46,6 minutos). CONCLUSIONES: En este estudio las características clínicas del bloqueo subaracnóideo con ropivacaína o bupivacaína hiperbáricas en dosis equipotentes fueron semejantes. Los datos parecen confirmar observaciones anteriores de que en estas condiciones la potencia de la ropivacaína es aproximadamente igual a la mitad de aquella de la bupivacaína. <![CDATA[<B>Intramuscular versus rectal diclofenac associated with low dose spinal morphine for post-cesarean analgesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O diclofenaco tem sido utilizado em combinação com opióides por via subaracnóidea no controle da dor pós-operatória; entretanto, a melhor forma de sua administração não é conhecida. Este estudo avaliou a qualidade da analgesia pós-operatória de diferentes esquemas de administração de diclofenaco, em pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia com bupivacaína e morfina. MÉTODO: Após o final da cirurgia, as pacientes foram distribuídas aleatoriamente em três grupos que receberam diclofenaco como se segue: G50VR (n=62), 50 mg por via retal; G50IM (n=62), 50 mg por via muscular e G75IM (n=62), 75 mg por via muscular. A dor foi avaliada com uma escala analógica visual de 0-10 cm (EAV) a cada 30 minutos nas primeiras seis horas e meperidina, via venosa, foi administrada como medicação de resgate sempre que a EAV fosse igual ou maior que 3 cm. RESULTADOS: No intervalo entre 30 e 150 minutos após a administração do diclofenaco, a média da intensidade de dor no grupo G50VR (0,9 ± 1,4; 1,4 ± 1,4; 1,3 ± 1,5; 1,3 ± 1,2 e 1,5 ± 3,3 cm) foi maior quando comparada com as do G50IM (0,4 ± 0,8; 0,5 ± 0,8; 0,7 ± 1,0; 0,7 ± 1,1 e 0,7 ± 1,1 cm) e G75IM (0,4 ± 0,8; 0,7 ± 1,3; 0,7 ± 1,1; 0,8 ± 1,2 e 0,7 ± 1,0 cm). A necessidade de meperidina de resgate (43,5%) e o consumo total de meperidina (21,3 ± 28,9 mg) foram maiores no G50VR, quando comparados com G50IM (21% e 8,2 ± 18,2 mg) e G75IM (19,4% e 6,8 ± 16,7 mg). CONCLUSÕES: Quando combinada com baixas doses de morfina subaracnóidea, a administração do diclofenaco por via muscular promove melhor analgesia pós-operatória que por via retal. Além disso, parece haver um efeito teto para esta droga, já que não se observam vantagens com doses superiores a 50 mg por via muscular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Diclofenac has been used in combination with spinal opioids to control postoperative pain; however, the best regimen of its administration is not known. This study evaluated the quality of postoperative analgesia of different regimens of diclofenac administration, in patients submitted to Cesarean section under spinal anesthesia with bupivacaine and morphine. METHODS: After the end of surgery, patients were randomly allocated into three groups that received diclofenac as follows: G50VR(n=62), 50 mg rectally; G50IM(n=62), 50 mg intramuscularly and G75IM (n=62), 75 mg intramuscularly. Pain was evaluated with a 0-10 cm visual analog scale (VAS) every 30 minutes for six hours and rescue intravenous (iv) meperidine was administered whenever VAS ≥ 3 cm. RESULTS: In the interval between 30 and 150 min after diclofenac administration, mean pain scores in G50VR (0.9 ± 1.4; 1.4 ± 1.4; 1.3 ± 1.5; 1.3 ± 1.2 and 1.5 ± 3.3 cm) were higher as compared to G50IM (0.4 ± 0.8; 0.5 ± 0.8; 0.7 ± 1.0; 0.7 ± 1.1 and 0.7 ± 1.1cm) and G75IM (0.4 ± 0.8; 0.7 ± 1.3; 0.7 ± 1.1; 0.8 ± 1.2 and 0.7 ± 1.0 cm). The need for rescue meperidine (43.5%) and total meperidine consumption (21.3 ± 28.9 mg) were higher in G50VR as compared to G50IM (21% and 8.2 ± 18.2 mg) and G75IM (19.4% and 6.8 ± 16.7 mg) respectively. CONCLUSIONS: When associated with low doses of spinal morphine, intramuscular diclofenac offers better postoperative analgesia than the rectal route. Additionally, a ceiling effect is probably present for this drug, as no advantages were observed with doses larger than 50 mg intramuscularly.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El diclofenaco ha sido utilizado en combinación con opioides por vía subaracnóidea en el control del dolor pós-operatorio; mientras que, la mejor forma de su administración no es conocida. Este estudio evaluó la calidad de la analgesia pós-operatoria de diferentes esquemas de administración de diclofenaco, en pacientes sometidas a cesárea bajo raquianestesia con bupivacaína y morfina. MÉTODO: Después del final de la cirugía, las pacientes fueron distribuidas aleatoriamente en tres grupos que recibieron diclofenaco como se sigue: G50VR (n=62), 50 mg por vía rectal; G50IM (n=62), 50 mg por vía muscular y G75IM (n=62), 75 mg por vía muscular. El dolor fue evaluado con una escala analógica visual de 0-10 cm (EAV) a cada 30 minutos en las primeras seis horas y meperidina, vía venosa, fue administrada como medicación de rescate siempre que la EAV fuera igual o mayor que 3 cm. RESULTADOS: En el intervalo entre 30 y 150 minutos después de la administración de diclofenaco, la media de la intensidad de dolor en el grupo G50VR (0,9 ± 1,4; 1,4 ± 1,4; 1,3 ± 1,5; 1,3 ± 1,2 y 1,5 ± 3,3 cm) fue mayor cuando comparada con las del G50IM (0,4 ± 0,8; 0,5 ± 0,8; 0,7 ± 1,0; 0,7 ± 1,1 y 0,7 ± 1,1 cm) y G75IM (0,4 ± 0,8; 0,7 ± 1,3; 0,7 ± 1,1; 0,8 ± 1,2 y 0,7 ± 1,0 cm). La necesidad de meperidina de rescate (43,5%) y el consumo total de meperidina (21,3 ± 28,9 mg) fueron mayores en el G50VR, cuando comparados con G50IM (21% y 8,2 ± 18,2 mg) y G75IM (19,4% y 6,8 ± 16,7 mg). CONCLUSIONES: Cuando combinada con bajas dosis de morfina subaracnóidea, la administración de diclofenaco por vía muscular promueve mejor analgesia pós-operatoria que por vía rectal. Después de eso, parece haber un efecto techo para esta droga, ya que no se observan ventajas con dosis superiores a 50 mg por vía muscular <![CDATA[<B>Influence of propofol and etomidate on rocuronium-induced euromuscular block</B>: <B>evaluation with acceleromyography</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Alguns hipnóticos podem interagir com os bloqueadores neuromusculares (BNM) potencializando seus efeitos. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do propofol e do etomidato sobre o bloqueio neuromuscular produzido pelo rocurônio. MÉTODO: Foram incluídos no estudo 60 pacientes, estado físico ASA I e II, submetidos a cirurgias eletivas sob anestesia geral, distribuídos aleatoriamente em dois grupos de acordo com o hipnótico empregado: Grupo I (propofol) e Grupo II (etomidato). Todos os pacientes receberam midazolam (0,1 mg.kg-1) por via muscular como medicação pré-anestésica, 30 minutos antes da cirurgia. A indução anestésica foi obtida com propofol (2,5 mg.kg-1) ou etomidato (0,3 mg.kg-1) precedido de alfentanil (50 µg.kg-1) e seguido de rocurônio (0,6 mg.kg-1). Os pacientes foram ventilados sob máscara com oxigênio a 100% até a obtenção de redução de 75% ou mais na amplitude da resposta do músculo adutor do polegar, quando foram realizadas as manobras de laringoscopia e intubação traqueal. A função neuromuscular foi monitorizada com aceleromiografia. Foram avaliados: tempo de início de ação do rocurônio (T1 <= 25%); tempo para instalação do bloqueio neuromuscular total; grau de bloqueio neuromuscular no momento da intubação traqueal; condições de intubação traqueal e repercussões hemodinâmicas. RESULTADOS: Os tempos de início de ação e instalação de bloqueio neuromuscular total (segundos) produzido pelo rocurônio foram: Grupo I (48,20 ± 10,85 s e 58,87 ± 10,73 s) e Grupo II (51,20 ± 13,80 s e 64,27 ± 18,55 s). O grau de bloqueio neuromuscular no momento da intubação traqueal foi: Grupo I (77,50%) e Grupo II (76,96%). As condições de intubação traqueal foram satisfatórias em 100% dos pacientes do Grupo I e em 83,33% no Grupo II. Nos dois grupos, após a injeção do hipnótico, observou-se diminuição significativa da pressão arterial média seguida de elevação. CONCLUSÕES: O propofol e o etomidato comportaram-se de maneira semelhante em relação à instalação do bloqueio neuromuscular e às condições de intubação traqueal produzidos pelo rocurônio.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Some hypnotics may interact with neuromuscular blockers and potentiate their effects. This study aimed at evaluating the influence of propofol and etomidate on rocuronium-induced neuromuscular block. METHODS: Participated in this study 60 patients, physical status ASA I and II, scheduled for elective surgeries under general anesthesia, who were randomly distributed in two groups according to the hypnotic drug: Group I (propofol) and Group II (etomidate). All patients were premedicated with intramuscular midazolam (0.1 mg.kg-1), 30 minutes before surgery. Anesthesia was induced with propofol (2.5 mg.kg-1) or etomidate (0.3 mg.kg-1) preceded by alfentanil (50 µg.kg-1) and followed by rocuronium (0.6 mg.kg-1). Patients were ventilated under mask with 100% oxygen until achieving a decrease of 75% or more in the adductor pollicis muscle response amplitude. Neuromuscular function was monitored by accelerometry. The following parameters were evaluated: rocuronium onset (T1 <= 25%); time for complete neuromuscular block; neuromuscular block degree at tracheal intubation; tracheal intubation conditions and hemodynamic effects. RESULTS: Complete rocuronium-induced neuromuscular block onset times (in seconds) were: Group I (48.20 ± 10.85 s and 58.87 ± 10.73 s) and Group II (51.20 ± 13.80 s and 64.27 ± 18.55 s). Neuromuscular block degree at tracheal intubation was: Group I (77.50%) and Group II (76.96%). Tracheal intubation conditions were satisfactory in 100% of Group I patients and in 83.33% of Group II patients. There has been a significant decrease in mean blood pressure, followed by an increase after hypnotic injection, in both groups. CONCLUSIONS: Propofol and etomidate had a similar behavior regarding time for rocuronium-induced neuromuscular block and tracheal intubation conditions.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Algunos hipnóticos pueden interactuar con los bloqueadores neuromusculares (BNM) potencializando sus efectos. El objetivo de este estudio fue evaluar la influencia del propofol y del etomidato sobre el bloqueo neuromuscular producido por el rocuronio. MÉTODO: Fueron incluidos en el estudio 60 pacientes, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugías electivas bajo anestesia general, distribuidos aleatoriamente en dos grupos de acuerdo con el hipnótico empleado: Grupo I (propofol) y Grupo II (etomidato). Todos los pacientes recibieron midazolam (0,1 mg.kg-1) por vía muscular como medicación pré-anestésica, 30 minutos antes de la cirugía. La inducción anestésica fue obtenida con propofol (2,5 mg.kg-1) o etomidato (0,3 mg.kg-1) precedido de alfentanil (50 µg.kg-1) y seguido de rocuronio (0,6 mg.kg-1). Los pacientes fueron ventilados bajo máscara con oxígeno a 100% hasta la obtención de reducción de 75% o más en la amplitud de la respuesta del músculo aductor del pulgar, cuando fueron realizadas las maniobras de laringoscopia e intubación traqueal. La función neuromuscular fue monitorizada con aceleromiografia. Fueron evaluados: tiempo de inicio de acción del rocuronio (T1 <= 25%); tiempo para instalación del bloqueo neuromuscular total; grado de bloqueo neuromuscular en el momento de la intubación traqueal; condiciones de intubación traqueal y repercusiones hemodinámicas. RESULTADOS: Los tiempos de inicio de acción e instalación del bloqueo neuromuscular total (segundos) producido por el rocuronio fueron: Grupo I (48,20 ± 10,85 s y 58,87 ± 10,73 s) y Grupo II (51,20 ± 13,80 s y 64,27 ± 18,55 s). El grado de bloqueo neuromuscular en el momento de la intubación traqueal fue: Grupo I (77,50%) y Grupo II (76,96%). Las condiciones de intubación traqueal fueron satisfactorias en 100% de los pacientes del Grupo I y en 83,33% en el Grupo II. En los dos grupos, después de la inyección del hipnótico, se observó disminución significativa de la presión arterial media seguida de elevación. CONCLUSIONES: El propofol y el etomidato se comportaron de manera semejante en relación a la instalación del bloqueo neuromuscular y a las condiciones de intubación traqueal producidos por el rocuronio. <![CDATA[<B>Comparison of ophthalmic periconal blockade with 1% and 0.75% ropivacaine with lateral infraorbital and medial canthus punctures</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: São diversos os fármacos empregados e diversas as vias de abordagem da região peribulbar. Nosso objetivo foi investigar a qualidade do bloqueio oftálmico periconal, através de dois pontos de punção, utilizando ropivacaína em diferentes concentrações, sem adição de hialuronidase. MÉTODO: Foram estudados 50 pacientes submetidos à cirurgia oftalmológica, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: R1 (Ropivacaína a 1%) e R0,75 (Ropivacaína a 0,75%). O volume de anestésico local injetado foi ajustado conforme a tolerância e distensibilidade do espaço periconal no ponto infraorbitário e, se necessário, um volume adicional de até 3 ml no compartimento periconal medial da órbita. Escores de motilidade foram atribuídos a cada músculo reto. Foi avaliado também o grau de bloqueio motor dos músculos elevador da pálpebra superior e orbicular ocular. Os dados foram avaliados nos seguintes momentos: M0 = imediatamente antes de realizar o bloqueio; M5 = 5 minutos após o bloqueio; M10 = 10 minutos após o bloqueio; e M15 = 15 minutos após o bloqueio. RESULTADOS: Dois pacientes do grupo R1 e oito pacientes no grupo R0,75 necessitaram complementação, sendo esta diferença significativa. Em 72% dos casos, em ambos os grupos, foram realizadas somente as duas punções iniciais. O volume total de anestésico e o volume empregado na primeira punção foram respectivamente, no grupo R1: 9,72 ± 2,38 ml e 6,96 ± 0,97 ml e no grupo R0,75: 12,64 ± 5,10 ml e 7,36 ± 1,07 ml, apresentando também diferença significativa. Houve diferença significativa dos escores de motricidade nos momentos M10(R1 = 1,6; R0,75 = 3,8) e M15(R1 = 1,04; R0,75 = 2,8). CONCLUSÕES: Concluímos que a ropivacaína a 1% mostrou-se mais eficiente do que a ropivacaína a 0,75% quando utilizadas sem hialuronidase para realização de bloqueios oftálmicos periconais pelas técnicas apresentadas. Houve uma tendência a um menor número de punções com a ropivacaína a 1%, e um número significativamente menor de pacientes necessitou de complementação neste mesmo grupo.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Several drugs and methods are used for peribulbar blockade. Our objective was to investigate the quality of ophthalmic periconal blockade by the double puncture technique, with different ropivacaine concentrations and without hyaluronidase. METHODS: Participated in this study fifty patients submitted to ophthalmologic surgery, who were randomly allocated in two groups: R1 (1% Ropivacaine) and R0.75 (0.75% Ropivacaine). Local anesthetic volume was adjusted according to the tole- rance and elasticity of the periconal space at the infraorbital site and, when necessary, not more than 3 ml were used at the medial canthus site. Motor function scores were attributed to each rectus muscle. Motor block of the levator palpebrae superioris and orbicularis muscles was also evaluated. Data were evaluated in the following moments: M0 = immediately before blockade; M5 = 5 minutes after blockade; M 10= 10 minutes after blockade; and M15 = 15 minutes after blockade. RESULTS: Two R1 patients and eight R0.75 patients needed complementation and this difference was significant. In 72% of cases only 2 initial punctures were performed in both groups. Total anesthetic volume and first puncture volume were, respectively, for R1: 9.72 ± 2.38 ml and 6.96 ± 0.97 ml; and for R0.75: 12.64 ± 5.10 ml and 7.36 ± 1.07 ml, also with significant differences. There were significant motor function score differences in moments M10 (R1 = 1.6; R0.75 = 3.8) and M15 (R1 = 1.04; R0.75 = 2.8). CONCLUSIONS: We concluded that 1% ropivacaine is more effective than 0.75% ropivacaine when no hyaluronidase is used to perform ophthalmic periconal blockade by the double puncture technique. There was a trend to less punctures with 1% ropivacaine and a significantly lower number of patients needed complementation in this same group.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Diversos son los fármacos empleados y diversas las vías de abordaje de la región peribulbar. Nuestro objetivo fue investigar la calidad del bloqueo oftálmico periconal, a través de dos puntos de punción, utilizando ropivacaína en diferentes concentraciones, sin adición de hialuronidasa. MÉTODO: Fueron estudiados 50 pacientes sometidos a cirugía oftalmológica, distribuidos aleatoriamente en dos grupos: R1 (Ropivacaína a 1%) y R0,75 (Ropivacaína a 0,75%). El volumen de anestésico local inyectado fue ajustado conforme la tolerancia y distensibilidad del espacio periconal en el punto infraorbitário y, si necesario, un volumen adicional de hasta 3 ml en el comportamiento periconal medial de la órbita. Contajes de motilidad fueron atribuidos a cada músculo recto. Fue evaluado también el grado de bloqueo motor de los músculos elevador de la pálpebra superior y orbicular ocular. Los datos fueron evaluados en los siguientes momentos: M0 = inmediatamente antes de realizar el bloqueo; M5 = 5 minutos después del bloqueo; M10 = 10 minutos después del bloqueo; y M15 = 15 minutos después del bloqueo. RESULTADOS: Dos pacientes del grupo R1 y ocho pacientes en el grupo R0,75 necesitaron complementación siendo esta diferencia significativa. En 72% de los casos, en ambos grupos, fueron realizadas solamente las dos punciones iniciales. El volumen total de anestésico y el volumen empleado en la primera punción fueron respectivamente, en el grupo R1: 9,72 ± 2,38 ml y 6,96 ± 0,97 ml y en el grupo R0,75: 12,64 ± 5,10 ml y 7,36 ± 1,07 ml, presentando también diferencia significativa. Hubo diferencia significativa de los contajes de motricidad en los momentos M10 (R1= 1,6; R0,75= 3,8) y M15 (R1= 1,04; R0,75= 2,8). CONCLUSIONES: Concluimos que la ropivacaína a 1% se mostró más eficiente que la ropivacaína a 0,75% cuando utilizadas sin hialuronidasa para realización de bloqueos oftálmicos periconales por las técnicas presentadas. Hubo una tendencia a un número menor de punciones con la ropivacaína a 1%, y un número significativamente menor de pacientes necesitó de complementación en este mismo grupo. <![CDATA[<B>Evaluation of pulmonary function in patients undergoing cardiac surgery with cardiopulmonary bypass</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As complicações pulmonares permanecem como um grande problema no pós-operatório de cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea (CEC). O objetivo do presente estudo foi avaliar as alterações da função pulmonar ocorridas em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca de revascularização miocárdica, comparando-os àqueles submetidos à cirurgia cardíaca de troca valvar. MÉTODO: Quinze pacientes submetidos à revascularização (Grupo RM) e 15 pacientes submetidos à troca valvar (Grupo TV) foram avaliados através da relação entre a pressão arterial de oxigênio e sua fração inspirada (PaO2/FiO2), do gradiente alvéolo-arterial de oxigênio (GA-aO2), do shunt pulmonar, da PEEP de melhor complacência e da complacência estática, avaliados no pré-operatório, após a indução da anestesia, 1, 3 e 6 horas de pós-operatório e no 1º e 2º dias de pós-operatório. Os dados foram analisados através da análise de variância para medidas repetidas (p < 0,05). RESULTADOS: Os resultados mostraram valores de gradiente alvéolo-arterial de oxigênio e shunt pulmonar significativamente maiores para o grupo RM em relação ao grupo TV. A relação PaO2/FiO2 foi significativamente maior no grupo TV. Os grupos não diferiram quanto à complacência estática. No grupo RM, a PEEP de melhor complacência obtida no pós-operatório foi significativamente maior que no grupo TV. CONCLUSÕES: No presente estudo observamos que os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca de revascularização miocárdica apresentam alterações da função pulmonar diferentes daqueles submetidos à cirurgia cardíaca de troca valvar<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pulmonary complications are still a major postoperative problem for cardiac surgeries with cardiopulmonary bypass (CPB). This study aimed at evaluating pulmonary function changes in patients undergoing myocardial revascularization, as compared to those submitted to valve replacement. METHODS: Participated in this study patients undergoing myocardial revascularization (MR Group, n=15) and valve replacement (VR Group, n=15) who were evaluated by the ratio between oxygen blood pressure and its inspired fraction (PaO2/FiO2), oxygen alveolar-arterial gradient (GA-aO2), pulmonary shunt, best compliance PEEP and static PEEP, evaluated in the preoperative period, after anesthetic induction, 1, 3 and 6 postoperative hours and 1st and 2nd postoperative days. Data were analyzed by analysis of variance for repeated measures (p < 0.05). RESULTS: Alveolar-arterial gradient and pulmonary shunt results were significantly higher for the MR group as compared to the VR group. PaO2/FiO2 ratio was significantly higher in the VR group. There were no differences between groups in static compliance. Postoperative best compliance PEEP was significantly higher in the MR group as compared to the VR group. CONCLUSIONS: Our study has shown that patients submitted to myocardial revascularization presented pulmonary function changes different from those submitted to valve replacement.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las complicaciones pulmonares permanecen como un grande problema en el pós-operatorio de cirugía cardíaca con circulación extracorpórea (CEC). El objetivo de este actual estudio fue evaluar las alteraciones de la función pulmonar ocurridas en pacientes sometidos a cirugía cardíaca de revascularización miocárdica, comparándolos a aquellos sometidos a cirugía cardíaca de cambio valvar. MÉTODO: Quince pacientes sometidos a revascularización (Grupo RM) y 15 pacientes sometidos a cambio valvar (Grupo TV) fueron evaluados a través de la relación entre la presión arterial de oxígeno y su fracción inspirada (PaO2/FiO2), del gradiente alvéolo-arterial de oxígeno (GA-aO2), del shunt pulmonar, de la PEEP de mejor Complacencia y de la Complacencia Estática, evaluados en el pré-operatorio, después de la inducción de la anestesia, 1, 3 y 6 horas de pós-operatorio y en el 1º y 2º dias de pós-operatorio. Los datos fueron analizados a través del análisis de variancia para medidas repetidas (p < 0,05). RESULTADOS: Los resultados mostraron valores de gradiente alvéolo-arterial de oxígeno y shunt pulmonar significativamente mayores para el grupo RM con relación al grupo TV. La relación PaO2/FiO2 fue significativamente mayor en el grupo TV. Los grupos no difirieron en cuanto a la complacencia estática. En el grupo RM, la PEEP de mejor complacencia obtenida en el pós-operatorio fue significativamente mayor que en el grupo TV. CONCLUSIONES: En el presente estudio observamos que los pacientes sometidos a cirugía cardíaca de revascularización miocárdica presentan alteraciones de la función pulmonar diferentes de aquellos sometidos a cirugía cardíaca de cambio valvar. <![CDATA[<B>Airflow resistance of double-lumen tracheal tubes</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As cânulas de dupla luz podem impor resistências distintas ao fluxo. Esta disparidade pode acarretar ventilação pulmonar não homogênea. O objetivo deste trabalho é comparar o padrão resistivo da cânula de intubação de dupla luz 37 FR com o das cânulas convencionais, utilizadas em nosso meio, quando submetidas a fluxos diferentes. MÉTODO: Foram utilizadas cânulas de intubação orotraqueal com diâmetros internos de 7, 7,5, 8 e 8,5 mm e de dupla luz 37 FR. Os fluxos foram gerados e mantidos por aparelho de anestesia. A pressão resistiva gerada nas cânulas foi aferida por um pneumotacógrafo de orifício variável e convertida para sistema digital. As resistências foram obtidas dividindo-se as pressões medidas pelos fluxos empregados. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e comparados pelo teste de Tukey. RESULTADOS: Foram registradas cinco medidas obtidas aleatoriamente. Todas as cânulas estavam abertas para o meio-ambiente. Resistências estão em cmH2O.L-1.s-1. A resistência aumenta de forma linear com elevação do fluxo. A cânula 37 FR dupla luz mostrou padrão resistivo semelhante ao da cânula com diâmetro interno de 7,5 mm. A oclusão dos ramos da sonda 37 FR eleva significativamente a resistência ao fluxo. Os fluxos de 0,1 a 0,2 L.s-1 resultaram em pressões resistivas semelhantes para uma mesma sonda de intubação, exceto para cânula 7 mm ou para a 37 FR com oclusão (p < 0,001). CONCLUSÕES: Os padrões resistivos da cânulas 37 FR e 7,5 mm mostraram-se bastante próximos. A oclusão de algum ramo da sonda de dupla luz eleva significativamente a resistência, mas de modo indistinto entre ambos ramos para fluxos abaixo de 0,5 L.s-1. Os resultados do presente estudo sugerem a redução de fluxos inspiratórios como parâmetro para diminuir a resistência do sistema de ventilação, quando um dos lumens de um tubo de dupla luz for obstruído.<hr/>BACKGROUNG AND OBJECTIVES: Double lumen tubes may determine different flow resistances. This disparity may result in non-homogeneous ventilation. This study aimed at comparing the resistive pressure of 37 FR double lumen tubes to distinct flows as compared to conventional adult tracheal tubes. METHODS: Tracheal tubes with internal diameters of 7; 7.5; 8 and 8.5 millimeters (mm) and 37 FR double lumen tubes were tested. Flows were generated and maintained by a conventional anesthesia ventilator. Resistive pressure generated in the tubes was measured by a variable inlet pneumotachograph and converted to a digital system. Resistances were obtained by dividing measured pressures by flows. Data were submitted to analysis of variance (ANOVA) and Tukey’s test. RESULTS: Five independent measurements were obtained. All tubes were opened to the environment. Resistances are shown in cmH2O.L-1.s-1. Resistance is linearly increased with increased flow. The 37 FR tube had a resistive pattern similar to the 7.5 mm tracheal tube. The occlusion of any double lumen branch significantly increases flow resistance. Flows set at 0.1 L.s-1 to 0.2 L.s-1 resulted in similar resistive pressures for all tubes, except for the 7 mm or the occluded 37 FR tube (p < 0.001). CONCLUSIONS: Resistive patterns of 37 FR and 7,5 mm tubes were very similar. Any double lumen branch occlusion significantly increases resistance, however in a similar way for both branches for flows below 0.5 L.s-1. These results suggest the use of low inspiratory flow to minimize ventilatory system resistive pressure when any branch of a double-lumen tube is occluded.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las cánulas de dupla luz pueden imponer distintas resistencias al flujo. Esta disparidad puede ocasionar ventilación pulmonar no homogénea. El objetivo de este trabajo es comparar el patrón resistivo de la cánula de intubación de dupla luz 37 FR con las cánulas convencionales, utilizadas en nuestro medio, cuando sometidas a flujos diferentes. MÉTODO: Fueron utilizadas cánulas de intubación orotraqueal con diámetros internos de 7, 7,5, 8 y 8,5 mm y de dupla luz 37 FR. Los flujos fueron generados y mantenidos por aparato de anestesia. La presión resistiva generada en las cánulas fue aferida por un pneumotacógrafo de orificio variable y convertida para sistema digital. Las resistencias fueron obtenidas dividiéndose las presiones medidas por los flujos empleados. Los datos fueron sometidos a un análisis de variancia (ANOVA) y comparados por el test de Tukey. RESULTADOS: Fueron registradas cinco medidas obtenidas aleatoriamente. Todas las cánulas estaban abiertas para el medio-ambiente. Resistencias están en cmH2O.L-1.s-1. La resistencia aumenta de forma linear con elevación del flujo. La cánula 37 FR dupla luz mostró patrón resistivo semejante al de la cánula con diámetro interno de 7,5 mm. La oclusión de los ramos de la sonda 37 FR eleva significativamente la resistencia al flujo. Los flujos de 0,1 a 0,2 L.s-1 resultaron en presiones resistivas semejantes para una misma sonda de intubación, excepto para cánula 7 mm o para la 37 FR con oclusión (p < 0,001). CONCLUSIONES: Los patrones resistivos de las cánulas 37 FR y 7,5 mm se mostraron bastante próximos. La oclusión de algún ramo de la sonda de dupla luz eleva significativamente la resistencia, más de modo indistinto entre ambos ramos para flujos abajo de 0,5 L.s-1. Los resultados del presente estudio sugieren la reducción de flujos inspiratorios como parámetro para disminuir la resistencia del sistema de ventilación, cuando uno de los lúmenes de un tubo de dupla luz es obstruido. <![CDATA[<B>Anesthesia in glucose 6-phosphate dehydrogenase-deficient patient</B>: c<B>ase report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Deficiência de Glicose-6-Fosfato-Desidrogenase (G6PD) é uma enzimopatia relativamente comum, mas as publicações relacionando essa condição com a anestesia são escassas. O objetivo deste relato é apresentar um caso de paciente portador de Deficiência de G6PD, submetido à tenotomia para alongamento de tendão de Aquiles, sob anestesia venosa associada à bloqueio subaracnóideo. Relato do caso: Paciente masculino, 9 anos, 48 kg, portador de deficiência de G6PD e polineuropatia periférica, submetido à tenotomia de tendão de Aquiles, sob anestesia geral venosa com midazolam, propofol e fentanil , associada à bloqueio subaracnóideo com bupivacaína hiperbárica a 0,5%. Ao final da cirurgia o paciente despertou tranqüilo, sem dor ou outras queixas, evoluiu bem, recebendo alta hospitalar sem intercorrências. CONCLUSÕES: Pela evolução do caso relatado, a anestesia subaracnóidea com bupivacaína associada à anestesia venosa total com propofol, mostrou ser uma técnica segura em pacientes portador de deficiência de G6PD.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Glucose 6-phosphate dehydrogenase (G6PD) deficiency is a relatively common enzymopathy, but there are few publications relating such condition to anesthesia. This report aimed at presenting a case of a G6PD-deficient patient, submitted to Achilles tendon tenotomy under intravenous anesthesia associated to spinal block. CASE REPORT: Male patient, 9 years old, 48 kg, with G6PD deficiency and peripheral polineuropathy, submitted to Achilles tendon tenotomy under general intravenous anesthesia with midazolam, propofol and fentanyl, associated to spinal block with 0.5% hyperbaric bupivacaine. At surgery completion patient awakened relaxed, without pain or other complaints, had a good evolution and was discharged without intercurrences. CONCLUSIONS: According to the evolution of this case, spinal anesthesia with bupivacaine associated to total intravenous anesthesia with propofol has shown to be a safe technique for G6PD-deficient patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: - La Deficiencia de Glucosa-6-Fosfato-Desidrogenasa (G6PD) es una enzimopatia relativamente común, más las publicaciones relacionando esa condición con la anestesia son escasas. El objetivo de este relato es presentar un caso de un paciente portador de Deficiencia de G6PD, sometido a tenotomia para alongamiento de tendón de Aquiles, bajo anestesia venosa asociada al bloqueo subaracnóideo. RELATO DEL CASO: Paciente masculino, 9 años, 48 kg, portador de deficiencia de G6PD y polineuropatia periférica, sometido a tenotomia de tendón de Aquiles, bajo anestesia general venosa con midazolam, propofol y fentanil asociada a bloqueo subaracnóideo con bupivacaína hiperbárica a 0,5%. Al final de la cirugía el paciente despertó tranquilo, sin dolor u otras quejas, evoluyó bien, recibiendo alta hospitalar sin interocurrencias. CONCLUSIONES: Por la evolución del caso relatado, la anestesia subaracnóidea con bupivacaína asociada a anestesia venosa total con propofol, mostró que es una técnica segura en pacientes portadores de deficiencia de G6PD. <![CDATA[<B>Epidural patch with dextran 40 to prevent postdural puncture headache in an HIV patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cefaléia pós-punção de duramáter é uma complicação bem conhecida das anestesias subaracnóideas e peridurais, sendo o tampão sangüíneo considerado o tratamento mais eficaz, até o momento. Este é um procedimento invasivo e sujeito a complicações graves. Seu uso em certos pacientes, como portadores de HIV ou leucemias, é motivo de debate. Várias alternativas têm sido relatadas. O objetivo deste artigo é apresentar um caso do uso do tampão peridural com dextran 40 na profilaxia da cefaléia pós-punção de duramáter em paciente portador do vírus da imunodeficiência humana (HIV), com história de cefaléia em anestesia subaracnóidea anterior. RELATO DE CASO: Paciente masculino, 31 anos, 70 kg, estado físico ASA II, portador de HIV, para tratamento de condilomatose anal recidivada, com relato de cefaléia intensa e limitante durante duas semanas após anestesia subaracnóidea (agulha Quincke 25G). Durante tentativa de anestesia peridural com agulha de Tuohy 18G em L3-L4, houve perfuração acidental da duramáter. Foram injetados, por duas vezes, 20 ml de dextran 40 a 10% por cateter peridural; a primeira, 150 minutos após a administração dos anestésicos e a segunda na manhã seguinte à cirurgia. O paciente evoluiu assintomático e recebeu alta no dia seguinte à sua internação. CONCLUSÕES: O uso do tampão com soluções colóides como o dextran 40 não está bem estabelecido, porém existem alguns relatos do seu uso com sucesso e entendemos que seu potencial deva ser melhor explorado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postdural puncture headache is a well-known complication of spinal and epidural anesthesia and, so far, its most effective treatment is the epidural blood patch. Nevertheless this is an invasive procedure subject to severe complications. Its use in special patient populations (HIV positive patients and leukemias) is controversial. Several alternatives have been reported. This study aimed at showing a case of prophylactic epidural dextran 40 patch in an HIV patient with previous history of headache following spinal anesthesia. CASE REPORT: Male patient, 31 years old, 70 kg, physical status ASA II, HIV positive, presented for recurrent anal condylomatosis treatment, with a history of severe and limiting headache for two weeks following spinal anesthesia. (25G Quincke needle). During an L3-L4 epidural puncture attempt with an 18G Tuohy needle there was an accidental dural puncture. Twenty milliliters of 10% dextran 40 were administered twice through an epidural catheter. First, 150 minutes after anesthesia and then in the morning following surgery. Patient had no headache complaint and was discharged on the following day. CONCLUSIONS: The use of a patch with colloid solutions, such as dextran 40, is not well established, but there are some successful reports and it is our understanding that its potential should be further investigated.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cefalea pós-punción de duramáter es una complicación bien conocida de las anestesias subaracnóideas y peridurales, siendo el tampón sanguíneo considerado el tratamiento más eficaz hasta el momento. Este es un procedimiento invasivo y sujeto a complicaciones graves. Su uso en ciertos pacientes, como portadores de SIDA o leucemias, es motivo de debate. Varias alternativas han sido relatadas. El objetivo de este articulo es presentar un caso del uso del tampón peridural con dextran 40 en la profilaxia de la cefalea pós-punción de duramáter en paciente portador del virus de la imunodeficiencia humana (HIV), con historia de cefalea en anestesia subaracnóidea anterior. Relato do caso: Paciente masculino, 31 años, 70 kg, estado físico ASA II, portador de SIDA, para tratamiento de condilomatosis anal recidivada, con relato de cefalea intensa y limitante durante dos semanas después de anestesia subaracnóidea (aguja Quincke 25G). Durante la tentativa de anestesia peridural con aguja de Tuohy 18G en L3-L4, hubo perforación accidental de la duramáter. Fueron inyectados, por dos veces, 20 ml de dextran 40 a 10% por catéter peridural; la primera, 150 minutos después de la administración de los anestésicos y la segunda en la mañana siguiente a la cirugía. El paciente evoluyó asintomático y recibió alta al día siguiente a su internación. CONCLUSIONES: El uso del tampón con soluciones coloides como el dextran 40 no está bien establecido, sin embargo existen algunos relatos de su uso con suceso y entendemos que su potencial debe ser mejor explorado. <![CDATA[<B>Retrospective study of anesthetic deaths in the first 24 hours</B>: <B>review of 82,641 anesthesias</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Desde o primeiro relato de óbito por anestesia, muitas tentativas têm sido feitas para estudar a incidência de fatores de risco, complicações e mortalidades associadas à anestesia e cirurgia. O risco estimado peri-operatório de mortalidade varia de 0,05 a 10 casos para 10.000 anestesias. O objetivo deste estudo foi reportar a incidência de óbitos anestésicos-cirúrgicos nas primeiras 24 horas, ocorridos no Hospital das Clínicas da FMUSP. MÉTODO: Foram revisados os prontuários de pacientes anestesiados nos anos 1998 e 1999, num total de 82.641 cirurgias. Os óbitos foram classificados quanto à causa de óbito pela classificação de Edwards, faixa etária, sexo, estado físico (ASA), especialidade e tipo de anestesia. RESULTADOS: A causa de óbito pela classificação de Edwards demonstrou que 91,04% eram da categoria V; 3,77% da categoria VI; 2,13% da VII; 2,84% da IV e 0,23% da I. A faixa etária acima de 65 anos teve incidência de óbito de 1,48%; a dos adultos de 0,48%; crianças de 1 a 12 anos de 0,11%; crianças de 31 dias a 1 ano de 1,29% e neonatos até 30 dias de 2,88%. A proporção de óbitos em relação ao total é de 59,2% de adultos; 30,2% acima de 65 anos; 2,8% de 1 a 12 anos; 4% de 31 dias a 1 ano e 3,8% de neonatos. Os homens representam 66,3% e as mulheres 33,7% dos óbitos. A distribuição por ASA foi a seguinte: ASA I -11,1%, ASA II- 5,2%, ASA III- 30,9%, ASA IV- 34,4% e ASA V- 18,4%. Cirurgias de emergência contabilizaram 67,2% dos óbitos e as eletivas 32,8%. A incidência geral de óbitos foi de 0,51% (sendo 1,88%, a mais elevada, em cirurgia cardíaca, e 1,87% em vascular). CONCLUSÕES: Os óbitos anestésico-cirúrgicos nos anos 1998 e1999 foram considerados inevitáveis, considerando-se a classificação de Edwards. A incidência mais alta de óbitos ocorreu em neonatos, O predomínio dos óbitos foi do sexo masculino, de pacientes ASA III ou mais, em cirurgias de emergência, cardíacas ou vasculares.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Since the first reported anesthetic death, many attempts have been made to study the incidence of risk factors, complications and mortality associated to anesthesia and surgery. The estimated perioperative mortality risk varies from 0.05 to 10 cases per 10,000 anesthesias. This study aimed at reporting the incidence of anesthetic-surgical death in the first 24 hours, at our hospital. METHODS: Charts had been reviewed from 82,641 surgeries performed in 1998 and 1999. Deaths were analyzed according to Edwards’ classification, and by age, gender, physical status, (ASA), type of surgery and anesthesia. RESULTS: Cause of the deaths according to Edwards classification has shown that 91.04% were class V, 3.77% class VI, 2.13% class VII, 2.84% class IV and 0.23% were class I. Age above 65 years accounted for 1.48% of deaths; adults incidence was 0.48%; the incidence in children aged 1 to 12 years was 0.11%; in children aged 31 days to 1 year it was 1.29% and in neonates up to 30 days of life the incidence was 2.88%. Death ratio as compared to total deaths was 59.2% in adults, 30.2% in patients above 65 years of age, 2.8% at the age 1 to 12, 4% in patients with 31 days of life to 1 year and 3.8% in newborn babies. Males represented 66.3% of deaths and females 33.7%. The distribution by ASA physical status was: ASA I - 11.1%, ASA II - 5.2%, ASA III - 30.9%, ASA IV - 34.4% and ASA V - 18.4%. Emergency surgeries accounted for 67.2% of deaths and elective surgeries for 32.8%. General incidence of the deaths was 0.51% being the highest in cardiac (1.88%) and vascular (1.87%) surgeries. CONCLUSIONS: Anesthetic-surgical deaths in the years 1998 and 1999 were considered inevitable according to Edward’s classification. The highest incidence of deaths was in neonates. Most deaths occurred in males, ASA III or above patients, and emergency vascular or cardiac surgeries.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Desde el primero relato de fallecimiento por anestesia, muchas tentativas fueron hechas para estudiar la incidencia de factores de riesgo, complicaciones y mortalidades asociadas a la anestesia y a la cirugía. El riesgo estimado perioperatório de mortalidad varia de 0,05 a 10 casos para 10.000 anestesias. El objetivo de este estudio fue reportar la incidencia de fallecimientos anestésicos-cirúrgicos en las primeras 24 horas, ocurridos en el Hospital de las Clínicas de la FMUSP. MÉTODO: Fueron revisados los prontuarios de pacientes anestesiados en los años 1998 y 1999, en un total de 82.641 cirugías. Los fallecimientos fueron clasificados en cuanto a la causa del fallecimiento por la clasificación de Edwards, faja etária, sexo, estado físico (ASA), especialidad y tipo de anestesia. RESULTADOS: La causa del fallecimiento por la clasificación de Edwards demostró que 91,04% eran de la categoría V; 3,77% de la categoría VI; 2,13% de la VII; 2,84% de la IV y 0,23% de la I. La faja etária arriba de 65 años tuvo incidencia de fallecimiento de 1,48%; la de los adultos de 0,48%; niños de 1 a 12 años de 0,11%; niños de 31 días a 1 año de 1,29% y neonatos hasta 30 días de 2,88%. La proporción de fallecimientos con relación al total es de 59,2% de adultos; 30,2% arriba de 65 años; 2,8% de 1 a 12 años; 4% de 31 días a 1 año y 3,8% de neonatos. Los hombres representan 66,3% y las mujeres 33,7% de los fallecimientos. La distribución por ASA fue la siguiente: ASA I -11,1%, ASA II- 5,2%, ASA III- 30,9%, ASA IV- 34,4% y ASA V- 18,4%. Cirugías de emergencia contabilizaron 67,2% de los fallecimientos y las electivas 32,8%. La incidencia general de fallecimientos fue de 0,51% (siendo 1,88%, la más elevada, en cirugía cardíaca, y 1,87% en vascular). CONCLUSIONES: Los fallecimientos anestésico-cirúrgicos en los años 1998 y 1999 fueron considerados inevitables, considerándose la clasificación de Edwards. La incidencia más alta de fallecimientos ocurrió en neonatos, El predominio de los fallecimientos fue del sexo masculino, de pacientes ASA III o más, en cirugías de emergencia, cardíacas o vasculares. <![CDATA[<B>Management of perioperative bronchospasm</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anestesiologistas podem se deparar com mais freqüência com pacientes portadores de asma dada a prevalência crescente dessa doença. O objetivo deste estudo foi investigar a diversidade de tratamentos utilizados durante o broncoespasmo no período peri-operatório. MÉTODO: Questionário enviado por correio para uma amostra estratificada originalmente composta de 108 anestesiologistas do estado de São Paulo, através da mala direta da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP). Perguntas versaram sobre a estatística individual e tratamento do broncoespasmo, a evolução clínica, a experiência profissional do anestesiologista, bem como sua conduta frente a um paciente portador de infecção de vias aéreas (IVAS). RELATO DO CASO: Setenta e três questionários retornaram após envio de três amostras estratificadas (324 questionários). A incidência de broncoespasmo situou-se em 0,90%. As condutas adotadas foram: corticóides (90,41%), halogenados (68,49%), aminofilina (50,68%), beta2-agonista inalatório (47,95%) e epinefrina (41,10%). A maioria dos anestesiologistas suspenderia a anestesia geral (84,93%) ou a regional (64,38%) quando o paciente apresentasse IVAS. CONCLUSÕES: A diversidade dos tratamentos registrados deve indicar a necessidade da divulgação de protocolos internacionais sobre tratamento e controle da asma, enfatizando os usos distintos dos beta2-agonistas inalatórios e corticóides.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The prevalence of asthma is increasing and anesthesiologists may start seeing this clinical manifestation more often in the perioperative period. This study aimed at investigating different bronchospasm management techniques during anesthesia. METHODS: A questionnaire was mailed to a stratified sample of 108 anesthesiologists from the Anesthesiology Society of State of São Paulo (SAESP). Questions involved individual bronchospasm statistics and management, clinical evolution, professional experience and the management of patients with upper airway infection (UAI). RESULTS: After mailing three stratified samples (324 questionnaires), 73 questionnaires were returned with a reported bronchospasm incidence of 0.90%. Management techniques were: steroids (90.41%), halogenates (68.49%), teophylline (50.68%), inhalational beta2-agonists (47.95%) and epinephrine (41.10%). Most anesthesiologists would discontinue general (84.93%) or regional anesthesia (64,38%) in UAI patients. CONCLUSIONS: The diversity of reported treatments indicate the need for spreading international protocols on asthma treatment and control, emphasizing the specific use of inhalational beta2- agonists and steroids.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Anestesiologistas pueden depararse con más frecuencia con pacientes portadores de asma dada la prevalencia creciente de esa enfermedad. El objetivo de este estudio fue investigar la diversidad de tratamientos utilizados durante el broncoespasmo en el período perioperatorio. MÉTODO: Cuestionario enviado por correo para una muestra estratificada originalmente compuesta de 108 anestesiologistas del estado de São Paulo, a través de correo directo de la Sociedad de Anestesiologia del Estado de São Paulo (SAESP). Preguntas versaron sobre la estadística individual y tratamiento del broncoespasmo, la evolución clínica, la experiencia profesional del anestesiologista, bien como su conducta frente a un paciente portador de infección de vías aéreas (IVAS). RESULTADOS: Setenta y tres cuestionarios retornaron después del envío de tres muestras estratificadas (324 cuestionarios). La incidencia de broncoespasmo se situó en 0,90%. Las conductas adoptadas fueron: corticóides (90,41%), halogenados (68,49%), aminofilina (50,68%) y beta-2 agonista inhalatorio (47,95%). La mayoría de los anestesiologistas suspendería la anestesia general (84,93%) o la regional (64,38%) cuando el paciente presentase IVAS. CONCLUSIONES: La diversidad de los tratamientos registrados debe indicar la necesidad de la divulgación de protocolos internacionales sobre el tratamiento y control del asma, enfatizando los distintos usos de los beta-2 agonistas inhalatorios y corticoides. <![CDATA[<B>Postoperative analgesia in children less than 1 year of age</B>: <B>a retrospective analysis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor pós-operatória continua sendo uma das principais complicações pós-operatórias e motivo de desconforto, principalmente em crianças. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso de analgésicos desde o término da cirurgia até a alta da sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), como medida terapêutica ou profilática, para crianças com menos de 1 ano de idade. MÉTODO: Utilizando o banco de dados do Departamento de Anestesiologia, foi realizada análise retrospectiva, envolvendo o período de janeiro de 2000 a abril de 2001, das anestesias de crianças menores que 1 ano de idade submetidas a procedimentos cirúrgicos diversos, avaliando aspectos relacionados à analgesia pós-operatória. RESULTADOS: No período do estudo, foram anestesiadas 402 crianças menores que 1 ano, sendo que 194 (48,2%) não receberam analgésicos e 208 (51,8%) receberam. Com relação ao uso ou não de analgésicos, foi observado o que se segue: Sem analgésicos: (1) Idade: até 1 mês, 68/99; entre 1 e 6 meses, 53/126; entre 6 meses e 1 ano, 73/177. (2) Peso: 6,7 ± 3,1 kg (3). Sexo: masculino, 106/240; feminino, 88/162. (4) Estado físico ASA: ASA I, 69/187; ASA II, 56/113; ASA III, 46/79; ASA IV, 23/23. (5) Anestesia peridural sacral: 3/4. (6) Tempo de anestesia: 106 ± 32 minutos. (7) Encaminhamento para unidade de terapia intensiva (UTI): 93/119. Uso de analgésicos: (1) Idade: até 1 mês, 31/99; entre 1 e 6 meses, 73/126; entre 6 meses e 1 ano, 104/177. (2) Peso: 9 ± 2,3 kg. (3) Sexo: masculino, 134/240; feminino, 74/162. (4) Estado físico ASA: ASA I, 118/187; ASA II, 57/113; ASA III, 33/79; ASA IV, 0/23. (5) Anestesia peridural sacral: 1/4. (6) Tempo de anestesia: 130 ± 38 minutos. (7) Encaminhamento para UTI: 26/119. Os fármacos empregados para promover analgesia foram: dipirona (60,6%), dipirona + tramadol (25,5%), dipirona + nalbufina (5,3%), tramadol (3,8%), nalbufina (3,8%), meperidina (0,5%) e fentanil (0,5%). CONCLUSÕES: Utilizar analgésicos em crianças desde o término da cirurgia até a alta da SRPA não foi habitual, principalmente nas crianças menores e mais graves e em procedimentos cirúrgicos mais rápidos. O uso de dipirona, isoladamente, ou a associação dipirona/tramadol, foram as drogas analgésicas mais freqüentemente empregadas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postoperative pain is still a major complication causing discomfort, especially for children. This study aimed at evaluating the use of analgesics from surgery completion to postoperative intensive care unit (PACU) discharge as a prophylactic or therapeutic approach for children less than 1 year of age. METHODS: Based on the Anesthesiology Department files, a retrospective analysis was performed with children less than 1 year of age submitted to different surgical procedures from January/2000 to April/2001, to evaluate postoperative analgesia-related aspects. RESULTS: During the study period, 402 children aged less than 1 year were anesthetized. From those, 194 (48.2%) were not medicated with analgesics and 208 (51.8%) were. As to using or not analgesics, the following was observed: Without analgesics: (1) Age: up to 1 month, 68/99; between 1 and 6 months, 53/126; from 6 months to 1 year, 73/177. (2) Weight: 6.7 ± 3.1 kg. (3) Gender: male, 106/240; female, 88/162. (4) ASA Physical Status: ASA I, 69/187; ASA II, 56/113; ASA III, 46/79; ASA IV, 23/23. (5) Caudal anesthesia: 3/4. (6) Anesthesia duration: 106 ± 32 minutes. (7) Referral to intensive care unit (ICU): 93/119. With analgesics: (1) Age: up to 1 month, 31/99; between 1 and 6 months, 73/126; from 6 months to 1 year, 104/177. (2) Weight: 9 ± 2.3 kg. (3) Gender: male, 134/240; female, 74/162. (4) ASA Physical Status: ASA I, 118/187; ASA II, 57/113; ASA III, 33/79; ASA IV, 0/23. (5) Caudal anesthesia: 1/4. (6) Anesthesia duration: 130 ± 38 minutes. (7) Referral to ICU: 26/119. Analgesic drugs used were: dipyrone (60.6%), dipyrone + tramadol (25.5%), dipyrone + nalbuphine (5.3%), tramadol (3.8%), nalbuphine (3.8%), meperidine (0.5%) and fentanyl (0.5%). CONCLUSIONS: Analgesics prescription for children, from surgery completion to PACU discharge, was not usual, especially in younger and more severely ill children and in shorter surgical procedures. Dipyrone, alone, and the association dipyrone/tramadol were the most frequent drugs used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor pós-operatorio continua siendo una de las principales complicaciones pós-operatorias y motivo de incomodidad, principalmente en niños. El objetivo de este estudio fue evaluar el uso de analgésicos desde el término de la cirugía hasta el alta de la sala de recuperación pós-anestésica (SRPA), como medida terapéutica o profiláctica, para niños con menos de 1 año de edad. MÉTODO: Utilizando el banco de datos del Departamento de Anestesiologia, fue realizada un análisis retrospectivo, envolviendo el período de enero/2000 a abril de 2001, de las anestesias de niños menores de 1 año de edad sometidos a procedimientos quirúrgicos diversos, evaluando aspectos relacionados a la analgesia pós-operatoria. RESULTADOS: En el período de estudio, fueron anestesiados 402 niños menores de un 1 año, siendo que 194 (48,2%) no recibieron analgésicos y 208 (51,8%) recibieron. Con relación al uso o no de analgésicos, lo que se sigue fue observado: Sin analgésicos: (1) Edad: hasta 1 mes, 68/99; entre 1 y 6 meses, 53/126; entre 6 meses y 1 año, 73/177. (2) Peso: 6,7 ± 3,1 kg (3). Sexo: masculino, 106/240; feminino, 88/162. (4) Estado físico ASA: ASA I, 69/187; ASA II, 56/113; ASA III, 46/79; ASA IV, 23/23. (5) Anestesia peridural sacral: 3/4. (6) Tiempo de anestesia: 106 ± 32 minutos. (7) Encaminamiento para unidad de terapia intensiva (UTI): 93/119. Uso de analgésicos: (1) Edad: hasta 1 mes, 31/99; entre 1 y 6 meses, 73/126; entre 6 meses y 1 año, 104/177. (2) Peso: 9 ± 2,3 kg. (3) Sexo: masculino, 134/240; femenino, 74/162. (4) Estado físico ASA: ASA I, 118/187; ASA II, 57/113; ASA III, 33/79; ASA IV, 0/23. (5) Anestesia peridural sacral: 1/4. (6) Tiempo de anestesia: 130 ± 38 minutos. (7) Encaminamiento para UTI: 26/119. Los fármacos empleados para promover analgesia fueron: dipirona (60,6%), dipirona + tramadol (25,5%), dipirona + nalbufina (5,3%), tramadol (3,8%), nalbufina (3,8%), meperidina (0,5%) y fentanil (0,5%). CONCLUSIONES: Utilizar analgésicos en niños desde el término de la cirugía hasta el alta de la SRPA no fue habitual, principalmente en niños menores y más graves y en procedimientos quirúrgicos más rápidos. El uso de dipirona, aisladamente, o la asociación dipirona/tramadol, fueron las drogas analgésicas más frecuentemente empleadas. <![CDATA[<B>Clinical experience with sedatives in the intensive care unit</B>: <B> a retrospective study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Dentre as indicações mais freqüentes de sedação em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão a instituição e a manutenção de ventilação artificial, a ansiedade e procedimentos desconfortáveis ou dolorosos. O objetivo deste estudo retrospectivo foi verificar as indicações e as técnicas mais comuns de sedação em pacientes graves internados na Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) durante um período de 11 meses. MÉTODO: Após terem sido excluídos os pacientes que permaneceram na UTI menos de 24 horas ou estavam sem exames indispensáveis para o cálculo do índice de gravidade (APACHE II), a amostra ficou reduzida a 307 pacientes. Foram analisadas as técnicas mais utilizadas, as indicações de sedação e a associação de bloqueadores neuromusculares. RESULTADOS: A sedação foi administrada em 37,4% dos pacientes. Entre as indicações de sedação estão os distúrbios de natureza psiquiátrica, como delírio, agitação, medo e ansiedade. Estas corresponderam a 25,77% de todas as indicações. A maioria dos pacientes ventilados artificialmente também necessita de sedativos. Instalação e manutenção de ventilação mecânica corresponderam à maioria das indicações, em torno de 57,73% dentre os pacientes sedados. Procedimentos como intubação traqueal e broncoscopia tiveram 11,34% das indicações e controle do metabolismo (coma barbitúrico e tétano), 5,15%. As técnicas mais comumente utilizadas incluíram opióides isolados ou associados a benzodiazepínicos. Neste estudo, o fentanil foi utilizado em 58% das técnicas, isoladamente, e em 21,64% associado ao midazolam. Haloperidol, diazepam, propofol e tiopental somaram 19,5%. Bloqueadores neuromusculares foram utilizados em 22,7% dos casos em pacientes ventilados artificialmente. CONCLUSÕES: A sedação é recurso terapêutico freqüente em Terapia Intensiva, comumente utilizada para facilitar a ventilação artificial e tratar os problemas de natureza psiquiátrica. Fentanil, isoladamente ou em associação com midazolam, foi o agente mais utilizado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Among the most frequent indications for Intensive Care Unit patients sedation, one may mention artificial ventilation installation and maintenance, anxiety and uncomfortable or painful procedures. This retrospective study aimed at evaluating most common sedation indications and techniques for severe patients admitted to the Surgical Intensive Care Unit, Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) during an 11-month period. METHODS: After excluding patients remaining in the ICU for less than 24 hours and those without the necessary evaluation to determine their severity index (APACHE II), the sample was reduced to 307 patients. Most common techniques, sedation indications and neuromuscular blockers association were evaluated. RESULTS: Sedation was administered to 37.4% of patients. Psychiatric disorders, such as delirium, agitation, fear and anxiety, were some indications for sedation and corresponded to 25.77% of all indications. Most ventilated patients also needed sedative agents and mechanical ventilation installation and maintenance represented most indications, or approximately 57.73% of all sedated patients. Procedures, such as tracheal intubation and bronchoscopy, represented 11.34% of all indications and metabolic control (barbiturate coma and tetanus) represented 5.15% of the cases. Most common sedative techniques included opioids alone or associated to benzodiazepines. In this study, fentanyl alone was used in 58% of the cases, and fentanyl plus midazolam in 21.64% of patients. Haloperidol, diazepam, propofol and thiopental added up 19.5%. Neuromuscular blockers were used in 22.7% of mechanically in ventilated patients. CONCLUSIONS: Sedation is a common therapeutic resource for intensive care and is widely used to help mechanical ventilation and to treat psychiatric disorders. Fentanyl, alone or in association with midazolam, was the most widely used agent.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Entre las indicaciones más frecuentes de sedación en pacientes internados en Unidades de Terapia Intensiva (UTI) están la institución y la manutención de ventilación artificial, la ansiedad y procedimientos desconfortables o dolorosos. El objetivo de este estudio retrospectivo fue verificar las indicaciones y las técnicas más comunes de sedación en pacientes graves internados en la Unidad de Terapia Intensiva Quirúrgica de la Escuela Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) durante un período de 11 meses. MÉTODO: Después de haber sido excluidos los pacientes que permanecieron en la UTI menos de 24 horas o estaban sin exámenes indispensables para el cálculo del índice de gravedad (APACHE II), la muestra quedó reducida a 307 pacientes. Fueron analizadas las técnicas más utilizadas, las indicaciones de sedación y la asociación de bloqueadores neuromusculares. RESULTADOS: La sedación fue administrada en 37,4% de los pacientes. Entre las indicaciones de sedación están los disturbios de naturaleza psiquiátrica, como delirio, agitación, miedo y ansiedad. Éstas correspondieron a 25,77% de todas las indicaciones. La mayoría de los pacientes ventilados artificialmente también necesita de sedativos. Instalación y manutención de ventilación mecánica correspondieron a la mayoría de las indicaciones, alrededor de 57,73% de los pacientes sedados. Procedimientos como intubación traqueal y broncoscopia tuvieron 11,34% de las indicaciones y control del metabolismo (coma barbitúrico y tétano), 5,15%. Las técnicas mas comúnmente utilizadas incluyeron opioides aislados o asociados a benzodiazepínicos. En este estudio, el fentanil fue utilizado en 58% de las técnicas, aisladamente, y en 21,64% asociado al midazolam. Haloperidol, diazepam, propofol y tiopental sumaron 19,5%. Bloqueadores neuromusculares fueron utilizados en 22,7% de los casos en pacientes ventilados artificialmente. CONCLUSIONES: La sedación es un recurso terapéutico frecuente en la Terapia Intensiva, comúnmente utilizada para facilitar la ventilación artificial y tratar los problemas de naturaleza psiquiátrica. Fentanil, aisladamente o en asociación con midazolam, fue el agente más utilizado. <![CDATA[<B>Ventilation in anesthesia</B>: <B>a retrospective study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Alterações da mecânica pulmonar, diminuição da Capacidade Residual Funcional e formação de atelectasias têm sido descritas durante anestesia geral. O objetivo desta investigação foi avaliar de forma retrospectiva os padrões de ventilação mecânica adotados nas salas operatórias do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). MÉTODO: Foram registrados dados de 240 pacientes sob anestesia geral, curarizados em ventilação mecânica. Foram observados os padrões de ventilação aplicados: volume corrente em ml (VC), freqüência respiratória por minuto, pressões de vias aéreas em cmH2O e fluxo de gases frescos em L.min-1, SpO2 e P ET CO2. Dados demográficos: sexo, idade, peso, altura foram registrados e calculado o índice de massa corpórea (IMC). Os pacientes foram separados em grupos quanto ao IMC em: < 20; 20-25; 25-30; > 30 kg/m². RESULTADOS: Observou-se relação linear entre volume corrente (VC) e peso (r=0,640) e IMC (r=0,467). VC por peso corpóreo (ml.kg-1) mostrou-se inversamente relacionado ao IMC: IMC < 20 com 10,74 ± 1,39; IMC 20-25 em 9,67 ± 1,08; IMC 25-30 para 8,54 ± 1,09; IMC > 30 com 7,86 ± 1,26 (p < 0,001, ANOVA). Não houve diferença entre esses grupos para a freqüência respiratória instalada. No momento dos registros, homens (n = 123) e mulheres (n = 117) apresentaram semelhantes SpO2 e P ET CO2. O IMC foi semelhante em ambos os grupos. Utilizou-se pressão positiva no final da expiração (PEEP) em 78 dos procedimentos (33%). CONCLUSÕES: Estes dados descritivos permitem afirmar que os padrões de ventilação mecânica em anestesia no HCFMUSP adotam volume corrente próximo de 9 ml.kg-1, freqüência respiratória em 10 incursões por minuto. O uso de PEEP não é disseminado e, quando utilizado, está próximo de 4 cmH2O. Há correlação positiva para peso e IMC com VC. A relação entre VC por massa corpórea é inversamente relacionada ao IMC.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Lung mechanics impairment, Functional Residual Capacity decrease and atelectasis have been described during general anesthesia. This study aimed at retrospectively evaluating ventilation standards in place at the Central Institute, Hospital das Clinicas, Medical School, University of São Paulo (HCFMUSP). METHODS: Data on 240 patients under general anesthesia, neuromuscular block and mechanical ventilation were recorded. Ventilation standards - tidal volume in ml (VT), respiratory rate per minute, airway pressure in cmH2O, fresh gas flow in L.min-1, SpO2 and P ET CO2 - were recorded, as well as gender, age, weight and height. Body mass index (BMI) was calculated and patients were distributed in four groups: BMI < 20; 20-25; 25-30 and > 30 kg/m². RESULTS: There has been a linear correlation between tidal volume (VT) and weight (r=0.640), and BMI (r=0.467). VT by body mass (ml.kg-1) has shown to be inversely related to BMI: BMI < 20 with 10.74 ± 1.39; BMI 20-25 with 9.67 ± 1.08; BMI 25-30 to 8.54 ± 1.09; BMI > 30 to 7.86 ± 1.26 (p < 0.001, ANOVA). There have been no differences among groups in respiratory rate. During data collection, males (n = 123) and females (n = 117) had similar SpO2 and P ET CO2, as well as BMI. Positive end-expiratory pressure (PEEP) was installed in 78 procedures (33%). CONCLUSIONS: These descriptive data allow us to state that mechanical ventilation standards in anesthesia at HCFMUSP use a tidal volume close to 9 ml.kg-1 and a respiratory rate of 10 incursions per minute. PEEP is not widely applied, but when installed it is approximately 4 cmH2O. Weight and BMI had a positive correlation with VT, and VT/weight (ml.kg-1) ratio was inversely related to BMI.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Alteraciones de la mecánica pulmonar, disminución de la Capacidad Residual Funcional y formación de atelectasias han sido descritas durante anestesia general. El objetivo de esta investigación fue evaluar de forma retrospectiva los patrones de ventilación mecánica adoptados en las salas operatorias del Instituto Central del Hospital de las Clínicas de la Facultad de Medicina de la Universidad de San Paulo (HCFMUSP). MÉTODO: Fueron registrados datos de 240 pacientes bajo anestesia general, curarizados en ventilación mecánica. Fueron observados los patrones de ventilación aplicados: volumen corriente en ml (VC), frecuencia respiratoria por minuto, presiones de vías aéreas en cmH2O y flujo de gases frescos en L.min-1, SpO2 y P ET CO2. Datos demográficos: sexo, edad, peso, altura fueron registrados y calculado el índice de masa corpórea (IMC). Los pacientes fueron separados en grupos cuanto al IMC en: <20; 20-25; 25-30; >30 kg/m2. RESULTADOS: Se observó relación linear entre volumen corriente (VC) y peso (r=0,640) y IMC (r=0,467). VC por peso corpóreo (ml.kg-1) se mostró inversamente relacionado al IMC: IMC<20 con 10,74 ± 1,39; IMC20-25 en 9,67 ± 1,08; IMC25-30 para 8,54 ± 1,09; IMC>30 con 7,86 ± 1,26 (p < 0,001, ANOVA). No hubo diferencia entre esos grupos para la frecuencia respiratoria instalada. En el momento de los registros, hombres (n=123) y mujeres (n=117) presentaron semejantes SpO2 y P ET CO2. El IMC fue semejante en ambos grupos. Se utilizó presión positiva en el final de la expiración (PEEP) en 78 de los procedimientos (33%). CONCLUSIONES: Estos datos descriptivos permiten afirmar que los patrones de ventilación mecánica en anestesia en el HCFMUSP adoptan volumen corriente próximo de 9 ml.kg-1, frecuencia respiratoria en 10 incursiones por minuto. El uso de PEEP no es diseminado y, cuando utilizado, está próximo de 4 cmH2O. Hay correlación positiva para peso y IMC con VC. La relación entre VC por masa corpórea es inversamente relacionada al IMC. <![CDATA[<B>Simplified sciatic nerve approach by the posterior route at the median gluteus-femoral sulcus region, with a neurostimulator</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do nervo ciático pode ser realizado por várias abordagens com vantagens e desvantagens. O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano em diâmetro e comprimento. É a continuação do fascículo superior do plexo sacral (L4, L5, S1, S2 e S3). Sai da pelve através do forâmen isquiático maior, passando por baixo do músculo piriforme, desce entre o trocânter maior do fêmur e a tuberosidade isquiática, e ao longo do dorso da coxa, anterior aos músculos bíceps femoral e semitendinoso, até o terço inferior da coxa, onde se divide em dois grandes ramos denominados nervos tibial e fibular comum. Torna-se superficial na borda inferior do músculo glúteo máximo. Baseados nesta descrição anatômica, desenvolvemos uma abordagem posterior, tendo como vantagens a fácil identificação da anatomia de superfície, superficialidade do nervo nesta localização, provocando menor desconforto ao paciente que outras abordagens e podendo utilizar agulha de 5 cm. MÉTODO: Foram estudados 17 pacientes, estado físico ASA I, II ou III, com idades entre 21 e 79 anos, peso de 55 a 90 kg, submetidos a cirurgias em perna ou pé. Após monitorização, o paciente foi posicionado em decúbito ventral e realizado bloqueio no ponto médio do sulco glúteo-femoral (dobra da pele entre a nádega e região posterior da coxa), com auxílio de neuroestimulador, utilizando lidocaína a 1% sem adrenalina (300 mg). Avaliou-se latência, tempo de execução do bloqueio, anestesia dos nervos tibial, fibular comum e cutâneo posterior da coxa. Quando necessário, foi também realizado o bloqueio do nervo safeno com 5 ml de lidocaína a 1%. RESULTADOS: Obteve-se anestesia adequada em todos os casos com o volume e concentração usados. Em nenhum paciente ocorreu anestesia do nervo cutâneo posterior da coxa. O tempo de execução do bloqueio foi de 8,58 ± 5,71 min. A latência foi de 5,88 ± 1,6 min. A duração sensitiva e motora do bloqueio foi de 4,05 ± 1,1 e 2,9 ± 0,8 horas, respectivamente. CONCLUSÕES: Essa nova abordagem é eficaz e de fácil execução. Não está indicada se o bloqueio do nervo cutâneo posterior da coxa for necessário.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The sciatic nerve may be blocked by several routes, all of them with advantages and disadvantages. It is the largest human nerve in diameter and length, being the prolongation of the upper sacral plexus fascicle (L4, L5, S2 and S3). It leaves the pelvis through the foramen ischiadicum majus, passing below the piriform muscle and going down between the greater trochanter and the ischial tuberosity, continuing along the femoral dorsum, anterior to biceps femoris and semitendinous muscles, to the lower femoral third, where it is divided in two major branches called tibial and common fibular nerves. It becomes superficial at the lower border of the gluteus maximus muscle. Based on this anatomic description, we developed a posterior approach with the following advantages: easy identification of the surface anatomy, superficial level of the nerve at this location; and less discomfort to patients since a 5 cm needle may be used. METHODS: Seventeen ASA I - III patients aged 21 to 79 years, weighing 55 to 90 kg, undergoing leg or foot surgery were studied. After monitoring, patients were placed in the prone position and blockade was performed at the middle point of the sulcus gluteus (skin fold between nates and posterior thigh), with the aid of a neurostimulator, using 1% plain lidocaine (300 mg). Onset time, blockade performing time, and tibial, common fibular and cutaneous femoris posterior nerves anesthesia were evaluated. Saphenous nerve was also blocked with 5 ml of 1% lidocaine whenever needed. RESULTS: Adequate anesthesia was obtained in all cases. There was no patient with cutaneous femoris posterior nerve anesthesia. Blockade performing time was 8.58 ± 5.71 min. Onset time was 5.88 ± 1.6 min. Sensory and motor block duration was 4.05 ± 1.1 and 2.9 ± 0.8 hours, respectively. CONCLUSIONS: This new approach is effective and easy. However, it is not indicated when the cutaneous femoris posterior nerve anesthesia is necessary.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del nervio ciático puede ser realizado por varios abordajes con ventajas y desventajas. El nervio ciático es el mayor nervio del cuerpo humano en diámetro y largura. Es la continuación del fascículo superior del plexo sacral (L4, L5, S1, S2 y S3). Sale de la pelvis a través del Fuerone isquiático mayor, pasando por bajo del músculo piriforme, baja entre el trocanter mayor del femur y la tuberosidad isquiática, y al largo del dorso del muslo, anterior a los músculos bíceps femoral y semitendinoso, hasta el tercero inferior del muslo, donde se divide en dos grandes ramos denominados nervios tibial y fibular común. Se torna superficial en la borda inferior del músculo glúteo máximo. Baseados en esta descripción anatómica, desenvolvemos un abordaje posterior, teniendo como ventajas la identificación fácil de la anatomía de superficie, superficialidad del nervio en esta localización, provocando menor incomodidad al paciente que otros abordajes y pudiendo utilizar aguja de 5 cm. MÉTODO: Fueron estudiados 17 pacientes, estado físico ASA I, II ó III, con edades entre 21 y 79 años, peso de 55 a 90 kg, sometidos a cirugías en piernas o pies. Después de monitorización, el paciente fue posicionado en decúbito ventral y realizado bloqueo en el punto medio del sulco glúteo femoral (dobla de la piel entre la nalga y la región posterior del muslo), con auxilio de neuroestimulador, utilizando lidocaína a 1% sin adrenalina (300 mg). Se evaluó la latencia, tiempo de ejecución del bloqueo, anestesia de los nervios tibial, fibular común y cutáneo posterior del muslo. Cuando necesario, fue también realizado el bloqueo del nervio safeno con 5 ml de lidocaína a 1%. RESULTADOS: Se obtuvo anestesia adecuada en todos los casos con el volumen y concentración usados. En ningún paciente ocurrió anestesia del nervio cutáneo posterior del muslo. El tiempo de ejecución del bloqueo fue de 8,58 ± 5,71 min. la latencia fue de 5,88 ± 1,6 min. La duración sensitiva y motora del bloqueo fue de 4,05 ± 1,1 y 2,9 ± 0,8 horas, respectivamente. CONCLUSIONES: Ese nuevo abordaje es eficaz y de fácil ejecución. No está indicada si el bloqueo del nervio cutáneo posterior del muslo es necesario. <![CDATA[<B>Dawning of inhalational anesthesia</B>: <B>a historical perspective</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A história, ao contrário do que muitos imaginam, não é algo limitado ao passado e de caráter imutável. Ela sofre adaptações de acordo com as conveniências de uma ou outra classe social dominante. Informações que foram ocultadas, deliberadamente ou não, uma vez descobertas, poderão mudar conceitos atuais, até então estabelecidos como verdadeiros. Sendo assim, a história, como qualquer outra ciência, não é totalmente imparcial; sofre influências e interferências de forças de natureza política, religiosa, econômica e cultural. Com a História da anestesia não é diferente. Algumas questões permanecem intrigantes: Por que se levou tanto tempo para a civilização controlar a dor? Quem realmente descobriu a Anestesia? Como era o mundo quando se deu a descoberta oficial da Anestesia? Para refletir sobre tais perguntas faz-se necessário recorrer à História da Anestesia. CONTEÚDO: O texto aborda o ato cirúrgico, a dor e a anestesia desde a cultura helênica até a primeira anestesia oficialmente reconhecida, destacando nomes freqüentemente esquecidos e as peculiaridades históricas que beneficiaram ou prejudicaram um ou outro descobridor. Também enfoca os valores, a cultura e o desenvolvimento científico no século XIX, correlacionando-os com os eventos que marcaram o advento da anestesia. CONCLUSÕES: Não seria justo atribuir o mérito da descoberta da anestesia a uma única pessoa. As peculiaridades históricas que beneficiaram ou prejudicaram um ou outro pesquisador não podem ser esquecidas. Morton foi sem dúvidas o mais agraciado pelas circunstâncias. Viveu no tempo e local privilegiados, e conviveu com as pessoas mais apropriadas ao seu intento. Todavia uma questão persiste. Afinal, quem é o mais importante: o pai da idéia ou aquele que a divulgou? A resposta certamente cairá no campo da subjetividade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: History, unlike one may imagine, is not something unchangeable and limited to the past. It is adapted according to conveniences of one or other ruling social class. Deliberately or accidentally hidden information, when unveiled may change current concepts, so far taken for granted. So, history, as any other science, is not totally impartial; it suffers influences and interferences of political, religious, economic and cultural thinking. The same is true for anesthesia. Some questions remain unanswered: Why did it take so long for the civilization to control pain? Who did in fact discover Anesthesia? How was the world when Anesthesia was officially discovered? To discuss such questions it is necessary to go back to the History of Anesthesia. CONTENTS: This paper addresses the surgical act, pain and anesthesia from the Hellenic culture to the first officially recognized anesthesia, often emphasizing forgotten names and historical peculiarities which have benefited or harmed one or other discoverer. It also focuses on values, culture and scientific developments of the 19th century, correlating them to events that marked the dawning of anesthesia. CONCLUSIONS: It would be unfair to attribute the merit of discovering anesthesia to a single person. Historical peculiarities that benefited or harmed one or other researcher cannot be forgotten. Morton was undoubtedly the most favored by the circumstances. He lived in a privileged time and place and has met the most adequate people to his intent. However there is still a question. After all, who is the most important: the father of the idea or who disclosed it? The answer will certainly remain in the field of subjectivity.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La historia, al contrario de lo que muchos se imaginan, no es algo limitado al pasado y de carácter inmutable. Ella también sufre adaptaciones de acuerdo con las conveniencias de una u otra clase social dominante. Informaciones que fueron ocultas, deliberadamente o no, una vez descubiertas, podrán cambiar conceptos actuales, hasta entonces establecidos como verdaderos. Siendo así, la historia, como cualquier otra ciencia, no es totalmente imparcial; sufre influencias e interferencias de fuerzas de naturaleza política, religiosa, económica y cultural. También con la Historia de la anestesia no es diferente. Algunas cuestiones permanecen intrigantes: ¿Por que pasó tanto tiempo para que la civilización pudiera controlar el dolor? ¿Quién realmente descubrió la Anestesia? ¿Cómo era el mundo cuando ocurrió el descubrimiento oficial de la Anestesia? Para reflexionar a respecto de tales preguntas es necesario recurrir a la Historia de la Anestesia. CONTENIDO: El texto se refiere al acto quirúrgico, al dolor y a la anestesia desde la cultura helénica hasta la primera anestesia oficialmente reconocida, destacando nombres frecuentemente olvidados y las peculiaridades históricas que beneficiaron o perjudicaron este o aquel descubridor. También enfoca los valores, la cultura y el desarrollo científico en el siglo XIX, correlacionándolos con los eventos que marcaron el adviento de la anestesia. CONCLUSIONES: No seria justo atribuir el mérito del descubrimiento de la anestesia a una única persona. Las peculiaridades históricas que beneficiaron o perjudicaron este o aquel pesquisador no pueden ser olvidadas. Morton fue, sin duda, el más favorecido por las circunstancias. Vivió en el tiempo y local privilegiados, y convivió con las personas más apropiadas a su intento. Todavía, una cuestión persiste. ¿Al final, quién es más importante: el padre de la idea o aquel que la divulgó? La respuesta ciertamente caerá en el campo de la subjetividad. <![CDATA[<B>Dr. Sérgio Maria Maduro Paes Leme </B>: <B>07/02/1928 <SUP>*</SUP> 05/03/2002</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942002000600016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A história, ao contrário do que muitos imaginam, não é algo limitado ao passado e de caráter imutável. Ela sofre adaptações de acordo com as conveniências de uma ou outra classe social dominante. Informações que foram ocultadas, deliberadamente ou não, uma vez descobertas, poderão mudar conceitos atuais, até então estabelecidos como verdadeiros. Sendo assim, a história, como qualquer outra ciência, não é totalmente imparcial; sofre influências e interferências de forças de natureza política, religiosa, econômica e cultural. Com a História da anestesia não é diferente. Algumas questões permanecem intrigantes: Por que se levou tanto tempo para a civilização controlar a dor? Quem realmente descobriu a Anestesia? Como era o mundo quando se deu a descoberta oficial da Anestesia? Para refletir sobre tais perguntas faz-se necessário recorrer à História da Anestesia. CONTEÚDO: O texto aborda o ato cirúrgico, a dor e a anestesia desde a cultura helênica até a primeira anestesia oficialmente reconhecida, destacando nomes freqüentemente esquecidos e as peculiaridades históricas que beneficiaram ou prejudicaram um ou outro descobridor. Também enfoca os valores, a cultura e o desenvolvimento científico no século XIX, correlacionando-os com os eventos que marcaram o advento da anestesia. CONCLUSÕES: Não seria justo atribuir o mérito da descoberta da anestesia a uma única pessoa. As peculiaridades históricas que beneficiaram ou prejudicaram um ou outro pesquisador não podem ser esquecidas. Morton foi sem dúvidas o mais agraciado pelas circunstâncias. Viveu no tempo e local privilegiados, e conviveu com as pessoas mais apropriadas ao seu intento. Todavia uma questão persiste. Afinal, quem é o mais importante: o pai da idéia ou aquele que a divulgou? A resposta certamente cairá no campo da subjetividade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: History, unlike one may imagine, is not something unchangeable and limited to the past. It is adapted according to conveniences of one or other ruling social class. Deliberately or accidentally hidden information, when unveiled may change current concepts, so far taken for granted. So, history, as any other science, is not totally impartial; it suffers influences and interferences of political, religious, economic and cultural thinking. The same is true for anesthesia. Some questions remain unanswered: Why did it take so long for the civilization to control pain? Who did in fact discover Anesthesia? How was the world when Anesthesia was officially discovered? To discuss such questions it is necessary to go back to the History of Anesthesia. CONTENTS: This paper addresses the surgical act, pain and anesthesia from the Hellenic culture to the first officially recognized anesthesia, often emphasizing forgotten names and historical peculiarities which have benefited or harmed one or other discoverer. It also focuses on values, culture and scientific developments of the 19th century, correlating them to events that marked the dawning of anesthesia. CONCLUSIONS: It would be unfair to attribute the merit of discovering anesthesia to a single person. Historical peculiarities that benefited or harmed one or other researcher cannot be forgotten. Morton was undoubtedly the most favored by the circumstances. He lived in a privileged time and place and has met the most adequate people to his intent. However there is still a question. After all, who is the most important: the father of the idea or who disclosed it? The answer will certainly remain in the field of subjectivity.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La historia, al contrario de lo que muchos se imaginan, no es algo limitado al pasado y de carácter inmutable. Ella también sufre adaptaciones de acuerdo con las conveniencias de una u otra clase social dominante. Informaciones que fueron ocultas, deliberadamente o no, una vez descubiertas, podrán cambiar conceptos actuales, hasta entonces establecidos como verdaderos. Siendo así, la historia, como cualquier otra ciencia, no es totalmente imparcial; sufre influencias e interferencias de fuerzas de naturaleza política, religiosa, económica y cultural. También con la Historia de la anestesia no es diferente. Algunas cuestiones permanecen intrigantes: ¿Por que pasó tanto tiempo para que la civilización pudiera controlar el dolor? ¿Quién realmente descubrió la Anestesia? ¿Cómo era el mundo cuando ocurrió el descubrimiento oficial de la Anestesia? Para reflexionar a respecto de tales preguntas es necesario recurrir a la Historia de la Anestesia. CONTENIDO: El texto se refiere al acto quirúrgico, al dolor y a la anestesia desde la cultura helénica hasta la primera anestesia oficialmente reconocida, destacando nombres frecuentemente olvidados y las peculiaridades históricas que beneficiaron o perjudicaron este o aquel descubridor. También enfoca los valores, la cultura y el desarrollo científico en el siglo XIX, correlacionándolos con los eventos que marcaron el adviento de la anestesia. CONCLUSIONES: No seria justo atribuir el mérito del descubrimiento de la anestesia a una única persona. Las peculiaridades históricas que beneficiaron o perjudicaron este o aquel pesquisador no pueden ser olvidadas. Morton fue, sin duda, el más favorecido por las circunstancias. Vivió en el tiempo y local privilegiados, y convivió con las personas más apropiadas a su intento. Todavía, una cuestión persiste. ¿Al final, quién es más importante: el padre de la idea o aquel que la divulgó? La respuesta ciertamente caerá en el campo de la subjetividad.