Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420030003&lang=en vol. 53 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Processed electroencephalogram in children anesthetized with sevoflurane. Is it feasible?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O índice bispectral (BIS) tem sido indicado como um substrato importante na mensuração do efeito hipnótico de drogas anestésicas. No entanto, existem apenas dados limitados do uso do EEG em crianças durante anestesia. O objetivo deste estudo é avaliar, em crianças, as mudanças no BIS, SEF95%, amplitude relativa na banda de freqüência delta (d%) e taxa de supressão de surtos (TS), correlacionando com variáveis farmacodinâmicas do sevoflurano (CE e CE/CAM), comparando-as com o adulto. MÉTODO: Participaram do estudo, 100 pacientes de ambos os sexos, com idades entre 0 e 40 anos, estado físico ASA I e II. Todos os pacientes foram induzidos com sevoflurano, sendo utilizado bloqueador neuromuscular quando o BIS atingiu 30, sendo estratificados em 5 grupos: GI (20) - idade entre 0 e 6 meses; GII (20) - idade > 6 meses até 2 anos; GIII (20) - idade > 2 anos até 12 anos; GIV (20) - idade > 12 anos até 18 anos e GV (20) - idade > 18 anos até 40 anos. Em cada grupo, 5 momentos foram avaliados: M1 (alerta); M2 (BIS 60); M3 (BIS 50); M4 (BIS 40) e M5 (despertar), sendo, em todos os momentos, anotados os seguintes parâmetros: PAS, PAD, FC, BIS, SEF95%, d%, taxa de supressão de surtos, CE e CE/CAM. RESULTADOS: Os valores de BIS e SEF95% apresentaram correlação direta com a CE/CAM do sevoflurano a valores de BIS de 40, 50, 60 e despertar, respeitando-se a CAM para idade p > 0,05). A d%, no GI, apresentou valores superiores a todos os outros grupos, nos cinco momentos (p < 0,05). CONCLUSÕES: O BIS e SEF95% podem ser utilizados na monitorização da profundidade da anestesia com sevoflurano em crianças de 0 a 12 anos observando-se os mesmos parâmetros sugeridos para adultos. O mesmo não acontece com a d%, a qual mostrou variações dependentes, provavelmente, da maturação cerebral.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: EEG-derived bispectral index (BIS), has been indicated as a major substrate for measuring hypnotic effects of anesthetic drugs. However, there are only limited data on the use of EEG in anesthetized children. This study aimed at evaluating changes in BIS, SEF95%, relative delta band frequency amplitude (d%) and suppression rate (SR) in children, correlating these changes with sevoflurane pharmacodynamic variables (EC and EC/MAC) as compared to adults. METHODS: Participated in this study 100 patients of both genders, aged 0 to 40 years, physical status ASA I and II. All patients were induced with sevoflurane followed by neuromuscular blocker at BIS 30. Patients were distributed in 5 groups: GI (20) - 0 to 6 months; GII (20) > 6 months to 2 years; GIII (20) > 2 to 12 years; GIV (20) > 12 to 18 years and GV (20) > 18 to 40 years. Five moments were evaluated for each group: M1 (awaken); M2 (BIS 60); M3 (BIS 50); M4 (BIS 40) and M5 (emergence). The following parameters were recorded for all moments: SBP, DBP, HR, BIS, SEF95%, d%, suppression rate, EC and EC/MAC. RESULTS: Both BIS and SEF95% values for all age groups directly correlated to sevoflurane’s EC/MAC at BIS values of 40, 50, 60 and at emergence, considering MAC values for age (p > 0.05). d% values in GI were higher than in any other group during all five moments (p < 0.05). CONCLUSIONS: Unlike d%, the variations of which seem brain maturation-related, BIS and SEF95% may be used to monitor sevoflurane’s anesthetic depth in children aged 0 to 12 years, observing the parameters suggested for adults.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El índice bispectral (BIS), ha sido indicado como un substrato importante en la medición del efecto hipnótico de drogas anestésicas. No obstante, existen apenas dados limitados del uso del EEG en niños durante anestesia. El objetivo de este estudio es evaluar, en niños, los cambios en el BIS, SEF95%, amplitud relativa en la banda de frecuencia delta (d%) y tasa de supresión de ataques (TS), correlacionando con variables farmacodinámicas del sevoflurano (CE y CE/CAM), comparándolas con el adulto. MÉTODO: Participaron del estudio, 100 pacientes de ambos sexos, con edades entre 0 y 40 años, estado físico ASA I y II. Todos los pacientes fueron inducidos con sevoflurano siendo utilizado bloqueador neuromuscular cuando el BIS llegó a 30, siendo estratificados en 5 grupos: GI (20) - edad entre 0 y 6 meses; GII (20) - edad > 6 meses hasta 2 años; GIII (20) - edad > 2 años hasta 12 años; GIV (20) - edad > 12 años hasta 18 años y GV (20) - edad > 18 años hasta 40 años. En cada grupo 5 momentos fueron evaluados: M1 (alerta); M2 (BIS 60); M3 (BIS 50); M4 (BIS 40) y M5 (despertar), siendo, en todos los momentos, anotados los siguientes parámetros: PAS, PAD, FC, BIS, SEF95%, d%, tasa de supresión de ataques, CE y CE/CAM. RESULTADOS: Los valores de BIS y SEF95% presentaron correlación directa con la CE/CAM del sevoflurano a valores de BIS de 40, 50, 60 y despertar, respetándose la CAM para edad (p > 0,05). A d%, en el GI presentó valores superiores a todos los otros grupos, en los cinco momentos (p < 0,05). CONCLUSIONES: El BIS y SEF95% pueden ser utilizados en la monitorización de la profundidad de la anestesia con sevoflurano en niños de 0 a 12 años observándose los mismos parámetros sugeridos para adultos. Lo mismo no sucede con la d%, el cual mostró variaciones dependientes, probablemente, de la maduración cerebral. <![CDATA[<b>Spinal anesthesia for cesarean section with 0.5% isobaric bupivacaine plus fentanyl and morphine</b>: <b>prospective study with different volumes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A raquianestesia para cesariana foi descrita poucos anos após o primeiro relato de Bier em 1898 e nos últimos 5 anos ela se tornou método de escolha em nosso hospital. O objetivo deste estudo prospectivo em cesariana é avaliar o uso da bupivacaína a 0,5% isobárica, administrada com as parturientes em decúbito lateral, após injeção de fentanil e morfina, e correlacionar com a incidência de complicações hemodinâmicas e dispersão cefálica com diferentes volumes. MÉTODO: Cem pacientes submetidas à raquianestesia para cesariana eletiva foram aleatoriamente separadas em três grupos que receberam: 4 ml (20 mg), 3 ml (15 mg) e 2,5 ml (12,5 mg) de bupivacaína a 0,5% isobárica acrescida de 25 µg de fentanil e 50 µg de morfina injetadas antes do anestésico. Foram avaliados e comparados os seguintes parâmetros: latência da analgesia, bloqueio motor, dispersão cefálica da analgesia, alterações cardiovasculares e incidência de náuseas e vômitos. RESULTADOS: Os três volumes de bupivacaína a 0,5% isobárica produziram efeitos comparáveis. O tempo de latência foi maior com a menor dose. Não foram observadas diferenças na dispersão cefálica, no número de pacientes que tiveram níveis cervicais, nas alterações cardiovasculares e na incidência de cefaléia pós-punção. O nível máximo da analgesia foi T4 (amplitude: T3-T6) com 4 ml, T4 (amplitude: T4-T11) com 3 ml e T4 (amplitude: T4-T8) com 2,5 ml. Nenhuma paciente necessitou de efedrina para tratar hipotensão arterial. O bloqueio motor não foi completo em todas as pacientes. Uma paciente desenvolveu cefaléia pós-punção. CONCLUSÕES: O resultado deste estudo confirma que a bupivacaína a 0,5% isobárica injetada após administração, em seringas separadas de fentanil e morfina, e em decúbito lateral nos volumes de 2,5, 3 e 4 ml proporciona uma rápida e efetiva anestesia para cesariana.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal block for cesarean section was described few years after the first report of spinal anesthesia by Bier in 1899. It was not until the last 5 years that spinal anesthesia has become the most frequent anesthetic method for cesarean section at our hospital. This prospective study aimed at evaluating 0.5% spinal isobaric bupivacaine for cesarean section, injected after fentanyl and morphine, in the lateral position, and at correlating the incidence of hemodynamic changes and cephalad spread with different volumes. METHODS: Participated in this study 100 patients undergoing spinal anesthesia for elective cesarean delivery who were randomly allocated into three groups to receive: 4 ml (20 mg), 3 ml (15 mg) or 2.5 ml (12.5 mg) of 0.5% isobaric bupivacaine after 25 µg fentanyl plus 50 µg morphine. The following parameters were evaluated and compared: analgesia and motor block onset, cephalad spread of analgesia, cardiovascular changes and the incidence of nausea and vomiting. RESULTS: The three volumes of 0.5% isobaric bupivacaine produced comparable effects. Onset was longer for the lowest dose. There were no differences in cephalad spread, number of patients with high cervical levels, cardiovascular changes and post dural puncture headache. Maximum analgesic level was T4 (range: T3-T6) with 4 ml, T4 (range: T4-T11) with 3 ml and T4 (range: T4-T8) with 2.5 ml. No patient required ephedrine to treat arterial hypotension. Motor block was incomplete for all patients. One patient developed post dural puncture headache. CONCLUSIONS: Results of this study confirm that 0.5% isobaric bupivacaine, following fentanyl and morphine injected with separate syringes and in the lateral position, in doses of 2.5, 3 and 4 ml provides a fast and effective anesthesia for cesarean section.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La raquianestesia para cesariana fue descrita pocos años después del primer relato de Bier en 1898 y en los últimos 5 años ella se volvió método de elección en nuestro hospital. El objetivo de este estudio prospectivo en cesariana es evaluar el uso de la bupivacaína a 0,5% isobárica administrada con las parturientas en decúbito lateral, después de inyección de fentanil y morfina, y correlacionar con la incidencia de complicaciones hemodinámicas y dispersión cefálica con diferentes volúmenes. MÉTODO: Cien pacientes sometidas a raquianestesia para cesariana electiva fueron aleatoriamente separadas en tres grupos que recibieron: 4 ml (20 mg), 3 ml (15 mg) y 2,5 ml (12,5 mg) de bupivacaína a 0,5% isobárica añadida de 25 µg de fentanil y 50 µg de morfina inyectados antes del anestésico. Fueron evaluados y comparados los siguientes parámetros: latencia de la analgesia, bloqueo motor, dispersión cefálica de la analgesia, alteraciones cardiovasculares e incidencia de náuseas y vómitos. RESULTADOS: Los tres volúmenes de bupivacaína a 0,5% isobárica produjeron efectos comparables. El tiempo de latencia fue mayor con la menor dosis. No fueron observadas diferencias en la dispersión cefálica, en el número de pacientes que tuvieron niveles cervicales, en las alteraciones cardiovasculares y en la incidencia de cefalea pós-punción. El nivel máximo de la analgesia fue T4 (amplitud: T3-T6) con 4 ml, T4 (amplitud: T4-T11) con 3 ml y T4 (amplitud: T4-T8) con 2,5 ml. Ninguna paciente necesitó de efedrina para tratar hipotensión arterial. EL bloqueo motor no fue completo en todas las pacientes. Una paciente desenvolvió cefalea pós-punción. CONCLUSIONES: El resultado de este estudio confirma que la bupivacaína a 0,5% isobárica inyectada después de administración en jeringas separadas de fentanil y morfina y en decúbito lateral en los volúmenes de 2,5, 3 y 4 ml proporciona una rápida y efectiva anestesia para cesariana. <![CDATA[<b>Comparative study of 0.5% bupivacaine versus 0.5% bupivacaine enantiomeric mixture (S75-R25) in epidural anesthesia for orthopedic surgery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a finalidade de encontrar uma droga mais segura que a bupivacaína, vários estudos em animais foram realizados com seus isômeros. Este estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% comparada a bupivacaína a 0,5% na anestesia peridural em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de membros inferiores. MÉTODO: Participaram deste estudo, aleatório e duplamente encoberto, 38 pacientes, com idades entre 17 e 69 anos, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgia ortopédica de membros inferiores, distribuídos em dois grupos: Grupo B, que recebeu 30 ml de uma solução de bupivacaína a 0,5%, e Grupo MEB, que recebeu 30 ml de uma solução da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5%. Foram investigadas as características motoras e sensoriais do bloqueio anestésico, bem como a incidência de efeitos colaterais. RESULTADOS: Houve diferença significativa em relação ao peso no grupo MEB. Os parâmetros hemodinâmicos foram semelhantes entre os grupos. Não houve diferença significativa em relação ao tempo necessário para atingir a maior intensidade de bloqueio motor e a altura do bloqueio sensitivo. O tempo de regressão do bloqueio motor foi semelhante entre os dois grupos. A intensidade do bloqueio motor na escala de Bromage 2 foi maior no grupo MEB. CONCLUSÕES: Foram observados adequados bloqueios motor e sensitivo para a realização da cirurgia em ambos os grupos, com poucos efeitos colaterais, sugerindo que as soluções são seguras na anestesia peridural para cirurgia ortopédica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: With the objective of finding a safer drug than racemic bupivacaine, several animal studies were performed with its enantiomers. This study aimed at evaluating the efficacy of 0.5% bupivacaine enantiomeric mixture (S75-R25) as compared to 0.5% bupivacaine in lumbar epidural anesthesia for lower limb orthopedic surgery. METHODS: Participated in this randomized double-blind study 38 adult patients, aged 17 to 69 years, physical status ASA I and II submitted to lower limb orthopedic surgery, who were distributed in two groups: Group B - 30 ml of 0.5% bupivacaine and Group BEM - 30 ml of 0.5% bupivacaine enantiomeric mixture (S75-R25). Sensory and motor block characteristics were investigated, in addition to the incidence of side effects. RESULTS: There have been significant weight differences in group BEM. Hemodynamic parameters were similar in both groups. There were no differences in time to reach Bromage score and peak block height. Also time to total motor block regression was similar between groups. There has been a significant difference in Bromage 2 score between groups, which was higher in group BEM. CONCLUSIONS: Adequate sensory and motor block for surgery was achieved in both groups with few side effects, suggesting that both solutions are safe in lumbar epidural anesthesia for orthopedic surgery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la finalidad de encontrar una droga más segura que la bupivacaína, varios estudios en animales fueron realizados con sus isómeros. Este estudio tiene como objetivo evaluar la eficacia de la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% comparada a bupivacaína a 0,5% en la anestesia peridural en pacientes sometidos a cirugía ortopédica de miembros inferiores. MÉTODO: Participaron de este estudio, aleatorio y duplamente encubierto, 38 pacientes, con edades entre 17 y 69 años, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugía ortopédica de miembros inferiores, distribuidos en dos grupos: Grupo B que recibió 30 ml de una solución de bupivacaína a 0,5% e Grupo MEB que recibió 30 ml de una solución de la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5%. Fueron investigadas las características motoras y sensoriales del bloqueo anestésico, bien como la incidencia de efectos colaterales. RESULTADOS: Hubo diferencia significativa en relación al peso en el grupo MEB. Los parámetros hemodinámicos fueron semejantes entre los grupos. No hubo diferencia significativa en relación al tiempo necesario para llegar a la mayor intensidad de bloqueo motor y la altura del bloqueo sensitivo. EL tiempo de regresión del bloqueo motor fue semejante entre los dos grupos. La intensidad do bloqueo motor en la escala de Bromage 2 fue mayor en el grupo MEB. CONCLUSIONES: Fue observado adecuado bloqueo motor y sensitivo para la realización de la cirugía en ambos los grupos con pocos efectos colaterales, sugiriendo que las soluciones son seguras en la anestesia peridural para cirugía ortopédica. <![CDATA[<b>Peripheral nerve stimulator for femoral nerve block. Is it really necessary?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Vários são os métodos de localização do nervo femoral no espaço perivascular na região inguinal sendo o mais comum o do estimulador de nervo periférico. O objetivo deste estudo foi o de avaliar a necessidade do bloqueio do nervo femoral com o método do estimulador de nervo periférico, comparando-o com o método da perda de resistência tanto pela técnica de injeção única como pela técnica com catéteres. MÉTODO: Foram realizados 60 bloqueios do nervo femoral divididos em quatro grupos homogêneos (GA, GB, GC e GD). Trinta bloqueios representaram dois grupos pela técnica de injeção única, quinze com agulha descartável 21G (GA) e quinze com agulha isolada adaptada ao estimulador de nervo periférico (GC) e os restantes trinta bloqueios divididos em quinze bloqueios com cateter venoso (GB) e quinze com cateter longo Contiplex® (GD). Todos os bloqueios do nervo femoral foram realizados no espaço perivascular inguinal. O espaço perifemoral foi identificado após a segunda perda de resistência ao ar (fascia ilíaca) (GA e GC), e com 0,3 a 0,4 mA com o estimulador de nervo periférico (GB e GD). Foram avaliados os seguintes parâmetros: tempo para a realização do bloqueio; presença ou ausência de parestesias ou disestesias; dificuldade de punção e falhas. RESULTADOS: Não foram relatadas parestesias nem disestesias. Duas falhas resultaram no grupo A (p < 0,26), no mesmo paciente e duas dificuldades de punção devido aos recentes e vários bloqueios no local. Não houve diferenças significativas quanto à eficácia entre o método da perda de resistência com o do estimulador de nervo periférico. O tempo despendido pelo método do estimulador de nervo periférico foi maior (p < 0,001). CONCLUSÕES: Embora o uso do estimulador de nervo periférico seja o mais utilizado no bloqueio do nervo femoral na região inguinal, neste estudo, o método da perda de resistência mostrou-se uma alternativa bastante eficaz e viável.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are several methods to locate the femoral nerve in the perivascular inguinal space, being the most common the use of a peripheral nerve stimulator. This study aimed at evaluating femoral nerve block performed with peripheral nerve stimulator as compared to the loss of resistance to air technique, both by single injection or with catheter insertion. METHODS: Sixty patients undergoing femoral nerve blocks were divided in four homogeneous groups (GA, GB, GC, GD). Thirty blocks were performed with single injection technique: 15 with disposable 21G needle (GA) and 15 with insulated needle adapted to the peripheral nerve stimulator (GC). The remaining 30 blocks were divided in 15 blocks performed with intravenous catheter (GB) and 15 with long Contiplex® catheter (GD). All femoral nerve blocks were performed in the perivascular inguinal space. Perifemoral space was identified after the second loss of resistance to air (iliac fascia, GA and GC), and with 0.3 to 0.4 mA stimuli from peripheral nerve stimulator (GB and GD). The following parameters were evaluated: time to blockade performance, presence or absence of paresthesias or disesthesias, puncture difficulties and failures. RESULTS: There were no paresthesias or disesthesias. There have been two failures (p < 0.26) in the same GA patient, and two puncture difficulties due to recent and multiple blocks on the same site. There have been no significant efficacy differences between loss of resistance and peripheral nerve stimulator methods. Time for peripheral nerve stimulator block was longer (p < 0.001). CONCLUSIONS: Whereas the peripheral nerve stimulator is more widely used in the inguinal region, our study has shown that the loss of resistance to air technique is an effective and feasible alternative.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Varios son los métodos de localización del nervio femoral en el espacio perivascular en la región inguinal siendo el más común el del estimulador de nervio periférico. El objetivo de este estudio fue el de evaluar la necesidad del bloqueo del nervio femoral con el método del estimulador del nervio periférico, comparándose con el método de la pérdida de resistencia tanto por la técnica de inyección única como por la técnica con catéteres. MÉTODO: Fueron realizados sesenta bloqueos del nervio femoral divididos en cuatro grupos homogéneos (GA, GB, GC y GD). Treinta bloqueos representaron dos grupos por la técnica de inyección única, quince con aguja desechable 21G (GA) y quince con aguja aislada adaptada al estimulador de nervio periférico (GC) y los restantes treinta bloqueos divididos en quince bloqueos con catéter venoso (GB) y quince con catéter largo Contiplex® (GD). Todos los bloqueos del nervio femoral fueron realizados en el espacio perivascular inguinal. El espacio perifemoral fue identificado después de la segunda pérdida de resistencia al aire (fascia ilíaca) (GA y GC), y con 0,3 a 0,4 mA con el estimulador de nervio periférico (GB y GD). Fueron evaluados los siguientes parámetros: tiempo para la realización del bloqueo; tiempo de duración del bloqueo; si hubo o no parestesias o disestesias; se hubo o no dificultad de punción y fallas. RESULTADOS: No fueron relatadas parestesias ni disestesias. Dos fallas resultaron en el grupo A (p < 0,26), en el mismo paciente y dos dificultades de punción debido a los recientes y varios bloqueos en el local. No hubo diferencias significativas cuanto a la eficacia entre el método de la pérdida de resistencia con el del estimulador de nervio periférico. El tiempo despendido por el método del estimulador del nervio periférico fue mayor (p < 0,001). CONCLUSIONES: Aun cuando el uso del estimulador de nervio periférico sea el más utilizado en el bloqueo del nervio femoral en la región inguinal, en este estudio, el método de la pérdida de resistencia se mostró una alternativa bastante eficaz y viable. <![CDATA[<b>Comparative study of intercostal and interpleural block for post-cholecystectomy analgesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A analgesia no pós-operatório é desejada pelos pacientes e tem sido praticada pela maioria dos anestesiologistas. Além dos opióides, os anestésicos locais têm sido utilizados nos bloqueios periféricos e centrais para se obter a analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo foi comparar duas técnicas de bloqueio dos nervos intercostais para analgesia pós-operatória em colecistectomias abertas. MÉTODO: Sessenta pacientes foram submetidos a colecistectomias abertas com incisão subcostal e receberam bloqueio intercostal (Grupo IC, n=30) ou bloqueio interpleural (Grupo IP, n=30), ambos com 100 mg de bupivacaína a 0,5% com adrenalina, para analgesia pós-operatória. Foram avaliados os tempos de analgesia e as queixas relatadas pelos pacientes. RESULTADOS: A qualidade da analgesia foi considerada boa para ambas as técnicas. A duração média de analgesia foi de 505 minutos no grupo IP e 620 minutos no grupo IC, não havendo diferença estatística entre eles. Náuseas, vômitos e dor abdominal leve foram as queixas pós-operatórias mais freqüentes. Não se constatou qualquer complicação pós-operatória associada exclusivamente aos bloqueios, assim como não foi evidenciado nenhum caso de pneumotórax. CONCLUSÕES: Concluiu-se que as técnicas promoveram analgesia satisfatória após colecistectomia, sendo que o bloqueio interpleural apresentou maior facilidade de execução.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postoperative analgesia is a wish of all surgical patients and has been used by most anesthesiologists. In addition to opioids, local anesthetic agents have been employed for peripheral and central blocks. The purpose of this study was to evaluate and to compare intercostal and interpleural blocks for post-cholecystectomy analgesia. METHODS: Sixty patients undergoing open cholecystectomy with subcostal incision, received either intercostal block (Group IC, n = 30) or interpleural block (Group IP, n = 30), for postoperative analgesia, both with 0.5% bupivacaine (100 mg) with epinephrine. Analgesia duration and patients’ complaints were evaluated. RESULTS: Analgesia was considered satisfactory for both groups. Mean analgesia duration was 505 minutes for Group IP and 620 minutes for Group IC, with no statistical significant difference. Nausea, vomiting and mild abdominal pain were the most frequent postoperative complaints. There was no postoperative complication related to blockade and no pneumothorax was detected. CONCLUSIONS: We concluded that both techniques were effective in promoting post-cholecystectomy analgesia, but interpleural block was easier to perform.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La analgesia en el pós-operatorio es deseada por los pacientes y ha sido practicada por la mayoría de los anestesiologistas. Además de los opioides, los anestésicos locales han sido utilizados en los bloqueos periféricos y centrales para obtenerse la analgesia pós-operatoria. El objetivo de este estudio fue comparar dos técnicas de bloqueo de los nervios intercostales para analgesia pós-operatoria en colecistectomias abiertas. MÉTODO: Sesenta pacientes fueron sometidos a colecistectomias abiertas con incisión subcostal, recibieron bloqueo intercostal (Grupo IC, n=30) o bloqueo interpleural (Grupo IP, n=30), ambos con 100 mg de bupivacaína 0,5% con adrenalina, para analgesia pós-operatoria. Fueron evaluados los tiempos de analgesia y las quejas relatadas por los pacientes. RESULTADOS: La calidad de la analgesia fue considerada buena para ambas técnicas. La duración media de analgesia fue de 505 minutos en el grupo IP y 620 minutos en el grupo IC, no habiendo diferencia estadística entre ellos. Náuseas, vómitos y dolor abdominal leve fueron las quejas pós-operatorias más frecuentes. No se constató cualquier complicación pós-operatoria asociada exclusivamente a los bloqueos, así como no fue evidenciado ningún caso de pneumotórax. CONCLUSIONES: Se concluye que las técnicas promovieron analgesia satisfactoria después de colecistectomia, siendo que el bloqueo interpleural presentó mayor facilidad de ejecución. <![CDATA[<b>Effects of spinal administration of large volumes of 2% lidocaine and 1% ropivacaine on spinal cord and meninges</b>: <b>experimental study in dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A injeção de grandes volumes de anestésico local no espaço subaracnóideo, após punção dural acidental, é complicação da anestesia peridural. O objetivo desta pesquisa foi investigar as possíveis alterações clínicas e histológicas desencadeadas por grandes volumes de lidocaína a 2% e ropivacaína a 1%, simulando injeção subaracnóidea acidental, em cães. MÉTODO: Vinte e um cães foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos, que receberam por via subaracnóidea: G1 - cloreto de sódio a 0,9%; G2 - lidocaína a 2% e G3 - ropivacaína a 1%. A punção subaracnóidea foi realizada no espaço intervertebral L6-L7. O volume de anestésico local administrado foi de 1 ml para cada 10 cm de distância entre a protuberância occipital e o espaço lombossacral (5 - 6,6 ml). Após 72 horas de observação clínica os animais foram sacrificados e foi removida a porção lombossacral da medula para exame histológico, por microscopia óptica. RESULTADOS: Nenhum animal do G1 apresentou alterações clínicas ou histológicas da medula espinhal. Foram observados dois casos de necrose do tecido nervoso em G2, porém mudanças clínicas, em somente um desses cães e em outros dois animais que não apresentaram alterações histológicas. Foi encontrada necrose focal do tecido nervoso medular em um animal de G3. Todos os animais de G3 permaneceram clinicamente normais. CONCLUSÕES: Conclui-se que grandes volumes de lidocaína a 2% determinaram alterações clínicas e histológicas mais intensas que os de ropivacaína a 1%.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal injection of large local anesthetic volumes after accidental dural puncture is an epidural anesthesia complication. This study aimed at investigating potential clinical and histological changes triggered by large volumes of 2% lidocaine or 1% ropivacaine in a simulated accidental spinal injection in dogs. METHODS: Twenty one dogs were randomly allocated into three experimental groups, which received spinal injections of: G1 - 0.9% sodium chloride, G2 - 2% lidocaine, G3 - 1% ropivacaine. Spinal puncture was performed in L6-L7 interspace. Anesthetic volume was 1 ml per 10 cm-distance between the occipital protuberance and the lumbosacral space (5 - 6.6 ml). After 72 hours of clinical observation animals were sacrificed and their spinal cords were removed for histological examination under light microscopy. RESULTS: No G1 animal presented clinical or histological changes in the spinal cord. There were two cases of nervous tissue necrosis in G2, however clinical changes were only observed in one of these dogs and in two other dogs which had no histological changes. There has been focal necrosis in the spinal cord nervous tissue of one G3 animal. All G3 animals remained clinically normal. CONCLUSIONS: Large volumes of 2% lidocaine have determined more intensive clinical and histological changes as compared to 1% ropivacaine.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La inyección de grandes volúmenes de anestésico local en el espacio subaracnóideo, después de punción dural accidental, es complicación de la anestesia peridural. El objetivo de esta pesquisa fue investigar las posibles alteraciones clínicas e histológicas desencadenadas por grandes volúmenes de lidocaína a 2% y ropivacaína a 1%, simulando una inyección subaracnóidea accidental, en perros. MÉTODO: Veintiún perros fueron distribuidos aleatoriamente en 3 grupos, que recibieron por vía subaracnóidea: G1 - cloreto de sodio a 0,9%; G2 - lidocaína a 2% y G3 - ropivacaína a 1%. La punción subaracnóidea fue realizada en el espacio intervertebral L6-L7. El volumen de anestésico local administrado fue de 1 ml para cada 10 cm de distancia entre la protuberancia occipital y el espacio lomosacral (5 - 6,6 ml). Después de 72 horas de observación clínica los animales fueron sacrificados y fue removida la porción lomosacral de la médula para examen histológico, por microscopia óptica. RESULTADOS: Ningún animal del G1 presentó alteraciones clínicas o histológicas de la médula espinal. Fueron observados dos casos de necrosis del tejido nervioso en G2, más cambios clínicos, en solamente uno de estos perros y en otros dos animales que no presentaron alteraciones histológicas. Fue encontrada necrosis focal del tejido nervioso medular en un animal de G3. Todos los animales de G3 permanecieron clínicamente normales. CONCLUSIONES: Se concluye que grandes volúmenes de lidocaína a 2% determinaron alteraciones clínicas e histológicas más intensas que los de ropivacaína a 1%. <![CDATA[<b>Systolic pressure variation as an earlier hypovolemia indicator and a guide for volume replacement with hypertonic and hyperoncotic solution in dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudos introduziram novo método para avaliação da pré-carga, baseado na análise da variação da pressão sistólica (VPS) durante ventilação artificial. O objetivo desta pesquisa é avaliar se a VPS e sua derivada delta down (ddown) são indicadoras precoces de hipovolemia e guias de reposição volêmica com solução hiperosmótica e hiperoncótica. MÉTODO: Doze cães foram submetidos a sangramentos parciais de 5% da volemia até se atingir 20% da volemia (14 ml.kg-1). Antes (controle) e após cada sangramento foram realizadas análises hemodinâmicas, respiratórias e sangüíneas. Após, os cães foram submetidos à reposição com solução de NaCl a 7,5% em dextran 70 a 3,75% (SHD) (4 ml.kg-1) e novas análises dos atributos estudados foram realizadas aos 5 e 30 minutos após a reposição. RESULTADOS: A pressão arterial média diminuiu durante o sangramento e aumentou após a reposição, sem retornar aos valores do controle. As pressões da artéria pulmonar e do átrio direito (PAD) diminuíram antes e aumentaram após a reposição para valores semelhantes aos do controle. A pressão da artéria pulmonar ocluída (PAPO) diminuiu após o primeiro sangramento e manteve-se em valores abaixo aos do controle, mesmo após a reposição. O índice cardíaco não se alterou, mas aumentou após a reposição, para valores superiores aos do controle. O índice sistólico (IS) diminuiu antes e aumentou após a reposição, em níveis superiores aos do controle. Os índices de resistência vascular sistêmica (IRVS) e pulmonar (IRVP) não se alteraram antes, mas diminuíram após a reposição, com o IRVS em níveis inferiores aos do controle, e o IRVP em níveis semelhantes aos do controle. Os índices de trabalho sistólico dos ventrículos direito (ITSVD) e esquerdo (ITSVE) diminuíram durante o sangramento, mas aumentaram após a reposição, com o ITSVD em níveis superiores aos do controle e o ITSVE em níveis semelhantes aos do controle. A VPS e ddown aumentaram progressivamente durante o sangramento e diminuíram após a reposição, mas mantendo-se em valores superiores aos do controle. As maiores correlações de VPS e ddown foram com IS, PAPO, PAD e ITSVE. CONCLUSÕES: No cão, nas condições empregadas, a VPS e sua derivada ddown são indicadoras precoces de hipovolemia e guias sensíveis de reposição volêmica com SHD.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Studies have introduced a new method for preload evaluation based on systolic pressure variation analysis (SPV) during mechanical ventilation. This research aimed at evaluating whether SPV and its delta down derived (ddown) are earlier hypovolemia indicators and guides for volume replacement with hypertonic and hyperoncotic solutions. METHODS: Twelve dogs were submitted to graded hemorrhage of 5% of their volume until reaching 20% of volume (14 ml.kg-1). Before (control) and after every hemorrhage, hemodynamic, ventilatory and blood parameters were evaluated. Then, dogs were submitted to volume replacement with 7.5% NaCl in 3.75% dextran 70 (SHD) (4 ml.kg-1), and the parameters were again evaluated 5 and 30 minutes after volume replacement. RESULTS: Mean blood pressure decreased during hemorrhage and increased after SHD infusion, however without returning to baseline values. Right atrium (RAP) and pulmonary artery pressure (PAP) decreased before and increased after volume replacement reaching values similar to baseline. Pulmonary capillary wedge pressure (PCWP) decreased after the first hemorrhage and remained below baseline values even after volume replacement. Cardiac index has not changed, but increased after SHD infusion reaching values above baseline. Stroke volume index (SVI) decreased before, and increased after volume replacement reaching values above baseline. Systemic vascular and pulmonary resistance did not change during hemorrhage, but decreased after volume replacement, with SVRI remaining below baseline values and SVPRI in levels similar to baseline. Left ventricular stroke work index (LVSWI) and right ventricular stroke work index (RVSWI) decreased before and increased after SHD infusion, with RVSWI remaining above baseline values and LVSWI in levels similar to baseline. SPV and ddown progressively increased during hemorrhage and decreased after volume replacement, however remaining above baseline values. Major SPV and ddown correlations were found with SVI, PWCP, RAP, PAP and LVSWI. CONCLUSIONS: In dogs under our experimental conditions, SPV and its derived ddown are early hypovolemia indicators and sensitive guides for volume replacement with hypertonic and hyperoncotic solutions.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Estudios introdujeron un nuevo método para evaluación de la pré-carga, baseados en la análisis de la variación de la presión sistólica (VPS) durante ventilación artificial. El objetivo de esta investigación es evaluar se la VPS y la derivada delta down (ddown) son indicadoras precoces de hipovolemia y guías de reposición volémica con solución hiperosmótica e hiperoncótica. MÉTODO: Doce perros fueron sometidos a sangramientos parciales de 5% de la volemia hasta llegar a 20% de la volemia (14 ml.kg-1). Antes (control) y después de cada sangramiento fueron realizadas análisis hemodinámicas, respiratorias y sanguíneas. Después, los perros fueron sometidos a la reposición con solución de NaCl a 7,5% en dextran 70 a 3,75% (SHD) (4 ml.kg-1) y nuevas análisis de los atributos estudiados fueron realizadas a los 5 y 30 min después de la reposición. RESULTADOS: La presión arterial media diminuyó durante el sangramiento y aumentó después de la reposición, sin retornar a los valores del control. Las presiones de la arteria pulmonar y del átrio derecho (PAD) diminuyeron antes y aumentaron después de la reposición para valores semejantes a los del control. La presión de la arteria pulmonar ocluida (PAPO) diminuyó después del primero sangramiento y se mantuvo en los valores abajo a los del control mismo después de la reposición. El índice cardíaco no se alteró, más, aumentó después de la reposición, para valores superiores a los del control. El índice sistólico (IS) diminuyó antes y aumentó después de la reposición, en niveles superiores a los del control. Los índices de resistencia vascular sistemica (IRVS) y pulmonar (IRVP) no se alteraran antes, más diminuyeron después de la reposición, con el IRVS en niveles inferiores a los del control y el IRVP en niveles semejantes a los do control. Los índices de trabajo sistólico de los ventrículos derecho (ITSVD) e izquierdo (ITSVE) diminuían durante el sangramiento, más aumentaron después de la reposición, con el ITSVD en niveles superiores a los del control y el ITSVE en niveles semejantes a los del control. La VPS y ddown aumentaron progresivamente durante el sangramiento y diminuyeron después de la reposición, mas manteniendo en valores superiores a los del control. Las mayores correlaciones de VPS y ddown fueron con IS, PAPO, PAD y ITSVE. CONCLUSIONES: En el perro, en las condiciones utilizadas, la VPS y su derivada ddown son indicadoras precoces de hipovolemia y guías sensibles de reposición volémica con SHD. <![CDATA[<b>Apnea in the postanesthetic recovery room</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A depressão respiratória é uma complicação que pode ocorrer no pós-operatório quando se utilizam opióides na anestesia. O objetivo deste relato é discutir um caso de apnéia em paciente que chegou consciente à sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), após ter sido submetido à tireoidectomia sob anestesia geral com propofol, fentanil e isoflurano. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 50 anos, 60 kg, estado físico ASA I, submetida à tireoidectomia sob anestesia geral induzida com propofol (140 mg), fentanil (350 µg), atracúrio (30 mg) e mantida com isoflurano, duas doses subseqüentes em bolus de atracúrio (10 mg cada) e ventilação controlada mecânica. No final da cirurgia, após antagonização do bloqueio neuromuscular, a paciente foi extubada, obedeceu aos comandos para respirar e colaborou na passagem à maca, sendo transportada para a SRPA, aonde chegou consciente. Minutos após, apresentou apnéia, cianose e inconsciência. Foi realizada ventilação manual com oxigênio a 100% seguida de injeção de naloxona (0,2 mg) por via venosa, havendo retorno da ventilação espontânea e da consciência. CONCLUSÕES: Os cuidados ventilatórios no pós-operatório, durante o transporte, admissão à SRPA e permanência nessa unidade, devem ser contínuos em pacientes que receberam opióides, mesmo demonstrando estar conscientes ao deixarem a sala cirúrgica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Respiratory depression is a postoperative complication which may occur when opioids are employed in anesthesia. This report aimed at discussing a case of apnea in a conscious patient admitted to the post anesthetic recovery room, after thyroidectomy under general anesthesia with propofol, fentanyl and isoflurane. CASE REPORT: Female patient, 50 years old, 60 kg, physical status ASA I, submitted to thyroidectomy under general anesthesia induced with propofol (140 mg), fentanyl (350 µg) and atracurium (30 mg), and maintained with isoflurane, two subsequent atracurium boluses (10 mg each) and mechanically controlled ventilation. At surgery completion and after neuromuscular block recovery, patient was extubated, responded to breathing commands and cooperated during transfer to the stretcher, being taken to the PACU, where she arrived fully conscious. Minutes after, she was apneic, cyanotic and unresponsive. Manual ventilation was installed with 100% oxygen, followed by intravenous naloxone (0,2 mg) and patient recovered spontaneous breathing and consciousness. CONCLUSIONS: Respiratory care in the postoperative period, during transportation, PACU admission and stay should be continuous in patients receiving opioids, even when they seem fully conscious in leaving the operating room.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La depresión respiratoria es una complicación que puede ocurrir en el pós-operatorio cuando se utilizan opioides en la anestesia. El objetivo de este relato es discutir un caso de apnea en paciente que llegó consciente a la sala de recuperación pós-anestésica (SRPA), después de haber sido sometido a tireoidectomia sobre anestesia general con propofol, fentanil e isoflurano. RELATO DE CASO: Paciente del sexo femenino, 50 años, 60 kg, estado físico ASA I, sometida a la tireoidectomia sobre anestesia general inducida con propofol (140 mg), fentanil (350 µg), atracúrio (30 mg) y mantenida con isoflurano, dos dosis subsecuentes en bolus de atracúrio (10 mg cada) y ventilación controlada mecánica. En el final de la cirugía, después de antagonización del bloqueo neuromuscular, la paciente fue extubada, obedeció a los comandos para respirar y colaboró en el pasaje a la maca, siendo transportada para la SRPA, donde llegó consciente. Minutos después presentó apnea, cianosis e inconsciencia. Fue realizada ventilación manual con oxígeno a 100% seguida de inyección de naloxona (0,2 mg) por vía venosa, habiendo retorno de la ventilación espontanea y de la consciencia. CONCLUSIONES: Los cuidados ventilatorios en el pós-operatorio, durante el transporte, admisión a la SRPA, y permanencia en esa unidad, deben ser continuos en pacientes que recibieron opioides, mismo demostrando estar conscientes al dejar la sala quirúrgica. <![CDATA[<b>Anesthesia for septoplasty and turbinectomy in von Willebrand disease patient</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora a doença de von Willebrand seja o mais comum dos distúrbios hemorrágicos hereditários, as publicações nacionais, relacionando esta doença e a prática anestésica, são escassas. O objetivo deste relato é apresentar um caso de anestesia geral para septoplastia e turbinectomia em paciente portador de doença de von Willebrand - Tipo I, tratado profilaticamente com desmopressina (1-deamino-8-D-arginina vasopressina, DDAVP) nos períodos pré e pós-operatório. RELATO DO CASO: Paciente com 19 anos, sexo feminino, 58 kg, portadora de hipotiroidismo, controlado com L-tiroxina (75 mg), e de doença de von Willebrand, que se manifestou há três anos, após extração dentária dos sisos, com sangramento persistente no período pós-operatório. Com o objetivo de se evitar novos episódios hemorrágicos nos períodos per e pós-operatório da cirurgia de septoplastia e turbinectomia a que foi submetida, a paciente foi tratada profilaticamente com desmopressina (0,3 µg.kg-1). A indução anestésica foi realizada com midazolam (2,5 mg), fentanil (150 µg), droperidol (2,5 mg), lidocaína (60 mg), atracúrio (30 mg) e metoprolol (4 mg), seguida de intubação traqueal e ventilação sob pressão positiva intermitente. A manutenção da anestesia foi realizada com mistura de oxigênio e óxido nitroso a 50% e sevoflurano a 2%. Esta técnica proporcionou um bom controle da freqüência cardíaca e dos níveis pressóricos durante a cirurgia. A paciente permaneceu com tampão nasal por 24 horas e, quando este foi retirado, não houve sangramento. A paciente recebeu alta hospitalar no dia seguinte ao da cirurgia, sem intercorrências. Não houve episódio hemorrágico no período pós-operatório imediato ou tardio. CONCLUSÕES: O tratamento profilático com DDAVP associado à técnica anestésica utilizada nesse caso, mostrou-se eficaz no controle do sangramento per e pós-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although von Willebrand’s disease is the most common hereditary hemorrhagic disorder, there are few reports in Brazilian literature relating this disease to anesthesia. This report aimed at describing a case of general anesthesia for septoplasty and turbinectomy in a von Willebrand’s disease type I patient, prophylactically treated with desmopressin (1-deamine-8-D- arginine vasopressin, DDAVP) in the pre and postoperative period. CASE REPORT: A female patient, 19 years old, 58 kg, with hypothyroidism controlled with L-tiroxine (75 mg) had her von Willebrand’s disease manifested three years before after a wisdom tooth extraction with persistent bleeding in the postoperative period. To prevent new per and postoperative hemorrhagic episodes, patient was prophylactically treated with desmopressin (0.3 µg.kg-1). Anesthesia was induced with midazolam (2.5 mg), fentanyl (150 µg), droperidol (2.5 mg), lidocaine (60 mg), atracurium (30 mg) and metoprolol (4 mg), followed by tracheal intubation and ventilation under intermittent positive pressure. Anesthesia was maintained with 2% sevoflurane in a mixture of 50% oxygen and nitrous oxide. This technique provided a good heart rate and blood pressure control during surgery. Patient remained with a nasal tampon for 24 hours and no bleeding was observed at its removal. Patient was discharged the day after surgery uneventfully. There were no immediate or late postoperative bleeding. CONCLUSIONS: The prophylactic treatment with DDAVP associated to the anesthetic technique used in this case was effective in controlling peri and postoperative bleeding.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Aun cuando la enfermedad de von Willebrand sea el mas común de los disturbios hemorrágicos hereditarios, las publicaciones nacionales, relacionando esta enfermedad y la práctica anestésica, son escasas. El objetivo de este relato es presentar un caso de anestesia general para septoplastia y turbinectomia en paciente portador de Enfermedad de von Willebrand - Tipo I, tratado profilacticamente con desmopresina (1-deamino-8- D-arginina vasopresina, DDAVP) en los períodos pré y pós-operatorio. RELATO DEL CASO: Paciente con 19 años, sexo femenino, 58 kg, portadora de hipotiroidismo, controlado con L-tiroxina (75 mg), y de enfermedad de von Willebrand, que se manifestó hace tres años, después de extracción dentaría de los dientes del juicio, con sangramiento persistente en el período pós-operatorio. Con el objetivo de evitar nuevos episodios hemorrágicos en los períodos per e pós-operatorio de la cirugía de septoplastia y turbinectomia que fue sometida, la paciente fue tratada profilaticamente con desmopresina (0,3 µg.kg-1). La inducción anestésica fue realizada con midazolam (2,5 mg), fentanil (150 µg), droperidol (2,5 mg), lidocaína (60 mg), atracúrio (30 mg) y metoprolol (4 mg), seguida de intubación traqueal y ventilación sobre presión positiva intermitente. La manutención de la anestesia fue realizada con mezcla de oxígeno y óxido nitroso a 50% y sevoflurano a 2%. Esta técnica proporcionó un buen control de la frecuencia cardíaca y de los niveles presóricos durante la cirugía. La paciente permaneció con tampón nasal por 24 horas y cuando éste fue retirado, no hubo sangramiento. La paciente recibió alta hospitalar al día siguiente al de la cirugía, sin interocurrencias. No hubo episodio hemorrágico en el período pós-operatório inmediato o tardío. CONCLUSIONES: El tratamiento profiláctico con DDAVP asociado a la técnica anestésica utilizada en este caso, se mostró eficaz en el control del sangramiento per y pós-operatorio. <![CDATA[<b>Renal transplantation in Vater association patient</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A associação de Vater é uma alteração politópica que inclui várias má-formações, sendo a hipoplasia radial a alteração mais freqüentemente encontrada ao nascimento. O objetivo deste relato é apresentar caso de associação de Vater em criança submetida a transplante renal. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 11 anos, 23 kg, Hbs positivo submetido a esofagostomia com 30 horas de vida. Desde os 7 anos realiza hemodiálise, atualmente através de cateter atrial, por falta de outras vias de acesso. Submetido aos 11 anos a transplante renal com doador cadáver, sem intercorrências. Diurese adequada ao término das anastomoses vasculares. Drenagem de hematoma da fossa ilíaca D no primeiro dia de pós-operatório. Alta 21 dias após o transplante com função renal normal. CONCLUSÕES: A associação de Vater é uma ocorrência extremamente rara e complexa e o presente relato prende-se à realização, pela primeira vez, de transplante renal com doador cadáver em criança portadora desse defeito congênito, cujo resultado foi inteiramente satisfatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Vater association is a polytopic disorder including several malformations of which radial hypoplasia is the most common observed at birth. This report aimed at describing a case of Vater association in a child submitted to renal transplantation. CASE REPORT: Male patient, 11 years old, 23 kg, Hbs positive, submitted to esophagostomy at 30 hours of life. Since 7 years of age patient is submitted to hemodialysis, currently via atrial catheter for the lack of other access ways. Renal transplantation with cadaver donor was performed without intercurrences with adequate diuresis after vascular anastomoses. Right iliac fossa hematoma was drained in the first postoperative day. Patient was discharged 21 days after transplantation with normal renal function. CONCLUSIONS: Vater association is an extremely rare and complex event and this report aimed at describing for the first time a renal transplantation with cadaver donor in a child with this congenital defect, the result of which has been fully satisfactory.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La asociación de Vater es una alteración politópica que incluye varias mal-formaciones siendo la hipoplasia radial la alteración más frecuentemente encontrada en el nacimiento. El objetivo de este relato es presentar caso de asociación de Vater en niño sometido a transplante renal. RELATO DE CASO: Paciente del sexo masculino, 11 años, 23 kg, Hbs positivo sometido a esofagostomia con 30 horas de vida. Desde los 7 anos realiza hemodiálisis, actualmente a través de catéter atrial, por falta de otras vías de acceso. Sometido a los 11 años a transplante renal con donador cadáver, sin interocurrencias. Diuresis adecuada al término de las anastomosis vasculares. Drenaje de hematoma de la fosa ilíaca D en el primer día de pós-operatorio. Alta 21 días después del transplante con función renal normal. CONCLUSIONES: La asociación de Vater es una ocurrencia extremamente rara y compleja y el presente relato se prende a la realización, por la primera vez, de transplante renal con donador cadáver en niño portador de ese defecto congénito cuyo resultado fue enteramente satisfactorio. <![CDATA[<b>Anesthesia in Duchenne’s Muscular Dystrophy patient</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A distrofia muscular de Duchenne é uma afecção recessiva ligada ao cromossomo X, geralmente diagnosticada na infância, acentuando-se progressivamente até agravar a função respiratória. O objetivo deste relato é apresentar um caso de um paciente com distrofia muscular de Duchenne diagnosticada há 2 anos, submetido à postectomia, sob anestesia geral com cetamina S. RELATO DO CASO: Paciente com 9 anos de idade com Distrofia Muscular de Duchenne diagnosticada há 2 anos, submetido à anestesia geral com levo-cetamina (1,5 mg.kg-1), por via venosa, sob ventilação espontânea assistida manualmente por sistema de Baraka (Mapleson A) e bloqueio peniano com bupivacaína a 0,5% (25 mg). Foram usados monitores de pressão arterial não invasiva, oximetria de pulso, cardioscopia e temperatura esofagiana. No decorrer da cirurgia, o caso evoluiu sem intercorrências, sendo que no período pós-operatório o paciente apresentou alguns episódios de vômitos sem outras alterações significativas. Permaneceu internado por 24 horas, tendo alta hospitalar assintomático. CONCLUSÕES: A avaliação pré-anestésica cuidadosa, o uso de monitorização adequada e medicações que não predisponham o aparecimento de complicações tornam seguro o procedimento em pacientes portadores de Distrofia Muscular de Duchenne e seu pós-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Duchenne’s Muscular Dystrophy is an X-linked recessive disorder, generally diagnosed in childhood, which progressively worsens to degenerate respiratory function. This report aimed at presenting the case of a patient with Duchenne’s Muscular Dystrophy diagnosed 2 years before, submited to postectomy under general anesthesia with ketamine S. CASE REPORT: Male patient, 9 years old, with Duchenne’s Muscular Dystrophy diagnosed 2 years before, submitted to general anesthesia with intravenous levo-ketamine (1.5 mg.kg-1), under spontaneous ventilation manually assisted by Mapleson A Baraka system and penile block with 25 mg of 0.5% bupivacaine. Monitoring consisted of non invasive blood pressure, pulse oximetry, cardioscopy and esophageal temperature. There were no incidents during surgery, and after surgery patient had a few vomiting episodes, without other significant complications. Patient remained in hospital for 24 hours and was discharged asymptomatic. CONCLUSIONS: Very careful pre-anesthetic evaluation, adequate monitoring and drugs not predisposing to complications make surgery and postoperative period safe for Duchenne’s Muscular Dystrophy patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La distrofia muscular de Duchenne es una afección recesiva ligada al cromosoma X, generalmente diagnosticada en la infancia, acentuándose progresivamente hasta agravar la función respiratoria. El objetivo de este relato es presentar un caso de un paciente con distrofia muscular de Duchenne diagnosticada hace 2 años, sometido a la postectomia, sobre anestesia general con cetamina S. RELATO DEL CASO: Paciente con 9 años de edad con Distrofia Muscular de Duchenne diagnosticada hace 2 años, sometido a la anestesia general con levo-cetamina (1,5 mg.kg-1), por vía venosa, sobre ventilación espontanea auxiliada manual por sistema de Baraka (Mapleson A) y bloqueo peniano con bupivacaína a 0,5% (25 mg). Fueron usados monitores de presión arterial no invasiva, oximetria de pulso, cardioscopia y temperatura esofagiana. En el recurrir de la cirugía, el caso evoluyó sin interocurrencias siendo que en el período pós-operatorio el paciente presentó algunos episodios de vómitos sin otras alteraciones significativas. Permaneció internado por 24 horas, teniendo alta hospitalar asintomático. CONCLUSIONES: La evaluación pré-anestésica cuidadosa, el uso de monitorización adecuada y medicaciones que no predispongan al aparecimiento de complicaciones tornan seguro el procedimiento y el pós-operatorio en pacientes portadores de Distrofia Muscular de Duchenne. <![CDATA[<b>Patient with upper airway infectious disease. When to induce anesthesia?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anestesiar, com segurança, a criança com infecção de vias aéreas superiores (IVAS) constitui um dos grandes desafios do anestesiologista. A finalidade deste artigo é discutir a validade de anestesiar e quando anestesiar a criança com IVAS. CONTEÚDO: Estão ressaltados a importância da história clínica na investigação pré-operatória, os fatores que contribuem para o aparecimento de complicações no per e no pós-operatório, assim como o tipo de cirurgia e a técnica anestésica que favorecem estas complicações. CONCLUSÕES: O conhecimento das alterações no trato respiratório que acontecem após IVAS, da importância da avaliação correta da gravidade dos sintomas, dos fatores que podem contribuir para o aparecimento de complicações e da melhor técnica anestésica possibilita a seleção de pacientes com menor risco de desenvolver complicações no período per-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTVES: Anesthesia in children with upper airway infection (UAI) is a major challenge for Anesthesiologists. This paper aimed at discussing why and when to induce anesthesia in UAI children. CONTENTS: Preoperative clinical history, factors contributing to peri and postoperative complications and the type of surgery and anesthetic technique favoring such complications are highlighted. CONCLUSIONS: The understanding of post-UAI respiratory tract changes, of the importance of accurately evaluating the severity of symptoms, of factors contributing to complications and of the best anesthetic technique will allow for the choice of patients at the lowest risk to develop perioperative complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Anestesiar, con seguridad, a un niño con infección de vías aéreas superiores (IVAS) constituye uno de los grandes desafíos del anestesiologista. La finalidad de este articulo es discutir la validad de anestesiar y cuando anestesiar a un niño con IVAS. CONTENIDO: Están resaltados la importancia de la historia clínica en la investigación pré-operatoria, los factores que contribuyen para el aparecimiento de complicaciones en el per y en el pós-operatorio, así como el tipo de cirugía y la técnica anestésica que favorecen estas complicaciones. CONCLUSIONES: El conocimiento de las alteraciones en el tracto respiratorio que acontecen después de IVAS, de la importancia de la evaluación correcta de la gravedad de los síntomas, de los factores que pueden contribuir para el aparecimiento de complicaciones y de la mejor técnica anestésica posibilita la selección de pacientes con menor risco de desarrollar complicaciones en el período per-operatorio. <![CDATA[<b>Anesthesia in the afro-american population</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Percentual significativo dos 12 milhões de negros americanos pode apresentar modificações fisiológicas, fisiopatológicas e farmacológicas capazes de modificar o bom desenvolvimento do ato anestésico; a população brasileira que se considera afro-descendente (40%) pode também apresentá-las por causa da mesma origem étnica e geográfica. O objetivo desta revisão é reavaliar o viés da diferença racial em eventuais mudanças no efeito das drogas anestésicas e adjuvantes no ato anestésico. CONTEÚDO: A análise dos estudos fisiopatológicos inerentes à histórica migração do gene africano em relação aos caucasianos mostra significativas diferenças raciais entre o negro americano ou africano, sugerindo uma estreita interface entre a genética e o ambiente, capaz de modificar o procedimento anestésico. As condições sócio-econômicas desfavoráveis da população negra das Américas como resultado de 400 anos de história de escravidão continuam sempre a influenciar na preservação de diferenças culturais e fisiológicas, além da cor da pele: disfunções de sistemas orgânicos estão relacionados com o SNC, SCV, respiratório e renal. No entanto, modificações de efeito de drogas anestésicas e seus adjuvantes, como diminuição do efeito analgésico local do creme anestésico EMLA, aumento do efeito hipnótico do propofol e da toxicidade do paracetamol, menor efeito anti-hipertensivo das drogas que reduzem renina (IECA, bloqueadores beta2 e de AT1), menor ação dos vasodilatadores beta2 e menor fibrinólise do t-PA podem afetar a conduta pré e pós-anestésica, sobretudo em pacientes negros hipertensos, renais, asmáticos ou com acidente vascular cerebral. CONCLUSÕES: Resposta a drogas pode variar entre diferentes populações devido a fatores biológicos (idade, sexo, doença), genéticos, culturais e ambientais. O fator demográfico raça deve ser valorizado na visita ou consulta pré-anestésica para assegurar a profilaxia de reações idiossincrásicas peri-operatórias e salvaguardar o êxito do ato anestésico-cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: A significant percentage of the 12 million Afro-Americans may present physiological, pathophysiological and pharmacological changes able to impact the success of anesthesia; Brazilian Afro-American population (40%) is subject to those changes for having the same ethnic and geographic origin. This review aimed at re-evaluating racial differences bias on potential anesthetic drug and adjuvant effect changes during anesthesia. CONTENTS: The analysis of pathophysiological studies inherent to the historical migration of the African gene as compared to Caucasians shows significant racial differences between Afro-American and African populations, suggesting a close interface between genetics and environment able to affect anesthesia. Unfavorable Afro-American socio-economic conditions, as a result of 400 years of slavery, are still influencing the preservation of cultural and physiological differences beyond the color of the skin: organic system dysfunctions are related to CNS, CVS, respiratory and renal systems. However, different effects of anesthetic drugs and adjuvants, such as decreased local analgesic effect of the anesthetic ointment EMLA, increased propofol hypnotic effect and paracetamol toxicity, less anti-hypertensive effects of renin-decreasing drugs (ACEI, beta2 blockers and AT1), decreased beta2-vasodilator effects and less t-PA fibrinolysis, may affect pre and postanesthetic approaches, especially in hypertensive, renal, asthma or stroke Afro-American patients. CONCLUSIONS: Drug response may vary among different populations due to biological (age, gender, disease), genetic, cultural and environmental factors. Race should be taken into account during preanesthetic evaluation to prevent perioperative idiosyncratic reactions and assure the anesthetic-surgical success.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Porcentual significativo de los 12 millones de negros americanos puede presentar modificaciones fisiológicas, fisiopatológicas y farmacológicas, capaces de modificar el buen desenvolvimiento del acto anestésico; la población brasileña que se considera afro-decendiente (40%) puede también presentarlas por causa del mismo origen étnico y geográfico. El objetivo de esta revisión es reevaluar el bies de la diferencia racial en eventuales cambios en el efecto de las drogas anestésicas y coadyuvantes en el acto anestésico. CONTENIDO: El análisis de los estudios fisiopatológicos inherentes a la histórica migración del gen africano en relación a los caucasianos muestra significativas diferencias raciales entre el negro americano o africano, sugiriendo una estrecha interfaz entre la genética y el ambiente, capaz de modificar el procedimiento anestésico. Las condiciones socioeconómicas desfavorables de la población negra de las Américas como resultado de 400 años de historia de esclavitud continúan siempre a influenciar en la preservación de diferencias culturales y fisiológicas, más allá del color de la piel: disfunciones de sistemas orgánicos están relacionados con el SNC, SCV, respiratorio y renal. No obstante, modificaciones de efecto de drogas anestésicas y sus coadyuvantes, como disminución del efecto analgésico local de la crema anestésica EMLA, aumento del efecto hipnótico del propofol y de la toxicidad del paracetamol, menor efecto anti-hipertensivo de las drogas que reducen renina (IECA, bloqueadores beta2 e de AT1), menor acción de los vasodilatadores beta2 y menor fibrinólisis del t-PA pueden afectar la conducta pré y pós-anestésica, sobretodo en pacientes negros hipertensos, renales, asmáticos o con AVC. CONCLUSIONES: La respuesta a las drogas puede variar entre diferentes poblaciones debido a factores biológicos (edad, sexo, enfermedad), genéticos, culturales y ambientales. El factor demográfico raza debe ser valorizado en la visita o consulta pré-anestésica para seguridad de la profilaxis de reacciones idiosincrásicas peri-operatorias y salvaguardar el éxito del acto anestésico-quirúrgico.