Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420030004&lang=en vol. 53 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Hemodynamic and metabolic evaluation of dexmedetomidine and remifentanil continuous infusion in videolaparoscopic cholecystectomy</b>: <b>comparative study</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina tem sido utilizada para sedação e como coadjuvante em anestesia geral. O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta cardiovascular e simpático-adrenal à intubação traqueal e à insuflação do pneumoperitônio, comparando-a ao remifentanil durante anestesia com sevoflurano para colecistectomia videolaparoscópica. MÉTODO: Foram incluídos no estudo 42 pacientes, estado físico ASA I ou II, com idades entre 25 e 55 anos, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: GI e GII. A indução da anestesia foi realizada com infusão contínua de 1 µg.kg-1 de dexmedetomidina (GI) ou remifentanil (GII), durante 10 minutos, seguido de propofol e cisatracúrio. A manutenção da anestesia foi realizada com a infusão contínua de 0,7 µg.kg-1.h-1 de dexmedetomidina ou 0,5 µg.kg-1.h-1 de remifentanil e concentrações variadas de sevoflurano. Foram anotadas a PAS, PAD e FC nos momentos: M1 - antes do início da infusão inicial da droga; M2 - após término da infusão inicial da droga; M3 - após a intubação orotraqueal; M4 - antes do início do pneumoperitônio; M5 - após o pneumoperitônio; M6 - cinco minutos após desinsuflado o pneumoperitônio, M7 - após extubação traqueal. Em M4, M5 e M6 foram dosadas adrenalina e noradrenalina. A concentração expirada (CE) do sevoflurano, a relação CE/CAM, consumo de sevoflurano foram registrados em M4, M5 e M6. RESULTADOS: Variações na PAS e PAD foram maiores no grupo da dexmedetomidina em M4 a M5. A FC e os níveis de adrenalina e noradrenalina não apresentaram diferença entre os grupos. A CE do sevoflurano foi maior em M4 e M6 no GI, assim como a CE/CAM. No GI, o consumo de sevoflurano foi maior e observou-se uma tendência para menor consumo de analgésicos e antieméticos. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a dexmedetomidina inibiu a liberação de catecolaminas durante a intubação orotraqueal e o pneumoperitônio, porém, não impediu o aumento da pressão arterial em resposta à insuflação peritoneal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dexmedetomidine has been used for sedation and as coadjuvant drug in general anesthesia. This study aimed at evaluating cardiovascular and sympathetic-adrenal responses to tracheal intubation and pneumoperitoneum inflation with dexmedetomidine, as compared to remifentanil during anesthesia with sevoflurane for videolaparoscopic cholecystectomy. METHODS: Forty two physical status ASA I or II patients, aged 25 to 55 years, were randomly distributed in two groups: GI and GII. Anesthesia was induced with 1 µg.kg-1 dexmedetomidine (GI) or remifentanil (GII) continuous infusion for 10 minutes, followed by propofol and cisatracurium. Anesthesia was maintained with 0.7 µg.kg-1.h-1 dexmedetomidine or 0.5 µg.kg-1.h-1 remifentanil continuous infusion and different sevoflurane concentrations. SBP, DBP and HR were recorded in the following moments: M1 - before initial drug infusion; M2 - after end of initial drug infusion; M3 - after tracheal intubation; M4 - before pneumoperitoneum; M5 - after pneumoperitoneum; M6 - five minutes after pneumoperitoneum deflation; M7 - after tracheal extubation. Epinephrine and norepinephrine were dosed in M4, M5 and M6. Sevoflurane expired concentration (EC), EC/MAC ratio and sevoflurane consumption were recorded in M4, M5 and M6. RESULTS: SBP and DBP variations were higher in the dexmedetomidine group in M4 and M5. HR, epinephrine and norepinephrine levels were similar between groups. Sevoflurane EC was higher in M4 and M6 for GI, as well as EC/MAC ratio. There has been a higher sevoflurane consumption in GI, with a trend to less analgesics and anti-emetics consumption. CONCLUSIONS: In the conditions of our study, dexmedetomidine has inhibited catecholamine release during tracheal intubation and pneumoperitoneum, however, has not prevented blood pressure increase in response to peritoneal inflation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dexmedetomidina ha sido utilizada para sedación y como coadjuvante en anestesia general. El objetivo de este estudio fue evaluar la respuesta cardiovascular y simpático-adrenal a la intubación traqueal y la insuflación del pneumoperitoneo, comparándola al remifentanil durante anestesia con sevoflurano para colecistectomia videolaparoscópica. MÉTODO: Fueron incluidos en el estudio 42 pacientes, estado físico ASA I ó II, con edades entre 25 y 55 años, distribuidos aleatoriamente en dos grupos: GI y GII. La inducción de la anestesia fue realizada con infusión continua de 1 µg.kg-1 de dexmedetomidina (GI) o remifentanil (GII), durante 10 minutos, seguido de propofol y cisatracúrio. La manutención de la anestesia fue realizada con la infusión continua de 0,7 µg.kg-1.h-1 de dexmedetomidina o 0,5 µg.kg-1.h-1 de remifentanil y concentraciones variadas de sevoflurano. Fueron anotadas la PAS, PAD y FC en los momentos: M1 - antes del inicio de la infusión inicial de la droga; M2 - después del término de la infusión inicial de la droga; M3 - después de la intubación orotraqueal; M4 - antes del inicio del pneumoperitoneo; M5 - después del pneumoperitoneo; M6 - cinco minutos después desinsuflado el pneumoperitoneo, M7 - después extubación traqueal. En M4, M5 y M6 fueron dosadas adrenalina y noradrenalina. La concentración expirada (CE) del sevoflurano, la relación CE/CAM, consumen de sevoflurano fueron registrados en M4, M5 y M6. RESULTADOS: Variaciones en la PAS y PAD fueron mayores en el grupo de la dexmedetomidina en M4 y M5. A FC y los niveles de adrenalina y noradrenalina no presentaron diferencia entre los grupos. La CE del sevoflurano fue mayor en M4 y M6 en el GI, así como la CE/CAM. En el GI, el consumen de sevoflurano fue mayor y se observó una tendencia para menor consumen de analgésicos y antieméticos. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio, la dexmedetomidina inhibió la liberación de catecolaminas durante la intubación orotraqueal y el pneumoperitoneo, sin embargo, no impidió el aumento de la presión arterial en respuesta a la insuflación peritoneal. <![CDATA[<b>Effects of low spinal morphine doses associated to intravenous and oral ketoprofen in patients submitted to cesarean sections</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Pequenas doses subaracnóideas de morfina são eficazes em reduzir a dor pós-operatória de pacientes submetidas à cesariana, com menor incidência de efeitos colaterais. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a qualidade da analgesia pós-operatória e a ocorrência de efeitos colaterais em pacientes submetidas a cesarianas, sob anestesia subaracnóidea com bupivacaína hiperbárica e morfina nas doses de 0,05 mg e 0,1 mg, associadas ao cetoprofeno pelas vias venosa e oral. MÉTODO: Participaram do estudo 60 gestantes de termo, estado físico ASA I e II, que foram submetidas à cesariana eletiva. As pacientes foram divididas em dois grupos: grupo 1 - morfina 0,1 mg, grupo 2 - 0,05 mg, associada a 15 mg de bupivacaína hiperbárica. Todas receberam cetoprofeno (100 mg) por via venosa no per-operatório e por via oral a cada 8 horas no primeiro dia de pós-operatório. As pacientes foram avaliadas 6, 12 e 24 horas após o término da cirurgia, com relação à intensidade da dor e presença de efeitos colaterais (sedação, prurido, náusea e vômito). A presença destes últimos também foi avaliada no per-operatório. RESULTADOS: Ambos os grupos foram idênticos quanto aos dados antropométricos e à duração da cirurgia e da anestesia. Também foram homogêneos com relação à intensidade da dor pós-operatória e à presença de prurido, sedação, náusea e vômito. CONCLUSÕES: A morfina, nas doses de 0,05 mg e 0,1 mg administradas no espaço subaracnóideo, associada ao cetoprofeno pelas vias venosa e oral, apresentou a mesma qualidade de analgesia pós-operatória e determinou a mesma ocorrência de efeitos colaterais.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Low spinal morphine doses are effective in relieving postoperative pain of patients submitted to Cesarean sections, with low incidence of side-effects. This study aimed at evaluating postoperative analgesia and the incidence of side-effects in patients submitted to Cesarean sections under spinal anesthesia with hyperbaric bupivacaine and 0.05 mg and 0.1 mg morphine associated to intravenous and oral ketoprofen. METHODS: Sixty pregnant women, physical status ASA I and II, undergoing elective Cesarean sections, were divided in two groups: group 1 patients were given 0.1 mg spinal morphine, while group 2 received 0.05 mg morphine, both associated to 15 mg hyperbaric bupivacaine. All patients received perioperative 100 mg intravenous ketoprofen and oral ketoprofen at 8-hour intervals in the first postoperative day. Patients were assessed at 6, 12 and 24 hours after surgery for pain intensity and side-effects (sedation, pruritus, nausea and vomiting). Side-effects were also evaluated in the perioperative period. RESULTS: Both groups were similar in demographics and surgery and anesthesia duration. They were also homogeneous in postoperative pain intensity and presence of pruritus, sedation, nausea and vomiting. CONCLUSIONS: Spinal 0.05 mg and 0.1 mg morphine associated to intravenous and oral ketoprofen have provided the same postoperative analgesia and have determined the same incidence of side-effects.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Pequeñas dosis subaracnóideas de morfina son eficaces en reducir el dolor pos-operatorio de pacientes sometidas a cesariana, con menor incidencia de efectos colaterales. El objetivo de esta pesquisa fue evaluar la calidad de la analgesia pos-operatoria y la ocurrencia de efectos colaterales en pacientes sometidas a cesariana, bajo anestesia subaracnóidea con bupivacaína hiperbárica y morfina en las dosis de 0,05 mg y 0,1 mg, asociadas al cetoprofeno por las vías venosa y oral. MÉTODO: Participaron del estudio 60 gestantes de término, estado físico ASA I y II, que fueron sometidas a cesariana electiva. Las pacientes fueron divididas en dos grupos: grupo 1 - morfina 0,1 mg, grupo 2 - 0,05 mg, asociada a 15 mg de bupivacaína hiperbárica. Todas recibieron cetoprofeno (100 mg) por vía venosa en el per-operatorio y por vía oral a cada 8 horas en el primer día del pos-operatorio. Las pacientes fueron evaluadas 6, 12 y 24 horas después del término de la cirugía, con relación a la intensidad del dolor y presencia de efectos colaterales (sedación, prurito, náusea y vómito). La presencia de estos últimos también fue evaluada en el per-operatorio. RESULTADOS: Ambos grupos fueron idénticos cuanto a los datos antropométricos y la duración de la cirugía y de la anestesia. También fueron homogéneos con relación a la intensidad del dolor pos-operatorio y a la presencia de prurito, sedación, náusea y vómito. CONCLUSIONES: La morfina, en las dosis de 0,05 mg y 0,1 mg administradas en el espacio subaracnóideo, asociada al cetoprofeno por las vías venosa y oral, presentó la misma calidad de analgesia pos-operatoria y determinó la misma ocurrencia de efectos colaterales. <![CDATA[<b>Comparison between pressure controlled and controlled mandatory ventilation in the treatment of postoperative hypoxemia after myocardial revascularization</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Ventilação controlada à pressão tem sido utilizada como modalidade ventilatória de eleição em pacientes que desenvolvem hipoxemia importante no período pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio. Contudo não existem estudos mostrando que a ventilação controlada à pressão é mais efetiva na reversão da hipoxemia pós-operatória que ventilação controlada a volume. O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos de ventilação controlada à pressão e ventilação controlada a volume sobre a oxigenação sistêmica em pacientes que desenvolvem hipoxemia caracterizada por uma relação PaO2/FiO2 menor que 200 no período pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca. MÉTODO: Sessenta e um pacientes com relação PaO2/FiO2 menor que 200 foram alocados em um grupo submetido à ventilação controlada a pressão e outro a volume. O volume corrente, a freqüência respiratória, a relação inspiração/ expiração e a pressão positiva ao final da expiração foram as mesmas no dois grupos. Após a admissão na UTI e após períodos de 1 ou 2 horas de ventilação mecânica, a relação PaO2/FiO2 e o shunt pulmonar foram quantificados. RESULTADOS: Houve um aumento significativo na relação PaO2/FiO2 e uma diminuição significativa no shunt pulmonar após 1 ou 2 horas de ventilação mecânica; contudo não foram observadas diferenças entre as modalidades ventilatórias. CONCLUSÕES: As modalidades ventilatórias controladas a volume e pressão foram igualmente eficientes no tratamento da hipoxemia observada em pacientes no pós-operatório imediato de cirurgia de revascularização do miocárdio, mostrando que o padrão de administração do fluxo inspiratório é pouco relevante para o tratamento da hipoxemia pós-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pressure controlled ventilation (PCV) has been used as the ventilation mode of choice in coronary artery bypass graft surgery patients who develop severe hypoxemia in the immediate postoperative period. However, there are no evidences showing that pressure controlled ventilation is more effective in reversing postoperative hypoxemia than controlled mandatory ventilation (CMV). This study aimed at comparing the effects of both ventilation modes on systemic oxygenation in cardiac surgery patients who develop hypoxemia characterized by PaO2/FiO2 ratio lower than 200 in the immediate postoperative period. METHODS: Participated in this study 61 consecutive patients with PaO2/FiO2 ratio lower than 200 who were randomly allocated in two groups according to the ventilatory mode (CMV and PCV). Tidal volume, respiratory rate, inspiration/expiration ratio and positive end-expiratory pressure were kept constant throughout the study in both groups. PaO2/FiO2 ratio and pulmonary shunt were obtained 1 or 2 hours after ICU admission. RESULTS: A significant increase in PaO2/FiO2 ratio and a decrease in pulmonary shunt were observed in both groups one or two hours after mechanical ventilation. However, no differences were observed between both ventilatory modes. CONCLUSIONS: Both ventilatory modes were equally effective in reversing hypoxemia observed in the immediate cardiac surgery postoperative period. Results show that inspiratory flow patterns are not relevant in the treatment of post cardiac surgery hypoxemia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Ventilación controlada a presión ha sido utilizada como modalidad ventilatoria de elección en pacientes que desenvuelven hipoxemia importante en el período pos-operatorio de cirugía de revascularización del miocardio. No obstante, no existen estudios mostrando que la ventilación controlada a presión es más efectiva en la reversión de la hipoxemia pos-operatoria que ventilación controlada a volumen. El objetivo de este estudio fue comparar los efectos de ventilación controlada a presión y ventilación controlada a volumen sobre la oxigenación sistémica en pacientes que desenvuelven hipoxemia caracterizada por una relación PaO2/FiO2 menor que 200 en un período pos-operatorio inmediato de cirugía cardíaca. MÉTODO: Sesenta y un pacientes con relación PaO2/FiO2 menor que 200 fueron alocados en un grupo sometido a la ventilación controlada a presión y otro a volumen. El volumen corriente, la frecuencia respiratoria, la relación inspiración/expiración y la presión positiva al final de la expiración fueron las mismas en los dos grupos. Después de la admisión en la UTI y después de períodos de 1 ó 2 horas de ventilación mecánica, la relación PaO2/FiO2 y el shunt pulmonar fueron cuantificados. RESULTADOS: Hubo un aumento significativo en la relación PaO2/FiO2 y una diminución significativa en el shunt pulmonar después de 1 ó 2 horas de ventilación mecánica; sin embargo no fueron observadas diferencias entre las modalidades ventilatorias. CONCLUSIONES: Las modalidades ventilatorias controladas a volumen y presión fueron igualmente eficientes en el tratamiento de la hipoxemia observada en pacientes en el pos-operatorio inmediato de cirugía de revascularización del miocardio, mostrando que la forma de administración del flujo inspiratorio es poco relevante para el tratamiento de la hipoxemia pos-operatoria. <![CDATA[<b>Extraconal block for cataract extraction surgery with implantation of intraocular lens</b>: <b>influence of access way (upper or lower) in anesthetic outcome</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Nas intervenções cirúrgicas para oftalmologia não se encontrou técnica de anestesia totalmente segura, a introdução da anestesia extraconal fez aumentar as indicações de cirurgias oculares com bloqueio, já que a incidência de complicações graves é menor, fato já descrito por Hay, em 1991. Os bloqueios extraconais podem ser realizados por várias vias de acesso, entre elas a superior e a inferior. O objetivo deste estudo foi avaliar qual via de acesso (superior ou inferior) promove bloqueio anestésico de melhor qualidade. MÉTODO: Foram incluídos neste estudo 164 pacientes, de ambos os sexos, com idades entre 23 e 92 anos, estado físico ASA I a IV, índice cardíaco 1 e 2 de Goldman, com indicação de facectomia com implante de lente intra-ocular. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de 82, de acordo com a via de acesso primária do bloqueio extraconal: grupo ES (extraconal superior) e EI (extraconal inferior). A qualidade do bloqueio foi avaliada pelo aparecimento da dor no per-operatório, manutenção de movimentação das pálpebras ou do globo ocular, persistência do reflexo de Bell, número de bloqueios realizados para a obtenção de condições cirúrgicas e avaliação do bloqueio pelo cirurgião. RESULTADOS: A via de acesso superior apresentou maior incidência de acinesia de pálpebras (via superior - 56,1%; via inferior - 36,6%) do músculo reto superior (via superior - 93,9%; via inferior - 65,9%), assim como menor necessidade de bloqueios complementares (via superior - 29,3%; via inferior - 42,7%). A via de acesso inferior apresentou maior acinesia do músculo reto inferior (via superior - 72%; via inferior - 84,1%) sem diferença estatística. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo a via extraconal superior demonstrou ser superior em relação à via extraconal inferior, como via de acesso primária para bloqueio locorregional para cirurgia de facectomia com implante de lente intra-ocular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There is no completely safe anesthetic technique for ophthalmic surgery. The introduction of extraconal anesthesia has increased the number of ophthalmic surgeries with blockade since the incidence of severe complications is lower, as reported by Hay in 1991. Extraconal blockades may be induced by several access ways, among them upper and lower ways. This study aimed at evaluating the influence access ways (upper or lower) in anesthetic outcome. METHODS: Participated in this study 164 patients of both genders, aged 23 to 92 years, physical status ASA I to IV, 1 and 2 Goldman’s cardiac risk index, undergoing elective cataract extraction surgery with intraocular lens implantation. Patients were randomly distributed in two groups of 82 according to primary extraconal block access way: group UE (upper extraconal), group LE (lower extraconal). Blockade quality was evaluated by the following parameters: intraoperative pain, eyelid and/or eyeball movement, persistence of Bell´s reflex, number of blocks needed for eye akinesia, and surgeon’s evaluation. RESULTS: Upper extraconal approach was associated to more effective eyelid (upper access - 56.1%; lower access 36.6%) and superior rectus muscle akinesia (upper access - 93.9%; lower access 65.9%) and also a lower incidence of supplementary blocks (upper access - 29.3%; lower access 42.7%). The lower extraconal approach was associated to more effective inferior rectus muscle akinesia (upper access - 72%; lower access - 84.1%), however without statistical differences. CONCLUSIONS: In the conditions of this study the upper extraconal approach was better as compared to the lower approach as the primary access way for anesthetic block for cataract extraction with intraocular lens implantation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En las intervenciones quirúrgicas para oftalmología no se encontró técnica de anestesia totalmente segura, la introducción de la anestesia extraconal hizo que aumentasen las indicaciones de cirugías oculares con bloqueo, ya que la incidencia de complicaciones graves es menor, un hecho ya descrito por Hay, en 1991. Los bloqueos extraconales pueden ser realizados por varias vías de acceso, entre ellas, la superior y la inferior. El objetivo de este estudio fue evaluar cual vía de acceso (superior o inferior) promueve bloqueo anestésico de mejor calidad. MÉTODO: Fueron incluidos en este estudio 164 pacientes, de ambos sexos, con edades entre 23 y 92 años, estado físico ASA I a IV, índice cardíaco 1 y 2 de Goldman, con indicación de facectomia con implantación de lente intra-ocular. Los pacientes fueron distribuidos aleatoriamente en dos grupos de 82 de acuerdo con la vía de acceso primaria del bloqueo extraconal: grupo ES (extraconal superior) y EI (extraconal inferior). La calidad del bloqueo fue evaluada por el aparecimiento de dolor en el per-operatorio, manutención de movimentación de las pálpebras o del globo ocular, persistencia del reflejo de Bell, número de bloqueos realizados para la obtención de condiciones quirúrgicas y evaluación del bloqueo por el cirujano. RESULTADOS: La vía de acceso superior presentó mayor incidencia de acinesis de pálpebras (Vía superior - 56,1%; vía inferior - 36,6%) del músculo recto superior (vía superior 93,9%; vía inferior 65,9%), así como menor necesidad de bloqueos complementares (vía superior 29,3%; vía inferior 42,7%). La vía de acceso inferior presentó mayor acinesis del músculo recto inferior (vía superior 72%; vía inferior - 84,1%) sin diferencia estadística. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio, la vía extraconal superior demostró que es superior en relación a la vía extraconal inferior, como vía de acceso primaria para bloqueo locorregional para cirugía de facectomia con implantación de lente intra-ocular. <![CDATA[<b>Intravenous clonidine in the induced arterial hypotension technique for tympanoplasty</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hipotensão arterial induzida é uma técnica eficaz para diminuir o sangramento durante atos cirúrgicos. A clonidina é um a2-agonista de ação central que já se mostrou segura em anestesia. O objetivo deste estudo foi verificar a eficiência da clonidina por via venosa como droga principal na hipotensão arterial controlada. MÉTODO: Participaram do estudo prospectivo e duplamente encoberto, 36 pacientes de ambos os sexos, estado físico ASA I e II, divididos aleatoriamente em três grupos de 12 pacientes que receberam medicação pré-anestésica: clonidina 3 µg.kg-1 (C3), clonidina 5 µg.kg-1 (C5) ou solução fisiológica a 0,9% (Controle) 15 minutos antes da indução anestésica. A manutenção anestésica foi feita com isoflurano até a concentração máxima de 2%. Foram anotados a PA e a FC antes, com 1 e 5 minutos após a indução e a cada 5 minutos de anestesia. Pacientes há mais de 15 minutos recebendo isoflurano a 2% e que não apresentaram PAS menor que 80 mmHg receberam nitroprussiato de sódio para indução da hipotensão arterial. RESULTADOS: Três pacientes (25%) no grupo C3 , um (8%) no grupo C5 e oito (66%) no grupo controle necessitaram de nitroprussiato de sódio. A dose total de nitroprussiato para se induzir hipotensão arterial no grupo controle foi maior do que nos grupos C3 e C5 (p < 0,01). A incidência de complicações foi semelhante nos três grupos. CONCLUSÕES: A clonidina por via venosa pode levar à hipotensão arterial induzida em cirurgias de timpanoplastias utilizando-se técnica de anestesia balanceada com concentração de isoflurano limitada em 2%. Nas condições deste estudo, a clonidina não influenciou a qualidade anestésica e o tempo de despertar.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Induced arterial hypotension is an effective technique to decrease surgical bleeding. Clonidine is an a2-agonist with central action which was proven to be safe in anesthesia. This study aimed at evaluating the efficacy of intravenous clonidine as the primary drug for induced arterial hypotension. METHODS: Participated in this prospective double-blind study 36 patients of both genders, physical status ASA I and II, who were randomly distributed in three groups of 12 patients receiving the following preanesthetic medication 15 minutes before anesthetic induction: 3 µg.kg-1 clonidine (C3), 5 µg.kg-1 clonidine (C5) or 0.9% saline solution (Control). Anesthesia was maintained with isoflurane in a maximum concentration of 2%. BP and HR were recorded before, 1 and 5 minutes after induction and at every 5 minutes of anesthesia. Patients receiving 2% isoflurane for more than 15 minutes and not presenting SBP below 80 mmHg were administered sodium nitroprusside to induce arterial hypotension. RESULTS: Sodium nitroprusside was needed in three C3 group patients (25%), one C5 group patient (8%) and eight control group patients (66%). Total nitroprusside dose to induce arterial hypotension in the control group was higher as compared to groups C3 and C5 (p < 0.01). The incidence of complications was similar among groups. CONCLUSIONS: Intravenous clonidine may lead to induced hypotension during tympanoplasties under balanced anesthesia with isoflurane concentration limited to 2%. In the conditions of this study, clonidine has not affected anesthetic quality and emergence time.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A hipotensión arterial inducida es una técnica eficaz para diminuir el sangramiento durante actos quirúrgicos. La clonidina es un a2-agonista de ación central que ya se mostró segura en anestesia. El objetivo de este estudio fue verificar la eficiencia de la clonidina por vía venosa como droga principal en la hipotensión arterial controlada. MÉTODO: Participaron del estudio prospectivo y duplamente encubierto, 36 pacientes de ambos sexos, estado físico ASA I y II, divididos aleatoriamente en tres grupos de 12 pacientes que recibieron medicación pre-anestésica: clonidina 3 µg.kg-1 (C3), clonidina 5 µg.kg-1 (C5) o solución fisiológica a 0,9% (Control) 15 minutos antes de la inducción anestésica. La manutención anestésica fue hecha con isoflurano hasta la concentración máxima de 2%. Fueron anotados la PA y la FC antes, con 1 y 5 minutos después de la inducción y a cada 5 minutos de anestesia. Pacientes a más de 15 minutos recibiendo isoflurano 2% y que no presentaron PAS menor que 80 mmHg recibieron nitroprusiato de sodio para inducción de la hipotensión arterial. RESULTADOS: Tres pacientes (25%) y el grupo C3, un (8%) en el grupo C5 y ocho (66%) en el grupo control necesitaron de nitroprusiato de sodio. La dosis total de nitroprusiato para inducir hipotensión arterial en el grupo control fue mayor de que en los grupos C3 y C5 (p < 0,01). La incidencia de complicaciones fue semejante en los tres grupos. CONCLUSIONES: La clonidina por vía venosa puede llevar a hipotensión arterial inducida en cirugías de timpanoplastia utilizándose técnica de anestesia balanceada con concentración de isoflurano limitada en 2%. En las condiciones de este estudio, la clonidina no influenció la calidad anestésica y el tiempo de despertar. <![CDATA[<b>Effects of halothane, isoflurane and sevoflurane on cardiovascular responses to infrarenal aortic cross-clamping</b>: <b>experimental study in dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O pinçamento infra-renal da aorta abdominal pode produzir alterações hemodinâmicas. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do halotano, isoflurano e sevoflurano sobre a função cardiovascular, em cães submetidos à pinçamento aórtico infra-renal. MÉTODO: O estudo aleatório foi realizado em 30 cães, distribuídos em três grupos, de acordo com o anestésico halogenado utilizado durante a anestesia, em concentrações equipotentes de 0,75 CAM: GH (n=10) - halotano a 0,67%; GI (n=10) - isoflurano a 0,96%; e GS (n=10) - sevoflurano a 1,8%. Em todos os animais foi realizada ligadura infra-renal da aorta, por período de 30 min. Os atributos hemodinâmicos foram estudados nos momentos: C (Controle), Ao15 e Ao30, respectivamente após 15 e 30 minutos do pinçamento aórtico, e DAo e DAo15, respectivamente, imediatamente e após 15 min do despinçamento aórtico. RESULTADOS: Durante o pinçamento aórtico houve, em todos os grupos, aumento das pressões arterial média e do átrio direito, e dos índices cardíaco, sistólico e de trabalho sistólico dos ventrículos direito e esquerdo. A pressão da artéria pulmonar aumentou em GI e GS e a pressão pulmonar ocluída em GH e GI. Após o despinçamento aórtico, houve normalização dos atributos que haviam se elevado, com exceção dos índices cardíaco e sistólico, que continuaram elevados, acompanhados de diminuição do índice de resistência vascular sistêmica. Não houve diferença significante entre os grupos em relação aos atributos estudados, com exceção da freqüência cardíaca que foi sempre menor em GH, em relação aos demais grupos, durante o pinçamento e despinçamento aórtico. CONCLUSÕES: No cão, nas condições experimentais empregadas, a inalação do halotano, isoflurano e sevoflurano em concentrações equipotentes (0,75 CAM) não atenua as respostas cardiovasculares ao pinçamento aórtico infra-renal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Infrarenal aortic cross-clamping is associated to cardiovascular effects. This study aimed at analyzing the effects of halothane, isoflurane and sevoflurane on cardiovascular function of dogs following infrarenal aortic cross-clamping. METHODS: Thirty mongrel dogs were randomly divided in three groups, according to equipotent (0.75 MAC) inhaled anesthetic doses: GH (n = 10) - 0.67% halothane; GI (n = 10) - 0.96% isoflurane; and GS (n = 10) - 1.8% sevoflurane. All dogs were submitted to infrarenal aortic cross-clamping for 30 minutes. Hemodynamic parameters were measured at control (C), at 15 (Ao15) and 30 (Ao30) minutes of aortic cross-clamping, and immediately (DAo) and 15 (DAo15) minutes after aortic unclamping. RESULTS: In all groups, infrarenal aortic cross-clamping significantly increased mean blood pressure, right atrial pressure, cardiac index, stroke volume index, left ventricular work index and right ventricular work index. Pulmonary artery pressure significantly increased during cross-clamping in GI and GS groups while pulmonary capillary wedge pressure significantly increased in GH and GI groups. After aortic unclamping all hemodynamic parameters have returned to control levels with the exception of cardiac and stroke volume indices which remained high, followed by systemic vascular resistance index decrease. There have been no significant differences among groups in studied attributes, except for heart rate which was always lower in GH group as compared to other groups during and after infrarenal aortic cross-clamping. CONCLUSIONS: In dogs under our experimental conditions, equipotent concentrations (0.75 MAC) of inhalational halothane, isoflurane and sevoflurane have not attenuated cardiovascular responses to infrarenal aortic cross-clamping.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El pinzamiento infra-renal de la aorta abdominal puede producir alteraciones hemodinámicas. El objetivo del estudio fue evaluar los efectos del halotano, isoflurano y sevoflurano sobre la función cardiovascular, en perros sometidos al pinzamiento aórtico infra-renal. MÉTODO: El estudio aleatorio fue realizado en 30 perros, distribuidos en tres grupos, de acuerdo con el anestésico halogenado utilizado durante la anestesia, en concentraciones equipotentes de 0,75 CAM: GH (n=10) - halotano a 0,67%; GI (n=10) - isoflurano a 0,96%; y GS (n=10) - sevoflurano a 1,8%. En todos los animales fue realizada ligadura infra-renal de la aorta, por período de 30 min. Los atributos hemodinámicos fueron estudiados en los momentos: C (Control), Ao15 y Ao 30, respectivamente después de15 y 30 min del pinzamiento aórtico, y DAo y DAo15, respectivamente, inmediatamente y después de15 min del despinzamiento aórtico. RESULTADOS: Durante el pinzamiento aórtico hubo, en todos los grupos, aumento de las presiones arterial media y del átrio derecho, y de los índices cardíaco, sistólico y de trabajo sistólico de los ventrículos derecho e izquierdo. La presión de la arteria pulmonar aumentó en GI y GS y la presión pulmonar ocluida en GH y GI. Después del despinzamiento aórtico, hubo normalización de los atributos que se habían elevado, con excepción de los índices cardíaco y sistólico, que continuaron elevados, acompañados de diminución del índice de resistencia vascular sistémica. No hubo diferencia significante entre los grupos en relación a los atributos estudiados, con excepción de la frecuencia cardíaca que fue siempre menor en GH, en relación a los demás grupos, durante el pinzamiento y despinzamiento aórtico. CONCLUSIONES: En el perro, en las condiciones experimentales empleadas, la inhalación del halotano, isoflurano y sevoflurano en concentraciones equipotentes (0,75 CAM) no atenúa las respuestas cardiovasculares al pinzamiento aórtico infra-renal. <![CDATA[<b>Autonomic hyperreflexia in tetraplegic pregnant patient</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As complicações da gestante com lesão medular incluem infecções urinárias, calculose renal, anemia, úlceras de decúbito, espasmos musculares, sepsis, hiperatividade uterina e a hiperreflexia autonômica. Durante a anestesia a hiperreflexia autonômica é a complicação mais importante, que deve ser, antes de tudo, prevenida. Ela é freqüentemente desenvolvida em pacientes com transecção medular ao nível da quinta à sétima vértebra torácica, ou acima. Nosso relato tem com objetivo apresentar um caso de gestante tetraplégica, com lesão ao nível da sexta vértebra cervical, que se submeteu à operação cesariana sob anestesia peridural contínua com bupivacaína a 0,25% sem vasoconstritor, associada ao fentanil. RELATO DO CASO: Paciente tetraplégica, primigesta à termo, idade gestacional de 39 semanas, branca, 22 anos, 63 kg, 168 cm de altura, estado físico ASA II, internada para ser submetida a cesariana eletiva. Relatava trauma raquimedular ao nível de C6 há 3 anos. Após hidratação prévia com 1500 ml de solução fisiológica, procedeu-se à anestesia peridural com punção mediana no espaço L3-L4 com a paciente em decúbito lateral, agulha Tuohy descartável calibre 17G e sem botão anestésico prévio. Imediatamente após a introdução da agulha, observou-se contração da musculatura paravertebral adjacente, aumento da pressão arterial (PA = 158 x 72 mmHg) e aumento da freqüência cardíaca (FC = 90 bpm). No entanto, a paciente não relatava dor. Retirou-se agulha e fez-se o botão anestésico, dando-se seqüência ao bloqueio peridural, com injeção de 20 ml de bupivacaína a 0,25% sem vasoconstritor associados a 100 µg de fentanil espinhal e passagem de cateter peridural em sentido cefálico (3 a 4 cm). A cirurgia transcorreu sem intercorrências, não havendo necessidade de complementação do bloqueio em nenhum momento. Houve dois episódios de hipotensão arterial nas primeiras 24 horas do pós-operatório, tratados com infusão de solução de Ringer com lactato. O cateter peridural foi mantido por 48 horas. A alta hospitalar ocorreu após três dias de internação. CONCLUSÕES: Para gestantes paraplégicas ou tetraplégicas a anestesia peridural contínua com baixa concentração de anestésico local sem vasoconstritor associado ao fentanil é uma boa indicação para condução do parto normal instrumentado ou não, como o parto cesariano, a fim de evitar a hiperreflexia autonômica. Deve-se dar importância também à permanência do cateter peridural no pós-operatório por pelo menos 24 horas após o parto, com a intenção de bloquear a aferência simpática, caso venha desencadear alguma crise.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Complications of pregnant patients with medullary injury include urinary infection, renal stones, anemia, decubitus ulcers, muscle spasms, sepsis, uterine hyperactivity and autonomic hyperreflexia. Autonomic hyperreflexia is the most severe anesthetic complication and should, before all, be prevented. It is often developed in patients with medullary transection at the level of the 5th to 7th thoracic vertebra or above. This report aims at presenting a case of tetraplegic pregnant patient with injury at the level of the 6th cervical vertebra, submitted to Cesarean section under continuous epidural anesthesia with 0.25% bupivacaine without vasoconstrictor associated to fentanyl. CASE REPORT: Caucasian, tetraplegic primiparous term patient, 39 weeks of gestational age, 22 years old, 63 kg, 168 cm, physical status ASA II, admitted for elective Cesarean section. Patient reported spinomedullary trauma at C6, three years ago. After previous hydration with 1500 ml saline, epidural anesthesia was induced with medial puncture at L3-L4 interspace with the patient in the lateral position, disposable 17G Tuohy needle and without previous local infiltration anesthesia. Immediately after needle insertion, there was adjacent paravertebral muscles contraction, blood pressure increase (BP = 158 x 72 mmHg) and heart rate increase (HR = 90 bpm). Patient, however, did not refer pain. Needle was removed and local anesthesia was induced. Epidural block proceeded with 20 ml of 0.25% bupivacaine without vasoconstrictor associated to 100 µg spinal fentanyl and epidural catheter insertion in the cephalad direction (3 to 4 cm). Surgery went on without intercurrences with no need for blockade complementation. There were two arterial hypotension episodes in the first 24 postoperative hours, which were treated with lactated Ringer’s solution. Epidural catheter was maintained for 48 hours. Patient was discharged three days after. CONCLUSIONS: For paraplegic or tetraplegic pregnant patients, continuous epidural anesthesia with low local anesthetic concentration without vasoconstrictor and associated to fentanyl is a good indication for instrumented or not vaginal delivery, and Cesarean sections to prevent autonomic hyperreflexia. It is also important that the epidural catheter remains for at least 24 hours after delivery to block sympathetic afference in case a crisis is triggered.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En las complicaciones de la embarazada con una lesión medular se incluyen infecciones urinarias, calculosis renal, anemia, úlceras de decúbito, espasmos musculares, sepsis, hiperactividad uterina y la hiperreflexia autonómica. Durante la anestesia la hiperreflexia autonómica es la complicación más importante, que debe ser, antes de todo, prevenida. Ella es frecuentemente desarrollada en pacientes con transección medular al nivel de la quinta a la séptima vértebra torácica, o encima. Nuestro relato tiene como objetivo presentar un caso de embarazada tetrapléjica, con lesión al nivel de la sexta vértebra cervical, que se sometió a operación cesariana bajo anestesia peridural continua con bupivacaína a 0,25% sin vasoconstrictor, asociada al fentamil. RELATO DE CASO: Paciente tetrapléjica, primigesta a termino, edad gestacional de 39 semanas, blanca, 22 años, 63 kg, 168 cm de altura, estado físico ASA II, internada para ser sometida a cesariana electiva. Relataba trauma raquimedular al nivel de C6 hace 3 años. Después de hidratación previa con 1500 ml de solución fisiológica, siguió anestesia peridural con punción mediana en el espacio L3-L4 con la paciente en decúbito lateral, aguja Tuohy desechable calibre 17G y sin botón anestésico previo. Inmediatamente después de la introducción de la aguja, se observó contracción de la musculatura paravertebral adyacente, aumento de la presión arterial (PA = 158 x 72 mmHg) y aumento de la frecuencia cardíaca (FC = 90 bpm). No obstante, la paciente no relataba dolor. Se retiró la aguja y se hizo botón anestésico, dándose secuencia al bloqueo peridural, con inyección de 20 ml de bupivacaína a 0,25% sin vasoconstrictor asociados a 100 µg de fentamil espinal y pasaje de catéter peridural en sentido cefálico (3 a 4 cm). La cirugía transcurrió sin interocurrencias, no habiendo necesidad de complementación de bloqueo en ningún momento. Hubo dos episodios de hipotensión arterial en las primeras 24 horas del pos-operatorio, tratados con infusión de solución de Ringer con lactato. El catéter peridural fue mantenido por 48 horas. El alta hospitalar ocurrió después de tres días de internación. CONCLUSIONES: Para embarazadas parapléjicas o tetrapléjicas, la anestesia peridural continua con baja concentración de anestésico local sin vasoconstrictor asociado al fentamil, es una buena indicación para la conducción del parto normal instrumentado o no, como el parto cesariano, con la finalidad de evitar la hiperreflexia autonómica. También se debe dar importancia a la permanencia del catéter peridural en el pos-operatorio por lo menos 24 horas después del parto, con la intención de bloquear la aferencia simpática, en el caso de que pueda suceder alguna crisis. <![CDATA[<b>Left iliac artery injury during lumbar laminectomy</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Lesão da artéria ilíaca é uma ocorrência rara em laminectomias, porém, muito grave. O objetivo deste relato é apresentar um caso de lesão da artéria ilíaca esquerda, em paciente submetido a laminectomia lombar sob raquianestesia, que se manifestou clinicamente no pós-operatório imediato, sete horas após o início da cirurgia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, estado físico ASA I, 31 anos, 68 kg, foi submetido à laminectomia lombar em decúbito ventral sob raquianestesia em L2-L3, com bupivacaína hiperbárica a 0,5% (20 mg) e fentanil 25 µg. A cirurgia transcorreu normalmente e sete horas após o seu início, já no pós-operatório, o paciente apresentou hipotensão arterial, taquicardia, agitação e dor abdominal difusa. A tomografia abdominal mostrou aspecto compatível com hematoma retroperitoneal e a laparotomia exploradora revelou lesão da artéria ilíaca comum esquerda. Após a laparotomia, o paciente evoluiu bem. CONCLUSÕES: Na dependência do posicionamento e do estado físico, técnicas de anestesia geral se impõem. O caso chama atenção para o fato de que qualquer técnica anestésica que tenha sido realizada, o sangramento no campo operatório pode não ser real, na vigência de uma lesão vascular, porque este sangramento pode ser tardio. No presente caso, a manifestação clínica ocorreu sete horas após o início da cirurgia, quando o paciente já estava recuperado da anestesia. No entanto, o fenômeno (hipotensão arterial) poderia ter ocorrido no per-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Iliac artery injury during laminectomy is an uncommon, however very serious event. This report aimed at presenting a case of left iliac artery injury in patient submitted to lumbar laminectomy under spinal anesthesia, that was clinically manifested in the immediate postoperative period, seven hours after beginning of surgery. CASE REPORT: Male patient, physical status ASA I, 31 years old, 68 kg, submitted to lumbar laminectomy in prone position under spinal anesthesia in L2-L3 interspace with 20 mg 0.5% hyperbaric bupivacaine and 25 µg fentanyl. Surgery went on normally and seven hours after its beginning, already in the postoperative period, patient presented arterial hypotension, tachycardia, agitation and diffuse abdominal pain. An abdominal CT-scan showed extensive retroperitoneal hematoma and exploratory laparotomy revealed left iliac artery injury. After laparotomy, patient recovered without intercurrences. CONCLUSIONS: General anesthesia is mandatory depending on patients’ positioning and physical status. This case calls the attention to the fact that regardless of the anesthetic technique, there might be no operative field bleeding in the presence of vascular injury because this bleeding may be late. In our case, clinical manifestation was seven hours after beginning of surgery, when the patient had already recovered from anesthesia. However, the event (arterial hypotension) could have happened in the intraoperative period.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Lesión de la arteria ilíaca es una ocurrencia rara en laminectomias, no obstante, muy grave. El objetivo de este relato es presentar un caso de lesión de la arteria ilíaca izquierda, en paciente sometido a laminectomia lombar sobre raquianestesia, que se manifestó clínicamente en el pós-operatorio inmediato, siete horas después del inicio de la cirugía. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, estado físico ASA I, 31 años, 68 kg, fue sometido a laminectomia lombar en decúbito ventral sobre raquianestesia en L2-L3, con bupivacaína hiperbárica a 0,5% (20 mg) y fentanil 25 µg. La cirugía transcurrió normalmente y siete horas después de su inicio, ya en el pos-operatorio, el paciente presentó hipotensión arterial, taquicardia, agitación y dolor abdominal difuso. La tomografía abdominal mostró aspecto compatible con hematoma retroperitoneal y la laparotomia exploradora reveló lesión de la arteria ilíaca común izquierda. Después de la laparotomia, el paciente evoluyó bien. CONCLUSIONES: En la dependencia del posicionamiento y del estado físico, técnicas de anestesia general se imponen. El caso llama atención para el hecho de que cualquier técnica anestésica que haya sido realizada, el sangramiento en el campo operatorio puede no ser real, en la vigencia de una lesión vascular, porque este sangramiento puede ser tardío. En el presente caso, la manifestación clínica ocurrió siete horas después del inicio de la cirugía, cuando el paciente ya estaba recuperado de la anestesia. No obstante, el fenómeno (hipotensión arterial) podría haber ocurrido en el per-operatorio. <![CDATA[<b>Latex allergy</b>: <b>accidental diagnosis after urological procedure. Case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A alergia aos produtos derivados do látex tem-se tornado um problema de grandes proporções, afetando tanto os pacientes como os profissionais da saúde. O objetivo deste relato é descrever o diagnóstico acidental de alergia ao látex após uma cirurgia urológica sob raquianestesia em que o paciente apresentou quadro clínico compatível ao choque anafilático. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 16 anos, portador de lesão de uretra posterior e em uso de sonda vesical por 3 anos, devido a duas cirurgias prévias sem sucesso. Durante o procedimento cirúrgico sob raquianestesia com bupivacaína, o paciente apresentou, logo após a exploração da cavidade abdominal, confusão, dispnéia, prurido e eritema generalizado, broncoespasmo, hipotensão arterial e taquicardia. Houve melhora gradativa das alterações apresentadas com o tratamento instituído. Durante a permanência no hospital, o paciente apresentou, ao soprar um balão de festa, urticária de contato na face e broncoespasmo, que foram prontamente tratados. O teste de punção cutânea e a dosagem de IgE específica para o látex confirmaram a hipótese diagnóstica de alergia ao látex. CONCLUSÕES: A combinação da história clínica do paciente com os dados laboratoriais permitiram a identificação do quadro de alergia ao látex. Esta entidade vem apresentando grande importância recentemente, principalmente naqueles pacientes de risco, como é o do presente caso.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Allergy to natural rubber latex products has become a major source of concern, affecting both patients and healthcare workers. This report aimed at describing an accidental diagnosis of latex allergy after urological surgery under spinal anesthesia when patient presented clinical manifestations of anaphylactic shock. CASE REPORT: Male patient, 16 years old, with posterior urethra lesion who had been managed for the last 3 years with chronic indwelling latex urethral catheter due to two previous unsuccessful attempts to restore urinary drainage. During surgery under spinal anesthesia, patient presented soon after peritoneal cavity exploration, confusion, dyspnea, generalized pruritus and erythema, bronchospasm, arterial hypotension and tachycardia. Clinical manifestations faded gradually after treatment. During hospital stay and after blowing a toy balloon, patient developed contact hives on the face and bronchospasm, which were promptly treated. Prick and serologic test for latex-specific IgE have confirmed the diagnostic hypothesis of latex allergy. CONCLUSIONS: The combination of patient’s clinical history and lab findings have allowed for the identification of latex allergy. This entity is becoming highly relevant, especially for risk patients, as in this case report.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La alergia a los productos derivados del látex se han convertido en un problema de grandes proporciones, afectando tanto los pacientes como también, los profesionales de la salud. El objetivo de este relato es describir el diagnóstico accidental de alergia al látex después de una cirugía urológica sobre raquianestesia en que el paciente presentó cuadro clínico compatible con choque anafilático. RELATO DE CASO: Paciente del sexo masculino, 16 años, portador de lesión de uretra posterior y en uso de sonda vesical por 3 años debido a dos cirugías previas sin suceso. Durante el procedimiento quirúrgico sobre raquianestesia con bupivacaína el paciente presentó, luego después de la exploración de la cavidad abdominal, confusión, dispnéia, prurido y eritema generalizado, broncoespasmo, hipotensión arterial y taquicardia. Hubo mejora gradativa de las alteraciones presentadas con el tratamiento establecido. Durante la permanencia en el hospital el paciente presentó, al soplar un balón de fiesta, urticaria de contacto en la face y broncoespasmo, que fueron prontamente tratados. La prueba de punción cutánea y la dosificación de IgE específica para el látex confirmaran la hipótesis diagnóstica de alergia al látex. CONCLUSIONES: La combinación de la historia clínica del paciente con los datos laboratoriales permitieron la identificación del cuadro de alergia al látex. Esta entidad viene presentando grande importancia recientemente, principalmente en aquellos pacientes de riesgo, como es el del presente caso. <![CDATA[<b>Evaluation criteria for 3-in-1 anesthetic block</b>: <b>Is the involvement of the obturator nerve common?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No bloqueio 3:1 é controvertida a participação do nervo obturador. Intervenções cirúrgicas de superfície na face medial da coxa incidem sobre os dermátomos dos nervos femoral e obturador, de limites imprecisos, sobrepostos ou mesmo ausentes. A correlação entre o desfecho clínico com outros meios de diagnóstico podem ser conclusivos sobre o acometimento do nervo obturador. CONTEÚDO: Comumente o desfecho de um bloqueio regional é pesquisado mais pela insensibilidade dos dermátomos que a atividade motora dos miótomos. A partir de conhecimentos anatômicos sobre o percurso dos componentes plexulares do bloqueio 3:1, critérios clínicos complementados por outros meios de diagnóstico esclarecem o envolvimento do nervo obturador. CONCLUSÕES: A simbiose entre o desfecho clínico do bloqueio 3:1 com os diversos meios de complementação diagnóstica são interpretativos e conclusivos e, de acordo com o que a literatura nos indica sobre a participação do nervo obturador, o bloqueio 3:1 com injeção única, não justifica o seu nome.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The participation of the obturator nerve in 3:1 blockades is controversial. Superficial surgical interventions in the medial face of the thigh strike femoral and obturator nerves dermatomes with imprecise, overlapped or even absent limits. The correlation between clinical outcome and other diagnostic methods may be conclusive about the involvement of the obturator nerve. CONTENTS: In general, regional block outcomes are confirmed more by the lack of dermatome sensitivity than by miotomes motor activity. As from the anatomic understanding of the pathway of plexus components of 3:1 blocks, clinical criteria aided by other diagnostic methods explain obturator nerve involvement. CONCLUSIONS:The symbiosis between 3:1 block outcome and different diagnostic methods is interpretative and conclusive and, according to literature indications about the obturator nerve participation, 3:1 block with single injection does not justify its name.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En el bloqueo 3:1 es controvertida la participación del nervio obturador. Intervenciones quirúrgicas de superficie en la face medial del muslo inciden sobre los dermátomos de los nervios femoral y obturador, de límites imprecisos, sobrepuestos o mismo ausentes. La correlación entre el desenlace clínico con otros medios de diagnóstico pueden ser conclusivos sobre el acometimiento del nervio obturador. CONTENIDO: Comúnmente el desenlace de un bloqueo regional es pesquisado más por la insensibilidad de los dermátomos de que por la actividad motora de los miótomos. A partir de conocimientos anatómicos sobre el trayecto de los componentes plexulares del bloqueo 3:1, criterios clínicos complementados por otros medios de diagnóstico esclarecen el envolvimiento del nervio obturador. CONCLUSIONES: La simbiosis entre el desenlace clínico del bloqueo 3:1 con los diversos medios de complementación diagnóstica son interpretativos y conclusivos y, de acuerdo con lo que la literatura nos indica sobre la participación del nervio obturador, el bloqueo 3:1 con inyección única, no justifica su nombre. <![CDATA[<b>Maxillary nerve block for zygoma and orbital floor fractures reduction</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Poucos relatos existem sobre redução de fraturas da órbita zigomática e do arco zigomático sob anestesia regional. O objetivo deste estudo é verificar a qualidade do bloqueio do nervo maxilar por via extraoral, para redução de fraturas do osso zigomático e do assoalho da órbita. MÉTODO: Quinze pacientes foram submetidos à bloqueio do nervo maxilar pela técnica de Moore (abordagem infrazigomática) para redução de fraturas isoladas do arco zigomático (oito pacientes) e associadas ao assoalho da órbita (sete pacientes). Nenhum paciente recebeu medicação pré-anestésica. Após sedação e anestesia local com 2 ml de lidocaína a 1,5% com adrenalina a 1:300.000, o nervo maxilar foi abordado com 8 ml da mesma solução anestésica através de uma agulha 22G, 10 cm de comprimento de ponta romba. Foram avaliados: o tempo de bloqueio, a latência, o tempo de analgesia, a incidência de falhas, a necessidade de anestesia geral e as complicações. RESULTADOS: Os primeiros três bloqueios foram difíceis, resultando em dois bloqueios parciais e uma falha. Os restantes foram efetivos e os pacientes não referiram nenhum desconforto ou dor durante o bloqueio e a cirurgia. O tempo para a realização do bloqueio variou de 5 a 20 minutos, enquanto a latência anestésica ficou entre 3 e 10 minutos. Foram registradas 7 ocorrências de punção vascular, porém sem relatos de formação de hematomas. CONCLUSÕES: Redução de fraturas zigomáticas são factíveis sob bloqueio do nervo maxilar, quando realizadas na fossa ptérigo palatina, permitindo anestesia de seus dois ramos distais, nervo zigomático-temporal e nervo zigomático-frontal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are few reports of zygomatic orbital floor or zygomatic arch fractures reduction under regional anesthesia. This study aimed at evaluating extraoral maxillary nerve block for zygoma and orbital floor fractures reduction. METHODS: Participated in this study 15 patients submitted to maxillary block according to Moore’s technique (lateral approach of the pterygoid plate) for reduction of isolated zygomatic arch fractures (8 patients) or orbit floor fractures associated to zygomatic arch fractures (7 patients). Patients were not premedicated. After sedation and local infiltration with 2 ml of 1.5% lidocaine and epinephrine 1:300,000 the maxillary nerve was blocked with 8 ml of the same anesthetic solution through a 10 cm 22G, short beveled needle. The following parameters were evaluated: blockade duration, onset, analgesia duration, failures, need for general anesthesia and complications. RESULTS: The first three blocks resulted in difficult punctures with two partial blocks and one failure. Remainder blocks were effective and patients have not referred any discomfort or pain during both blockade and surgery. Blockade time varied from 5 to 20 minutes while onset varied from 3 to 10 minutes. There were 7 vascular punctures (7 patients) however without hematomas. CONCLUSIONS: Zygomatic fractures reduction is feasible under maxillary nerve block when performed in pterygopalatine fossa inducing anesthesia in its two distal branches: zygomaticotemporal and zygomaticofacial nerves<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Pocos relatos existen sobre reducción de fracturas de la órbita zigomática y del arco zigomático bajo anestesia regional. El objetivo de este estudio es confirmar la calidad del bloqueo del nervio maxilar por vía extraoral, para reducción de fracturas del hueso zigomático y del suelo de la órbita. MÉTODO: Quince pacientes fueron sometidos al bloqueo del nervio maxilar por la técnica de Moore (abordaje infrazigomática) para reducción de fracturas aisladas del arco zigomático (ocho pacientes) y asociadas al suelo de la órbita (siete pacientes). Ningún paciente recibió medicación pre-anestésica. Después de sedación y anestesia local con 2 ml de lidocaína a 1,5% con adrenalina a 1:300.000, el nervio maxilar fue abordado con 8 ml de la misma solución anestésica a través de una aguja 22G, 10 cm de largo de punta romba. Fueron evaluados: el tiempo de bloqueo, la latencia, el tiempo de analgesia, la incidencia de fallas, la necesidad de anestesia general y las complicaciones. RESULTADOS: Los primeros tres bloqueos fueron difíciles, resultando en dos bloqueos parciales y una falla. Los restantes fueron efectivos y los pacientes no mencionaron ninguna incomodidad o dolor durante el bloqueo y la cirugía. El tiempo para la realización del bloqueo varió de 5 a 20 minutos, en cuanto la latencia anestésica quedó entre 3 y 10 minutos. Fueron registradas 7 ocurrencias de punción vascular, sin embargo, sin relatos de formación de hematomas. CONCLUSIONES: Reducción de fracturas zigomáticas son factibles bajo bloqueo del nervio maxilar, cuando realizadas en la fosa ptérigo palatina, permitiendo anestesia de sus dos ramos distales, nervio zigomático-temporal y nervio zigomático-frontal. <![CDATA[<b>Postanesthetic routines of Brazilian anesthesiologists</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem dados sobre a disponibilidade de equipamentos nas Salas de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA), as rotinas de monitorização e os critérios de alta pós-anestésica utilizados pelos anestesiologistas brasileiros. Este estudo visou obter estas informações. MÉTODO: Foi pesquisada uma amostra aleatória de 1123 anestesiologistas. Os dados foram analisados por tabulação simples e cruzada e por regressão logística. RESULTADOS: Foram analisados 271 questionários (26,59%). O estudo revelou que a maioria dos anestesiologistas atua em instituições que possuem SRPA equipadas com dispositivos de reanimação, fontes de oxigênio, aspiradores, cardioscópios, oxímetros de pulso e que mantêm anestesiologista de plantão. A existência de monitores de função neuromuscular e dispositivos de aquecimento ativo é menos freqüente. Em ordem decrescente de freqüência, são monitorizados rotineiramente a pressão arterial, a freqüência cardíaca, a SpO2, o nível de consciência, a patência das vias aéreas, a freqüência respiratória, as náuseas e vômitos, a dor pós-operatória e a força muscular. A oxigenioterapia, os antieméticos e o tratamento de calafrios pós-operatórios são administrados rotineiramente ou a pacientes selecionados pela maioria dos anestesiologistas. A maioria dos anestesiologistas registra os dados pós-anestésicos. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que os anestesiologistas brasileiros preocupam-se com a segurança dos pacientes no período pós-anestésico imediato, conforme atestam a elevada disponibilidade de equipamentos e os percentuais expressivos de monitorização de parâmetros isolados. Algumas rotinas de monitorização precisam ser implementadas de acordo com as novas diretrizes de cuidados pós-anestésicos e os novos critérios de alta para pacientes ambulatoriais.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are no data on Postanesthetic Care Units (PACU) equipment, monitoring routines and discharge criteria adopted by Brazilian anesthesiologists. This study aimed at obtaining such data. METHODS: A nationwide survey was conducted with a random sample of 1123 anesthesiologists. Data were analyzed by simple and cross tabulation and logistic regression. RESULTS: Two hundred seventy-one questionnaires (26.59%) were analyzed. The study showed that most anesthesiologists work in institutions with PACUs equipped with resuscitation equipment, oxygen sources, aspirators, cardioscopes, pulse oximeters and with an anesthesiologist on duty. Neuromuscular function monitors and active heating devices are less frequent. In a descending order of frequency, the following parameters are routinely monitored: blood pressure, heart rate, SpO2, consciousness level, airway patency, respiratory rate, nausea and vomiting, postoperative pain and muscle strength. Oxygen therapy, anti-emetics and postanesthetic shivering control are prescribed on a routine or selective basis by most anesthesiologists who also record postoperative data. CONCLUSIONS: This study suggests that Brazilian anesthesiologists are concerned about patients’ safety during postanesthetic recovery, as shown by high equipment availability in the PACU and expressive routine monitoring ratios of isolated parameters. Some monitoring routines should be implemented to comply with new guidelines on postanesthetic care and new discharge criteria for outpatient procedures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: No existen datos sobre la disponibilidad de equipamientos en las Salas de Recuperación Pós-Anestésica (SRPA), las rutinas de monitorización y los criterios de alta pos-anestésica utilizados por los anestesiologistas brasileños. Este estudio tuvo por finalidad obtener estas informaciones. MÉTODO: Fue pesquisada una muestra aleatoria de 1123 anestesiologistas. Los datos fueron analizados por tabulación simple y cruzada y por regresión logística. RESULTADOS: Fueron analizados 271 cuestionarios (26,59%). El estudio reveló que la mayoría de los anestesiologistas actúa en instituciones que poseen SRPA equipadas con dispositivos de reanimación, fuentes de oxígeno, aspiradores, cardioscópios, oxímetros de pulso y que mantienen anestesiologista de plantón. La existencia de monitores de función neuromuscular y dispositivos de calentamiento activo es menos frecuente. En orden decreciente de frecuencia, son monitorizados rutinariamente la presión arterial, la frecuencia cardíaca, la SpO2, el nivel de consciencia, la patencia de las vías aéreas, la frecuencia respiratoria, las náuseas y vómitos, el dolor pos-operatorio y la fuerza muscular. La oxigenioterapia, los antieméticos y el tratamiento de escalofríos pos-operatorios son administrados rutinariamente o a pacientes seleccionados por la mayoría de los anestesiologistas. La mayoría de los anestesiologistas registra los datos pos-anestésicos. CONCLUSIONES: Este estudio sugiere que los anestesiologistas brasileños se preocupan con la seguridad de los pacientes en el período pos-anestésico inmediato, conforme lo atesta la elevada disponibilidad de equipamientos y los porcentuales expresivos de monitorización de parámetros aislados. Algunas rutinas de monitorización necesitan ser implementadas de acuerdo con las nuevas directrices de cuidados pos-anestésicos y los nuevos criterios de alta para pacientes ambulatoriales. <![CDATA[<b>Xenon</b>: <b>pharmacology and clinical use</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O Xenônio é um gás incolor, inodoro, inerte, não irritante, não poluente, não explosivo, estável, com baixo coeficiente de solubilidade e com propriedades anestésicas. O objetivo desta revisão é mostrar alguns aspectos farmacológicos e o emprego clínico do xenônio em anestesia. CONTEÚDO: O xenônio é um gás extremamente raro. Possui CAM de 0,63 a 0,71, CAM-acordado de 0,32 ± 5% e coeficiente de solubilidade sangue-gás de 0,14, resultando em indução anestésica rápida, agradável e bem tolerada, assim como recuperação 2 a 3 vezes mais rápida do que outros agentes. Possui efeitos analgésicos benéficos e mínimos efeitos cardiovasculares. Pode aumentar a resistência pulmonar e ocasionar o efeito do 2º gás, porém menos importante do que o N2O. Determina um aumento do fluxo cerebral, pressão intracraniana e pressão de perfusão cerebral. O xenônio pode prevenir a estimulação da medula supra-renal. CONCLUSÕES: As propriedades anestésicas do xenônio lhe conferem vantagens consideráveis em relação a outros agentes inalatórios para a utilização em anestesia. Entretanto, seu alto custo de produção torna-o proibitivo em relação às outras técnicas existentes. Estudos estão sendo realizados a fim de desenvolver um método mais econômico para utilização deste agente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Xenon is a colorless, odorless, inert, non-irritating, non-pollutant, non-explosive, stable gas with low solubility coefficient and anesthetic properties. This review aimed at describing some pharmacological aspects and the clinical use of xenon in anesthesia. CONTENTS: Xenon is an extremely rare gas with MAC of 0.63 to 0.71, MAC-awaken of 0.32 ± 5% and solubility coefficient of 0.14, providing fast, pleasant and well tolerated anesthetic induction, as well as 2 to 3 times faster recovery as compared to other agents. It has beneficial analgesic and minimal cardiovascular effects. Xenon may increase pulmonary resistance and produce the second gas effect, although not as important as N2O. It increases brain flow, intra-cranial pressure and cerebral perfusion pressure. Xenon is able to prevent adrenal gland stimulation. CONCLUSIONS: Xenon anesthetic properties grant it considerable advantages over other inhalational agents used in anesthesia. However, its high production costs make it prohibitive as compared to other existing techniques. New studies are being conducted with the aim of developing a more cost-effective method for using this gas.<hr/>JUSTIFICATIVAS Y OBJETIVOS: El Xenón es un gas incoloro, inodoro, inerte, no irritante, no ensucia la atmósfera, no explosivo, estable, con bajo coeficiente de solubilidad y con propiedades anestésicas. El objetivo de esta revisión es mostrar algunos aspectos farmacológicos y el empleo clínico del xenón en anestesia. CONTENIDO: El xenón es un gas extremamente raro. Posee CAM de 0,63 a 0,71, CAM-despierto de 0,32 ± 5% y coeficiente de solubilidad sangre-gas de 0,14, resultando en inducción anestésica rápida, agradable y bien tolerada, así como la recuperación es 2 a 3 veces más rápida que otros agentes. Posee efectos analgésicos benéficos y mínimos efectos cardiovasculares. Puede aumentar la resistencia pulmonar y ocasionar el efecto del 2º gas, no obstante, menos importante de que el N2O. Determina un aumento del flujo cerebral, presión intracraniana y presión de perfusión cerebral. El xenón puede prevenir la estimulación de la médula supra-renal. CONCLUSIONES: Las propiedades anestésicas del xenón le otorgan ventajas considerables en relación a otros agentes inhalatorios para la utilización en anestesia. Entretanto, su alto costeo de producción lo hace prohibitivo en relación a las otras técnicas existentes. Estudios están siendo realizados con la finalidad de desarrollar un método más económico para la utilización de este agente. <![CDATA[<b>Hemoglobin-based blood substitutes</b>: <b>current status and perspectives</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Soluções alternativas à transfusão de sangue têm sido estudadas desde a década de 50. O objetivo deste estudo é apresentar a situação atual e as perspectivas futuras das substâncias carreadoras de oxigênio à base de hemoglobina. CONTEÚDO: São apresentadas as potenciais áreas de aplicação, bem como estudos clínicos envolvendo as principais moléculas de hemoglobina desenvolvidas, suas vantagens e limitações. CONCLUSÕES: Vários estudos aleatórios demonstraram eficácia com o propósito de evitar ou reduzir a transfusão sangüínea; entretanto, algumas limitações existem, sendo que o futuro substituto sangüíneo deverá, no mínimo, retratar a segurança e a eficácia do sangue em si.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Alternatives to red blood cells transfusion have been studied since the fifties. This study aimed at presenting current status and perspectives of hemoglobin-based blood substitutes. CONTENTS: Potential application areas are presented, in addition to clinical studies involving major hemoglobin molecules developed, their advantages and limitations. CONCLUSIONS: Several randomized trials have shown efficacy in avoiding or decreasing red blood cells transfusions, however there are some limitations and the future blood substitute shall at least have the same safety and efficacy of blood itself.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Soluciones alternativas a la transfusión de sangre han sido estudiadas desde la década de 50. El objetivo de este estudio es presentar la situación actual y las perspectivas futuras de las substancias cargadoras de oxígeno a la base de hemoglobina. CONTENIDO: Son presentadas las áreas potenciales de aplicación, bien como estudios clínicos envolviendo las principales moléculas de hemoglobina desarrolladas, sus ventajas y limitaciones. CONCLUSIONES: Varios estudios aleatorios demostraron eficacia con el propósito de evitar o reducir la transfusión sanguínea; entretanto, algunas limitaciones existen, siendo que el futuro substituto sanguíneo deberá, en lo mínimo, retratar la seguridad y la eficacia de la sangre en si.