Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420030006&lang=en vol. 53 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Nine years ... a life ... a mission</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Effects of dexmedetomidine on blood coagulation evaluated by thromboelastography</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é um agente agonista dos receptores adrenérgicos alfa2 altamente seletivo, usado em anestesia por seus efeitos hipnoanalgésicos e pela estabilidade cardiovascular. O estímulo dos receptores adrenérgicos alfa2 pode apresentar efeitos pró e antiagregantes plaquetários, por mecanismos diretos e indiretos. No presente estudo, avaliaram-se os efeitos da dexmedetomidina sobre a coagulação através do método da tromboelastografia. MÉTODO: Vinte e quatro pacientes foram aleatoriamente divididos em três grupos. Os pacientes do grupo 1 receberam infusão de solução fisiológica (controle), os do grupo 2 receberam dexmedetomidina na dose de 1 µg.kg-1 em 10 minutos, seguida da infusão de 0,4 µg.kg-1.h-1 por 20 minutos e os do grupo 3 receberam midazolam na dose de 0,05 mg.kg-1. Os pacientes sedados mantiveram índices 3 ou 4 na escala da sedação de Ramsay. Foram coletadas amostras de sangue e obtidos traçados de tromboelastografia previamente e após 30 minutos do tratamento. RESULTADOS: A dexmedetomidina, de forma estatisticamente significativa, aumentou o tempo de reação (parâmetro R) e diminuiu o índice de coagulação nos traçados finais em relação aos iniciais. No entanto, os valores permaneceram dentro dos intervalos considerados normais. Este fenômeno não foi observado nos demais grupos. CONCLUSÕES: A interação dos mecanismos pró e antiagregantes da dexmedetomidina leva à discreta hipocoagulação; porém, mantém a coagulação dentro de parâmetros considerados normais. Os efeitos da dexmedetomidina sobre a coagulação provavelmente não ocorrem pela ansiólise, uma vez que a sedação foi igual ao grupo que recebeu midazolam.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dexmedetomidine is a highly selective alpha2-adrenoceptor agonist used in anesthesia for its hypnoanalgesic and cardiovascular effects. Stimulation of alpha2-adrenoceptors may determine pro and anti-platelet aggregation effects through direct and indirect mechanisms. This study aimed at determining the effects of dexmedetomidine on coagulation evaluated by thromboelastography. METHODS: Twenty four patients were randomly distributed in 3 groups: Group 1 patients received saline solution (control group), Group 2 patients received 1 µg.kg-1 dexmedetomidine in 10 minutes, followed by 0.4 µg.kg-1.h-1 infusion for 20 minutes and Group 3 patients received 0.05 mg.kg-1 midazolam. Sedated patients maintained scores 3 or 4 in Ramsay’s sedation scale. Blood samples were collected before and 30 minutes after the treatment for thromboelastography. RESULTS: Dexmedetomidine has significantly increased reaction time (parameter R) and decreased coagulation index in final curves as compared to initial ones. Values, however, have remained within ranges accepted as normal. This phenomenon was not observed in remaining groups. CONCLUSIONS: Dexmedetomidine pro and anti-platelet aggregation mechanisms interaction determines mild hypocoagulation, however maintaining coagulation within normal ranges. Dexmedetomidine effects on coagulation are probably not mediated by anxiolysis, since sedation was equivalent to the midazolam group.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dexmedetomidina es un agente agonista de los receptores adrenérgicos alfa2 altamente selectivo, usado en anestesia por sus efectos hipnoanalgésicos y por la estabilidad cardiovascular. El estímulo de los receptores adrenérgicos alfa2 puede presentar efectos pro y antiagregantes plaquetarios, por mecanismos directos e indirectos. En este estudio, se evaluaron los efectos de la dexmedetomidina sobre la coagulación a través del método de la tromboelastografia. MÉTODO: Veinticuatro pacientes fueron aleatoriamente divididos en tres grupos. Los pacientes del grupo 1 recibieron infusión de solución fisiológica (control), los del grupo 2 recibieron dexmedetomidina en la dosis de 1 µg.kg-1 en 10 minutos, seguida de infusión de 0,4 µg.kg-1.h-1 por 20 minutos y los del grupo 3 recibieron midazolam en dosis de 0,05 mg.kg-1. Los pacientes sedados mantuvieron índices 3 ó 4 en la escala de la sedación de Ramsay. Fueron colectadas muestras de sangre y se obtuvieron trazados de tromboelastografía previamente y después de 30 minutos del tratamiento. RESULTADOS: La dexmedetomidina, de forma estadísticamente significativa, aumentó el tiempo de reacción (parámetro R) y diminuyó el índice de coagulación en los trazados finales en relación a los iniciales. No obstante, los valores permanecieron dentro de los intervalos considerados normales. Este fenómeno no fue observado en los demás grupos. CONCLUSIONES: La interacción de los mecanismos pro y antiagregantes de la dexmedetomidina lleva a una discreta hipocoagulación; sin embargo, mantiene la coagulación dentro de parámetros considerados normales. Los efectos de la dexmedetomidina sobre la coagulación probablemente no ocurren pela ansiólisis, una vez que la sedación fue igual al grupo que recibió midazolam. <![CDATA[<b>Priming dose of atracurium</b>: <b>measuring orbicularis oculi muscle fade and tracheal intubation conditions</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O método da dose preparatória (priming principle) consiste na injeção de uma pequena dose do bloqueador neuromuscular, minutos antes da administração do restante da dose preconizada para intubação traqueal, para encurtar o início de ação dos bloqueadores neuromusculares (BNM) adespolarizantes. Existe, porém, possibilidade de fadiga muscular e broncoaspiração. De interesse especial para as manobras de intubação orotraqueal e proteção das vias aéreas, são os músculos da laringe. Como sua monitorização direta impõe dificuldades técnicas, foi demonstrado que o músculo orbicular do olho apresenta correlação com os músculos laríngeos quanto à sensibilidade aos BNM. O objetivo desta pesquisa é avaliar se há fadiga do músculo orbicular ocular após o uso da dose preparatória de atracúrio e comparar as condições clínicas de intubação traqueal após dois intervalos entre as doses. MÉTODO: Foram selecionados 35 pacientes adultos, estado físico ASA I ou II, sem fatores de risco para broncoaspiração, submetidos à cirurgia eletiva. Foi induzida anestesia geral com alfentanil e propofol e os pacientes foram ventilados manualmente sob máscara. Em seguida, foram posicionados os eletrodos para estimular o ramo temporal do nervo facial e o transdutor de aceleração no músculo orbicular do olho. Administrou-se a dose preparatória de atracúrio (0,02 mg.kg-1) e a relação T4/T1 foi avaliada a cada minuto durante 5 minutos em 20 casos (G1) e 7 minutos em 13 casos (G2). Após este intervalo, administrou-se a dose complementar de atracúrio (0,5 mg.kg-1) e procedeu-se a intubação orotraqueal após um minuto. Foi considerada fadiga clinicamente importante a relação T4/T1 inferior a 0,9. RESULTADOS: Nenhum paciente apresentou fadiga durante o intervalo de monitorização. Em 80% e 69% dos pacientes de G1 ou G2, respectivamente, as condições de intubação traqueal foram consideradas clinicamente aceitáveis (p > 0,05). CONCLUSÕES: A dose preparatória de atracúrio (0,02 mg.kg-1) não causa fadiga no músculo orbicular do olho e não há diferença entre aguardar 5 ou 7 minutos como intervalo entre as doses do bloqueador neuromuscular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The priming principle consists of administering a low neuromuscular blocker dose, minutes before the total dose for tracheal intubation, to shorten non-depolarizing blockers onset. There is, however, the risk for muscle fade and bronchoaspiration. Laryngeal muscles are of especial interest for tracheal intubation maneuvers and airway protection. Since their direct monitoring imposes technical difficulties, it has been reported that orbicularis oculi correlates with laryngeal muscles in terms of sensitivity to neuromuscular blocks. This study aimed at evaluating the presence of orbicularis oculi muscle fade after priming atracurium dose and at comparing clinical tracheal intubation conditions after two priming dose intervals. METHODS: Participated in this study 35 adult patients, physical status ASA I or II, without risk factors for bronchoaspiration and submitted to elective surgeries. General anesthesia was induced with alfentanil and propofol and patients were manually ventilated under mask. Surface electrodes were then positioned on the temporal branch of the facial nerve, and the acceleration transducer was placed on the orbicularis oculi. Priming atracurium dose (0.02 mg.kg-1) was administered and T4/T1 ratio was evaluated every minute during 5 minutes in 20 cases (G1) and during 7 minutes in 13 cases (G2). After this interval, complementary atracurium dose (0.5 mg.kg-1) was administered and tracheal intubation was performed one minute later. Fade was defined as T4/T1 ratio below 0.9. RESULTS: There has been no fade in any patient during the monitoring interval. In 80% and 69% of G1 or G2 patients, respectively, tracheal intubation was classified as clinically acceptable (p > 0.05). CONCLUSIONS: Priming atracurium dose (0.02 mg.kg-1) does not determine orbicularis oculi fade and there is no difference between 5 or 7 minutes priming intervals.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El método de la dosis preparatoria (priming principle) consiste en la inyección de una pequeña dosis del bloqueador neuromuscular minutos antes de la administración de lo que queda de la dosis preconizada para intubación traqueal para encortar el inicio de acción de los bloqueadores neuromusculares (BNM) adespolarizantes. Existe, sin embargo, posibilidad de fatiga muscular y broncoaspiración. De especial interés para las maniobras de intubación orotraqueal y protección de las vías aéreas, son los músculos de la laringe. Como su monitorización directa impone dificultades técnicas, se demostró que el músculo orbicular del ojo presenta correlación con los músculos laríngeos cuanto a la sensibilidad a los BNM. El objetivo de esta pesquisa es evaluar si hay fatiga del músculo orbicular ocular después del uso de la dosis preparatoria de atracúrio y comparar las condiciones clínicas de intubación traqueal después de dos intervalos entre las dosis. MÉTODO: Fueron seleccionados 35 pacientes adultos, estado físico ASA I o II, sin factores de riesgo para broncoaspiración, sometidos a cirugía electiva. Fue inducida anestesia general con alfentanil y propofol y el paciente fue ventilado manualmente bajo máscara. En seguida, fueron posicionados los electrodos para estimular el ramo temporal del nervio facial y el transductor de aceleración en el músculo orbicular del ojo. Se administró dosis preparatoria de atracúrio (0,02 mg.kg-1) y la relación T4/T1 fue evaluada a cada minuto durante 5 minutos en 20 casos (G1) y 7 minutos en 13 casos (G2). Después de este intervalo, se administró la dosis complementar de atracúrio (0,5 mg.kg-1) y se procedió a la intubación orotraqueal después de un minuto. Fue considerada fatiga clínicamente importante la relación T4/T1 inferior a 0,9. RESULTADOS: Ningún paciente presentó fatiga durante el intervalo de monitorización. En 80% y 69% de los pacientes de G1 ó G2, respectivamente, las condiciones de intubación traqueal fueron consideradas clínicamente aceptables (p > 0,05). CONCLUSIONES: La dosis preparatoria de atracúrio (0,02 mg.kg-1) no causa fatiga en el músculo orbicular del ojo y no hay diferencia entre esperar 5 ó 7 minutos como intervalo entre las dosis del bloqueador neuromuscular. <![CDATA[<b>Study of tracheal tube intra-cuff pressure</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Como não é rotineiro o controle da pressão no interior dos balonetes de tubos traqueais, e não há descrição detalhada na literatura de como mantê-la abaixo dos 30 cmH2O sem utilização de manômetro, decidiu-se verificar as pressões no interior de balonetes de tubos traqueais em pacientes sob intubação traqueal na unidade de terapia intensiva e no cento cirúrgico, testando manobra para manter a pressão no balonete abaixo de 30 cmH2O, mas em níveis mínimos necessários para ciclagem do ventilador sem perda do volume corrente. MÉTODO: Foram estudadas as pressões no interior de balonetes de tubos traqueais de 50 pacientes sob intubação traqueal na unidade de terapia intensiva (Grupo I) e 72 pacientes sob intubação traqueal no centro cirúrgico (Grupo II). Testou-se uma manobra para obter a pressão mínima no interior do balonete do tubo traqueal, necessária para adequada ventilação, sem vazamento de ar. Registrou-se a pressão inicial (P1) no interior dos balonetes dos tubos traqueais utilizando-se manômetro digital graduado em centímetros de água, acoplado a seringa de 15 ml. Aspirou-se secreção da orofaringe. Com o meato acústico externo do examinador próximo da boca do paciente entre 10 e 20 cm, conectou-se o manômetro ao balonete, que foi esvaziado lentamente, até se ouvir ruído em sopro, pelo vazamento do volume corrente no período inspiratório da ventilação artificial. Neste momento, encheu-se lentamente o balonete até o desaparecimento do ruído. Anotou-se a pressão final (P2) do balonete e o volume de ar que restou na seringa do manômetro (V). RESULTADOS: As médias das pressões P1 nos grupos I e II foram 85,3 e 56,2 cmH2O, respectivamente. As médias de pressões P2 nos grupos I e II foram 26,7 e 15,5 cmH2O respectivamente. Após a manobra testada, o desvio padrão baixou de 56,3 para 8,2 no grupo I, e de 48 para 6,7 no grupo II. No grupo I, a manobra reduziu o volume e a pressão dos balonetes em 100% dos pacientes e no grupo II, em 97,3%. CONCLUSÕES: Os dois grupos apresentaram pressões no interior dos balonetes em níveis acima do necessário para ciclagem do ventilador sem perda do volume corrente. A manobra para manter a pressão no interior do balonete em níveis inferiores a 30 cmH2O foi simples e de pequeno custo.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Since controlling tracheal tube cuffs internal pressure is unusual and there is no detailed description in the literature on how to maintain it below 30 cmH2O without manometer, this study aimed at checking tracheal tube intra-cuff pressures in intensive care unit and operating room patients. A maneuver was tested to keep intra-cuff pressure below 30 cmH2O, but at minimum levels needed for ventilator cycling with no tidal volume leakage. METHODS: Tracheal tube intra-cuff pressures were evaluated in 50 intensive care unit intubated patients (Group I) and 72 intubated patients in the operating room (Group II). A maneuver was tested to obtain the minimum tracheal tube intra-cuff pressure to maintain adequate ventilation with no air leakage. Initial tracheal tube intra-cuff pressure (P1) was recorded using a gaged digital manometer (cmH2O) coupled to a 15-ml syringe. Oropharynx secretion was aspirated. With the investigator’s external acoustic meatus positioned 10-20 cm apart from patient’s mouth and cuff connected to the manometer, cuff was slowly deflated until a murmur sound was heard, determined by tidal volume leakage during the inspiratory period of artificial ventilation. At this moment, cuff was slowly inflated until murmur disappearance. Final intra-cuff pressure (P2) and the remaining air volume in the manometer syringe (V) were recorded. RESULTS: Mean P1 values in groups I and II were 85.3 and 56.2 cmH2O, respectively. Mean P2 values in groups I and II were 26.7 and 15.5 cmH2O, respectively. After the maneuver, standard deviation decreased from 56.3 to 8.2 in group I, and from 48 to 6.7 in group II. Maneuver has decreased cuff volume and pressure in 100% of group I patients, and in 97.3% of group II patients. CONCLUSIONS: Both groups had intra-cuff pressures higher than necessary to keep ventilator cycling with no tidal volume leakage. Maneuver to keep intra-cuff pressure below 30 cmH2O was simple and cheap.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Como no es de rutina el control de la presión en el interior de los balones de tubos traquéales, y como también no hay descripción detallada en la literatura de como mantenerla abajo de los 30 cmH2O sin utilización de manómetro, se decidió confirmar las presiones en el interior de los balones de tubos traquéales en pacientes bajo intubación traqueal en la unidad de terapia intensiva y en el centro quirúrgico, ensayando maniobras para mantener la presión en el balón abajo de 30 cmH2O, más en niveles mínimos necesarios para el ciclo del ventilador sin pérdida del volumen corriente. MÉTODO: Se estudiaron las presiones en el interior de balones de tubos traquéales de 50 pacientes bajo intubación traqueal en la unidad de terapia intensiva (Grupo I) y 72 pacientes bajo intubación traqueal en el centro quirúrgico (Grupo II). Se experimentó una maniobra para obtener la presión mínima en el interior del balón del tubo traqueal, necesaria para una adecuada ventilación, sin vaciamiento de aire. Se registró la presión inicial (P1) en el interior de los balones de los tubos traquéales utilizándose un manómetro digital graduado en centímetros de agua, acoplado a una jeringa de 15 ml. Fue aspirada secreción de la orofaringe. Con el meato acústico externo del examinador próximo de la boca del paciente entre 10 y 20 cm, se conectó el manómetro al balón, que fue vaciado lentamente, hasta escucharse ruido en soplo, por el vaciamiento del volumen corriente en el período inspiratorio de la ventilación artificial. En este momento, se llenó lentamente el balón hasta el desaparecimiento del ruido. Se anotó la presión final (P2) del balón y el volumen de aire que quedó en la jeringa del manómetro (V). RESULTADOS: Las medias de las presiones P1 en los grupos I y II fueron 85,3 y 56,2 cmH2O, respectivamente. Las medias de presiones P2 en los grupos I y II fueron 26,7 y 15,5 cmH2O respectivamente. Después de la maniobra hecha, el desvío patrón bajó de 56,3 para 8,2 en el grupo I, y de 48 para 6,7 en el grupo II. En el grupo I, la maniobra redujo el volumen y la presión del balón en 100% de los pacientes y en el grupo II, en 97,3 %. CONCLUSIONES: Los dos grupos presentaron presiones en el interior de los balones en niveles arriba de lo necesario para el ciclo del ventilador sin pérdida del volumen corriente. La maniobra para mantener la presión en el interior del balón en niveles inferiores a 30 cmH2O fue simples y de pequeño costo. <![CDATA[<b>Post-cesarean section analgesia with low spinal morphine doses and systemic nonsteroidal anti-inflammatory drug</b>: <b>diclofenac versus ketoprofen</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A associação de baixas doses de morfina subaracnóidea e diclofenaco por via muscular tem se mostrado eficaz para o controle da dor pós-operatória em pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia. O cetoprofeno pode ser vantajoso em relação ao diclofenaco, já que sua administração pode ser realizada por via venosa. O objetivo do estudo foi comparar a eficácia analgésica do diclofenaco e do cetoprofeno, quando administrados em associação com baixas doses de morfina subaracnóidea no pós-operatório imediato de pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia. MÉTODO: Foram estudadas prospectivamente 44 pacientes estado físico ASA I ou II submetidas à cesariana sob raquianestesia com 15 mg de bupivacaína hiperbárica e 28 µg de morfina. Após 90 minutos do início da anestesia, as pacientes foram divididas aleatoriamente em dois grupos que receberam: Grupo D (n = 22): 75 mg de diclofenaco por via muscular e Grupo C (n = 22): 100 mg de cetoprofeno em 100 ml de solução glicosada a 5% por via venosa, em 20 minutos. A dor foi avaliada com a escala analógica visual de dor (EAV - 0 cm indicando ausência de dor e 10 cm indicando dor insuportável), imediatamente antes e a cada hora após a administração do antiinflamatório (AINE), por um período de 6 horas. A analgesia complementar foi realizada utilizando-se a bomba de analgesia controlada pelo paciente (ACP) por via venosa, com bolus de 1 mg de morfina, intervalo de bloqueio de 7 minutos, sem infusão basal e dose máxima de morfina de 20 mg em 4 horas. Avaliou-se a dor, a necessidade de utilização de medicação analgésica de resgate, o consumo cumulativo de morfina nas seis primeiras horas após a administração do AINE, e a ocorrência de prurido, náusea, vômito e depressão respiratória. RESULTADOS: Os grupos D e C foram semelhantes em relação às médias de dor e doses cumulativas de morfina na ACP nas seis primeiras horas após a administração do AINE. CONCLUSÕES: O cetoprofeno, quando associado à morfina subaracnóidea, mostrou-se equivalente ao diclofenaco para o controle da dor nas seis primeiras horas pós-cesariana.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The association of low spinal morphine doses and muscular diclofenac is effective to control postoperative pain after Cesarean section under spinal anesthesia. Ketoprofen, also an NSAID, may be advantageous over diclofenac because it may be intravenously administered. This study aimed at comparing the analgesic efficacy of diclofenac and ketoprofen in association to low spinal morphine doses in the immediate postoperative period of patients submitted to Cesarean section under spinal anesthesia. METHODS: Participated in this prospective study 44 healthy parturients, physical status ASA I or II, submitted to Cesarean section under spinal anesthesia with 15 mg hyperbaric bupivacaine and 28 µg morphine. Patients were randomly allocated into two groups, 90 minutes after anesthetic induction: Group D (n = 22): 75 mg muscular diclofenac; and Group K (n = 22): 100 mg intravenous ketoprofen diluted in 100 ml of 5% glucose in 20 minutes. Pain was evaluated immediately before NSAID administration and then every hour for six hours, using the Visual Analog Scale of Pain (VAS - 0 cm meaning no pain and 10 cm the worst possible pain). Rescue analgesia was provided by intravenous PCA pump (1mg bolus morphine with 7 minutes lockout interval, without basal infusion and maximum 20 mg morphine dose in 4 hours). The following parameters were evaluated: pain intensity, need for rescue analgesia, cumulative morphine consumption in the first 6 hours following NSAID administration, and the incidence of pruritus, nausea, vomiting and respiratory depression. RESULTS:Both groups were similar in pain intensity, cumulative morphine doses and incidence of pruritus, nausea and vomiting in the first six hours following NSAID administration. CONCLUSIONS: When associated to low spinal morphine doses, ketoprofen was similar to diclofenac in providing postoperative analgesia in the first six hours following Cesarean section under spinal anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La asociación de bajas dosis de morfina subaracnóidea y diclofenaco por vía muscular se ha mostrado eficaz para el control del dolor post-operatorio en pacientes sometidas a cesárea bajo raquianestesia. El cetoprofeno puede ser ventajoso en relación al diclofenaco, ya que su administración pode ser realizada por vía venosa. El objetivo del estudio fue comparar la eficacia analgésica del diclofenaco y del cetoprofeno, cuando administrados en asociación con bajas dosis de morfina subaracnóidea en el inmediato post-operatorio de pacientes sometidas a cesárea bajo raquianestesia. MÉTODO: Fueron estudiadas prospectivamente 44 pacientes estado físico ASA I o II sometidas a cesárea bajo raquianestesia con 15 mg de bupivacaína hiperbárica y 28 µg de morfina. Después de 90 minutos del inicio de la anestesia, las pacientes fueron divididas aleatoriamente en dos grupos que recibieron: Grupo D (n = 22): 75 mg de diclofenaco por vía muscular y Grupo C (n = 22): 100 mg de cetoprofeno en 100 ml de solución glucosada a 5% por vía venosa, en 20 minutos. El dolor fue evaluado con la escala analógica visual de dolor (EAV - 0 cm indicando ausencia de dolor y 10 cm indicando dolor insoportable), inmediatamente antes y a cada hora después de la administración del antiinflamatorio (AINE), por un período de 6 horas. La analgesia complementar fue realizada utilizando la bomba de analgesia controlada por la paciente (ACP) por vía venosa, con bolus de 1 mg de morfina, intervalo de bloqueo de 7 minutos, sin infusión basal y dosis máxima de morfina de 20 mg en 4 horas. Se evaluó el dolor, la necesidad de utilización de medicación analgésica de rescate, el consumo cumulativo de morfina en las seis primeras horas después de la administración del AINE, y la ocurrencia de prurito, náusea, vómito y depresión respiratoria. RESULTADOS: Los grupos D y C fueron semejantes en relación a las medias de dolor y dosis cumulativas de morfina en la ACP en las seis primeras horas después de la administración del AINE. CONCLUSIONES: El cetoprofeno, cuando asociado a morfina subaracnóidea, se mostró equivalente al diclofenaco para el control del dolor en las seis primeras horas post-cesárea. <![CDATA[<b>Effects of tracheal tube cuff limit pressure (25 cmH<sub>2</sub>O) and “seal” pressure on tracheal mucosa of dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As lesões da mucosa traqueal em contato com o balonete do tubo traqueal são proporcionais à pressão exercida pelo balonete e ao tempo de exposição. O objetivo foi estudar as eventuais lesões da mucosa do segmento traqueal em contato com o balonete do tubo traqueal insuflado com volume de ar suficiente para se obter pressão de “selo” ou com a pressão limite de 25 cmH2O, abaixo da pressão crítica de 30 cm de água para produção de lesão da mucosa traqueal. MÉTODO: Dezesseis cães foram submetidos à anestesia venosa e ventilação artificial. Os cães foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de acordo com a pressão no balonete do tubo traqueal (Portex Blue-Line, Inglaterra): Gselo (n = 8) balonete com pressão mínima de “selo” para impedir vazamento de ar durante a respiração artificial; G25 (n = 8) balonete insuflado até obtenção da pressão de 25 cmH2O. A medida da pressão do balonete foi realizada por meio de manômetro digital no início (controle) e após 60, 120 e 180 minutos. Após o sacrifício dos cães, foram feitas biópsias nas áreas da mucosa traqueal adjacentes ao balonete e ao tubo traqueal para análise à microscopia eletrônica de varredura (MEV). RESULTADOS: A pressão média do balonete em G25 manteve-se entre 24,8 e 25 cmH2O e em Gselo entre 11,9 e 12,5 cmH2O durante o experimento. As alterações à MEV foram pequenas e não significantemente diferentes nos grupos (p > 0,30), mas ocorreram lesões mais intensas nas áreas de contato da mucosa traqueal com o balonete do tubo traqueal, nos dois grupos, em relação às áreas da mucosa adjacentes ou não ao tubo traqueal (p < 0,05). CONCLUSÕES: No cão, nas condições experimentais empregadas, a insuflação do balonete de tubo traqueal em volume de ar suficiente para determinar pressão limite de 25 cmH2O ou de “selo” para impedir vazamento de ar determina lesões mínimas da mucosa traqueal em contato com o balonete e sem diferença significante entre elas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Injuries of tracheal mucosa in contact with tracheal tube cuff is a function of cuff pressure and exposure time. This study aimed at analyzing injuries of tracheal mucosa in contact with tracheal tube cuff inflated to reach “seal” pressure or limit 25 cmH2O pressure, below critical 30 cmH2O, to prevent tracheal damage. METHODS: This study involved 16 dogs submitted to intravenous anesthesia and artificial ventilation. Dogs were randomly distributed into two experimental groups according to tracheal tube cuff pressure (Portex Blue Line, UK): Gseal (n = 8) cuff with minimum “seal” pressure to prevent air leakage during artificial ventilation; G25 (n=8) cuff inflated to 25 cmH2O. Cuff pressure was measured with a digital manometer at the beginning of the experiment (control) and 60, 120 and 180 minutes later. Animals were sacrificed and tracheal mucosa areas adjacent to the tracheal tube cuff were biopsed by scanning electronic microscopy (SEM). RESULTS: Mean cuff pressure was maintained between 24.8 and 25 cmH2O in G25 and between 11.9 and 12.5 cmH2O in Gseal. SEM changes were mild and not significantly different between groups (p > 0.30), with more severe injuries to tracheal areas in contact with the cuff as compared to areas adjacent or not to tracheal tube (p < 0.05). CONCLUSIONS: In dogs under our experimental conditions, tracheal tube cuff inflation to 25 cmH2O limit or to “seal” pressure to prevent air leakage has determined minor injuries to the tracheal mucosa in contact with tracheal tube cuff, without significant differences between groups.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las lesiones de la mucosa traqueal en contacto con el balón del tubo traqueal son proporcionales a la presión ejercida por el balón y al tiempo de exposición. La finalidad fue estudiar las eventuales lesiones de la mucosa del segmento traqueal en contacto con el balón del tubo traqueal insuflado con volumen de aire suficiente para obtener presión de “sello” o con la presión limite de 25 cmH2O, abajo de la presión crítica de 30 cm de agua para producción de lesión de la mucosa traqueal. MÉTODO: Diez y seis canes fueron sometidos a anestesia venosa y ventilación artificial. Los canes fueron distribuidos aleatoriamente en dos grupos de acuerdo con la presión en el balón del tubo traqueal (Portex Blue-Line, Inglaterra): Gsello (n = 8) balón con presión mínima de “sello” para impedir vaciamiento de aire durante la respiración artificial; G25 (n = 8) balón insuflado hasta la obtención de la presión de 25 cmH2O. La medida de la presión del balón fue realizada por medio de manómetro digital en el inicio (control) y después de 60, 120 y 180 minutos. Después del sacrificio de los canes, fueron hechas biopsias en las áreas de la mucosa traqueal adyacentes al balón y al tubo traqueal para análisis de microscopio electrónico de barredura (MEV). RESULTADOS: La presión media del balón en G25 se mantuvo entre 24,8 y 25 cmH2O y en Gsello entre 11,9 y 12,5 cmH2O durante el experimento. Las alteraciones a la MEV fueron pequeñas y no significantemente diferentes en los grupos (p > 0,30), pero ocurrieron lesiones más intensas en las áreas de contacto de la mucosa traqueal con el balón del tubo traqueal, en los dos grupos, en relación a las áreas de la mucosa adyacentes o no al tubo traqueal (p < 0,05). CONCLUSIONES: En el can, en las condiciones experimentales empleadas, la insuflación del balón de tubo traqueal en un volumen de aire suficiente para determinar presión limite de 25 cmH2O o de “sello” para impedir vaciamiento de aire, determina lesiones mínimas de la mucosa traqueal en contacto con el balón y sin diferencia significante entre ellas. <![CDATA[<b>Hemodynamic changes during pneumoperitoneum in volume and pressure controlled ventilated dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem estudos que associem os efeitos determinados pelas modalidades ventilatórias às repercussões hemodinâmicas durante o pneumoperitônio. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações na hemodinâmica determinadas pelo pneumoperitônio em cães com ventilação por volume e pressão controlados. MÉTODO: Dezesseis cães anestesiados com tiopental sódico e fentanil foram divididos em grupo 1, volume controlado, e grupo 2, pressão controlada, e submetidos ao pneumoperitônio de 10 e 15 mmHg. Foram estudados freqüência cardíaca, pressão arterial média, pressão de átrio direito, pressão de artéria pulmonar ocluída, índice cardíaco, índice de resistência vascular sistêmica e vasopressina plasmática. Os dados foram coletados em 4 momentos. M1 - antes do pneumoperitônio, M2 - 30 minutos após pneumoperitônio com 10 mmHg, M3 - 30 minutos após pneumoperitônio com 15 mmHg, M4 - 30 minutos após a deflação do pneumoperitônio. RESULTADOS: Os resultados mostraram aumento no índice cardíaco, nas pressões de átrio direito e de artéria pulmonar ocluída em M2 e M3, em ambos os grupos. A vasopressina não variou durante o procedimento e o índice de resistência vascular sistêmica não aumentou, proporcionando estabilidade da pressão arterial média em ambos os grupos. CONCLUSÕES: As modalidades ventilatórias não determinaram diferenças na resposta hemodinâmica entre os grupos estudados. A técnica anestésica utilizada e as pressões intra-abdominais alcançadas determinaram estabilidade da pressão arterial média, provavelmente decorrente da ausência do aumento no índice da resistência vascular sistêmica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are no studies associating ventilation-induced effects and hemodynamic changes during pneumoperitoneum. This study aimed at evaluating hemodynamic changes determined by pneumoperitoneum in dogs under volume and pressure controlled ventilation. METHODS: The study involved 16 dogs anesthetized with sodium thiopental and fentanyl, divided in group 1: volume controlled; and group 2: pressure controlled; submitted to 10 and 15 mmHg pneumoperitoneum. The following parameters were evaluated: heart rate, mean blood pressure, right atrium pressure, pulmonary capillary wedge pressure, cardiac index, systemic vascular resistance index and plasma vasopressin. Data were collected in four moments: M1 - before pneumoperitoneum, M2 - 30 minutes after 10 mmHg pneumoperitoneum; M3 - 30 minutes after 15 mmHg pneumoperitoneum; M4 - 30 minutes after pneumoperitoneum deflation. RESULTS: Results have shown increased cardiac index, right atrium pressure and pulmonary capillary wedge pressure in M2 and M3 for all groups. Vasopressin was not changed during procedure and systemic vascular resistance index has not increased, providing mean blood pressure stability for both groups. CONCLUSIONS: Ventilation modes have not determined hemodynamic differences between studied groups. Anesthetic technique and intra-abdominal pressure have determined mean blood pressure stability, probably due to the absence of systemic vascular resistance index increase.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: No existen estudios que asocien los efectos determinados por las modalidades ventilatorias a las repercusiones hemodinámicas durante el pneumoperitoneo. El objetivo de este estudio fue evaluar las alteraciones en la hemodinámica determinadas por el pneumoperitoneo en canes con ventilación por volumen y presión controlados. MÉTODO: Diez y seis canes anestesiados con tiopental sódico y fentanil fueron divididos en grupo 1, volumen controlado, y grupo 2, presión controlada, y sometidos al pneumoperitoneo de 10 y 15 mmHg. Se estudió la frecuencia cardíaca, presión arterial media, presión del atrio derecho, presión de la arteria pulmonar ocluida, índice cardíaco, índice de resistencia vascular sistémica y vasopresina plasmática. Los datos fueron colectados en 4 momentos. M1 - antes del pneumoperitoneo, M2 - 30 minutos después del pneumoperitoneo con 10 mmHg, M3 - 30 minutos después del pneumoperitoneo con 15 mmHg, M4 - 30 minutos después de la deflación del pneumoperitoneo. RESULTADOS: Los resultados mostraron aumento en el índice cardíaco, en las presiones del atrio derecho y de la arteria pulmonar ocluida en M2 y M3, en ambos grupos. La vasopresina no varió durante el procedimiento y el índice de resistencia vascular sistémica no aumentó, proporcionando estabilidad de la presión arterial media en ambos grupos. CONCLUSIONES: Las modalidades ventilatorias no determinaron diferencias en la respuesta hemodinámica entre los grupos estudiados. La técnica anestésica utilizada y las presiones intra-abdominales alcanzadas determinaron estabilidad de la presión arterial media, probablemente resultante de la ausencia del aumento en el índice de la resistencia vascular sistémica. <![CDATA[<b>Effects of halothane, isoflurane and sevoflurane on renal function in dogs under infra-renal aortic cross-clamping</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O pinçamento infra-renal da aorta abdominal pode produzir alterações renais. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do halotano, isoflurano e sevoflurano sobre a função renal, em cães submetidos a pinçamento aórtico infra-renal. MÉTODO: O estudo aleatório foi realizado em 30 cães, distribuídos em três grupos, de acordo com o anestésico halogenado utilizado durante a anestesia, em concentrações equipotentes de 0,75 CAM: GH (n = 10) - halotano a 0,67%; GI (n = 10) - isoflurano a 0,96%; e GS (n = 10) - sevoflurano a 1,8%. Em todos os animais foi realizada ligadura infra-renal da aorta, por período de 30 minutos. Os atributos renais foram estudados nos momentos: C (controle), após 15 (Ao15) e 30 (Ao30) minutos de pinçamento aórtico, e após 15 (DAo15) e 30 (DAo30) minutos do despinçamento aórtico. RESULTADOS: A depuração de água livre foi menor nos grupos GI e GS, em relação ao GH, após o despinçamento aórtico (p < 0,05). Durante o pinçamento aórtico, nos três grupos, houve aumento do débito urinário, da excreção urinária de sódio e da depuração de sódio, e diminuição da osmolaridade urinária (p < 0,05). A resistência vascular renal e a fração de filtração aumentaram somente em GS (p < 0,05), enquanto a excreção fracionária de sódio aumentou em GH e GI (p < 0,05). Após o despinçamento aórtico, houve normalização dos atributos que haviam se alterado, com exceção da osmolaridade urinária, que continuou em níveis menores do que os do controle em todos os grupos (p < 0,05). A resistência vascular renal e a fração de filtração continuaram mais elevadas em GS, acompanhadas por diminuição do fluxo sangüíneo renal e da depuração de para-aminohipurato de sódio (p < 0,05). CONCLUSÕES: No cão nas condições experimentais empregadas, a inalação de halotano e isoflurano a 0,75 CAM, mas não de sevoflurano, atenuou a principal alteração após o pinçamento infra-renal da aorta, que é o aumento da resistência vascular renal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Infra-renal aortic cross-clamping is associated to renal effects. This study aimed at analyzing halothane, isoflurane and sevoflurane effects on renal function of dogs submitted to infra-renal aortic cross-clamping. METHODS: This study involved 30 mixed-breed dogs randomly distributed in three groups, according to equipotent anesthetic doses (0.75 MAC) of inhaled anesthetics: GH (n = 10) - 0.67% halothane; GI (n = 10) - 0.96% isoflurane; and GS (n = 10) - 1.8% sevoflurane. All animals were submitted to infra-renal aortic cross-clamping for 30 minutes. Renal parameters were evaluated at control (C), 15 (Ao15) and (Ao30) minutes after aortic cross-clamping, and 15 (DAo15) and 30 (DAo30) minutes after aortic unclamping. RESULTS: Free water clearance was significantly lower in GI and GS as compared to GH (p < 0.05) after aortic unclamping. Urinary output, sodium urinary excretion and sodium clearance have significantly increased during aortic cross-clamping, while urinary osmolarity has decreased in all groups (p < 0.05). Renal vascular resistance and filtration fraction have increased during aortic cross-clamping in GS only, while sodium fractional excretion increased in GH and GI (p < 0.05). All renal parameters had returned to control levels after aortic unclamping, with the exception of urinary osmolality which has remained below control levels in all groups (p < 0.05). Renal vascular resistance and filtration fraction have remained higher in GS, followed by renal blood flow and PAH clearance decrease (p < 0.05). CONCLUSIONS: In dogs under our experimental conditions, 0.75 MAC of halothane or isoflurane, but not 0.75 MAC of sevoflurane, have minimized renal vascular resistance increase, which is the major infra-renal aortic cross-clamping effect.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El pinzamiento infra-renal de la aorta abdominal puede producir alteraciones renales. La finalidad del estudio fue evaluar los efectos del halotano, isoflurano y sevoflurano sobre la función renal, en canes sometidos a pinzamiento aórtico infra-renal. MÉTODO: El estudio aleatorio fue realizado en 30 canes, distribuidos en tres grupos, de acuerdo con el anestésico halogenado utilizado durante la anestesia, en concentraciones equipotentes de 0,75 CAM: GH (n = 10) - halotano a 0,67%; GI (n = 10) - isoflurano a 0,96%; y GS (n = 10) - sevoflurano a 1,8%. En todos los animales fue realizada ligadura infra-renal de la aorta, por un período de 30 minutos. Los atributos renales fueron estudiados en los momentos: C (control), después 15 (Ao15) y 30 (Ao30) minutos de pinzamiento aórtico, y después 15 (DAo15) y 30 (DAo30) minutos del despinzamiento aórtico. RESULTADOS: La depuración de agua libre fue menor en los grupos GI y GS, en relación a la GH, después del despinzamiento aórtico (p < 0,05). Durante el pinzamiento aórtico, en los tres grupos, hubo aumento del débito urinario, de la excreción urinaria de sodio y de la depuración de sodio, y diminución de la osmolaridad urinaria (p < 0,05). La resistencia vascular renal y la fracción de filtración aumentaron solamente en GS (p < 0,05), en cuanto la excreción fraccionaria de sodio aumentó en GH y GI (p < 0,05). Después del despinzamiento aórtico, hubo normalización de los atributos que se habían alterado, con excepción de la osmolaridad urinaria, que continuó en niveles menores que los del control en todos los grupos (p < 0,05). La resistencia vascular renal y la fracción de filtración continuaron más elevadas en GS, acompañadas por diminución del flujo sanguíneo renal y de la depuración de para-aminohipurato de sodio (p < 0,05). CONCLUSIONES: En el can, en las condiciones experimentales empleadas, la inhalación de halotano e isoflurano a 0,75 CAM, más no de sevoflurano, atenuó la principal alteración después del pinzamiento infra-renal de la aorta, que es un aumento de la resistencia vascular renal. <![CDATA[<b>Cardiovascular effects of two dexmedetomidine doses</b>: <b>experimental study in dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é um novo agonista alfa2-adrenérgico, havendo, atualmente, crescente interesse no seu uso em Anestesiologia, por reduzir o consumo de anestésicos e promover estabilidade hemodinâmica. O objetivo desta pesquisa foi estudar os efeitos cardiovasculares da dexmedetomidina no cão anestesiado, empregando-se duas doses distintas e semelhantes àquelas utilizadas em Anestesiologia. MÉTODO: 36 cães adultos anestesiados com propofol, fentanil e isoflurano foram divididos em três grupos: G1, injeção de 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9%, em 10 minutos, seguida de injeção de 20 ml da mesma solução, em 1 hora; G2, injeção de 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% contendo dexmedetomidina (1 µg.kg-1), em 10 minutos, seguida de injeção de 20 ml da mesma solução, em 1 hora e G3, injeção de 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% contendo dexmedetomidina (2 µg.kg-1) em 10 minutos, seguida de injeção de 20 ml da mesma solução, em 1 hora. Estudaram-se os atributos cardiovasculares em quatro momentos: M1, controle; M2, após a injeção inicial de 20 ml da solução em estudo, em 10 minutos, coincidindo com o início da injeção da mesma solução, em 1 hora; M3, 60 minutos após M2 e M4, 60 minutos após M3. RESULTADOS: A freqüência cardíaca (FC) diminuiu no G2, no M2, retornando aos valores basais no M3, enquanto no G3 diminuiu no M2, mantendo-se baixa durante todo o experimento. No G1 houve aumento progressivo da FC. Em nenhum grupo houve alteração da pressão arterial. A resistência vascular sistêmica (RVS) manteve-se estável no G2 e G3, enquanto no G1 apresentou redução em M2, mantendo-se baixa ao longo do experimento. O índice cardíaco (IC) não apresentou alterações significativas no G2 e G3, mas aumentou progressivamente no G1. CONCLUSÕES: Conclui-se que no cão, nas condições experimentais empregadas, a dexmedetomidina diminui a FC de forma dose-dependente, inibe a redução da RVS produzida pelo isoflurano e impede a ocorrência de resposta hiperdinâmica durante o experimento.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There has been a growing interest in the anesthetic use of dexmedetomidine, a new alpha2-adrenergic agonist, due to decreased anesthetics consumption and better cardiovascular stability that it promoter. This study aimed at investigating cardiovascular effects of two different dexmedetomidine doses in anesthetized dogs. METHODS: The study involved 36 adult dogs anesthetized with propofol, fentanyl and isoflurane distributed in three groups which received: G1, 20 ml saline injection in 10 minutes, followed by 20 ml of the same solution infused in one hour; G2, 20 ml dexmedetomidine-containing saline (1 µg.kg-1) in 10 minutes, followed by 20 ml of the same solution infused one hour; and G3, of dexmedetomidine-containing saline (2 µg.kg-1) in 10 minutes, followed by 20 ml of the same solution infused in one hour. Cardiovascular attributes were evaluated in four moments: M1, control, M2, after initial 20 ml injection of the studied solution, coincident with the beginning of the same solution injection in one hour; M3, 60 minutes after M2 and M4, 60 minutes after M3. RESULTS: G2 heart hate (HR) was decreased at M2, returning to baseline values at M3, while in G3 it was decreased at M2 but was kept so throughout the experiment. There has been progressive HR increase in G1. There were no significant changes in mean blood pressure in all group. Systemic vascular resistance (SVR) was maintained stable in G2 and G3, but was decreased in G1 at M3. Cardiac index (CI) was not significantly changed in G2 and G3, but has progressively increased in G1. CONCLUSIONS: In dogs under these experimental conditions, dexmedetomidine has induced a dose-dependent HR decrease, has inhibited isoflurane-induced SVR decrease and has prevented hyperdynamic responses throughout the experiment.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dexmedetomidina es un nuevo agonista alfa2-adrenérgico, y en la actualidad hay un creciente interés en su uso en Anestesiología, por reducir el consumo de anestésicos y promover estabilidad hemodinámica. El objetivo de esta pesquisa fue estudiar los efectos cardiovasculares de la dexmedetomidina en el can anestesiado, empleándose dos dosis distintas y semejantes a aquellas utilizadas en Anestesiología. MÉTODO: 36 canes adultos anestesiados con propofol, fentanil e isoflurano fueron divididos en tres grupos: G1, inyección de 20 ml de solución de clorato de sodio a 0,9%, en 10 minutos, seguida de inyección de 20 ml de la misma solución, en 1 hora; G2, inyección de 20 ml de solución de clorato de sodio a 0,9% conteniendo dexmedetomidina (1 µg.kg-1), en 10 minutos, seguida de inyección de 20 ml de la misma solución, en 1 hora y G3, inyección de 20 ml de solución de clorato de sodio a 0,9% conteniendo dexmedetomidina (2 µg.kg-1) en 10 minutos, seguida de inyección de 20 ml de la misma solución, en 1 hora. Se estudiaron los atributos cardiovasculares en cuatro momentos: M1, control; M2, después de la inyección inicial de 20 ml de la solución en estudio, en 10 minutos, coincidiendo con el inicio de la inyección de la misma solución, en 1 hora; M3, 60 minutos después M2 y M4, 60 minutos después M3. RESULTADOS: La frecuencia cardíaca (FC) diminuyó en el G2, en el M2, retornando a los valores basales en el M3, en cuanto en el G3 diminuyó en el M2, manteniéndose baja durante todo el experimento. En el G1 hubo aumento progresivo de la FC. En ningún grupo hubo alteración de la presión arterial. La resistencia vascular sistémica (RVS) se mantuvo estable en el G2 y G3, en cuanto en el G1 presentó reducción en M2, manteniéndose baja durante el experimento. El índice cardíaco (IC) no presentó alteraciones significativas en el G2 y G3, más aumentó progresivamente en el G1. CONCLUSIONES: Se concluye que en el can, en las condiciones experimentales empleadas, la dexmedetomidina diminuye la FC de forma dosis dependiente, inhibe la reducción de la RVS producida por el isoflurano e impide la ocurrencia de respuesta hiperdinámica durante el experimento. <![CDATA[<b>Intravenous lidocaine to treat scleroderma pain</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A esclerodermia ou esclerose sistêmica progressiva é uma doença sistêmica do tecido conjuntivo, de causa desconhecida, que costuma cursar com microangiopatia, isquemia de extremidades e dor intensa. O objetivo deste relato é descrever um caso do emprego de lidocaína por via venosa no tratamento da dor no curso de isquemia e enfatizar a possível ação antiinflamatória dos anestésicos locais nos pacientes com esclerodermia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 34 anos, auxiliar de enfermagem, portadora de esclerodermia há aproximadamente 8 anos, apresentava dor de elevada intensidade (escala numérica =10) nos membros superiores e inferiores, contínua, diária, acompanhada de alterações tróficas, da cor e da temperatura e pequenas úlceras nas extremidades. A paciente foi submetida a uma sessão semanal de lidocaína a 2% (400 mg) sem vasoconstritor por via venosa durante 10 semanas com alívio da dor, do turgor, da elasticidade da pele e da perfusão periférica. CONCLUSÕES: O alívio da dor e de outros sintomas após a administração de lidocaína por via venosa sugere que os anestésicos locais podem modular a resposta inflamatória em vários estágios da esclerodermia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Scleroderma or progressive systemic sclerosis is a systemic connective tissue disease of unknown origin, which normally courses with microangiopathy, extremities ischemia and severe pain. This report aimed at describing a case of intravenous lidocaine to treat ischemic pain and at emphasizing potential anti-inflammatory action of local anesthetics in scleroderma patients. CASE REPORT: Female patient, clear mulatto 34 years old, nursing assistant, with scleroderma for approximately 8 years, presented with severe continuous, daily pain (numeric scale = 10) in upper and lower limbs, followed by trophic, color and temperature changes, and small ulcers on extremities. Patient was submitted to 1 weekly session of intravenous 2% lidocaine (400 mg) without vasoconstrictor for 10 weeks with pain, turgor, skin elasticity and peripheral perfusion improvement. CONCLUSIONS: Pain and other symptoms relief after intravenous lidocaine suggests that local anesthetics are able to modulate inflammatory response in different scleroderma stages.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La esclerodermia o esclerosis sistémica progresiva es una enfermedad sistémica del tejido conjuntivo, de causa desconocida, que acostumbra acontecer con microangiopatía, isquemia de extremidades y dolor intenso. El objetivo de este relato es describir un caso del empleo de lidocaína por vía venosa en el tratamiento del dolor en el curso de isquemia y dar énfasis a una posible acción antiinflamatoria de los anestésicos locales en los pacientes con esclerodermia. RELATO DE CASO: Paciente del sexo femenino, 34 anos, auxiliar de enfermera, portadora de esclerodermia hace aproximadamente 8 años, presentaba dolor de elevada intensidad (escala numérica =10) en los miembros superiores e inferiores, continua, diaria, acompañada de alteraciones tróficas, de color y de temperatura y pequeñas úlceras en las extremidades. La paciente fue sometida a una sesión semanal de lidocaína a 2% (400 mg) sin vasoconstrictor por vía venosa durante 10 semanas con alivio del dolor, del turgor, de la elasticidad de la piel y de la perfusión periférica. CONCLUSIONES: El alivio del dolor y de otros síntomas después de la administración de lidocaína por vía venosa sugiere que los anestésicos locales pueden modular la respuesta inflamatoria en varios aprendizajes de la esclerodermia. <![CDATA[<b>Clonidine as adjuvant therapy for alcohol withdrawal syndrome in intensive care unit</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A sedação de dependentes de álcool e drogas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é um desafio pela elevada incidência de tolerância às drogas sedativas e da elevada freqüência de síndromes de abstinência. O objetivo deste relato é mostrar um caso de paciente jovem admitido na UTI que desenvolveu síndrome de abstinência alcoólica e tolerância às drogas sedativas, solucionadas somente após o uso de clonidina. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 18 anos, dependente de álcool, tabaco, cocaína e maconha, vítima de acidente por arma de fogo, foi admitido na UTI no 1º dia de pós-operatório de enterectomia, após aspiração de conteúdo gástrico durante reintubação traqueal. Evolução clínica: drogas vasoativas até o 4º dia de internação e broncopneumonia bilateral com derrame pleural e necessidade de ventilação artificial até o 15º dia. O esquema de sedação inicial utilizado foi a associação de midazolam e fentanil. A partir do 4º dia, o paciente apresentou vários episódios de agitação psicomotora, mesmo com a associação de lorazepam no 6° dia. No 9° dia, o paciente recebeu as maiores doses dos fármacos, mas permanecia agitado. Optou-se pela associação de dexmedetomidina, que reduziu as doses das outras drogas em 35% e diminuiu a agitação. No 12° dia, o midazolam e a dexmedetomidina foram substituídos pela infusão de propofol, com piora do quadro. No 13° dia, foi associada clonidina ao esquema de sedação, com resolução do quadro de agitação. No 14° dia, o propofol foi suspenso, sendo mantida a infusão de fentanil e reintroduzida a infusão de midazolam, com doses respectivamente 75% e 65% menores em relação ao pico de uso destas drogas. No 15° dia, o paciente foi extubado e teve alta da UTI. CONCLUSÕES: A droga de escolha para o tratamento da síndrome de abstinência alcoólica é o benzodiazepínico. Entretanto, no presente relato, somente o uso adjuvante de clonidina conseguiu proporcionar tratamento adequado ao paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Sedation of patients with past history of alcohol and drug abuse in Intensive Care Units (ICU) is a challenge due to the high incidence of sedative drugs tolerance and withdrawal syndromes. This report aimed at describing a case of a young patient admitted to the ICU who developed alcohol withdrawal syndrome and tolerance to sedatives, resolved only after clonidine administration. CASE REPORT: Male patient, 18 years old, alcohol, tobacco, cocaine and marijuana abuser, victim of firearm accident, who was admitted to the ICU in the first post-enterectomy day, after gastric content aspiration during tracheal re-intubation. Clinical evolution was: vasoactive drugs up to the 4th day; bilateral bronchopneumonia with pleural effusion and need for artificial ventilation up to the 15th day. Initial sedation scheme was the association of midazolam and fentanyl. As from the 4th day, patient presented with several psychomotor agitation episodes, even after the association of lorazepam in the 6th day. In the 9th day, patient received the largest doses but remained agitated. Dexmedetomidine was associated, which has decreased other drug doses in 35% and has improved agitation. In the 12th day, midazolam and dexmedetomidine were replaced by propofol infusion with worsening of agitation. In the 13th day, clonidine was associated to the sedation scheme with total resolution of agitation. Propofol was withdrawn in the 14th day, fentanyl was maintained and midazolam infusion was restarted, with doses 75% and 65% lower as compared to peak doses of such drugs. Patient was extubated in the 15th day and was discharged from ICU. CONCLUSIONS: Benzodiazepines should remain the drugs of choice for the treatment of acute alcohol withdrawal syndrome. However in this report, only adjuvant clonidine was able to adequately treat the patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La sedación de dependientes de alcohol y drogas en Unidades de Terapia Intensiva (UTI) es un desafío por la elevada incidencia de tolerancia a las drogas sedativas y de la elevada frecuencia de síndromes de abstinencia. El objetivo de este relato es mostrar un caso de un paciente joven admitido en la UTI que desarrolló síndrome de abstinencia alcohólica y tolerancia a las drogas sedativas, solucionadas solamente después del uso de clonidina. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 18 años, dependiente de alcohol, tabaco, cocaína y mariguana, víctima de accidente por arma de fuego, fue admitido en la UTI en el 1º día de post-operatorio de enterectomía, después de aspiración de contenido gástrico durante reintubación traqueal. Evolución clínica: drogas vasoactivas hasta el 4º día de internación y broncopneumonia bilateral con derrame pleural y necesidad de ventilación artificial hasta el 15º día. El esquema de sedación inicial utilizado fue la asociación de midazolan y fentanil. A partir del 4º día, el paciente presentó varios episodios de agitación psicomotora, mismo con la asociación de loracepam en el 6° día. En el 9° día, el paciente recibió las mayores dosis de los fármacos, más permanecía agitado. Se optó por la asociación de dexmedetomidina, que redujo las dosis de las otras drogas en 35% y diminuyó la agitación. En el 12° día, el midazolan y la dexmedetomidina fueron substituidos por la infusión de propofol, con empeoramiento del cuadro. En el 13° día, fue asociada clonidina al esquema de sedación, con resolución del cuadro de agitación. En el 14° día, el propofol fue suspenso, siendo mantenida la infusión de fentanil y reintroducida la infusión de midazolan, con dosis respectivamente 75% y 65% menores en relación al pico de uso de estas drogas. En el 15° día, el paciente fue extubado y tuvo alta de la UTI. CONCLUSIONES: La droga escogida para el tratamiento del síndrome de abstinencia alcohólico es el benzodiazepínico. No obstante, en el presente relato, solamente el uso coadyuvante de clonidina consiguió proporcionar tratamiento adecuado al paciente. <![CDATA[<b>Influence of acute pain management service on analgesic drugs cost and consumption in the post-anesthetic recovery unit</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Sabe-se que a dor aguda pós-operatória apresenta grande influência na evolução dos pacientes cirúrgicos. Mobilização precoce, menor tempo de hospitalização, diminuição de custos e maior satisfação são resultados do adequado manuseio da dor. Observa-se uma tendência mundial ao surgimento de serviços especializados no tratamento da dor pós-operatória. O presente estudo visa descrever a influência da criação de um serviço de tratamento da dor aguda pós-operatória nos custos e no consumo de analgésicos na sala de recuperação pós-anestésica. MÉTODO: Durante os anos de 2000 e 2001 foi realizada coleta prospectiva de dados, através de sistemas informatizados especialistas da Controladoria de nossa instituição, relativos ao consumo e custo de drogas analgésicas na sala de recuperação e ao número de cirurgias realizadas. RESULTADOS: Houve um aumento do consumo e dos custos com analgésicos, assim como uma modificação no perfil de utilização dos mesmos. CONCLUSÕES: A criação do Serviço de Tratamento da Dor Aguda (STDA) em nossa instituição determinou uma mudança no perfil dos analgésicos utilizados. Houve um aumento de consumo e nos custos dessas drogas, sugerindo que os pacientes tiveram um melhor controle da dor pós-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: It is known that acute postoperative pain has a major influence on surgical patients’ recovery. Early movements, shorter hospital stay, lower costs and higher satisfaction are results of adequate pain management. There is a world trend toward specialized postoperative pain management services. This study aimed at describing the influence of an acute postoperative pain treatment service on analgesics cost and consumption in the post-anesthetic recovery unit. METHODS: Data were prospectively collected in the period 2000/2001, through computerized expert systems of the Controller Department of our institution, on analgesic drugs consumption and cost in the recovery unit and the number of surgical procedures performed during that time. RESULTS: There has been increased analgesics consumption and costs, as well as a change in their utilization profile. CONCLUSIONS: The creation of an Acute Pain Management Service (APMS) in our institution has determined a change in analgesics profile. There has been increased consumption and cost of such drugs, suggesting that patients had a better postoperative pain control.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Se sabe que el dolor agudo pos-operatorio presenta gran influencia en la evolución de los pacientes quirúrgicos. Movilización precoz, menor tiempo de hospitalización, diminución de costos y mayor satisfacción son resultados del adecuado manoseo del dolor. Se observa una tendencia mundial al surgimiento de servicios especializados en el tratamiento del dolor pos-operatorio. El actual estudio tiene por finalidad describir la influencia de la creación de un servicio de tratamiento del dolor agudo pos-operatorio en los costos y en el consumo de analgésicos en la sala de recuperación pos-anestésica. MÉTODO: Durante los años de 2000 y 2001 fue realizada colecta prospectiva de datos, a través de sistemas informatizados especialistas de la Controladoria de nuestra institución, relativos al consumo y costo de drogas analgésicas en la sala de recuperación y al número de cirugías realizadas. RESULTADOS: Hubo un aumento del consumo y de los costos con analgésicos, como también una modificación en el perfil de utilización de los mismos. CONCLUSIONES: La creación del Servicio de Tratamiento del Dolor Agudo (STDA) en nuestra institución determinó un cambio en el perfil de los analgésicos utilizados. Hubo un aumento de consumo y en los costos de esas drogas, sugiriendo que os pacientes tuvieron un control mejor del dolor pos-operatorio. <![CDATA[<b>Critical anesthetic incidents in </b><b>Uruguay</b><b> - ten years after</b>: <b>comparative study (1990-2000)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Descreve-se uma pesquisa sobre Incidentes Críticos (IC) em Anestesia. Os resultados encontrados em 2000 são comparados aos de 1990, na busca de variações de padrão de IC ao longo da década. MÉTODO: Foram utilizados 2 formulários diferentes. No primeiro (F1), constava uma lista pré-determinada de incidentes críticos para que os pesquisados apontassem com quais tinham tido algum tipo de contato para o estudo de freqüência relativa de cada incidente. No segundo (F2), solicitava-se a descrição de um incidente em particular, a critério do pesquisado. RESULTADOS: No F1 de 2000, foram assinalados 9.482 IC, em que os 13 mais freqüentes constituíram 50% de todas as ocorrências do período. Os resultados foram muito similares aos de 1990, já que dentre os mais freqüentes, 9 repetem-se em ambas as investigações. Os incidentes que alcançaram os primeiro e segundo lugares também se repetem: intubação difícil e disritmia cardíaca. Em F2 foram descritos 20% de IC com conseqüência mortal. Cinqüenta e quatro por cento das mortes deveram-se a 5 IC: parada cardíaca inesperada, tromboembolismo pulmonar, infarto agudo de miocárdio, aspiração de vômito e choque hipovolêmico. Quarenta e seis por cento dos IC foram de origem respiratória e 24% tiveram origem hemodinâmica. Destaca-se um aumento significativo de IC na recuperação e no pós-operatório imediato. A observação clínica do paciente foi responsável pela detecção de 63% dos IC. Comprova-se um aumento substancial dos IC relatados como imprevisíveis. CONCLUSÕES: Manteve-se a diversidade de incidentes críticos com diminuição dos fenômenos respiratórios. Este segue sendo o grupo mais freqüente. Há uma clara redução dos acidentes graves hipóxicos vinculados à intubação esofágica e óxido nitroso como gás único. Manteve-se a gravidade dos incidências hemodinâmicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: A survey of Critical Incidents (CI) in Anesthesia is described. Year 2000 results are compared to those obtained in 1990 in search for CI pattern changes throughout this decade. METHODS: Two different forms were used: the first, F1, was a list of predetermined CI to determine the relative frequency of each incident. The second, F2, requested the description of a specific incident chosen by the respondent. RESULTS: In F1 forms, 9482 CI were recorded and the 13 most frequent CI accounted for 50% of events. Results were very similar to those found in 1990, since among the most frequent, 9 CI were repeated in both surveys. First and second most common incidents were also repeated: difficult intubation and arrhythmias. In form F2, 20% of CI had fatal consequences. Five CI accounted for 54% of deaths were due to 5 CI: unexpected cardiac arrest, pulmonary thromboembolism, acute myocardial infarction, vomiting aspiration and hypovolemic shock. Respiratory incidents accounted for 46% of CI, and 24% were due to hemodynamic causes. It is to be noted a significant CI increase during recovery and in the immediate postoperative period. Patients’ clinical observation accounted for 63% CI detection. A substantial increase in unpredictable events has been identified. CONCLUSIONS: CI diversity was maintained with decreased respiratory events, although these are still the most frequent. There is a sharp decrease in severe hypoxia accidents related to esophageal intubation and nitrous oxide as single gas. Hemodynamic incidents severity was maintained.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Se describe la investigación sobre Incidentes Criticos en anestesia. Se compararon los resultados actuales con los de 1990, buscando cambios en el patrón de IC a lo largo de esta década. MÉTODO: Se utilizaron 2 formulários distintos: El primero (F1) constaba de un listado predeterminado de IC para el estudio de la frecuencia relativa de cada incidente, y el segundo (F2) pedía la descripción de un incidente en particular, a elección del encuestado. RESULTADOS: En el F1 se señalaron 9482 IC, los 13 IC más frecuentes dan cuenta del 50 % de todos los ocurridos en el período. Los resultados son muy similares a los de 1990, ya que entre los más frecuentes, 9 de ellos se repiten en ambas encuestas, y tanto el primero como el segundo lugar también se repiten: Intubación dificultosa y disritmias. En el F2 se describieron un 20 % de IC con consecuencia mortal. El 54% de las muertes se debieron a 5 IC: paro cardíaco inopinado, tromboembolismo pulmonar, infarto agudo de miocardio, aspiración de vómito, y shock hipovolémico. El 46% de los IC fueron de origen respiratorio y el 24% hemodinámicos. Se destaca un incremento significativo de IC en el despertar y postoperatorio inmediato. En el 63% de los casos la detección del IC se debió a la observación clínica del paciente. Se comprueba un incremento sustancial de los IC relatados como imprevisibles. CONCLUSIONES: se mantiene la diversidad de IC con disminución de los fenómenos respiratorios. Este igualmente sigue siendo el grupo más frecuente. Hay una clara reducción de los accidentes graves hipóxicos vinculados a Intubación esofágica y Protóxido como gas único, y se mantiene la gravedad de los incidentes hemodinámicos. <![CDATA[<b>Visceral hyperalgesia and chronic abdominal pain</b>: <b>diagnostic and therapeutic approach</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor abdominal crônica é uma das razões mais freqüentes para consulta médica. Não existe, entretanto, um protocolo bem estabelecido para a abordagem diagnóstica e, na maioria das vezes, essa investigação se torna uma prática médica onerosa e invasiva. A finalidade desta revisão é tentar esclarecer a fisiopatologia da dor visceral e estabelecer metas diagnósticas e terapêuticas, para portadores desta morbidade, baseada em critérios específicos. CONTEÚDO: A dor abdominal crônica inespecífica ou funcional representa uma interação complexa entre distúrbio de motilidade, hipersensibilidade visceral e respostas neuroendócrina e psicossocial inadequadas. Mecanismos periféricos e centrais de nocicepção parecem estar envolvidos na hiperalgesia visceral. A abordagem diagnóstica requer uma avaliação minuciosa da história e exame clínico, levando em consideração os critérios de Roma II. Baseado nos mecanismos fisiopatológicos conhecidos, ou supostos, novas drogas vêm sendo pesquisadas, e algumas utilizadas mais recentemente, como os agonistas dos receptores 5-HT4 e bloqueadores dos canais de sódio, para o controle da dor abdominal. CONCLUSÕES: Os mecanismos fisiopatológicos da dor abdominal crônica, ainda não estão esclarecidos. A abordagem terapêutica e diagnóstica requer o conhecimento de tais mecanismos, bem como dos critérios de Roma II. Por outro lado, uma boa relação médico-paciente e a atuação de equipe intermultidisciplinar parecem fundamentais para melhorar a resposta ao tratamento instituído e a qualidade de vida do paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Chronic abdominal pain is one of the most frequent reasons for medical consultation. There is, however, no well-established protocol for its diagnostic approach and, most of the times, investigation becomes an expensive and invasive medical practice. This review aimed at explaining visceral pain pathophysiology and establishing diagnostic and therapeutic goals for these patients, based on specific criteria. CONTENTS: Chronic nonspecific or functional abdominal pain is a complex interaction among impaired motility, visceral hypersensitivity and inadequate neuroendocrine and psychosocial responses. Peripheral and central nociception mechanisms seem to be involved in visceral hyperalgesia. Diagnosis requires detailed history and clinical evaluation, taking into consideration Rome II criteria. Based on known or assumed pathophysiological mechanisms, new drugs have been researched, and some have been more recently used to control abdominal pain, such as 5-HT4 receptor agonists and sodium channel blockers. CONCLUSIONS: Chronic pathophysiological abdominal pain mechanisms are still not well understood. Therapy and diagnosis require the understanding of such mechanisms, as well as of Rome II criteria. On the other hand, good patient-physician relationship and multidisciplinary team’s performance seem to be critical in improving treatment response and patients’ quality of life.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor abdominal crónico es una de las razones más frecuentes para una consulta médica. No existe, entretanto, un protocolo bien establecido para el abordaje diagnóstico y, en la mayoría de las veces, esa investigación se hace una práctica médica onerosa e invasiva. La finalidad de esta revisión es tentar esclarecer la fisiopatología del dolor visceral y establecer metas diagnósticas y terapéuticas, para portadores de esta morbididad, fundamentada en criterios específicos. CONTENIDO: El dolor abdominal crónico inespecífico o funcional representa una interacción compleja entre disturbio de motilidad, hipersensibilidad visceral y respuestas neuroendócrina y psicosocial inadecuadas. Mecanismos periféricos y centrales de nocicepción parecen estar envueltos en la hiperalgesia visceral. El abordaje diagnóstico requiere una evaluación minuciosa de la historia y examen clínico, llevando en consideración los criterios de Roma II. Fundamentado en los mecanismos fisiopatológicos conocidos, o supuestos, nuevas drogas vienen siendo pesquisadas, y algunas utilizadas más recientemente, como los agonistas de los receptores 5-HT4 y bloqueadores de los canales de sodio, para el control del dolor abdominal. CONCLUSIONES: Los mecanismos fisiopatológicos del dolor abdominal crónico, aún no están esclarecidos. El abordaje terapéutico y diagnóstico requiere el conocimiento de tales mecanismos, así como de los criterios de Roma II. Por otro lado, una buena relación médico-paciente y la actuación de grupo intermultidiciplinar parecem fundamentais para mejorar la respuesta al tratamiento instituido y la calidad de vida del paciente. <![CDATA[<b>Artificial cardiac pacemaker</b>: <b>pre and intraoperative considerations</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O avanço tecnológico da propedêutica médica diagnóstica em cardiologia difundiu grandemente a indicação de marcapasso (MP) cardíaco artificial, definitivo ou temporário. Isso fez com que outros especialistas, além dos cardiologistas, se envolvessem ainda mais no manuseio desses aparelhos. Quando pacientes portadores de MP se apresentam para cirurgia, a participação do anestesiologista pode ser decisiva para o sucesso do procedimento. O objetivo da presente revisão é familiarizar o anestesiologista com as principais indicações clínicas e com o funcionamento desses dispositivos, além dos cuidados pré e per-operatório que se deve ter. CONTEÚDO: Foram tratadas a classificação, funcionamento e as principais indicações clínicas para o implante de MP. Da mesma forma, procurou-se elucidar os principais cuidados pré e per-operatórios relativos ao uso de MP para lograr êxito no procedimento indicado. CONCLUSÕES: O principais conhecimentos sobre o funcionamento do MP e suas indicações clínicas devem fazer parte da prática diária do anestesiologista. Assim, o manuseio e a indicação do MP temporário amplia a atuação desses especialistas, além do que pode salvar vidas, inclusive em situações emergenciais dentro do centro cirúrgico. O uso de eletrocautério deveria ser evitado em portadores de MP.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Technological medical diagnosis advances in cardiology have markedly increased indications for temporary or permanent artificial cardiac pacemakers (PM). This means that, in addition to cardiologists, other specialists have become involved in the handling of these devices. When PM patients undergo surgery, anesthesiologists’ participation may be decisive for the success of the procedure. This review aimed at familiarizing anesthesiologists with major clinical indications and operation of these devices, as well as with PM-related pre and intraoperative cares. CONTENTS: Classification, operation, and major clinical indications for PM implants are covered. In addition, primary PM-related pre and intraoperative cares required for success are explained. CONCLUSIONS: Basic understanding of PM operation and indications should be part of anesthesiologists’ daily practice. Hence, handling and indication of temporary PM broadens these specialists’ scope, in addition to saving lives in emergency situations. Electric cautery should be avoided in artificial cardiac pacemaker patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El progreso tecnológico de la propedéutica médica diagnóstica en cardiología difundió grandemente la indicación de marcapaso (MP) cardíaco artificial, definitivo o temporario. Esto hizo con que otros especialistas, además de los cardiologistas, se envolvieran todavía más en el manoseo de eses aparatos. Cuando pacientes portadores de MP se presentan para cirugía, la participación del anestesista puede ser decisiva para el suceso del procedimiento. El objetivo de la actual revisión es familiarizar al anestesista con las principales indicaciones clínicas y con el funcionamiento de eses dispositivos, además de los cuidados pre y per-operatorios que se debe tener. CONTENIDO: Fueron tratadas la clasificación, funcionamiento y las principales indicaciones clínicas para la implantación de MP. De la misma forma, se pretendió elucidar los principales cuidados pre y per-operatorios relativos al uso de MP para lograr éxito en el procedimiento indicado. CONCLUSIONES: Los principales conocimientos sobre el funcionamiento del MP y sus indicaciones clínicas deben hacer parte de la práctica diaria del anestesista. De esa forma, el manoseo y la indicación del MP temporario amplia la actuación de eses especialistas, además de que puede salvar vidas, inclusive en situaciones de emergencia dentro del centro quirúrgico. El uso de eletrocauterio debería ser evitado en portadores de MP. <![CDATA[<b>João Batista Pereira</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942003000600016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O avanço tecnológico da propedêutica médica diagnóstica em cardiologia difundiu grandemente a indicação de marcapasso (MP) cardíaco artificial, definitivo ou temporário. Isso fez com que outros especialistas, além dos cardiologistas, se envolvessem ainda mais no manuseio desses aparelhos. Quando pacientes portadores de MP se apresentam para cirurgia, a participação do anestesiologista pode ser decisiva para o sucesso do procedimento. O objetivo da presente revisão é familiarizar o anestesiologista com as principais indicações clínicas e com o funcionamento desses dispositivos, além dos cuidados pré e per-operatório que se deve ter. CONTEÚDO: Foram tratadas a classificação, funcionamento e as principais indicações clínicas para o implante de MP. Da mesma forma, procurou-se elucidar os principais cuidados pré e per-operatórios relativos ao uso de MP para lograr êxito no procedimento indicado. CONCLUSÕES: O principais conhecimentos sobre o funcionamento do MP e suas indicações clínicas devem fazer parte da prática diária do anestesiologista. Assim, o manuseio e a indicação do MP temporário amplia a atuação desses especialistas, além do que pode salvar vidas, inclusive em situações emergenciais dentro do centro cirúrgico. O uso de eletrocautério deveria ser evitado em portadores de MP.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Technological medical diagnosis advances in cardiology have markedly increased indications for temporary or permanent artificial cardiac pacemakers (PM). This means that, in addition to cardiologists, other specialists have become involved in the handling of these devices. When PM patients undergo surgery, anesthesiologists’ participation may be decisive for the success of the procedure. This review aimed at familiarizing anesthesiologists with major clinical indications and operation of these devices, as well as with PM-related pre and intraoperative cares. CONTENTS: Classification, operation, and major clinical indications for PM implants are covered. In addition, primary PM-related pre and intraoperative cares required for success are explained. CONCLUSIONS: Basic understanding of PM operation and indications should be part of anesthesiologists’ daily practice. Hence, handling and indication of temporary PM broadens these specialists’ scope, in addition to saving lives in emergency situations. Electric cautery should be avoided in artificial cardiac pacemaker patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El progreso tecnológico de la propedéutica médica diagnóstica en cardiología difundió grandemente la indicación de marcapaso (MP) cardíaco artificial, definitivo o temporario. Esto hizo con que otros especialistas, además de los cardiologistas, se envolvieran todavía más en el manoseo de eses aparatos. Cuando pacientes portadores de MP se presentan para cirugía, la participación del anestesista puede ser decisiva para el suceso del procedimiento. El objetivo de la actual revisión es familiarizar al anestesista con las principales indicaciones clínicas y con el funcionamiento de eses dispositivos, además de los cuidados pre y per-operatorios que se debe tener. CONTENIDO: Fueron tratadas la clasificación, funcionamiento y las principales indicaciones clínicas para la implantación de MP. De la misma forma, se pretendió elucidar los principales cuidados pre y per-operatorios relativos al uso de MP para lograr éxito en el procedimiento indicado. CONCLUSIONES: Los principales conocimientos sobre el funcionamiento del MP y sus indicaciones clínicas deben hacer parte de la práctica diaria del anestesista. De esa forma, el manoseo y la indicación del MP temporario amplia la actuación de eses especialistas, además de que puede salvar vidas, inclusive en situaciones de emergencia dentro del centro quirúrgico. El uso de eletrocauterio debería ser evitado en portadores de MP.