Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420040003&lang=en vol. 54 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>International projection of brazilian anesthesiology</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Entropy</b>: <b>a new method of measuring depth of anesthesia. Comparative study with bispectral index during clinical evaluation in tracheal intubation of patients anesthetized with sevoflurane</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Entropia espectral, um novo método de análise do EEG, baseado na quantificação do caos do EEG, foi desenvolvido para monitorização da profundidade anestésica. Ele separa a monitorização em dois tipos de análise: entropia de estado (SE), que inclui sinais de baixa freqüência (< 32 Hz) e entropia de resposta (RE), que inclui sinais com freqüência até 47 Hz. O objetivo deste estudo foi comparar os valores de entropia com os do BIS e respostas sub-corticais à intubação orotraqueal, em pacientes submetidos à anestesia geral com sevoflurano. MÉTODO: Participaram do estudo 36 pacientes com idades entre 20 e 44 anos, ASA I, distribuídos em quatro grupos de nove, submetidos à intubação orotraqueal (IOT). Em todos os grupos, a anestesia foi induzida com sevoflurano, associado ou não ao fentanil, de acordo com o seguinte: (G1 = sevoflurano e 2,5 µg.kg-1 de fentanil; G2 = sevoflurano e 5 µg.kg-1 de fentanil; G3 = sevoflurano e 7,5 µg.kg-1 de fentanil e G4 = sevoflurano e solução fisiológica). Foram avaliados os seguintes parâmetros: PAS, PAD, FC, BIS, SE, RE, concentração expirada do sevoflurano (CE) e resposta motora à IOT em três momentos: M1 = imediatamente antes da indução; M2 = imediatamente antes da intubação traqueal e M3 = um minuto após a intubação traqueal. RESULTADOS: Os valores de BIS e SE variaram de maneira linear em todos os grupos, com diferenças significativas entre M2 e M3 nos grupos G1 e G4, tendo ambos (BIS e SE) apresentado valores acima dos limítrofes entre consciência e inconsciência no momento M3 do G4. Em relação ao RE, apenas o G3 não mostrou variações estatisticamente significativas entre os momentos M2 e M3. As variações hemodinâmicas não ultrapassaram valores clinicamente significativos, exceto elevações da FC no G4 entre os momentos M1 e M3 (p < 0,05%). No G1, 66% dos pacientes reagiram as manobras de IOT e 100% no grupo G4. CONCLUSÕES: Este estudo indica que o sevoflurano isoladamente, associado a 2,5 µg.kg-1 ou 5 µg.kg-1 de fentanil, não bloqueia efetivamente as respostas dos componentes cortical e sub-cortical do SNC, sendo a dose de 7,5 µg.kg-1 a melhor associação ao sevoflurano para controle destes componentes anestésicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spectral entropy, a new EEG analysis method based on the quantification of EEG chaos, was developed to monitor anesthetic depth. The spectral entropy involves two distinct types of analysis: state entropy (SE), which includes low frequency signals (< 32 Hz), and response entropy (RE), which includes signals up to 47 Hz. This study aimed at comparing entropy-derived values to BIS-derived values and sub-cortical (autonomic and somatic) responses recorded during tracheal intubation in patients submitted to general anesthesia with sevoflurane. METHODS: Participated in this study 36 patients ASA I, aged 20 to 44 years, assigned to four groups (G1-G4) of nine patients submitted to tracheal intubation (TI). In all groups anesthesia was induced with sevoflurane, associated or not to fentanyl, according to the following regimens: G1 = sevoflurane plus 2.5 µg.kg-1 fentanyl; G2 = sevoflurane plus 5 µg.kg-1 fentanyl; G3 = sevoflurane plus 7.5 µg.kg-1 fentanyl; and G4 = sevoflurane plus saline solution. The following parameters were monitored: SBP, DBP, HR, BIS, SE, RE, sevoflurane expired concentration (EC) and motor response to TI at three moments: M1 = immediately before induction; M2 = immediately before tracheal intubation and M3 = one minute after tracheal intubation. RESULTS: BIS and SE values have linearly varied in all groups, with significant differences between M2 and M3 for Groups 1 and 4. At M3, BIS and SE values in G4 were above those for the threshold between consciousness and unconsciousness. Hemodynamic changes were not clinically significant, with the exception of HR increase between M1 and M3 for G4 (p < 0.05%). In G1, 66% of patients have reacted to TI maneuvers as compared to 100% in G4. CONCLUSIONS: Our findings suggest that sevoflurane alone or in association with 2.5 µg.kg-1 or 5 µg.kg-1 fentanyl does not effectively block CNS cortical and subcortical components responses during tracheal intubation, being sevoflurane plus 7.5 µg.kg-1 fentanyl the best association to control anesthetic components.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Entropía espectral, un novo método de análisis del EEG, fundamentado en la cuantificación del caos del EEG, fue desarrollado para monitorización de la profundidad anestésica. Él separa la monitorización en dos tipos de análisis: entropía de estado (SE), que incluye señales de baja frecuencia (< 32 Hz) y entropía de respuesta (RE), que incluye señales con frecuencia hasta 47 Hz. El objetivo de este estudio fue comparar los valores de entropía con los del BIS y respuestas sub-corticales a entubación orotraqueal, en pacientes sometidas a la anestesia general con sevoflurano. MÉTODO: Participaron del estudio 36 pacientes con edades entre 20 y 44 anos, ASA I, distribuidos en cuatro grupos de nueve, sometidos a la entubación orotraqueal (IOT). En todos los grupos, la anestesia fue inducida con sevoflurano, asociado o no al fentanil, de acuerdo con lo siguiente: (G1 = sevoflurano y 2,5 µg.kg-1 de fentanil; G2 = sevoflurano y 5 µg.kg-1 de fentanil; G3 = sevoflurano y 7,5 µg.kg-1 de fentanil y G4 = sevoflurano y solución fisiológica). Fueron evaluados los siguientes parámetros: PAS, PAD, FC, BIS, SE, RE, concentración expirada del sevoflurano (CE) y respuesta motora a la IOT en tres momentos: M1 = inmediatamente antes de la inducción; M2 = inmediatamente antes de la entubación traqueal y M3 = un minuto después a entubación traqueal. RESULTADOS: Los valores de BIS y SE variaron de manera linear en todos los grupos, con diferencias significativas entre M2 y M3 en los grupos G1 y G4, teniendo ambos (BIS y SE) presentando valores arriba de los limítrofes entre consciencia e inconsciencia en el momento M3 del G4. En relación al RE, apenas el G3 no mostró variaciones estadísticamente significativas entre los momentos M2 y M3. Las variaciones hemodinámicas no ultrapasaron valores clínicamente significativos, excepto elevaciones de la FC en el G4 entre los momentos M1 y M3 (p < 0,05%). En el G1, 66% de los pacientes reaccionaron a las maniobras de IOT y 100% en el grupo G4. CONCLUSIONES: Este estudio indica que el sevoflurano aisladamente, asociado a 2,5 µg.kg-1 o 5 µg.kg-1 de fentanil, no bloquea efectivamente las respuestas de los componentes cortical y sub-cortical del SNC, siendo la dosis de 7,5 µg.kg-1 la mejor asociación al sevoflurano para control de estos componentes anestésicos. <![CDATA[<b>Relationship between dexmedetomidine continuous infusion and end-tidal sevoflurane concentration, monitored by bispectral analysis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A associação de agentes venosos à anestesia geral inalatória proporciona melhor qualidade de analgesia e hipnose. A dexmedetomidina é um agonista específico alfa2-adrenérgico com estas características e reconhecida por proporcionar estabilidade hemodinâmica. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da infusão contínua de dexmedetomidina na fração expirada de sevoflurano (FEsevo) em anestesia geral, monitorizada pela análise bispectral do EEG (BIS). MÉTODO: Estudou-se, de modo prospectivo, 24 pacientes adultos, de ambos os sexos, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgias eletivas sob anestesia geral, monitorizados com ECG, PANI, SpO2, P ET CO2, FEsevo e BIS. Procedeu-se a indução venosa com alfentanil (30 µg.kg-1), tiopental (5 mg.kg-1) e vecurônio (0,1 mg.kg-1) e intubação traqueal. Iniciaram-se a administração de sevoflurano (manutenção do BIS entre 40 e 60), a ventilação controlada com volume corrente de 10 ml.kg-1 e a manutenção da P ET CO2 entre 35 e 45 mmHg. Na fase de manutenção da anestesia, após 60 minutos da indução anestésica (M60), foi iniciada a infusão contínua de dexmedetomidina em 2 fases: infusão inicial (1 µg.kg-1) em 20 minutos; e, infusão de manutenção (0,5 µg.kg-1.h-1). A concentração de sevoflurano foi ajustada para manter o valor de BIS entre 40 e 60. As variáveis de PA, FC, FEsevo, SpO2, P ET CO2 e BIS foram avaliadas nos momentos pré-indução (M-15), M15, M45, M75, M105 e M120. RESULTADOS: A associação da dexmedetomidina à anestesia geral com sevoflurano proporcionou redução significativa (p < 0,05) da FEsevo de M45 (1,604 ± 0,485) a M105 (1,073 ± 0,457) e de M45 (1,604 ± 0,485) a M120 (1,159 ± 0,475). As variáveis hemodinâmicas analisadas apresentaram diferenças estatisticamente significantes com p < 0,05, mas sem repercussões clínicas. CONCLUSÕES: A associação de dexmedetomidina em infusão contínua (0,5 µg.kg-1.h-1) à anestesia geral inalatória com sevoflurano, proporcionou redução da fração expiratória de sevoflurano, com estabilidade hemodinâmica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: General inhalational anesthesia associated with intravenous agents provides analgesia and hypnosis of better quality. Dexmedetomidine is a specific a2-adrenergic agonist with these characteristics and is known by providing hemodynamic stability. This study aimed at evaluating the effects of dexmedetomidine continuous infusion on end-tidal sevoflurane concentration (ETsevo) in general anesthesia, monitored by EEG spectral index (BIS). METHODS: Participated in this prospective study 24 adult patients of both genders, physical status ASA I and II submitted to elective surgery under general anesthesia and monitored by ECG, BP, SpO2, P ET CO2, ETsevo and BIS. Intravenous anesthesia was induced with alfentanil (30 µg.kg-1), thiopental (5 mg.kg-1) and vecuronium (0.1 mg.kg-1), followed by tracheal intubation. Then, sevoflurane (to maintain BIS between 40 and 60), controlled ventilation with tidal volume of 10 mL.kg-1 and P ET CO2 between 35 and 45 mmHg were started. During maintenance, 60 minutes after anesthetic induction (T60), continuous dexmedetomidine infusion was started in 2 phases: initial infusion (1 µg.kg-1) in 20 minutes; and maintenance infusion (0.5 µg.kg-1.h-1). Sevoflurane concentration was adjusted to maintain BIS between 40 and 60. BP, HR, ETsevo, SpO2, P ET CO2 and BIS were evaluated in the following moments before anesthetic induction (M-15), M15, M45, M75, M105 and M120. RESULTS: The association of dexmedetomidine to general anesthesia with sevoflurane provided statistically significant ETsevo decrease (p < 0.05) from M45 (1.604 ± 0.485) to M105 (1.073 ± 0.457), and from M45 (1.604 ± 0.485) to M120 (1.159 ± 0.475). Hemodynamic parameters have shown statistically significant differences (p < 0.05), however without clinical repercussions. CONCLUSIONS: The association of dexmedetomidine continuous infusion (0,5 µg.kg-1.h-1) to inhalational anesthesia with sevoflurane provided end-tidal sevoflurane concentration decrease while maintaining hemodynamic stability.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La asociación de agentes venosos a la anestesia general inhalatoria proporciona mejor cualidad de analgesia e hipnosis. La dexmedetomidina es un agonista específico alfa2-adrenérgico con estas características y reconocida por proporcionar estabilidad hemodinámica. El objetivo del estudio fue evaluar el efecto de la infusión continua de dexmedetomidina en la fracción expirada de sevoflurano (FEsevo) en anestesia general, monitorizada por el análisis bispectral del EEG (BIS). MÉTODO: Se estudió, de modo prospectivo, 24 pacientes adultos, de ambos sexos, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugías electivas sobre anestesia general, monitorizados con ECG, PANI, SpO2, P ET CO2, FEsevo y BIS. Se procedió a la inducción venosa con alfentanil (30 µg.kg-1), tiopental (5 mg.kg-1) y vecuronio (0,1 mg.kg-1) e intubación traqueal. Se iniciaron la administración de sevoflurano (manutención del BIS entre 40 y 60), la ventilación controlada con volumen corriente de 10 ml.kg-1 y la manutención de la P ET CO2 entre 35 y 45 mmHg. En la fase de manutención de la anestesia, después de 60 minutos de la inducción anestésica (M60), fue iniciada la infusión continua de dexmedetomidina en 2 fases: infusión inicial (1 µg.kg-1) en 20 minutos; e, infusión de manutención (0,5 µg.kg-1.h-1). La concentración de sevoflurano fue ajustada para mantener el valor de BIS entre 40 y 60. Las variables de PA, FC, FEsevo, SpO2, P ET CO2 y BIS fueron evaluadas en los tiempos pré-indución (M-15), M15, M45, M75, M105 y M120. RESULTADOS: La asociación de la dexmedetomidina a la anestesia general con sevoflurano proporciono reducción significativa (p < 0,05) de la FEsevo de M45 (1,604 ± 0,485) a M105 (1,073 ± 0,457) y de M45 (1,604 ± 0,485) a M120 (1,159 ± 0,475). Las variables hemodinámicas analizadas presentaron diferencias estadísticamente significantes con p < 0,05, mas sin repercusiones clínicas. CONCLUSIONES: La asociación de dexmedetomidina en infusión continua (0,5 µg.kg-1.h-1) a la anestesia general inhalatoria con sevoflurano proporcionó reducción de la fracción expiratoria de sevoflurano, con estabilidad hemodinámica. <![CDATA[<b>Effect of atracurium on pancuronium-induced neuromuscular block recovery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Freqüentemente em cirurgias abdominais, na fase de fechamento da parede, há necessidade de doses adicionais de bloqueador neuromuscular. O objetivo deste estudo foi analisar, na vigência de recuperação parcial do bloqueio neuromuscular induzido pelo pancurônio, o efeito da administração de dose complementar de atracúrio sobre a recuperação espontânea do bloqueio neuromuscular. MÉTODO: Foram estudados 30 pacientes, divididos em dois grupos, 14 pacientes formaram o grupo pancurônio e 16 pacientes, o grupo atracúrio. A função neuromuscular foi monitorizada de forma contínua por acelerometria do músculo adutor do polegar, utilizando a seqüência de quatro estímulos (SQE), através da estimulação supramáxima do nervo ulnar. A indução da anestesia foi feita com propofol, fentanil, pancurônio 0,08 mg.kg-1 e a manutenção com N2O 60% em oxigênio e isoflurano na concentração expirada de 0,5%. Quando a primeira contração da seqüência de quatro estímulos (T1) recuperou 25%, o grupo pancurônio recebeu pancurônio 0,025 mg.kg-1 e o grupo atracúrio, 0,20 mg.kg-1 de atracúrio. Após a dose complementar foram anotados os tempos para recuperação espontânea de T1 igual a 10%, 25%, 75%, do índice de recuperação (IR25-75%) e da relação T4/T1 igual a 0,8. RESULTADOS: Os tempos de recuperação espontânea após dose complementar de pancurônio ou atracúrio não diferiram quando avaliados pela recuperação de T1 em 10% (45,00 ± 15,50 vs 49,69 ± 9,41), 25% (61,64 ± 18,58 vs 64,25 ± 12,51) e 75% (94,00 ± 28,52 vs 84,69 ± 16,50). O IR25-75% (32,36 ± 13,76 vs 20,44 ± 9,24) e o tempo de recuperação da relação T4/T1 = 0,8 (176,86 ± 29,57 vs 141,50 ± 29,57) foram menores no grupo do atracúrio. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a complementação com atracúrio não promoveu alteração na recuperação espontânea inicial do bloqueio neuromuscular induzido pelo pancurônio e promoveu diminuição de 20% no tempo de recuperação total.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Additional neuromuscular blocker doses are in general needed during wall closing after abdominal surgeries. This study aimed at determining during partial pancuronium-induced neuromuscular block recovery, the effect of additional atracurium dose on spontaneous neuromuscular block recovery. METHODS: Participated in this study 30 patients divided in two groups: pancuronium group (n = 14) and atracurium group (n = 16). Neuromuscular function was continuously monitored by accelerometry of abductor pollicis muscle using TOF to supramaximally stimulate ulnar nerve. Anesthesia was induced with propofol, fentanyl and 0.08 mg.kg-1 pancuronium, and was maintained with 60% N2O in oxygen and 0.5% isoflurane expired concentration. When T1 returned to 25% of control, 0.025 mg.kg-1 pancuronium or 0.20 mg.kg-1 atracurium were administered to pancuronium or atracurium group, respectively. Time for spontaneous T1 recovery = 10%, 25%, 75% of recovery index (RI 25-75%) and time to T4/T1 equal 0.8 after complementary dose, were recorded. RESULTS: There were no differences between groups on T1 spontaneous recovery to 10% (45.00 ± 15.50 vs. 49.69 ± 9.41), 25% (61.64 ± 18.58 vs. 64.25 ± 12.51) and 75% (94.00 ± 28.52 vs. 84.69 ± 16.50). Recovery index (RI 25-75%) and time to T4/T1= 0.8 were shorter in the atracurium group. CONCLUSIONS: In this study, atracurium complementation has made no difference in initial spontaneous recovery of pancuronium-induced neuromuscular block, but has decreased total recovery time in 20%.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Frecuentemente en cirugías abdominales, en la fase de cerramiento de la pared, hay necesidad de dosis adicionales de bloqueador neuromuscular. El objetivo de este estudio fue analizar, en la vigencia de recuperación parcial del bloqueo neuromuscular inducido por el pancuronio, el efecto de la administración de dosis complementares de atracúrio sobre la recuperación espontanea del bloqueo neuromuscular. MÉTODO: Fueron estudiados 30 pacientes, divididos en dos grupos, 14 pacientes formaron el grupo pancuronio y 16 pacientes, el grupo atracúrio. La función neuromuscular fue monitorizada de forma continua por acelerometria del músculo aductor del pulgar, utilizando la secuencia de cuatro estímulos (SQE), a través de la estimulación supramáxima del nervio ulnar. La inducción de la anestesia fue hecha con propofol, fentanil, pancuronio 0,08 mg.kg-1 y la manutención con N2O 60% en oxígeno e isoflurano en la concentración expirada de 0,5%. Cuando la primera contracción de la secuencia de cuatro estímulos (T1) recuperó 25%, el grupo pancuronio recibió pancuronio 0,025 mg.kg-1 y el grupo atracúrio, 0,20 mg.kg-1 de atracúrio. Después de la dosis complementar fueron anotados los tiempos para recuperación espontanea de T1 igual a 10%, 25%, 75%, del índice de recuperación (IR25-75%) y de la relación T4/T1 igual a 0,8. RESULTADOS: Los tiempos de recuperación espontanea después de la dosis complementar de pancuronio o atracúrio no divergieron cuando evaluados por la recuperación de T1 en 10% (45,00 ± 15,50 vs 49,69 ± 9,41), 25% (61,64 ± 18,58 vs 64,25 ± 12,51) y 75% (94,00 ± 28,52 vs 84,69 ± 16,50). El IR25-75% (32,36 ± 13,76 vs 20,44 ± 9,24) y el tiempo de recuperación de la relación T4/T1 = 0,8 (176,86 ± 29,57 vs 141,50 ± 29,57) fueron mayores en el grupo en que la complementación fue realizada con pancuronio. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio, la complementación con atracúrio no promovió alteración en la recuperación espontanea inicial del bloqueo neuromuscular inducido por el pancuronio y promovió diminución de 20% en el tiempo de recuperación total. <![CDATA[<b>Continuous and bolus thermodilution cardiac output measurement during off-pump coronary artery bypass surgery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia de revascularização miocárdica sem o uso de circulação extracorpórea (CEC) relaciona-se a importantes alterações hemodinâmicas bruscas, que podem não ser prontamente detectadas pela medida contínua de débito cardíaco. Este estudo compara resultados obtidos pela medida do índice cardíaco com o cateter de artéria pulmonar com filamento térmico (Baxter Edwards Critical Care, Irvine, CA) com o método padrão por termodiluição com solução, durante a anastomose coronariana distal. MÉTODO: Dez pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica sem CEC foram monitorizados com o cateter de artéria pulmonar com filamento térmico. As medidas de índice cardíaco foram obtidas em quatro momentos: no início da anestesia, enquanto o tórax ainda estava fechado (M1), após a esternotomia (M2), após a estabilização do coração com o aparelho octopus (M3) e ao final da anastomose coronariana distal (M4). RESULTADOS: Houve diminuição significativa (p < 0,05) do índice cardíaco durante a anastomose coronariana, detectada pela medida com termodiluição com bolus de solução. O índice cardíaco variou de 2,8 ± 0,7 para 2,3 ± 0,8 l.min.m-2 no início da anastomose e 2,5 ± 0,8 l.min.m-2 ao final da mesma. Essa variação não foi detectada pela medida contínua (de 3 ± 0,6 para 3,2 ± 0,5 e 3,1 ± 0,6 l.min.m-2 durante a anastomose coronariana). CONCLUSÕES: A medida de débito cardíaco contínuo utilizando o cateter de artéria pulmonar com filamento térmico apresentou atraso na detecção das alterações hemodinâmicas agudas relacionadas à mudança do posicionamento do coração na cirurgia de revascularização miocárdica sem CEC.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Off-pump CABG surgery is related to major and abrupt hemodynamic changes that may not be immediately detected by continuous cardiac output measurement (CCO). This study aimed at comparing results of cardiac index measurement with pulmonary artery catheter (PAC) with thermal filament (Baxter Edwards Critical Care, Irvine, CA) versus standard bolus thermodilution method during distal coronary anastomosis. METHODS: Participated in this study 10 patients undergoing off-pump CABG who were monitored with PAC with thermal filament. Measurements of cardiac index were obtained in four moments: at anesthetic induction with the chest still closed (M1), after sternotomy (M2), after heart stabilization with the octopus device (M3) and at distal anastomosis completion (M4). RESULTS: There has been significant cardiac index decrease (p < 0.05) during coronary anastomosis, detected when measurements were taken with bolus thermodilution method. Cardiac index has varied 2.8 ± 0.7 to 2.3 ± 0.8 L.min.m-2 in the beginning and 2.5 ± 0.8 L.min.m-2 at the end of anastomosis. This variation was not detected by the continuous method (from 3 ± 0.6 to 3.2 ± 0.5 to 3.1 ± 0.6 L.min.m-2 during anastomosis). CONCLUSIONS: CCO measurement with PAC was late in detecting acute hemodynamic changes due to changes in heart position during off-pump CABG.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cirugía de revascularización miocárdica sin uso de circulación extracorpórea (CEC) se relaciona a importantes alteraciones hemodinámicas bruscas que pueden no ser prontamente detectadas por la medida continua de débito cardíaco. Este estudio compara resultados obtenidos por la medida del índice cardíaco con el catéter de arteria pulmonar con filamento térmico (Baxter Edwards Critical Care, Irvine, CA) con el método patrón por termodilución con solución, durante la anastomosis coronariana distal. MÉTODO: Diez pacientes sometidos a la cirugía de revascularización miocárdica sin CEC fueron monitorizados con el catéter de arteria pulmonar con filamento térmico. Las medidas de índice cardíaco fueron obtenidas en cuatro momentos: al inicio de la anestesia, en cuanto el tórax aun estaba cerrado (M1), después de la esternotomia (M2), después de la estabilización del corazón con el aparato octopus (M3) y al final de la anastomosis coronariana distal (M4). RESULTADOS: Hubo disminución significativa (p < 0,05) del índice cardíaco durante la anastomosis coronariana, detectada por la medida con termodilución con bolus de solución. El índice cardíaco varió de 2,8 ± 0,7 para 2,3 ± 0,8 L.min.m-2 en el inicio de la anastomosis y 2,5 ± 0,8 L.min.m-2 al final de la misma. Esa variación no fue detectada por la medida continua (de 3 ± 0,6 para 3,2 ± 0,5 y 3,1 ± 0,6 L.min.m-2 durante la anastomosis coronariana). CONCLUSIONES: La medida de débito cardíaco continuo utilizando el catéter de arteria pulmonar con filamento térmico, presentó atraso en la detección de las alteraciones hemodinámicas agudas relacionadas al cambio del posicionamiento del corazón en la cirugía de revascularización miocárdica sin CEC. <![CDATA[<b>Thyroid function profile in infants submitted to cardiac surgery with cardiopulmonary bypass</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea (CEC) relaciona-se à doença eutireóidea ou à depressão do eixo hipotálamo-hipofisário-tireóideo. O estado hemodinâmico incomum imposto pela CEC é responsável por diversas alterações endócrino-metabólicas, acarretando complexa resposta inflamatória sistêmica. Esta investigação teve como objetivo analisar o comportamento da triiodotironina (T3), tetraiodotironina (T4) e tireotrofina (TSH) em lactentes submetidos à cirurgia cardíaca com CEC. MÉTODO: Foram estudados 15 lactentes. As amostras de sangue para pesquisa de T3, T4 e TSH foram obtidas em 4 momentos designados: M1 - após a indução da anestesia; M2 - após o final da cirurgia; M3 - 6 horas após o final da cirurgia e M4 - 24 horas após o M1. Para complementar esta investigação, foram estudadas as variações dos seguintes parâmetros: pressão arterial média (PAM), temperatura sangüínea central (ºC), atributos da oxigenação tecidual e do equilíbrio ácido-base (M1, CEC, M2, M3 e M4). RESULTADOS: As médias de idade, peso, altura e superfície corpórea dos pacientes foram 3,9 meses; 4,708 kg; 0,65 m e 0,3 m², respectivamente. As concentrações plasmáticas de T3 (p < 0,0001), T4 (p < 0,0001) e TSH (p = 0,0021) variaram significativamente durante o período estudado, sendo que as de T3 declinaram progressivamente. As menores taxas de T3 e T4 coincidiram com as maiores de Ht e Hb, descartando os efeitos da hemodiluição. As maiores concentrações séricas de TSH demonstraram a provável reação do eixo hipotálamo-hipofisário-tireóideo aos efeitos da hipotermia e da absorção maciça pelo iodo (uso tópico de soluções anti-sépticas). Foram identificados aspectos da "Síndrome do T3 baixo" em todos os momentos estudados. CONCLUSÕES: Foram observadas alterações nas concentrações séricas de T3, T4 e TSH em lactentes submetidos à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Cardiac surgery with cardiopulmonary bypass (CPB) is related to euthyroid disease or hypothalamic-pituitary-thyroid system depression. Abnormal hemodynamic status induced by CPB is responsible for several endocrine-metabolic changes, triggering complex systemic inflammatory response. This study aimed at evaluating triiodothyronine (T3), tetraiodothyronine (T4) and thyrotrophin (TSH) behavior in infants submitted to cardiac surgery with CPB. METHODS: Participated in this study 15 infants. Blood samples for T3, T4 and TSH evaluation were collected in four moments: M1 - after anesthetic induction; M2 - at surgery completion; M3 - six hours after surgery completion; M4 - 24 hours after M1. To complete this study the following parameters were evaluated: mean blood pressure (MBP), central blood temperature (ºC), tissue oxygenation and acid-base attributes (M1, CPB, M2, M3 and M4). RESULTS: The patients' means aged, weigh, height and body surface were 3.9 months; 4.708 kg; 0.65 m and 0.3 m² respectivety. Plasma T3 (p < 0.0001), T4 (p < 0.0001) and TSH (p = 0.0021) concentrations have significantly varied throughout the study with T3 concentrations progressively decreasing. Lowest T3 and T4 values were coincident with highest Ht and Hb values, discarding hemodilution effects. Highest serum TSH concentrations have shown a possible hypothalamic-pituitary-thyroid system reaction to hypothermia and of massive iodine absorption (topic use of antiseptic solutions). "Low T3 Syndrome" aspects were identified in all studied moments. CONCLUSIONS: There have been changes in serum T3, T4 and TSH concentrations in infants submitted to cardiac surgery with cardiopulmonary bypass.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cirugía cardíaca con circulación extracorpórea (CEC) relacionase a la enfermedad eutiroidea o a la depresión del eje hipotálamo-hipofisário-tiroideo. El estado hemodinámico incomún impuesto por la CEC es responsable por diversas alteraciones endócrino-metabólicas, acarreando compleja respuesta inflamatoria sistémica. Esta investigación tuvo como objetivo analizar el comportamiento de la triiodotironina (T3), tetraiodotironina (T4) y tireotrofina (TSH) en lactantes sometidos a cirugía cardíaca con CEC. MÉTODO: Fueron estudiados 15 lactantes. Las muestras de sangre para pesquisa de T3, T4 y TSH fueron obtenidas en 4 momentos designados: M1 - después de la inducción de la anestesia; M2 - después del final de la cirugía; M3 - 6 horas después del final de la cirugía y M4 - 24 horas después del M1. Para complementar esta investigación, fueron estudiadas las variaciones de los siguientes parámetros: presión arterial media (PAM), temperatura sanguínea central (ºC), atributos de la oxigenación del tejido y del equilibrio ácido-base (M1, CEC, M2, M3 y M4). RESULTADOS: Las medias de edad, peso, altura y superficie corpórea de los pacientes fueron 3,9 meses; 4,708 kg, 0,65 m y 0,3 m²respectivamente. Las concentraciones plasmáticas de T3 (p < 0,0001), T4 (p < 0,0001) y TSH (p = 0,0021) variaran significativamente durante el período estudiado, siendo que las de T3 declinaran progresivamente. Las menores tasas de T3 y T4 coincidieran con las mayores de Ht y Hb, descartando los efectos de la hemodilución. Las mayores concentraciones séricas de TSH demostraran la probable reacción del eje hipotálamo-hipofisário-tiroideo a los efectos de la hipotermia y de la absorción maciza por el yodo (uso tópico de soluciones anti-sépticas). Fueron identificados aspectos de la "Síndrome del T3 bajo" en todos los momentos estudiados. CONCLUSIONES: Fueron observadas alteraciones en las concentraciones séricas de T3, T4 y TSH en lactantes sometidos a la cirugía cardíaca con circulación extracorpórea. <![CDATA[<b>Volume and pressure of tracheal tube cuffs filled with air or nitrous oxide</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A pressão exercida pelo balonete do tubo traqueal contra a parede da traquéia deve permitir fluxo capilar adequado e prevenir escapes de ar ou aspiração pulmonar. Esta pesquisa procurou determinar as variações de pressão do balonete insuflado com ar ambiente ou com óxido nitroso a 100%. MÉTODO: Trinta pacientes foram selecionados para receber anestesia geral balanceada com intubação orotraqueal. O balonete foi insuflado conforme critérios clínicos. As medidas de base foram realizadas após 15 minutos do início da anestesia com um manômetro aneróide calibrado em cm de H2O e forneceram os valores iniciais de pressão e volume. Os pacientes foram divididos em dois grupos: balonete reinsuflado com ar ambiente, grupo A, ou com óxido nitroso, grupo B. As medidas de pressão foram obtidas em intervalos até a primeira hora e os resultados comparados. RESULTADOS: Os grupos mostraram-se comparáveis para idade e sexo. Em ambos os grupos os valores basais médios para pressão foram próximos de 40 cmH2O com 8 ml de volume. No grupo com ar ambiente, as pressões aumentaram até 36 cmH2O em uma hora. No grupo de balonete insuflado com N2O, as pressões diminuíram abaixo de 20 cmH2O entre 20 e 30 minutos de anestesia. CONCLUSÕES: O uso de N2O a 100% para insuflação do balonete de sonda traqueal não constitui método seguro, acarretando progressiva perda da capacidade de vedação. O uso de ar ambiente promove aumento de volume e de pressão no balonete, aumentando possibilidade de lesão da mucosa traqueal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Tracheal tube cuff pressure against tracheal wall should to prevent air leaked or pulmonary aspiration, allowing adequate capillary blood flow. This study aimed at determining pressure variations of tracheal tube cuffs filled with air or 100% nitrous oxide. METHODS: Participated in this study 30 patients submitted to balanced general anesthesia with tracheal intubation. Cuff was inflated according to clinical criteria. The intracuff pressure measurements were undertaken after 15 minutes of anesthesia by means of an aneroid manometer gaged in cm of H2O and have provided initial pressure and volume values. The patients was allocated in two groups: cuff inflated with air, group A, and with nitrous oxide, group B. Measurements were recorded during one hour and results were compared. Groups were homogeneous in gender and age. RESULTS: Both groups have shown baseline pressure values close to 40 cmH2O with 8 ml of volume. Group filled with air had pressures increased up to 36 cmH2O in one hour. Group filled with nitrous oxide had pressures decreased below 20 cmH2O after 20 to 30 minutes of anesthesia. CONCLUSIONS: 100% nitrous oxide to fill tracheal tube cuffs is not a safe method resulting in progressive air leakage. The cuff air promotes volume and pressure increase, with higher chances for tracheal mucosa injury.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La presión ejercida por el balón del tubo traqueal contra la pared de la traquea debe permitir flujo capilar adecuado y prevenir escapes de aire o aspiración pulmonar. Esta pesquisa buscó determinar las variaciones de presión del balón insuflado con aire ambiente o con óxido nitroso a 100%. MÉTODO: Treinta pacientes fueron seleccionados para recibir anestesia general balanceada con entubación orotraqueal. El balón fue insuflado conforme criterios clínicos. Las medidas de base fueron realizadas después de 15 minutos del inicio de la anestesia con un manómetro aneróide calibrado en cm de H2O y dieron los valores iniciales de presión y volumen. Los pacientes fueron divididos en dos grupos: balón reinsuflado con aire ambiente, grupo A, o con óxido nitroso, grupo B. Las medidas de presión fueron obtenidas en intervalos hasta la primera hora y los resultados comparados. RESULTADOS: Los grupos se mostraron comparables para edad y sexo. En ambos grupos los valores basales medios para presión fueron próximos de 40 cmH2O con 8 ml de volumen. En el grupo con aire ambiente, las presiones aumentaron hasta 36 cmH2O en una hora. En el grupo de balón insuflado con N2O, las presiones cayeron abajo de 20 cmH2O entre 20 y 30 minutos de anestesia. CONCLUSIONES: El uso de N2O a 100% para insuflación del balón de sonda traqueal no constituye método seguro, acarreando progresiva pérdida de la capacidad de vedación. El uso de aire ambiente promueve aumento de volumen y de presión en el balón, aumentando la posibilidad de lesión de la mucosa traqueal. <![CDATA[<b>Effects of pneumoperitoneum on renal hemodynamics and function of dogs under volume and pressure-controlled ventilation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem estudos que associem os efeitos determinados pelas modalidades ventilatórias às repercussões renais durante o pneumoperitônio. O objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações na hemodinâmica e função renais determinadas pelo pneumoperitônio em cães com ventilação a volume e pressão controlados. MÉTODO: Dezesseis cães anestesiados com tiopental sódico e fentanil foram divididos em Grupo 1, volume controlado e Grupo 2, pressão controlada e submetidos a pneumoperitônio de 10 e 15 mmHg. Foram estudados fluxo sangüíneo renal, resistência vascular renal, depuração de para-aminohipurato de sódio, sódio plasmático, potássio plasmático, osmolalidade plasmática, depuração de creatinina, fração de filtração, volume urinário, osmolalidade urinária, depuração osmolar, depuração de água livre, depuração de sódio, excreção urinária de sódio, excreção fracionária de sódio, depuração de potássio, excreção urinária de potássio, excreção fracionária de potássio. Os dados foram coletados em 4 momentos. M1, antes do pneumoperitônio; M2, 30 minutos após pneumoperitônio com 10 mmHg; M3, 30 minutos após pneumoperitônio com 15 mmHg; M4, 30 minutos após a deflação do pneumoperitônio. RESULTADOS: As depurações de para-aminohipurato de sódio e creatinina permaneceram constantes em ambos os grupos durante o experimento. Os valores plasmáticos do sódio e do potássio não se alteraram. Ocorreu diminuição a partir de M2 da depuração e da excreção fracionária de potássio em ambos os grupos. CONCLUSÕES: As modalidades ventilatórias não determinaram diferenças na hemodinâmica renal entre os grupos estudados. O pneumoperitônio, ocasionando compressão do parênquima renal, pode ter determinado alterações na reabsorção e/ou secreção do potássio.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are no studies associating ventilatory mode effects on renal repercussions during pneumoperitoneum. This study aimed at evaluating pneumoperitoneum-induced renal hemodynamics and function changes in dogs under volume and pressure controlled ventilation. METHODS: This study involved 16 dogs anesthetized with sodium thiopental and fentanyl, which were divided in two groups: Group 1: volume controlled; and Group 2: pressure controlled, both submitted to 10 and 15 mmHg pneumoperitoneum. The following parameters were evaluated: renal blood flow, renal vascular resistance, sodium para-aminohippurate clearance, plasma sodium, plasma potassium, plasma osmolality, creatinine clearance, filtration fraction, urinary volume, urinary clearance, osmolar clearance, free water clearance, sodium clearance, sodium urinary excretion, sodium fractional excretion, potassium clearance, potassium urinary excretion and potassium fractional excretion. Data were collected in 4 moments: M1 before pneumoperitoneum, M2, 30 minutes after 10 mmHg pneumoperitoneum, M3, 30 minutes after 15 mmHg pneumoperitoneum, M4, 30 minutes after pneumoperitoneum deflation. RESULTS: Sodium para-aminohippurate and creatinine clearance remained constant for both groups throughout the experiment. Plasma sodium and potassium were not changed. There has been potassium clearance and fractional excretion decrease as from M2 in both groups. CONCLUSIONS: Ventilatory modes have not promoted renal hemodynamic differences between groups. Pneumoperitoneum, by compressing renal parenchyma, may have determined changes in potassium reabsorption and/or secretion.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: No existen estudios que asocien los efectos determinados por las modalidades ventilatorias a las repercusiones renales durante el pneumoperitonio. El objetivo de este trabajo fue evaluar las alteraciones en la hemodinámica y función renal determinadas por el pneumoperitonio en perros con ventilación a volumen y presión controlados. MÉTODO: Dieciséis perros anestesiados con tiopental sódico y fentanil fueron divididos en Grupo 1, volumen controlado y Grupo 2, presión controlada y sometidos a pneumoperitonio de 10 y 15 mmHg. Fueron estudiados flujo sanguíneo renal, resistencia vascular renal, depuración de para-aminohipurato de sodio, sodio plasmático, potasio plasmático, osmolalidad plasmática, depuración de creatinina, fracción de filtración, volumen urinario, osmolalidad urinaria, depuración osmolar, depuración de agua libre, depuración de sodio, excreción urinaria de sodio, excreción fraccionaria de sodio, depuración de potasio, excreción urinaria de potasio, excreción fraccionaria de potasio. Los datos fueron colectados en 4 momentos. M1, antes del pneumoperitonio; M2, 30 minutos después pneumoperitonio con 10 mmHg; M3, 30 minutos después pneumoperitonio con 15 mmHg; M4, 30 minutos después de la deflación del pneumoperitonio. RESULTADOS: Las depuraciones de para-aminohipurato de sodio y creatinina permanecieron constantes en ambos grupos durante el experimento. Los valores plasmáticos del sodio y del potasio no se alteraron. Ocurrió diminución a partir de M2 de la depuración y de la excreción fraccionaria de potasio en ambos grupos. CONCLUSIONES: Las modalidades ventilatórias no determinaron diferencias en la hemodinámica renal entre los grupos estudiados. El pneumoperitonio, ocasionando compresión del parenquima renal, puede tener determinado alteraciones en la reabsorción y/o secreción del potasio. <![CDATA[<b>Gastric emptying after oral contrast for abdominal tomography</b>: <b>report of six cases</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A lesão pulmonar secundária à aspiração do conteúdo gástrico é complicação associada à perda dos reflexos protetores das vias aéreas. Neste contexto, a realização de exames tomográficos que incluem a contrastação do trato digestivo exige particular atenção em crianças abaixo de cinco anos, que necessitam anestesia geral ou sedação para assegurar imobilidade durante o procedimento. A indução da anestesia ou sedação, após ingestão da solução de contraste pode trazer risco substancial para a broncoaspiração do conteúdo gástrico. Isto faz com que se opte por administrar o contraste por sonda gástrica após a intubação traqueal, uma vez que não se conhece o tempo de esvaziamento gástrico após utilização de solução contrastante. Esta conduta representa aumento do tempo de anestesia, o que resulta em constante questionamento sobre a possibilidade de esvaziamento do conteúdo gástrico em tempo inferior a uma hora. Seis casos de pacientes submetidos à tomografia de abdômen foram avaliados quanto ao esvaziamento gástrico por meio da realização de cortes tomográficos na topografia do estômago, com o objetivo de determinar a presença ou ausência de conteúdo residual líquido nesse órgão, após a administração da solução de contraste. RELATO DOS CASOS: Foram avaliadas seis crianças submetidas à tomografia contrastada do abdômen. Duas, não anestesiadas, apresentaram expressivo resíduo líquido gástrico decorridos 50 e 45 minutos, respectivamente, da ingestão de contraste. Quatro, submetidas à anestesia geral, também apresentaram resíduo líquido gástrico decorridos 40 a 50 minutos da administração de contraste via sonda oro/nasogástrica. Em duas destas persistiu apreciável resíduo líquido no estômago, mesmo após a aspiração do conteúdo pela sonda. CONCLUSÕES: Nos casos observados, o período de 40 a 50 minutos foi insuficiente para o esvaziamento do estômago, após a administração de solução contrastante e mesmo a sucção do conteúdo por sonda nasogástrica resultou em permanência de significante volume residual líquido.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pulmonary injury due to gastric contents aspiration is a complication related to airway protective reflexes loss. Tomography imaging with digestive tract contrast requires special care for children below five years of age requiring general anesthesia or sedation to assure immobility during the procedure. General anesthesia induction or sedation after contrast ingestion may pose substantial risk for gastric contents bronchoaspiration, so contrast administration by gastric tube is often used after tracheal intubation, since time elapsed for emptying gastric contrast is unknown. This practice means increased anesthesia duration and leads to issues about the possibility of gastric emptying in less than one hour. Six patients submitted to abdominal tomography were evaluated concerning gastric emptying by tomographic slices in stomach topography to establish whether residual liquid contents remain in that organ after contrast administration. CASES REPORT: Participated in this study 6 children undergoing abdominal tomography. Two conscious children presented expressive gastric liquid residual 50 and 45 minutes, respectively, after oral contrast ingestion. Four anesthetized children have also presented gastric liquid residual 40-50 minutes after contrast administration through gastric tube. In two of them remarkable gastric liquid content remained even after stomach aspiration. CONCLUSIONS: In all studied cases, forty to fifty minutes were not enough for gastric emptying after contrast administration and even stomach aspiration trough gastric tube has resulted in significant residual liquid.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La lesión pulmonar secundaria a la aspiración del contenido gástrico es complicación asociada a la pérdida de los reflejos protectores de las vías aéreas. En este contexto, la realización de exámenes tomográficos que incluyan la contrastación del tracto digestivo, exige particular atención en niños menores de cinco años, que necesitan anestesia general o sedación, para asegurar inmovilidad durante el procedimiento. La inducción de la anestesia o sedación después de ingestión de la solución de contraste puede traer riesgo substancial para la broncoaspiración del contenido gástrico. Esto hace con que se opte por administrar el contraste por sonda gástrica después de la intubación traqueal, una vez que no se conoce el tiempo de vaciamiento gástrico después de utilización de solución contrastante. Esta conducta representa aumento del tiempo de anestesia, lo que resulta en constante cuestionamiento sobre la posibilidad de vaciamiento del contenido gástrico en tiempo inferior a una hora. Seis casos de pacientes sometidos a tomografía de abdomen fueron evaluados cuanto al vaciamiento gástrico por medio de la realización de cortes tomográficos en la topografía del estomago, con el objetivo de determinar la presencia o ausencia del contenido residual líquido en ese órgano, después de la administración de la solución de contraste. RELATO DE LOS CASOS: Fueron evaluados seis niños sometidos a tomografía contrastada del abdomen. Dos, no anestesiados, presentaron expresivo residuo líquido gástrico pasados 50 y 45 minutos, respectivamente, de la ingestión de contraste. Cuatro, sometidos a anestesia general, también presentaron residuo líquido gástrico pasados 40 a 50 minutos de la administración de contraste vía sonda oro/nasogástrica. En dos de ellos persistió apreciable residuo líquido en el estomago, igualmente después de la aspiración del contenido por la sonda. CONCLUSIONES: En los casos observados, el tiempo de 40 a 50 minutos fue insuficiente para el vaciamiento del estomago después de la administración de solución contratante e igualmente la succión del contenido por sonda nasogástrica resultó en permanencia de significante volumen residual líquido. <![CDATA[<b>Continuous epidural analgesia</b>: <b>analysis of efficacy, side effects and risk factors</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A analgesia promovida pela infusão peridural de anestésico local com analgésicos opióides é reconhecidamente de boa qualidade e com poucos efeitos adversos. O objetivo deste estudo foi determinar o número, formas e gravidade das complicações pós-operatórias relacionadas à analgesia peridural e à inserção do cateter peridural. MÉTODO: Foram avaliados, retrospectivamente, 469 pacientes submetidos à analgesia peridural pós-operatória entre 18/10/1999 e 18/10/2001. A analgesia peridural foi conduzida usando-se solução de bupivacaína a 0,1% com fentanil (1 a 5 µg.ml-1), iniciando-se a infusão de 3 ml.h-1. A velocidade de infusão era ajustada de acordo com a queixa álgica do paciente. Foram analisadas as seguintes variáveis: a duração da infusão peridural; a ocorrência de efeitos adversos e complicações, relacionando-os aos dados demográficos, tipo de cirurgia e posição do cateter peridural; e a qualidade da analgesia obtida com a técnica (escala analógico-visual de dor e índice de satisfação do paciente). RESULTADOS: Os cateteres peridurais permaneceram implantados uma média de 2,2 dias, variando de 6 horas a 10 dias, e o índice global de complicações relacionadas à técnica foi de 46,3%, sendo que a maioria foi de pequena magnitude, sem repercussão clínica. Destas, 13,9% estavam relacionadas diretamente ao cateter peridural (desconexão, exteriorização, dor lombar, inflamação e infecção local). Outras complicações mais comumente encontradas foram vômitos e retenção urinária. A analgesia pós-operatória foi efetiva com 97,2% dos pacientes referindo satisfação com a técnica. Pacientes sem dor ou com dor leve, no primeiro, segundo e terceiro dias de pós-operatório, constituíram, respectivamente, 80,1%, 92,8% e 93,3% da população estudada. CONCLUSÕES: A analgesia peridural contínua é efetiva e segura. As complicações ocorridas não foram consideradas graves. Todavia, não se pode dispensar rigorosa vigilância a fim de se obter analgesia satisfatória e diminuir as complicações.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Epidural analgesia with local anesthetics and opioids has a reputation of high efficacy with low incidence of side effects. This study aimed at determining incidence, type and severity of postoperative complications related to epidural analgesia and catheter insertion. METHODS: Participated in this retrospective study 469 patients submitted to postoperative epidural analgesia in the period 10/18/99 to 10/18/01. Epidural analgesia was induced with 0.1% bupivacaine and fentanyl (1 to 5 µg.mL-1), at a 3 mL.h-1 rate. Infusion rate was adjusted according to patients' pain complaint. The following variables were evaluated: epidural infusion duration; incidence of side-effects and complications related to demographics, type of surgery and epidural catheter position; and quality of analgesia by means of a pain visual analog scale and a patients' satisfaction index. RESULTS: Epidural catheters remained in place 2.2 days in average, varying from 6 to 10 days. Global rate of technique-related complications was 46.3%, most of them minor complications without clinical repercussion. From these, 13.9% were directly related to the epidural catheter (disconnection, externalization, low back pain, inflammation and local infection). Other common complications were vomiting and urinary retention. Postoperative analgesia was effective in 97.2% of the patients which referred satisfaction with the technique. Patients without pain or slight pain during the first, second and third postoperative day represented 80.1%, 92.8% and 93.3%, respectively, of the studied population. CONCLUSIONS: Continuous epidural analgesia is effective and safe. Complications were not severe. However, strict vigilance is mandatory to achieve satisfactory analgesia and a low incidence of complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La analgesia promovida por la infusión peridural de anestésico local con analgésicos opioides es reconocidamente de buena calidad y con pocos efectos adversos. El objetivo de este estudio fue determinar el número, formas y gravedad de las complicaciones pós-operatorias relacionadas a la analgesia peridural y a la inserción del catéter peridural. MÉTODO: Fueron evaluados, retrospectivamente, 469 pacientes sometidos a la analgesia peridural pós-operatoria entre 18/10/1999 y 18/10/2001. La analgesia peridural fue conducida usándose solución de bupivacaína 0,1% con fentanil (1 a 5 µg.ml-1), iniciándose la infusión a 3 ml.h-1. La velocidad de infusión era ajustada de acuerdo con la queja álgica del paciente. Fueron analizadas las siguientes variables: la duración de la infusión peridural; la ocurrencia de efectos adversos y complicaciones, relacionándolos a los datos demográficos, tipo de cirugía y posición del catéter peridural; y la calidad de la analgesia obtenida con la técnica (escala analógico-visual de dolor e índice de satisfacción del paciente). RESULTADOS: Los catéteres peridurales permanecieron implantados por una media de 2,2 días, variando de 6 horas a 10 días, y el índice global de complicaciones relacionadas a la técnica fue de 46,3%, siendo que la mayoría fue de pequeña magnitud, sin repercusión clínica. De estas, 13,9% estaban relacionadas directamente al catéter peridural (desconección, exteriorización, dolor lumbar, inflamación e infección local). Otras complicaciones más comunes fueron encontradas: vómitos y retención urinaria. La analgesia pós-operatoria fue efectiva con 97,2% de los pacientes refiriendo satisfacción con la técnica. Pacientes sin dolor o con dolor leve, en el primero, segundo y tercero días de pós-operatorio, constituyeron, respectivamente, 80,1%, 92,8% y 93,3% de la población estudiada. CONCLUSIONES: La analgesia peridural continua es efectiva y segura. Las complicaciones ocurridas no fueron consideradas graves. Todavía, no se puede dispensar rigurosa vigilancia a fin de obtenerse analgesia satisfactoria y diminuir las complicaciones. <![CDATA[<b>Postoperative sedation at hospital das clínicas, </b><b>São Paulo</b><b>, postoperative unit</b>: <b>a retrospective study</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A despeito dos benefícios do uso de hipnossedativos em Unidades de Terapia Intensiva pós-operatórias, não existe consenso sobre regime de uso ou quantificação da sedação. Este estudo avaliou o uso de sedativos e seus efeitos sobre o tempo de permanência na unidade pós-operatória do Hospital das Clínicas de São Paulo. MÉTODO: Oitenta e três pacientes que receberam sedação contínua foram estudados quanto aos agentes utilizados e respectivas doses, bem como os seguintes tempos: admissão-início da sedação (T INI), sedação (T SED), término da sedação-extubação (T EXT) e extubação-alta (T ALT). Avaliaram-se ainda a classificação da ASA e o nível da sedação pela escala de Ramsay. Os dados foram submetidos à ANOVA. RESULTADOS: Apenas os pacientes que receberam fentanil foram avaliados (n = 80). Destes, 34 receberam outro sedativo. T INI foi de 123,4 ± 369, T SED de 852,5 ± 1242,3, T EXT de 241,1 ± 156,6 e T ALT de 1433 ± 1734,4 minutos. Não houve diferença quanto à dose de sedativos segundo classificação da ASA (p = 0,11). Contudo, T ALT foi maior nos pacientes mais graves (p < 0,001). Pressão diastólica e Ramsay elevaram-se durante o decorrer da sedação (p < 0,001 e 0,028, respectivamente). CONCLUSÕES: O fentanil, complementado ou não por outros agentes, mostrou-se adequado quanto à qualidade da sedação e estabilidade hemodinâmica em terapia intensiva pós-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Despite the established benefits of sedatives in postoperative ICUs, there is no agreement on the optimal sedative regimen or the best way to evaluate sedation depth. This retrospective study aimed at evaluating sedative approaches and their effects on ICU stay in our Hospital. METHODS: Eighty-three continuously sedated patients were studied according to agent and doses used at the following moments: admission-start sedation (T INI), sedation (T SED), end of sedation-extubation (T EXT) and extubation-discharge (T DIS). In addition, ASA physical status and level of sedation according to Ramsay's score were registered. Data were submitted to ANOVA. RESULTS: Only patients receiving fentanyl were evaluated (N=80). From these, 34 have received another sedative. T INI was 123.4 ± 369, T SED was 852.5 ± 1242.3, T EXT was 241.1 ± 156.6 and T DIS was 1433 ± 1734.4 minutes. There were no differences on sedation doses versus ASA status (p = 0.11). Nevertheless, T DIS was higher in more critically ill patients (p < 0.001). Diastolic pressure and Ramsay score increased during sedation (p < 0.001 and 0.028, respectively). CONCLUSIONS: Fentanyl, complemented or not by other agents, was adequate for sedation and hemodynamic stability during postoperative intensive care.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A despecho de los beneficios del uso de hipnosedativos en Unidades de Terapia Intensiva pós-operatorias, no existe consenso sobre régimen de uso o cuantificación de la sedación. Este estudio evaluó el uso de sedativos y sus efectos sobre el tiempo de permanencia en la unidad pós-operatoria del Hospital de Clínicas de São Paulo. MÉTODO: Ochenta y tres pacientes que recibieron sedación continua fueron estudiados cuanto a los agentes utilizados y respectivas dosis, bien como los siguientes tiempos: admisión-início de la sedación (T INI), sedación (T SED), término de la sedación-extubación (T EXT) y extubación-alta (T ALT). Se evaluaron aún la clasificación de la ASA y el nivel de la sedación por la escala de Ramsay. Los datos fueron sometidos a la ANOVA. RESULTADOS: Apenas los pacientes que recibieron fentanil fueron evaluados (n = 80). De éstos, 34 recibieron otro sedativo. T INI fue de 123,4 ± 369, T SED de 852,5 ± 1242,3, T EXT de 241,1 ± 156,6 y T ALT de 1433 ± 1734,4 minutos. No hubo diferencia cuanto a la dosis de sedativos segundo clasificación de la ASA (p = 0,11). Sin embargo, T ALT fue mayor en los pacientes más graves (p < 0,001). Presión diastólica y Ramsay se elevaron durante el transcurrir de la sedación (p < 0,001 y 0,028, respectivamente). CONCLUSIONES: El fentanil, complementado o no por otros agentes, se mostró adecuado cuanto a la calidad de la sedación y estabilidad hemodinámica en terapia intensiva pós-operatoria. <![CDATA[<b>Anesthesia in a patient with Gilbert's syndrome</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome de Gilbert é uma doença crônica benigna, a qual leva à icterícia recorrente com grande aumento da bilirrubina não conjugada, que pode levar à toxicidade após o uso de medicações utilizadas na prática diária. O objetivo deste relato é descrever a conduta anestésica em uma paciente com síndrome de Gilbert, submetida à cirurgia videolaparoscópica. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, com 22 anos, portadora da síndrome de Gilbert, submetida à cirurgia videolaparoscópica sob anestesia geral com propofol, alfentanil, succinilcolina, atracúrio e isoflurano. Não houve sinais de toxicidade durante a anestesia. A paciente apresentou recuperação pós-operatória sem intercorrências e recebeu alta hospitalar após três dias. CONCLUSÕES: O paciente portador da síndrome de Gilbert pode ser submetido à anestesia geral de forma segura sem o aparecimento de toxicidade desde que sejam evitados os fatores que possam levar à diminuição da atividade da glicuroniltransferase.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Gilbert's syndrome is a chronic benign disease leading to recurrent jaundice and major unconjugated bilirubin increase that may be toxic after the use of routine medication. This report aimed at describing the anesthetic approach in Gilbert's syndrome patient submitted to videolaparoscopic surgery. CASE REPORT: Female patient, 22 years old with Gilbert's syndrome, submitted to videolaparoscopic surgery under general anesthesia with propofol, alfentanil, succinylcholine, atracurium and isoflurane. There were no evidences of toxicity during anesthesia. Postoperative recovery was satisfactory and patient was discharged three days later. CONCLUSIONS: Gilbert's syndrome patients may be safely submitted to general anesthesia without toxicity, provided factors leading to glucuronosyltransferase activity decrease are avoided.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La síndrome de Gilbert es una enfermedad crónica benigna la cual lleva a la ictericia recurrente con grande aumento de la bilirrubina no conjugada, que puede llevar a la toxicidad después del uso de medicamentos utilizadas en la práctica diaria. El objetivo de este relato es describir la conducta anestésica en una paciente con síndrome de Gilbert, sometida a cirugía videolaparoscópica. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, con 22 años, portadora de la síndrome de Gilbert fue sometida a cirugía videolaparoscópica bajo anestesia general con propofol, alfentanil, succinilcolina, atracúrio e isoflurano. No hubo señales de toxicidad durante la anestesia. La paciente presentó recuperación pós-operatoria sin intercurrencias y recibió alta hospitalar después de tres días. CONCLUSIONES: El paciente portador del síndrome de Gilbert puede ser sometido a la anestesia general de forma segura sin el aparecimiento de toxicidad desde que sean evitados los factores que puedan llevar a la diminución de la actividad de la glicuroniltransferasis. <![CDATA[<b>Spectral entropy</b>: <b>a new method for anesthetic adequacy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de sinais clínicos para avaliar a adequação da anestesia, embora empregado universalmente, não são confiáveis. Vários equipamentos surgiram objetivando o melhor manuseio intra-operatório das drogas anestésicas, alguns deles mensurando diretamente a atividade cortical cerebral (hipnose). Entretanto, nenhum deles apresenta características diretas de avaliação da atividade sub-cortical (resposta motora). CONTEÚDO: A entropia espectral mensura a irregularidade, complexidade ou a quantidade de desordem do eletroencefalograma e tem sido sugerida como um indicador do estado anestésico. O sinal é coletado na região fronto-temporal e tratado através da equação de Shannon (H = - Sp k log p k, onde p k são as probabilidades de um evento discreto k), resultando em dois tipos de análises: 1. Entropia de estado (SE), que consiste na avaliação da atividade elétrica cortical cerebral (0,8-32Hz) e 2. Entropia de resposta (RE), que analisa as freqüências de 0,8 - 47Hz (contêm componentes eletroencefalográficos-cortical e eletromiográficos-sub-cortical). CONCLUSÕES: A ativação da musculatura frontal pode indicar inadequação do componente sub-cortical (nocicepção). Esta ativação é observada como um "gap" entre SE e RE. Deste modo, é possível avaliar diretamente tanto o componente cortical (SE), como o sub-cortical (RE), possibilitando melhor adequação dos componentes anestésicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Though universally employed, clinical signs to evaluate anesthetic adequacy are not reliable. Over the past years several pieces of equipment have been devised to improve intraoperative handling of anesthetic drugs, some of them directly measuring cerebral cortical activity (hypnosis). None of them, however, has offered the possibility of directly evaluating sub-cortical activity (motor response). CONTENTS: Spectral entropy measures irregularity, complexity or amount of EEG disorders and has been proposed as indicator of anesthetic depth. Signal is collected from the fronto-temporal region and processed according to Shannon's equation (H = - Sp k log p k, where p k represents the probability of a discrete k event), resulting in two types of analyses: 1) state entropy (SE), which evaluates cerebral cortex electrical activity (0.8 - 32Hz) and 2) response entropy (RE), containing both subcortical electromyographic and cortical electroence- phalographic components and analyzes frequencies in the range 0.8 - 47Hz. CONCLUSIONS: Frontal muscles activation may indicate inadequacy of the subcortical component (nociception). Such activation appears as a gap between SE and RE. This, it is possible to directly evaluate both cortical (SE) and subcortical (RE) components providing better anesthetic adequacy.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de señales clínicos para evaluar la adecuación de la anestesia, aun cuando utilizada universalmente, no son confiables. Varios equipamientos surgieron objetivando el mejor manoseo intra-operatorio de las drogas anestésicas, algunos de ellos mensurando directamente la actividad cortical cerebral (hipnosis). Entretanto, ninguno de ellos presenta características directas de evaluación de la actividad sub-cortical (respuesta motora). CONTENIDO: La entropia espectral mensura la irregularidad, complejidad o la cantidad de desorden del electroencefalograma y ha sido sugerida como un indicador del estado anestésico. El señal es colectado en la región fronto-temporal y tratado a través de la ecuación de Shannon (H = - Sp k log p k, donde p k son las probabilidades de un evento discreto k), resultando en dos tipos de análisis: 1. Entropia de estado (SE), que consiste en la evaluación de la actividad eléctrica cortical cerebral (0,8-32Hz) y 2. Entropia de respuesta (RE), que analiza las frecuencias de 0,8-47Hz (contiene componentes electroence- falográficos-cortical y electromiográficos-sub-cortical). CONCLUSIONES: La activación de la musculatura frontal puede indicar inadecuación del componente sub-cortical (nocicepción). Esta activación es observada como un "gap" entre SE y RE. De este modo, es posible evaluar directamente tanto el componente cortical (SE), como el sub-cortical (RE), posibilitando mejor adecuación de los componentes anestésicos. <![CDATA[<b>Low isobaric 0.5% bupivacaine doses for unilateral spinal anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A raquianestesia unilateral pode apresentar diversas vantagens, principalmente no paciente ambulatorial. Baixas doses de anestésicos locais, lenta velocidade de injeção subaracnóidea e posição de decúbito lateral são relacionados com a facilidade de produzir distribuição unilateral na raquianestesia. Neste estudo, foi verificada a possibilidade de se obter raquianestesia unilateral com bupivacaína a 0,5% isobárica. MÉTODO: A raquianestesia com 1 ml de bupivacaína isobárica a 0,5% (5 mg) foi realizada através de agulha 27G Quincke em 25 pacientes, estado físico ASA I e II submetidos à cirurgias ortopédicas. A punção subaracnóidea foi realizada por via lateral com o paciente em decúbito lateral, com o membro a ser operado voltado para cima, e 1 ml de bupivacaína isobárica foi injetado na velocidade de 1 ml.30s-1. Bloqueios sensitivo e motor (picada de agulha e escala de 0 a 3) foram comparados entre os lados a ser operado e o contralateral. RESULTADOS: Os bloqueios motor e sensitivo entre o lado operado e o contralateral foram significativamente diferentes em todos os tempos avaliados. No membro operado todos os pacientes apresentaram anestesia cirúrgica. No membro contralateral, aos 20 minutos, 9 pacientes apresentaram bloqueio sensitivo; aos 40 minutos 18 pacientes e aos 60 minutos 17 pacientes. Portanto, o bloqueio sensitivo unilateral ocorreu em 7 pacientes (28%) e em ambos os membros em 18 pacientes (72%). Raquianestesia unilateral foi obtida em 28% dos pacientes. Estabilidade hemodinâmica foi observada em todos os pacientes. Nenhum paciente desenvolveu cefaléia pós-punção dura-máter. CONCLUSÕES: A bupivacaína isobárica (5 mg) proporciona predominante bloqueio unilateral após 20 minutos na posição lateral. A solução isobárica de bupivacaína se mobiliza dentro do LCR após 20 minutos, resultando num bloqueio unilateral em apenas 28% dos pacientes. A principal vantagem da raquianestesia unilateral é a estabilidade hemodinâmica e sua rápida regressão, podendo ser uma nova opção para cirurgia ambulatorial.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Unilateral spinal anesthesia may be advantageous, especially in the outpatient setting. Low local anesthetic doses, slow spinal injection rate and the lateral position have been related to the easiness of inducing unilateral spinal anesthesia. This study aimed at investigating the possibility of inducing unilateral spinal anesthesia with isobaric 0.5% bupivacaine. METHODS: Spinal anesthesia with 1 mL isobaric 0.5% bupivacaine (5 mg) was induced through 27G Quincke needle in 25 physical status ASA I and II patients undergoing orthopedic procedures. Dural puncture was performed with patients in lateral decubitus with the limb to be operated facing upwards. One mililiter of isobaric bupivacaine was injected in 30 seconds. Sensory and motor blocks were compared between the operated and the contralateral side. RESULTS: Motor and sensory blocks on operated and contralateral sides were significantly different in all studied moments. All patients presented surgical anesthesia in the operated limb. At 20 minutes, nine patients presented sensory block in the contralateral side; at 40 minutes they were 18 and at 60 minutes they were 17 patients. So, unilateral block was present in seven patients (28%) and bilateral block was present in the remaining 18 patients (72%). No patient developed post-dural puncture headache. CONCLUSIONS: Isobaric bupivacaine (5 mg) provides predominant unilateral block after 20 minutes in the lateral position. Isobaric bupivacaine moves in the CSF after 20 minutes resulting in just 28% unilateral blocks. Major advantages of unilateral spinal anesthesia are hemodynamic stability and short duration and it might be a new alternative for outpatient procedures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La raquianestesia unilateral puede presentar diversas ventajas, principalmente en el paciente ambulatorial. Bajas dosis de anestésicos locales, lenta velocidad de inyección subaracnóidea y posición de decúbito lateral son relacionados con la facilidad de producir distribución unilateral en la raquianestesia. En este estudio, fue verificada la posibilidad de obtenerse raquianestesia unilateral con bupivacaína a 0,5% isobárica. MÉTODO: La raquianestesia con 1 ml de bupivacaína isobárica a 0,5% (5 mg) fue realizada a través de aguja 27G Quincke en 25 pacientes, estado físico ASA I y II sometidos a cirugías ortopédicas. La punción subaracnóidea fue realizada por vía lateral con el paciente en decúbito lateral, con el miembro a ser operado vuelto para arriba, y 1 ml de bupivacaína hipobárica fue inyectado en la velocidad de 1 ml.30s-1. Bloqueos sensitivo y motor (picada de aguja y escala de 0 a 3) fueron comparados entre el lado a ser operado y el contralateral. RESULTADOS: Los bloqueos motor y sensitivo entre el lado operado y el contralateral fueron significativamente diferentes en todos los tiempos evaluados. En el miembro operado todos los pacientes presentaran anestesia quirúrgica. En el miembro contralateral, a los 20 minutos, 9 pacientes presentaron bloqueo sensitivo; a los 40 minutos 18 pacientes y a los 60 minutos 17 pacientes. Por tanto, el bloqueo sensitivo unilateral ocurrió en 7 pacientes (28%) y en ambos miembros en 18 pacientes (72%). Raquianestesia unilateral fue obtenida en 28% de los pacientes. Estabilidad hemodinámica fue observada en todos los pacientes. Ningún paciente desenvolvió cefalea pós-raquianestesia. CONCLUSIONES: La bupivacaína isobárica (5 mg) proporciona predominante bloqueo unilateral después de 20 minutos en la posición lateral. La solución isobárica de bupivacaína se moviliza dentro del LCR después de 20 minutos, resultando en un bloqueo unilateral en apenas 28% de los pacientes. La principal ventaja de la raquianestesia unilateral es la estabilidad hemodinámica y su rápida regresión, pudiendo ser una nueva opción para cirugía ambulatorial. <![CDATA[<b>Preventing toxic substances production during carbon dioxide absorption by soda lime with halogenate anesthetics</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cal sodada desde o início do seu uso sempre apresentou algumas complicações que resultaram em dificuldade na sua aplicabilidade. No entanto, devido as grandes vantagens que oferecia em relação a redução do fluxo de gases frescos, despoluição da sala de cirurgia e umidificação do sistema de inalação e via aérea, fizeram com que continuassem as pesquisas para que pudesse ser melhorada e corrigida de forma que a continuidade da sua utilização fosse assegurada. Atualmente existe o problema da desidratação com elevação da temperatura e da degradação metabólica dos anestésicos halogenados que necessitam de cuidados especiais para evitar a formação de produtos tóxicos. CONTEÚDO: Existe uma reação em cadeia a partir da cal sodada desidratada ou ressecada com baixos volumes percentuais de água. Há aumento da temperatura, maior absorção de anestésico halogenado para o interior do granulo de cal em seguida maior degradação metabólica das moléculas destes agentes e conseqüentemente a produção de substâncias tóxicas como o Composto A pela reação dos hidróxidos com o sevoflurano. Há também formação de monóxido de carbono produzido da mesma forma pela reação entre os halogenados e as bases fortes da cal. O composto A é nefrotóxico e o monóxido de carbono leva a hipóxia e alterações graves da coagulação do sangue. Além dos cuidados para a hidratação da cal sodada é possível usá-la sem conter as bases fortes como os hidróxidos de potássio e de sódio, contendo apenas hidróxido de cálcio para evitar excessivo aumento da temperatura e grande degradação metabólica dos halogenados sem prejudicar a absorção do dióxido de carbono. CONCLUSÕES: Deve-se ter o cuidado em usar a cal sodada mais recente possível e quando ela fica exposta ao meio ambiente (ar seco) por muitas horas como por exemplo em um final de semana (mais de 48 horas) é recomendável colocar água, de preferência destilada, na relação de 25 ml para cada 500 g de cal. Atualmente a indústria está bem informada sobre o problema da composição da cal, então, deve-se preferir a cal sodada que tenha somente o hidróxido de cálcio e seja totalmente desprovida de hidróxido de potássio e hidróxido de sódio.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Since the beginning, soda lime use has presented some complications which resulted in its difficult application. However major advantages such as decreasing fresh gas flow, anesthetic consumption and operating room pollution, and improving breathing system and airway humidity, have pushed research forward to improve it and assure the continuity of its use. Currently, there are problems with dehydration, increased temperature and metabolic degradation of halogenate agents, which require special care to prevent toxic substances formation. CONTENTS: There is a chain reaction as from dehydrated or dried out soda lime with very low percent volume of water. There is increased temperature, more halogenate anesthetic absorption by lime granules, followed by higher metabolic degradation of these agents' molecules and, as a consequence, the production of toxic substances, such as Compound A by reaction of hydroxides with sevoflurane. There is also carbon monoxide production by reaction of halogenate anesthetics and strong lime bases. Compound A is nephrotoxic and carbon monoxide may lead to hypoxia and severe coagulation problems. In addition to care with soda lime hydration it is possible to use it without strong bases, such as potassium and sodium hydroxides, with just calcium hydroxide to prevent excessive temperature increase and major metabolic degradation of halogenate anesthetics without impairing carbon dioxide absorption. CONCLUSIONS: Care should be taken to use the newest possible soda lime; and when it is exposed to environment (dry air) for many hours, such as during weekends (more than 48 hours) it is recommended to add distilled water in the ratio of 25 mL to 500 g of soda lime. Industry is currently well aware of lime composition problems so, soda lime containing exclusively calcium hydroxide and totally potassium and sodium hydroxide-free should be preferred.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cal sodada desde el inicio de su uso siempre presentó algunas complicaciones que resultaron en dificultad en su aplicabilidad. No entanto, debido a las grandes ventajas que ofrecía en relación a la reducción del flujo de gases frescos, despolución de la sala de cirugía y humidificación del sistema de inhalación y vía aérea, hicieron con que continuasen las pesquisas para que pudiese ser mejorada y corregida de forma que la continuidad de su utilización sea asegurada. Actualmente existe el problema de la deshidratación con elevación de la temperatura y de la degradación metabólica de los anestésicos halogenados que necesitan de cuidados especiales para evitar la formación de productos tóxicos. CONTENIDO: Existe una reacción en cadena a partir de la cal sodada deshidratada o resecada con bajos volúmenes porcentuales de agua. Hay aumento de la temperatura, mayor absorción de anestésico halogenado para el interior del granulo de cal y en seguida mayor degradación metabólica de las moléculas de estos agentes y consecuentemente la producción de substancias tóxicas como el Compuesto A por la reacción de los hidróxidos con el sevoflurano. Hay también formación de monóxido de carbono producido de la misma forma por la reacción entre los halogenados y las bases fuertes de la cal. El compuesto A es nefrotóxico y el monóxido de carbono lleva a la hipóxia y alteraciones graves de la coagulación de la sangre. Además de los cuidados para la hidratación de la cal sodada es posible usar ésta sin contener las bases fuertes como los hidróxidos de potasio y de sodio, conteniendo apenas hidróxido de calcio para evitar excesivo aumento de la temperatura y grande degradación metabólica de los halogenados sin perjudicar la absorción del dióxido de carbono. CONCLUSIONES: Se debe tener el cuidado en usar la cal sodada lo antes posible y cuando ella queda expuesta al medio ambiente (aire seco) por muchas horas como por ejemplo en un final de semana (mas de 48 horas) es recomendable colocar agua, de preferencia destilada, en la relación de 25 ml para cada 500 g de cal. Actualmente la industria está bien informada sobre el problema de la composición de la cal, entonces, se debe preferir la cal sodada que tenga solamente el hidróxido de calcio y sea totalmente desprovista de hidróxido de potasio e hidróxido de sodio. <![CDATA[<b>Mentoring during residency in anesthesiology</b>: <b>the Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, São Paulo program</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A residência médica pode trazer desgaste emocional. Este artigo descreve um programa de tutoria durante o período de treinamento dos médicos em Anestesiologia. MÉTODO: O programa foi instituído na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Vinte e sete residentes de Anestesiologia participaram do programa e quatro profissionais de saúde constituíram a equipe de tutoria. Um questionário sobre as impressões dos médicos residentes de primeiro e segundo anos, a respeito da formação médica em Anestesiologia foi desenvolvido com doze perguntas e três respostas para cada um, sendo aplicado antes e no fim do programa. Foram constituídos quatro grupos de residentes: residentes do 1º ano; residentes do 2º ano; residentes do 1º ano e 2º ano (2 grupos). As reuniões de tutoria ocorreram mensalmente às quintas-feiras, 7h00, com duração de uma hora. RESULTADOS: O cotidiano do residente foi considerado adequado. Houve redução na frustração e melhoria na auto-confiança. Um número elevado descreveu maior entusiasmo pela Anestesiologia e expectativas mais elevadas em relação ao futuro após a residência. Os tutores relataram a importância de reuniões obrigatórias, a possibilidade discutir a humanização e a possibilidade de despreparo dos tutores como um fator da limitação. CONCLUSÕES: O programa de tutoria pode ser considerado como um instrumento para a adaptação dos residentes no programa de Anestesiologia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Medical training programs may bring emotional distress. The main objective of this study was describes a mentoring program during the residence training period of physicians in Anesthesiology. METHODS: The program was instituted at the Central Hospital of the Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, São Paulo. In this program were included 27 residents in Anesthesiology and 4 health professionals that made up the mentoring team. The study was made through a evaluation of a questionnaire applied on first and second-year residents' opinion about education in Anesthesiology. It was developed, with twelve questions and three answers for each question, which has been applied before and after the program. Residents were divided in four groups: first year residents; second year residents; first and second-year residents (2 groups). Mentoring meetings were monthly held on Thursdays, 7 a.m. and lasted for one hour. RESULTS: Residents routine was considered adequate. There has been decreased frustration and an improved self-confidence. A high number has reported higher enthusiasm for Anesthesiology and higher expectations as to post-Residency opportunities. Mentors have reported the importance of mandatory meetings, the increase of discussion about humanization and the possibility of mentors' un-preparedness as a limiting factor. CONCLUSIONS: Mentoring programs may be tools for adapting residents to the training program in Anesthesiology.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La práctica médica puede traer desgaste emocional. Este artículo describe un programa de tutoría durante el período de entrenamiento de los médicos en Anestesiología. MÉTODO: El programa fue instituido en la Hermandad de la Santa Casa de Misericordia de São Paulo. Veintisiete practicantes de Anestesiología participaron del programa y cuatro profesionales de salud constituyeron el equipo de tutoría. Un cuestionario sobre las impresiones de los médicos practicantes de primero y segundo año a respecto de la formación médica en Anestesiología fue desarrollado con doce preguntas y tres respuestas para cada uno, siendo aplicado antes y en el fin del programa. Fueron constituidos cuatro grupos de practicantes: practicantes del 1º ano; practicantes del 2º ano; practicantes del 1º ano y 2º ano (2). Las reuniones de tutoría ocurrieron mensualmente los jueves, 7h00, con duración de una hora. RESULTADOS: El cotidiano del practicante fue considerado adecuado. Hubo reducción en la frustración y mejoría en la auto-confianza. Un número elevado describió mayor entusiasmo por la Anestesiología y expectativas más elevadas en relación al futuro después del aprendizaje. Los tutores relataron la importancia de reuniones obligatorias, la posibilidad de discutir la humanización y la posibilidad de despreparo de los tutores como un factor de la limitación. CONCLUSIONES: El programa de tutoría puede ser considerado como un instrumento para la adaptación de los residentes en el programa de Anestesiología. <![CDATA[<b>Specific cyclooxygenase-2 inhibitor analgesics</b>: <b>therapeutic advances</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000300017&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os antiinflamatórios não-esteroidais (AINE) estão entre as drogas mais prescritas e usadas no mundo, incluindo a utilização em Anestesiologia. O propósito desta revisão é discutir alguns aspectos atuais da bioquímica da ciclooxigenase, que vem servindo de base para o desenvolvimento dos novos AINE. CONTEÚDO: Estas drogas exercem suas ações principalmente através da inibição da ciclooxigenase (COX), a enzima chave que catalisa a conversão de ácido araquidônico em prostaglandinas e tromboxanos. Pelo menos duas isoformas da COX já foram identificadas, a COX-1, que é constitutivamente expressa na maioria dos tecidos, e a COX-2, que é uma forma induzível da enzima localizada principalmente nas células e tecidos envolvidos em processos inflamatórios. Com a descoberta da COX-2 e a determinação de sua estrutura, foi possível desenvolver drogas mais seletivas que reduzem a inflamação sem afetar a COX-1, protetora do estômago e rins, dando origem a uma nova geração de compostos antiinflamatórios denominados de inibidores específicos da COX-2. CONCLUSÕES: Embora estes compostos de última geração apresentem menor toxicidade para o trato gastrintestinal, outros efeitos adversos graves têm sido observados, incluindo insuficiência renal e efeitos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio e a trombose. A despeito destes efeitos colaterais, estes novos fármacos estão sendo testados em outras condições clínicas, principalmente no tratamento preventivo do câncer e da doença de Alzheimer.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Nonsteroidal Anti-inflammatory Drugs (NSAIDs) are among the most widely prescribed drugs, including for Anesthesiology. This review aimed at discussing some current cycloxygenase biochemical aspects, which have provided the basis for the development of new analgesic and anti-inflammatory drugs. CONTENTS: These drugs primarily act by inhibiting cycloxygenase (COX), which is the key-enzyme catalyzing the conversion of arachidonic acid into prostaglandins and thromboxane. At least two COX isoforms have already been identified: COX-1, which is constitutively expressed in most tissues, and the inducible enzyme COX-2, which is primarily found in inflammatory cells and tissues. The discovery of COX-2 has enabled the development of more selective drugs to decrease inflammation without affecting COX-1 that protects stomach and kidneys and giving origin to a new generation of anti-inflammatory compounds called specific COX-2 inhibitors. CONCLUSIONS: Although there is significantly lower gastrointestinal toxicity in patients treated with selective COX-2 inhibitors, other severe adverse effects have been observed, including renal failure and cardiovascular effects, such as myocardial infarction acute and thrombosis. Despite these potential side effects, these new drugs are being tested in different clinical conditions, especially in cancer prevention and Alzheimer's disease.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los antiinflamatorios no-esteroidales (AINE) están entre las drogas más prescritas y usadas en el mundo, incluyendo la utilización en Anestesiología. El propósito de esta revisión es discutir algunos aspectos actuales de la bioquímica de la ciclooxigenasis, que viene sirviendo de base para el desenvolvimiento de los nuevos AINE. CONTENIDO: Estas drogas ejercen su acción principalmente a través de la inhibición de la ciclooxigenasis (COX), la enzima clave que catalisa la conversión de ácido araquidónico en prostaglandinas y tromboxanos. Por lo menos dos isoformas de la COX ya fueron identificadas, la COX-1, que es constitutivamente expresa en la mayoría de los tejidos, y la COX-2, que es una forma inducible de la enzima localizada principalmente en células y tejidos envueltos en procesos inflamatorios. Con la descubierta de la COX-2 y la determinación de su estructura, fue posible desenvolver drogas más selectivas que reducen la inflamación sin afectar la COX-1, protectora del estomago y riñones, dando origen a una nueva generación de compuestos antiinflamatorios denominados de inhibidores específicos de la COX-2. CONCLUSIONES: No entanto estos compuestos de última generación presenten menor toxicidad para el trato gastrointestinal, otros efectos adversos graves han sido observados, incluyendo insuficiencia renal y efectos cardiovasculares, como el infarto del miocardio y la trombosis. A despecho de estos efectos colaterales, estos nuevos fármacos están siendo testados en otras condiciones clínicas, principalmente en el tratamiento preventivo del cáncer y de la enfermedad de Alzheimer.