Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420040006&lang=en vol. 54 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Revista Brasileira de Anestesiologia, bilingual and on-line</B>: <B>exposure and responsibility</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Cardiac arrest during anesthesia at a tertiary teaching hospital</B>: <B>prospective survey from 1996 to 2002</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A incidência e causas de parada cardíaca (PC) durante a anestesia variam e são difíceis de comparar diante dos diversos métodos usados nos estudos. A pesquisa teve como objetivo estudar todas as PC ocorridas no intra e pós-operatório, durante um período de sete anos, de 1996 a 2002, em hospital de ensino de atendimento terciário para determinar incidência e causas da PC. MÉTODO: A incidência prospectiva de PC ocorrida durante a anestesia em 40.941 pacientes consecutivos foi identificada, utilizando-se um Banco de Dados. Todos os casos de PC e óbito foram revisados por uma Comissão, para determinar o fator desencadeante da PC ou óbito. A incidência de PC foi calculada em relação à idade, sexo, estado físico, segundo a classificação da ASA, tipo de atendimento, fatores desencadeantes, como alteração do estado físico do paciente e complicações cirúrgicas e anestésicas, tipo de anestesia e evolução para óbito. RESULTADOS: Ocorreram 138 PC (33,7:10.000), sendo a maioria em recém-nascidos, crianças até um ano e idosos, no sexo masculino (65,2%), em pacientes com estado físico ASA III ou superior, em atendimento de emergência e durante anestesia geral. Alterações do estado físico foram o principal fator de PC (23,9:10.000), seguidas de complicações cirúrgicas isoladamente (4,64:10.000) ou associadas a alterações do estado físico (2,44:10.000) e da anestesia isoladamente (1,71:10.000) ou associadas a alterações do estado físico (0,98:10.000). O risco de óbito relacionado à anestesia como fator principal ou contributivo foi igual para ambos (0,49:10.000). As principais causas da mortalidade associada à anestesia foram os problemas ventilatórios (45,4%), eventos relacionados à medicação empregada (27,3%), aspiração pulmonar (18,2%) e hidratação excessiva (9,1%). CONCLUSÕES: A incidência de PC durante a anestesia ainda continua elevada. A maioria das PC e óbitos associados à anestesia foi relacionada ao manuseio das vias aéreas e à administração de medicamentos e anestésicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Cardiac arrest (CA) incidence and causes during anesthesia are variable and difficult to be compared due design variations of major studies. This survey aimed at evaluating all intra and postoperative CA from 1996 to 2002 at a tertiary teaching hospital to determine CA incidence and causes. METHODS: The prospective incidence of CA during 40,941 anesthesias was identified from a database. All CA and deaths were reviewed by a Committee in order to determine triggering factors. CA cases were studied as to age, gender, ASA physical status, type of treatment, triggering factors, such as changes in patients physical status and surgical and anesthetic complications, type of anesthesia and evolution to death. RESULTS: There were 138 CA (33.7:10,000), being most of them neonates, children aged less than 1 year, elderly people, males (65.2%), physical status ASA III or poorer, in emergency surgeries and during general anesthesia. Physical status changes were the major CA factor (23.9:10,000) followed by surgical complications alone (4.64:10,000) or associated to physical status changes (2.44:10,000) and anesthetic complications alone (1.71:10,000) or associated to physical status changes (0.98:10,000). The risk of anesthesia-related death as major or contributing factor was similar for both (0.49:10,000). Major anesthesia-related death causes were ventilatory problems (45.4%), drug-related events (27.3%), pulmonary aspiration (18.2%) and fluid overload (9.1%). CONCLUSIONS: CA incidence during anesthesia is still high. Most anesthesia-related cardiac arrests and deaths were related to airway management and drug and anesthetic administration.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La incidencia y causas de parada cardíaca (PC) durante la anestesia varían y son difíciles de comparar delante de los diversos métodos usados en los estudios. El objetivo de la pesquisa fue de como estudiar todas las PC ocurridas en el intra y pos-operatorio, durante un período de siete años, de 1996 a 2002, en un hospital de enseñanza de servicio terciario para determinar incidencia y causas de la PC. MÉTODO: La incidencia prospectiva de PC ocurrida durante la anestesia en 40.941 pacientes consecutivos fue identificada, utilizándose un Banco de datos. Todos los casos de PC y fallecimiento fueron revisados por una Comisión, para determinar el factor desencadenante de la PC o fallecimiento. La incidencia de la PC fue calculada con relación a la edad, sexo, estado físico, según la clasificación de la ASA, tipo de servicio, factores desencadenantes, como alteración del estado físico del paciente y complicaciones quirúrgicas y anestésicas, tipo de anestesia y evolución para fallecimiento. RESULTADOS: Ocurrieron 138 PC (33,7:10.000), siendo la mayoría en recién nacidos, niños hasta un año de edad y ancianos, en el sexo masculino (65,2%), en pacientes con estado físico ASA III o superior, en servicio de emergencia y durante anestesia general. Alteraciones del estado físico fueron el principal factor de PC (23,9:10.000), seguidas de complicaciones quirúrgicas aisladamente (4,64:10.000) o asociadas a alteraciones del estado físico (2,44:10.000) y de la anestesia aisladamente (1,71:10.000) o asociadas a alteraciones del estado físico (0,98:10.000). El riesgo de fallecimiento relacionado a la anestesia como factor principal o contributivo fue igual para ambos (0,49:10.000). Las principales causas de la mortalidad asociada a la anestesia fueron los problemas ventilatorios (45,4%), eventos relacionados a la medicación usada (27,3%), aspiración pulmonar (18,2%) e hidratación excesiva (9,1%). CONCLUSIONES: La incidencia de PC durante la anestesia aún continúa elevada. La mayoría de las PC y fallecimientos asociados a la anestesia fue relacionada al manoseo de las vías aéreas y a la administración de medicamentos y anestésicos. <![CDATA[<B>Heart rate and blood pressure are not good parameters to evaluate preoperative anxiety</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os pacientes cirúrgicos sofrem graus variados de estresse psicológico no período pré-operatório. Pacientes ansiosos podem apresentar reações psicossomáticas como hipertensão arterial e taquicardia. O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de ansiedade pré-operatória em uma população de pacientes cirúrgicos, detectar alterações de freqüência cardíaca e pressão arterial e sua relação com idade, sexo, grau de instrução e experiência cirúrgica prévia. MÉTODO: A 145 pacientes adultos, de ambos os sexos, estado físico (ASA) I, II ou III, escolhidos aleatoriamente, perfeitamente orientados no tempo e no espaço, alfabetizados e escalados para cirurgias eletivas, foi aplicado o questionário de ansiedade pré-operatória de Amsterdã durante a consulta pré-anestésica. Foram considerados ansiosos os pacientes com escore igual ou maior que onze. Para cada paciente anotou-se o sexo, a idade, o grau de instrução, a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), a freqüência cardíaca (FC), a experiência cirúrgica prévia e a história de hipertensão arterial. RESULTADOS: Sessenta e nove pacientes (47,58%) apresentaram escores de ansiedade igual ou maior que onze (ansiosos), enquanto 76 pacientes (52,41%) apresentaram escores menores que onze (não ansiosos). Não houve diferença significativa entre pacientes ansiosos e não ansiosos quanto à idade, PAS, PAD e FC. Entre os pacientes ansiosos, 68,12% foram do sexo feminino e 31,88%, do sexo masculino, p < 0,05. Os pacientes ansiosos não diferiram significativamente dos não ansiosos em relação às prevalências de experiência cirúrgica prévia, graus de instrução e história de hipertensão arterial. CONCLUSÕES: A pressão arterial e a freqüência cardíaca não refletem o nível de ansiedade pré-operatória. Pacientes do sexo feminino têm maiores probabilidades de apresentar ansiedade pré-operatória do que pacientes do sexo masculino.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Surgical patients are subject to different levels of preoperative distress. Anxious patients may present unfavorable psychophysical reactions, such as hypertension and tachycardia. This study aimed at evaluating the level of preoperative anxiety in a population of surgical patients, and at detecting heart rate and blood pressure changes and their relationship with age, gender, education and previous surgical experience. METHODS: Participated in this randomized study 145 adult patients of both genders, physical status ASA I - III, perfectly oriented in time and space, literate and scheduled for elective surgeries, to whom the Amsterdam preoperative anxiety questionnaire was applied during preanesthetic evaluation. Patients with scores > 11 were considered anxious. Age, gender, education, systolic and diastolic blood pressure, heart rate, previous surgical experience and history of hypertension were recorded. RESULTS: Sixty-nine patients (47.58%) were considered anxious, while 76 (52.41%) were considered not anxious. There were no significant differences between anxious and non-anxious patients in age, systolic and diastolic blood pressure, and heart rate. Among anxious patients 68.12% were females and 31.88% were males (p < 0.05). There were no significant differences in education, previous surgical experience and history of hypertension between anxious and non-anxious patients. CONCLUSIONS: Heart rate and blood pressure do not reflect the level of preoperative anxiety. Females are more anxious then males in the preoperative period.<hr/>JUSTIFICATIVAS Y OBJETIVOS: Los pacientes quirúrgicos sufren variados grados de estrés psicológico en el período pre-operatorio. Pacientes ansiosos pueden presentar reacciones sicosomáticas como hipertensión arterial y taquicardia. El objetivo de este estudio fue el de evaluar el nivel de ansiedad pre-operatoria en una población de pacientes quirúrgicos, detectar alteraciones de la frecuencia cardiaca y presión arterial y su relación con edad, sexo, grado de instrucción y experiencia quirúrgica previa. MÉTODO: A 145 pacientes adultos, de ambos sexos, estado físico (ASA) I, II ó III, escogidos aleatoriamente, perfectamente orientados en el tiempo y en el espacio, alfabetizados y escalados para cirugías electivas, fue aplicado el cuestionario de ansiedad pre-operatoria de Amsterdan durante la consulta pre-anestésica. Fueron considerados ansiosos los pacientes con contaje igual o mayor que once. Para cada paciente se anotó sexo, edad, grado de instrucción, presión arterial sistólica (PS) y diastólica (PAD), frecuencia cardíaca (FC), experiencia quirúrgica previa e historia de hipertensión arterial. RESULTADOS: Sesenta y nueve pacientes (47,58%) presentaron contajes de ansiedad igual o mayor que once (ansiosos), mientras 76 pacientes (52,41%) presentaron contajes menores que once (no ansiosos). No hubo diferencia significativa entre pacientes ansiosos y no ansiosos en cuanto a la edad, PS, PAD y FC. Entre los pacientes ansiosos, 68,12% fueron del sexo femenino y 31,88%, del sexo masculino, p < 0,05. Los pacientes ansiosos no difirieron significativamente de los no ansiosos con relación a las superioridades de experiencia quirúrgica previa, grados de instrucción e historia de hipertensión arterial. CONCLUSIONES: La presión arterial y la frecuencia cardíaca no reflejan el nivel de ansiedad pre-operatoria. Pacientes del sexo femenino tienen mayores probabilidades de presentar ansiedad pre-operatoria,que pacientes del sexo masculino. <![CDATA[<B>Restricted dorsal spinal anesthesia for ambulatory anorectal surgery</B>: <B>a pilot study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O aumento do número de cirurgias ambulatoriais exige o emprego de métodos anestésicos que permitam a liberação do paciente após a cirurgia. Freqüentemente, as cirurgias anorretais são realizadas com os pacientes hospitalizados. Este estudo examina a possibilidade de esses procedimentos serem realizados em regime ambulatorial com baixas doses de bupivacaína hipobárica. MÉTODO: Trinta pacientes, estado físico ASA I e II, foram submetidos à raquianestesia com solução hipobárica de bupivacaína a 0,15% através de agulha 27G Quincke para cirurgias anorretais. A punção subaracnóidea foi realizada com o paciente em decúbito ventral com auxílio de coxim em seu abdômen para corrigir a lordose lombar e o espaço intervertebral. RESULTADOS: O bloqueio sensitivo foi obtido em todos os pacientes. A sua dispersão variou de T10 a L2 com moda em T12. Apenas três pacientes apresentaram algum grau de bloqueio motor. A duração do bloqueio foi de 122,17 ± 15,35 minutos. Estabilidade hemodinâmica foi observada em todos os pacientes. Nenhum paciente desenvolveu cefaléia pós-punção da dura-máter. CONCLUSÕES: Seis miligramas de bupivacaína a 0,15% em solução hipobárica proporcionaram um bloqueio predominantemente sensitivo, quando injetados em decúbito ventral. As principais vantagens são rápida recuperação, estabilidade hemodinâmica e satisfação do paciente, sendo uma boa indicação para anestesia ambulatorial.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The increasing number of ambulatory procedures requires anesthetic methods allowing patients to be discharged soon after surgery completion. Currently, anorectal procedures are performed in inpatient settings. This study aimed at evaluating the feasibility of performing these procedures in outpatient settings with low hypobaric bupivacaine doses. METHODS: Participated in this study 30 patients physical status ASA I and II, submitted to spinal anesthesia with 0.15% hypobaric bupivacaine with 27G Quincke needle for anorectal procedures. Spinal puncture was performed with patients in the prone position with the help of a pad under the abdomen to correct lumbar lordosis and the vertebral interspace. RESULTS: Sensory block was obtained in all patients. Sensory block spread varied T10 to L2 (mode = T12). Only three patients presented motor block. Blockade length was 122.17 ± 15.35 minutes. No hemodynamic changes were observed in all patients. No patient developed post-dural puncture headache. CONCLUSIONS: Hypobaric bupivacaine (6 mg) has provided predominantly sensory block after injection in the prone position. Major advantages were hemodynamic stability and patients' satisfaction, being a good indication for outpatient anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El aumento del número de cirugías ambulatoriales exige el empleo de métodos anestésicos que permitan la liberación del paciente después de la cirugía. Frecuentemente, las cirugías anorrectales son realizadas con los pacientes hospitalizados. Este estudio examina la posibilidad de que esos procedimientos puedan ser realizados en régimen ambulatorial con bajas dosis de bupivacaína hipobárica. MÉTODO: Treinta pacientes, estado físico ASA I y II, fueron sometidos a la raquianestesia con solución hipobárica de bupivacaína a 0,15% a través de aguja 27G Quincke para cirugías anorrectales. La punción subaracnóidea fue realizada con el paciente en decúbito ventral con auxilio de un cojin en su abdomen para corregir la lordosis lumbar y el espacio intervertebral. RESULTADOS: El bloqueo sensitivo fue logrado en todos los pacientes. Su dispersión varió de T10 a L2 con moda en T12. Apenas tres pacientes presentaron algún grado de bloqueo motor. La duración del bloqueo fue de 122,17 ± 15,35 minutos. Estabilidad hemodinámica fue observada en todos los pacientes. Ningún paciente desarrolló cefalea después de punción de la dura-máter. CONCLUSIONES: Seis miligramos de bupivacaína a 0,15% en solución hipobárica proporcionaron un bloqueo predominantemente sensitivo, cuando inyectados en decúbito ventral. Las principales ventajas son la rápida recuperación, estabilidad hemodinámica y satisfacción del paciente, siendo una buena indicación para anestesia ambulatorial. <![CDATA[<B>Preload during spinal anesthesia for cesarean section</B>: <B>comparison between crystalloid and colloid solutions</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hipotensão arterial materna é a complicação mais comum após raquianestesia para cesariana. O objetivo deste estudo foi comparar o bem estar materno e fetal de pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia, após expansão volêmica com cristalóide ou colóide (gelatina fluida modificada). MÉTODO: Foram estudadas prospectivamente 50 gestantes de termo, estado físico ASA I, submetidas à cesariana sob raquianestesia. As pacientes foram aleatoriamente divididas em dois grupos que receberam expansão volêmica como segue: Grupo Cristalóide 10 ml.kg-1 de Ringer com lactato e Grupo Colóide, 10 ml.kg-1 de solução coloidal (gelatina fluida modificada). Definiu-se como pressão arterial de controle a média de três valores sucessivos de pressão arterial sistólica (PAS). A PAS foi medida a cada minuto e administrou-se bolus de 0,2 mg de metaraminol, por via venosa, para diminuição de PAS maior que 10% e bolus de 0,4 mg para diminuição de PAS maior que 20%. Ao nascimento avaliou-se o índice de Apgar e realizou-se gasometria da artéria umbilical. A análise estatística foi feita com os testes t de Student modificado e para igualdade de variáveis (p < 0,05). RESULTADOS: A hipotensão arterial 10% (100% e 100% das pacientes); hipotensão arterial 20% (72% e 72% das pacientes), náusea (4% e 8% das pacientes); consumo de vasopressor (1,67 ± 0,89 mg e 1,88 ± 0,74 mg) e pH da artéria umbilical (7,25 ± 0,04 e 7,26 ± 0,04), nos grupos Cristalóide e Colóide, respectivamente foram semelhantes. CONCLUSÕES: Nas condições estudadas, o colóide (gelatina fluida modificada) se mostrou equivalente ao cristalóide (Ringer com lactato) no sentido de garantir o bem estar materno e fetal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Maternal hypotension is the most common complication following spinal anesthesia for cesarean section. This study aimed at comparing the incidence of hypotension and the need for vasopressors in patients submitted to cesarean section under spinal anesthesia following preload with either crystalloid or colloid (modified fluid gelatin). METHODS: Participated in this prospective study 50 term pregnant patients, physical status ASA I, submitted to cesarean section under spinal anesthesia. Patients were randomly allocated into two groups receiving preload as follows: Crystalloid group, 10 mL.kg-1 lactated Ringer; Colloid group, 10 mL.kg-1 colloid (modified fluid gelatin). Control blood pressure was defined as the mean of three successive systolic blood pressure (SBP) values. SBP was measured at 1-minute intervals and 0.2 mg intravenous bolus of metaraminol was administered for SBP decrease above 10% of control blood pressure, and 0.4 mg bolus of the same drug for SBP decrease above 20% of control. Apgar score was evaluated after delivery and umbilical artery blood was sent for analysis. Modified Student's t test was used for statistical analysis and p < 0.05 was considered statistically significant. RESULTS: Hypotension 10% (100% and 100% of patients); hypotension 20% (72% and 72% of patients), nausea (4% and 8% of patients); vasopressor consumption (1.67± 0.89 mg and 1.88 ± 0.74 mg) and umbilical artery pH (7.25 ± 0.04 and 7.26 ± 0.04), in Crystalloid and Colloid groups, respectively, were similar. CONCLUSIONS: In the conditions of this study, colloid (modified fluid gelatin) was equivalent to crystalloid (lactate Ringer) in preventing or decreasing the incidence of hypotension in patients submitted to cesarean section under spinal anesthesia<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hipotensión arterial materna es la complicación más común después de raquianestesia para cesárea. El objetivo de este estudio fue comparar el bien estar materno y fetal de pacientes sometidas a cesárea bajo raquianestesia, después de expansión volemica con cristalóide o coloide (gelatina fluida modificada). MÉTODO: Fueron estudiadas prospectivamente 50 gestantes de término, estado físico ASA I, sometidas a cesárea bajo raquianestesia. Las pacientes fueron aleatoriamente divididas en dos grupos que recibieron expansión volemica a seguir: Grupo Cristaloide 10 ml.kg-1 de Ringer con lactato y Grupo Coloide, 10 ml.kg-1 de solución coloidal (gelatina fluida modificada). Se definió como presión arterial de control la media de tres valores sucesivos de presión arterial sistólica (PAS). La PS fue medida a cada minuto y se administró bolus de 0,2 mg de metaraminol, por vía venosa, para disminución de PS mayor que 10% y bolus de 0,4 mg para disminución de PS mayor que 20%. Al nacimiento se evaluó el índice de Apgar y se realizó gasometria de la arteria umbilical. El análisis estadístico fue hecho con los tests t de Student modificado y para igualdad de las variables (p < 0,05). RESULTADOS: La hipotensión arterial 10% (100% y 100% de las pacientes); hipotensión arterial 20% (72% y 72% de las pacientes), náusea (4% y 8% de las pacientes); consumo de vasopresor (1,67 ± 0,89 mg y 1,88 ± 0,74 mg) y pH de la arteria umbilical (7,25 ± 0,04 y 7,26 ± 0,04), en los grupos Cristaloide y Coloide, fueron semejantes respectivamente. CONCLUSIONES: En las condiciones estudiadas, el coloide (gelatina fluida modificada) se mostró equivalente al cristaloide (Ringer con lactato) en el sentido de garantizar el bien estar materno y fetal. <![CDATA[<B>Anesthesia for cesarean section in patient with von Willebrand's disease and HIV infection</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença de von Willebrand é a alteração inata da coagulação mais freqüente em mulheres jovens. A infecção por HIV tem mostrado incidência progressivamente maior em mulheres, constatando-se transmissão vertical em até 25% dos casos. O objetivo deste relato é mostrar o caso de uma paciente com doença de von Willebrand e HIV positivo submetida à cesariana. RELATO DO CASO: Paciente de 24 anos, portadora de anemia microcítica, doença de von Willebrand e HIV, chegou à emergência obstétrica em início de trabalho de parto. Não realizou pré-natal. Foi indicada cesariana a fim de diminuir os riscos de transmissão vertical em paciente com carga viral de HIV desconhecida. Apresentava hematomas pelo corpo e história de hematoma de parede abdominal em cesariana anterior. Os testes de coagulação eram pouco alterados. Após infusão de concentrado de fator VIII foi realizada anestesia geral. Mãe e recém-nascido apresentaram evolução satisfatória. CONCLUSÕES: A avaliação de manifestações clínicas em pacientes com coagulopatia é fundamental na decisão do tipo de anestesia a ser indicada para cada paciente. A avaliação deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios da técnica escolhida. Nestas pacientes, deve-se sempre restringir ao máximo a indicação de interrupção da gestação por via alta, optando-se sempre pelos métodos menos invasivos. A terapia com concentrado de fator VIII é atualmente a melhor opção de tratamento, corrigindo a deficiência específica e diminuindo os riscos de transmissão viral.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Von Willebrand's disease is the most common hereditary coagulation disorder in young women. The incidence of HIV infection among women has been progressively increasing, and vertical transmission may account for 25% of cases. This report aimed at describing the case of an HIV-positive patient with von Willebrand's disease scheduled for cesarean section. CASE REPORT: Female HIV-positive patient, 24 years old, with microcytic anemia and von Willebrand's disease, admitted to the emergency room in early labor. She had no pre-natal care. Cesarean section was indicated to lower vertical transmission risks since HIV viral count was unknown. Patient had hematomas on both arms and legs and history of abdominal wall hematoma in previous cesarean section. Coagulation tests were mildly changed. General anesthesia was induced after factor VIII concentrate infusion. Both mother and newborn had satisfactory outcomes. CONCLUSIONS: Clinical evaluation of patients with coagulopathies is critical for determining the anesthetic technique. Evaluation should be individualized, considering risks and benefits of the technique. Cesarean section for these patients should be avoided whenever possible and replaced by less invasive methods. Factor VIII concentrate therapy is the best treatment option for correcting specific deficiency and lowering viral transmission risks.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La enfermedad de von Willebrand es la alteración innata de la coagulación más frecuente en mujeres jóvenes. La infección por HIV ha mostrado incidencia progresivamente mayor en mujeres, constatandose transmisión vertical en hasta 25% de los casos. El objetivo de este relato es mostrar el caso de una paciente con Enfermedad de von Willebrand y HIV positiva sometida a cesárea. RELATO DEL CASO: Paciente de 24 años, portadora de anemia microcítica, enfermedad de von Willebrand y HIV, llegó a la emergencia obstétrica en inicio de trabajo de alumbramiento. No realizó prenatal. Fue indicada cesárea a fin de disminuir los riesgos de transmisión vertical en paciente con carga vírica de HIV desconocida. Presentaba hematomas por el cuerpo e historia de hematoma de pared abdominal en cesárea anterior. Los tests de coagulación estaban un poco alterados. Después de infusión de concentrado de factor VIII fue realizada anestesia general. Madre y recién nacido presentaron evolución satisfactoria. CONCLUSIONES: La evaluación de manifestaciones clínicas en pacientes con coagulopatia es fundamental en la decisión del tipo de anestesia que será indicada para cada paciente. La evaluación debe ser individualizada, considerando los riesgos y beneficios de la técnica escogida. En estas pacientes, se debe siempre restringir al máximo la indicación de interrupción de la gestación por vía alta, optándose siempre por los métodos menos invasivos. La terapia con concentrado de factor VIII es actualmente la mejor opción de tratamiento, corrigiendo la deficiencia específica y dismunuyendo los riesgos de transmisión vírica. <![CDATA[<B>Needle fracture during spinal puncture</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Depois da introdução das agulhas de fino calibre (26G, 27G e 29G) e a conseqüente diminuição da incidência de cefaléia pós-punção da dura-máter, a raquianestesia vem sendo cada dia mais empregada. Suas complicações são pouco freqüentes. Recentemente, entretanto, foi observada uma complicação aparentemente rara, de fratura da agulha durante punção subaracnóidea. O objetivo deste relato é registrar o fato e aventar as possíveis causas e sua prevenção. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 53 anos, 90 kg, 175 cm, portador de hipertensão arterial sistêmica crônica e insuficiência renal crônica apresentou-se, em caráter de urgência, para transplante renal. Foi proposta a administração de morfina subaracnóidea visando analgesia pós-operatória. Inicialmente tentou-se, sem sucesso, punção em L3-L4 com agulha 27G, seguiu-se tentativa de punção em L2-L3 quando se percebeu deformação da agulha. Ao ser retirada a agulha partiu-se, permanecendo um fragmento de 43 mm no ligamento interespinhoso de L2-L3, confirmado por fluoroscopia. Foi induzida anestesia geral e procedeu-se exploração cirúrgica guiada por fluoroscopia com retirada do fragmento da agulha. A seguir, o transplante renal foi realizado sem intercorrências. CONCLUSÕES: A diminuição do calibre das agulhas, que trouxe a vantagem da redução da incidência de cefaléia pós-punção da dura-máter, fez também com que elas se tornassem mais frágeis. Em casos onde os ligamentos são mais resistentes e a punção tentada mais de uma vez, pode haver deformação do material que fica susceptível a quebra. Conclui-se que em situações em que há resistência aumentada à passagem da agulha ou dificuldade de punção, o risco de sua deformação e a possibilidade de fratura devem ser confrontados com as vantagens do uso de agulhas de fino calibre.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: After fine spinal needles (26G, 27G and 29G) introduction and consequent decrease in post dural puncture headache, spinal anesthesia is being increasingly used. Its complications are uncommon however recently we have observed a seemingly unusual complication: needle fracture during spinal puncture. This report aimed at describing the fact and at pointing its possible causes in addition to its prevention. CASE REPORT: Male patient, 53 years old, 90 kg, 175 cm, with chronic systemic hypertension and renal failure presented for emergency renal transplantation. Spinal morphine was proposed for postoperative analgesia. Puncture at L3-L4 with 27G needle was attempted without success, and was followed by attempt at L2-L3 when needle deformation was observed. Needle has broken at removal, leaving behind a 43 mm fragment in the L2-L3 interspinous ligament, which was confirmed by fluoroscopy. General anesthesia was induced and fragment was removed by fluoroscopic surgical exploration. Renal transplantation was then performed uneventfully. CONCLUSIONS: Decreased needle gauge has decreased post dural puncture headache but has also made needles fragiles. When ligaments are more resistant and puncture is attempted more than once there may be material stress leading to needle fracture. In conclusion, when there is increased resistance to needle introduction and puncture difficulty, the risk of deformation and potential fracture should be balanced against fine needle advantages.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Después de la introducción de las agujas de calibre fino (26G, 27G y 29G) y la consecuente disminución de la incidencia de cefalea pos-punción de dura-máter, la raquianestesia viene siendo cada día más empleada. Sus complicaciones son poco frecuentes. Recientemente, sin embargo, fue observada una complicación aparentemente rara, de fractura de la aguja durante punción subaracnóidea. El objetivo de este relato es registrar el hecho y exponer las posibles causas y su prevención. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 53 años, 90 kg, 175 cm, portador de hipertensión arterial sistémica crónica e insuficiencia renal crónica se presentó, en carácter de urgencia, para trasplante renal. Fue propuesta la administración de morfina subaracnóidea con la finalidad de analgesia pós-operatoria. Inicialmente se intentó, sin éxito, punción en L3-L4 con aguja 27G, se siguió una tentativa de punción en L2-L3, cuando se percibió deformación de la aguja. Al ser retirada la aguja se partió, permaneciendo un fragmento de 43 mm en el ligamento interespinoso de L2-L3, confirmado por fluoroscopia. Fue inducida anestesia general y se procedió a una exploración quirúrgica guiada por fluoroscopia con retirada del fragmento de la aguja. A continuación, el trasplante renal fue realizado sin intercurrencias. CONCLUSIONES: La disminución del calibre de las agujas, que trajo la ventaja de la reducción de la incidencia de cefalea después de punción de la dura-máter, hizo también con que ellas se volviesen más débiles. En casos donde los ligamentos son más fuertes y la punción intentada más de una vez, puede haber deformación del material que se pone quisquilloso a la quiebra. Se concluye que en situaciones en las que hay resistencia aumentada por el pasaje de la aguja o dificultad de punción, el riesgo de su deformación y la posibilidad de fractura deben ser afrontados con las ventajas del uso de agujas de fino calibre. <![CDATA[<B>Anesthesia in Mckusick-Kaufman syndrome patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome de Mckusick-Kaufman é uma doença rara, caracterizada tipicamente por hidrometrocolpos, polidactilia e defeitos cardíacos congênitos. Pacientes portadores desta doença podem ser submetidos a diversos procedimentos cirúrgicos durante a sua vida e o anestesiologista deve estar preparado para possíveis alterações. O objetivo deste artigo é relatar a conduta anestésica adotada em uma paciente portadora desta síndrome. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino de 11 anos, 37 kg, portadora da síndrome de Mckusick-Kaufman, insuficiência renal crônica, encefalopatia hipertensiva e asma grave submetida à retirada de cateter peritoneal infectado e confecção de fístula arteriovenosa. História pregressa de intubação prolongada. A anestesia foi induzida com alfentanil (1 mg), propofol (50 mg) e atracúrio (25 mg) e mantida com sevoflurano (2% a 4%) e doses fracionadas de alfentanil. A traquéia foi intubada sem complicações e a extubação foi realizada na sala de cirurgia após o retorno satisfatório da função neuromuscular. CONCLUSÕES: Apesar de a síndrome de Mckusick-Kaufman tratar-se de uma associação variável de defeitos congênitos, alguns cuidados anestésicos comuns podem ser definidos. Este caso apresentou fatores complicadores da anestesia e a indução com propofol e alfentanil e a manutenção com sevoflurano proporcionaram à paciente uma anestesia com mínimas repercussões ventilatórias e hemodinâmicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Mckusick-Kaufman syndrome is an uncommon disease, typically characterized by hydrometrocolpos, polydactyly and congenital heart defects. These patients are often submitted to different surgical procedures throughout their lives and the anesthesiologist must be prepared to deal with possible complications. This article aimed at reporting the anesthetic management adopted for a patient with this syndrome. CASE REPORT: A 11-year-old, 37 kg, female with Mckusick-Kaufman syndrome, chronic renal failure, hypertensive encephalopathy and severe asthma was scheduled for surgical arterial-venous fistula preparation and removal of infected peritoneal dialysis catheter. Previous prolonged tracheal intubation was reported. Anesthesia was induced with alfentanil (1 mg), propofol (50 mg) and atracurium (25 mg) and was maintained with inhalational sevoflurane (2% to 4%) and intermittent IV alfentanil doses. Trachea was intubated without intercurrences and extubation was performed in the operating room after satisfactory neuromuscular function recovery. CONCLUSIONS: Although Mckusick-Kaufman syndrome is a variable association of congenital defects, some standard anesthetic cares may be defined. This specific case presented complicating factors for anesthesia, and induction with propofol and alfentanil and maintenance with sevoflurane have provided the patient a perioperative period with minimal ventilatory and hemodynamic repercussions.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La síndrome de Mckusick-kaufman es una dolencia rara, caracterizada típicamente por hidrometrocolpos, polidactilia y defectos cardiacos congénitos. Pacientes portadores de esta enfermedad pueden ser sometidos a varios procedimientos cirúrgicos durante su vida y el anestesiologista debe estar preparado para posibles alteraciones. El objetivo de este artículo es relatar la conducta anestésica adoptada en una paciente portadora de este síndrome. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino de 11 años, 37 kg, portadora del síndrome de Mckusick-Kaufman, insuficiencia renal crónica, encefalopatia hipertensiva y asma grave sometida a la retirada de catéter peritoneal infectado y a una confección de fístula arteriovenosa. Historia anterior de intubación prolongada. La anestesia fue inducida con alfentanil (1 mg), propofol (50 mg) y atracúrio (25 mg) y mantenida con sevoflurano (2% a 4%) y dosis fraccionadas de alfentanil. La tráquea fue intubada sin complicaciones y la extubación fue realizada en la sala de cirugía después del retorno satisfactorio de la función neuromuscular. CONCLUSIONES: A pesar que el síndrome de Mckusick-Kaufman se trate de una asociación variable de defectos congénitos, algunas atenciones anestésicas comunes pueden ser definidas. Este caso presentó factores complicadores de la anestesia y la inducción con propofol y alfentanil y el mantenimiento con sevoflurano proporcionaron a la paciente una anestesia con mínimas repercusiones ventilatorias y hemodinámicas. <![CDATA[<B>Accidental intravascular injection of 0.5% ropivacaine during thoracic epidural anesthesia</B>: <B>case reports</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ropivacaína foi introduzida na prática clínica há pouco mais de dez anos, associando-se a baixo risco de complicações do sistema nervoso central e cardiovascular. O objetivo destes relatos é apresentar um caso de parada cardíaca e outro de toxicidade neurológica, após injeção intravascular acidental da ropivacaína, durante a realização de anestesias peridurais. RELATO DOS CASOS: Trata-se de duas pacientes submetidas a cirurgias plásticas estéticas sob anestesia peridural torácica com ropivacaína a 0,5%. Durante a realização da técnica, uma delas apresentou parada cardíaca em assistolia e a outra, toxicidade neurológica. Prontamente atendidas, ambas apresentaram rápida recuperação, tendo sido possível a realização dos respectivos atos cirúrgicos. CONCLUSÕES: O reconhecimento e o tratamento rápidos da injeção intravascular acidental, bem como as características farmacológicas da ropivacaína foram decisivos, em ambos os casos, na boa recuperação das pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Ropivacaine was introduced in the clinical practice a little more than 10 years ago, and has been associated to low risk for central nervous system and cardiovascular complications. These reports aimed at presenting a case of cardiac arrest and another one of neurological toxicity after accidental intravascular ropivacaine injection during epidural anesthesia. CASE REPORTS: Two patients undergoing cosmetic plastic surgeries were submitted to thoracic epidural anesthesia with 0.5% ropivacaine. After anesthetic injection, one has presented cardiac arrest in asystole and the other had signs of neurological toxicity. Patients were promptly treated and presented fast recovery, in a way that both surgical procedures could be performed. CONCLUSIONS: The prompt Identification and treatment of the accidental intravascular injection, as well as ropivacaine pharmacological profile, were decisive in both cases for the satisfactory recovery of our patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A ropivacaína fue introducida en la práctica clínica hace poco más de diez años, asociándose a bajo riesgo de complicaciones del sistema nervioso central y cardiovascular. Estos relatos tienen como objetivo presentar un caso de parada cardíaca y otro de toxicidad neurológica, después de inyección intravascular accidental de ropivacaína, durante la realización de anestesias peridurales. RELATO DE LOS CASOS: Se trata de dos pacientes sometidas a cirugías plásticas estéticas bajo anestesia peridural torácica con ropivacaína a 0,5%. Durante la realización de la técnica, una de ellas presentó parada cardíaca en asistolia y la otra, toxicidad neurológica. Prontamente atendidas, ambas presentaron rápida recuperación, habiendo sido posible la realización de los respectivos actos quirúrgicos. CONCLUSIONES: El reconocimiento y el tratamiento rápidos de la inyección intravascular accidental, bien como las características farmacológicas de la ropivacaína fueron decisivos, en ambos casos, con una buena recuperación de las pacientes. <![CDATA[<B>Methylene blue to treat anaphylaxis during anesthesia</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No período peri-operatório, o risco de anafilaxia deve sempre ser considerado. A incidência de reações alérgicas em anestesia é controversa, variando entre 1/3000 a 1/20.000, com mortalidade entre 3% e 9 %. Neste caso, relata-se o uso do azul de metileno como coadjuvante ao tratamento do choque anafilático refratário à terapêutica tradicional. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 53 anos, submetido a herniorrafia inguinal sob raquianestesia. No final do procedimento, ao receber dipirona (1,5 g), por via venosa, o paciente imediatamente apresentou broncoespasmo, cianose, diminuição da SpO2 e da PAS, culminando com parada cardiorrespiratória. Foi iniciada reanimação cardiorrespiratória com massagem cardíaca externa, seguida de IOT e injeção de adrenalina (1 mg), atropina (1 mg), restabelecendo-se FC de 150 bpm, porém sem pulso palpável. Administrou-se mais 1 mg de adrenalina além de 1 g de hidrocortisona, com restabelecimento de pulso central (8 minutos). Apesar de receber dopamina (20 µg.kg-1.min-1), o paciente manteve-se hipotenso (60 mmHg) até 80 minutos. Administraram-se 100 mg de azul de metileno por via venosa, quando houve aumento da PAS para 85 e 105 mmHg, após a segunda dose. Seguiu-se da diminuição da dose de dopamina de 20 para 10, 7, 5 e, finalmente, 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSÕES: A anafilaxia tem como principal mediador a liberação de histamina, que induz a produção de óxido nítrico (NO), com conseqüente aumento da guanilato ciclase que promove vasodilatação arteriolar por aumento do GMP cíclico. O azul de metileno pode ser útil nestas situações, pois inibe a guanilato ciclase e conseqüentemente a vasodilatação, o que resulta em melhora hemodinâmica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The risk of perioperative anaphylaxis should always be considered. The incidence of anesthetic allergic reactions is controversial, varying from 1/3,000 to 1/20,000, with mortality range between 3 and 9%. This report describes the use of methylene blue as coadjuvant drug to treat anaphylaxis refractory to conventional therapy. CASE REPORT: A 53-year-old male patient was submitted to inguinal hernia correction under spinal anesthesia. After receiving 1.5 g intravenous dipirone at surgery completion, he immediately developed bronchospasm, cyanosis, decreased SpO2 and SBP, culminating with cardiac arrest. Resuscitation was started with external cardiac massage followed by tracheal intubation, as well as 1 mg epinephrine and 1 mg atropine injections. Heart rate returned (150 bpm) with no palpable pulse though. Additional 1 mg epinephrine and 1 g hydrocortisone were administered with central pulse recovery (8 minutes). Although receiving dopamine (20 µg.kg-1.min-1), patient remained hypotensive (60 mmHg) until 80 minutes. Intravenous 100 mg methylene blue was then administered with increased SBP to 85 and 105 mmHg after the second dose. Dopamine dose was tapered from 10 to 7, 5 and finally 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSIONS: Histamine is the major anaphylaxis mediator. Inducing nitric oxide (NO) production, it consequently increases guanylate cyclase, which promotes arteriolar vasodilation by increasing cyclic GMP. Methylene blue may be helpful in such situations because it inhibits guanylate cyclase and consequently vasodilation, resulting in hemodynamic improvement.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En el período peri-operatorio, el riesgo de anafilaxis siempre debe ser considerado. La incidencia de reacciones alérgicas en anestesia es polémica, variando entre 1/3000 a 1/20.000, con mortalidad entre 3% y 9%. En este caso, se relata el uso del azul de metileno como coadyuvante al tratamiento del choque anafiláctico refractario a la terapéutica tradicional. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 53 años, sometido a herniorrafia inguinal bajo raquianestesia. Al final del procedimiento, al recibir dipirona (1,5 g), por vía venosa, el paciente inmediatamente presentó broncoespasmo, cianosis, disminución de la SpO2 y de la PS, culminando con parada cardiorrespiratoria. Fue iniciada la reanimación cardiorrespiratoria con masaje cardíaco externo, seguida de IOT e inyección de adrenalina (1 mg), atropina (1 mg), restableciéndose FC de 150 lpm, sin embargo sin pulso palpable. Se administró más 1 mg de adrenalina además de 1 g de hidrocortisona, con restablecimiento de pulso central (8 minutos). A pesar de recibir dopamina (20 µg.kg-1.min-1), el paciente se mantuvo hipotenso (60 mmHg) hasta 80 minutos. Se administraron 100 mg de azul de metileno por vía venosa, cuando hubo aumento de la PS para 85 y 105 mmHg, después de la segunda dosis. Se siguió a la disminución de la dosis de dopamina de 20 para 10, 7, 5 y, finalmente, 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSIONES: La anafilaxis tiene como principal mediador la liberación de histamina, que induce la producción de óxido nítrico (NO), con consecuente aumento de guanilato ciclase que promueve vasodilatación arteriolar por aumento del GMP cíclico. El azul de metileno puede ser útil en estas situaciones, pues inhibe la guanilato ciclase y consecuentemente la vasodilatación, lo que resulta en una mejoría hemodinámica. <![CDATA[<B>Pulmonary edema after topic phenylephrine absorption during pediatric eye surgery</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Soluções tópicas de fenilefrina são empregadas freqüentemente em cirurgia oftalmológica com o objetivo de promover descongestionamento capilar ou dilatação pupilar. Este artigo descreve um caso de hipertensão arterial grave seguida de edema pulmonar durante cirurgia para correção de estrabismo. A provável causa desta complicação foi a absorção sistêmica de fenilefrina administrada por via tópica ocular. O objetivo do relato é a discussão de meios de prevenção desta complicação, assim como do tratamento mais adequado. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 12 anos, 50 kg, estado físico ASA I, admitido no centro cirúrgico para realização de correção de estrabismo convergente bilateral em regime ambulatorial. Foi submetido à anestesia geral venosa e a manutenção, realizada com infusão contínua de remifentanil e propofol. Após colocação do bléfaro, 6 gotas de fenilefrina a 10% foram aplicadas por via tópica. Decorridos 5 minutos do início da cirurgia, o paciente desenvolveu hipertensão arterial e taquicardia, refratárias à elevação da dose administrada de remifentanil e propofol, bem como à administração de droperidol. O controle da pressão arterial e da freqüência cardíaca foi possível após o emprego do sevoflurano, mas houve diminuição da saturação de oxigênio e o aparecimento de crepitações pulmonares difusas por provável desenvolvimento de edema pulmonar agudo. A furosemida foi administrada e os anestésicos foram suspensos. O paciente apresentou melhora progressiva do quadro pulmonar, enquanto os valores de pressão arterial permaneciam dentro da normalidade. Recebeu alta da sala de recuperação pós-anestésica 6 horas após a cirurgia, quando se apresentava em ventilação espontânea em ar ambiente, com saturação de O2, ausculta pulmonar e pressão arterial normais. CONCLUSÕES: A administração de fenilefrina tópica deve ser realizada com cautela, antes do início da cirurgia e com o conhecimento do anestesiologista, para que medidas sejam empregadas com o objetivo de evitar absorção sistêmica em grande quantidade e, caso esta ocorra, as condutas preconizadas devem ser seguidas, ou seja, diminuição da pressão arterial sem causar depressão miocárdica, como no caso do emprego de beta-bloqueadores ou bloqueadores do canal de cálcio. Os vasodilatadores de ação direta ou alfa-bloqueadores são as opções diante de hipertensão arterial grave decorrente da absorção sistêmica de fenilefrina.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Topic phenylephrine solutions are commonly used in eye procedures to promote capillary decongestion or pupil dilation. This article describes a case of severe hypertension followed by pulmonary edema during strabismus correction procedure. Possible cause of this complication might have been systemic absorption of phenylephrine eyedrops. Our objective is to discuss preventive means for such complication as well as the most adequate treatment. CASE REPORT: Male patient, 12 years old, 50 kg, physical status ASA I, admitted for outpatient bilateral convergent strabismus correction. Patient was submitted to intravenous general anesthesia, which was maintained with continuous remifentanil and propofol infusion. After blepharus adjustment, 6 drops of topic 10% phenylephrine were applied. Five minutes after beginning of surgery, patient has developed hypertension and tachycardia, refractory to increased remifentanil and propofol dose, as well as to droperidol. Blood pressure and heart rate could be controlled after sevoflurane administration, but there has been oxygen saturation decrease with diffuse pulmonary rales by possible development of acute pulmonary edema. Furosemide was administered and anesthetic solutions were withdrawn. Patient presented progressive pulmonary improvement while blood pressure remained within normal values. Patient was discharged from PACU six hours after surgery with spontaneous ventilation in room air, and normal O2 saturation, pulmonary auscultation and blood pressure. CONCLUSIONS: Topic phenylephrine should be cautiously administered before surgery and the anesthesiologist should be informed so that measures may be taken to prevent systemic absorption of large amounts. If there is absorption, preconized management should be followed, that is, decrease blood pressure without inducing myocardial depression, as it is the case with beta-blockers or calcium channel blockers. Direct action vasodilators, or alpha-blockers, are the options for severe hypertension induced by systemic phenylephrine absorption.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Soluciones tópicas de fenilefrina son usadas frecuentemente en cirugía oftalmológica con el objetivo de promover descongestionamento capilar o dilatación pupilar. Este artículo describe un caso de hipertensión arterial grave seguida de edema pulmonar durante la cirugía para corrección de estrabismo. La probable causa de esta complicación fue la absorción sistémica de fenilefrina administrada por vía tópica ocular. El objetivo del relato es la discusión de medios de prevención de esta complicación, como también el tratamiento más adecuado. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 12 años, 50 kg, estado físico ASA I, admitido en el centro quirúrgico para realización de corrección de estrabismo convergente bilateral en régimen ambulatorial. Fue sometido a la anestesia general venosa y a manutención, realizada con infusión continuada de remifentanil y propofol. Despues de colocación del blefaro, 6 gotas de fenilefrina a 10% fueron aplicadas por vía tópica. Decorridos 5 minutos del inicio de la cirugía, el paciente desarrolló hipertensión arterial y taquicardia, refractarias a la elevación de la dosis administrada de remifentanil y propofol, bien como a la administración de droperidol. El control de la presión arterial y de la frecuencia cardíaca fue posible después del empleo de sevoflurano, pero hubo disminución de la saturación de oxígeno y el aparecimiento de crepitaciones pulmonares difusas por probable desarrollo de edema pulmonar agudo. La furosemida fue administrada y los anestésicos fueron suspensos. El paciente presentó mejora progresiva del cuadro pulmonar, mientras los valores de presión arterial permanecían dentro de la normalidad. Recibió alta de la sala de recuperación pos-anestésica 6 horas después de la cirugía, cuando se presentaba en ventilación espontánea en aire ambiente, con saturación de O2, ausculta pulmonar y presión arterial normales. CONCLUSIONES: La administración de fenilefrina tópica debe ser realizada con cautela, antes del inicio de la cirugía y con el conocimiento del anestesiologista, para que sean creadas medidas con el objetivo de evitar absorción sistémica en grande cantidad y, caso ésta ocurra, las conductas preconizadas deben ser seguidas, o sea, disminución de la presión arterial sin causar depresión miocárdica, como en el caso de la colocación de beta-bloqueadores o bloqueadores del canal de calcio. Los vasodilatadores de acción directa o alfa-bloqueadores son las opciones delante de la hipertensión arterial grave consecuente de la absorción sistémica de fenilefrina. <![CDATA[<B>Accidental subarachnoid steroid injection during chronic lumbar pain treatment</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Antes que os corticóides fossem utilizados no espaço peridural para o tratamento de dor crônica da coluna lombar, a injeção subaracnóidea desses agentes era a escolha. A técnica subaracnóidea pode levar a sérias complicações com seqüelas neurológicas, embora alguns autores ainda a preconizem. O objetivo deste relato é mostrar um caso de injeção inadvertida de corticóide associado ao anestésico local no espaço subaracnóideo, quando da realização de punção peridural para tratamento de dor na coluna lombar. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 46 anos, acompanhado pela neurocirurgia por apresentar ciatalgia à direita, há 9 meses, sem melhora com o tratamento clínico, devido a protrusão discal L4-L5 comprovada por estudo tomográfico, sem déficit neurológico. Foi realizada punção peridural para tratamento da dor, em L4-L5 com agulha 17G, e injetados 10 ml de solução contendo 4 ml de bupivacaína a 0,25%, 80 mg de metilprednisolona e 4 ml de solução fisiológica a 0,9%. Apesar de não se ter constatado refluxo de líquor, após 5 minutos da injeção ocorreram bloqueios sensitivo em T4 e motor em T6, associados à diminuição da pressão arterial e freqüência cardíaca. CONCLUSÕES: As punções subaracnóideas acidentais com associação de corticóides para tratamento de dor podem apresentar complicações. Os seus riscos são inúmeros, variando de sintomas temporários leves a lesões nervosas e, inclusive, na medula espinhal. O paciente em questão não apresentou nenhuma seqüela da injeção subaracnóidea inadvertida, provavelmente por ter sido injeção única.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Before epidural steroids were used in chronic lumbar pain, subarachnoid injection of these agents was the treatment of choice. Although still preconized by some authors, this technique may lead to severe complications with neurological sequelae. This report aimed at describing a case of accidental subarachnoid injection of steroid associated to local anesthetics during epidural puncture to treat lumbar pain. CASE REPORT: Male patient, 46 years old, followed by neurosurgery for presenting right sciatic pain for 9 month, refractory to clinical treatment due to L4-L5 disk protrusion confirmed by CT scan, without neurological deficit. Epidural puncture for pain treatment was performed in L4-L5 with 17G needle and 10 mL solution were injected containing 4 mL of 0.25% bupivacaine, 80 mg methylprednisolone and 4 mL of 0.9% saline. Although there has not been CSF reflux, 5 minutes after injection there were sensory block in T4 and motor block in T6, associated to blood pressure and heart rate decrease. CONCLUSIONS: Accidental subarachnoid injections with the association of steroids for pain relief may cause adverse effects. There are several risks, varying from mild transient symptoms to nervous injuries, including spinal cord injuries. Our patient had no sequelae from the accidental subarachnoid injection, probably because it has been a single injection.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Antes que los corticóides fuesen utilizados en el espacio peridural para el tratamiento de dolor crónico de la columna lumbar, la inyección subaracnóidea de eses agentes era la elección. La técnica subaracnóidea puede llevar a serias complicaciones con secuelas neurológicas, aunque algunos autores aún la preconicen. El objetivo de este relato es mostrar un caso de inyección inadvertida de corticóide asociado a anestésico local en el espacio subaracnóideo, cuando de la realización de punción peridural para tratamiento de dolor en la columna lumbar. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 46 años, acompañado por la neurocirugía por presentar ciatalgia a la derecha, hace 9 meses, rebelde al tratamiento clínico debido a que protrusión discal L4-L5 comprobada por estudio tomográfico, sin déficit neurológico. Realizada la punción peridural para tratamiento del dolor, en L4-L5 con aguja 17G, e inyectados 10 ml de solución conteniendo 4 ml de bupivacaína a 0,25%, 80 mg de metilprednisolona y 4 ml de solución fisiológica a 0,9%. A pesar de que no se constató reflujo de líquor, después de 5 minutos de la inyección ocurrieron bloqueos sensitivos en T4 y motor en T6, asociados a la disminución de la presión arterial y frecuencia cardíaca. CONCLUSIONES: Las punciones subaracnóideas accidentales con asociación de corticóides para tratamiento de dolor pueden presentar complicaciones. Sus riesgos son innúmeros, variando de síntomas temporales leves a lesiones nerviosas e, incluso, en la médula espinal. El paciente en cuestión no presentó ninguna secuela de la inyección subaracnóidea inadvertida, probablemente por haber sido una inyección única. <![CDATA[<B>Anesthesia for cesarean section in a patient with congenital adrenal hyperplasia</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O objetivo deste relato de caso é ilustrar a conduta anestésica para cesariana em paciente portadora da forma não clássica de hiperplasia adrenal congênita (HAC) e revisar as manifestações clínicas e a conduta nas suas várias formas durante a gestação. RELATO DO CASO: Paciente primigrávida, 32 anos, portadora da forma não clássica de HAC foi admitida com quadro de retardo de crescimento intra-uterino, com 28 semanas de gestação. Suas características clínicas incluíam obesidade mórbida, hipertensão arterial leve e uso crônico de glicocorticóides. Com 29 semanas de gestação, a paciente foi submetida à cesariana de emergência sob raquianestesia, observando-se administração de esteróides no período peri-operatório. Mãe e recém-nascido apresentaram boa evolução. CONCLUSÕES: A conduta clínica em parturientes portadoras de HAC deve incluir no planejamento os efeitos da corticoterapia crônica, os sinais de insuficiência adrenal e a administração peri-operatória de esteróides. Em relação à anestesia é necessário considerar aspectos relacionados à obesidade e à hipertensão arterial. Uma abordagem multidisciplinar é necessária para garantir um bom resultado materno-fetal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The purpose of this case report is to illustrate the anesthetic management of a Cesarean section in a patient with non-classic congenital adrenal hyperplasia (CAH) and to review the clinical features and management of various forms of CAH during pregnancy. CASE REPORT: A 32-year-old primigravida, diagnosed with non-classic CAH, was admitted with intrauterine growth retardation at 28 weeks of gestation. Clinical features included morbid obesity, mild hypertension and chronic use of glucocorticoids. An emergency Cesarean section was performed at 29 weeks of gestation under uneventful spinal anesthesia with perioperative steroid coverage. Both mother and neonate had good outcome. CONCLUSIONS: The management of patients with CAH presenting for labour or operative delivery should include the understanding of the effects of chronic steroid therapy, signs of adrenal insufficiency and perioperative steroid coverage. Anesthetic considerations should include issues related to obesity and hypertension. A multidisciplinary approach is required to ensure successful outcome.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El objetivo de este relato de caso es ilustrar la conducta anestésica para cesárea en paciente portadora de la forma no clásica de hiperplasia adrenal congénita (HAC) y revisar las manifestaciones clínicas y la conducta en sus varias formas durante la gestación. RELATO DEL CASO: Paciente primípara, 32 años, portadora de la forma no clásica de HAC fue admitida con cuadro de retardo de crecimiento intrauterino, con 28 semanas de gestación. Sus características clínicas incluían obesidad mórbida, hipertensión arterial leve y uso crónico de glucocorticóides. Con 29 semanas de gestación, la paciente fue sometida a cesárea de emergencia bajo raquianestesia, observándose administración de esteróides en el período peri-operatorio. Madre y recién nacido presentaron buena evolución. CONCLUSIONES: La conducta clínica en parturientas portadoras de HAC debe incluir en la planificación los efectos de la corticoterapia crónica, los señales de insuficiencia adrenal y la administración peri-operatoria de esteróides. Con relación a la anestesia, es necesario considerar aspectos relacionados a la obesidad y a la hipertensión arterial. Un abordaje multidisciplinar es necesario para garantizar un buen resultado materno-fetal <![CDATA[<B>Water intoxication during hysteroscopy</B>: <B> case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Intoxicação hídrica e distúrbios eletrolíticos produzindo toxicidade sistêmica podem ocorrer durante ressecção prostática transuretral e cirurgia histeroscópica, sendo em geral causados pelo volume de líquido e pela duração do procedimento. RELATO DO CASO: Apresenta-se um caso incomum de intoxicação hídrica em uma paciente de 42 anos submetida à ressecção endoscópica de mioma uterino submucoso, com descrição do diagnóstico e do tratamento. CONCLUSÕES: A intoxicação hídrica pode ser resultado de sobrecarga líquida, sendo importante o controle cuidadoso dos líquidos empregados e monitorização clínica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Water intoxication and electrolyte disturbances that produce systemic toxicity can be developed during transurethral prostatic resection procedures and hysteroscopic surgery. Usual causes are considered the fluid load and the duration of the operation. CASE REPORT: We present an unusual case of water intoxication in a 42 years old, female patient who underwent endoscopic resection of uterine submucuous myoma. The diagnosis and treatment is also described. CONCLUSIONS: Water intoxication may develop as a result of distending fluid overload, therefore careful fluid measurement and monitoring is crucial.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Intoxicación hídrica y disturbios electrolíticos produciendo toxicidad sistémica pueden acontecer durante resección prostática transuretral y cirugía histeroscópica, siendo en general causados por el volumen de líquido y por la duración del procedimiento. RELATO DEL CASO: Se presenta un caso no frecuente de intoxicación hídrica en una paciente de 42 años sometida a resección endoscópica de un mioma uterino submucoso, con la descripción del diagnóstico y del tratamiento. CONCLUSIONES: La intoxicación hídrica puede ser resultado de recargo líquido, siendo importante el control cuidadoso de los líquidos empleados y monitorización clínica. <![CDATA[<B>Pharmacological treatment of trigeminal neuralgia</B>: <B>systematic review and metanalysis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A neuralgia do trigêmeo é uma síndrome de dor crônica, caracterizada por paroxismos de dor excruciante que afeta de maneira dramática a qualidade de vida dos pacientes acometidos. A terapia medicamentosa sistêmica é considerada o tratamento de primeira linha para esta doença. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia, a segurança e a tolerabilidade dos diversos tratamentos farmacológicos oferecidos aos pacientes com neuralgia do trigêmeo, visando fornecer evidências para as recomendações da prática clínica e identificar as necessidades de pesquisas adicionais. MÉTODO: Foram analisados ensaios clínicos aleatórios e controlados, publicados até julho de 2003, sobre o efeito analgésico das drogas prescritas no tratamento da neuralgia do trigêmeo. A análise estatística foi realizada com o auxilio do programa Review Manager 4.2.2 (Colaboração Cochrane, 2003). RESULTADOS: Os resultados da metanálise sugerem que a carbamazepina é mais eficaz que o placebo. Em três estudos controlados comparando a lamotrigina, o topiramato e o cloridrato de proparacaína ao placebo, somente a lamotrigina mostrou-se superior a ele. O dextrometafano foi comparado ao lorazepam em baixas doses, havendo aumento da dor com o uso daquele fármaco. Três estudos compararam a carbamazepina com a tizanidina, a tocainida e a pimozida, mostrando-se apenas a pimozida superior à carbamazepina. CONCLUSÕES: A carbamazepina continua como droga de escolha para o tratamento da neuralgia do trigêmeo, estando a lamotrigina e a pimozida indicadas em casos refratários à terapia convencional. Além disso, estudos adicionais são necessários para o estabelecimento de futuras opções terapêuticas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Trigeminal neuralgia is a syndrome of chronic pain, characterized by paroxysms of excruciating pain which dramatically affect patients' quality of life. Systemic drug therapy is the first line treatment for this disease. This study aimed at evaluating efficacy, safety and tolerability of several pharmacologic treatments offered to trigeminal neuralgia patients, trying to supply evidences for clinical practice recommendations and to identify the needs for further research. METHODS: Randomized controlled clinical trials on the analgesic effects of drugs prescribed for trigeminal neuralgia were evaluated. All of them were published until July 2003. Statistical analysis was accomplished with the support of Review Manager 4.2.2 software (Cochrane Collaboration, 2003). RESULTS: Metanalisys results suggest that carbamazepine is more efficient than placebo. In three controlled studies comparing lamotrigine, topiramate and 0.5% proparacaine hydrochloride, only lamotrigine was superior to placebo. Dextromethorphan was compared to low-dose lorazepam, with increased pain with dextromethorphan. Three studies have compared carbamazepine to tizanidine, tocainide and pimozide, and only pimozide was superior to carbamazepine. CONCLUSIONS: Carbamazepine is still the drug of choice for treating trigeminal neuralgia, being lamotrigine and pimozide indicated for cases refractory to conventional therapy. In addition, further studies are needed to determine future therapeutic options.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La neuralgia del trigémino es una síndrome de dolor crónico, caracterizada por paroxismos de dolor excruciante que afecta de manera dramática la calidad de vida de los pacientes acometidos. La terapia medicamentosa sistémica es considerada como el tratamiento de primera línea para esta enfermedad. El objetivo de este estudio fue de evaluar la eficacia, la seguridad y la tolerabilidad de los diversos tratamientos farmacológicos ofrecidos a los pacientes con neuralgia del trigémino, con la finalidad de suministrar evidencias para las recomendaciones de la práctica clínica e identificar las necesidades de pesquisas adicionales. MÉTODO: Fueron analizados ensayos clínicos aleatorios y controlados, publicados hasta julio de 2003, sobre el efecto analgésico de las drogas prescritas en el tratamiento de la neuralgia del trigémino. El análisis estadístico fue realizado con el auxilio del programa Review Manager 4.2.2 (Colaboración Cochrane, 2003). RESULTADOS: Los resultados de la metanálisis sugieren que la carbamazepina es más eficaz que el placebo. En tres estudios controlados comparando la lamotrigina, el topiramato y el cloridrato de proparacaína al placebo, solamente la lamotrigina se mostró superior a él. El dextrometafano fue comparado al lorazepam en dosis bajas, habiendo aumento del dolor con el uso de aquel fármaco. Tres estudios compararon la carbamazepina con la tizanidina, la tocainida y la pimozida, mostrándose apenas la pimozida superior a la carbamazepina. CONCLUSIONES: La carbamazepina continúa como droga de elección para el tratamiento de la neuralgia del trigémino, estando la lamotrigina y la pimozida indicadas en casos refractarios a la terapia convencional. Además, estudios adicionales son necesarios para que se establezcan futuras opciones terapéuticas. <![CDATA[<B>Neuromuscular blockers in Brazil</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Dados estatísticos referentes ao uso de bloqueadores neuromusculares no Brasil são desconhecidos. Este trabalho se propõe a análise estatística desse tópico. MÉTODO: Foram compiladas 831 respostas de um questionário preenchido em parte por anestesiologistas presentes ao 48º Congresso Brasileiro de Anestesiologia em Recife, 2001 e em parte via Internet, por anestesiologistas cujos endereços eletrônicos constam na página da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (<A HREF="http://www.sba.com.br/">www.sba.com.br</A>). Foram analisados os seguintes dados: tempo de contato com a especialidade, região onde atuam os anestesiologistas, uso de bloqueadores neuromusculares (BNM) em ordem de preferência, indicações do uso de succinilcolina, uso do monitor da transmissão neuromuscular, critérios para se considerar o paciente descurarizado, uso de neostigmina, forma de administração dos BNM e descrição de complicações observadas. RESULTADOS: A maioria dos anestesiologistas em questão exerce a profissão há mais de 11 anos e o maior número de respostas foi proveniente da região sudeste do Brasil. O BNM mais empregado é o atracúrio, seguido de pancurônio e succinilcolina. A succinilcolina é mais empregada na indução rápida e em crianças (80% e 25% respectivamente). Monitores da transmissão neuromuscular, 53% dos anestesiologistas nunca usam, e como critério de recuperação, 92% consideram o paciente descurarizado mediante sinais clínicos. Em 45% das vezes os profissionais empregam a neostigmina de forma rotineira, e 94% administra os BNM sob forma de bolus. Cerca de 30% registra ter havido complicação decorrente do uso de BNM. As complicações mais apontadas foram o bloqueio prolongado, o broncoespasmo grave e a curarização residual. CONCLUSÕES: O atracúrio é o bloqueador neuromuscular mais empregado no Brasil, há percentual alto de uso da succinilcolina em situações não emergenciais, o uso de monitores da transmissão neuromuscular é raro, e, como um corolário, um percentual significativo de uso de critérios eminentemente clínicos para considerar o paciente descurarizado. Registrou-se que, cerca de 30% dos anestesiologistas teve algum tipo de complicação decorrente do uso desses fármacos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are no statistical data on the use of neuromuscular blockers in Brazil. This study aimed at statistically analyzing this topic. METHODS: Our study has compiled 831 answers to a questionnaire filled by anesthesiologists attending the 48th Brazilian Congress of Anesthesiology in Recife, 2001, and via Internet by anesthesiologists whose e-mail addresses are in the Brazilian Society of Anesthesiology web page (<A HREF="http://www.sba.com.br/">www.sba.com.br</A>). The following data were evaluated: years of experience with the specialty, region where anesthesiologists practice, neuromuscular blockers (NMB) usage in order of preference, indications for succinylcholine, neuromuscular transmission monitor usage, blockade recovery criteria, neostigmine usage, NMB administration routes and description of observed complications. RESULTS: Most anesthesiologists practice for more than 11 years and the highest number of answers have come from the Southeastern region of Brazil. Most common NMB is atracurium, followed by pancuronium and succinylcholine. Succinylcholine is more frequently used for rapid sequence induction and in children (80% and 25%, respectively). Neuromuscular transmission monitors are never used by 53% of anesthesiologists, and 92% of them use clinical signs as blockade recovery criteria. Neostigmine is routinely used by 45% of professionals and 94% of them administer NMB in bolus. Approximately 30% have referred NMB-related complications. Most frequent complications were prolonged blockade, severe bronchospasm and residual curarization. CONCLUSIONS: Atracurium is the most popular neuromuscular blocker in Brazil; there is a high percentage of succinylcholine usage in non-emergency situations; neuromuscular transmission monitors are seldom used and, as a corollary, there is a significant percentage of clinical criteria to consider patients recovered. We have observed that approximately 30% of anesthesiologists had some type of NMB-related complication.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Dados estadísticos referentes al uso de bloqueadores neuromusculares en Brasil son desconocidos. Este trabajo se propone el análisis estadístico de ese tópico. MÉTODO: Fueron compiladas 831 respuestas de un cuestionario llenado en parte por anestesiologistas presentes al 48º Congreso Brasileño de Anestesiologia en la ciudad de Recife, 2001 y en parte vía Internet, por anestesiologistas cuyas direcciones electrónicas constan en la página de la Sociedad Brasileña de Anestesiologia (<A HREF="http://www.sba.com.br/">www.sba.com.br</A>). Fueron analizados los siguientes datos: tiempo de contacto con la especialidad, región donde actúan los anestesiologistas, uso de bloqueadores neuromusculares (BNM) en orden de preferencia, indicaciones del uso de succinilcolina, uso del monitor de transmisión neuromuscular, criterios para considerar el paciente descurarizado, uso de neostigmina, forma de administración de los BNM y descripción de complicaciones observadas. RESULTADOS: La mayoría de los anestesiologistas en cuestión ejerce la profesión hace más de 11 años y el mayor número de respuestas fue proveniente de la región sudeste de Brasil. El BNM más empleado es el atracúrio, seguido de pancurónio y succinilcolina. La succinilcolina es más empleada en la inducción rápida y en niños (80% y 25% respectivamente). Monitores de la transmisión neuromuscular, 53% de los anestesiologistas nunca usan, y como criterio de recuperación, 92% consideran el paciente descurarizado mediante señales clínicas. En un 45% de las veces los profesionales emplean la neostigmina de forma rutinaria, y 94% administra los BNM bajo forma de bolus. Cerca del 30% registra que tuvieron complicación consecuente del uso de BNM. Las complicaciones más apuntadas fueron el bloqueo prolongado, el broncoespasmo grave y la curarización residual. CONCLUSIONES: El atracúrio es el bloqueador neuromuscular más empleado en Brasil, hay alto percentual del uso de la succinilcolina en situaciones no emergenciales, el uso de monitores de la transmisión neuromuscular es raro, y, como un corolario, un percentual significativo de uso de criterios eminentemente clínicos para considerar el paciente descurarizado. Se registró que, cerca del 30% de los anestesiologistas tuvo algún tipo de complicación consecuente del uso de eses fármacos. <![CDATA[<B>Hemophilia and anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600017&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Há mais de 25 anos não se discute, na Revista Brasileira de Anestesiologia, de maneira geral, o manuseio do paciente hemofílico durante o peri-operatório. Apesar da hemofilia ter sido definida como doença no início do século XIX, existem, até hoje, muitas descobertas relacionadas a ela. O objetivo dessa revisão é apontar os cuidados relacionados ao paciente hemofílico durante o período peri-operatório, ressaltando o manuseio da hemofilia tipo A e o papel do anestesiologista na equipe multidisciplinar. CONTEÚDO: Estão definidas as características da hemofilia quanto à clínica e aos achados laboratoriais, a terapia farmacológica atual e os cuidados com o manuseio do paciente hemofílico no intra-operatório. CONCLUSÕES: O manuseio do paciente hemofílico foi aprimorado. Como conseqüência desse avanço, percebe-se a importância e a necessidade de que novos conhecimentos, principalmente em relação à terapia de reposição, sejam dominados por hematologistas e por todo o corpo clínico-cirúrgico. Quando pacientes hemofílicos submetem-se a procedimentos cirúrgicos é necessário o envolvimento de uma equipe multidisciplinar da qual o anestesiologista faz parte. A este profissional cabe a responsabilidade de tomar as condutas mais adequadas frente ao paciente hemofílico, participando e comunicando-se ativamente com os membros da equipe multidisciplinar.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: For more than 25 years, there has been no discussion in the Brazilian Journal of Anesthesiology about hemophiliac patients' perioperative management. Hemophilia has been described as a disease from the early 19th Century, but still today there are many hemophilia-related breakthroughs. This review aimed at pointing hemophilia patient-related perioperative care, focusing on hemophilia A management and the role of the anesthesiologist as part of the multidisciplinary team. CONTENTS: Hemophilia features are described in terms of clinical and laboratory findings, current pharmacological therapy and intraoperative care of hemophilia patients. CONCLUSIONS: Hemophiliac patients management has improved. As a consequence of this advance, it is important that new knowledge, especially related to replacement therapy, be mastered not only by hematologists but also by the whole clinical-surgical team. A multidisciplinary team of which the anesthesiologist is part has to be involved when hemophilia patients are submitted to surgical procedures. The anesthesiologist should be in charge of adopting most adequate approaches for hemophilia patients, actively participating and communicating with the members of the multidisciplinary team.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Hace más de 25 años que en la Revista Brasileña de Anestesiologia, de manera general, no se discute el manoseo del paciente hemofílico durante el peri-operatorio. A pesar de la hemofilia haber sido definida como enfermedad en el inicio del siglo XIX, existen hasta hoy, muchos hallazgos relacionados a ella. El objetivo de esa revisión es apuntar las atenciones relacionadas al paciente hemofílico durante el período peri-operatorio, realzando el manoseo de la hemofilia tipo A y el papel del anestesiologista en el equipo multidisciplinar. CONTENIDO: Están definidas las características de la hemofilia en cuanto a la clínica y a los hallazgos laboratoriales, la terapia farmacológica actual y las atenciones con el manoseo del paciente hemofílico en el intra-operatorio. CONCLUSIONES: El manoseo del paciente hemofílico fue perfeccionado. Como consecuencia de ese avance, se percibe la importancia y la necesidad de que nuevos conocimientos, principalmente con relación a la terapia de reposición, sean dominados por hematologistas y por todo el cuerpo clínico-quirúrgico. Cuando pacientes hemofílicos se someten a procedimientos quirúrgicos, es necesario el envolvimiento de un equipo multidisciplinar de la cual el anestesiologista hace parte. A este profesional cabe la responsabilidad de tomar las conductas más adecuadas frente al paciente hemofílico, participando y comunicándose activamente con los miembros del equipo multidisciplinar. <![CDATA[<B>Pain during spinal canal puncture and its relationship with ligamentum flavum, dura-mater and posterior longitudinal ligament innervation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600018&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor durante a punção raquidiana é um sinal de alarme, indicando que a ponta da agulha tocou numa estrutura nervosa. Por este motivo, se o paciente acusar dor durante a punção, é obrigatória a interrupção da técnica. A solução anestésica não deverá ser injetada para evitar uma possível lesão de raiz nervosa ou da medula espinhal. Deve-se recuar a agulha e mudar sua direção antes de novo avanço. O relato de dor é totalmente impossível se o paciente estiver adormecido sob influência da anestesia geral e, por este motivo, é recomendável que bloqueios sejam realizados com o paciente consciente. A dor só é referida quando a ponta da agulha ou a ponta do cateter desviarem-se do plano médio sagital para atingir o compartimento peridural ântero-lateral, podendo, desta forma tocar as radículas nervosas situadas próximas aos forames intervertebrais. Excluindo-se os estudos sobre a inervação da pele, do tecido celular subcutâneo e do ligamento interespinhoso, o objetivo deste trabalho é o de rever a inervação de algumas estruturas do canal vertebral: do ligamento amarelo, do ligamento longitudinal posterior, da dura-máter e do disco intervertebral. CONTEÚDO: Estudos sobre a inervação do canal vertebral serão apresentados nesta revisão da literatura, com a intenção de procurar entender a razão da origem da dor durante a punção do canal raquidiano. CONCLUSÕES: O ligamento amarelo é desprovido de inervação, explicando a ausência de dor durante a sua punção. Outras dores, durante a punção, podem ser atribuídas ao nervo de Luschka que inerva o ligamento longitudinal posterior e a porção ventral da dura-máter.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pain during spinal puncture is a warning that needle tip has touched a nervous structure. If patients refer pain during puncture, it is mandatory to interrupt the technique. Anesthetic solution should not be injected to prevent potential nervous root or spinal cord injury. Needle should be drawn back and have its direction changed before a new advance is attempted. Pain complain is totally impossible if patients are asleep under the influence of general anesthesia and that is why blockade with conscious patients is advisable. Pain is only referred when needle or catheter tip bypass the medium sagital plane to reach the antero-lateral epidural compartment, thus being able to touch nervous rootlets close to intervertebral foramina. Except for studies on skin, subcutaneous tissue and interspinous ligament innervation, this study aimed at reviewing the innervation of some spinal canal structures, namely, ligamentum flavum, posterior longitudinal ligament, dura-mater and intervertebral disk. CONTENTS: Studies on spinal canal innervation are presented in this literature review, aiming at understanding pain during spinal puncture. CONCLUSIONS: Ligamentum flavum is not innervated, thus explaining lack of pain during puncture. Other pains during puncture may be attributed to Luschka's nerve, which innervates posterior longitudinal ligament and dural ventral portion.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor durante la punción raquidiana es un señal de alarma, indicando que la punta de la aguja tocó en una estructura nerviosa. Por este motivo, si el paciente acusa dolor durante la punción, es obligatoria la interrupción de la técnica. La solución anestésica no deberá ser inyectada para evitar una posible lesión de la raíz nerviosa o de la médula espinal. Se debe retroceder la aguja y alterar su dirección antes de nuevo avance. El relato de dolor es totalmente imposible si el paciente está adormecido bajo influencia de la anestesia general y, por este motivo, es recomendable que bloqueos sean realizados con el paciente consciente. El dolor solamente es referido cuando la punta de la aguja o la punta del catéter se desvían del plano medio sagital para alcanzar el compartimiento peridural antero-lateral, pudiendo, de esta forma tocar las radículas nerviosas situadas próximas a los forames intervertebrales. Excluyéndose los estudios sobre la inervación de la piel, del tejido celular subcutáneo y del ligamento interespinoso, el objetivo de este trabajo es el de rever la inervación de algunas estructuras del canal vertebral: del ligamento amarillo, del ligamento longitudinal posterior, de la dura-máter y del disco intervertebral. CONTENIDO: Estudios sobre la inervación del canal vertebral serán presentados en esta revisión de la literatura, con la intención de querer entender la razón del origen del dolor durante la punción del canal raquidiano. CONCLUSIONES: El ligamento amarillo es desprovisto de inervación, explicando la ausencia de dolor durante su punción. Otros dolores, durante la punción, pueden ser atribuidos al nervio de Luschka que inerva el ligamento longitudinal posterior y la porción ventral de la dura-máter. <![CDATA[<B>Marlene Paulino dos Reis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600019&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor durante a punção raquidiana é um sinal de alarme, indicando que a ponta da agulha tocou numa estrutura nervosa. Por este motivo, se o paciente acusar dor durante a punção, é obrigatória a interrupção da técnica. A solução anestésica não deverá ser injetada para evitar uma possível lesão de raiz nervosa ou da medula espinhal. Deve-se recuar a agulha e mudar sua direção antes de novo avanço. O relato de dor é totalmente impossível se o paciente estiver adormecido sob influência da anestesia geral e, por este motivo, é recomendável que bloqueios sejam realizados com o paciente consciente. A dor só é referida quando a ponta da agulha ou a ponta do cateter desviarem-se do plano médio sagital para atingir o compartimento peridural ântero-lateral, podendo, desta forma tocar as radículas nervosas situadas próximas aos forames intervertebrais. Excluindo-se os estudos sobre a inervação da pele, do tecido celular subcutâneo e do ligamento interespinhoso, o objetivo deste trabalho é o de rever a inervação de algumas estruturas do canal vertebral: do ligamento amarelo, do ligamento longitudinal posterior, da dura-máter e do disco intervertebral. CONTEÚDO: Estudos sobre a inervação do canal vertebral serão apresentados nesta revisão da literatura, com a intenção de procurar entender a razão da origem da dor durante a punção do canal raquidiano. CONCLUSÕES: O ligamento amarelo é desprovido de inervação, explicando a ausência de dor durante a sua punção. Outras dores, durante a punção, podem ser atribuídas ao nervo de Luschka que inerva o ligamento longitudinal posterior e a porção ventral da dura-máter.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pain during spinal puncture is a warning that needle tip has touched a nervous structure. If patients refer pain during puncture, it is mandatory to interrupt the technique. Anesthetic solution should not be injected to prevent potential nervous root or spinal cord injury. Needle should be drawn back and have its direction changed before a new advance is attempted. Pain complain is totally impossible if patients are asleep under the influence of general anesthesia and that is why blockade with conscious patients is advisable. Pain is only referred when needle or catheter tip bypass the medium sagital plane to reach the antero-lateral epidural compartment, thus being able to touch nervous rootlets close to intervertebral foramina. Except for studies on skin, subcutaneous tissue and interspinous ligament innervation, this study aimed at reviewing the innervation of some spinal canal structures, namely, ligamentum flavum, posterior longitudinal ligament, dura-mater and intervertebral disk. CONTENTS: Studies on spinal canal innervation are presented in this literature review, aiming at understanding pain during spinal puncture. CONCLUSIONS: Ligamentum flavum is not innervated, thus explaining lack of pain during puncture. Other pains during puncture may be attributed to Luschka's nerve, which innervates posterior longitudinal ligament and dural ventral portion.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor durante la punción raquidiana es un señal de alarma, indicando que la punta de la aguja tocó en una estructura nerviosa. Por este motivo, si el paciente acusa dolor durante la punción, es obligatoria la interrupción de la técnica. La solución anestésica no deberá ser inyectada para evitar una posible lesión de la raíz nerviosa o de la médula espinal. Se debe retroceder la aguja y alterar su dirección antes de nuevo avance. El relato de dolor es totalmente imposible si el paciente está adormecido bajo influencia de la anestesia general y, por este motivo, es recomendable que bloqueos sean realizados con el paciente consciente. El dolor solamente es referido cuando la punta de la aguja o la punta del catéter se desvían del plano medio sagital para alcanzar el compartimiento peridural antero-lateral, pudiendo, de esta forma tocar las radículas nerviosas situadas próximas a los forames intervertebrales. Excluyéndose los estudios sobre la inervación de la piel, del tejido celular subcutáneo y del ligamento interespinoso, el objetivo de este trabajo es el de rever la inervación de algunas estructuras del canal vertebral: del ligamento amarillo, del ligamento longitudinal posterior, de la dura-máter y del disco intervertebral. CONTENIDO: Estudios sobre la inervación del canal vertebral serán presentados en esta revisión de la literatura, con la intención de querer entender la razón del origen del dolor durante la punción del canal raquidiano. CONCLUSIONES: El ligamento amarillo es desprovisto de inervación, explicando la ausencia de dolor durante su punción. Otros dolores, durante la punción, pueden ser atribuidos al nervio de Luschka que inerva el ligamento longitudinal posterior y la porción ventral de la dura-máter. <![CDATA[<B>Sebastião Marra Marques</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942004000600020&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor durante a punção raquidiana é um sinal de alarme, indicando que a ponta da agulha tocou numa estrutura nervosa. Por este motivo, se o paciente acusar dor durante a punção, é obrigatória a interrupção da técnica. A solução anestésica não deverá ser injetada para evitar uma possível lesão de raiz nervosa ou da medula espinhal. Deve-se recuar a agulha e mudar sua direção antes de novo avanço. O relato de dor é totalmente impossível se o paciente estiver adormecido sob influência da anestesia geral e, por este motivo, é recomendável que bloqueios sejam realizados com o paciente consciente. A dor só é referida quando a ponta da agulha ou a ponta do cateter desviarem-se do plano médio sagital para atingir o compartimento peridural ântero-lateral, podendo, desta forma tocar as radículas nervosas situadas próximas aos forames intervertebrais. Excluindo-se os estudos sobre a inervação da pele, do tecido celular subcutâneo e do ligamento interespinhoso, o objetivo deste trabalho é o de rever a inervação de algumas estruturas do canal vertebral: do ligamento amarelo, do ligamento longitudinal posterior, da dura-máter e do disco intervertebral. CONTEÚDO: Estudos sobre a inervação do canal vertebral serão apresentados nesta revisão da literatura, com a intenção de procurar entender a razão da origem da dor durante a punção do canal raquidiano. CONCLUSÕES: O ligamento amarelo é desprovido de inervação, explicando a ausência de dor durante a sua punção. Outras dores, durante a punção, podem ser atribuídas ao nervo de Luschka que inerva o ligamento longitudinal posterior e a porção ventral da dura-máter.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pain during spinal puncture is a warning that needle tip has touched a nervous structure. If patients refer pain during puncture, it is mandatory to interrupt the technique. Anesthetic solution should not be injected to prevent potential nervous root or spinal cord injury. Needle should be drawn back and have its direction changed before a new advance is attempted. Pain complain is totally impossible if patients are asleep under the influence of general anesthesia and that is why blockade with conscious patients is advisable. Pain is only referred when needle or catheter tip bypass the medium sagital plane to reach the antero-lateral epidural compartment, thus being able to touch nervous rootlets close to intervertebral foramina. Except for studies on skin, subcutaneous tissue and interspinous ligament innervation, this study aimed at reviewing the innervation of some spinal canal structures, namely, ligamentum flavum, posterior longitudinal ligament, dura-mater and intervertebral disk. CONTENTS: Studies on spinal canal innervation are presented in this literature review, aiming at understanding pain during spinal puncture. CONCLUSIONS: Ligamentum flavum is not innervated, thus explaining lack of pain during puncture. Other pains during puncture may be attributed to Luschka's nerve, which innervates posterior longitudinal ligament and dural ventral portion.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor durante la punción raquidiana es un señal de alarma, indicando que la punta de la aguja tocó en una estructura nerviosa. Por este motivo, si el paciente acusa dolor durante la punción, es obligatoria la interrupción de la técnica. La solución anestésica no deberá ser inyectada para evitar una posible lesión de la raíz nerviosa o de la médula espinal. Se debe retroceder la aguja y alterar su dirección antes de nuevo avance. El relato de dolor es totalmente imposible si el paciente está adormecido bajo influencia de la anestesia general y, por este motivo, es recomendable que bloqueos sean realizados con el paciente consciente. El dolor solamente es referido cuando la punta de la aguja o la punta del catéter se desvían del plano medio sagital para alcanzar el compartimiento peridural antero-lateral, pudiendo, de esta forma tocar las radículas nerviosas situadas próximas a los forames intervertebrales. Excluyéndose los estudios sobre la inervación de la piel, del tejido celular subcutáneo y del ligamento interespinoso, el objetivo de este trabajo es el de rever la inervación de algunas estructuras del canal vertebral: del ligamento amarillo, del ligamento longitudinal posterior, de la dura-máter y del disco intervertebral. CONTENIDO: Estudios sobre la inervación del canal vertebral serán presentados en esta revisión de la literatura, con la intención de querer entender la razón del origen del dolor durante la punción del canal raquidiano. CONCLUSIONES: El ligamento amarillo es desprovisto de inervación, explicando la ausencia de dolor durante su punción. Otros dolores, durante la punción, pueden ser atribuidos al nervio de Luschka que inerva el ligamento longitudinal posterior y la porción ventral de la dura-máter.